Arquivo de Novembro, 2011

I want you, I need you, I love you, I miss you…Like Crazy

Novembro 30, 2011

Quando vc sente saudades como um louco.

“Like Crazy” é um daqueles filmes de amor que vai te deixar com um nó na garganta e os olhos cheios de lágrimas em vários momentos, mesmo sem apelar em nenhum momento ou exagerar no drama, o que de cara a gente já agradece. Do tipo que vai fazer vc balançar a cabeça para o lado e dizer “Awnnnn” em diversos momentos invejáveis dessa história de amor foufa. Um filme que certamente vai fazer vc torcer como nunca por uma final feliz para esse casal e que além de tudo, vai deixar o final praticamente aberto, sem uma resolução clara, para que essa história tenha o final que vc quiser escolher que ela tenha. Howcoolisthat?

O filme conta uma história de amor do casal Jacob (Anton Yelchin) e Anna (Felicity Jones), dois jovens que se encontraram ainda na época da faculdade, ele sonhando em ser um designer de móveis e ela uma jornalista. E a partir desse encontro, eles começam a escrever essa história de amor que é daquelas que para vc assistir, é melhor até já garantir a caixa de Kleenex na mesinha do lado do sofá, só por precaução. (o que não é uma propaganda, mas poderia ser. $$$Catching!)

A história de amor entre os dois é linda e ao longo do filme podemos observar todo o seu percurso. Do começo animado como todo novo casal, experimentando coisas juntos, empolgados com a nova relação, descobrindo aos poucos a intimidade um do outro, querendo ficar grudados sem fazer nada o tempo todo, o que todo mundo faz no começo de qualquer relação do tipo boa, rs. Tudo isso de forma bem real e natural, sem grandes diálogos ou declarações de amor pedantes, sem forçar a barra, apenas uma sutileza de gestos e olhares encantadores entre os atores que fazem do filme algo ainda mais especial, além de imprimir um olhar moderno para as novas histórias de amor. Isso graças ao olhar simples e delicado do diretor Drake Doremus para o longa.

E com isso vamos ganhando cenas deliciosas do casal em momentos de intimidade, tudo de forma muito sútil, silenciosa, quase inocente até. E vai ficando cada vez mais claro pela personalidade dos dois que eles foram mesmo feitos para ficar juntos. Um dos meus momentos preferidos é a sequência com os dois dormindo na cama (algo que nós já vimos em propagandas até…), em diversos momentos diferentes, sempre demonstrando um carinho enorme um com o outro.

Jacob tem aquele ar de menino tímido, que se não fosse ela ter tomado a iniciativa de investir na relação, ele talvez nunca tivesse essa coragem. Anton Yelchin faz um ótimo trabalho interpretando o bom moço, completamente tímido e desconfortável, mas que olha para câmera com doçura, fazendo vc se apaixonar cada vez mais pelo seu personagem.

Já Anna é quase uma personagem poética. Criativa, ousada, filha de pais liberais e de origem inglesa (e a mãe dela é interpretada pela atriz Alex Kingston, a River Song de Doctor Who, o que foi um plus especial para o meu coração, rs). Ela embora seja mais animada do que ele, tem também um lado tímido e a mesma doçura ingênua no olhar. Ambos acabam se revelando ser quase a mesma pessoa até, com gostos e interesses muito parecidos. E a atriz Felicity Jones rouba a cena com os seus olhares melancólicos de saudade e a voz que quase não sai em uma conversa ao celular,  por ela estar sofrendo com a atual situação de distanciamento do casal ao longo do filme. Uma delícia de interpretação, sutil, delicada e absolutamente na medida. Clap Clap Clap!

O casal além de funcionar super bem, ainda conta com uma injeção de foufurices na história, como quando ele presenteia ela com a sua primeira peça produzida e baseada no seu design, uma cadeira de madeira, linda e fundamento, onde esta gravado “Like Crazy”, presente que se torna mais do que especial para ela. Jacob também presenteia ela com a pulseira da “paciência”, quando eles precisam ficar separados por um tempo, coisa de menino sensível que devemos preservar caso a gente consiga encontrar algum exemplar dessa espécie rara algum dia (fikdik, rs). Outro momento que também serve de exemplo desse nível de foufurices, é quando ela faz aquele diário/scrapbook no formato de um Moleskine  maravileeeandro, recheado de momentos compartilhados do casal. Uma idéia que eu estou pensando em recriar, nem que seja para mim mesmo. Porque não? (humpf…)

E o drama todo do fillme começa exatamente quando eles tem que encarar a realidade de que ela é uma estrangeira no país, com visto próximo de expirar assim que ela venha a se formar, o que acabaria dificultando e muito a relação do casal.

E quando esse dia finalmente chega e ela já esta de malas prontas para voltar para a Londres antiga, em uma atitude impensada e impulsiva, eles acabam resolvendo ficar juntos por mais um tempo, e assim ela passa a viver ilegalmente no pais, mesmo que apenas por um período curto de tempo e que naquele momento não parecia ser nada demais.

Uma atitude impensada e impulsiva daquele momento, algo que eles jamais imaginariam que implicaria em um drama no futuro, com ela tendo o seu visto negado para permanecer no país e assim, ter que voltar definitivamente para Londes e ficar longe do seu amor. Dra-ma.

A partir disso ganhamos a carga dramática do filme, onde ambos passam a tentar driblar a saudade de ter que viver separados (o que é sempre horrível e bem fácil de se imaginar naquele situação, porque sejamos sinceros: quem nunca ficou longe de quem ama ou já amou?) e vão tentando manter a relação a distância, ele na Califórnia,  onde sua vida esta começando a se estabelecer pós diploma com o seu negócio próprio como designer e ela em Londres, correndo atrás dos seus objetivos. Até que tudo vai ficando cada vez mais difícil e a relação acabe esfriando naturalmente.

Apesar de ambos tentarem seguir com suas vidas, se dedicando mais ao trabalho e ficando cada vez mais longe um do outro (de propósito ou involuntáriamente), fica evidente que ambos estão apenas tentando se enganar em relação a aquilo que eles realmente sentem um pelo outro. Até que em uma noite onde a saudade aperta mais do que Anna consegue aguentar, ela acaba o convencendo a fazer uma viagem a terra da rainha, em uma tentativa quase desesperada de estender um pouco mais aquela relação que pareceu ser tão perfeita um dia.

Mas não dura muito a boa fase de matar a saudade entre os dois e logo começam a surgir as dúvidas, inseguranças e os questinonamentos que todo mundo faz quando não deveria fazer. Como quando ambos começam a querer saber o que cada um fez quando esteve longe um do outro, com quem cada um andou se relacionando durante esse período todo, algo que a gente sempre tem a curiosidade de saber, mas que quase nunca estamos preparados para ouvir a verdade sobre a bagagem que cada um carrega. Uma conversa sempre à se evitar, por mais bem resolvida que as pessoas pareçam ser, fikdik.

E essa é a primeira vez que eles resolvem seguir com suas vidas aceitando que talvez esse não seja o modelo ideal de relação que ambos imaginaram se encontrar e com isso vão começando a se relacionar com outras pessoas, em uma tentativa de superar esse relacionamento que acabou se tornando complicado demais para continuar.

Mas sabe quando sempre parece estar faltando algo, mesmo que vc esteja seguindo com a sua vida, conseguindo conquistar os seus objetivos, mas ainda falta alguma coisa? Alguma ponta dessa história que vc deixou pendente, sem resolução, o que te faz ter a sensação de estar caminhando e não conseguir sair do lugar? Essa é a posição em que ambos se encontram a todo momento no filme quando não estão juntos, o que indica claramente que eles ainda precisam resolver esse issue.

O que acaba sendo cruel com os “novos” elementos dessa relação, que nunca serão o suficiente para eles, as vezes até sem saber do seu verdadeiro papel de total coadjuvante nessa história. O que não era bem o caso da  Sam (Jennifer Lawrence) “assistente” do Jacob no filme, mas que eu cheguei até a ficar com pena dela por duas vezes, coitada (apesar de ser Team Jacobanna desde o começo). Porque ser chutada duas vezes e ainda pelo mesmo cara e perdê-lo para a mesma pessoa, também por duas vezes, acaba sendo puxado demais para qualquer um.

O filme acaba girando entre essa história de amor geograficamente impossível por culpa da burocracia como resultado de um ato impensado no passado, quando o presente parecia ser bem mais importante do que pensar adiante, no futuro. Algo que todo mundo faz quando é jovem, que é quando a gente tem tempo e precisa passar por isso para aprender alguma coisa. (infelizmente, humpf!). Mas isso acontece não de forma massante, e mesmo que o casal volta e meia se encontre na mesma situação, acompanhar essa trajetória é realmente uma delícia.

Em um última tentativa de finalmente ficar juntos, eles acabam optando pela resolução mais simples, que seria o casamento dos dois, que acaba acontecendo em Londres, como alternativa para driblar essa burocracia toda que ambos vem enfrentando só para conseguir permanecer juntos no mesmo lugar. O que óbviamente acaba mais uma vez dando errado e passa a ser o último suspiro para esse relacionamento desabar de vez.

E essa felicidade que nunca chega é o ponto forte do filme, algo que acaba fazendo com que vc torça para que aqueles dois possam ficar juntos, porque mesmo com as dificuldades todas que eles vem enfrentando por alguns anos, eles já provaram que devem sim ter esse final feliz. Toda aquela saudade que rola entre os dois também é impossível de não se identificar, o que nos deixa mais próximos dos personagens e a história também bem mais próxima da realidade.

A relação entre os dois é linda e estando juntos ou não, eles parecem estar ligados o tempo todo. Uma relação construída nos pequenos detalhes, que acabam se tornando coisas maiores ao longo que a história é contada.

Como por exemplo quando ela acaba quebrando sem querer a pulseira que ganhou de presente dele ( a “pulseira da paciência” que eu disse antes), isso enquanto esta na cama com a sua nova tentativa de amor, ou quando ela ganha uma nova cadeira do seu novo namorado, que apesar de maravileeeandra (e maravileeeandro), não é a cadeira certa, porque aquela não é a sua cadeira. Humpf!

Caminhando para o final do filme temos finalmente a resolução do problema do visto, em um momento que ambos provavelmente nem estavam mais esperando, mas que acaba acontecendo de surpresa, como quase tudo na vida. Nessa hora, novamente eles enxergam a tão sonhada possibilidade de finalmente ficar juntos no mesmo lugar para viver essa história de amor tão burocrática.

Mas como o tempo já passou, as coisas inevitavelmente encontram-se diferentes do que já foram um dia e até o gosto de antes já não é mais o mesmo. E aquela cena final do banho, com o casal no chuveiro, finalmente juntos, serviu para lavar a alma daqueles personagens, para tirar o peso desses problemas e obstáculos todos que eles enfrentaram para ficar juntos e nada melhor do que relembrar o momento em que provavelmente um se apaxionou pelo outro, para tentar reencontrar novamente um significado para aquilo tudo. Uma pausa necessária, um respiro quase que de alívio, apesar de pouco dramático.

O filme pode não ter um final óbvio ou pelo menos claro, o que deve deixar algumas pessoas irritadas, e fica para vc a responsabilidade de dar um final para a história desses dois, como se a vida deles continuasse a partir daquele ponto onde a história acabou para a gente, mas não necessariamente para eles. Howcoolisthat?

No meu caso, para a minha interpretação do filme, mesmo que as coisas não pareçam ser como no passado naquele momento de reflexão entre os dois no chuveiro (algo inevitável e totalmente compreensível), ou com esse encontro visivelmente desconfortável depois de tanto tempo separados e com tanta bagagem acumulada durante todo esse percurso, a minha proposta é a de um final feliz, porque afinal, eles sempre pareceram ter sido feitos para ficar juntos. Resta saber qual foi ou será a interpretação de vcs…

Me contem depois, hein?

Para comprar quando sair o DVD e colocar na prateleira dos filmes cool sobre o amor, entre “Blue Valentine” e “Last Night”.

Look 4 Today

Novembro 30, 2011

Pq hoje eu estou sentindo saudade

Tem beijinho mais foufo?

Novembro 30, 2011

Awnnnn!

Tom Brady e Ben, os homens da Gisele.

Se eu fosse uma pessoa famosa e tivesse 6586 paparazzis no meu pé, aproveitaria o final do ano para mandar uma cesta de muffin de chocolate com nozes feito em casa para cada um deles, em agradecimento ao scrapbook maravileeeandro que certamente eu já teria a essa altura, graças ao trabalho de stalker de todos eles.

Foufos mil!

ps: mandaria também a conta do oftalmologista, caso o meu filho ou eu mesmo acabasse com algum problema por conta do excesso de flashs na minha cara o tempo todo. Pq eu sou generoso, mas nem tanto…

Só falta começar a falar francês…

Novembro 30, 2011

Ou melhor, nem isso falta.

Bradley Cooper de scooter, dando uma voltinha em Paris. #TEMCOMONAOAMAR?

Tudo bem que não é uma vespa italiana azul antigo e a calça das três listras garante pelos menos três pontos negativos para ele, mas é o que temos para hoje e nesse caso não tem porque fazer a seletiva, não é mesmo? Höy!

Já podemos preencher a ficha para ser a nova Amlie Poulain?

Onde a gente assina? Hein?

E o sorriso tímido com covinha, de quem esta ficando de saco cheio dos paparazzis na porta do hotel?

Só sei que aquela garota ao fundo, acabou representando todas nesse momento…

… ou vc também não ficaria com cara de tola caso encontra-se com o Bradley Cooper atravessando a rua?

Se bem que, para uma representação mais fiel do nosso personagem nesse caso, ela deveria estar tirando da bolsa aquele paninho umedecido com substâncias ilícitas que a gente sempre guarda para uma emergência como essa (rs), capaz de derrubar um cavalo, e em seguida aparecer arrastando o corpo pelos pés e colocando no banco do passageiro do nosso carro alugado com nome falso, a caminho de um hotel qualquer, aquele que a gente também esta hospedado com nome falso. Tudo isso naturalmente e com uma boina parisiense, que é para se misturar. Ops, melhor eu parar, porque já estou ficando perigoso…rs.

#ESCOLADOCEBOLINHADEPLANOSINFALIVEISTURMADONIVELAVANÇADO

Lady Gaga começando 2012 ainda mais maravileeeandra na capa da Vanity Fair

Novembro 30, 2011

Rica, porém simples, rs.

Lady Gaga maravileeeandra na capa de janeiro de 2012 da revista Vanity Fair.

Essa foto nua ao lado do Tony Bennett é de deixar qualquer um de cara com esse corpo, Höy! Mas essa do look branco e preto no Hudson River, apesar de simples, também é sensacional. Além da capa é claro, com esse look que é um sonho em vermelho.

Deliciosas fotos da Annie Leibovitz, como sempre.

Para começar o ano mais maravileeeandra do que nunca, não é mesmo mother monster?

Corra Ramona, corra!

Novembro 30, 2011

Gente, mas como é parecida com a mãe essa Ramona hein?

O que? Vc não conseguiu identificar de quem ela é filha?

TA-DA!

Maggie Gyllenhaal, que não ficou nada feliz com a peraltice da filha e fez aquela cara que eles devem ensinar na “Escola das Mães”, do tipo que deixa todo filho apavorado e que de quebra, geralmente ainda vem acompanhada da mão na cintura + um grito dizendo o seu nome completo.:

Ramona (Flowers) Sobrinha Preferida do Jake Gyllenhaal, venha já aqui! (pausa dramática para engolir o nó na garganta enquanto vc pensa em encarar a bronca ou correr para sempre e nunca mais olhar para trás, rs…mas é verdade)

ps: aliás, gostaria de aproveitar o momento e agradecer a minha mãe (só que ao contrário) por ela ter me deixado com esse trauma para a vida e agora toda vez que eu estou em uma sala de espera e o meu nome é chamado em voz alta por completo, me dá sempre um mini ataque de pâncio. Thnks mom, humpf!

ps: o que me lembrou desse outro momento foufíssimo de Family Guy (série que eu estou fazendo uma maratona deliciosa com aquele meu box poder!). Post dedicado especialmente para a minha own mommy, que agora além de participar de maratonas, ainda faz yoga (e eu morro de rir quando ela faz alguma demosntração das suas habilidades) e agora diz que faz parte de uma banda. (uma orquestra na verdade, tsá? Euri)

Moletom que dá vontade de abraçar

Novembro 30, 2011

Sinta-se abraçada Kirsten Dunst.

Meu moletom preferido ever!

E quem não tem um, não sabe o significado da palavra “cozy”, fato.

Do tipo que dá aquela preguiça do tipo boa, diferente daquela outra preguiça de sempre que por exemplo a gente sente só de pensar em assistir qualquer filme da Katherine Heigl. WOO!

ps: será que ao fundo, aquele senhor acompanhando o fundamento era alguém de sua família ou entourage devidamente uniformizado? Fikadúvida…

Ryan Gosling saindo do castigo

Novembro 30, 2011

Porque com esse cardigã com estampa natalina ele conquista o seu passe livre de volta aqui no Guilt.

Aliás, faz um tempo que eu disse que eu estava querendo um cardigã desses. Me lembro que quando criança, eu tive um maravileeeandro, vermelho e azul, com vários desenhos foufos que eu ficava hipnotizado olhando para todos eles e criando várias histórias na minha cabeça. Criança estranha…(rs)

Seja bem vindo de novo a posição certa Ryan (rs). Höy!

#AICOMOEUSOUVOLUVEL

Da série casais noivos que nós amamos: Anne Hathaway & Adam Shulman

Novembro 30, 2011

Sim, eles acabaram de ficar noivos. Yei!

Shane, o novo herói de The Walking Dead

Novembro 29, 2011

Ninguém dava nada por ele e pouca importância o seu personagem teve durante a primeira temporada de The Walking Dead, fato.

Seu maior plot era o peso da traição com a mulher do seu melhor amigo, que mesmo sem ter certeza, ele achava que estava morto e confirmou isso para ela. Sua primeira demonstração de falha de caráter.

Plot esse que foi resolvido por pate dos mais “envolvidos” com o assunto de forma completamente bocó, mesmo sem ele estar ciente disso ainda. Zzzz

Mas bastou ele raspar o cabelo e vestir o seu uniforme de guerra depois de ter que usar uma isca viva para livrar a sua própria pele,  para o seu personagem ganhar novas dimensões e roubar completamente a cena com o seu surto psicótico, que foi quando ele começou a roubar a ganhar alguma importância. (mesmo sendo interpretado por um ator totalmente canastrão, mas que vem melhorando)

Veja bem, ele vem sendo pintado como o vilão da temporada, como se ele tivesse em uma fase de transição, aceitando ser quem ele realmente é. Meio egoísta (o que eu nem concordo tanto assim) e impulsivo, do tipo que é capaz de tudo para garantir a sua sobrevivência e a do grupo. Mas vamos combinar que mesmo por caminhos meio assim, ele tem resolvido a questão e muita gente naquele acampamento deve sua vida a ele e por isso eu acho que o Shane a essa altura, funciona muito mais como anti-herói do que como um vilão. E foi ótimo o personagem ter jogado isso na cara da Lori durante o episódio, ela que foi completamente bitch com ele em relação a paternidade do seu futuro filho.

Aliás, ambos são bem parecidos e conseguem enxergar as coisas friamente, como deve ser, uma vez que o mundo já não é mais o mesmo e isso fica claro quando ela joga na cara dele que o seu filho será de quem ela quer que seja, ou vcs acham que em meio ao Apocalipse eles vão encontrar alguma clínica de DNA? Até parece…(se bem que, no final da temporada anterior eles pararam no meio daquele lab da Nasa neam? rs)

Ainda não dá para afirmar que a série melhorou, ou ficar animado com isso, porque esse episódio (2×07 Pretty Much Dead Already)  apesar de ter um final bem bem bacana, foi também bem arrastado como todos os outros até aqui, com a diferença de que esse me pareceu ter um propósito, o de irritar o Shane a ponto dele surtar completamente.

E a cena que mais me deixou com vergonha dessa vez foi a garota tpm namorada do Gleen fazendo sinal de “não” com a cabeça, e depois o velho sábio fazendo sinal de “sim”, para que o garoto (que eles tentam forçar como o novo “Hugo” de Lost) não resistisse e acabasse contando a verdade sobre o celeiro. Glenn é a tentativa deles de fazer o novo Hugo, assim como o velho sábio é o novo Locke, sempre com um enigma, uma palavra de sabedoria cafona, só que em uma versão bem mais bunda mole. Esse pessoal de TWD deve mesmo ser bem fã de Lost hein? E com a quantidade de erros da série até agora, estão caminhando precocemente para o mesmo destino da série da ilha, fikdik.

Tudo bem que esse episódio como eu disse foi tão enrolado como os outros, mas acabou salvo pelos surtos do Shane, que com isso ganhou o posto de herói da série, assumindo de vez o papel do macho alpha do grupo.

Aos poucos durante o episódio ele foi sendo provocado, irritado, seja pelo velho sábio que acha que em pleno Apocalipse ele tem o direito de esconder as armas no meio da floresta, sendo que a qualquer momento uma parada de zombies famintos pode acontecer naquela fazenda. Sério? Eu sei que bater em velhinhos não é legal e eu amo gente velha e tenho até um velho que mora dentro de mim, mas aquele ali estava merecendo uns sopapos, não?

Depois o mimimi com a Lori, irritando mais ainda o nosso novo herói, que ainda é interrompido no meio de uma cena dramática pelo filho do seu ex amigo e agora rival, que aparentemente é mais corajoso que o pai e se continuar assim, vai acabar assumindo o posto de xerife da cidade logo logo.

Tudo isso para culminar no momento do seu grande surto, Shane enlouquecido com aquela situação de gente ignorante que acredita que zombies sejam apenas pessoas doentes, fora do seu estado comum. E para provar a sua teoria ele sai atirando no corpo podre dos zombies sem a menor piedade, para quem quiser ver, provando que quem quer que seja que eles foram um dia, aquelas pessoas já não são mais as mesmas.  E tudo isso aos berros, gritando umas verdades que ninguém gosta de ouvir mas que naquele momento era mais do que necessário (principalmente para o caminhar da história),  armado até os dentes, distribuindo armas para criancinhas, gritando feito um louco, tomado pela fúria e parecendo aqueles homens pavorosos que aplicam treinamento militar nos pobres soldados que se sujeitam a isso. Uma delicia!

E ver o seu (ex) amigo, considerado o herói, o líder do grupo, caçando zombies como os homens da carrocinha fazem covardemente com os cachorros, foi a gota d’água para ele e para todos nós. Depois de tudo que eles passaram até aqui, depois de ver o mundo como ele se encontra, não dá para entender que o Rick aceite um ponto de vista que é até justificável até um certo ponto por parte do velho dono da fazenda, mas que no final das contas não deixa de ser de uma ignorância sem tamanho, além de um nível de ruindade absurda, afinal para ele, corpos podres de zombies valem mais do que as pessoas vivas atualmente naquele lugar. Nesse momento, Shane assumiu definitivamente o posto de herói da série, porque apesar da forma como tudo acabou acontecendo, aquele era inevitavelmente o caminho que eles deveriam tomar.

Shane não é o mais justo, não é o mais sensato, não é quem toma as melhores decisões, mas é quem vem conseguindo resolver todos os problemas até então, porque o bundamolismo do Rick só vem colocando todo mundo em risco, sempre,  como ele mesmo fez questão de lembrar durante o episódio.

E mesmo que quando ele deu a primeira machadada na porta do celeiro eu já tenha ficado desconfiado do que aconteceria na sequência, ou de quem seria a última pessoa a sair daquele lugar (falando “spoiler”, com a voz da River Song, rs), foi realmente um momento excelente para a série, dramático em todos os sentidos, e que prova que eles conseguem fazer direito e explorar de forma melhor esse universo dos zombies, que no fundo é o que interessa na série, basta ter menos preguiça. E não me venham justificar nada com os quadrinhos que eu vou ignorar…

Não dá para o AMC encarar The Walking Dead como uma Mad Men por exemplo, onde os episódios são lentos, calmos e tudo acontece na hora certa. Na série dos errantes tem que ter correria, tem que ter adrenalina e medo o tempo todo, tem que te fazer se contorcer de aflição no sofá, a ponto de ficar tão apavorado que a simples tarefa de ir até a cozinha buscar um copo d’água a noite se torne uma missão impossível, caso contrário esse climão de Apocalipse acaba se perdendo em meio a um mimimi interminável de novela das oito com resoluções pouco interessante de dar sono a qualquer mortal.

Com a resolução excelente desse episódio, eu acabei ficando com mais pena do Judas, do que de qualquer outro personagem (sério, até dos mais próximos a vítima em questão). Coitado, se arriscou, fez toda uma analogia com a história da flor e dos soldados, para no final das contas a menina estar bem mais perto do que ele imaginava…

Aliás, se alguém por ali sabia do paredeiro dela, custava avisar? Hmm…acredito que essa mágoa ainda seja explorada adiante…

E essa resolução foi muito boa, porque de certa forma acabou colocando todos eles na mesma posição daquelas pessoas da fazenda que tinham seus familiares presos no celeiro, o que acabou pesando até para o próprio Shane. Só achei que eles deveriam ter colocado uns balões de quadrinhos em cada zombie que cruzava aquela porta, para que a gente ficasse sabendo o grau de importância dele para aquela família (tipo na HQ de Scott Pilgrim, rs), rs. E além de ser muito boa, foi uma resolução justa, com o Rick terminando aquilo que em sua cabeça, ele mesmo começou, em uma tentativa desesperada de mostrar quem é que manda no pedaço, posto que ele perdeu e faz tempo. Mas quem sabe com isso ele finalmente consiga entender que as coisas já não são mais as mesmas.

E o que eu realmente acho é que mesmo que a série tenha terminado de forma excelente, o que vai garantir que todo mundo volte a assistir a continuação da segunda metade da temporada é a boa e velha curiosidade, do que realmente achar que o que estamos assistindo até agora esta realmente bom. Mas fica difícil se importar com uma história morna desse jeito, ainda mais se vc pensar que a série só volta agora em Fevereiro de 2012, provavelmente com um funeral. Sim, só em Fevereiro!

Mas tudo bem, se esse hiatus enorme for para o bem, que eles aproveitem para acertar a mão e voltem com mais ânimo, caso contrário eu continuo afirmando que esta ficando cada vez mais puxado…


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