Arquivo de Dezembro, 2011

The Modern Guilt Awards 2011, a premiação mais aguardada do ano!

Dezembro 31, 2011

Nada é mais tradicional no universo das premiações do que o nosso The Modern Guilt Awards, na-da.

Esse ano em sua 3ª edição, a melhor premiação de todos os tempos vai contar com a apresentação do Ricky Gervais, porque o seu humor é o que mais se aproxima ao humor cretino e ácido do Guilt, por isso, nada melhor do que ele para ser o nosso hostess, não?

E como o The Modern Guilt Awards é uma premiação pouco democrática, recheada de favoritismos, coisas que nós sempre levamos pelo lado pessoal, além de ser completamente parcial,  preparem-se, porque esse ano nós estamos UNFIRAH!

Então prepare o seu tux (meninos e meninas), segure o seu cosmo e vamos mostrar de uma vez por todas para o Oscar, o Tonny, o Emmy, o Grammy e o Golden Globe, como é que se faz uma premiação sensacional.

 

Höy do ano> Ryan Gosling, o boy magia do momento

Já vamos abrir a premiação com o que importa, não é mesmo? Höy!

Depois de dois anos consecutivos da categoria seguir para o nosso representante máximo da magia sueca, chegou a hora de aceitar que temos um novo boy magia e 2011 foi o ano dele: Ryan Gosling. Höy!

O ator figurou inúmeros posts no Guilt durante esse ano, seja com suas caretas foufas e a pose que já ganhou oficialmente o seu nome, seja dando um beijeeenho invejável no diretor do seu filme em Cannes, apartando brigas em plena NY, figurando lindamente ao lado do seu George, ou no que realmente importa, que são as suas atuações deliciosas, como em “Drive”, “Blue Valentine” ou na surpreendente comédia romântica “Crazy, Stupid, Love” e até mesmo no filme que eu assisti tardiamente, “The Notebook”. Ryan conseguiu tomar o posto de boy magia do ano para ele mesmo, provando que é muito mais do que um simples “HÖY” em caixa alta e bold.  Realmente, não teve quem não se rendeu a magia do Ryan Gosling em 2011.

Mesmo tendo nos decepcionado de um certo tempo para cá com suas escolhas meio assim no amor, não tem como negar que foi dele o maior feitiço do Guilt no ano de 2011 e que ele foi quem nos deu mais motivos para gritar Höy durante esse ano todo.

Portanto, vamos lá leitores, todos juntos no 3…1, 2, 3 : Höy!

 

Maravileeeandra do ano> Michelle Williams

O cabelo curto bem curto mais lindo do ano. Sem contar que em 2011, ela usou os melhores looks de red carpet e realmente deixou a concorrência morrendo de inveja com todo o seu fundamento.

Maravileeeandra!

 

Maravileeeandro do ano> Rick Genest

E o zombie boy foi outro que roubou a cena surpreendentemente, fugindo completamente de qualquer esterótipo de beleza e provando que mesmo assim, sem ser nada óbvio, o seu fundamento é sim um dos mais lindos do momento.

Maravileeeandro!

 

Listen Up do ano> Adele, 21

A gente leva um pé na bunda e vai para o shopping gastar o que não deve no cartão de crédito, se joga na buatchy com as amigas ou escreve um post magoado no próprio blog cheio de mensagens subliminares (não que eu faça isso, tisc tisc). No entanto, quando a Adele passa pela mesma situação que é sempre meio assim para todo mundo, ela faz um álbum sensacional como o seu “21″, bem mais maduro do que o seu “19″, muito mais profundo e super magoado, que a gente cansou de ouvir durante 2011, faixa por faixa. Músicas que tocaram em tudo quanto é lugar, fizeram parte das nossas mixtapes do ano, tocaram nas nossas séries preferidas e até cometeram o crime inafiançável de colocar uma das melhores faixas do “21″ em uma novela de horário nobre, algo que eu considero imperdoável!

E eu bem acho que parabenizar a Adele pelo seu álbum sensacional é algo que todo mundo já fez apenas ouvindo e amando o seu trabalho, mas o que a gente precisa mesmo fazer agora é agradecer o canalha responsável por toda a mágoa da nossa muse, que se não fosse ele e suas canalhices, talvez nós não tivéssemos tantas músicas deliciosas para nos acompanhar em 2011. Por isso: Thnk U Asshole!

Como o prêmio de álbum do ano é dela sem a menor dúvida, nada melhor do que aproveitar esse momento para o primeiro musical do nosso The Modern Guilt Awards 2011, com a minha versão preferida de “Someone Like You” direto da casa da própria Adele, de quem a gente adoraria se tornar íntimo de Oliveira, a ponto de tomarmos chá das cinco juntos nessa sala, dividindo todas as nossas desilusões no amor, que não são poucas, hein? rs

 

Coffee And Tv do ano> Breaking Bad vs Homeland

Tudo bem que eu decidi declarar empate nessa categoria, ou mais ou menos isso.

Realmente a Season 4 de Breaking Bad foi bem sensacional, com toda a série até agora. Continuo achando que o Aaron Paul reinou durante essa Season 4 com o seu Jess que todos nós amamos e não consigo entender como seu trabalho dessa vez não foi reconhecido em nenhuma premiação de séries de tv. E conseguir o feito de aparecer mais que o Bryan Cranston em uma série como Breaking Bad, não é para qualquer um.  Sem contar que a temporada ainda terminou de forma explosiva, literalmente e agora só nos resta esperar pela última temporada de uma das melhores séries de todos os tempos, que encerra definitivamente suas atividades em 2012.

Até que, perto do fim do ano me chega a novata Homeland roubando completamente a cena, com uma Claire Danes enlouquecida, bipolar, competente  e totalmente sem limites, na pele de uma agente da CIA, contracenando com um inimigo terrorirsta tão bem construído, que vc chega ao final da temporada torcendo para ambos os lados, sem ter o menor peso na consciência. Uma temporada tensa, no melhor estilo Breaking Bad de sempre, cheia de surpresas e reviravoltas, além de um final para deixar qualquer um com o coração saltando pela boca de tão tenso que foi.

Por isso a Season 4 de Breaking Bad fica com o prêmio de série dramática do ano, mas Homeland vem no empate quase técnico, como a melhor série dramática porém estreante do ano de 2011.

ps: vale dizer também que Grey’s Anatomy, do alto da suas Season e com altos e baixos por todo esse caminho, recuperou totalemte o fôlego e tem feito uma temporada digna e que merece ser lembrada porque está realmente muito boa. E esse ano ainda tivemos Game Of Thrones, uma série grandiosa, corajosa e também deliciosa.

 

Euri do ano> Parks And Recreation

A série que começou com o status talvez injusto de “o novo The Office” (embora seja dos mesmos criadores/produtores) vem provando que é realmente uma das melhores comédias no ar atualmente, sem a menor dúvida.

Atualmente em sua Season 4, que ainda não está encerrada, Parks And Recreation vem conseguindo fazer uma constante de episódios sensacionais, sempre muito engraçados e ainda com um toque a mais de foufurice.

Sem contar que aquela cidade de Pawnee é recheada de figuras divertidíssimas e todos os personagens, por menores que sejam, tem os seus momentos pra lá de especiais, com piadas fora do comum.

E a Amy Poehler é a minha comediante do momento, enlouquecida, boba e apaixonante na pele da sua Leslie Knope, por quem eu torço que um dia chegue a posição de Presidente dos EUA!

Fora isso, tivemos uma Season 3 praticamente colada com a atual Season 4, outra temporada tão sensacional quanto essa e por isso, acho que nenhuma outra série me fez rir em tantos episódios praticamente seguidos entre uma temporada e outra como Parks And Recreation.

ps: mesmo tendo escolhido P&R como melhor comédia, vale dizer que Community continua ótima, Modern Family voltou a boa forma e tem feito uma temporada igualmente excelente e Raising Hope continua que é pura foufurice. 

 

Relação de amor do ano> I ♥ Doctor Who

Esse ano eu resolvi fazer algo de diferente…brincadeira, eu resolvi mesmo é deixar a preguiça de lado e fazer uma maratona em uma das séries que eu sempre tive vontade de assistir, mas que sempre acabava deixando para depois.

E essa série era “Doctor Who”, que eu comecei a assistir a partir da Season 5, até o final da Season 6 (que encerrou esse ano) e descobri a minha paixão do momento, em uma espécie de relação de amor a primeira vista.

Sério, nunca fiquei tão apaixonado por uma série como fiquei por Doctor Who e o seu 11° Doctor, interpretado pelo ator Matt Smith (AMO, Höy!), na pele to doutor mais foufo de todos os tempos, a bordo da sua TARDIS, a máquina do tempo mais sensacional ever e na companhia do casal magia dos Ponds, personagens por quem eu também sou completamente apaixonado.

E a nossa relação de amor é tão grande, que eu morro de ciúmes do Doutor, fico todo arrepiado com a música de abertura (que é o toque do meu celular) e acho a série apaixonante, em todos os sentidos. O tipo de série que eu tento viciar todo mundo que eu gosto, fato.

AMO tanto Doctor Who, que já estou até me preparando psicologicamente (com um ano de antecedência pelo menos) para a despedida do 11º Doutor, que por mim, ficaria no seu posto para sempre.

Talvez eu goste tanto do Matt Smith como o Doctor Who porque foi com ele que eu conheci a série. Mas só sei que para mim, ele será para sempre o meu Doctor Who. (só meu, rs)

ps: e gravatas borboletas são muito cool! (piada interna)

 

Decepção da temporada> A Season 2 bem meio assim de The Walking Dead, humpf…

Todo mundo esperou muito por essa nova temporada de The Walking Dead, mesmo depois daquele final meio assim da temporada anterior, que já poderia ser um sinal do que viria por ai…

Até que a Season 2 começou, lenta, arrastada e foi ficando cada vez mais devagar…

Quase nada de importante aconteceu, ou personagens acabaram se tornando insignificantes ou pouco importantes e eles ainda insistem em fazer episódios com poucos ou nenhum zombie. Humpf!

Assim não dá, não?

Detalhe…a Andrea, a personagem mais odiosa de toda a série, continua viva. Vi-va! Dá para acreditar? (rs)

Mesmo salvando tentando salvar (e quase conseguindo, porque aquele final foi bem bom) essa primeira metade da Season 2 nos últimos 5 minutos, The Walking Dead ainda precisa melhorar e muito, ou muita gente vai acabar abandonando a série, porque está ficando cada vez mais puxado.

 

<Pausa para o comercial>

Que nesse caso é melhor do que o vídeo de “The Edge Of Glory” da própria Lady Gaga, sem a menor dúvida.

Voltando à premiação…(rs)

 

Popcorn do Ano> Não consegui me decidir apenas por um nome. Sorry!

Esse ano eu acabei assistindo tanta coisa boa, que eu não consegui chegar a nenhuma conclusão quanto ao melhor do ano. Mesmo assim fiquei com bastante orgulho de mim mesmo, que perdi pouco tempo com coisas tolas durante 2011 e acabei fazendo ótimas escolhas no cinema.

Por isso, separei 3 filmes, que foram os que mais me deixaram emocionado (por motivos diferentes) em 2011:

 

Tree Of Life

Porque eu amei a narrativa de “Tree Of Life”, a forma como a história nos foi contada e aquele banho de imagens sensacionais e inspiradoras das quais a gente não vai se esquecer tão cedo, mesmo achando que o longa poderia ser mais curto. Um filme extremamente sensível, que me deixou com os olhos cheios, em todos os sentidos.

 

Midnight In Paris

Porque uma viagem aos anos 20, guiada pelo Woody Allen e em meio a figurões das artes e da literatura antiga, não é para qualquer um. Sem contar que “Midnight In Paris” é um filme leve, divertido e sensacional, em todos os sentidos e que mesmo assim ainda vai te fazer pensar, o que é sempre bom.

 

Submarine

Porque eu achei “Submarine” um dos filmes mais deliciosos que eu assisti durante esse ano, mesmo com o IMDB dizendo que o longa é de 2010, humpf!

Uma história foufa sobre o primeiro amor de um garoto, com trilha do Alex Turner do Arctic Monkeys e um perfume de Amélie Poulain. E qualquer semelhança entre o meu personagem na vida real e o Oliver Tate é mera coincidência, rs.

E vamos aproveitar o assunto, para mais um momento musical da nossa premiação, agora com um clipe direto do filme “Submarine”, com “It’s Hard To Get Around The Wind”, que faz parte da trilha do filme.

ps: mas esse ano, ainda tivemos delícias deliciosas como “Beginners”, “Like Crazy”, “Melancolia”, “Drive”, nos despedimos do Harry Potter, além de “Last Night”, que eu também AMEI e “Blue Valentine”, que também é do ano passado, mas nós só vimos esse ano, humpf!. Isso sem contar as nossas deliciosas voltas de bicicleta ao lado do Cyril ultimamente e o fato de fecharmos o ano muito bem acompanhados do delicioso novo filme do Almodóvar.

 

Foufurices do ano> Kingston + Zuma +Violet + Seraphina +Archie + Abel

Sempre eles não? E esse ano, tivemos duas novas aquisições de foufurices, com a entrada do Archie e do Abel para essa turma dos nossos querideeenhos.

Todos eles estão crescendo e todos estão ficando cada vez mais foufos.

E enquanto eles vão crescendo, nós vamos torcendo para que quando chegar a nossa hora, que os nossos babys sejam tão foufos quanto todos eles juntos.

 

Da série de casais que nós amamos do ano> Kate Moss & Jamie Hince

Não bastava eles serem o casal magia que são, mas eles ainda tinham que fazer o casamento mais recheado de fundamento dos últimos anos, neam?

Confesso que mesmo sendo o casamento dos sonhos de qualquer um, eu fiquei muito mais feliz pela Kate do que com inveja (mesmo da boa), rs.

Tipo covardia!

O que nos traz a mais um dos momentos musicais da nossa premiação, com o The Kills e a sua deliciosa “Baby Says”

 

Delírios de consumo de Essy Bloom do ano>  Velorbis, as bicicletas dinamarquesas poder + tudo da Rodarte

Porque não teve nada que eu mais desejasse durante esse ano do que uma bicicleta dinamarquesa dessas do tipo poder e na cor cyan (que eu também aceitaria em vermelho, só para constar para os representantes da marca no Brasil, rs). Humpf!

Outro desejo de consumo que me atormentou o ano todo foi essa coleção sensacional para meninos da Rodarte. Totalmente Maravileeeandra!

 

Capa do ano> Harry Potter para a Entertainment Weekly

E não teve melhor capa nesse ano de 2011 do que a capa foufa da Entertainment Weekly com o Daniel Radcliffe no começo de tudo.

(Suck it Vogue!)

 

<Pausa para mais um comercial>

Que dessa vez te desafia hein Kyle Minogue? Vc acha mesmo que sabe dançar? (tisc tisc…sou ótimo no Kinect…tisc tisc)

Só sei que depois desse vídeo, toda vez que eu vou na Starbucks e faço o meu pedido,  eu dou o meu nome como Kylie Minogue, ou Princesa Beyoncé, e se algum dia vcs ouvirem eles chamando por um desses dois nomes, saibam que eu estarei por perto, rs.

 

Catwalk do ano> o desfile da Louis Vuitton que deixou todo mundo emocionado

Simples, clean e maravileeeaandro!

 

Eu sou ricah do ano> A moda e o seu bom humor

Porque não tem nada mais cafona do que marca sem humor que continua apostando na postura esnobe, em um momento que todas sabem que todo mundo esta quebrado, não é mesmo?

Reforçando esse conceito, esse ano tivemos a Lanvin, com o Alber Elbaz ensaiando uma coreô bem animada em uma das campanhas da marca poder

Uma Marion Cotillard enlouquecida pelas bolsas da Dior

E a Donatella provando que além de tudo ela é muito bem humorada, mas na casa dela manda ela hein? rs

 

Uncategorized do ano> R.I.P Amy Winehouse

Sabe aqueles momentos que vc se encontra sem palavras.

Um dia triste, mas não como outro qualquer…

E agora vamos a mais uma apresentação do nosso The Modern Guilt Awards 2011, onde dessa vez ficamos com a Lana Del Rey e a a sua “Video Games”, outra das nossas músicas preferidas durante esse ano de 2011.

 

Prontofalei do ano> Easy A+

Que foi o dia em que eu me tornei um jovem pós-graduado e mostrei um pouco do meu own fundamento para vcs (como se eu já não fizesse isso todo dia neam? rs), o que não deve ser interessante para muita gente, mas importa pra mim, rs.

 

Post com o título mais cretino e que eu mais AMEI desse ano> Grifinoria, Corvinal, Sonserina ou Lufa-Lufa

Juro que as vezes eu fico com vergonha de mim mesmo, rs. (mas logo passa e eu morro de rir)

 

Xoxo do ano> A propaganda nova da Coca-Cola

Porque a propaganda pode ser linda, mas todo mundo sabe de onde veio esse fundamento.

E agora mais uma apresentação, de outro hit aqui no Guilt em 2011, que foi “Call It What You Want It” do Foster The People, que todas amam!

 

Trucão do ano> Vem para o mundo Adam Levine!

Porque o que a gente não é capaz de aguentar nessa vida por uma chance na capa da Vogue ou para tentar descobrir o segredo de Victoria, hein?

 

Toda cagada do ano> Katy Perry no VMA 2011

Porque falar da Riwanna já ficou até chato e com a Vanessa Hudgens ninguém se importa e só por isso, o prêmio de toda cagada desse ano de 2011 vai para a Katy Perry.

E não teve quem não tenha ficado constrangido por ela dutante o VMA 2011, onde a nossa Katy resolveu fazer a Lady Gaga (quando nem a Lady Gaga fez questão de fazer a Lady Gaga) apostando em várias trocas de figurino de gosto completamente duvidoso e sem personalidade alguma.

Ainda falando desse ano, ela foi ficando cada vez mais pavorosa, com cabelos exóticos e outfits medonhos.

E o prêmio de toda cagada do ano também vai para a Katy Perry com todo o merecimento do mundo, porque além de tudo ela ainda carrega por ai o acessório mais horroroso dos últimos tempos, que é esse aqui ó:

BOO! 

Tem acessório mais pavoroso do que um boy magia negra?

E como última apresentação nessa 3º edição do The Modern Guilt Awards, para a nossa despedida, ficamos com o pai e a filha mais adorável de 2011, cantando um dos nossos mantras durante esse ano que foi “Home” do Edward Sharp And The Magnetic Zeros.

E assim (para quem resistiu bravamente e não dormiu no meio da nossa premiação, algo que eu não admitiria e expulsaria gentilmente da minha festa jogando um cosmo na cara, rs), depois desse nosso flashback pelo ano de 2011, terminamos mais um The Modern Guilt Awards. Mas fica, que em 2012 tem mais! Smacks!!!

ps: e obrigado a todos os leitores do Guilt pela companhia em 2011 hein? AMEI!

O que vc vai assistir no Midseason 2012, hein?

Dezembro 30, 2011

O que, quando e quem sabe onde. Uma agenda com as estreias do Midseason 2012 para facilitar a vida de todo mundo e não deixar ninguém se sentir perdido assim que 2012 começar.

As séries novas estão em destaque e o coração vai para tudo que eu assisto (pq eu tmbm preciso me lembrar, rs):

 

JANEIRO

 

Dia 01/01/12 – (Domingo)

Sherlock

 

Dia 02/01/12 – (Segunda-Feira)

Pretty Little Liars

The Lying Game

Hawaii Five-0

Mike & Molly

Two and a Half Men

How I Met Your Mother

♥ 2 Broke Girls

 

Dia 03/01/12 (Terça-Feira)

Switched At Birth

Work It (ABC – new)

Jane by Design (ABC Family – new)

NCIS

Last Man Standing

NCIS: Los Angeles

♥ Parenthood

Body of Proof

Unforgettable

 

Dia 04/01/12 (Quarta-Feira)

Happy Endings

Revenge

The Middle

Suburgatory

♥ Modern Family

Mobbed

 

Dia 05/01/12 (Quinta-Feira)

 Grey’s Anatomy

Private Practice

The Vampire Diaries

The Secret Circle

 

Dia 06/01/12 (Sexta-Feira)

Nikita

Supernatural

Blue Bloods

A Gifted Man

CSI: NY

Merlin

Portlandia

The Increasingly Poor Decisions of Todd Margaret

Grimm

 

Dia 08/01/12 (Domingo)

House of Lies (SHOWTIME – new)

Californication

Shameless US

The Firm (NBC – new)

The Simpsons

The Cleveland Show

♥ Family Guy

American Dad

Pan Am

♥ Once Upon a Time

Desperate Housewives

The Good Wife

CSI: Miami

 

Dia 09/01/12 (Segunda-Feira)

Castle

 

Dia 11/01/12 (Quarta-Feira)

One Tree Hill

♥ Whitney

Are You There, Chelsea? (NBC – new)

Law & Order: SVU

 

Dia 12/01/12 (Quinta-Feira)

♥ The Big Bang Theory

Rob! (CBS – new)

The Mentalist

Persons of Interest

Up All Night (confirmou e a série ficou com o lugar de Community…Humpf!)

♥ 30 Rock

♥ Parks and Recreation

♥ The Office

The Firme

Bones

 The Finder (FOX – new)

 

Dia 13/01/2012 (Sexta-Feira)

Kitchen Nightmares

♥ Fringe  (Yei!)

 

Dia 15/01/12 (Domingo)

♥ The 69th Golden Globe Awards

Undercover Boss

♥ Napoleon Dynamite (FOX – new)

 

Dia 16/01/12 (Segunda-Feira)

Being Human

Gossip Girl

♥ Alcatraz (FOX – new)

 

Dia 17/01/2012 (Terça-feira)

90210

Justified

Southland

White Collar

♥ Glee

♥ New Girl

♥ Raising Hope

 

Dia 18/01/12 (Quarta-Feira)

American Idol

Criminal Minds

CSI

Royal Pains

 

Dia 19/01/12 (Quinta–Feira)

Archer

Unsupervised (FX – new)

 

Dia 20/01/12 (Sexta-Feira)

Shark Tank

 

Dia 22/01/12 (Domingo)

Lost Girl

 

Dia 23/01/12 (Segunda-Feira)

House

Hart of Dixie

 

Dia 25/01/12 (Quarta-Feira)

Touch (FOX – preview)

 

Dia 27/01/12 (Sexta-Feira)

Chuck

Spartacus

 

Dia 29/01/12 (Domingo)

Luck (HBO – new)

 

Dia 31/01/12 (Segunda)

Ringer

 

FEVEREIRO

 

Dia 05/02/12 (Domingo)

The Voice (especial)

 

Dia 06/02/12 (Segunda-Feira)

♥ Smash (NBC – new)

The Voice

 

Dia 07/02/12 (Terça-Feira)

The River (ABC – new)

 

Dia 08/02/12 (Quarta-Feira)

Rock Center With Brian Williams

Law & Order: Special Victims Unit

 

Dia 12/02/12 (Domingo)

♥ The Walking Dead (só não sei até quando…)

The Celebrity Appentice

 

MARÇO

 

Dia 04/03/12 (Domingo)

Good Christian Belles (ABC – new)

Harry’s Law

 

Dia 06/03/12 (Terça-Feira)

Breaking In

 

Dia 11/03/12 (Domingo)

Bob’s Burgers

 

Dia 12/03/12 (Terça-Feira)

Fashion Star

 

Dia 15/03/12 (Quinta-Feira)

Missing (ABC – new)

 

Dia 19/03/12 (Segunda-Feira)

Dancing With The Stars

Touch (FOX – new)

Muito bem acompanhado nessas férias

Dezembro 30, 2011

Bill Murray e suas flores partidas, dividindo a minha lata de leite condensado com a Mary & Max, quebrando tudo com o Kick-Ass, continuando odianto o título em português de ”A Single Man” do Tom Ford, com a Jualianne Moore e o Colin Firth mais maravileeeandros do que nunca e terminando na companhia do combo magia de ontem, hoje e sempre: Dione Depp, Xude Law, Colin Farrell, Andrew Garfield e aquele que a gente sempre vai sentir saudades (humpf).

Agora me fala se eu estive ou não muito bem acompanhado nesses curtos dias de férias, hein?

Porque eu sou um garoto prevenido, que não sai de casa sem levar o seu agasalho (e alguma diversão, rs)

 

ps: claro que eu já assisti todos eles antes e tem até review de alguns deles aqui no Guilt sabia? 

Mary and Max

Kick-Ass

A Single Man

The Imaginarium of Doctor Parnassus

E a Philadelphia continua mais ensolarada do que nunca!

Dezembro 29, 2011

It’s Always Sunny in Philadelphia é mais uma daquelas séries injustiçadas, que quase ninguém assiste ou comenta, que nunca é indicada a premiação alguma, mas que certamente, do alto da sua recém encerrada Season 7, já está mais do que na hora desse cenário mudar. Porque na tv atualmente, não existe outra série de comédia mais corajosa, mais sem limites, mais maluca do que IASIP. Realmente não existe e eu acho que só empataria com Family Guy, se a série fosse uma animação.

Classificados como “Friends on Crack”, ou seja, um Friends só que usuário de crack (rs), esses 5 são impossíveis, capazes de qualquer coisa por uma aventura qualquer, seja por uma par de jeans semi novo encontrado embaixo da ponte, um presunto perdido em alto mar, a garantia de uma noite mais animada ou apenas para ter motivo de rir da cara um do outro.

Nessa temporada por exemplo, eles fizeram uma viagem sensacional para New Jersey (7×02 The Gang Goes to the Jersey Shore), fazendo piada com a locação do momento e toda a animação local (Blame Jersey Shore). Com direito a cabelo com tererê preso em brinquedo de parque de diversão, que acabou com um rombo na cabeça da Dee, que só de lembar chega a doer em mim. Além de todas as escatologias do episódio, é claro.

Mas não foi só isso, nesse mesmo episódio o Charlie conseguiu o improvável e acabou passando uma noite super foufa na companhia da garçonete na praia. Pena ter terminado daquela forma, após ter passado o efeito da colocação da garçonete, mesmo depois dela ter dado um pedaço de caco de vidro para o Charlie, que ele achou que tratava-se de uma pedra preciosa (euri).

E na série não há nenhum espaço para o politicamente correto e até um velório de um bebê fake eles conseguiram promover para tentar garantir algum dinheiro ou fugir da justiça (7×04 Sweet Dee Gets Audited). Na verdade, esses cinco só querem se dar bem o tempo todo e se for fazendo o mínimo de esforço possível,  melhor ainda, rs. Algo que raramente acontece para eles na série, mas que nos rendem piadas sensacionais.

Só que para se divertir, vc tem que assistir It’s Always Sunny in Philadelphia sem ter o menor julgamento moral, além de ter que deixar o bundamolismo totalmente de lado, porque eles pegam bem pesado e esse episódio com o “velório” do bebê da Dee talvez seja a maior prova disso.

Tem também que ter um estômago forte, porque eles não são exatamente as pessoas mais “higiênicas” desse mundo e nessa temporada, ainda ganhamos uma das cenas de vômito de sangue mais sensacionais de todos os tempos, capaz de deixar com bastante vergonha vários filmes de terror preguiça por ai. Outro episódio que tem um dos melhores finais de temporada (7×01 Frank’s Pretty Woman), que poderia ser classificado com um dos mais politicamente incorretos ever e isso ao som de “Pretty Woman”, só para complementar a piada, rs.

Um dos episódios mais engraçados também foi aquele com a piada sobre Toddlers And Tiaras, um dos programas americanos mais bizarros ever (7×03 Frank Reynold’s Little Beauties). E com o concurso de Little Miss Philadelphia organizado nesse caso pela gangue, com o Frank (Danny DeVito) maquiado por uma daqueles artistas que cuidam de pessoas que já fizeram a passagem, eu quase que não me aguentei de tanto dar risada. Sério, eu rolei de rir.

Agora, o melhor episódio dessa Season 7 talvez tenha sido mesmo aquele que contou o passado do Frank e a disputa pela mulher amada com o seu irmão (7×05 Frank’s Brother). Sério, eles mostravam o passado do personagem, colocando apenas um peruca no Danny DeVito e caracterizando ele de acordo com a época, ou seja, ele continuava com a mesma cara de hoje enquanto ainda jovem nos 60′s ou 70′s. #TEMCOMONAOAMAR?

Sem contar que ainda nessa temporada, eles se prepararam para o fim do mundo (7×06 The Storm of the Century), quase que destruindo uma loja inteira e deixando parte da cidade em pânico. Jogaram um dos games mais sensacionais de todos os tempos (7×07 Chardee MacDennis: The Game of Games), inventando por eles mesmo, que envolvia muita bebedeira no pub e regras das mais absurdas possíveis e ficaram completamente incontroláveis a procura do cara que mandou eles calarem a boca dentro do bar do momento da Philadelphia (7×08 The Anti-Social Network) e assim, tentaram transformar o Paddy’s Pub no novo bar hype do pedaço, o que óbviamente não deu muito certo.

E a gangue recebeu também a visita do presidente Obama (7×11 Thunder Gun Express), o que causou um verdadeiro caos na Philadelhphia e que acabou sendo o fator responsável para que ele tivessem que fazer uma verdadeira corrida ao cinema para tentar assistir o filme do momento para eles, com direito a passeio no esgoto e roubo de barcos de turistas, onde Frank aproveitou o situação para contar um pouco da sua intimidade com Charlie para todos os turistas orientais presentes no tal barco roubado (euri), onde também descobrimos o quanto o Dennis é lerdo (e esquisito) para conseguir levar alguém para a cama e de quebra, descobrimos também nessa temporada como é que o Mac engordou daquele jeito assustador (7×10 How Mac Got Fat). Tudo da forma mais absurda possível e com as piadas que deixariam qualquer humorista brasileiro do tipo talentoso, com cara de amador do amador do amador.

Sério, eu sempre me pego pensando que se fosse no Brasil, uma série como essa não teria a menor chance de ir ao ar em um país cada vez mais bunda mole como se encontra o nosso atualmente. E certamente, todo mundo já estaria fazendo mimimi sobre o assunto, ou o Ronaldo estaria ligando para os seus amigos anunciantes cancelarem todos os contratos de patrocínio. Humpf!

E para finalizar a temporada com chave de ouro, eles ainda fizeram uma volta ao passado, com a festa de reunião da turma da escola antiga (7×12  High School Reunion, 7×13 The High School Reunion Part 2: The Gang’s Revenge), que é claro que foi um desastre total e só serviu para mostrar o quanto todos eles sempre foram complemente malucos (exceto o Frank, que não era da mesma turma por razões óbvias, mas que também se encaixa perfeitamente no perfil de maluco, rs). Ahh, e o episódio ainda teve uma participação especial e bem tímida dos meninos do Kings Of Leon. Howcoolisthat?

O que foi o Charlie todo apaixonado pelo seu bully no episódio duplo final, achando super bacana todas as sacanagens que o cara fazia com ele na época do colégio, repetindo as cretinices todas até hoje? E a Dee voltando para a festa vestindo o seu aparelho para escoliose depois de fazer a escrota ao lado dos populares da escola? E o Dennis, enlouquecendo por não ser reconhecido como o rei do High School e ainda acharem que ele é gay? E para o Mac, sobrou o plot do seu verdadeiro nome (Ronald McDonald, rs), que também foi sensacional e acabou encaixando perfeitamente com o seu atual momento de formas arredondadas, rs.

Finalizando a temporada no melhor estilo Glee, eles fizeram um número sensacional ao som de “Freedom 90″ do George Michael, com direito a coreô animada e uma Dee no centro deles todos imprimindo Lady Gaga, mesmo como o seu aparelho de escoliose, rs. Mas isso só na cabeça deles, porque a apresentação que todo mundo estava assistindo naquela quadra do colégio era a de 4 trintões e um senhor de idade avançada, completamente enferrujados, duros e suando litros para tentar mostrar o quanto eles ainda são legais, só que ao contrário.

E quando no final do episódio a gente achou que o Charlie finalmente teria a sua primeira vez com a garçonete, que saiu bêbada e magoada da festa, pronta para fazer qualquer negócio, me aparece o Jason Sudeikis de última hora e acaba levando a gorjeta, if you know what i mean…(rs)

Mas o que vale mesmo falar é que essa Season 7 foi sensacional, com episódios excelentes e piadas absurdas, que talvez nenhuma outra série de comédia tenha coragem de fazer. E se vc ainda não assistiu, ou nunca viu nenhum episódio de IASIP, vc não tem a menor idéia do que está perdendo. Sério. Se anima ae e faz uma maratona, que vale bem a pena. (eu fiz não tem muito tempo e não me arrependi)

Ainda bem que já temos mais duas temporadas garantidas para It’s Always Sunny in Philadelphia e uma possibilidade bem animada para que a série chegue até a sua Season 10, algo mais do que merecido. Clap Clap Clap!

E eu só fico pensando como seria chata as nossas vidas sem o sol da Philadelphia hein?

5 bandas, álbuns ou artistas que vc deveria ter ouvido em 2011

Dezembro 28, 2011

Então aproveita que o ano não acabou ainda e coloque a sua playlist em dia…

 

Torches – Foster The People

Foster The People talvez tenha sido a minha descoberta do ano, ou pelo menos, foi o meu caso de amor em 2011.

A banda é ótima, o som é sensacional, lembra um pouco do fundamento do MGMT em alguns momentos, só que diferente.

Já postei alguns vídeos da banda aqui no Guilt e também já incluí nas minhas mixtapes várias faixas do “Torches”, álbum mais recente da banda que eu amo e tem essa arte na capa que eu acho sensacional!

Vale a pensa decorar todas as letras, porque eles passam por aqui em 2011, para quem se animar e não quiser fazer feio no show, rs.

 

 

I’m From Barcelona

Outra descoberta desse ano foi a banda I’m From Barcelona.

Embora o nome da banda indique que eles são da Espanha, na verdade, eles são mesmo um coral sueco delicioso, composto de 29 integrantes suecos e que tem como ideia principal ser uma banda coletiva. Howcoolisthat?

O som deles é super otimista e dá vontade de dançar com os amigos. E eu bem que adoraria ter 29 amigos suecos, Höy! (se algum deles vier com o sobrenome Skarsgärd então, melhor ainda!)

O álbum mais recente da banda é o “Forever Today”, super elogiado por sinal e eu AMO quase todas as faixas. Sério.

Detalhe que eu já morro de inveja de qualquer banda que participe do Yo Gabba Gabba, neam?

 

 

How Do You Do – Mayer Hawthorne

Eu tenho um caso sério de amor com o Mayer Hawthorne desde que fomos apresentados. Fato.

Isso porque a partir desse nosso primeiro encontro, eu passei a achar que todos nós meninos deveríamos nos vestir como ele. E se fosse possível ter a sua voz também não seria nada mau, não? rs

Mas falando sério, acho o som dele uma delícia, desde o álbum anterior “A Strange Arrangement”, que é simplesmente sensacional e tem formato de coração. #TEMCOMONAOAMAR?

E em seu novo álbum, o “How Do You Do”, Mayer vem ainda mais cheio de estilo com a sua sonoridade recheada de identidade, dele e do fundamento antigo. Dessa vez investindo em uma sonoridade um pouco menos retrô e mais voltada para o soul e até memso para o hip hop em alguns momentos, com a participação do Snoop Dogg na faixa “Can’t Stop” (uma das minhas preferidas!), se arriscando mais em vocais deliciosos e cheios de camadas em faixas que também vão te dar vontade de dançar, vai por mim.

E eu acho bem difícil alguém ouvir o Mayer Hawthorne sem se apaixonar e por isso eu pergunto: Mayer Hawthorne, quer casar comigo? (rs…mas aguardando a resposta…)

Acho bem difícil também alguém conseguir assistir o vídeo abaixo e resistir a fazer uma dancinha bem animada e antiga…

 

 

Lana Del Rey

Sério, esse nome não é sensacional? (SIM!)

Muito se fala sobre o funamento da Lana Del Rey, se ela é ou não é um produto da indústria da música, mas a pergunta que fica no ar é: quem se importa?

Contanto que ela continue ruiva e fazendo músicas deliciosas como essas que a gente não cansa de ouvir ultimamente, está tudo mais do que certo, não é mesmo?

You go girl!

 

 

Wounded Rhymes – Lykke Li

Ou Lykke Linda, como eu gosto de chamá-la.

“Wounded Rhymes” é o álbum mais recente dela, que certamente foi um dos melhores lançamentos do ano. Com o seu som super peculiar e sombrio, Lykke Li emociona e anima com todo o seu fundamento moderno com cara de antigo.

E quem não fez a stalker perseguindo “rios magia” ao lado da Lykke Linda em 2011, não pode dizer que viveu bem esse ano, hein? É, não pode.

Sendo assim, essa (e as minhas mixtapes todas desse ano de 2011) é a minha pequena colaboração para o meu grandioso projeto por um mundo com músicas melhores (rs).

ps: é claro que eu poderia ter falado de outros álbuns aqui, delicias como o 21 da Adele ou Ceremonials da Florence and The Machine, ou também falar do novo dos Strokes ou sobre o otimismo foufo do novo álbum do Coldplay, mas esses nomes todos já ganharam toda a sua merecida atenção em 2011 e eu senti que alguém tinha que falar dos underdogs, rs.

Red Band Trailer hosted by Diablo Cody- o melhor programa de entrevistas do momento

Dezembro 28, 2011

Quase sempre os leitores do Guilt me presenteiam com algumas delicinhas e novidades que eles encontram por ai e o Red Band Trailer foi uma delas (Thnks Monica!)

Um programa de entrevista totalmente diferente, que se passa dentro de um trailer e que tem como apresentadora a sempre sensacional Diablo Cody, que eu nem preciso dizer quem é, preciso? (tem um Oscar por ”Juno”…)

O programa é curtinho, com entrevistas de aproximadamente 13 minutos dentro de um trailer que parece uma torradeira (meosonho nº 414544782 era ter um trailer quando criança, sério!), onde a Diablo aproveita para fazer aquelas perguntas que certamente vc não vai ouvir o Jay Leno, nem o Letterman ou o Conan fazer. Mas talvez o Craig Fergusson faça…rs

Ou seja, não preciso nem dizer que o Red Band Trailer já se tornou o meu programa de entrevistas preferido do momento neam? AMO! (e o que é o Oscar dela sendo exibido descaradamente como objeto de decoração na mesa, hein?)

A entrevista com o John Krasinski por exemplo é mais do que especial (por motivos óbvios de perferct match, Höy!), onde ele conta como foi o seu teste para entrar em The Office e quais foram as suas gafes nesse dia. E confirmou, ele e o Jim só podem ser a mesma pessoa mesmo, rs. Detalhe que no final da entrevista, eles ainda invadem (com permissão) a casa do vizinho para que o Krasinski dê uma aula de como jogar basquete para a Diablo, que não é assim das mais esportistas. Howcoolisthat?

Outra das minhas preferidas é a entrevista com a Zooey Deschanel (por motivos também óbvios, Höy e tmbm porque além de tudo ela tem também um blog em parceria com outras pessoas, que é bem do sensacional! Howcoolisthat?), Zooey que também é bem foufa e explica o porque ela confia mais em pessoas que investem no fundamento da franja, rs.

Agora, nada supera o Joel McHale (Höy!) alimentando aquela pobre e adorável criança no quiz do final da sua entrevista. Sério, esperem até o final para ver o que ele faz com aquele bebê, que eu fiquei imaginando que só pode ser seu filho (dele ou da Diablo, rs).

Por isso, achei que vcs mereciam conhecer essa delícia de programa, que eu não tenho a menor ideia de com que frequência ela faz as suas entrevistas (na verdade, eu acho que não tem uma regra ainda, mas me parece que é mensal, isso a cada temporada, e já estamos na Season 2), mas só sei que o programa agora faz parte do L Studio, que tem também Web Therapy, a série da Lisa Smelly Cat Kudrow também feita para internet. Mas vale a pena dar sempre uma conferida para ver quem será o próxima a entrar no trailer da Diablo.

Aliás, existe nome mais badass em Hollywood do que Diablo Cody? Eu acho que não…

#TEMCOMONAOAMAR

Respiro. Respiro. Respiro. Sé que respiro

Dezembro 27, 2011

Almodóvar e sua cabeça esquisita, passional e deliciosa.

“La Piel Que Habito” é o típico filme que vc nem precisa prestar muita atenção, para reconhecer de cara o trabalho do diretor, mesmo tendo ele fugido assumidamente das características dos seus filmes anteriores. Nele, Pedro Almodóvar empresta a sua identidade, dessa vez em uma nova versão, bem mais organizada, até mesmo clean, mesmo quando cercado de excessos em alguns momentos, algo que deixa o seu novo trabalho ainda mais especial.

A história é completamente inusitada, do começo ao fim, quase que incapaz de ser prevista ou sequer imaginada. Um trabalho realmente primoroso, em todos os sentidos.

Tudo gira em torno do personagem Robert (Antonio Banderas), um cirurgião plástico que estuda a possibilidade de criar a “pele perfeita”, pensando inicialmente em pessoas que sofreram algum tipo de queimadura grave na pele, mas que na verdade, mais tarde, acabamos descobrindo uma ambição para essa sua criação muito maior do que a gente poderia imaginar.

Metódico, frio, ele me pareceu ser uma pessoa extremamente racional, prático até, diferente da maioria dos personagens do diretor, sempre tão apaixonados, passionais, quentes.

Mas não se engane se vc acha que dessa vez essa questão da paixão ou do amor ficou de fora, porque toda a sua motivação em seus experimentos que tem como máscara a bandeira da grande ajuda que seria para a humanidade a criação dessa nova pele, na verdade, esconde o real motivo desse interesse todo do médico sobre o assunto, algo que atravessa os limites da obsessão e passa a ocupar um espaço que poderia certamente ser classificado como loucura.

Como nem todo monstro possuí apenas uma camada, ao conhecer um pouco mais da sua história (que no filme é contada meio que de trás para frente), podemos perceber que aquele homem possui marcas profundas relacionadas ao amor, que vão desde a traição de sua mulher com o filho da empregada (que esconde uma história muito mais profunda e que eu não vou contar qual é…), que desesperada em busca da liberdade, acabou envolvida em um acidente de carro, do qual mais tarde ela conseguiu se recuperar com a ajuda do marido cirurgião, embora tivesse a pele do seu corpo destruída pelo fogo do acidente e o resultado do reflexo da sua imagem tratada pelo marido após o acontecido, acabou a levando ao suicídio, na frente da própria filha. O que acabaria deixando a menina também com sérias sequelas e que provavelmente foi o grande motivo para que a sua filha mais tarde, tivesse o mesmo destino trágico da mãe.

Do outro lado da história temos Vera (Elene Anaya), uma mulher mantida em uma espécie de cativeiro de luxo dentro da casa do próprio cirurgião, que praticamente só tem contato com ele e sua criada Marilia (Marisa Paredes) e que vive coberta por uma espécie de segunda pele por quase todo o corpo (linda por sinal), exceto pelo rosto, que descobrimos com o desenrolar da história que é igual a rosto da mulher do cirurgião que havia se suicidado no passado e esse detalhe agrega para o seu personagem o suspense da trama, onde vc se pergunta a todo momento quem de fato seria aquela mulher misteriosa e qual seria exatamente o experimento que Robert estaria aplicando nela e para qual finalidade?

E a história é muito mais profunda do que isso, muito mais dramática, como já conhecemos de trabalhos anteriores do Almodóvar e envolve uma história familiar complicada, cheia de reviravoltas e surpresas que não vale a pena contar para não estragar a experiência de quem ainda não assistiu o longa. Uma história que já começou de forma errada e certamente seria bem difícil evitar que o seu encerramento não fosse pelo mesmo caminho.

Além do amor, o filme fala também de vingança e da falta de limites para tentar se sentir reconfortado sobre algo que vc já não tem mais como remediar. Nesse caso, a vítima em questão era um inocente, um jovem que estava na hora errada e com a pessoa errada, e que provavelmente jamais imaginaria que o que aconteceu naquela noite mudaria a sua vida para sempre, em todos os sentidos. To-dos.

Por isso é difícil até classificar o filme (tarefa que pra mim é sempre um drama) segundo até o próprio diretor. Seria um Sci-Fi, com um pouco de terror, com bastante suspense e bem dramático. Assim resolve? rs

Mas vamos falar um pouco da plástica do filme, que foi algo que me chamou bastante a atenção. “La Piel Que Habito” é certamente o filme estéticamente mais bonito, ou de mais bom gosto do diretor. Organizado, com os objetos todos em seus lugares, muito bem posicionados, o que para quem tem TOC como eu é quase que um sonho realizado, rs. Detalhe que os móveis e objetos da casa do Robert por exemplo, são quase todos do próprio Almodóvar, que fez questão de decorar ele mesmo aquele cenário, sozinho.

Fora isso, as cores do filme me impressionaram, como aquele tom de azul, que se repetiu por quase todo o longa e a presença marcante do amarelo em objetos de impacto para a cena. Algo realmente bonito de se ver, fugindo completamente dos exageros dos filmes anteriores e propondo uma nova estética que surpreendentemente também funcionou muito bem para a identidade do diretor, mesmo fugindo completamente da sua zona de conforto.

Esses “exageros” dos filmes anteriores, o sangue, também não ficaram completamente de fora do seu novo trabalho, embora dessa vez tenham aparecido timidamente, como por exemplo na quantidade absurda de quadros pendurados nas paredes da casa do médico, todos grandes, próximos um do outro, lindos, com imagens fortes, coloridas, corpos em meio a várias cores e as já esperadas flores de Almodóvar, que eu pelo menos tenho a impressão que ele deve gostar e muito, porque de uma forma ou de outra estão sempre presentes em seus filmes.

E tudo isso dá um toque de modernidade para o longa, o que não poderia ser diferente, tendo um filme como esse nas mãos de um diretor tão sensacional, com temas tão diversos e atuais, tratando por exemplo de um assunto bastante em discussão atualmente que é a mudança de sexo, mas de uma forma completamente inesperada e totalmente diferente das discussões que ouvimos até hoje sobre o assunto. Pelo menos no cinema.

Essa modernidade aparece também no figurino dos personagens, da Vera principalmente, que tem assinatura do Jean Paul Gaultier, que já havia trabalhado com Almodóvar anteriormente em “Kika” e “Má Educação” onde até aquela malha que ela era obrigada a usar como segunda pele me parecia ser extremamente bem feita, toda recortada, deixando o corpo maravileeeandro e as vezes até se confundindo com a verdadeira pele da atriz Elena Anaya. Aliás, e que corpo não? Höy!

Ainda falando dessa plasticidade do longa, uma das minhas cenas preferidas foi aquela em que Robert procura sua filha pelo jardim da festa, um lugar onde acontecia de um tudo (Höy!), mas com uma estética fora do comum de tão maravileeeandro. Algo que me lembrou muito “Alice In Wonderland” e que também tinha um identidade bem forte de editorial de moda.

E só eu quase enlouqueci quando ela começou a utilizar o make da Chanel para pintar as paredes? Tudo bem que o resultado final foi sensacional (eu gostei desde a primeira vez que bati o olho naquela parede e imaginei que fosse um trabalho dela), mas a gente bem sabe quanto custa um daqueles ítens da Chanel por aqui no nosso país rico em impostos, portante, dá pena vai? rs

Como a história começa praticamente perto do final, quando conhecemos o que aconteceu antes para que aquelas pessoas se encontrassem naquele momentos de suas vidas, voltamos ao passado durante o filme e passamos a entender o caminho de cada um daqueles personagens, as motivações e um pouco do passado de todos eles, o que acaba trazendo revelações que eu não consegui sequer imaginar ou prever assistindo ao filme. Uma surpresa deliciosa, vai por mim.

Na verdade, eu até imaginei que esse fosse o caminho e na hora em que ambos, Robert e Vera estavam sonhando e em uma das cenas do sonho dela, o médico estava naquela festa, observando de longe a sua filha, e no meio da cena o foco da imagem se perde e logo se encontra em um outro personagem que ainda não nos foi apresentado, mas que se encontrava presente naquele mesmo cenário, eu confesso que cheguei a torcer para quem seria de fato o personagem que estava emprestando a sua memória para a cena, revelando assim a verdadeira identidade de Vera, porque pensando bem, se fosse ao contrário e aquele fosse o olhar da filha, o filme seria muito mais estranho do que já pode parecer para algumas pessoas, não?

Uma vingança terrível, sem limites, muito bem arquitetada e aproveitada até, mas que desde o começo anunciava que não teria um final muito feliz. Mesmo porque, aquele personagem nem merecia. (o vingador, que na verdade, se transformou eu um monstro, não?)

O final do filme é muito bom, trazendo de volta uma lembrança que eu já não tinha do começo do filme, onde aquele último olhar da mãe para o seu filho desaparecido dentro da loja de roupas, acabou dizendo muito mais do que qualquer line que pudesse ser dita naquele momento. Clap Clap Clap!

Mais um filme do Almodóvar que comove, provoca, só que dessa vez de uma forma completamente inusitada, reunindo um roteiro sensacional com uma estética primorosa, uma verdadeira delícia de se ver, filme que encerra da melhor forma possível o meu ano de 2011 no cinema.

E o que será que nos espera em 2012 no cinema aqui no Guilt hein? Eu não sei, mas espero delícias deliciosas como as minhas escolhas para esse ano que foram sensacionais, não?

Enfim, nos encontramos na fila da pipoca em 2012! (e se alguém quiser guardar lugar pra mim, tem que ser no meio, porque do fundo eu não enxergo muito bem, rs)

American Horror Story – Freak, chic, porém tola

Dezembro 26, 2011

Quando American Horror Story começou, eu logo fui me empolgando com a série. Gostei da proposta, do tipo de terror mais refinado misturado com o climão trash e um pouco de fetiche no meio da trama, tanto que até escrevi sobre o assunto por aqui no Guilt.

Mas a medida que o tempo foi se passando e com o desenrolar da história contada durante a Season 1, eu comecei a achar uma série de falhas e isso ficou bem claro para mim, quando eu comecei a acertar exatamente qual seria o rumo da temporada. E eu quase não errei nada, o que acabou com o elemento surpresa da série pra mim e foi o que começou a me deixar com uma certa preguiça da nova série do Ryan Murphy.

Continuei me assustando, continuei gostando do tipo de terror freak chic, mas passei a achar as explicações e resoluções bem tolas ou fáceis demais, meio preguiça até.

E também convenhamos que aquelas pessoas não poderiam ficar morando naquela casa por muito tempo, não com tudo que acontecia por lá, não sem ter a menor noção do que estava de fato acontecendo naquele lugar.

Imaginei desde o começo que eles teriam um final parecido com o que acabou acontecendo na season finale, cheguei até a comentar aqui e ali em conversas soltas que a série estava caminhando por esse rumo.

Se bem que isso não faz de American Horror Story uma série totalmente ruim, mas essas resoluções preguiçosas acabaram estragando a série aos poucos.

Ainda falando do princípio e do fundamento da série, gostei bastante das histórias dos fantasmas contadas como flashback, sempre com alguma coisa bizarra, medonha, ou simplesmente assustadora por trás de cada história. Essa parte da trama eu achei bem interessante e me diverti até, em diversos momentos, além de me assustar, é claro.

Mas ai chegamos ao momento de tratar quem ainda estava vivo naquele lugar. A família Harmon, pai (Ben, Höy!), mãe (Vivien, Yöh!) e filha (Violet), que circulavam entre mortos com a maior naturalidade desse mundo (tudo bem que eles não sabia o que estava acontecendo…), mas sinceramente, dos três, a única que acabou oferecendo alguma coisa de bom como história naquela família foi a Violet mesmo, porque os seus pais…quem se importa?

Comecei a suspeitar que algo trágico estaria por vir no futuro da série também logo de cara, porque das duas uma: ou todo mundo acabaria morrendo e aconteceria uma troca de elenco a cada temporada (essa era a minha aposta inicial) “sobrevivendo” como fantasma apenas os personagens mais interessantes, ou eles teriam que concluir a sua história dentro daquela casa assustadora e se mudar, o que também inviabilizaria a presença dos Harmons por muito tempo naquele cenário. Não conseguia enxergar um outro caminho para aquela história, desde o começo da temporada, fato.

E o meu pensamento estava certo, o que não me causou nenhum espanto no final das contas e para falar bem a verdade, acabou me decepcionando. Humpf…

Além disso, tivemos várias outras explicações tolas para coisas diversas/importantes que aconteceram durante a curta estadia da família naquela casa. Por exemplo:

1) Quem matou o casal de moradores anterior? 

Resposta: Tate

2) Quem matou os jovens dentro da escola?

Resposta: Ta-te

3) Quem colocou fogo no ex Ronaldo Esper em True Blood? 

Resposta: T-a-t-e

4) E quem era o homem borracha?

Resposta: TA-TE.

Assim não dá, não é mesmo? Para tudo a resposta vai ser: Blame Tate? (preguiça define)

Tudo bem que desde o começo, ficou bem claro que aquele garoto (ótimo por sinal, certamente o melhor personagem da série) era perturbado, sempre foi, e ficou claro também que ele tinha alguma ligação pelo menos com o crime da escola, o que na minha visão seria o crime ideal para o seu personagem. Agora, não dava para justificar todas as outras coisas, ou grande parte delas no Tate. É, não dava.

Mas a gota d’água pra mim foi mesmo o Tate, aquele garoto magrelo, frágil até, ser no final das contas o homem de borracha, que quando aparecia em cena, desde o começo da série, parecia ser um homem bem maior ou pelo menos mais forte, não?

Isso não me convenceu e não me convence até hoje. Não consigo aceitar. Não, Ryan Murphy, NÃO! (sem contar que todo mundo abria o zíper daquela máscara com a maior facilidade do mundo e nunca ninguém ficou com o cabelo preso nele…)

Comecei a torcer o nariz porque achei que culpar a mesma pessoa por quase tudo que havia acontecido de importante naquele cenário me pareceu uma opção fácil demais, mesmo com eles pintando o Tate como um psicopata durante toda a temporada. Sem contar que eles tinham outros personagens ótimos para explorar dentro daquela casa e se eles já não existiam, bastava criar.

Falando em personagens ótimos, preciso que o Zachary Quinto estava sensacional interpretando um personagem gay daqueles bem caricatas e delicioso e que dividia a cena com o seu parceiro promíscuo e infiel, uma tentativa descarada de “Novo Alexander Skarsgard”, Höy! Achei muito bom mesmo e esperei pela sua participação no episódio final, mas fiquei frustrado porque ele nem deu as caras, humpf! Aliás, ele teve ótimas lines durante a temporada e preciso ser justo e dizer que o texto dos atores em alguns momentos era realmente muito bom.

Bom, e já que eu mencionei o episódio final, vamos falar dele (1×12 Afterbirth). E eu já vou começar falando que não foi nada bom. É, não foi.

Primeiro que eles acabaram com o mistério em torno da família em cinco segundos, resolveram aquele issue e deixaram o Ben aguardando a dona morte a qualquer momento para se juntar ao resto de sua família fantasma do outro lado (Zzzz). Sem contar que aquela sequência, antes dele tentar o suicídio, com ele todo metódico, deixando as chaves da casa com post-it indicando a função de cada uma delas, senhas, documentos arrumadinhos e tudo mais,  foi um chupisco na cara dura de “A Single Man” do Tom Ford e eu bem reparei nisso. Não só reparei, como achei um absurdo!

Fora isso, tivemos a entrada da nova família latina, que estava na cara pela falta de carisma e ou falta de talento,  que não seriam os novos moradores da mansão mal assombrada (sério, o que era aquela mulher gritando? Euri). Tudo isso para mostrar que os fantasmas presos naquele lugar, não são todos do lado negro da força e que existe o time Gasparzinho, o fantasminha camarada. Daf*ck?

Achei bem tola e quase vergonhosa,  aquela cena do casal Harmon se matando na frente do outro casal, só para deixá-los em pânico, a ponto de não voltarem nunca mais para aquele lugar. Muito embora tenha sido uma cena até que engraçada, no melhor estilo “Beetlejuice”, eu ainda prefiro o humor do filme antigo (que já começa nesse tom, diferente da série) do que o que aconteceu durante a season finale.

Nesse momento, tivemos a nova família fantasma se reunindo na sala para curtir o Natal e ó, aquele outro bebê que nasceu morto, não estava morto, ele chegou a dar um último suspiro dentro da casa e por isso também virou um fantasminha cute. Sério? Não gente, sério?

Eu morri de vergonha. CATAPLOFT!

Mas antes que alguém fale “não gostou faz melhor” eu deixo aqui registrado o que eu achei que aconteceria em American Horror Story… (ou o que seria a minha ideia para a continuidade da série)

Achei que eles acabariam morrendo mesmo, todos, ou talvez sobrasse um para contar história, mas que se mudaria de lá no final (talvez o pai). E eu sinto também que nem todos naquela casa se tornaram fantasmas interessantes, eu por exemplo não tenho a menor curiosidade de saber o que a Vivien tem a dizer depois de morta tocando violoncelo (Zzzz). Não tinha nem o menor interesse enquanto ela estava viva, imaginem morta…

Na minha opinião, além do Tate, que foi sensacional do começo ao fim (embora tenha levado a culpa de quase tudo) e da história da Violet, que não tem como negar que foi muito boa e eu fiquei bem feliz quando ela descobriu que estava morta (algo que eu já desconfiava também porque ela já não saia mais de casa fazia tempo), o casal Vivien e Ben por exemplo, pouco tem para acrescentar na série, vivos ou mortos.

Sem contar aquela cena final, com a Jessica Lange, que é uma atriz que merece respeito, sendo colocada 3 anos depois, ao lado da criança pure evil, com marcas de sangue pela casa toda e a promessa de que aquele menino sorridente e coberto de sangue é o filho do cão, uma cena que eu achei completamente desnecessária. Achei isso tão interessante como uma Fanta Uva sem gelo e fora do prazo de validade.

Com isso, eu não consigo imaginar um sentido para a série para a próxima temporada, que eu desconfio que seja mais ou menos como foi até agora. Uma nova família chega até a casa, vai viver sendo assombrada e no final, todos morrem, ou se mudam e a gente vai ficando com um acúmulo enorme de gente pouco interessante vagando naquele porão. Ou eles vão optar pela história de amor do casal Violet e Tate (Violate) e os fantasmas vão ser o novo hype do momento, roubando o lugar que já foi dos vampiros e que atualmente é ocupado pelos zombies. Ou, teremos uma espécie de Big Brother, com todos os fantasmas sendo obrigados a viver na mesma casa, com votação e direito a paredão do fogo do inferno toda semana, rs. Ou pior, MMA de crianças pure evil, de um lado Pluft, o fantasminha do bem e do outro o seu irmão gêmeo do lado negro da força, Mr Bloody, hein?

Brincadeiras a parte, existe uma corrente que acredita que a cada temporada eles vão propor contar uma história diferente e em um lugar diferente, mudando completamente os personagens e os cenários, inclusive a casa, porém talvez mantendo os atores interpretando diversos personagens diferentes. Algo que eu não confio muito… (será? Hmm mmm)

Não sei, eu pelo menos não consigo imaginar como prosseguir com essa história e não consegui decidir ainda se é porque eu não me importo, ou se é porque eu não me interesso mais.

Sendo assim, pra mim, American Horror Story acabou perdendo totalmente o sentido e eu não vejo porque continuar assistindo a uma série que tem uma ideia até que bacana, embora bem difícil de ser desenvolvida a longo prazo e que além de tudo, ainda prefere apostar na resolução mais fácil para a sua mitologia.

Talvez funcionasse melhor como uma obra fechada para apenas uma temporada, ou filme. Achei o episódio de Halloween (1×4 e 1×05)  bem legal por exemplo, mas tirando isso, realmente eu não tenho a menor vontade de voltar para uma Season 2.

Eu passo. BOO!

ps1: acho imperdoável que a Adelaide não tenha virado um fantasma, mesmo contrariando a sua vontade

ps2: e se a série melhorar muito, alguém me avisa tsá? Mas tem que ser muito, muito mesmo.

HO HO HO

Dezembro 23, 2011

O Natal é e sempre foi o meu feriado preferido, não tem jeito.

AMO tudo sobre o Natal. As luzes, as comidas, a “cafonice”, fingir que está frio só para combinar com a estação que nos venderam durante a nossa vida toda no cinema ou na tv, rs.

Mas, como o Natal está logo ali e o Ano Novo também, vai chegando aquela hora em que a gente tem que se despedir para tentar descansar um pouco, não é mesmo leitor?

É hora de voltar para a casa, ficar se fazer nada, NA-DA, descansar, ficar com a boca suja de rabanada, fofocar com a família na Noite de Natal, ouvir seus pais contar vantagem e ou fazer aquele shosho sobre vc na frente de todo mundo só para te deixar constrangido, tudo em um clima agradável de fim de ano, recheado de presentes que a gente ganha de amigo secreto e corre para trocar na semana seguinte. Pura felicidade. (mas sério, eu AMO o Natal, rs)

Não sei se eu já contei para vcs, mas em noite de Natal eu não tenho descanso. Isso por conta do meu freela que eu faço anualmente como rena de Natal, onde o meu nariz vermelho se acende e eu me transformo no próprio Rudolph, me tornando um membro no staff do senhor Claus, Santa Claus. (porque está puxado para todo mundo e é sempre bom garantir mais recursos para o próximo ano, além de manter o network funcionando com as minhas outras amigas renas, não é mesmo? rs)

Por isso vamos encerrando as atividades hoje aqui no Guilt por esse ano de 2011 (sim, apenas por esse no, acalmem-se), porque o dever e o merecimento me chama, rs. Mas é só um pequeno hiatus, uma mini-férias, por isso meus inimigos, não se animem (i’ll be back!).

Mas não posso sair  sem antes agradecer a todos vcs que passaram aqui em 2011, seja por qual for o motivo, que fizeram o Guilt quadruplicar o número de views durante esse ano. Leitores queridos que me deixam comments tão foufos todos os dias, que fica até difícil de retribuir tamanha quantidade de foufurices, mas que eu juro que eu tento de alguma forma, tsá? (seja com posts fundamentos ou com posts cretinos, rs)

Obrigatô!

Para vcs todos eu desejo um Natal maravileeeandro, com muito fundamento e repleto de magia. E que 2012 seja ainda melhor, porque está puxado e a gente merece! Höy!

 

E também uma beija especial com gloss de veneno para os outros leitores preguiça, que passaram aqui para xingar a minha mãe ou me xingar, falar coisas baixas sem fundamento, tolos, e que mesmo assim garantiram a minha diversão aqui no Guilt em 2011. Muah!

Mas como eu me sinto meio culpado por deixar vcs na mão por esses dias da minha ausência até começar 2012, depois de ter aproveitado o meu espaço aqui para viciar alguns de vcs em várias coisas (rs), vou deixar algumas recomendações para quem tiver sofrendo de crise de abstinência assim como eu durante esse período:

 

♥  Tudo que eu assisti e gostei ou não na TV, vc pode encontrar aqui

♥  Tudo que eu AMEI no cinema, ou nem achei tudo isso, vc pode encontrar aqui

♥  Se sentir carência de novos feitiços ou de alguma magia específica, vc pode encontrar uma verdadeira coleção aqui

♥  Se precisar de um pouco mais de foufurice na sua vida, vc pode procurar aqui

♥  Para ver tudo aquilo que a gente tem vontade de comprar a todo momento, vc pode olhar essa vitrine aqui

♥  O meu fundamento fashion, vc encontra aqui, as vzs aqui, ou aqui tmbm

♥  Se quiser investir em um fundamento novo para o seu closet em 2012, vc pode se inspirar aqui

♥  Para dar risada de quem é sempre um equívoco, vale dar uma olhada aqui

♥  Para dar um pouco mais de risada e aprender um pouco também com as nossas sábias lições e dicas, vale a pena olhar aqui, aqui e aqui

♥  Para ouvir música, quase sempre muito boa (depende de vc, rs), vale a pena colocar o phone e apertar o play aqui e aqui

 

Enfim, espero ter colaborado com quem vai sofrer de abstinência do fundamento do Guilt durante esse período que vamos ficar longe. Mas 2012 está logo ai, e eu volto assim que o meu cachê como rena em noite de Natal acabar. (rs)

Mas nem pensem em me abandonar viu? Quero só ver…

Pq embora eu não esteja por aqui por esses dias, bombardeando vcs com as minhas várias bobagens de praticamente todos os dias, eu já programei alguns posts para ir entrando nessa semaninha que ficaremos separados. Ou seja, não vai perder hein?

E lembrem-se que no último dia do ano, acontece o prêmio mais importante do mundo (sim eu tenho a minha própria premiação, não sabia? Então Check-ch-check-check-check-ch-check it out, ano 1 e ano 2 da premiação mais sensacional de todos os tempos. E não tem Grammy, Emmy, Oscar, Golden Globe ou Dundies certo!) , o The Modern Guilt Awards, edição de 2012, uma premiação que só vem se superando e esse ano promete ser mais do que sensacional! Por isso façam suas apostas e aguardem…(embora eu mesmo decida tudo sobre a premiação, logo, ela não é das mais democráticas e eu já vou avisando que também é super tendenciosa, rs)

E é isso, vou indo agora que o senhor Santa Claus não aceita atraso e eu como sou uma rena de respeito e com papel principal no Natal, tenho que dar o exemplo, não?

 

Smacks e vejo vcs no dia 02/01

 

ass: Essy Rudolph P. Parker (sim, porque além de rena de Natal eu também sou um super-herói e todo mundo sabe disso), The Modern Guilt

ps 1: e se quando eu voltar, tiver vários comments me esperando por aqui, eu confesso que vou me sentir bem feliz e não vou ficar achando que eu fui abandonado, hein? 

ps 2: quem vai ter coragem de dizer que a minha “Árvore de Natal Gosling Magia” acima , não é a mais maravileeeandra ever. Höy!

Homeland – A melhor série (nova) da temporada

Dezembro 22, 2011

(sério, ainda estou com falta de ar depois dessa season finale de quase 1h30 que foi muito da sensacional, a qual eu acabei de assistir no exato momento em que eu comecei a escrever esse post, porque não consegui me conter de tamanha ansiedade e eu já começo dizendo que isso quase nunca acontece, o que só pode ser um sinal da qualidade da série, e se vc não assistiu Homeland, ou não chegou ao final da temporada ainda, recomendo que interrompa a sua leitura agora e volte depois que fizer a lição de casa. Depois não diga que eu não avisei…)

Quando Homeland começou, já havia muita conversa sobre a série e uma vaga promessa de que viria coisa boa pela frente. Acabei não dando muita atenção, mas assisti ao episódio piloto logo, que eu até já achei bem bom, mas resolvi deixar a série para depois, para assistir sem pressa nenhuma, com calma, quando tivesse um tempo sobrando, embora encomendasse semanalmente os episódios novos para o meu amigo Paolo, só para garantir.

Isso, até eu achar algum tempo disponível e começar a fazer a minha maratona no que eu descobriria mais tarde ser a série (nova) mais sensacional dessa temporada. Sério, sem brincadeira e longe de qualquer tipo de exagero.

Digo série nova entre parênteses, porque esse ano tivemos outras coisas boas, como a Season 4 de Breaking Bad por exemplo entre outras séries (como algumas comédias que estão em hiatus nesse momento), então não sei se eu acho justo colocar Homeland como melhor série do ano, sem o parenteses do “nova”.  Mas eu colocaria a série mesmo sendo uma estreante, no mesmo patamar de qualidade de Breaking Bad, ou Damages em sua melhor fase. Pelo menos ela chegou a me provocar a mesma reação que eu já senti no passado assistindo a ambas as outras duas séries.

Homeland começa colocando a agente bipolar da CIA, Carrie Mathison (Claire Danes, que merece todos os prêmios do mundo por sua atuação na série) investigando um possível militar convertido pelo terrorismo e que como principal suspeito, ela tem o sargento dos fuzileiros navais, Nicholas Brody (Damian Lewis), um militar americano mantido em cativeiro por 8 anos, que acaba sendo resgatado depois desse tempo todo pelos soldados americanos, praticamente no mesmo momento em que ela descobre que temos um impostor na jogada. Embora com esse resgate todo mundo passe a ver o cara como um herói, voltando para casa depois de passar anos sendo torturado e não se rendendo ao inimigo, Carrie imagina que talvez ele possa ser o tal “vira casaca” a serviço do terrorismo, uma possibilidade que ela acaba descobrindo através de uma fonte segura local e assim, começa uma investigação por conta própria, ficando de olhos grudados 24 horas por dia no novo herói americano.

Uma série clássica de polícia e ladrão, só que de uma forma muito melhor do que vc possa imaginar. Eles se reinventam o tempo todo, quando vc imagina que esta chegando à alguma conclusão, vem um fato qualquer e muda completamente a sua percepção sobre as coisas,  isso contantemente, até que vc chega ao final da temporada a ponto de ter um ataque cardíaco de tão tenso que foi aguentar aquela 1h24 minutos de duração episódio, onde tudo poderia acontecer a qualquer momento e que teve uma das melhores resoluções de todos os tempos. Uma plano bem mais simples do que a gente poderia imaginar, mas complexo ao mesmo tempo, ou seja, uma delícia.

E as propostas parecem ser infinitas na série. Eles começam com uma espécie de Big Brother montado ilegalmente na casa do sargento Brody, de onde Carrie observa 24 horas por dia todos os passos do sargento dentro daquela casa e na convivência da sua família. E tudo parece suspeito, tudo parece tão estranho, que vc começa a tentar montar esse quebra cabeça para tentar desvendar quem de fato é aquele homem, ou pelo menos tentar entender em quem ele se transformou depois desses últimos oito anos.

Enquanto tudo isso acontece, vamos conhecendo um pouco mais da vida do misterioso sargento Brody, o seu cotidiano em casa, ao lado da sua família, a esposa que acabou tendo um caso com o seu melhor amigo por achar que o seu marido estava morto, e também o dia a dia desse homem tentando recuperar esses oito anos que passou distante, agora ao lados dos seu filhos já crescidos e que ele mal conhece. Um comportamento completamente esquisito, mas totalmente justificável pelos seus oito anos em cativeiro, o que só de imaginar já me deixa sem ar.

Claro que se a série continuasse apenas nessa “vigilância” tudo seria resolvido muito facilmente, mas  logo no quarto episódio (1×04 Semper I) eles resolvem que já não podem mais permanecer apenas nesse jogo de espera e Carrie é obrigada a abandonar o seu projeto de reality show em busca do inimigo. Como plano B, ela resolve arriscar alto e passa a ter um contato direto com Brody, fingindo ser por acaso, buscando ajuda no mesmo centro que ele passa a frequentar para resolver os seus problemas com a questão da readaptação à sua família.

Só que eles começam a fica íntimos demais depois de sair trançando as pernas daquela bar e acabam “se conhecendo melhor” no banco de trás do carro dela, que parece não ter limites quando se trata sobre algo do seu interesse profissional. (o que muita gente pode achar meio assim, mas que é um perfil comum dentro desse meio de espionagem e nós já vimos isso antes)

E o que parece uma aproximação inocente, vai se transformando em algo maior, com Carrie se arriscando em um fim de semana ao lado do inimigo, deixando todo mundo aflito com as consequencia que poderiam vir depois desse encontro. Na cabana da família de Carrie eles começam a se entender, usando aquela linguagem de poucas palavras e muita ação, que todo nós já conhecemos bem qual é, rs.

Nesse momento, Homeland acabou demonstrando o porque merece ser considerada uma das melhores séries da temporada (se não a melhor), porque acabou arriscando tudo em um episódio ainda na metade da temporada, que poderia ter funcionado muito bem como um season finale, por exemplo, mas que para nossa surpresa foi utilizado antecipadamente, virando completamente o jogo em questão até então.

Que foi quando por um erro da Carrie no episódio 7 (1×07 The Weekend),  Brody acabou percebendo que ela estava mesmo ali se envolvendo com ele porque desconfiava de algo mais e a partir disso, a história começa a mudar de figura. Os dois se encaram, ele sem se intimidar com o fato de que ela acha que ele pode ser o tal terrorista, enfrenta de cara limpa as perguntas da Carrie, armada (arma que ele achou, mas devolveu para ela em sinal de confiança), enlouquecida, assustada, cheia de dúvidas com o fato dele ter mentido descaradamente no teste do polígrafo, sem provocar nenhuma alteração no resultado, aproveitando a chance de talvez resolver todo aquele mistério ali naquele momento vulnerável, frente a frente com o possível inimigo, mesmo que para isso ela tivesse que arriscar a sua própria vida. Um episódio sensacional!

Aqui, pela primeira vez, podemos ver a história com os olhos do sargento Brody, que antes a gente só conseguia enxergar em alguns flashbacks confusos, sem uma timeline definida. Percebemos então que talvez aquele homem não seja realmente o vilão que estamos procurando, já que a sua versão da história ao lado de Abu Nazir (o grande terrorista pure evil da série) é no mínimo convincente e até justificável.

E assim eles vão brincando com a nossa cabeça, plantando sempre a dúvida de que se o agente Brody seria ou não o terrorista da vez. Confesso que eu achei esse jogo sensacional e embarquei em todas as versões da história. Comecei achando que só poderia ser ele mesmo o tal terrorista, não tinha a menor dúvida disso e sabia que cedo ou tarde ele mostraria a sua cara. Depois fiquei em dúvida, comecei a achar que talvez ele pudesse sim ser inocente, uma vítima e passei a achá-lo um homem “normal”, honesto, algo próximo do herói como ele vinha sendo pintado. Ou seja, fui enganado o tempo todo e mesmo assim aceitei com a maior felicidade desse mundo esse truque, sem me sentir um completo idiota, o que é ainda melhor.

Caminhamos para a reta final da história onde passamos a entender as verdadeiras intenções do sargento Brody e o porque do seu envolvimento com Abu Nazir, momento onde passamos a entender que o instinto de Carrie em relação a essa história fazia todo o sentido desde o começo. De uma forma bastante delicada e com uma cena linda de um momento pavoroso de guerra, eles conseguiram até “humanizar”, se é que a gente pode falar assim, essa ideologia terrorista do vilão da série, mostrando que violentamente, ambos os lados tem a sua culpa. Well done!

O pior de tudo é que nós vamos percebendo que tudo vai acontecendo e apenas a Carrie consegue enxergar as coisas como elas realmente são, embora a essa altura ela já esteja completamente apaixonada pelo novo herói americano, o que certamente acaba comprometendo a sua visão sobre o caso. Isso e o fato do sargento Walker se encontrar vivo, começa também a deixar cada vez mais distante a ideia de que o sargento Brody tenha alguma relação com esse possível ataque terrorista que está por vir a qualquer momento. Ou seja, reviravolta atrás de reviravolta. (quando ele apareceu sentado na cadeira da casa do diplomata gay, eu quase cai da minha própria cadeira e eu não estou brincando)

Apesar de parecer que a Carrie caminha sozinha nessa busca, ela tem como braço direito o Saul, que trabalha ao lado dela na investigação toda e é a única pessoa que confia no seu trabalho, mesmo quando ela acaba dando motivos para ele pensar o contrário. Os dois tem uma relação de cumplicidade bem bacana (embora ele não saiba da sua bipolaridade) e ele funciona como uma espécie de mentor dela dentro da CIA. Em um momento da temporada Carrie enxerga no amigo o seu futuro, sozinha, afundada no trabalho e sem ter conseguido ter uma vida completa, algo que ela acaba dizendo em um momento enquanto desabafa com Saul algumas de suas frustrações no trabalho, o que chega a ser um momento bem triste na série, levando em consideração a recém separação dramática de Saul, justamente por conta do seu trabalho.

Até que chegamos ao que pra mim (e acho que para todo mundo), foi o momento mais aguardado da temporada, o show da Claire Danes enfrentando a primeira crise séria de bipolaridade da sua personagem, Carrie. Sério, o que foi aquilo? Todo mundo me falou sobre o episódio 11 (1×11 The Vest), cheguei a ler também em vários lugares sobre a sua atuação primorosa nele, mas quando de fato cheguei a esse momento sensacional da temporada, fiquei de boca aberta com o talento dessa mulher, que vai ter que levar algum prêmio por essa sua atuação, ou será a maior injustiça desse mundo, hein?

Uma Carrie enloquecida, descontrolada, assustando todo mundo que ainda não sabia sobre a sua doença (e até quem sabia), vendo a sua timeline genial da investigação ser destruída sem sequer ser entendida pelos seus superiores, entregando que ela é uma mulher doente, o que certamente a deixará distante da posição que exerce no momento dentro da CIA. Dra-ma! Aquela sequência final, com ela berrando, a música ficando mais alta e a Carrie seguindo completamente descontrolada e tendo que ser contida por todos em sua casa, foi um dos melhores momentos da tv atualmente. Sem a menor dúvida, uma cena para se lembrar por muito tempo.

Isso tudo para chegarmos ao excepcional season finale (1×12 Marine One), um episódio perfeito, do começo ao fim. Brody assumindo de vez a posição de terrorista, gravando inclusive um vídeo onde ele contava as suas verdadeiras intenções, trabalhando em conjunto com o Walker, um sniper de primeira, que deixou todo mundo aterrorizado com seus olhões arregalados quando começou a aparecer na série. E essa história toda ainda escondia um plano para o crime perfeito, onde o sniper (Walker) acabaria fornecendo apenas uma isca, um motivo para que todas aquelas pessoas importantes ali presentes, mais o vice presidente e o chefe da segurança nacional fossem colocados no mesmo lugar e na mesma hora, uma banker, para que o sargento Brody tivesse enfim a chance de colocar o seu plano em ação como homem bomba, completando a vingança de Abu Nazir em relação ao seu filho morto, Issa, com o qual o sargento Brody manteve uma relação de afeto (praticamente de pai e filho) por algum tempo depois que ganhou certos “privilégios” em seu cativeiro.

Fiquei tenso, suando (bem menos que ele é claro), a cada segundo daquela cena, com o sargento Brody caminhando ao lado do vice presidente para finalizar a sua tarefa, uma vingança á covardia do governo americano por ter matado crianças inocentes do lado de lá em um de seus ataques (onde Issa acabou sendo vítima), tudo isso em nome de uma ideologia, que nesse caso não tinha a máscara da religião ou qualquer outra muleta para se apoiar, a não ser a sede de vingança contra a impunidade de quem se diz ser o herói da história.

Vale dizer também que não só nesse momento, mas em toda a temporada, que o ator Damian Lewis também esteve muito bem no papel do misterioso sargento Brody, o que justifica totalmente a sua indicação ao Globo de Ouro e por essa season finale eu passo a torcer ainda mais para que ele leve esse prêmio para casa. (já que o Aaron Paul não está nessa disputa)

E ele tenta uma, duas, sei lá quantas vezes explodir aquele colete (aliás, muito bem pensando como ele conseguiu passar pelo detector de metais hein?), vai ao banheiro, tenta arrumar o que não deu certo no colete, volta para o banker e quando está prestes a detonar a bomba, recebe o telefonema da sua filha, convencida pela Carrie (em mais um de seus sensacionais surtos em busca do que ela acredita) e por todas as estranhezas que ela veio observando em seu pai nos últimos dias de convívio, fazendo ele jurar que voltaria vivo para casa e assim ele decide que talvez aquele não seja o melhor momento para colocar o seu plano em ação.  Sério, que momento, não?

Sinceramente? Um dos melhores finais de temporada ever. Fazia bastante tempo que eu pelo menos não ficava tão aflito, grudado na minha cadeira laranja esperando para que toda aquela aflição acabasse logo, mas curtindo cada segundo dessa tortura, rs.

Para o agente Brody (que realmente era o vilão, para quem ainda estiver se perguntando) sobrou a tarefa de convencer o terrorista Abu Nazir que mesmo depois de não ter conseguido seguir com o plano de vingança, por problemas técnicos (e familiares) ele ainda tinha algum valor, por conta da sua influência política a essa altura como herói nacional e ter passe livre no governo americano, o que acaba nos levando para o plot da Season 2, que já foi confirmada faz tempo pelo Showtime, para a nossa alegria. (até o Obama chegou a declarar por esse dias que Homeland é uma das suas séries preferidas do momento)

Enquanto isso, encerrando essa temporada primorosa, do outro lado da história temos Carrie, a única que conseguiu chegar a entender exatamente tudo aquilo que estava acontecendo, mesmo com toda a sua loucura e descontrole, só que a essa altura, afastada do serviço secreto, provavelmente sem poder ter acesso novamente as informações top secrets por conta da sua doença, se sentindo traída pelo homem que ela chegou a amar e acreditar (lembrando que ela não sabe ainda que o Brody era exatamente quem ela sempre achou que ele fosse), seguindo para a clínica para tentar um tratamento de choque, colocando em risco a sua memória, acreditando que nesse momento ela não tem mais nada a perder mesmo, uma vez que por essa história toda ela acabou perdendo tudo. Até que naquela contagem regressiva dos segundos finais do episódio, enquanto ela estava sendo anestesiada para começar o seu tratamento, Carrie acabou se lembrando de algo importante que liga o motivo do crime combinado entre Brody e o Abu Nazir (adorava ela falando Abu Nazir na série) á aquele período nebuloso em amarelo da sua timeline e só nos resta agora torcer para que essa parte da sua memória não seja perdida por completo para a próxima temporada. UOW!

Só sei que eu terminei de assistir Homeland e bati palmas, de pé até. Que série sensacional, não?

Uma ideia simples até, tratando um assunto com um vilão comum, fácil de ser odiado,  só que de forma bem diferente ao que estamos acostumados a ver por ai, com um roteiro fora do comum, capaz de te deixar completamente em dúvida o tempo todo sobre o desenrolar da história, que para a nossa sorte é muito bem amarrada e no final tudo faz muito sentido, a ponto de me fazer terminar esse ano de 2011 com uma maratona (digo isso pq eu corri para chegar a acompanhar o ep final com todo mundo da america antiga)  que me deixou completamente satisfeito, do começo ao fim. O que eu recomendo para cada um de vcs que não tenha assistido Homeland ainda. Aproveita esse fim de ano, que eu tenho certeza que vc não vai se arrepender. GARANTO!

Mas antes de terminar o meu post, preciso fazer uma denúncia séria que os meus anos como agente duplo da inteligência inglesa (rs) não me deixam passar batido: eles copiaram ou não o fundamento do meu “E” invertido no logo da série do logo do Guilt, hein? Exijo explicações senhorita Carrie Mathison, fiz uma timeline gigante aqui na parede do meu quarto e na parte do magenta, tudo me leva a crer que sim hein? rs

ps: como a série foi tão excelente, eu digo que tudo bem vcs terem emprestado o meu fundamento para o logo de vcs. Sem ressentimentos. (mas: Confirmou!)


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