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The Voice Season 4, Live Top 6

Junho 10, 2013

The Voice - Season 4

Semaninha difícil essa no The Voice, hein?

Não sei se porque boa parte dos meus candidatos preferidos dessa Season 4 já foram eliminados, alguns inclusive inexplicavelmente, mas nenhuma semana foi tão custosa quanto essa das apresentações do Top 6. Se a temporada até aqui estava bem morna, uma reclamação recorrente ao longo da mesma, nessa semana eles realmente esfriaram de vez, tanto que a eliminação foi super óbvia, quase preguiçosa e totalmente previsível. Sem contar que foi quase desanimadora, com o anúncio de que dessa vez, apenas um deles seguiria para casa, talvez pelo susto que acabaram tomando na semana passada, quando duas das maiores e melhores vozes dessa Season 4 do The Voice acabaram se despedindo. Mas não deveriam ter pensando nisso antes?

E de certa forma, bastava fazer as contas para se ter uma ideia do que poderia acabar acontecendo essa semana, já que os números eram Shaks, Adummy e UÓsher com apenas 1 representante em cada um de seus times e o Blake com uma larga vantagem além dos seus três metros de altura (Höy!), com 3 participantes ainda sobrevivendo em seu time, retendo metade do atual elenco da temporada e a transformando praticamente em um semi mini festival country. Claro que a essa altura não há regras em relação as eliminações a não ser o apelo popular de cada um deles (e a ajudinha de alguns coaches nas redes sociais, como vimos o UÓsher fazendo covardemente recentemente), mas estava mais do que na cara que o #TeamBlake tinha grandes chances de não permanecer o mesmo por mais uma semana consecutiva.

Essa semana também eles tiveram a chance de se apresentar duas vezes no palco, sendo uma delas a partir de uma escolha própria de repertório e a outra obedecendo a escolha de seus coaches. Nesse caminho, com o time do Blake assumidamente country, tivemos uma tomada do palco pelo seguimento, que acabou reinando durante essa semana e talvez por isso tenha sido tudo tão meio assim (justifico aqui a minha falta de conhecimento e ou interesse no assunto). Mas não foi só isso e acho importante que os outros coaches se atenham mais aos detalhes porque dessa vez, tomando um espaço que havia sido do Adam durante a temporada anterior, Blake veio apostando tudo na teatricalidade do seu time, com performances grandiosas e cenários de longe muito mais elaborados do que qualquer um dos demais concorrentes e essa diferença entre eles, além do número muito maior de performances por conta de um time com mais integrantes (o seu time foi responsável por seis delas por exemplo, fora aquelas em grupo ou em dupla que sempre acabam acontecendo) ficou visível a diferença e o cuidado que todas elas acabaram recebendo a mais por parte do Blake do que os outros participantes receberem de seus respectivos coaches. Será que existe cota?

Como sobrevivente do #TeamUÓsher tivemos a Michelle Chamuel nos entregando uma dos grandes hits do Keane, mas apesar de ainda se identificar como uma artista indie (algo que nunca me pareceu muito justo porque não foi como conhecemos a candidata ao longo da temporada), Michelle não conseguiu convencer se arriscando dentro desse tipo de repertório. A voz permaneceu pequena, contida, com um vibrato estranho (pra mim) em determinados momentos e uma dramaticidade que não convenceu, apesar de ter sido aplaudida e muito até, provando que o carisma é realmente muito importante nessas horas. Algo que se repetiu durante sua segunda apresentação da noite, essa bem mais dentro do que ela tem proposto ao longo da temporada, dessa vez ao som de Taylor Swift, que nos agraciou com a sua presença e carisma de uma alface lisa durante os ensaios. ZzZZZ. Mas essa foi uma apresentação bem superior a primeira, mais solta e dentro do que imaginamos Michelle fazendo dentro da sua carreira, o qual ela deveria assumir mais ao invés de tentar ser vendida como uma artista indie, que parece ter mais a ver com a sua personalidade do que com a sua música.

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Adam veio magoado essa semana, mas tentou se conter depois da sua declaração “super polêmica” dizendo que odiava a America antiga pelos resultados que afetaram o seu time durante a semana anterior (e quem não odiou, incluindo a própria America antiga nessa questão, hein?). Mas foi bacana vê-los não levando nada daquilo a sério, ao contrário da imprensa, que só falou disso depois do acontecido, algo que eu cheguei até a considerar que talvez acabasse o prejudicando de alguma forma. Mas Amber Carrington, a única sobrevivente do #TeamAdam a essa altura (a última escolha dele para o seu time no começo da temporada e pela qual nenhum dos outros se interessou no passado, tisc tisc), também é dona de um talento inegável, mesmo que a princípio ela não tenha nos convencido tanto assim do que seria capaz de mostrar. Apesar do seu grande momento ao som de Adele durante o episódio anterior, Amber foi prejudicada pelo repertório, bem meio assim, apesar de ter sido lindo o Adam escolhendo algo do Skid Row para que ela se apresentasse durante essa semana. Duas apresentações fracas diante do poder que havia aparecido no seu momento anterior naquele palco, mas muito bem executadas e OK, apesar do figurino pavoroso da sua segunda performance da noite. (#CREDINCRUZ)

Shaks parece que vem criando realmente a nova Sasha Fierce, porque a sua Sasha Allen tem estado #UNFIRAH naquele palco. Cantando Aretha, de amarelo, Sasha esteve linda, com aquela voz poderosa de sempre, nos hipnotizando com o seu talento que de vez em quando chega a assustar em meio ao seus berros durante suas performances, que sim, assustam, mas não irritam, muito pelo contrário. Na sequência, foi a vez dela mostrar realmente a que veio e talvez quem ela sonha em ser um dia, com uma performance extremamente sexy para o #TeamShakira, com direito a uma despida no palco, botas pretas até as coxas (Blake ficou animadíssimo e só eu acho que toda vez que a Sasha canta qualquer coisa mais assim, o UÓsher fica tentando esconder uma provavel ereção? Shaks também, mas essa não se importa em mostrar, rs) e uma letra cheia de rancor, que todos nós gostamos de cantar nos imaginando exatamente naquelas condições (ela cantando para o Adam no final foi ótimo e as provocações do Carson com ele a respeito da Sasha já ter sido do seu time também, rs). Eu pelo menos confesso da minha parte que sim, rs. #HELLYEAH

No #TeamBlake tivemos as performances mais bem trabalhadas da noite, com cenários sensacionais e super bem produzidos, mas que ao mesmo tempo acabaram deixando a desejar em seu repertório e força. Holly Tucker voltou acreditando que ela tinha uma personalidade mais forte do que aparenta ter e alguém realmente precisava avisá-la que se essa personalidade realmente existe dentro dela, anda tão escondida que até agora não conseguimos encontrar. Danielle Bradbery já nos provou que é exatamente aquilo, uma menina de 15 ou 16 anos que sabe cantar direitinho, mas só aprendeu a cantar de um único jeito, sem explorar novas nuances ou diferentes vertentes com a sua voz, algo que é visível que ela ainda precise de mais experiência para adquirir com o tempo e por isso também foi bem chatinha durante essa semana, apesar de aparentemente ser a nova queridinha da America, desde que apareceu pela primeira vez no programa e talvez inclusive seja uma das possíveis finalistas. Se cuida Taylor Swift! Já o The Swon Brothers essa semana fizeram uma excursão para o interior do interior e estiveram praticamente regionais em suas performances, que apesar de muito bem executadas (aquele Salloon da primeira delas foi ótimo) como sempre, também não chegou a empolgar ou nos impressionar como eles fizeram quando se arriscaram ao som de Eagles um dia desses. Mas para ser justo, quando em “trio”, contando com a participação da Holly durante o episódio da terça, eles estiveram todos bem melhores. E como se o #TeamBlake já não estivesse super completo e praticamente dominando essa etapa da nova temporada, ainda tivemos o retorno da Cassadee Pope, vencedora da Season 3 (ela que teve o Blake como seu coach) para o palco do The Voice, cantando seu primeiro single. Boa sorte, Cassadee! (e o Blake pedindo votos para ela foi ótimo também!)

E com performances bem meio assim, se a gente já não contasse que o #TeamBlake acabaria sendo obviamente o time prejudicado da vez, talvez a gente até ficasse em dúvida sobre quem deveria ser eliminado durante essa semana, exceto pela Michelle e a Sasha, que definitivamente tiveram seus momentos de destaque essa semana (algo que vem se repetindo com frequência, apesar daquela performance completamente meio assim das duas como dupla ao som de Madonna antiga durante o segundo episódio da semana), mas a vaga para uma excursão para o olho da rua dessa vez acabou sobrando para a Holly Tucker, que apesar de super talentosa e dedicada, realmente deixava e muito a desejar em termos de carisma e nunca conseguiu nos convencer do contrário. Sorry Holly! Para ser bem justo, essa foi a eliminação que deveria ter acontecido durante a semana anterior, com apenas um deles saindo e esse um sendo a Holly…

Agora restam apenas 5 e algo me diz que essa semana talvez um deles acabe sem ninguém em seu time. Veremos…

 

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Smash(ed)

Junho 5, 2013

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Smash encerrou sua curta história de duas temporadas na TV nos provocando descaradamente, mesmo tendo entregue uma segunda temporada bem meio assim, para não dizer péssima logo de cara, sem antes argumentar, como se ainda estivessem acima de qualquer coisa, no lucro, dizendo em seu número de encerramento que bastava entregar um grande final para que a audiência esquecesse todo o resto. Mas será que só isso realmente seria o suficiente para esquecermos de fato tudo o que foi essa Season 2 que encerrou de vez Smash?

Começamos reconhecendo logo de cara que essa segunda temporada da série sobre os bastidores de um musical na Broadway foi muito, mas muito custosa, do tipo que nos fez questionar o tempo todo o porque que continuamos diante da TV durante aqueles pouco mais de 40 minutos semanais. Isso quando não cochilamos ou desviamos nossas atenções para uma partida de Tetris invertido ou quem sabe matar a saudade do ICQ. É claro que em meio a uma temporada bem medíocre, o fator “Broadway” sempre acabava nos cativando e nos prendendo de alguma forma, por motivos óbvios é claro de muitas luzes piscando ao mesmo tempo, gente cantando invejavelmente como se não estivesse fazendo o menos esforço, um dia como outro qualquer milimetricamente coreografado, realizando de alguma forma a nossa fantasia de viver dentro de um musical pelo menos por um dia (sonho!), ou qualquer coisa do tipo. É claro que tudo isso sempre acabava nos distraindo de alguma forma, mas digamos que se a Broadway fosse realmente metade do que Smash foi durante essa Season 2, muito provavelmente suas luzes não continuariam acesas até hoje.

Durante a Season 1, reconhecemos que a série começou muito bem, nos trazendo a dança das cadeiras sobre quem de fato acabaria com o tão sonhado papel da nova Marilyn no teatro e enquanto isso, acompanhamos também toda a produção que um musical desse porte costuma ter, com as inúmeras brigas e desentendimentos envolvendo sua produção e os vários acertos e ajustes que são necessários para montar um espetáculo como Bombshell. E ao mesmo tempo em que enxergamos tudo isso, observamos e apontamos também diversas falhas que a série cometeu já em sua temporada de estreia, falhas que precisavam ser acertadas para que o show pudesse continuar, fazendo com que todos ainda continuassem interessados nele pelos motivos certos e não por um apelo ou atrativo certo qualquer.

Plots bem falhos, personagens insuportavelmente insuportáveis, histórias sem a menor força, números musicais ultrapassando todas as barreiras do ridículo (lembram do número Bollywood, com todo o elenco principal reunido pela primeira vez? #CREDINCRUZ), tudo isso precisava mudar e eles já encerraram a Season 1 anunciando uma série de cortes animadores no elenco, como o insuportável do assistente bi hétero gay Ellis, o marido bunda molão da Julia e seu filho adolescente que só tinha cara de velho mas eles juravam que era um adolescente (sério, eles mesmo chegaram a admitir e dizer isso na série), além do DiMaggio, a única despedida sentida por todos nós. Além disso, houve também uma troca de roteiristas e a espera de um tempo maior para que a Season 2 fosse realizada, algo que nos deixou com uma pontinha de boa esperança, aguardando pela nova temporada.

Até que ela finalmente chegou e nesse momento, toda essa esperança foi desaparecendo sem precisar fazer muito esforço, porque logo de cara, ainda na estreia da Season 2, Smash infelizmente já nos dava indícios de que continuava a seguir um caminho que não nos agradava em nada. Os plots continuavam capengas, alguns deles, que inclusive nos foram apresentados durante a season finale da temporada anterior como cliffhangers, foram abandonados descaradamente, sem nenhuma explicação (tipo a Ivy viciada em remédios) e mesmo com cartas de demissões entregues ao final da primeira temporada, ainda tivemos a breve reaparição de personagens meio assim (sim, estamos falando do marido da Julia que reapareceu durante a premiere e mais para a metade da temporada, recebemos também uma visita constrangedora e totalmente desnecessária do filho da Julia) e uma série de pequenas correções que precisavam ser feitas mas que eles pareciam continuar ignorando, mesmo com todas as mudanças em sua produção e tendo ganhado mais tempo para que esses ajustes fossem feitos.

A partir disso, a própria série foi se auto sabotando ao poucos em suas novas tentativas de finalmente dar certo, destruindo inclusive o pouco que permanecia OK dentro da sua própria história. Vejamos o caso da Julia por exemplo, ela que esteve envolvida com 3 dos personagens que foram eliminados da nova temporada e mesmo assim continuou sendo bem bacana, mérito é claro que da atriz Debra Messing, que interpretava a sua nova Grace com maestria na série (duas verdades: Julia era a nova Grace, fato e sorry e Debra consegue fazer o tipo muito bem mesmo, conseguindo se distanciar completamente do seu núcleo totalmente meio assim) e mesmo sendo a única sobrevivente do seu núcleo (familiar) acabou logo de cara ganhando o plot de que o seu trabalho a frente de Bombshell era o pior do musical (sério que alguém comprou isso?) e que tudo o que precisava melhorar estava em suas mãos. (praticamente uma mea culpa por parte dos roteiristas)

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Sem contar que o passado da personagem envolvendo a traição do marido (por parte dela), acabou tomando proporções completamente fora de propósito, com Smash querendo nos fazer acreditar e engolir que toda a sociedade da Broadway estava preocupadíssima com o caso de traição (vejam bem, segundo eles, só se falava disso nos bastidores) e estavam sabotando a Julia e por consequência todo o musical pelo motivo da moral e dos bons costumes teatrais, isso a ponto deles serem quase expulsos da “sociedade teatral” exatamente por esse motivo. Sério, Smash se passava na Broadway ou em uma seita religiosa dessas bem ignorantes? Com isso, sua personagem acabou ficando completamente pouco profissional (a série inteira pareceu ser bem anti-profissional durante essa temporada), sempre envolvida sexualmente com seus colegas de trabalho quando não gays (detalhe importante a se levantar, caso contrário acho que nem o Tom teria escapado), com tentativas de plots românticos com todos os que cruzaram o seu caminho profissionalmente (que vergonha), tornando a personagem como uma espécia de “Maria Dramaturgo”. EW! Lembrando que Julia não era uma iniciante na Broadway e já tinha certa experiência no assunto, além desse nunca ter parecido ser o perfil da personagem.

Sua outra metade, Tom (que nessa versão é o seu Will, só que mais Jack do que Will, convenhamos…) continuou sendo o mesmo foufo de sempre, até que começou a experimentar o poder de estar a frente do show, que foi quando ele acabou sendo nomeado a diretor do musical e tudo ficou ainda pior. Do músico fofinho apaixonado pela arte, Tom se tornou qualquer outra coisa do tipo incontrolável, as vezes sendo querido, querendo a participação de todos envolvidos com o projeto e logo em seguida perdendo o controle da situação e não sabendo mais o que fazer a respeito e as vezes completamente perdido, não querendo mais ser dupla com a Julia, simplesmente por estar meio deslumbrado com as novas possibilidades da sua carreira, até perceber que sozinho ele não conseguia ser tão bom quanto em dupla. Ain’t no Tom without a Julia. Ain’t no Will without a Grace. Seus envolvimentos amorosos também foram todos desastrosos e alguns bem vergonhosos, tanto quando namorando o ator melhor amigo da Ivy (que foi do bailarino ao reserva do papel principal em 3, 2, 1, personagem que não tinha o menor amor próprio e se demonstrou compreensivo demais) até quando se tornou o viúvo mais tedioso e nada convincente da face da terra. Sim, tivemos uma morte em Smash (viu como Smash é um drama?), e uma morte levada a sério, com uma série de tributos e reverências, mesmo que ela tenha acontecido para um personagem que só havia aparecido agora dentro da mitologia da série, sobre o qual falaremos mais depois. Sério, o relacionamento dele com o Kyle (R.I.P) apareceu do meio do nada, foi resolvido rapidinho, de forma pratica e absolutamente sexual e na verdade, pouco tempo eles estiveram juntos para tamanho luto por parte do Tom, não? Pra mim, a viúva oficial daquele funeral era o mocinho da iluminação, que depois disso foi descartado com uma lâmpada velha queimada.

Mas se Smash não se importou em tentar piorar personagens pelos quais a gente ainda tinha algum carinho como Tom & Julia, com a parte mais musical mesmo da trama, eles também não pareciam estar preocupados ou muito focados. Se eles não conseguiram resolver bem 1 musical durante a Season 1 e agora que Bombshell finalmente havia chegado a Broadway, uma série de mudanças pareciam ainda necessárias para que ele de fato acontecesse, de forma presunçosa e totalmente fora de controle, Smash teve a cara de pau de se arriscar em diversos novos projetos musicais dentro de uma temporada que já não estava andando muito bem quando apenas focada em um deles.

Bombshell acabou se transformando em dois espetáculos, quase três, que foi quando o personagem do Derek resolveu pular fora desse navio já afundando e ao mesmo tempo, eles começaram a investir em um outro musical dentro da série, esse com uma cara forçada de teatro mais experimental e independente, tentando fugir do estereotipo dos grandes musicais, experimentando novas linguagens e que mais tarde veio a se tornar o Hit List, que mesmo sendo super independente, sem grana e underground, acabou em dois segundos ganhando a Broadway (com direção do Derek, claro), se tornando o novo musical do momento e o grande oponente de Bombshell em sua temporada.

Mas pensa que acabou? Porque não acabou não e Bombshell e  Hit List não foram distrações suficientes para os produtores e roteiristas de Smash que realmente pareciam acreditar (só eles) que conseguiriam dar conta de toda essa variedade musical e outros dois musicais foram montados dentro da série durante essa Season 2. Um deles trazendo a nova sensação da Broadway do momento, uma estrela querendo provar que não era apenas uma garota inocente (não entendi até agora o propósito do musical dela, que na verdade não tinha uma história e era apenas focado em mostrar a sua trajetória no teatro e ou seus dotes vocais), com a Jennifer Hudson sendo vendida como essa grande estrela da vez, uma impressão que eles mesmo fizeram questão de nos passar durante os promos e os trailers da nova temporada (inclusive ela aparece no poster da temporada), mas que na verdade não era bem isso e ela parecia mesmo só ter dado uma passadinha na série, apenas para dar alguns conselhos aqui e ali para as iniciantes no ramo (principalmente a Karen) e fazer um ou dois números que para quem conhece a voz poderosa da cantora, talvez seja mais fácil  imaginar que ela realizou muito bem, isso antes de ser completamente descartada da série, sem sequer ser mencionada novamente. Simples assim. O outro musical dentro da série musical, esse de época e para o qual a Ivy acabou sendo emprestada (já que ela estava meio sem perspectiva depois de ter perdido o posto de nova Marilyn para a Karen), isso para que ele pelo menos tivesse alguma relação com a série, já que parecia paralelo demais e sem a melhor ligação com a trama, estrelado pelo Sean Hayes, que é sempre ótimo mas que também não encontrou um bom papel dentro da série, forçando a barra em um estereotipo exageradamente goofy, que seria mais ou menos o resultado de uma batida entre um Robin Willians e um Jim Carrey.

Talvez eles tenham incluído tantos outros musicais assim para quem sabe tentar desesperadamente nos distrair em relação a toda a grande porcaria que estava se tornando essa segunda temporada da série, que a essa altura já havia desandado de vez, não demonstrando a menor esperança de uma melhora, tanto que os números de sua audiência foram despencando cada vez mais e a série acabou sendo transferida para os sábados, que todo mundo sabe que é o corredor da morte para qualquer série. O desespero foi tanto que o próprio Bombshell acabou ficando quase que completamente de lado, assim como as músicas originais da série, que praticamente desaparecerem ao longo dessa temporada (pelo menos as do Bombshell sim, que foram muito mais presentes durante a Season 1) e seus número foram reduzidos consideravelmente também, transformando Smash em uma espécie de série sobre um musical do que uma série realmente musical. E como Derek acabou deixando a direção do projeto sobre a Marilyn, partindo para a direção do Hit List, novamente nos vimos de volta ao plot da dança das cadeiras que foi o grande plot da primeira temporada, sobre quem realmente acabaria sendo a nova Marilyn da Broadway, uma vez que Karen havia sido a escolha pessoal do diretor no passado, mas com a peça agora nas mãos do Tom, as coisas poderiam se tornar bem diferentes e favoráveis para a Ivy. (confirmou!)

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Que foi quando finalmente ganhamos a Ivy Lynn voltando para o posto que sempre achamos que ela sem a menor dúvida parecia ser a melhor escolha, encarando de forma bem mais natural (Karen sempre pareceu meio forçada no papel, além da sua notável falta de carisma, apesar do talento) a tarefa de dar vida a Marilyn, enquanto continuava lidando com a indiferença e infidelidade do Derek (ele que além de estar envolvido com a dança das cadeiras da vez só ganhou mesmo plots repetidos envolvendo o seu lado infiel e possivelmente alcoólatra, que nós já bem conhecemos), assim como o plot dramático da eterna competição com a mãe também atriz de musicais. Ivy que perdeu completamente o seu lado Marilyn megabitch e fez a humilde durante essa temporada, se encontrando inclusive prestes a desistir da carreira no começo dela e deixando de lado recursos que ela já havia utilizado no passado para conseguir o que queria. Nesse momento, estava claro que perdemos a antagonista da série e por esse motivo, como sempre torcemos para a personagem desde o começo, apesar das maldades do seu passado, passamos a enxergar o que sempre esteve óbvio, reconhecendo que Ivy realmente nasceu para aquele papel e em termos de carisma e talento (só faltou inteligência, porque ficar grávida a essa altura do campeonato foi o fim! E do Derek, que pegava geral…), ela que realmente merecia muito mais a posição mais desejada da Broadway de mentira do momento.

Karen que desde sempre se mostrou dona de uma personalidade bem mais apagada e por isso acabou quase sumindo ao longo da temporada, quando desistiu de ser a nova Marilyn para seguir o Derek em seu novo projeto, que ela mesmo se via mais interessada por conta de um boy magia que havia surgido em sua vida e que casualmente era um músico e vivia com um amigo que estava conveniente escrevendo um roteiro para um musical, que tinha grandes chances de ser o novo Rent. Sei… Karen realmente apesar de ser muito talentosa, nunca pareceu ser a melhor opção nesse cenário sobre quem deveria ser a nova Marilyn e colocando a personagem mais de lado, ficou evidente que ela não tinha o carisma necessário para segurar um papel como aquele, sendo que nem como secundária ela conseguiu se dar bem. A verdade é que ela nunca teve o carisma necessário, apesar de executar muito bem os números musicais dentro da série, mas sempre notamos que faltava alguma coisa importante nela para tal. Durante a temporada anterior, cheguei até a mencionar que seu despertar talvez tivesse acontecido tarde demais e essa nova temporada acabou confirmando exatamente essa impressão, mas talvez Karen nem tenha sido apenas despertada tarde de mais e sim, muito provavelmente, ela é só aquilo mesmo, simples assim.

Com o carisma de uma ostra, Karen se viu presa ao novo musical independente chatinho que acabou ocupando um espaço enorme da temporada, fazendo inclusive com que os atores envolvidos com Bombshell passassem a circular também dentro desse novo núcleo (Julia, Tom), que contava basicamente com a Karen e o Derek circulando entre os novos personagens por quem nós não conseguimos nos importar muito. Kyle, o tal amigo do seu boy magia que era escritor (aquele do R.I.P), até que parecia ser bem fofo, apesar de ter passado magicamente do total fracasso do seu texto ingênuo e despreparado para um musical grandioso para o escritor homenageado e reconhecido no Tony em pouquíssimo tempo depois. Coerência zero. Ele que apesar de namorar o tal iluminador magia, acabou se aventurando no que pareceu ter sido uma ou no máximo duas noites com o Tom, algo que foi o suficiente para fazer com que os roteiristas desprezassem o antigo namorado do personagem (para o qual ele inclusive apresentou até a sua família, vejam bem), muito provavelmente porque acharam que como o personagem iria morrer mesmo, o Tom faria uma viúva de maior peso por conta da relevância do personagem para a história do que o pobre iluminador coadjuvantão. Que vergonha Smash, que vergonha! Além disso, aqueles flashbacks com o Kyle participando da vida de todos os personagens principais, deixando sua lição de vida, sua “marquinha em cada um deles” (ZzZZZ), sendo que antes disso ele tinha ganhado apenas pequenas participações ao longo da temporada, além de totalmente desastrosos, chegaram a ser extremamente constrangedores, para não dizer ridículo, como se de um episódio para o outro o personagem tivesse se tornado um mito da Broadway, personagem esse que sequer teve o trabalho de ser construído previamente da forma certa.

Kyle que dividia o apartamento com o tal boy magia da Karen, Jimmy, que era absolutamente insuportável (em todo e qualquer sentido), além de nem ser tão magia assim, algo que até seria capaz de nos fazer pelo menos tolerar o seu personagem pela visão. Ele que chegou na série de forma misteriosa, com nome falso, onde descobrimos mais tarde que tinha dividas com um traficante, que na verdade era seu irmão, mas que acima de tudo isso era um músico talentosíssimo que tinha tudo para ser o novo queridinho da Broadway caso tivesse a sua chance. Detalhe, de músico ele passou a ator dramático também em um passe de mágica e acabou estrelando Hit List ao lado da Karen (novamente aquela questão do anti-profissionalismo mencionado anteriormente), com a qual ele manteve uma relação bem meio assim até o final da temporada, quando seu personagem acabou ganhando como resolução final o plot de que ficaria preso apenas por uns meses (senta ai e espera viu, Karen?), isso porque o grande segredo da sua vida era o de que uma garota havia morrido de overdose ao seu lado no passado e ele com medo do que aconteceu acabou fugindo, sem prestar socorro ou qualquer coisa do tipo e por isso havia assumido uma nova identidade, achando que se fosse pego por quem ele realmente era, poderia acabar sendo preso. Mas ao final da série, Jimmy acabou descobrindo que a tal garota na verdade não morreu e estava viva, por isso sua pena seria mais leve no final das contas. Sério, ele nem tentou descobrir o que de fato havia acontecido com a garota durante todo esse tempo antes de fugir?

Eileen continuou divando, mesmo com os probleminhas que a atriz Anjelica Huston acabou enfrentando por conta da mão pesada em alguns procedimentos estéticos meio assim. De todos os personagens, apesar de todo o anti-profissionalismo que sempre encontramos aqui e ali na série, ela sempre pareceu ser a mais profissional desde o começo de Smash e assim permaneceu até o final, colhendo merecidamente os frutos de todo o seu profissionalismo. E foi bem bacana vê-la recuperando o seu boy magia antiga do bar no final das contas, fora o sentimento da vingança pessoal dela com o marido, que além de ser um péssimo empresário, continuava se relacionando com o Ellis, aquele mesmo que a gente não suportava desde a primeira temporada e que dessa vez embora não tenha aparecido em cena, esteve presente em menção desonrosa, apenas para aterrorizar todo mundo mesmo que no formato de um fantasma.

É preciso dizer também que apesar de todos esse erros de roteiro e construção de personagem, um dos grandes problemas de Smash sempre esteve concentrado na parte musical da série, que não conseguiu se resolver muito bem durante essas duas temporadas. Talvez por se levarem a sério demais, mas é fato que em Smash, os momentos musicais só funcionaram de verdade durante os ensaios ou quando em cena, do contrário, eles não conseguiram resolver muito bem essa questão, como temos que reconhecer que Glee com muito bom humor (algo que faltou para a série), sempre conseguiu fazer naturalmente, sem ter que se esforçar muito para nos convencer de qualquer coisa. Se durante a primeira temporada tivemos um dos piores momentos musicais da série com aquela performance no pior do estilo Bollywood, durante essa Season 2, tivemos uma outra performance extremamente constrangedora e ruim logo no começo da temporada, com o Derek envolvido com diversas mulheres de salto pink dentro de um bar, que foi bem mais simples do que a anterior mas tão ridícula quanto. Não sei se foi só eu, mas consegui perceber uma vergonha explicita na cara do ator Jack Davenport durante a cena e não acho que foi muita coincidência logo depois dela o mesmo ter anunciado o seu envolvimento com uma nova série inglesa para a próxima temporada, mesmo ainda estando Smash com o seu futuro incerto naquele momento.

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Tentando desesperadamente encerrar a série pelo menos de forma honesta, Smash escolheu se despedir no formato de tortura, com um episódio duplo que nos preparava para o Tony, para o qual a série jurava que Bombshell e Hit List, apesar de todos os erros, eram os musicais que mais disputavam as categorias da premiação. Apesar de toda a trajetória, esse foi um final bacana sim para a série (mas também não esteve livre de grandes erros e aquele anti-profissionalismo de sempre, como por exemplo a apresentação do elenco de Hit List de última hora no palco do Tony, que aparentemente não contava com nenhuma segurança), apesar também de bastante estendido e que conseguiu reunir uma série de conclusões que a série precisava desesperadamente encontrar, antes de se encerrar, uma vez que a sentença de morte já havia chegado. Nesse episódio duplo, observamos a série e seus personagens se resolvendo de forma até que digna, o que nos faz questionar o porque deles não terem feito algo parecido com o restante da temporada, repetindo o mesmo feito e erro da temporada anterior, com a diferença que durante a Season 1, pelo menos os primeiros episódios da temporada conseguiram render alguma coisa boa, algo que não chegou a acontecer durante a Season 2, exceto pelo seu series finale.

Com esse final tudo acabou sendo acertado, os personagens ganharam o seu “final feliz”, Bombshell se firmou como o grande musical da vez durante o Tony Awards, com espaço para que Hit List também ganhasse o seu reconhecimento. Nessa hora, sobrou espaço até para mais uma tentativa amorosa para o Tom, com um provocação bem explícita para um certo ator de cinema que de uns anos para cá ganhou respeito na Broadway e que tem uma vida pessoal bastante questionável em alguns sentidos. Não vamos citar nomes porque não somos desse tipo, mas digamos que ficou bem claro que aquele possível novo boy magia do Tom (e o que aconteceu com o Scotty de Brothers & Sisters? Inflou?) era ninguém menos do que alguém que pode ser um dos X-Men, rs.

Apesar desse final até satisfatório, como foi o da primeira temporada, que também reuniu uma série de tropeços durante o seu caminho, Smash encerrou a sua história nos provocando com aquela ideia  mencionada no início dessa review, dizendo que desde que eles conseguissem encerrar a série bem, a audiência acabaria esquecendo todo o resto. Algo que fica bem difícil de se levar em consideração, uma vez que para quem permaneceu enquanto audiência da série durante essa nova temporada, temos a impressão por experiência própria que não deve ter sido uma das experiências mais fáceis da vida televisiva de ninguém. Por isso não, não é possível encerrar um série dessa forma descarada e esperar que a sua audiência esqueça todo a sua trajetória, que foi sim custosa, entendiante e principalmente porcamente executada. É, foi ruim mesmo e isso nós não vamos conseguir esquecer assim tão facilmente. Por isso nos despedimos de Smash sem a menor saudade, sem conseguir lembrar de pelo menos um bom número musical da sua nova temporada, que por se tratar de uma série musical, deveria obrigatoriamente ter existido.

 

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The Office escolhendo se despedir da melhor forma possível. That’s what she said!

Maio 25, 2013

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The Office sempre foi aquela série bem constante (inclusive já falamos sobre esse mesmo assunto durante a temporada anterior), queridíssima entre seus fãs, mas que nem sempre foi a mais comentada por todos os cantos ou a mais amada da temporada, exceto quando surgiu e era a grande novidade em meio as comédias e sitcoms que já estavam bem cansados a essa altura daquele formato mais tradicional e com cara de antigo, que parece ter voltado com força (forçada) agora. Mas quem gostava dessa proposta mais simples sobre o cotidiano de uma empresa cujas funções não eram as mais animadoras possíveis, simplesmente gostava e isso parecia ser o suficiente para a série se manter viva.  Ao mesmo tempo, The Office também nunca nos incomodou profundamente (como algumas de suas colegas fizeram, principalmente durante essa temporada 2012/2013) a ponto de nos fazer sentir vontade de pedir demissão daquele trabalho temporário semanal de anos, nem com a saída do Michael Scott, que muitos consideraram ser a sua sentença de morte e que foi sim, bastante sofrida e difícil para todo mundo, mas que nem por isso levou a série a uma morte súbita como muitos apostavam que aconteceria. E por nove temporadas seguidas a série continuou sendo exatamente a mesma, se mantendo em uma constante bem bacana, difícil de se alcançar e isso até o seu final, que não poderia ter sido mais especial.

Muito bem executada, com um elenco excelente, bem difícil de ser reunido (como eles bem lembraram durante documentário que foi exibido por lá antes do final da série e que vale super a pena ser visto) e popularizando o fundamento do mockumentary (que não foi um invenção deles na TV, mas que talvez seja da série originalmente inglesa a sua grande popularidade e influência atualmente), a série conseguiu se manter muito bem por todos esses anos, mesmo não se mantendo perfeita o tempo todo e encontrando seus altos e baixos no meio do caminho, algo bem natural também para todo mundo. Sempre acho importante lembrar que The Office foi uma série que lidou perfeitamente dentro de suas limitações, onde quase tudo de importante dentro da sua história e ou mitologia, acabou acontecendo dentro daquele escritório em um cenário de paredes fixas, limitado, difícil de se realizar uma história que mesmo com um série de limitações físicas por uma questão simples de espaço mesmo, conseguiu atingir a marca de nove temporadas e só por isso talvez eles já mereçam todo o nosso respeito. É claro que também adoramos quando saímos daquele ambiente de trabalho da série e nos deparamos com aqueles personagens com roupas mais casuais e em outras situações, como o memorável (um dos melhores episódios da série) jantar na casa do Michael Scott, ainda durante a quarta temporada e com o seu amor do passado, Jan. Mas basicamente, tudo de importante que já aconteceu dentro da série até hoje, ocorreu exatamente entre as paredes e repartições daquele escritório, que a essa altura conhecemos como se fosse o nosso próprio ambiente de trabalho.

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Com o passar dos anos fomos conhecendo cada vez mais aquelas pessoas, nos familiarizando com suas personalidades e nos aprofundando um pouco mais em suas histórias, mesmo que bem de leve por parte de alguns que apareciam sempre ao fundo, com pouco destaque (principalmente no começo) e assim fomos nos importando cada vez mais com cada um deles e nada mais do que justo que nessa reta final, todos ganhassem a devida atenção, como acabou acontecendo mais perto do fim. Claro que com o passar dos anos a série foi se desgastando também, algo natural para um cenário que poderia ser extremamente limitado para algumas de suas concorrentes do gênero, enfrentando algumas barreiras que eles conseguiram derrubar com a força gigantesca daquele elenco reunido, que sempre foi muito bom, inclusive aqueles que pouco apareceram durante esses anos todos. Certamente o maior exemplo disso talvez tenha sido mesmo a saída do Michael, onde muita gente apostou que seria o fim dessa história, mas ao contrário do que parecia como certo, eles conseguiram se manter apenas com o que tinham, abortando a ideia de trazer nomes de peso para o posto de “melhor chefe do mundo” (que eles até trouxeram, mas apenas para algumas participações) e mostrando que a série apesar de todo o carisma do Michael Scott (e do Steve Carell), não era apenas uma série de um homem só. Sem contar que foi super merecida a escolha final do Andy para assumir esse posto, que desde que ele chegou na série, parecia ser do personagem e de ninguém mais, exceto para a resolução final da série, onde acabamos ganhando um velho novo rosto conhecido para o ocupar o cargo.

Começamos essa Season 9 enfrentando mais uma vez a rotina do escritório, com toda a excentricidade do Andy no comando da Dundler Mifflin, continuando aquele perfil de chefe que pouco se importa com o trabalho e ou não tem muita certeza de quais sãos suas verdadeiras funções naquele ambiente, algo que conhecemos bem desde os tempos do Michael, mas que o Ed Helms conseguiu encontrar muito bem a sua própria identidade dentro daquele mesmo ambiente naquele momento e só funcionou bem porque a história do personagem já existia, algo que seria bem mais difícil no caso de uma contratação de fora, por exemplo. No escritório, as coisas pareciam estar bem tranquilas, apesar do caso do Oscar com o “senador” gay da Angela, uma relação que sempre despertou o ciúmes do Dwight e que de quebra acabou ganhando o Kevin como o único deles que descobriu sem querer  exatamente o que estava acontecendo com seus vizinhos de mesa e para seu total desespero, não podia compartilhar com ninguém a fofoca da vez.

Do lado pessoal de cada um dos personagens, algumas mudanças estavam acontecendo também, como a falência dos pais abastados do Andy, até a herança que o Dwight acabou sendo obrigado a receber junto com seus irmãos (o plot da tia rabugenta foi ótimo também!), que conhecemos em um episódio que acabou não sendo tão bacana como gostaríamos que fosse, nesse que teria sido a sua deixa para o spin-off que o personagem acabaria ganhando, ideia que acabou sendo abortada mais tarde pela própria NBC, por reconhecer que o certo seria mesmo que aquela história se encerrasse por ali. Mas a maior mudança na dinâmica da série acabou acontecendo mesmo com a relação Jim + Pam, com ele começando uma nova empresa de marketing esportivo, longe de Scranton, pela qual ele foi obrigado a ter que trabalhar apenas meio período na Dundler Mifflin e mais tarde teve até que dividir um apartamento com o Darryl na outra cidade por conta do crescimento dos negócios (a briga envolvendo a convivência dos dois dividindo o mesmo teto também foi bem boa) e consequentemente por conta dessas novas tarefas em sua vida, Jim foi deixando sua família ao lado da Pam um pouco mais de lado, algo que percebemos que ela não estava recebendo muito bem, apesar de ser tudo extremamente profissional por parte dele e ela nem precisar se preocupar com outros aspectos bem mais preocupantes que poderiam aparecer com o tempo devido a essa distância, carência, ou qualquer desculpa esfarrapada do tipo.

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Nessa hora, como uma medida desesperada de acabar criando um climão desnecessário porém até que compreensível dentro da relação do casal (por parte dela, apesar da motivação “fraca”), vimos The Office apelando descaradamente ao tentar afastar seu casal principal, provocando algumas brigas entre eles (que nunca apareceram antes) e especialmente colocando a Pam em uma posição que ela que sempre foi tão bacana quanto o Jim, não merecia estar. Se sentindo preterida e minimizada em relação as novas conquistas do marido, Pam acabou dificultando o que já não estava tão fácil assim para o Jim, apesar de “parecer o contrário” (e que apesar de estar longe do dia a dia da família, estava conseguindo manter seus dois empregos, mesmo com ela ficado sobrecarregada com os dois filhos e tudo mais…), e mesmo com eles tentando forçar um lado mais egoísta do Jim que nós não conseguimos enxergar com tanta clareza, nós também não conseguimos comprar essa ideia, afinal, Jim + Pam foram feitos um para o outro e aquele não parecia ser um motivo consistente o bastante, capaz de fazê-los considerar uma separação. (e até na terapia de casal eles foram parar. Sério?)

E foi quando ganhamos o interesse do sonoplasta do documentário pela Pam (a primeira vez na série em que a equipe por trás das câmeras chegou a ser vista), ele que descobrimos ser uma espécie até de amigo do casal por todo esse tempo e nesse momento tudo ficou ainda pior, com ela se vendo no mínimo tentada dentro daquela situação toda, algo que o Jim no passado, quando teve a nova funcionária e substituta da Pam literalmente se jogando no seu quarto de hotel durante uma viagem de trabalho, nem chegou a cogitar como interesse ou possibilidade e por isso, toda essa historia além de forçada, acabou parecendo bem injusta com ambos os personagens. Por sorte, eles meio que abandonaram essa ideia de ter outras pessoas envolvidas com a história do casal e mantiveram esse plot dos desentendimentos entre eles apenas por uma questão geográfica e profissional mesmo. Ufa! No final das contas, ver o  Jim abandonando o emprego do sonhos por conta do seu casamento foi até que bonitinho (peso que eu não gostaria de carregar de ambos os lados), mas não conseguiu superar a injustiça que a Pam o fez ser obrigado a enfrentar ao ter que escolher entre sua vida já pré estabelecida em Scranton ou o novo trabalho cheio de novas possibilidades, que estava crescendo e já gerava lucros importantes, embora ele tenha jurado de pé junto que não foi como ele se sentiu em relação a sua decisão. Ainda bem que no final, eles encontraram um jeito bem bacana de consertar tudo isso (consertar, não apagar…), algo que também foi bem especial e pelo menos somos gratos por eles não terem escolhido ignorar o assunto ou se contentarem apenas com uma resolução mais preguiçosa para essa história de amor que nós gostamos tanto.

E me desculpem, mas apesar de ter entendido a motivação da Pam para todo esse plot mais dramático do casal, eu realmente precisava desabafar em relação a minha total desaprovação dessa parte específica da história, principalmente nessa reta final da série, que além de injusta com ambos os personagens como eu já disse anteriormente, acabou soando também como uma medida desesperada de criar algum suspense e ou expectativa para essa reta final, algo que uma série como The Office já não precisava mais a essa altura e tão pouco com esses personagens. Tudo bem também que durante esse tempo todo, apenas nós conseguimos assistir e perceber o quanto aquela relação parecia perfeita (simples, fácil, o sonho de todo mundo que já experimentou o outro lado na verdade, rs), mas mesmo assim, foi uma pena ver dois personagens que nós gostamos tanto e torcemos mais ainda para ficarem juntos (algo que inclusive até que demorou bastante para acontecer), tendo que enfrentar uma situação tão forçada como aquela.

The Office - Season 9

Em meio a tudo isso, inclusive os tropeços, a rotina de trabalho também continuou sendo uma delícia (sem euforia, mas uma delícia), com episódios dentro de um escritório móvel montado dentro de um ônibus, ou o plot do piolho, que fez com que a Meredith fosse obrigada a raspar a cabeleira ruiva do meio do nada, tudo por conta das suspeitas sobre a epidemia apontarem diretamente para ela devido ao seu histórico meio assim (mesmo com a culpa sendo dos filhos da Pam e do Jim e estando a Pam ciente de tudo isso, rs), além de um excelente episódio de Natal tradicionalmente alemão, seguindo as tradições exóticas e divertidíssimas da família Schrute, é claro. E mesmo em sua última temporada, ales ainda encontraram tempo para introduzir novos personagens, com a chegada dos novos Jim e Dwight, sendo que um deles acabou se tornando o pesadelo do Andy em relação a Erin, que acabou sendo abandonada pelo próprio Andy anteriormente, Andy que ao lado do irmão, precisou tirar férias por conta própria, sem comunicar a empresa, só para resolver essa questão familiar e por isso foi “obrigado” a abandoná-la.

Mas isso tudo o que aconteceu durante essa nona temporada da série, acabou sendo apenas uma ótima distração enquanto caminhávamos para a reta final de The Office, com os seis últimos episódios (2 episódios duplos e um grandão que não se assumiu como duplo na verdade) onde todas as resoluções para essa história começaram a aparecer e todas essas amarrações não poderiam ter sido mais especiais. Tudo começou a ser preparado para o final quando começaram a sair os promos do tal documentário que eles vinham gravando esse tempo todo para a PBS, onde todos eles acabaram ficando extremamente excitados por estarem prestes a aparecer na televisão, mas toda essa excitação acabou durando pouco tempo quando eles se deram conta de que na verdade, podres pessoais envolvendo alguns dos funcionários do escritório e terceiros, estavam prestes a se tornarem públicos e isso poderia se tornar um grande transtorno.

Andy foi quem mais se empolgou com a possibilidade de ficar famoso, embora não tenha reagido muito bem as críticas feitas pelos comentários de quem assistiu ao promo (algumas feitas propositalmente pela Nellie, que praticamente sumiu durante essa reta final, que para quem conhece o trabalho da Catherine Tate, sabe o quanto isso foi um total desperdício), trazendo de volta o seu comportamento bipolar, que acabou lhe rendendo uma “demissão” da Dundler Mifflin, para que ele tivesse mais chances de seguir o seu sonho de se tornar um grande artista, além de um audição vergonhosa em um programa de TV de talentos musicais a capella, que tinha em seu elenco de jurados nomes como o da Santigold, o Sugar Ray antigo (sim, aquele mesmo) e o Clay Aiken. Isso além do Stanley estar preocupadíssimo com a sua mulher podendo descobrir sobre o seu caso de anos com uma amante e a dupla da contabilidade, Oscar e a Angela, estarem envolvidos até o pescoço com o caso do senador gay que inclusive enrolava ambos com outros. Sem contar que foi impagável o B Side da Angela finalmente aparecendo, com ela morando naquele apartamento minúsculo e cercado de seus gatos, se encontrando totalmente desgrenhada e no limbo, sendo obrigada mais tarde (por motivos de ter sido despejada do condomínio) a ir morar com o Oscar e se ver dormindo dentro do seu armário, algo que ele mesmo faz questão de ressaltar a ironia em um dos seus depoimentos. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

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Além de tudo isso, é claro que nós estávamos esperando algo mais para alguns personagens importantes dentro da mitologia da série, a grande recompensa por esses anos todos dentro do escritório e esse momento aguardadíssimo por todos os fãs de The Office acabou acontecendo em um episódio pra lá de especial, com o Dwight se tornando um faixa preta de karatê ao lado do seu novo sensei, trazendo de volta algo que fez parte da série no passado (lembra da luta entre ele e o Michael? E o Jim pegando a Pam no colo e ambos ficando extremamente constrangidos depois? rs) além de trazer o merecidíssmo dia em que o David Wallace resolveu reconhecer que ninguém no mundo seria capaz de comandar a Dundler Mifflin melhor e de forma mais apaixonada e dedicada do que o próprio Dwight. Um momento lindo para a série, que além de tudo teve a participação do Jim, que foi a quem o David recorreu para perguntar sobre a vocação do Dwight para o cargo e que ele sem perder o humor, embora visivelmente emocionado com a recompensa que o seu amigo disfarçado de nemesis estava prestes a finalmente receber, disse que não poderia imaginar alguém mais apaixonado ou perfeito para aquela posição (♥). O mais legal de tudo isso foi ver o Dwight imediatamente reconhecendo a atitude do seu “maior adversário” (talvez pela altura e ou magia, quem sabe? rs) dentro do escritório, oferecendo ao Jim a vaga de “assistente do gerente regional” que ironicamente já foi ocupada por ele mesmo no passado (na era Michael Scott) como forma de piada do escritório.

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Mas as recompensas ainda não haviam chegado ao fim para o Dwight e ele que estava prestes a se casar com a moça da fazenda vizinha com cara de top model alemã, ainda precisava acertar uma parte importante da sua vida, que ainda estava em aberto com a Angela, que desde de sempre nós sempre soubemos que era a sua verdadeira alma gêmea. E a forma como ele acabou reconhecendo que o filho da Angela era realmente seu filho (algo que ele sempre suspeitou) não poderia ter sido mais especial, com ele e a criança olhando encantadoramente da mesma forma para uma “Galactica”, um dos brinquedos que ele fez questão de trazer para o escritório que agora estava em seu comando. Juro que o meu coração nerd fã de ambas as séries quase explodiu de tanta felicidade nesse momento e obviamente que isso tudo acabou resultando em lágrimas e muitas, principalmente quando a Angela aceitou seu pedido de casamento no acostamento da estrada, revelando de quebra que o menino (lindo por sinal) era sim seu filho. CHOREI, feito criança. Confesso. Um momento que certamente deixou todos os fãs da série bastante emocionados, mas que apesar de ter sido absolutamente especial, em nada se comparava com o que estávamos prestes a assistir durante o series finale de The Office, que certamente entrou para uma das minhas preferidas na vida. Sem o menor exagero.

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E o Dwight não foi o único que ganhou resoluções importantes a essa altura na série não e o casal Jim + Pam também  nos garantiu um pouco mais de lágrimas durante esse episódio, com o Jim pedindo a ajuda da equipe do documentário após ouvir as inseguranças da Pam por conta da sua escolha de ficar com ela e a família em Scranton e abandonar o seu sonho profissional (só fiquei decepcionado nessa hora porque imaginei que o Jim escolheria algo do Travis como trilha sonora para o vídeo), em um tentativa de provar para a mulher o quanto ele a amava e o quanto essa história sempre significou para ele, entregando para a mesma um vídeo adorkable com momento lindos da história do casal (desde aquela cochilada dela no ombro dele durante a Season 1, sabe?  ♥), além da narração perfeita para o momento (feita por ele mesmo, mas falando sobre a história do Dwight com a Angela), com  ele finalmente entregando para a Pam aquela declaração de amor que ele escreveu nos primórdios da série, em um dos episódios de Natal onde o personagem comprou uma chaleira verde de presente para a até então apenas colega de trabalho e ao se deparar com a realidade de que a Pam estava de volta com o noivo do passado (também adorei os dois comparecendo no casamento perfeito do ex noivo da Pam durante essa temporada), ele acabou retirando do meio do presente a tal declaração que havia feito para ela naquela época e acho que a gente jamais poderia imaginar que um detalhe tão simples como esse pudesse voltar a tona em um momento tão importante para a história do casal. Sério, por mais que a gente não tenha visto o que estava escrito naquela carta, esse foi certamente um dos momentos mais comoventes da história do casal. E quem sabe a gente não acaba ganhando a revelação do conteúdo da carta nos extras do DVD? Se bem que eu acho que nem precisa… (mas é claro que ficamos curiosos)

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Em seu episódio duplo de despedida, The Office escolheu dar um salto no tempo, mostrando como se encontrava a vida de todos aqueles personagens exatamente um ano após a era Dwight e também após a estréia do documentário, tendo como plot principal o casamento do mesmo com a Angela, que contava com o Jim como best man e uma reunião de personagens importantíssimos para a história, como a participação da Kelly e do Ryan, dos quais a gente sempre morreu de saudade, principalmente daquele relação praticamente doentia de ambos. Além disso, nesse episódio o Jim nos reservava suas últimas pranks para cima do seu antigo “nemesis”, um clássico da mitologia da série de ambos os personagens (que sempre viveram uma das minhas relações preferidas desse cenário), agora rebatizado como “Guten prank” e que foram acontecendo até o momento do casamento.

Com os negócios indo extremamente bem sob o comando do Dwight, algo que já era de se esperar, nesse momento final ainda dentro do escritório, ganhamos algumas resoluções importantes também para a mitologia da série e seus personagens mais secundários, com o Stanley finalmente se aposentando (algo que desde o começo ele falava sobre) e com o Toby e o Kevin sendo demitidos (e ser demitido com um bolo deve ser no mínimo reconfortante, não? Mas só se ele for de chocolate… rs), algo que meio que funcionou como o empurrão que ambos precisavam para fazer algo mais de suas vidas além de permanecer naquele escritório por pura comodidade. Toby se tornando uma espécie de ex agora stalker da Nellie e o Kevin como dono do bar onde foi realizada parte da despedida de solteiro do Dwight (propositalmente por culpa do Jim) foram resoluções ótimas para esse final. (e o que foi o Dwight arrependido, morrendo de saudade do ex funcionário, desenhando o Kevin naquele joguinho? Awnnn!)

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E como todo casamento tradicionalmente acaba pedindo por uma despedida de solteiro, os meninos e as meninas se dividiram nessa hora para aproveitar os últimos momentos da dupla. Elas bem mais comportadas, em casa, mas contratando um stripper para animar a festa, que descobrimos ser ninguém menos do que o filho da Meredith (sério, #TEMCOMONAOAMAR?) que não ficou nada constrangida ao descobrir o filho naquela situação e aproveitou o momento para ensinar alguns de seus truques para o próprio, algo que é claro que deixou todas as demais extremamente constrangidas com aquela família tão disfuncional.

Do lado dos meninos, com o Jim responsável pelas últimas horas do Dwight ainda como solteiro, tivemos momentos sensacionais, como ele presenteando o amigo com um tiro de bazooka (nada seria mais apropriado para o Dwight), além de presenteá-lo também com uma típica “lap dance” que obviamente o Dwight não conseguiu entender para que servia exatamente (AMO a inocência do Dwight. AMO!). Jim que de quebra ainda incluiu o Mose na brincadeira, que assim como o Dwight, também não entendeu exatamente qual era o espírito da coisa e acabou sequestrando a Angela, que passou horas trancada dentro de um porta-malas.

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Vendo o Jim novamente voltando a ser quem ele era no passado, embarcando em todas as loucuras do novo chefe Dwight no escritório e se importando pouco com o trabalho e mais com a diversão, Pam acabou entendendo de uma vez por todas do que ela acabou privando o marido de alcançar e automaticamente acabou percebendo o quanto foi injusta com ele durante todo esse período meio assim do casal (provocando uma espécie de regressão no Jim), que foi quando ela finalmente decidiu colocar aquela casa linda deles a venda (ela que também já havia ganhado como resolução a conclusão de seus dois murais de arte pela cidade. Sim, 2!) e seguir a vida com o Jim na empresa que ele ajudou a criar no começo da temporada e que a essa altura, já estava sendo bem sucedida, algo que o deixava extremamente frustrado por não fazer mais parte de tudo aquilo, ainda mais com a chegada do Darryl para a despedida da série, ele que se encontrava super bem sucedido devido a sua permanência na tal empresa, algo que apesar de ter sido bacana para o personagem, acabou soando também como uma arrogância desnecessária por parte dele (apesar de honesta), que na verdade sempre foi bem ambicioso e nem sempre conseguiu encontrar as oportunidades que desejava dentro do antigo ambiente de trabalho. Mas foi bem foufo também durante um dos episódios anteriores, ver os demais funcionários da Dundler Mifflin exigindo uma despedida mais adequada do Darryl, que para isso teve que se despedir dançando com cada um deles, em outro momento memorável dessa temporada de despedida.

Antes do casamento, ainda tivemos outro momento excelente para essa reta final, que foi uma espécie de painel que eles todos acabaram participando em comemoração ao sucesso do documentário. Durante o painel, tivemos uma série de pequenos presentes, como o Andy finalmente superando o trauma de ter se tornado uma piada instantânea do Youtube, algo que mais tarde o fez ser reconhecido em Cornell, que acabou se tornando o seu novo ambiente de trabalho perfeito. Ainda nesse cenário, tivemos também uma resolução bastante importante e super foufa para a Erin, que acabou conhecendo no meio da platéia não só a sua mãe (que ela chegou a procurar no passado) como também o seu pai, com quem descobrimos que ela dividia uma série de semelhanças.

Nesse momento, The Office aproveitou também para tocar no assunto sobre o plot da quase separação do casal Jim +Pam, colocando a audiência do painel para fazer uma série de perguntas que provavelmente foram as que mais eles ouviram os fãs da série fazer durante essa tentativa de drama desnecessário na vida do casal durante a Season 9. Pam teve que ouvir algumas coisas não tão bacanas em relação a sua postura (merecidamente. Eu por exemplo, ODIEI aquela cena com ela mandando ele desligar o telefone enquanto ainda estavam fazendo terapia de casal), mas que foram o suficiente para despertá-la em relação a sua parcela de culpa nesse história toda, que foi a motivação que a personagem estava precisando para tomar a tal decisão de abandonar Scranton e consequentemente seu trabalho (outro momento lindo do casal ao lado do Dwight), para seguir o sonho do seu marido, que naquele momento ela finalmente conseguiu entender o quanto isso tudo seria importante para ambos.

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Durante o casamento do Dwight + Angela, que aconteceu ao som de “Sweet Child Of Mine” no violino e com a Angela sendo carregada de cavalinho pela Phyllis, resolvendo um issue antigo delas (de novo, #TEMCOMONAOAMAR?) acabamos ganhando a maior surpresa desse series finale, algo que eles até tentaram esconder de qualquer jeito de todos nós mas que de certa forma, todos os fãs da série já suspeitavam que aconteceria, afinal, merecia. E essa supresa ficou por conta da última prank do Jim com o Dwight, que instantes antes da cerimônia revelou que não poderia mais ser seu best ma por ser bem mais novo (uma piadinha ótima entre os dois atores) e que por esse motivo ele havia trazido alguém especial para cumprir esse papel durante a cerimônia… e é claro que esse alguém seria ninguém menos do que o Michael Scott, que não poderia ficar de fora dessa despedida deliciosa da série, nesse que foi um momento de pura emoção para a amizade dos personagens, com o ambos visivelmente emocionados (inclusive o John Krasinski) e com a excelente line:

 

Dwight: I can’t believe you came!

Michael: That’s what she said.

 

Serei obrigado a confessar novamente que nesse momento, apesar dos inevitáveis spoilers (bem irritantes nesse caso), me encontrei novamente chorando copiosamente com aquele reencontro super especial, que apesar de ter sido uma participação mínima do ator Steve Carell, que ficou meio de lado, respeitosamente, mas quase como se tivesse uma espécie de “mágoa” qualquer no ar por parte do ator e os criadores da série (sorry, mas foi o que eu senti, apesar de entender que o Michael naquele momento era apenas um presente a mais nessa reta final. Algo que eu também suspeito que possa ter sido um pedido do próprio ator…) foi extremamente representativo e importante para a conclusão perfeita dessa história.

Claro que além desse grande momento, tivemos ainda excelentes conclusões para todos os personagens da série, com o Ryan aparecendo como pai solteiro de um bebê, que ele não pensou duas vezes ao intoxicar com nozes (sim, seu filho era alérgico e ele sabia disso, rs), só para conseguir um momento a sós com a Kelly para arriscar o tudo ou nada, abandonando o filho logo em seguida com o até então marido da Kelly, o médico indiano que pediu para chamarem o serviço social para a criança abandonada (sério, #TEMCOMONAOAMAR algo tão politicamente incorreto a essa altura?), que nem precisou disso porque estava diante da Nellie, que sempre sonhou em ter um filho e já estava até na fila de adoção. Sem contar a campanha do Oscar como senador, as piadinhas do quanto sobre os personagens secundários nunca foi mostrado no documentário em todos esses anos de filmagens e o momento de puro carinho com o Stanley e a Phyllis, que eu pelo menos nem estava esperando, mas achei de uma delicadeza fora do comum com personagens menores.

Mas é claro que o cenário perfeito para o encerramento dessa história ainda seria a própria Dundler Mifflin, com todos eles se reunindo na empresa para a inauguração do mural pintado pela Pam no armazém (que ainda ganhou seu último momento na recepção e com o Jim na mesa ao lado… Awnnn!), com uma brincadeira super querida com a produção de The Office, que nessa hora se fundiu com o elenco da série para um foto em frente ao painel (achei ótima a cara deles de “quem é essa gente?”) e que nos preparava para o nosso último momento dentro daquele escritório, ao som de uma performance ótima do Creed (que até então estava vivendo como fugitivo por ser um procurado da polícia desde muito tempo, como sempre desconfiamos) e todos eles se despedindo, deixando o prédio, não sem antes parte deles deixar aquele último depoimento dentro do documentário (todos maravileeeandros!) e a Pam levar o desenho emoldurado que ela mesmo fez e que foi comprado naquela sua exposição onde só o Michael apareceu (outro dos meus momentos preferidos da série) com a despedida mais simples, sútil e ao mesmo tempo mais perfeita que a série poderia nos ter presentado em seu encerramento. Sabe aquele abraço forte de quem vai sentir saudade de verdade? Então…

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Honestamente, em muito tempo eu não via uma comédia encerrar a sua história de forma tão carinhosa, tão respeitosa com a sua mitologia, fãs, personagens e atores, amarrando tudo perfeitamente e fazendo com que a gente se encontrasse em praticamente todos os momentos da sua séries finale, presos em um ciclo delicioso de boas risadas e aquela lágrima carinhosa que a gente não se importou em deixar escorrer naquele momento, junto com um “Awnnn”/aperto no coração (sim, estou completamente emotivo nesse exato momento. O que vocês estão esperando para me abraçar, hein?). Isso sem contar o excelente documentário exibido antes do episódio na America antiga, mostrando um pouco mais dos bastidores da série durante essa reta final, ilustrando lindamente o quanto ela foi importante para todos os envolvidos, inclusive a cidade de Scranton, super agradecida pelo destaque que recebeu em The Office, que lotou um estádio para se despedir de todos eles, inclusive do Steve Carell, que também apareceu para essa despedida e que também foi extremamente carinhoso por parte dele. Um documentário realmente sensacional, que vale a pena procurar para se emocionar um pouquinho mais, além de tentar desesperadamente prolongar essa despedida… (eu assisti logo depois do series finale e me emocionei tudo de novo)

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E dessa forma extremamente carinhosa e um series finales dos mais especiais possíveis, The Office encerrou lindamente a sua história da melhor empresa para se trabalhar no mundo. Sentiremos saudades dessa rotina de trabalho… That’s what she said! (♥ + tears)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

O “recall” de Parks And Recreation

Maio 23, 2013

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Essa foi uma temporada difícil para Parks And Recreation. Bem difícil na verdade. Por isso, não consigo imaginar uma melhor forma de encerrar a temporada a não ser convocando um “recall” que foi exatamente o que eles fizeram (no caso, com a candidatura da Leslie) durante a season finale e que talvez tenha sido a forma mais honesta de encerrar essa que não foi a melhor temporada da série. Dá para pedir um recall da temporada inteira, NBC? (ando com uma bronca da NBCecê…)

Além de não ter sido tão bacana assim, Parks & Rec também acabou recebendo aquele tratamento desrespeitoso da NBC (que não foi a única que andou fazendo isso, que fique bem claro), disponibilizando por boa parte da temporada o número de 2 episódios semanais, algo que em outras épocas a gente até poderia considerar como um presente e agradecer talvez, mas que nesse caso acabou pesando um pouco demais levando em conta o atual estado da série e por isso a experiência de doses duplas da série não foi nada bacana nesse momento (além de soar como se eles estivessem apenas querendo se livrar das temporadas o mais rápido possível). Mas tudo bem, Amy Poehler é do tipo que tem crédito com a gente, por isso a perdoamos e continuamos ao seu lado na cidade de Pawnee. (o mesmo vale para a Tina Fey, a Lena Dunham e a Mindy Kaling)

E toda a genialidade da temporada anterior, com a campanha da Leslie em busca de ser eleita, acabou ficando de lado uma vez que esse seu sonho já havia se realizado e Leslie finalmente havia chegado onde ela sempre sonhou estar. E não, nós não estamos falando da cadeira de presidente dos USA. Ainda não, pelo menos por enquanto, mas até uma cameo do vice presidente a série conseguiu garantir durante essa nova temporada, algo que podemos dizer que realmente não é para qualquer uma.

Mas uma vez que agora a personagem acreditava estar com o poder nas mãos, Leslie acabou se vendo de mãos atadas em relação a toda burocracia da política local (e não só local, como nós bem sabemos), conseguindo desenvolver bem pouco de tudo aquilo que ela um dia sonhou em fazer pela sua cidade e isso querendo ou não, acabou sendo muito frustante. Embora esse seja um plot extremamente realista, pensando em alguém que segue esse tipo de carreira política, Parks And Recreation acabou pecando nesse sentido, porque uma vez que agora Leslie se encontrava em uma posição com mais possibilidades, pouco ela acabou fazendo nesse sentido, quase como se esse plot político da personagem tivesse ficado mais de lado durante essa Season 5 (uma vez que o sonho já havia se realizado…), para desenvolver algumas outras situações que eles consideravam mais importante naquele momento, não só para ela como também para os demais personagens da série.

Sem contar que Leslie e o Ben funcionam perfeitamente como dupla/casal e quando separados pelo trabalho, em locais diferentes, embora seja uma foufura ver o casal cometendo algumas loucuras em nome da saudade (AMO a Leslie apaixonada pela retaguarda do boy magia. AMO!), chega a parecer um desperdício grandioso esse tipo de distância entre os dois, algo que poderia muito bem ser resolvido se o Ben tivesse um trabalho local, mesmo que não na prefeitura (como no começo), algo que eles até que demoraram um pouco para consertar no início da temporada, mas logo resolveram acertar para não perder mais tempo com algo que quando mais perto, sempre funcionou tão bem. (isso sem contar também que com o Ben longe, a April acabou sendo levada junto com ele e ela nós queremos ao lado do Andy + Ron, para sempre!)

Parks and Recreation - Season 5

E a questão do tempo foi outro fator importante para a história e a sensação que tivemos em um determinado ponto dessa Season 5 foi a de que eles acabaram correndo um pouco demais com as histórias de cada um dos personagens, muito provavelmente para que eles pudessem chegar mais próximos de suas resoluções pessoais, caso o futuro da série não fosse dos mais felizes, algo que ainda permanecia incerto e devido a instabilidade da NBC em relação a suas comédias,  acabou sendo um detalhe que certamente perseguiu Parks como uma possível ameaça até a chegada dos upfronts. Andy na polícia, Andy fora da polícia, Jerry finalmente se aposentando (excelente!), Annie querendo desesperadamente um filho (toda vez que eu vejo a Ann e o Chris totalmente sem nenhuma função dentro da série a não ser a de nos causar um sono profundo, imagino se não seria a hora de Parks experimentar plots mais dramáticos envolvendo mortes repentinas, quem sabe? rs), nem que para isso tivesse que recorrer a algo mais independente (e óbvio, e preguiça…), Tom conseguindo fazer sucesso com sua nova empresa que aluga suas próprias roupas de grife a preço de banana para os adolescentes da região (por conta do seu pouco tamanho, rs), Ben e Leslie resolvendo se casar rapidamente. Tudo isso foi meio que resolvido as pressas, quase como se eles estivessem sentindo que o fim se aproximava para a história desses personagens. Mas se a sensação foi a de que eles aceleraram para ganhar tempo no começo, mais ou menos da metade da temporada para o final, ficamos com a sensação de que eles chegaram cedo demais e por isso talvez fosse a hora de desacelerar e consequentemente, acabaram nos entregando uma sequência de episódios de dar sono.

Apesar dessa pressa, em algumas dessas resoluções encontramos os melhores episódios da temporada, como aquele com o Halloween, em que eles acabaram causando um infarto no Jerry (e #TEMCOMONAOAMAR a família inexplicável de mulheres maravileeeandras do Jerry?), que foi onde essa Season 5 realmente começou a engrenar, ainda mais porque esse episódio além de divertidíssimo, contou também com o pedido de casamento do Ben para a Leslie, um momento que todos nós estávamos esperando faz tempo (♥). E por conta do noivado, acabamos conhecendo também os pais do Ben (e o pai dele era ninguém menos do que o Mike de Breaking Bad, howbadassisthat?), eles que não se davam muito bem por conta de um divórcio mal resolvido no passado, que foi um outro momento bem especial para a série.

E se as coisas estavam se acertando para o casal principal da série (e o único que importa além da April e do Andy, sorry para os demais, mas é verdade…), Ron também acabou ganhando uma nova candidata a Senhora Swanson, ela que de quebra chegou com duas filhas adoráveis, que transformaram o Ron em princesa e só por esse motivo já devemos o nosso respeito à elas. Ron que além de ter encarado novamente a sua ex, Thammy, no momento em que ele estava sendo homenageado, encerrou a temporada com a possibilidade de ser tornar pai, algo que acabou pegando todo mundo de surpresa. E não pai de uma criança qualquer, porque a atriz que interpreta sua nova pretendente foi ninguém menos do que Xena na TV (Lucy Lawless) e por isso ela também merece todo o nosso respeito. (We ♥ Xena)

Pensando bem, essa foi a temporada casamenteira de Parks and Recreation e sobraram plots do tipo para todos (mais um motivo para a gente acreditar que eles estavam realmente considerando essa como uma última temporada para a série). Tom acabou descolando a irmã do Jean-Ralphio (impressionante como ela parecia com o irmão, não? E era tão ótima quanto #HELLYEAH) para infernizar a sua vida e para a Ann sobrou mesmo o plot  da procura pelo pai perfeito para o seu filho, que desde o começo estava mais do que na cara que seria o Chris (fico tão constrangido com o Rob Lowe nesse papel, que seria perfeitamente perfeito se ele estivesse em New Girl, por exemplo), como estava também na cara que só de lembrar dessa história já sentimos uma estado de coma induzido batendo lá no fundo. ZzZZ

Outro momento super aguardado e que acabou acontecendo meio que de surpresa, ainda no meio da temporada (mais um prova de que eles estavam tentando correr com tudo), foi o casamento da Leslie e do Ben, que acabou acontecendo antecipadamente, bem antes do que a gente imaginou que aconteceria (ainda mais sendo a Leslie quem é em relação a qualquer coisa na sua vida) e que não poderia ter sido mais foufo também. E estava bem na cara que o grande casamento não daria certo para aqueles dois e a recepção perfeita acabou acontecendo na Prefeitura mesmo, com apenas o pessoal do departamento e a Leslie com o vestido perfeito feito pela Ann (que foi o que justificou a sua presença na série durante essa temporada), sendo levada até o altar pelo Ron, em um momento que certamente foi bem importante e representativo para a mitologia da série.

Parks and Recreation - Season 5

Depois disso tivemos alguns outros episódios bem meio assim, que não chegaram a empolgar muito, com várias participações do “vereador” dentista que eu acho um chato, além de histórias bem meio assim e com um apelo bem menor. E foi nessa hora que a temporada começou a pesar ainda mais, como se eles estivessem meio que perdidos, sem saber para onde seguir com toda a sua história, como se não tivessem muita certeza ainda sobre quanto poderiam avançar e contar sobre aquela história… talvez isso não tenha sido uma culpa apenas dos roteiristas e sim da incerteza sobre o fato da série ser salva ou não pela NBC, algo que se só confirmou depois da temporada já encerrada, nos revelando que sim, teremos uma Season 6 de Parks And Recreation.

Mas foi nesse ponto que a série realmente se perdeu e toda a genialidade da sua mitologia antiga acabou parecendo perdida e ou desperdiçada em meio a piadas sem graça e histórias que pouco conseguiram despertar o nosso interesse. Sabe aquela série quase sem limites, que colocava um ônibus eleitoral praticamente atropelando uma funeral? Então, sentimos falta disso durante toda essa temporada de Parks, infelizmente. Talvez por isso também a gente nem tenha conseguido comemorar muito sobre o fato da série ter sido renovada para mais uma temporada (apesar de sermos #TeamPoehler), algo que ficou bem difícil de comemorar depois de uma Season 5 tão arrastada e bem meio assim.

Para o final da temporada, tivemos o plot mais aleatório possível, com o Andy fazendo o policial (ótimo por sinal e eu AMEI o Andy ressentido com a sua banda também em um outro momento) e investigando a possível dona do teste de gravidez que ele encontrou no lixo, algo que acabou passando por todas as personagens mulheres da história, inclusive a sua mulher, April, que na verdade descobrimos que estava sim escondendo alguma coisa, mas não uma gravidez (e sim a sua entrada para a Faculdade de Veterinária), até descobrirmos que no final das contas, o teste era mesmo da nova namorada do Ron, que a essa altura já tinha praticamente sumido da série. Xena, você já foi mais alguém mais presente na floresta, hein? E como final de temporada tivemos isso e o plot do “recall” da candidatura da Leslie, com a cidade se colocando contra a sua atual posição (nesse momento foi ótimo ver alguns personagens de volta a série, como aquela ex atriz pornô doppelganger da Leslie e o Jason  Schwartzman, que fez uma participação durante essa temporada como dono de uma locadora de vídeos), que foi o que eu mencionei no começo dessa review, justificando o título do post.

Diferente de Community, que a gente acha que talvez tenha se perdido de forma irrecuperável, como foi a sua também recém encerrada de forma traumática Season 4, que em nada conseguiu nos fazer lembrar o que a série já foi no passado (fiquei até feliz de ter escrito essa review depois daquela sobre Community, assim consegui ter parâmetros um pouco melhores para enxergar mais qualidades em Parks, mesmo com essa temporada precária), Parks and Recreation mesmo não nos entregando o seu melhor, com aquele final, ainda conseguiu nos deixar uma pontinha de esperança  a mais com uma mensagem mais ou menos como “É, sabemos que nós erramos. Confessamos. Mas deixa com a gente que vamos consertar essa falha…” que foi o que aquele “recall” da finale nos fez pensar sobre o futuro da série.  Pelo menos é o que nós ainda acreditamos e esperamos de uma série que vinha fazendo uma trajetória tão excelente até aqui.

Esperamos que a série volte a nos deixar animados no futuro. Esperamos também que a NBC respeite mais suas comédias .

Parks & Rec está precisando de mais recreação, com urgência!

 

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A temporada que a gente preferia não ter visto de Community…

Maio 22, 2013

Community TV Show[4]

É, essa Season 4 de Community realmente não foi das melhores. Mas se fosse apenas isso, até que estaria tudo bem, porque a gente até consegue entender que a série passou por várias situações não tão bacanas recentemente, como a saída do Dan Harmon, as brigas do Chevy Chase com todo mundo, o adiamento que a NBC resolveu obrigar a nova temporada da série a ter que enfrentar, deixando como indefinida a data da sua estreia e tudo mais. Detalhes e situações que a gente até poderia entender e já até esperava que talvez acabassem prejudicando a série de alguma forma, mas o problema é que os danos acabaram sendo muito mais sérios e mais graves do que a gente poderia imaginar e durante essa Season 4 foi praticamente impossível relacionar a série que estávamos assistindo hoje com algo que vimos e chegamos a AMAR no passado. É, foi bem difícil mesmo.

Com apenas 13 novos episódios, Community voltou com pouca ou quase nenhuma força, com uma quantidade vergonhosa de episódios bem chatinhos e difíceis de se acompanhar. E difíceis no sentido relacionado ao sono e a falta de paciência com o que a série estava se tornando e não difíceis pela quantidade absurda de referências por segundo que nós todos já estávamos tão acostumados a encontrar na série. Referências que dessa vez estiveram praticamente em extinção, aparecendo apenas bem de vez em quando e de forma bem preguiçosa e praticamente informativa. (e olha que antes a gente recebia algumas referências que só conseguia entender nas reprises, hein? Bons tempos…)

Na verdade, a sensação que ficou no ar durante toda essa nova temporada, foi a de que Community estava lutando para se tornar uma outra coisa que pudesse agradar um público maior (e por motivo de forças maiores) e aos poucos foi se esquecendo que embora em menor número, a minoria que continuou acompanhando a série até agora, gostava mesmo é do seu fundamento antigo e não esperava que a série se transformasse em mais uma comédia qualquer da TV. Para isso já encontramos tantas outras disponíveis por aí, que não precisávamos que algo que já foi tão bom no passado, se tornasse em um pouco mais do mesmo. E chega a ser uma grande pena ter que reconhecer que a série se tornou exatamente isso.

Os personagens continuaram os mesmos (pelo menos isso) e nós continuamos gostando (ou odiando no caso da Annie) cada um deles exatamente pelos mesmos motivos, mas eles não parecem combinar muito bem com a nova temporada da série. Apesar de ainda ser possível reconhecê-los, parecia que a atual história da série já não funcionava mais para aquelas pessoas, como se seus personagens e cada uma de suas novas propostas de história estivessem correndo em sentidos totalmente opostos, em um tentativa desesperada de se desvincular de uma vez por todas.

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Apesar também das mudanças que a série acabou inevitavelmente sofrendo devido a todos os acontecimentos recentes em torno da sua produção, eles até tentaram manter um pouco do que já havia dado certo em sua mitologia no passado, mas nem tentando se garantir por esse lado deu certo. E um exemplo claro disso ficou por conta do documentário do Señor Chang, que foi mais ou menos o que eles genialmente fizeram com o Dean no passado, só que dessa vez em nada conseguiu funcionar e foi bem medíocre, além de extremamente chato e cansativo. Até um episódio no melhor estilo Scooby-Doo eles tentaram nos empurrar durante essa Season 4, mas nem isso eles conseguiram realizar muito bem.

E quando durante uma temporada inteira de uma série que já foi tão bacana no passado como ainda nos lembramos (é, ainda.. só nos resta saber até quando conseguiremos viver de memórias), encontramos um dos episódios mais alinhados da série centrado em uma festa na casa da Shirley (sim, eu disse da Shirley) e um plot dramático envolvendo o pai do Jeff, chega a hora de encarar os fatos e reconhecer que realmente algo de muito errado estava acontecendo com Community

Para ser bem honesto, dos 13 episódios dessa Season 4, o único que eu achei verdadeiramente bom foi aquele com os puppets, que foi um recurso absolutamente covarde que Community acabou utilizando dessa vez para conseguir nos ganhar novamente e que funcionou perfeitamente bem, como todas as outras vezes em que a série se aventurou em diversas outras linguagens. E olha que durante essa temporada ainda tivemos um momento “Doctor Who” do Paraguai, com direito a participações dos Dylan e da Kelly de 90210 antigo, um episódio inteiro no fundamento “Sexta-Feira Muito Louca” (Abed como Troy foi ótimo, Troy como Abed foi vergonhoso), um mini momento Muppet Baby que a propósito, aconteceu bem fora do “propósito” logo no começo da temporada e um outro onde descobrimos que todos eles se conheceram de alguma forma em 2008, mas nenhum deles conseguiu ser tão bacana como já vimos a série fazer durante as temporadas anteriores com diversas outras referências, infelizmente. Nem os incontáveis shirtless do Jeff durante essa temporada conseguiram nos convencer de qualquer coisa, apesar de ser sempre uma boa distração… (rs)

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Agora, eu vou precisar ser bem sincero e dizer que eu não sei qual foi a ordem dos fatos da história meio assim do Chevy Chase com todos da série, mas levando em consideração a forma como o seu personagem foi tratado durante toda essa Season 4, dá até para entender um pouco da mágoa do ator em relação a série, não? E quando eu digo que não sei exatamente a ordem dos fatos eu não estou querendo justificar qualquer uma das bobagens que ele tenha dito ou feito até então, porque realmente não sabemos se ele passou a ser tratado assim devido à suas encrencas com todos os envolvidos com a série, ou se ele passou a ficar incontrolável mesmo quando percebeu que estava sendo tratado como um idiota por conta do roteiro e dos plots todos do seu personagem, o que de certa forma não justifica suas atitudes, mas poderia muito bem explicar boa parte delas. Sério, um verdeiro horror!

Mas realmente, a maior parte dos episódios dessa nova temporada foram todos bem entediantes (quase morri de tédio e vergonha com o episódio de Natal por exemplo) e quase nos fizeram esquecer o porque que nós gostamos tanto da série, que se não fosse pelo histórico de cada um dos personagens e por tudo que ela já conseguiu ser anteriormente, talvez essa tivesse se confirmado como a nossa temporada de despedida de Community. (fato que merecia ter sido reconsiderado pela NBC, tanto que o fato do Jeff ter se formado ao final da temporada, talvez tenha sido uma clara evidência que nem eles mesmos achavam que conseguiriam passar dessa…)

De qualquer forma, por um milagre, reza brava ou trabalho feito, Community que já parecia uma série dada como desaparecida, com fortes indícios de uma possível morte, acabou sendo salva no último momento pela NBC, que nós não conseguimos entender o porque resolveu apostar em algo que acabou ficando tão ruim como foi toda essa Season 4 da série. Mas entendemos que talvez eles sejam apenas teimosos e ficaram com vergonha de não ver um das melhores séries novas de comédia que eles já tiveram em sua grade, alcançando a marca pré-estabelecida por ela mesmo de “Six Seasons and a Movie”. Só acho que se continuar nesse ritmo, além da já prometida Season 5, eles deveriam considerar mais uma redução de episódios por temporada. Quem sabe fazer a inglesa e começar a apostar em 6 episódios para cada um delas, hein? Talvez seja exatamente o que a gente ainda consiga suportar desse cenário…

 

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O novo Hannibal

Maio 3, 2013

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Sinceramente, eu não consigo imaginar uma outra forma para que Hannibal Lecter tivesse chegado a TV. Até consigo imaginá-lo chegando seguindo um fundamento meio preguiça como The Following, ou optando por uma linha mais Dexter, seguindo uma narrativa de acordo com a cabeça do personagem, nos fazendo pensar como o assassino da vez, até cair em um procedural bem convencional e muitas vezes monótono (antes de acabar de forma deprimente como a série do serial killer de Miami…). Mas honestamente eu não consigo me imaginar preso a Hannibal se não fosse exatamente pela forma que o Bryan Fuller escolheu para nos contar essa já conhecida história.

A começar pelo seu olhar, que é bem específico, sofisticado e dono de uma beleza e estética esquisita (linda por sinal), quase como se tudo fosse um belíssimo pesadelo. Kitsch de vez em quando, principalmente nos momentos em que embarcamos na mente do Will Graham por exemplo, que devido a toda a sua empatia com os demais, consegue pensar exatamente como o assassino (uma boa diferença do que estamos acostumados a ver em Dexter por exemplo), nos transportando automaticamente por meio de uma revisita ao cenário do crime até a mente do assassino em questão. O pêndulo cruza a tela, as imagens ganham um outro tratamento, tudo fica mais amarelado, quente (gosto muito quando ele caminha ao contrário nesses momentos), fazendo um contraste lindo com o universo mais frio e sombrio da série que prevalece em todo o resto, desde o dia a dia dos personagens até as cenas dos crimes (todas sensacionalmente sensacionais!), essas sempre em um tom azulado e com bem menos vida.

Quem conhece o trabalho do criador da nova série desde os tempos de Pushing Daisies (que eu morro de saudades e revejo de vez em quando um ou outro episódio em DVD), consegue entender perfeitamente o que eu quero dizer. Apesar de Hannibal seguir uma outra linha, bem menos saturada ou recheada de excessos (embora eles também apareçam dentro da série quase sempre) é possível facilmente reconhecer a assinatura do seu criador em meio a cada um dos detalhes que encontramos agora em Hannibal, que não são poucos (o figurino do próprio é um deles, que diga-se de passagem, também é bem sensacional) e são todos extremamente bem cuidados, além de lindos de serem vistos, resultando em uma estética bem particular para a nova série.

Boa parte do mérito de Hannibal inclusive deve ser dada a sua direção de arte, que é fora do comum e de vez em quando me faz lembrar muito algo que sempre chamou a atenção de todos em Sherlock, mas tudo pensado de uma outra forma, sem parecer cópia e com um nível de originalidade absurdo, apesar de qualquer semelhança. Todas as cenas de crime, do modo como as encontramos ou quando são reconstruídas pela mente do Will, todas elas são de uma beleza impossível de ser ignorada, uma beleza que ao mesmo tempo que distraí (aquele lugar cheio de chifres ou o corpo daquela mulher preso a um deles, aquela plantação de cogumelos, o assassino que transformava as vítimas em “anjos”), consegue também seguir exatamente o mesmo ritmo da história e talvez por isso tudo case tão bem dentro da série. (que conta também com uma edição bem bacana)

História que também é muito bem contada, com um mergulho profundo principalmente na cabeça do Will Graham (só dele, pelo menos por enquanto), que na verdade consegue pensar exatamente como o outro e por isso se torna brilhante naquilo que faz. Apesar de parecer um caminho fácil a ser percorrido (principalmente pensando como resolução, algo que eu cheguei a reclamar pelo que vi de The Following, só que de uma outra maneira), a todo momento eles fazem questão de mostrar o quanto o personagem se incomoda com tudo aquilo e o quanto ele sofre por ser daquela forma, ilustrando lindamente quem é o personagem hoje e quem ele poderia se tornar facilmente caso perdesse o controle.

Sem contar que o personagem acaba roubando a cena, aparecendo inclusive muito mais do que o próprio Hannibal (Mads Mikkelsen), que é o seu terapeuta e circula meio que por trás da produção que leva o seu nome. E esse é um mérito que é preciso ser dado ao Hugh Dancy (que nós AMAMOS faz tempo, Höy!), que sempre foi um excelente ator e que encontrou no papel do Will Graham a chance de fazer algo bem parecido com o que a sua esposa Claire Danes faz lindamente em Homeland, claro que de acordo com as devidas proporções. (mas eu realmente acho ele tão bom quanto e fico imaginando esse casal em casa, passando o texto. Algo que merecia ser gravado e virar uma série de TV, que mesmo sem existir nós já sabemos que seria bem melhor do que boa parte do que anda acontecendo na TV atualmente, rs #HELLYEAH)

Hannibal - Season 1

O piloto é basicamente divido em duas etapas de 20 minutos, a primeira onde somos apresentado ao Will e passamos a conhecê-lo e entender como funciona a sua mente esquisita e brilhante e na segunda metade, quando Hannibal finalmente é introduzido à história, que é quando ganhamos apenas algumas nuances do seu caráter, mas sempre de forma elegante, sem perder a compostura e até agora, exceto por um momento, ainda não vimos nada sobre o personagem em cena, agindo com suas próprias vítimas ou qualquer coisa do tipo (a não ser em termos de uma leve pressão psicológica) e isso eu confesso que faz falta, nem que fosse mostrado em pequenos flashes ou algo do tipo. De qualquer forma, todas as cenas dele cozinhando em casa e ou servindo alguém com um de seus pratos super elaborados, são todas ótimas e de revirar qualquer estômago gourmet.

Talvez esse inclusive seja o único ponto fraco da série até aqui, que devido ao total clima de procedural, com um novo assassino a cada semana e tudo mais, acha que é bem mais interessante cozinhar o personagem lentamente (respeitando a história original, claro) do que já ir entregando a sua cabeça em uma bandeja de prata (pensando em longevidade  é sim bem mais interessante. Agora, pensando em criar alguma empatia com o personagem, é preciso que isso apareça em algum momento também, além do mesmo figurar apenas como um manipulador por trás do divã). Apesar disso, do alto do quinto episódio, tudo ainda continua bastante interessante. Agora, até quando isso pode continuar interessante, isso já é uma outra questão, porque apesar de estar sempre por perto, a série não se trata exclusivamente do Hannibal ou da sua mente e a narrativa segue uma outra linha, com casos isolados que normalmente não tem muita ou nenhum relação com o famoso personagem, algo que com o tempo pode se tornar bastante cansativo (para quem gosta de procedural não) ou provavelmente acabe diminuindo o personagem aos poucos. (isso sem contar o carisma e magia do próprio Hugh Dancy como seu oponente…)

A não ser por esse (por enquanto ainda pequeno) detalhe, Hannibal é uma grande produção da NBC, que tem feito um trabalho excelente com a série (surpreendentemente) e por enquanto só tem do que se orgulhar, em todos os sentidos. Um elenco sensacional (que ainda tem o Laurence Fishburne, fazendo o que ele sabe fazer. Sorry Morpheus!), uma história conhecida de um personagem de sucesso (que eu tenho que confessar que quando criança, morria de medo e devido a esse trauma antigo, nem sou dos mais conhecedores sobre a sua mitologia), tudo isso obviamente tem colaborado e bastante para o sucesso de Hannibal na TV, mas a série não seria metade disso se não fosse pelo olhar do Bryan Fuller, que com toda a sua estranheza consegue deixar esse cenário ainda mais sedutor a atraente.

Até agora foram exibidos 5 episódios (sendo que pulamos um deles por conta do pavoroso atentado em Bonston) e ainda não se sabe sobre uma possível renovação da série (que andam dizendo ser difícil e eu não consigo entender o porque a não ser pelo custo de uma produção como essa…), que apesar de ainda ser bem cedo, já é possível torcer para que aconteça, se não por sua qualidade, pelo desejo já revelado do Bryan Fuller de trazer o David Bowie para uma participação na série, vivendo o tio do Hannibal caso ela seja renovada para uma Season 2. Imaginem só?

E olha que procedural nunca foi o meu forte, mas toda essa nova visão para essa história já conhecida (além do fator “encontro semanal com o Hugh Dancy”) tem me deixado bastante curioso e ansioso por seus novos episódios a cada semana.

Veremos…

 

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The Voice Season 4, The Battles

Abril 30, 2013

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E na Season 4 do The Voice, chegamos naquela fase onde os coaches espertamente acabam se livrando de seus participantes meio assim, porque na verdade, sabemos que as “The Battles” sempre existiram no programa exatamente para isso (entre dois candidatos do mesmo time, eliminar aquele que cada um dos coaches considera o mais fraco), #HELLYEAH. E chegamos rápido, já que essa nova temporada conta com um número menor de participantes e por esse motivo tivemos apenas 4 episódios dessa nova fase.

Não sei se por pura implicância minha com os participantes da vez ou porque essa temporada parece ter sido mesmo feita as pressas, mas dessa vez tivemos bem poucos momentos de grandes disputas ou apresentações memoráveis e a temporada até agora continua meio morna. Ainda assim tivemos boas batalhas, mas poucas realmente chegaram a empolgar, nos reservando inclusive apenas uma ou duas surpresas. Nesse caso, a nova etapa do programa acabou servindo mesmo para deixar escapar um pouco mais sobre quem são os nossos novos coaches, Usher e Shakira, já que o Adam e o Blake nós já conhecemos (nos apaixonamos) e não é de hoje.

Shaks apesar de parecer bem perfeccionista e bastante dedicada quanto ao assunto, manteve uma relação bacana com o seu time, tendo a colaboração do Joel Madden (que é um dos coaches do The Voice Australia) nessa tarefa de treinar de perto seus competidores em duplas nessa etapa. Com um time visivelmente mais fraco, poucos foram aqueles que conseguiram se destacar do seu lado (achei inclusive um exagero os elogios em relação a performance bem mediana do Luke Edgemon contra a sua rival e escolhida por Shaks no final das contas, Monique Abbadie), como a boa briga que foi Brandon Roush vs Shawna P., com ela a gente já sabendo ser excelente e apenas confirmando uma primeira impressão (acho ela tão Mamma Gemma em SOA em uma versão Woodstock e por isso, AMO!) e ele surpreendendo todo mundo ao som de Janis Joplin (minha música preferida dela = ♥), com o Brandon fazendo parecer bem injusto ele não ter sido salvo por alguém, mas o grande momento do #TeamShakira durante as batalhas acabou sendo “super favorecido” pela edição do programa, que tentou desesperadamente criar um climão de tensão entre ela e sua batalha latina que encerraria essa fase do The Voice (Cáthia – que me lembra a irmã da Ugly Betty – vs Mary Miranda, que me lembra a Selenita e isso não é um ponto a seu favor), mas que na verdade não passava de um caso clássico de uma puxa saco querendo se garantir de outra forma, mesmo com ela (Cáthia, que só não dançou porque o Usher ainda precisava preencher o seu time porque acabou sobrando como coach, o que de certa forma pode significar que ela não se deu tão bem assim sendo agora do seu time…) tendo um talento bem superior ao da sua concorrente. (Mary)

Já o Usher… esse acabou até sendo rebatizado (por mim) como UÓsher, já que durante as batalhas ele resolveu revelar a sua verdadeira face, nos entregando arcos dignos de um vilão odioso daqueles. A sós com seu time, UÓsher parecia liderar um grupo pronto para ir para a guerra (talvez por isso ele até tenha investido em uma estampa militar para o momento) e não de uma forma bacana (e lá existe guerra bacana?), colaborando muito pouco para o desenvolvimento do seu time e trabalhando na base do medo e da tortura psicológica, além da sua arrogância e de toda a sua cretinice quando no comando. O detalhe nesse caso é que essa nunca foi a proposta do The Voice, que costuma tratar sempre muito bem seus competidores (pelo menos é o que sempre pareceu), exaltando seus talentos e nunca fazendo pouco caso de nenhum eles . É, isso pelo menos em frente as câmeras. (dizem inclusive que ele é certo que só fica durante essa temporada , já a Shaks tem possibilidade de permanecer no programa por mais uma temporada. É o que dizem…)

Dizendo que no #TeamUsher o mais importante era convencê-lo a votar a seu favor e que naquela hora, talento nenhum seria maior do que a sua decisão final, UÓsher acabou se comportando como o típico filho que acaba herdando a empresa da família e que devido a sua arrogância e falta de preparo, consegue destruir o que os outros construíram em questão de pouco tempo. Dessa forma, foi possível perceber o arrependimento da escolha por parte do seu time, assim como também para a maioria dos artistas que acabaram sendo “roubados” por outros coaches, que nunca escolhiam UÓsher como seu novo coach quando havia qualquer tipo de disputa entre eles, muito provavelmente porque as paredes tem ouvidos.

Em seu time,que teve a colaboração do Pharell Williams (em um estilo completamente diferente ao dele), tivemos pelo menos dois grandes momentos de atraque, um com a dupla de boys magias (Jeff Lewis vs Josiah Hawley = Höy!), tudo por conta de uma risadinha fora do lugar do Jeff que acabou lhe custando a cabeça ao pisar naquele palco (alguém tinha alguma dúvida de quem ele eliminaria naquela hora? R: NÃO) e o outro entre duas meninas (Jess Kellner vs Taylor Beckham), apenas porque uma delas não interagiu com a cara de psicopata do UÓsher que naquele momento, fazia cara de descaso e tentava de forma escrota instigar o lado mais competitivo de ambas, invadindo o palco para aterrorizar a mais fraca delas (Taylor), que já vivia com lágrimas nos olhos naturalmente e que naquele momento parecia estar mais assustada e travada (por conta dele e de sua abordagem, claro. O que foi ele só dando um high five na outra menina?) do que qualquer outra coisa. Talvez por isso as apresentações do #TeamUÓsher tenham sido as mais chatinhas.

Tanto que mesmo sem merecer muito, a pobre coitada da Taylor Beckham acabou sendo salva pelo Blake, muito provavelmente por dó e por pena ao ter percebido as atrocidades cometidas por seu colega de trabalho da cadeira ao lado (o Adam mencionou em algum momento que eles assistem a parte dos ensaios durante o programa…). Sério, tenho certeza que o Blake já deve até ter dado entrada nos papéis da adoção daquela garota depois de tudo aquilo (e foi um momento mega foufo e eu acharia sensacional se o Blake fosse longe com ela. #HELLYEAH). Dessa forma negativa e completamente meio assim, UÓsher passou a se destacar mais durante essa Season 4 do The Voice, que a gente não tem muita certeza se ele chegou a assistir as demais temporada, mas que nunca foi nada parecido com a sua forma de agir com o seu time e sempre esteve mais para uma competição bem humorada entre irmãos. O que foi ele criticando inclusive a escolha da música da Shakira pela Shakira? (sendo que todos eles já fizeram isso em outras edições) E depois de ver UÓsher no programa, é possível até conseguir entender o que se tornou o Justin Bieber com o passar do tempo e muito provavelmente o porque dessa mudança drástica (quem é o seu mentor?) em seu comportamento, além da idade e dos bolsos cada vez mais cheios, é claro. De qualquer forma, é dele uma das minhas vozes preferidas dessa edição. (Ryan Innes)

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Entre o Adam e o Blake tudo continua da mesma forma, com ambos divando com maestria no programa. Adam ao lado da Hillary Scott do Lady Antebellum (ZzZZ), que mais parece a Sadie de Awkward (sorry, but i’m not sorry) e Blake na companhia da Sheryl Crow, que temos que reconhecer que só pelas cameos dela soltando a voz, nasceu para fazer o que faz (em um dos ensaios ela cantou apenas uma frase e eu quase morri de inveja do seu pitch perfect. Sério, estou tentando até agora alcançar aquela nota, só para não desapontar o Blake, rs).

Com a diferença de que o Blake esse ano vem se arriscando menos, permanecendo preso ao seu próprio gênero, algo que ele havia fugido bastante durante a temporada anterior e eu só consigo pensar se isso não tem alguma coisa a ver com ameaças vindas diretamente  da máfia das botas de couro… de qualquer forma torcemos por ele, porque é impossível não gostar de um cara de três metros de altura, que  é uma mistura de pai com irmão mais velho, que tem a cara de pau de pedir seriamente para uma de suas candidatas arrumar a postura (e só eu senti uma provocação para o UÓsher nesse momento?) e logo depois morrer de rir dizendo que obviamente ele estava brincando e que ela poderia relaxar. #TEMCOMONAOAMAR? Só acho injusto que até agora, embora eles estejam pintando um dos seus participantes como um dos maiores artistas country da temporada, a gente não tenha ganhado a chance de ver qualquer uma de suas performances completas, que sempre acabam sendo retiradas da edição. (Justin Rivers, que é a cara do Dave de Happy Endings, que por sinal, anda com episódios sensacionais de umas três ou quatro semanas para cá…) #OCAPETAESTÁDEOLHO

Já o Adam parece estar mais esperto nessa temporada, arriscando tudo para ganhar, preenchendo o seu time com certa diversidade de vozes e estilos. Continuo apostando nesse como o melhor time de todos eles (aquela batalha da Judith Hill vs Karina Iglesias foi sensacional e ambas acabaram sendo recompensadas de certa forma) mesmo que os outros tenham também alguns bons candidatos. Também do seu time aconteceram algumas boas surpresas, como a batalha Amber Carrington vs Sasha Allen, com a surpreendente vitória da Amber, que não parecia ser a favorita e outro momento foi a disputa entre a dupla Midas Whale vs Patrick Dood, que deu pena de ver o Patrick seguindo para casa sem receber uma segunda chance.  Só não consegui entender até agora o porque dele ter ignorado completamente a adorável Jessica Childress (que merecia ter sido salva por qualquer um e acabou se tornando uma das maiores injustiças dessa temporada) e ter gasto o seu steal daquela forma, salvando o Vedo, que era bem do mediano e não representava nada de novo ou excepcional. Humpf!

Mas tudo bem, vamos ver o que vai acontecer nessa próxima fase que começou ontem com “The Knockout Rounds” e vamos ver como o UÓsher vai se comportar quando perceber que a America antiga talvez não aprove nenhum de seus candidatos apenas por ele ser um completo imbecil. Veremos…

 

ps: a NBC sempre com problemas com o Youtube acabou não autorizando a exibição de algumas performances (com melhor qualidade) por aqui portanto, é o que temos…

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The Voice Season 4, o preview

Março 19, 2013

Preview da Season 4 de The Voice, que estreia na America antiga na próxima segunda, 25/03 e que dessa vez tem no seu elenco de coaches a Shakira (que eu detesto a voz mas acho uma querida) e o Usher, eles que nessa temporada estão substituindo a Christina Aguilera e o Cee Lo.

No preview é possível perceber o clima que deve tomar conta do programa durante a nova temporada, com os veteranos jogando na cara dos novatos toda a vantagem que ambos carregam por estarem no programa desde o início (Adam já ganhou uma vez e o Blake já ganhou duas), assim como é possível perceber que o Adam e o Blake acabaram juntando forças durante essa Season 4 (eles que sempre foram “inimigos que se amam” na verdade, rs), assim como os novatos. E #TEMCOMONAOAMAR quando o Blake (que eu AMO) diz que ele está perdido, por não conseguir entender nada do que a Shakira diz e só eu percebi certa hostilidade entre ele e o Usher?

Veremos…

Quem me acompanha no Twitter sabe o quanto eu AMO o The Voice US e o quanto eu me empolgo comentando cada episódio, mas isso só acontece por lá, porque o programa é bem longo, são muitos episódios e acontecimentos e assim eu não consigo fazer uma review da temporada por aqui. Mas no Twitter eu comento tudo. #HELLYEAH

Ansiosos? Eu já estou com o meu botão preparadíssimo. (sem pensamentos esquisitos nesse momento, por favor)

#TEAMBLAKE

#TEAMADAM

 

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JT pediu para dar um recado…

Março 7, 2013

JT SNL

Com essa cara linda e escovada de boy magia que superou os 90′s e só melhora (Höy!), o JT himself (através de um breve furto no seu Instagram. Sorry Justin, mas não resisti a esse olhar) pediu para avisar que sábado 9/03, tem SNL com ele. Tá bom para vocês?

#TEMCOMONAOAMAR?

 

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Mais uma temporada bem caseira e deliciosa de Parenthood

Março 6, 2013

parenthood siblings

Ok, não vou nem começar já me desculpando pelo atraso dessa review, porque isso já está se tornando algo recorrente demais aqui no Guilt. Mas como somos um blog sem pressa, lidem com esse detalhe da nossa mitologia. (rs)

Em pensar que quando Parenthood começou, eles chegaram a dividir um espaço importante com outra família que nós já gostamos bastante no passado (lembra dos Walkers? Ainda bem que a Norah conseguiu sua carreira de volta em Hollywood e o Kevin voltou ao passado e agora está trabalhando como agente da KGB nos 80′s. Ufa!), mas logo foram ocupando todo esse espaço, ainda mais depois daquela reta final nada digna da outra família em questão. Sempre existiram algumas semelhanças aqui e ali entre as duas famílias (principalmente por se tratar de histórias sobre famílias, dãh), mas logo notamos que Parenthood na verdade era completamente diferente e justamente por seguir uma receita bem mais caseira em seu formato, que sempre foi uma delícia, o grande diferencial da série e que continua sendo exatamente assim até hoje, para a nossa total sorte. Pergunta: E #TEMCOMONAOAMAR poder cantar “Forever Young” do Bob Dylan toda semana durante a abertura da série? E eu mesmo respondo que não, não tem. (♥)

Já começamos essa Season 4 nos livrando de pesos que não precisávamos carregar mais a essa altura, como a Haddie (Sarah Ramos), que finalmente seguiu para a Faculdade em um despedida linda, fato, mas que não podemos nem dizer que foi sofrida, porque não conseguimos sentir a menor falta da personagem, que entre todos eles, sempre foi a mais fraca e isso era notável em relação ao carisma de todos os demais personagens, mesmo para os menores. (apesar da pouca falta que sentimos nesse caso, nunca vamos esquecer também daquela timeline lindíssima que eles fizeram para ela)

Apesar da despedida, durante essa temporada, a casa do Adam (Peter Krause) e sua família foi a que acabou carregando boa parte da carga dramática mais séria da série, com a descoberta do câncer da Kristina (Monica Potter), algo totalmente inesperado, embora seja um plot bastante recorrente para séries do gênero e esse era exatamente o meu medo em relação a história da personagem. Mas como Parenthood nunca foi uma série tão óbvia assim, apesar das histórias comuns e que se encaixam com boa parte de sua audiência, eles realmente conseguiram lidar com essa nova situação da melhor forma possível, sem ignorar o que precisava ser mostrado.

Tirando a cabeça de personagem da família cone da própria Kristina (por isso eu acho que essas histórias precisam ser bem pensadas e as atrizes deveriam se entregar mais, apesar daquele cabelo lindo dela de sempre), tudo sobre a história da sua doença foi retratada da forma mais bacana possível (mas o cabeção era quase uma ofensa. Sério), desde a emocionada revelação para todos da família Braverman, em uma cena linda onde era visível a reação dolorosa de todos os personagens praticamente ao mesmo tempo, mas sem aquele exagero que acaba se tornando bastante perigoso nessa hora. Do momento da revelação até todas as etapas do seu tratamento, tudo foi levado da forma certa, com aquela honestidade que nós gostamos de encontrar de vez em quando também na TV. (no cinema, esse detalhe vem nos conquistando cada vez mais)

A escolha do médico certo, que pode não ser aquele que vai te dizer exatamente o que você gostaria de ouvir naquela hora, justamente por toda a sua honestidade, algo que não significa que ele não seja o melhor deles, a relação da própria Kristina com outros pacientes que também estavam enfrentando a mesma barra (aquela mulher para quem ela acabou devolvendo o presente carinhoso de esperança, awnnnn!), ter que lidar com a perda do cabelo, algo que abala a vaidade de qualquer um, tendo que lidar com a dor (usando aquele recurso conhecido de alguns…), algo que também é sempre importante de se retratar nesses casos e ao mesmo tempo, em meio a isso tudo, Kristina teve que buscar alternativas para contornar a sua situação, como investir em perucas diferentes para ajudar a sua vida e a do marido também, é claro. Marido esse que não poderia ser mais perfeito, diga-se de passagem, sempre ao seu lado, nem sempre sabendo como reagir da forma mais adequada ou da forma como ela gostaria, mas pelo menos tentando e permanecendo exatamente no mesmo lugar durante todo esse percurso. Confesso que até o último momento, fiquei com medo de que essa história não tivesse um final feliz, mas ainda bem que eles não chegaram a apelar para esse tipo de drama. (apesar do luto nunca ter aparecido na série dessa forma e bem poderia ser um recurso interessante mesmo sendo difícil de admitir e por isso o meu medo)

Parenthood-Season-4

Outro momento excelente da temporada, um dos melhores episódios até, também envolveu a família do casal Adam e Kristina, com eles tendo que enfrentar a candidatura do Max (Max Burkholder) como presidente da escola, tudo isso por conta do seu sonho prático de ter a máquina de doces de volta no pátio do colégio. Para uma criança comum, esse plot poderia até parecer meio bobo, mas para o Max e toda a questão da sua síndrome de Asperger, essa história acabou ganhando um peso importante, com os pais imaginando e vendo o que o seu filho acabaria enfrentando em termos de piadinhas e coisas do tipo (e imaginem isso para a Kristina, que já foi chefe de campanha política e acima disso ainda é mãe e estava passando por toda aquela situação), mas que ao mesmo tempo seria algo importante para o seu crescimento. Falando em crescimento, foi sensacional o dia em que eles perceberam que o Max já havia chegado a puberdade devido aos seus novos odores (rs) e nessa hora a família também ganhou outro momento bastante importante, esse com a ajuda dos avós em uma conversa solta, fazendo com que Max entendesse o que estava acontecendo com ele e o seu corpo naquele momento (Zeek esteve impagável nesse momento). E a conversa do Adam com o filho a respeito dos seus interesses amorosos foi muito especial e justamente pelo detalhe da condição do Max e ele demonstrando suas preocupações quanto a isso. Lindo de verdade. (sabe aquele momentos que você sente vontade de abraçar a TV? Então, esse foi um deles e a série é recheada deles. Acreditem!)

Engraçado é que em Parenthood tudo parece meio familiar porque vez ou outra, encontramos algumas situações que nós mesmos já vivemos em algum etapa de nossas vidas (sei que soa quase cafona admitir isso, mas é honesto e é verdade). Mas fato é que desde sempre, apesar de todos os obstáculos que acabam aparecendo no caminho de todos eles e de nem sempre a vida seguir o caminho que eles todos desejam, de certa forma, tudo acaba dando sempre certo para aqueles personagens, algo que poderia ser bastante prejudicial para a credibilidade de qualquer outra série, mas o pior de tudo é que em Parenthood, desse detalhe nós nem podemos reclamar porque torcemos para que aquela família acabar se dando bem de qualquer forma como torcemos para a nossa própria família até (sem exagero), apesar de qualquer problema que eles tenham que enfrentar. E mesmo assim, todas as suas resoluções, apesar de muitas vezes já aguardadas, acabam sendo deliciosas e nunca acontecem de forma muito fácil ou exatamente óbvia, mostrando que a dificuldade existe para todo mundo, mas a mensagem maior da série é sempre bastante esperançosa mesmo. Sabe mãe quando você pede um conselho, ou conta algum problema qualquer que esteja enfrentando no momento e ela faz aquele carinho na sua cabeça dizendo que tudo vai dar certo desde que você faça alguma coisa para isso? Então… essa é exatamente a sensação dentro da série.

Até o casal Julia (Erika Christensen, que eu continuo não suportando, não tem jeito e acho que ela tem cara de gastrite, rs) e Joel (Sam Jaeger, sempre uma visão ruiva. Höy!) acabou ganhando um plot interessante durante essa temporada (eles que todo mundo sabe que são os mais fracos da série), com toda a questão da adoção do filho, Victor (Xolo Mariduena) que acabou acontecendo da forma que eles não esperavam e não vinham se preparando para. Ainda mais eles que são tão certinhos e parecem estar sempre preparados para tudo. E foi bem bacana ver a questão do casal tendo que se adaptar ao novo filho, que não era dos mais fáceis (ele denunciando a Julia para a policia foi muito bom também), muito provavelmente pela questão da idade e por ele já ter vindo de uma outra casa, onde provavelmente havia recebido um outro tipo de criação, bem diferente a forma como o casal vinha criando a própria filha até então, ela que também não aceitava muito bem a ideia e não conseguia reconhecer o garoto como seu irmão. (a dramaticamente exagerada, Sydney, interpretada pela atriz Savannah Paige Rae, que faz a Debra criança nas memórias de Dexter)

Parenthood-Season-4

Mostrando todas as dificuldades de adaptação a essa nova realidade, foi importante poder ver que nem tudo é tão fácil como muitas vezes os mais preguiçoso imaginam ser e na verdade, é preciso muito trabalho, tempo e dedicação para que as coisas acabem dando certo para todo mundo no final, além da questão do amor, que nesse caso é sem dúvida o item fundamental dessa nova história que começa a se formar. Bacana ver a Julia, que não está muito acostumada a falhar e ou ser rejeitada, sendo aquela que mais precisou lutar para conquistar o amor do novo filho, tendo que largar o emprego (que sempre foi muito importante para ela e onde ela sempre foi muito bem sucedida) e dar um pouco mais de espaço para o Joel desenvolver a sua carreira, ele que teve muito mais facilidade em lidar com toda aquela situação, provavelmente por ser muito mais compreensivo e ter um perfil mais adaptável também. A cena em que a família inteira compareceu no juiz para oficializar o processo de adoção foi adorável, do tipo que é impossível não se emocionar com cada um dos discursos feitos durante a ocasião, com todos reunidos para e oficializando o Victor como o mais novo integrante do #TEAMBRAVERMAN.

Nesse momento, preciso dizer que esse perfil da perfeição, tanto do Adam quanto da Julia, sempre me incomodaram profundamente. Adam por ser o filho mais velho, é e tenta ser sempre o exemplo (pior que ele consegue) e a Julia como a mais nova, tem aquele perfil de prodígio, da medalhista da família, aquela que não está acostumada a perder. Uma chata. Tudo isso até que se justifica muito bem no perfil de comportamento dos personagens (porque gente chata existe mesmo e todos nós sabemos disso), mas o que sempre me incomodou nos dois é que eles são pouco espontâneos, caretas demais mesmo (e representam muito bem esse que é exatamente o papel de ambos dentro da família e talvez por isso eu nem consiga mais olhar para o Peter Krause com os mesmos olhos dos tempos de Six Feet Under, mesmo com ele apresentando na série a sua versão para o James Bond), mas o que realmente incomoda em ambos personagens é a procura do discurso do politicamente correto que algumas pessoas gostam de ouvir (eu me canso rapidamente), onde ambos parecem que só conseguem agir e reagir de acordo com o modelo perfeito a ser seguido caso contrário acabam travando. E isso não é nem um crítica aos personagens da série em si, porque dentro desse contexto, eles conseguem ser realmente perfeitos, mas eu quero dizer algo mais sobre essa eterna busca da perfeição que alguns insistem em perseguir como modelo de vida. Sempre acabo ficando com preguiça desse tipo de gente, seja na TV ou na vida real. Mas esse foi apenas uma parágrafo a mais dentro dessa conversa. Continuando…

Para Sarah (Lorelai, também conhecida como Lauren Graham, que a gente AMA desde sempre por Gilmore Girls, (e que na série eu insisto em dizer que vive um lado B da sua antiga personagem) e seus filhos, Amber e Drew, acabaram sobrando os plots ligados ao coração durante essa temporada. Sarah novamente entre dois amores, que agora envolvia o seu novo chefe (o adorável Ray Romano, de Everybody Loves Raymond, que teve uma relação ótima de identificação com o Max), tomando a decisão errada novamente ao decidir se mudar para a casa do professor com quem ela já namorava e ainda carregando o Drew (Miles Heizer) a tira colo, mesmo sem ter a menor certeza de que aquilo era o certo a se fazer e já estando bastante envolvida com a questão do chefe fotógrafo. Algo que obviamente não deu muito certo e ela teve que voltar para casa, novamente depois de ter feito a escolha errada no final das contas e se ver sozinha novamente. Em um determinado momento da temporada, a Kristina acabou ilustrando muito bem essa dúvida da Sarah, dizendo que Hank (o chefe) era um homem do tipo pronto, com cara de durão e que você sabe que vai te defender se necessário (algo que sempre podemos fazer sozinhos, mas é sempre bom saber que se necessário, teremos reforço, rs) e o  professor, Mark (Jason Ritter) tinha cara de assustado, embora lindo e mais jovem (o que são os olhos mareados desse moço?), do tipo que você sabe que vai ter que proteger e cuidar muito bem até que ele esteja pronto, ago que talvez nem aconteça e é sempre um risco. E tudo isso ainda com a Sarah tendo que enfrentar os problemas típicos da fase da adolescência do Drew, que agora já estava prestes a entrar na faculdade e também enfrentava uma barra com a ex namorada, que já estava com outro mas ao mesmo tempo continuava saindo com ele. (nada me tira da cabeça que aquele filho nem era dele… bi-a-tch. E ele se aproveitando do drama da tia para sensibilizar? O capeta está de olho!)

parenthood-season-4

Nessa hora ganhamos mais um assunto sério para essa Season 4, com a descoberta da gravidez da namorada do Drew e toda a questão do aborto na qual eles acabaram se envolvendo (e como tudo isso é resolvido de forma bem mais prática do lado de lá, não?). Um plot importante para o personagem, ainda mais para o laço lindo que ele tem com a irmã, Amber (uma das minhas relações preferidas de toda a série desde sempre), que foi quem deu todo o apoio para que o irmão (e eles meio que sempre cuidaram um do outro enquanto os pais viviam em crise) passasse por essa situação e antes mesmo de revelar o que estava acontecendo para a própria mãe. Mas aquele momento final, com a questão já resolvida e ele despencando em lágrimas no colo da mãe foi lindo e super honesto, porque todo mundo sabe para onde é que corremos quando a situação realmente aperta. Nada como um colo de mãe (e como “mãe” eu quero dizer qualquer personagem que represente essa figura na vida de casa um). NADA. E para Sarah, dessa vez as coisas foram mais leves e apesar de acabar novamente sozinha, ela ainda ganhou um presente ótimo do próprio Drew, com sua entrada na Berkeley, que foi comemorada no melhor estilo Braverman. (me lembrei muito do meu quase irmão aqui em casa esses dias, descobrindo que passou na Federal que ele queria e foi aquela gritaria de família de gente que fala alto e não tem vergonha de demonstrar toda a sua euforia. Diga-se de passagem, ele passou em 3 das 3 que prestou. #TeamEssy)

E essa relação que a série consegue estabelecer com a vida de todo mundo realmente é muito especial e ao mesmo tempo consegue fugir facilmente de qualquer tipo de estereotipo pedante ou até mesmo cafona, algo que seria bem fácil de acontecer nesse caso. E tudo isso tocando em assuntos simples, facilmente reconhecíveis e relacionáveis, onde é praticamente impossível assistir Parenthood e não acabar lembrando com saudade de algum momento das nossas vidas, ou até mesmo de um problema ou outro parecido que a gente já tenha enfrentando. E essa relação eles conseguem estabelecer naturalmente, sem forçar, conseguindo emocionar pelos motivos certos e sem a menor apelação. E boa parte disso por conta do seu elenco, que é realmente bem especial. Isso sem contar a trilha sonora da série que é excelente (sempre foi na verdade e lembra, só que de outra forma, o que a gente achava e gostava da OST de The O.C, por exemplo) e sempre rende uma ou outra faixa para as nossas mixtapes aqui do Guilt.

Ainda na família da Sarah, tivemos a Amber ganhando um novo candidato a boy magia problemático, Ryan (Matt Lauria, Höy!), ele que chegou até a família na companhia do próprio avô, Zeek (Craig T. Nelson), um soldado enfrentando o trauma do pós guerra, encontrando na Amber (e sua família) a força que ele precisava naquele momento para encarar os obstáculos. Primeiro, nunca entendi muito bem o porque que ela desde sempre não foi trabalhar com os tios naquele estúdio que sempre teve a cara dela, onde ela finalmente passou a trabalhar durante essa temporada e segundo que sempre me incomodava a forma como “surgiam” os seus relacionamentos dentro da série (como por exemplo, ela mais uma vez ficando com o “colega de trabalho” ou coisas do tipo que nem podemos rejeitar ou criticar muito porque também quem nunca, não é mesmo?). De qualquer forma, sempre tive um carinho enorme pelo personagem e parte dele creditada a própria atriz, Mae Whitman, que eu AMO e acho ótima.

Mas dessa sua relação conturbada, tivemos um outro momento que eu considero de extrema importância para o crescimento da personagem e que ilustrou muito bem a fase de transição da mesma, mostrando que Amber já não é mais a mesma e finalmente amadureceu. E esse momento ficou por conta de quando ela se viu ao lado do Ryan, vivendo algo muito próximo do que sua mãe já viveu no passado (até mesmo com o seu próprio pai) e se viu prestes a repetir um comportamento que ela não gostaria de seguir como exemplo para a sua vida, usando exatamente esse detalhe importante como desculpa para não ficar com o namorado naquele momento. não daquela forma. Um discurso que além de lindo foi de extrema importância para a personagem, que no final das contas acabou sim ficando com o namorado, mas somente depois de observar uma série de mudanças na sua vida, todas fundamentais para que enfim ele pudesse fazer parte da sua vida também. (Anotem: Muda antes, fico com você depois. Porque viver tentando consertar alguém, além de exaustivo, não é o ideal para ninguém)

Parenthood - Season 4

Para o Crosby (Dax Shepard, pai do filho da Veronica Mars e por quem eu tenho uma simpatia absurda. Sério, sou desses que cria esse tipo de relação com determinadas pessoas aleatoriamente), as situações também foram todas mais leves, ele que agora vivia o seu sonho ao lado da mulher, Jasmine (Joy Bryant, que é linda e nunca vamos esquecer a música do seu casamento na série. Nunca!) e filho Jabbar (Tyree Brown) ao seu lado, mas que logo teve que abrir espaço para o pesadelo da sogra vindo morar com o casal e obviamente descordando do modo mais solto como ambos estavam criando o Jabbar (inclusive um outro momento bem foufo entre pai e filho nesse caso aconteceu envolvendo algumas questões de diferenças religiosas entre eles, que também foi outro ponto bem bacana e importante para a série). Dessa nova situação da sua vida, também ganhamos um bom momento com a reflexão sobre a dificuldade de uma mulher de meia idade tentando se recolocar no mercado de trabalho depois de tomar aquela rasteira do antigo trabalho para o qual ela praticamente dedicou boa parte de sua vida e tendo que recomeçar em tempos onde tudo anda cada vez mais difícil para todo mundo. Mais bacana do que a situação em si, eu insisto em dizer que são sempre as formas que eles escolhem para fazer com que o personagens da série passem por todas elas e comecem a enxergá-las da forma correta, como aconteceu para o Crosby nessa situação. E no final de tudo, selando a paz com a sogra e o cunhado, ele e a Jasmine acabaram revelando que estão esperando outro filho. #SUPERCÜTE (AMO os crazy eyes do Dax Shepard e o humor do seu personagem. AMO)

Obviamente que em meio a isso tudo tivemos várias outras situações envolvendo as mais variadas questões familiares de todos eles, como a questão de um irmão ganhar mais do que o outro dentro de uma sociedade, ou a cunhada buscando soluções na casa da outra sobre como barganhar com seus próprios filhos (meus pais sempre fizerem isso e negocio qualquer coisa como ninguém hoje em dia, rs), o marido jogando na cara da esposa que ele ficou em casa todos esses anos para que ela tivesse a sua carreira e exigindo ter agora o seu momento (Joel, que é o meu empreiteiro lenhador da barba ruiva preferido do momento. Höy!), nora estabelecendo uma relação mais próxima, do tipo mãe e filha com a sogra (outro momento lindo por sinal) e também questões importantes sobre adoção, que normalmente nós não pensamos até enfrentar o problema de perto mas que é sempre bom ir aprendendo uma coisinha aqui ou ali caso chegue a nossa hora.

Dessa forma, com tudo resolvido apesar de qualquer problema que eles tenham enfrentado durante a temporada, encerramos essa Season 4 de Parenthood da melhor forma possível. Tenho o costume de assistir a série aos domingos, comendo alguma coisa gostosa, lembrando da minha casa antiga ou de alguma situação do passado, boa ou ruim, algo que eu recomendo para todos, mas fato é que eu sempre acabo rindo e me emocionando honestamente com a série desde sempre e acho que ela é uma excelente pedida, talvez a melhor delas, para quem estiver a procura daquele receitinha caseira bem especial.

Recomendo que a série seja assistida acompanhada de uma caixinha de Klennex. Sempre.

#TEAMBRAVERMAN

 

ps: e SIM, para quem estiver se perguntando, teremos uma Season 5 da série. YEI!

ps2: e aqui vocês vão encontrar o que nós já falamos sobre Parenthood no passado: Season 1Season 2, Season 3

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