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The Voice Season 4, Live Semi Final

Junho 17, 2013

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Chegamos a reta final da temporada mais morna do The Voice até aqui e podemos dizer que todos os nossos medos se confirmaram nessa fase decisiva da Season 4. Sim, quase dormimos por boa parte da temporada se não fossem os hits que sabemos cantar e de vez em quando até coreografar e um ou outro candidato que acabamos nos apegando de qualquer forma, mas nessa reta final, acabamos ganhando um pesadelo daqueles, que começou semanas atrás, quando a Sarah Simmons e a Judith Hill acabaram sendo eliminadas e a partir disso passamos a considerar que realmente qualquer coisa poderia acontecer daqui pra frente.

E já começamos a semana com os dois pés esquerdos, com uma performance praticamente interminável do UÓsher que só valeu mesmo pelo seu “moonwalk” perto do final da apresentação que foi bem sensacional (além de engraçado, vai?). Fora isso nos recusamos inclusive a aplaudir mesmo apenas com uma palma o coach megabitch da vez, apesar de sentir quase que como uma premonição que talvez teremos que engolir algo a seu respeito muito em breve. Mas chegaremos a esse ponto depois.

Além disso tivemos uma volta pra casa de cada um dos competidores que voltaram a suas origens para uma visita rápida, experimentando de perto e em casa o efeito “The Voice” em suas vidas e carreiras. Esse que é sempre um momento bem bacana do programa, onde podemos conhecer um pouco mais de cada um deles, além de conhecer também suas origens, algo que eu considero bem importante a essa altura do programa. Sem contar que durante o programa com o anuncio dos finalistas, tivemos saudosas visitas do Nicholas David e do Terry McDermott, com ambos candidatos da tão saudosa quanto Season 3, lançando seus singles no palco do programa. (por falar nisso, gostei dos dois singles, mas o do Terry eu achei bem especial viu?)

Pelo #TeamBlake, o único ainda com dois candidatos na disputa, começamos com uma boa performance do The Swon Brothers, que eles dedicaram a todos os músicos que acompanharam a dupla por todo esse tempo. Uma performance que eu diria até que foi um pouco mais “rocker” do que country e que foi bem bacana, mas não foi nada quando comparada a segunda apresentação da dupla no programa, muito provavelmente inspirados pela volta a casa, onde eles acabaram ganhando em sua cidade uma semana inteira dedicada a dupla, além da tal foto no hall of fame do lugar onde ambos trabalham, que eles haviam comentado um dia desses sobre o fato de ter inclusive uma foto do Blake no começo da carreira e o quanto eles desejavam receber o mesmo reconhecimento um dia. Confirmou! Essa segunda performance foi bem mais calma, também menos country (com menos características country, apesar das raízes estarem evidentes na dupla o tempo todo), basicamente a base de voz e piano. Algo que foi o suficiente para garantir aos irmãos uma vaga na final, a primeira ocupada por uma dupla dentro do programa. #HELLYEAH

Ainda pelo #TeamBlake, tivemos a Danielle Bradbery voltando para casa, de volta a escola onde ainda estuda, também sendo recebida como a grande estrela da cidade. O bacana nessa hora foi perceber que Danielle é realmente uma menina bem pé no chão, centrada e super bem resolvida quantos suas questões familiares, que ficaram evidentes durante a visita a sua casa e mais tarde naquela sua performance no estádio local. Danielle que apesar do apoio e campanha, acabou fazendo uma primeira performance bem meio assim (continuo achando que ela soa a mesma a cada semana, corretinha, mas só aquilo mesmo, sabe?), mas acabou nos ganhando completamente com a sua segunda performance, dedicada ao vivo para os pais que estavam no palco (juntos, um ponto a se ressaltar) e que realmente foi um momento super carinhoso dela e do programa e que ao mesmo tempo não conseguimos entender até agora como é que ela consegue lidar tão bem com tamanha emoção. Sério. Dessa forma, Blake repetiu o feito da Season 3 e garantiu com as performances de Bradbery a segunda vaga da noite para a final, restando apenas mais um espaço para os demais concorrentes.

No #TeamAdam tivemos a Amber Carrington se esforçando, ganhando inclusive o aval da própria Katy Perry (faz ao vivo um dia desses essa mesma música no The Voice, Katy? Faz? Te desafio!) para cantar “Firework” (morro de preguiça, ZzZZZ), que na verdade acabou não acontecendo para ela. Não foi ruim, mas foi só mais uma apresentação, sabe? Seu homecoming também foi bem bacana, mas só eu fiquei assustado com a quantidade de irmãos dela? Talvez seja a inveja de um filho único falando mais alto nesse momento. É, provavelmente sim. Em sua segunda apresentação da noite, Amber voltou a nos ganhar ao som de “Sad” do próprio Maroon 5, que ela executou lindamente e me fez inclusive ficar interessado pela versão original da música, que nunca tinha ouvido, para ser bem sincero. O problema é que novamente Amber apesar de ter se saído muito bem, não repetiu o seu momento “Skyfall” do passado e talvez por isso ela não tenha conseguido a sua sonhada vaga na final, sendo uma das eliminadas da vez, para desespero do Adam, que não ganhou dessa vez a chance de empatar com seu nemesis, o Blake.

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Shaks veio com seu #TeamShakira armado até os dentes com todo o talento da Sasha Allen, que divou durante toda a noite como ninguém mais divou, SORRY! (em caixa alta e piscando, tipo o letreiro dela mesmo mais tarde no programa) Sasha que teve um homecoming mais tranquilo, muito provavelmente por se tratar de uma moradora de NY e não de uma cidade menor qualquer onde as coisas acabam obviamente ganhando uma outra proporção. Mas foi bem foufo vê-la buscando a filha na escola, bem normal e pé no chão, tentando parecer forte mas desabando no choro logo em seguida. Sasha que dedicou um dos maiores hinos da voz da Whitney (não dela, mas mega conhecido por sua inesquecível interpretação) para os filhos e chegou angelical no palco, toda de branco, com arpas e uma performance digna de uma grande diva. Sério, sem o menor exagero.  Na seguida tivemos o seu segundo momento, esse muito mais animado, com a “Sasha Disco” ao som de Donna Summer e uma coreô profissional e animadora, com grandes letreiros ao fundo deixando a sua grande marca no palco do The Voice. Mas infelizmente, toda a grandeza da sua voz e performances inesquecíveis que divaram ao longo da temporada, não foram o suficiente e Sasha também acabou sendo eliminada, encerrando a chance da Shaks de ganhar essa temporada do programa. Shaks que inclusive estamos aguardando ansiosamente por uma performance dos seus quadris que dizem não mentir e ficaremos completamente insatisfeitos se isso não acontecer durante a finale do programa. Por favor hein, produção? Queremos cabelo de leoa selvagem e contorcionismo no palco, apenas.

O que nos leva ao óbvio de que o #TeamUÓsher acabou ficando com a última vaga entre os finalistas, garantida pela Michelle Chamuel. Ela que também teve um homecoming super emotivo, cheio de significados e lágrimas e nos entregou duas boas performances durante o primeiro programa da semana. Mas foram apenas boas, vai? A primeira com menos apelo popular, mas forte, com vocais bacanas, apesar de ainda achar a sua voz fraca em alguns momentos (engraçado que naquele estádio com ela cantando ao vivo e de cara limpa, eu achei tudo lindo!), principalmente quando ela usa aquele timbre mais suave, que mais parece parte da sua respiração e pouco conseguimos ouvir o que ela estava realmente cantando. A segunda poderia soar como qualquer outra coisa, com Michelle dedicando mais um hit da Cyndi Lauper para o seu coach, UÓsher, que vindo dela me pareceu ser bem sincero e por isso deixamos passar. Isso e o fato da tal apresentação ter sido encerrada tão dramaticamente, que foi o que me fez despertar e acabar gostando da mesma. Fato é que Michelle representa o impossível em uma competição como essa, um legítimo underdog, diferente até do que foi o Nicholas David durante a temporada anterior, que teve um papel semelhante até e entendemos perfeitamente o seu grande apelo dentro da competição, algo que junto com o seu inegável talento, justifica e muito a sua vaga como finalista dessa Season 4 do The Voice e pelo andar das coisas, não duvidamos nada que ela saia como a grande vencedora da temporada, embora a ideia de ter o UÓsher como o campeão não seja nada agradável. Mas Michelle é mais legal do que ele, então talvez a gente até deixe passar…

Ao mesmo tempo, precisamos reconhecer que além dessa ter sido uma temporada bem morna do The Voice, o programa vem se tornado cansativo por conta de seus resultados cada vez mais óbvios, onde perto do final, outros fatores acabam se tornando mais importantes do que o talento de cada um dos competidores que vão sobrando dentro do programa e isso não é de hoje que sempre acaba acontecendo. Dessa vez, de um lado temos o novato megabitch UÓhser, apelando ao vivo para os seus seguidores em redes sociais votarem na sua candidatada, algo que até hoje eu não consegui engolir (e acho que o Adam também não), usando métodos bem meio assim de treinar seus competidores, além da postura política passiva agressiva que é bem difícil de engolir e que infelizmente é dele o ticket de ouro da temporada. E do outro temos o Blake, que quando não é absolutamente patriarcal com a sua risada de Papai Noel em alto (bem alto) e bom som, parece um irmão mais velho, do tipo que a gente adoraria ter por perto sempre. Nesse caso, acho que o seu carisma acaba contando e muito a favor dos seus competidores, onde querendo ou não, acabamos torcendo por eles muitas vezes apenas por conta do próprio Blake. Como nessa final por exemplo, que a gente adoraria que ele saísse como o vencedor mais uma vez, apenas para não dar esse gostinho já quase certo para o UÓsher, mas que ao mesmo tempo acabaria desgastando e muito a fórmula do programa, onde caso isso realmente aconteça, talvez seja a hora de considerar uma pausa dele e do Adam para as próximas temporadas, dos quais nós vamos sentir uma imensa falta, mas ao mesmo tempo achamos que podemos nos beneficiar e não ver um dos nossos programas preferidos ever se transformar em algo mais do mesmo. Renovar é preciso e esse não seria o nosso adeus Blake + Adam, fiquem tranquilos, seria apenas umas férias mesmo.

E essa semana só nos resta mesmo é torcer. Se eu arrisco um palpite? Acho que vai dar 1- Michelle 2- Danielle (que eu acho que deveria ser a terceira em qualquer um dos cenários) 3- The Swon Brothers, mas só para não deixar o UÓsher feliz e garantir mais essa vitória para o ego inflado dos 3 metros do Blake, eu gostaria que fosse 1 – The Swon Brothers (meu histórico como um ótimo – auto avaliação – “mixtaper” indo por água abaixo agora, rs) 2 – Michelle  3 – Danielle, apesar de me sentir como uma criminoso torcendo contra a Michelle apenas por causa do UÓsher. (mas estou confiante que ela ganha. Já repararam como ela é sempre a primeira a ser salva? Por isso vou acabar ficando feliz de qualquer jeito, eu sei)

Veremos….

 

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A despedida que The Big C merecia

Junho 12, 2013

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Durante a temporada anterior, reconhecemos que The Big C estava praticamente implorando por um conclusão. Uma conclusão que a gente aguardava desde o seu começo, quando recebemos o diagnóstico da sua protagonista e que na verdade viria a ser o grande “C” da questão. Com uma Season 3 bem desgastante e bastante arrastava, vimos aqueles personagens meio perdidos em plots dramáticos demais e de pouca relevância para a história principal, alguns até repetitivos (como a questão da fidelidade dentro da relação do casal), deixando um pouco a doença de lado para discutir outras coisas naquele momento, muito embora ela nunca tenha desaparecido completamente e tenha voltando com um peso maior quando ao final da temporada (que foi bem meio assim), descobrimos que o câncer da Cathy havia voltado e de uma forma bem mais agressiva.

Nesse momento nascia a Season 4 de The Big C, que viria a ser a tão aguardada temporada de conclusão da série, uma vez que ela já havia rendido bastante até aqui, tendo inclusive desperdiçado uma temporada inteira (sim, eu tenho uma implicância enorme com a Season 3) para nos trazer a essa ponto de resolução para a grande questão ainda pendente na série que sempre foi o plot central da sua trama apesar das distrações. Acho bom reconhecer também nesse caso que embora a série fosse sobre uma mulher que descobriu ter um câncer passando a ter que lidar com essa nova realidade, essas distrações todas tenham aparecido de alguma forma dentro da série (mesmo quando não tão interessantes), mostrando de uma forma bem real e honesta que apesar do diagnóstico, a vida não se resume a apenas isso.

Mas essa nova temporada chegava com um peso maior do que já era de se esperar para a sua resolução que a essa altura já parecia inevitável, com uma redução drástica na quantidade de episódios, que agora seriam apenas 4 para ajudar a encerrar essa história, com o detalhe de que eles seriam estendidos (algo que poderia facilmente se tornar um sacrifício para quem ainda continuava assistindo a série), tendo aproximadamente 1 hora de duração cada um, algo que vindo na sequência de uma temporada custosa como foi a sua Season 3, não soava como uma notícia das mais animadoras, apesar do carinho que sempre tivemos pela personagem e por sua história.

Apesar disso e contrariando totalmente a nossa impressão de que essa poderia ser uma nova temporada difícil de se levar, The Big C conseguiu realizar lindamente a sua temporada de despedida, preparando muito bem o território para essa reta final da batalha entre a Cathy e o câncer, com uma sequência de excelentes episódios, apesar da maior duração ou de qualquer medo que a gente ainda tivesse como resultado da nossa experiência com a série durante a temporada anterior. (a essa altura já deu para perceber que a minha mágoa com a terceira temporada é realmente grande, não deu?)

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Recém operada, ainda em recuperação porém, recebendo a triste notícia de que a sua recuperação não havia correspondido ao tratamento, encontramos Cathy enfrentando a realidade de cara limpa, aceitando que o final da sua história realmente não poderia ser tão feliz como ela (e todos nós) ainda gostaria que fosse, mas o pouco de vida que ainda lhe restava poderia sim ser muito feliz, mesmo que houvesse a chance dele acabar a qualquer momento. E foi lindo ela encontrando o seu médico na quimioterapia, ele que naquele momento também ocupava a vaga de um paciente, revelando também ter descoberto um câncer, algo que acabou explicando muito bem a forma como ele a havia tratado em sua última consulta, que foi quando a personagem optou por abandonar o tratamento que pouco poderia fazer por ela àquela altura (algo que é sempre bom de lembrar), a não ser trazer mais dor e sofrimento. Uma decisão difícil, apesar de soar como prática, que é bem importante de ser mostrada e principalmente na TV, sem tentar encorajar ninguém a seguir o mesmo caminho e apenas ilustrando que essa também é uma possibilidade em alguns casos onde a cura já não é mais possível.

A partir disso ganhamos uma Cathy cada vez mais debilitada, apresentando dia após dias o avanço da sua doença, que aos poucos foi a deixando cada vez mais fraca e com uma série de efeitos colaterais, alguns tragicômicos, como a cena com ela no pula-pula no aniversário do filho e outros bem tristes, que acabaram nos dando aquele aperto no coração, como as limitações físicas e os lapsos de memória da personagem, em um trabalho de atriz absolutamente sensacional da Laura Linney, que a gente tinha certeza que quando chegasse a hora, seria capaz de encarar essa outra fase da sua personagem lindamente (Clap Clap Clap). Antes disso, enquanto ainda lhe restava alguma força, apesar de ter desistido do tratamento, a personagem também acabou deixando bem claro que ela não havia desistido da vida e seguia o seu caminho tentando realizar pequenas coisas que ela havia deixado passar no passado e que agora poderiam e deveriam ser encaradas como a meta da vida que ainda lhe restava, onde entre outras coisas, ela acabou estabelecendo que gostaria de resistir até pelo menos ver o filho se formar no colégio, já que muito provavelmente não poderia alcançar nenhuma das outras etapas importantes da sua vida adulta.

E foi linda a forma como todos os personagens reagiram a esse momento da Cathy, demonstrando claramente a dor de ser obrigado a observar de perto alguém que se ama piorando aos poucos e ao mesmo tempo estando todos eles bastante solidários e respeitosos quanto à escolha de Cathy naquele momento. Paul foi colocado meio que de lado nessa hora, uma vez que suas questões já estavam todas aparentemente resolvidas, inclusive o seu casamento, que a essa altura já não era mais o mesmo, apesar do companheirismo e da cumplicidade do casal ter sido mantido até o final. De forma bem prática também, Cathy acabou tentando controlar o que ela achava que ainda era possível e até tentou arrumar uma nova mulher para o ex marido, mas ele acabou entendendo que aquele não era o momento e esse novo ciclo da sua vida com uma outra pessoa qualquer poderia esperar um pouco mais para acontecer, já que naquele momento, uma outra pessoa que ele amou por boa parte da sua vida, estava precisando bem mais da sua presença. (mas foi bacana que para ela, a sua meta foi cumprida do mesmo jeito)

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Andrea também já estava se estabelecendo, agora vivendo com uma estudante de moda, longe de casa e enfrentando alguns problemas com sua colega de quarto, mas nada que tenha ganhado um destaque maior do que merecia. Para ela acabou sobrando o plot de tirar alguma lição dessa situação toda, que foi quando ela acabou se inspirando na morte em uma de suas criações, com a Cathy aparecendo de surpresa no último momento, servindo de modelo para o seu design (que ela havia escolhido como a roupa do seu funeral), em outro grande momento dessa reta final da série. Sean também esteve mais a parte, apesar da sua história paralela como doador voluntário de órgãos e o personagem realmente só acabou se destacando mesmo quando colocado ao lado da irmã enfrentando as dificuldades do estágio avançado do seu câncer, sendo o seu cúmplice em pequenas aventuras (o plot da girafa foi ótimo) e simplesmente permanecendo como sua fiel companhia até o final.

Uma cumplicidade tão forte que foi para ele que Cathy acabou pedindo o impossível, que seria acabar com a sua vida para que ela não sofresse mais, uma vez que a essa altura a personagem já estava até vivendo longe de casa, em uma espécie de clínica de recuperação/asilo, com toda a frieza que se espera de um lugar como esse (aliás, ótima a lição que ela deu naquele enfermeiro). Algo que Sean chegou até a considerar como possibilidade e ambos passaram inclusive a estudar a hipótese juntos, mas obviamente que ele não acabou colocando o plano da irmã em prática, algo que não seria nada justo com ambos os personagens. Nesse momento, The Big C acabou incluindo também questões de fé dentro da série, aproveitando o momento de total fragilidade da Cathy, algo que até poderia soar de forma errada mas dentro dessas circunstâncias todas e lembrando toda a mitologia da série (não era de hoje que a personagem mantinha uma relação próxima com o lado de lá…), não poderia ter sido mais adequado e ou comum pensando também em situações semelhantes para quem enfrenta esse tipo de problema. E foi nesse momento também que a personagem percebeu que apesar da dor, do sofrimento e de tudo de ruim que a doença lhe trouxe, ela que achava que estava pronta para morrer (como sua colega de quarto, bem mais velha e que também teve um ótimo final), acabou percebendo que não, que ainda era muito cedo para se despedir e que apesar do seu estado e da falta de força, ela ainda tinha vontade de viver e realizar diversas outras coisas na vida, percebendo o quanto injusto seria ter que abandonar todos esses sonhos ainda tão cedo. Uma reflexão bem bacana  e muito apropriada para quem passa por esse tipo de situação tão cedo na vida (eu imagino), mesmo que cedo para você seja do alto de seus 80 anos, porque sabemos que sonhos, vontades e desejos não tem idade, não é mesmo?

Agora, um outro personagem que acabou ganhando um destaque importante durante essa reta final de The Big C foi mesmo o Adam, filho do casal. Adam que antes não passava de um adolescente meio assim (apesar de sempre ter se envolvido de alguma forma com a situação da mãe), tentando seguir a vida com seus dramas adolescentes todos enquanto tudo aquilo estava acontecendo em sua casa, mas que dessa vez acabou ganhando uma importante redenção até para a história do personagem, com ele sendo obrigado a crescer e se aproximando cada vez mais da mãe, que ele sabia que poderia não estar ao seu lado por muito tempo.

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Da volta dos dois personagens até aquele depósito que descobrimos ainda durante a Season 1, onde Cathy havia deixado presentes para a vida do filho que ela sabia que muito provavelmente não poderia acompanhar (o detalhe da carteira foi muito “MÃE”, não?), até o simples detalhe dele ter guardado o lenço da mãe na gaveta, todos esses momentos entre os dois foram extremamente emocionantes e de uma doçura sem igual, algo importante para o personagem e que a Cathy merecia receber como reconhecimento pelo seu belo trabalho como mãe. E se a gente já tinha se emocionado com o Adam durante esses momentos, as lágrimas realmente começaram a escorrer quando ele foi de madrugada no quarto da mãe na tal clínica, só para colar o seu mural de fotos no teto (aquele da nova abertura da série), da mesma forma como ela havia feito em casa e mais tarde, agora já durante o series finale, eu confesso que foi praticamente impossível controlar essas mesmas lágrimas quando descobrimos que Adam havia duplicado a sua carga horária na escola, só para conseguir se formar mais cedo, realizando o grande sonho da sua mãe e pegando todo mundo de surpresa em casa. E aquele olhar de “missão cumprida” da Cathy para o filho nessa hora, foi mesmo de arrepiar. (♥)

Durante o episódio final, ainda tivemos tempo para conhecer o pai da Cathy, com o qual ela vivia uma relação meio assim (achei importante a família ter aparecido nessa hora), mas que a essa altura já não havia mais o porque manter qualquer tipo de mágoa (algo que ficou para o Sean perpetuar pela vida, rs). E a resolução entre os dois foi tratada tão lindamente com aquele cheque das flores que ele havia se recusado a pagar durante o seu casamento no passado, de forma bem simples e cheia de significados para os momentos finais da personagem, que se aproximavam para a sua conclusão. Apesar de todos esses bons momentos, confesso que esse episódio final foi o mais falho entre os quatro últimos episódios da série, talvez pelo aparecimento desse lado mais espiritual ou qualquer coisa do tipo, que pode ter diferentes significados para qualquer um e uma série como The Big C talvez nem precisasse utilizar desse recurso, muito embora ele seja totalmente justificável e aceitável. Talvez por isso eu não tenha gostado muito da cena final da série, com a Cathy reencontrando o tal cara do barco do final da Season 3, com o qual ela vinha se deparando constantemente, quase como um presságio.

Apesar disso, foi impossível não se emocionar com a despedida da personagem, com o Paul carregando suas flores preferidas (as tais que o pai não quis pagar no casamento), imaginando por um instante ainda ter encontrado a mulher viva em casa, mas se deparando com a notícia de que ela havia morrido minutos antes, em casa, sem ninguém por perto além da enfermeira, do jeito que ela desejou. Um final extremamente emocionante, cheio de significados diferentes para cada um, mas que realmente acabou sendo o final que The Big C merecia ter ganhado, apesar de qualquer tropeço e a essa altura ficamos mais do felizes que a série tenha ganhado esse tempo a mais para encerrar a sua história tão dignamente e de forma extremamente carinhosa, real e absolutamente respeitosa. Um final verdadeiramente feliz, apesar dele não corresponder exatamente a nossa torcida pela personagem.

R.I.P The Big C

 

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The Voice Season 4, Live Top 6

Junho 10, 2013

The Voice - Season 4

Semaninha difícil essa no The Voice, hein?

Não sei se porque boa parte dos meus candidatos preferidos dessa Season 4 já foram eliminados, alguns inclusive inexplicavelmente, mas nenhuma semana foi tão custosa quanto essa das apresentações do Top 6. Se a temporada até aqui estava bem morna, uma reclamação recorrente ao longo da mesma, nessa semana eles realmente esfriaram de vez, tanto que a eliminação foi super óbvia, quase preguiçosa e totalmente previsível. Sem contar que foi quase desanimadora, com o anúncio de que dessa vez, apenas um deles seguiria para casa, talvez pelo susto que acabaram tomando na semana passada, quando duas das maiores e melhores vozes dessa Season 4 do The Voice acabaram se despedindo. Mas não deveriam ter pensando nisso antes?

E de certa forma, bastava fazer as contas para se ter uma ideia do que poderia acabar acontecendo essa semana, já que os números eram Shaks, Adummy e UÓsher com apenas 1 representante em cada um de seus times e o Blake com uma larga vantagem além dos seus três metros de altura (Höy!), com 3 participantes ainda sobrevivendo em seu time, retendo metade do atual elenco da temporada e a transformando praticamente em um semi mini festival country. Claro que a essa altura não há regras em relação as eliminações a não ser o apelo popular de cada um deles (e a ajudinha de alguns coaches nas redes sociais, como vimos o UÓsher fazendo covardemente recentemente), mas estava mais do que na cara que o #TeamBlake tinha grandes chances de não permanecer o mesmo por mais uma semana consecutiva.

Essa semana também eles tiveram a chance de se apresentar duas vezes no palco, sendo uma delas a partir de uma escolha própria de repertório e a outra obedecendo a escolha de seus coaches. Nesse caminho, com o time do Blake assumidamente country, tivemos uma tomada do palco pelo seguimento, que acabou reinando durante essa semana e talvez por isso tenha sido tudo tão meio assim (justifico aqui a minha falta de conhecimento e ou interesse no assunto). Mas não foi só isso e acho importante que os outros coaches se atenham mais aos detalhes porque dessa vez, tomando um espaço que havia sido do Adam durante a temporada anterior, Blake veio apostando tudo na teatricalidade do seu time, com performances grandiosas e cenários de longe muito mais elaborados do que qualquer um dos demais concorrentes e essa diferença entre eles, além do número muito maior de performances por conta de um time com mais integrantes (o seu time foi responsável por seis delas por exemplo, fora aquelas em grupo ou em dupla que sempre acabam acontecendo) ficou visível a diferença e o cuidado que todas elas acabaram recebendo a mais por parte do Blake do que os outros participantes receberem de seus respectivos coaches. Será que existe cota?

Como sobrevivente do #TeamUÓsher tivemos a Michelle Chamuel nos entregando uma dos grandes hits do Keane, mas apesar de ainda se identificar como uma artista indie (algo que nunca me pareceu muito justo porque não foi como conhecemos a candidata ao longo da temporada), Michelle não conseguiu convencer se arriscando dentro desse tipo de repertório. A voz permaneceu pequena, contida, com um vibrato estranho (pra mim) em determinados momentos e uma dramaticidade que não convenceu, apesar de ter sido aplaudida e muito até, provando que o carisma é realmente muito importante nessas horas. Algo que se repetiu durante sua segunda apresentação da noite, essa bem mais dentro do que ela tem proposto ao longo da temporada, dessa vez ao som de Taylor Swift, que nos agraciou com a sua presença e carisma de uma alface lisa durante os ensaios. ZzZZZ. Mas essa foi uma apresentação bem superior a primeira, mais solta e dentro do que imaginamos Michelle fazendo dentro da sua carreira, o qual ela deveria assumir mais ao invés de tentar ser vendida como uma artista indie, que parece ter mais a ver com a sua personalidade do que com a sua música.

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Adam veio magoado essa semana, mas tentou se conter depois da sua declaração “super polêmica” dizendo que odiava a America antiga pelos resultados que afetaram o seu time durante a semana anterior (e quem não odiou, incluindo a própria America antiga nessa questão, hein?). Mas foi bacana vê-los não levando nada daquilo a sério, ao contrário da imprensa, que só falou disso depois do acontecido, algo que eu cheguei até a considerar que talvez acabasse o prejudicando de alguma forma. Mas Amber Carrington, a única sobrevivente do #TeamAdam a essa altura (a última escolha dele para o seu time no começo da temporada e pela qual nenhum dos outros se interessou no passado, tisc tisc), também é dona de um talento inegável, mesmo que a princípio ela não tenha nos convencido tanto assim do que seria capaz de mostrar. Apesar do seu grande momento ao som de Adele durante o episódio anterior, Amber foi prejudicada pelo repertório, bem meio assim, apesar de ter sido lindo o Adam escolhendo algo do Skid Row para que ela se apresentasse durante essa semana. Duas apresentações fracas diante do poder que havia aparecido no seu momento anterior naquele palco, mas muito bem executadas e OK, apesar do figurino pavoroso da sua segunda performance da noite. (#CREDINCRUZ)

Shaks parece que vem criando realmente a nova Sasha Fierce, porque a sua Sasha Allen tem estado #UNFIRAH naquele palco. Cantando Aretha, de amarelo, Sasha esteve linda, com aquela voz poderosa de sempre, nos hipnotizando com o seu talento que de vez em quando chega a assustar em meio ao seus berros durante suas performances, que sim, assustam, mas não irritam, muito pelo contrário. Na sequência, foi a vez dela mostrar realmente a que veio e talvez quem ela sonha em ser um dia, com uma performance extremamente sexy para o #TeamShakira, com direito a uma despida no palco, botas pretas até as coxas (Blake ficou animadíssimo e só eu acho que toda vez que a Sasha canta qualquer coisa mais assim, o UÓsher fica tentando esconder uma provavel ereção? Shaks também, mas essa não se importa em mostrar, rs) e uma letra cheia de rancor, que todos nós gostamos de cantar nos imaginando exatamente naquelas condições (ela cantando para o Adam no final foi ótimo e as provocações do Carson com ele a respeito da Sasha já ter sido do seu time também, rs). Eu pelo menos confesso da minha parte que sim, rs. #HELLYEAH

No #TeamBlake tivemos as performances mais bem trabalhadas da noite, com cenários sensacionais e super bem produzidos, mas que ao mesmo tempo acabaram deixando a desejar em seu repertório e força. Holly Tucker voltou acreditando que ela tinha uma personalidade mais forte do que aparenta ter e alguém realmente precisava avisá-la que se essa personalidade realmente existe dentro dela, anda tão escondida que até agora não conseguimos encontrar. Danielle Bradbery já nos provou que é exatamente aquilo, uma menina de 15 ou 16 anos que sabe cantar direitinho, mas só aprendeu a cantar de um único jeito, sem explorar novas nuances ou diferentes vertentes com a sua voz, algo que é visível que ela ainda precise de mais experiência para adquirir com o tempo e por isso também foi bem chatinha durante essa semana, apesar de aparentemente ser a nova queridinha da America, desde que apareceu pela primeira vez no programa e talvez inclusive seja uma das possíveis finalistas. Se cuida Taylor Swift! Já o The Swon Brothers essa semana fizeram uma excursão para o interior do interior e estiveram praticamente regionais em suas performances, que apesar de muito bem executadas (aquele Salloon da primeira delas foi ótimo) como sempre, também não chegou a empolgar ou nos impressionar como eles fizeram quando se arriscaram ao som de Eagles um dia desses. Mas para ser justo, quando em “trio”, contando com a participação da Holly durante o episódio da terça, eles estiveram todos bem melhores. E como se o #TeamBlake já não estivesse super completo e praticamente dominando essa etapa da nova temporada, ainda tivemos o retorno da Cassadee Pope, vencedora da Season 3 (ela que teve o Blake como seu coach) para o palco do The Voice, cantando seu primeiro single. Boa sorte, Cassadee! (e o Blake pedindo votos para ela foi ótimo também!)

E com performances bem meio assim, se a gente já não contasse que o #TeamBlake acabaria sendo obviamente o time prejudicado da vez, talvez a gente até ficasse em dúvida sobre quem deveria ser eliminado durante essa semana, exceto pela Michelle e a Sasha, que definitivamente tiveram seus momentos de destaque essa semana (algo que vem se repetindo com frequência, apesar daquela performance completamente meio assim das duas como dupla ao som de Madonna antiga durante o segundo episódio da semana), mas a vaga para uma excursão para o olho da rua dessa vez acabou sobrando para a Holly Tucker, que apesar de super talentosa e dedicada, realmente deixava e muito a desejar em termos de carisma e nunca conseguiu nos convencer do contrário. Sorry Holly! Para ser bem justo, essa foi a eliminação que deveria ter acontecido durante a semana anterior, com apenas um deles saindo e esse um sendo a Holly…

Agora restam apenas 5 e algo me diz que essa semana talvez um deles acabe sem ninguém em seu time. Veremos…

 

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E valeu mesmo a pena dar aquela chance para The Mindy Project?

Junho 7, 2013

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Digamos que se não fosse a nossa amizade antiga e o carinho que sempre tivemos pela Mindy Kaling, talvez a história da sua série a essa altura não fosse a mesma. Pelo menos não com a gente. Quando assistimos o piloto, percebemos que a ideia de The Mindy Project até que parecia ser bacana (ou parecia ter alguma chance de se tornar mais bacana), nada demais também, sem nenhuma grande inovação ou ideia genial, mas ao mesmo tempo sentimos que a nova série, principalmente pela assinatura da Mindy Kaling, poderia se tornar uma boa opção de comédia desde que tivesse algum tempo a mais para se desenvolver, porque o seu piloto apesar de não ter nos ofendido em nada, não foi exatamente dos mais animadores também. Mas sabíamos que apesar de tudo, Mindy era o tipo de garota que merecia a nossa atenção, por isso resolvemos dar essa chance para ela. (sabe quando você quer gostar mais do que acabou gostando a princípio de qualquer coisa? Então… apesar da espera não ter sido um grande esforço também, algo que se tivesse acontecido, mas nem a nossa amizade imaginária com a Mindy teria resistido, rs)

Mas confiamos e continuamos seguindo a temporada, que não começou muito bem e já logo de cara foram necessários alguns ajustes para que ela seguisse em frente (alguns sugeridos pelo próprio canal) e tivesse alguma chance de permanecer na grade. O lado mais comédia romântica antiga da série teve que ser deixado mais de lado, a linguagem precisou ser ajustada e alguns personagens precisaram sair de cena (alguns até voltaram de vez em quando, como a amiga casada e com filhos…) para que a coisa toda fosse ganhando uma outra cara. E vamos combinar que essa ideia de fazer uma série com uma personagem que se baseava em sua memória afetiva de comédias românticas, apesar de ser bem bacana, poderia também acabar custando bem caro (imaginem problema em relação aos direitos autorais daquelas imagens dos filmes que apareceram na série de vez em quando? Isso considerando mesmo os que fossem da casa…), além de poder também acabar limitando seus caminhos e a própria abordagem da série com o tempo.

Mindy (Mindy Kaling) nunca foi o grande problema em questão nesse cenário, uma vez que a personagem em pouco tempo acabou sendo definida com aquela aura quase que completamente fútil, mas ao mesmo tempo foufinha, bem profissional quando necessário (sem ser chata ou pedante) e extremamente feminina, do tipo bem fácil de se identificar (mesmo que você não seja tão feminina, rs), ainda mais com o recurso do humor, assunto que nós sabemos pelo seu histórico que a Mindy Kaling entende e muito bem. E um humor gostosinho apesar de bem fácil, sem muito compromisso (principalmente no começo), do tipo bem guilty pleasure mesmo, que basicamente foi o que acabou nos segurando enquanto sua audiência por um bom tempo, algo que talvez não fosse o suficiente para uma outra série novata de comédia qualquer.

Apesar disso, os personagens mais secundários e até mesmo os mais importantes, os dois médicos sócios da Mindy na clínica, precisaram de alguns ajustes. Danny (Chris Messina) foi ficando cada vez mais carrancudo no começo da série, um homem bem a moda antiga, do tipo que as nossas mães adorariam ter como genros, mas que pra gente considerar qualquer coisa além do óbvio (sempre opcional, claro), precisava de alguns ajustes. Alguns não, vários, a começar por uma postura bem menos machista, diferente da que o personagem sustentava a princípio e que precisou também ser mais deixada de lado para que a gente criasse algum tipo de empatia com   ele.

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Jeremy (Ed Weeks) nos ganhou logo de cara pelo sotaque, mas também por ser um tipo de “Mindy de calças bem cortadas, ajustadas e europeias”, meio superficial e dono de uma alma bem mais feminina do que o Danny, por exemplo. Mas a verdade é que o personagem foi praticamente abandonado ao longo da temporada, provavelmente por não terem conseguido um par a altura para o mesmo, que ficou vagando entre alguns personagens bem menores (como a recepcionista que sobrou na série), antes de ser colocado ao lado do Morgan (Ike Barinholtz), que foi quando ele voltou a ganhar alguma força. Morgan que é meio que o Andy de Parks And Recreation dentro de The Mindy Project e tem exatamente o mesmo perfil, mudando apenas o cenário. Mas apesar das semelhanças, ele sempre acaba funcionando justamente por ser o alívio cômico da parte do humor totalmente sem limites da série, que a partir de um certo momento, resolveu recorrer a esse perfil mais pastelão, algo que poderia ser um risco enorme para a série que ainda não havia se estabelecido.

E para a nossa surpresa, foram exatamente nesses momentos mais pastelão que a série conseguiu se dar muito bem, algo que costuma funcionar ao contrário para séries do tipo. Naquele episódio de Natal por exemplo (1×09 Josh and Mindy’s Christmas Party, que contou ainda com a ótima participação da Erin de The Office), com a festa no apartamento da Mindy, com todos convidados e colegas de trabalho, que foi quando descobrimos que o seu namorado da vez, Josh, na verdade era um verdadeiro cretino (algo que na época eu achei uma pena, porque ele era ótimo) e por esse motivo tivemos um dos primeiros momentos com esse humor mais pastelão e escrachado na série, algo que quase que inexplicavelmente, acabou funcionando e muito bem para aqueles personagens e a série começou a se encontrar a partir desse ponto.

A outra parte da série, aquela com as tentativas no amor da Mindy continuou sendo bem bacana, mesmo tendo abandonado aquele estereótipo das comédias românticas das quais a personagem se dizia fã. Um abandono que não foi por completo e a certa altura ganhamos o episódio “Harry & Sally” de The Mindy Project (1×13), que além de tudo marcava o encontro da atriz com o seu parceiro de trabalho de longa data, o B.J. Novak (The Office), que é claro que na série seria mais uma das tentativas furadas de romance da personagem. Plot que acabou durando dois episódios até (1×14 Harry & Mindy) e além de ter sido super divertido e de ter contado com as participações das atrizes Allison Williams (Girls, que a Mindy fez questão de deixar “caolha” na série assumidamente para tentar sabotar a sua beleza, que mesmo assim permaneceu praticamente intacta, rs) e a Eva Amurri Martino, filha da Susan Sarandon, nos trouxe também um texto excelente e que de quebra ainda ilustrou perfeitamente a relação da própria Mindy Kaling com o B.J; Novak e a forma como todos nós nos confundimos o tempo todo em relação aos dois, rs.

Outra dinâmica bem bacana que eles conseguiram encontrar dentro da série foi a rivalidade com a outra clínica que ocupa o mesmo prédio que a deles, ela que trabalha com uma medicina completamente alternativa, algo que eles repudiam fortemente e que apesar da Mindy ter até tentando alguma coisa com um dos irmãos sócios da tal clínica (inclusive participando de um dos seus tratamentos “naturais”), acabou nos rendendo uma rivalidade ótima para a mitologia de The Mindy Project.

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A participação de todos os seus boys magia também foram excelentes para a série (assim como as participações especiais, como o Ed Helms e o Seth Rogen. Mas só eu fiquei esperando uma participação mais do que especial – e magia – do John Krasinski na série? Ouvi dizer em uma das entrevistas da Mindy que ela pediu para ele tentar convencer o Messina a participar do projeto no passado…), a começar pelo Josh, que eu achava ótimo até descobrir seus probleminhas (ela visitando ele na rehab foi outro momento excelente), assim como aquele que descobrimos ser garoto de programa, que foi outro daqueles momentos meio comédia sem limites bem bons dentro da série. Mas ao mesmo tempo em que Mindy foi se aventurando com novos personagens (inclusive tivemos uma volta excelente do personagem do Bill Hader mais perto do final), eles sempre deixavam transparecer um climão entre ela e o Danny Castellano, que apesar de nunca ter acontecido nada entre eles além de uma consulta ginecológica super detalhada com a Mindy como sua paciente, de alguma forma sempre esteva no ar. Só não entendi até agora o porque que eles trouxeram a Chloë Sevigny para interpretar a ex mulher do Danny sendo que em quase nada a atriz foi aproveitada na série. Será que não deu tempo ou na verdade a Mindy só estava tentando jogar na nossa cara o quanto ela é muito bem relacionada? Não duvido nada se algum dia a Lena Dunham não acabe aparecendo por lá, ou mais alguém do elenco de Girls, tipo a Shosh, que na verdade seria uma excelente nova melhor amiga para a Mindy.

Apesar de alguns bons momentos ao longo da temporada, The Mindy Project só foi conseguiu se afinar mesmo lá pelo episódio 19 (1×19 My Cool Christian Boyfriend) dessa Season 1 de 24 episódios, onde a partir daquele momento a série justificava e muito bem a nossa permanência enquanto sua audiência. E foi com aquela divertidíssima e totalmente fora de controle visita a uma penitenciária feminina que a série conseguiu encontrar a sua melhor fórmula, com todos eles muito bem afiados e enlouquecidos em meio ao caos que se tornou aquela visita. Sério, quando uma das detentas cortou um tufo enorme do cabelo da Mindy, eu tive praticamente um ataque de riso aqui, de verdade.

A partir disso, a sequência de episódios que encerrou a série foram todos excelentes, verdadeiramente os melhores da sua temporada de estréia, com boas piadas para todos os personagens e histórias paralelas bem bacanas, sem contar o namorado pastor/missionário/padre da Mindy (Casey/Anders Holm, que é ótimo por sinal), que é realmente excelente e aquela cena do chuveiro entre os dois, nada fantasiosa e super realista, também foi excelente! Sem contar o plot da barraca, com ele derrubando o óculos dela com uma parte do corpo no mínimo curiosa, rs.

Em determinado ponto da temporada, cheguei até a pensar se a Fox não teria apostado demais na série, com a compra de uma temporada completa logo de cara, uma vez pouco tempo depois da sua estreia, o próprio canal exigiu algumas mudanças e adaptações para que a série continuasse na grade, o que demonstrava que talvez se eles tivessem apostado em uma temporada mais curtas (13 ou 16 episódios), tudo poderia ser diferente. Mas ao julgar pela salvamento da série só ter acontecido de fato á beirando o episódio de número 20 (salvamento por parte da qualidade da série mesmo), ficamos agradecidos que eles tenham acreditado da forma certa no trabalho da Mindy Kaling, que realmente merecia esse crédito. (You go girl!)

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E The Mindy Project conseguiu encerrar a sua temporada de estreia até que muito bem, nos entregando um final todo bonitinho, com resoluções foufas para os personagens e ainda deixado no ar a possibilidade de existir algo mais entre ela e o Danny, que a essa altura a gente já tem certeza que de fato existe. Fazendo uma comparação rápida com a sua colega de canal New Girl, podemos dizer que The Mindy Project apesar dos tropeços e da demora para de fato deslanchar e encontrar o seu caminho, pelo menos nunca chegou a nos ofender como New Girl em seu passado (presente também, porque eu bem andei assistindo um ou outro episódio da série, que continua a me ofender, não tem jeito) e tendo melhorado tão consideravelmente como fez perto do final da sua Season 1, chegamos até a ficar animados com o que podermos encontrar durante a Season 2, garantida pela Fox para a próxima Fall Season. E se for para continuar assim, a série tem tudo para se tornar realmente o nosso mais novo guilty pleasure.

 

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Smash(ed)

Junho 5, 2013

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Smash encerrou sua curta história de duas temporadas na TV nos provocando descaradamente, mesmo tendo entregue uma segunda temporada bem meio assim, para não dizer péssima logo de cara, sem antes argumentar, como se ainda estivessem acima de qualquer coisa, no lucro, dizendo em seu número de encerramento que bastava entregar um grande final para que a audiência esquecesse todo o resto. Mas será que só isso realmente seria o suficiente para esquecermos de fato tudo o que foi essa Season 2 que encerrou de vez Smash?

Começamos reconhecendo logo de cara que essa segunda temporada da série sobre os bastidores de um musical na Broadway foi muito, mas muito custosa, do tipo que nos fez questionar o tempo todo o porque que continuamos diante da TV durante aqueles pouco mais de 40 minutos semanais. Isso quando não cochilamos ou desviamos nossas atenções para uma partida de Tetris invertido ou quem sabe matar a saudade do ICQ. É claro que em meio a uma temporada bem medíocre, o fator “Broadway” sempre acabava nos cativando e nos prendendo de alguma forma, por motivos óbvios é claro de muitas luzes piscando ao mesmo tempo, gente cantando invejavelmente como se não estivesse fazendo o menos esforço, um dia como outro qualquer milimetricamente coreografado, realizando de alguma forma a nossa fantasia de viver dentro de um musical pelo menos por um dia (sonho!), ou qualquer coisa do tipo. É claro que tudo isso sempre acabava nos distraindo de alguma forma, mas digamos que se a Broadway fosse realmente metade do que Smash foi durante essa Season 2, muito provavelmente suas luzes não continuariam acesas até hoje.

Durante a Season 1, reconhecemos que a série começou muito bem, nos trazendo a dança das cadeiras sobre quem de fato acabaria com o tão sonhado papel da nova Marilyn no teatro e enquanto isso, acompanhamos também toda a produção que um musical desse porte costuma ter, com as inúmeras brigas e desentendimentos envolvendo sua produção e os vários acertos e ajustes que são necessários para montar um espetáculo como Bombshell. E ao mesmo tempo em que enxergamos tudo isso, observamos e apontamos também diversas falhas que a série cometeu já em sua temporada de estreia, falhas que precisavam ser acertadas para que o show pudesse continuar, fazendo com que todos ainda continuassem interessados nele pelos motivos certos e não por um apelo ou atrativo certo qualquer.

Plots bem falhos, personagens insuportavelmente insuportáveis, histórias sem a menor força, números musicais ultrapassando todas as barreiras do ridículo (lembram do número Bollywood, com todo o elenco principal reunido pela primeira vez? #CREDINCRUZ), tudo isso precisava mudar e eles já encerraram a Season 1 anunciando uma série de cortes animadores no elenco, como o insuportável do assistente bi hétero gay Ellis, o marido bunda molão da Julia e seu filho adolescente que só tinha cara de velho mas eles juravam que era um adolescente (sério, eles mesmo chegaram a admitir e dizer isso na série), além do DiMaggio, a única despedida sentida por todos nós. Além disso, houve também uma troca de roteiristas e a espera de um tempo maior para que a Season 2 fosse realizada, algo que nos deixou com uma pontinha de boa esperança, aguardando pela nova temporada.

Até que ela finalmente chegou e nesse momento, toda essa esperança foi desaparecendo sem precisar fazer muito esforço, porque logo de cara, ainda na estreia da Season 2, Smash infelizmente já nos dava indícios de que continuava a seguir um caminho que não nos agradava em nada. Os plots continuavam capengas, alguns deles, que inclusive nos foram apresentados durante a season finale da temporada anterior como cliffhangers, foram abandonados descaradamente, sem nenhuma explicação (tipo a Ivy viciada em remédios) e mesmo com cartas de demissões entregues ao final da primeira temporada, ainda tivemos a breve reaparição de personagens meio assim (sim, estamos falando do marido da Julia que reapareceu durante a premiere e mais para a metade da temporada, recebemos também uma visita constrangedora e totalmente desnecessária do filho da Julia) e uma série de pequenas correções que precisavam ser feitas mas que eles pareciam continuar ignorando, mesmo com todas as mudanças em sua produção e tendo ganhado mais tempo para que esses ajustes fossem feitos.

A partir disso, a própria série foi se auto sabotando ao poucos em suas novas tentativas de finalmente dar certo, destruindo inclusive o pouco que permanecia OK dentro da sua própria história. Vejamos o caso da Julia por exemplo, ela que esteve envolvida com 3 dos personagens que foram eliminados da nova temporada e mesmo assim continuou sendo bem bacana, mérito é claro que da atriz Debra Messing, que interpretava a sua nova Grace com maestria na série (duas verdades: Julia era a nova Grace, fato e sorry e Debra consegue fazer o tipo muito bem mesmo, conseguindo se distanciar completamente do seu núcleo totalmente meio assim) e mesmo sendo a única sobrevivente do seu núcleo (familiar) acabou logo de cara ganhando o plot de que o seu trabalho a frente de Bombshell era o pior do musical (sério que alguém comprou isso?) e que tudo o que precisava melhorar estava em suas mãos. (praticamente uma mea culpa por parte dos roteiristas)

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Sem contar que o passado da personagem envolvendo a traição do marido (por parte dela), acabou tomando proporções completamente fora de propósito, com Smash querendo nos fazer acreditar e engolir que toda a sociedade da Broadway estava preocupadíssima com o caso de traição (vejam bem, segundo eles, só se falava disso nos bastidores) e estavam sabotando a Julia e por consequência todo o musical pelo motivo da moral e dos bons costumes teatrais, isso a ponto deles serem quase expulsos da “sociedade teatral” exatamente por esse motivo. Sério, Smash se passava na Broadway ou em uma seita religiosa dessas bem ignorantes? Com isso, sua personagem acabou ficando completamente pouco profissional (a série inteira pareceu ser bem anti-profissional durante essa temporada), sempre envolvida sexualmente com seus colegas de trabalho quando não gays (detalhe importante a se levantar, caso contrário acho que nem o Tom teria escapado), com tentativas de plots românticos com todos os que cruzaram o seu caminho profissionalmente (que vergonha), tornando a personagem como uma espécia de “Maria Dramaturgo”. EW! Lembrando que Julia não era uma iniciante na Broadway e já tinha certa experiência no assunto, além desse nunca ter parecido ser o perfil da personagem.

Sua outra metade, Tom (que nessa versão é o seu Will, só que mais Jack do que Will, convenhamos…) continuou sendo o mesmo foufo de sempre, até que começou a experimentar o poder de estar a frente do show, que foi quando ele acabou sendo nomeado a diretor do musical e tudo ficou ainda pior. Do músico fofinho apaixonado pela arte, Tom se tornou qualquer outra coisa do tipo incontrolável, as vezes sendo querido, querendo a participação de todos envolvidos com o projeto e logo em seguida perdendo o controle da situação e não sabendo mais o que fazer a respeito e as vezes completamente perdido, não querendo mais ser dupla com a Julia, simplesmente por estar meio deslumbrado com as novas possibilidades da sua carreira, até perceber que sozinho ele não conseguia ser tão bom quanto em dupla. Ain’t no Tom without a Julia. Ain’t no Will without a Grace. Seus envolvimentos amorosos também foram todos desastrosos e alguns bem vergonhosos, tanto quando namorando o ator melhor amigo da Ivy (que foi do bailarino ao reserva do papel principal em 3, 2, 1, personagem que não tinha o menor amor próprio e se demonstrou compreensivo demais) até quando se tornou o viúvo mais tedioso e nada convincente da face da terra. Sim, tivemos uma morte em Smash (viu como Smash é um drama?), e uma morte levada a sério, com uma série de tributos e reverências, mesmo que ela tenha acontecido para um personagem que só havia aparecido agora dentro da mitologia da série, sobre o qual falaremos mais depois. Sério, o relacionamento dele com o Kyle (R.I.P) apareceu do meio do nada, foi resolvido rapidinho, de forma pratica e absolutamente sexual e na verdade, pouco tempo eles estiveram juntos para tamanho luto por parte do Tom, não? Pra mim, a viúva oficial daquele funeral era o mocinho da iluminação, que depois disso foi descartado com uma lâmpada velha queimada.

Mas se Smash não se importou em tentar piorar personagens pelos quais a gente ainda tinha algum carinho como Tom & Julia, com a parte mais musical mesmo da trama, eles também não pareciam estar preocupados ou muito focados. Se eles não conseguiram resolver bem 1 musical durante a Season 1 e agora que Bombshell finalmente havia chegado a Broadway, uma série de mudanças pareciam ainda necessárias para que ele de fato acontecesse, de forma presunçosa e totalmente fora de controle, Smash teve a cara de pau de se arriscar em diversos novos projetos musicais dentro de uma temporada que já não estava andando muito bem quando apenas focada em um deles.

Bombshell acabou se transformando em dois espetáculos, quase três, que foi quando o personagem do Derek resolveu pular fora desse navio já afundando e ao mesmo tempo, eles começaram a investir em um outro musical dentro da série, esse com uma cara forçada de teatro mais experimental e independente, tentando fugir do estereotipo dos grandes musicais, experimentando novas linguagens e que mais tarde veio a se tornar o Hit List, que mesmo sendo super independente, sem grana e underground, acabou em dois segundos ganhando a Broadway (com direção do Derek, claro), se tornando o novo musical do momento e o grande oponente de Bombshell em sua temporada.

Mas pensa que acabou? Porque não acabou não e Bombshell e  Hit List não foram distrações suficientes para os produtores e roteiristas de Smash que realmente pareciam acreditar (só eles) que conseguiriam dar conta de toda essa variedade musical e outros dois musicais foram montados dentro da série durante essa Season 2. Um deles trazendo a nova sensação da Broadway do momento, uma estrela querendo provar que não era apenas uma garota inocente (não entendi até agora o propósito do musical dela, que na verdade não tinha uma história e era apenas focado em mostrar a sua trajetória no teatro e ou seus dotes vocais), com a Jennifer Hudson sendo vendida como essa grande estrela da vez, uma impressão que eles mesmo fizeram questão de nos passar durante os promos e os trailers da nova temporada (inclusive ela aparece no poster da temporada), mas que na verdade não era bem isso e ela parecia mesmo só ter dado uma passadinha na série, apenas para dar alguns conselhos aqui e ali para as iniciantes no ramo (principalmente a Karen) e fazer um ou dois números que para quem conhece a voz poderosa da cantora, talvez seja mais fácil  imaginar que ela realizou muito bem, isso antes de ser completamente descartada da série, sem sequer ser mencionada novamente. Simples assim. O outro musical dentro da série musical, esse de época e para o qual a Ivy acabou sendo emprestada (já que ela estava meio sem perspectiva depois de ter perdido o posto de nova Marilyn para a Karen), isso para que ele pelo menos tivesse alguma relação com a série, já que parecia paralelo demais e sem a melhor ligação com a trama, estrelado pelo Sean Hayes, que é sempre ótimo mas que também não encontrou um bom papel dentro da série, forçando a barra em um estereotipo exageradamente goofy, que seria mais ou menos o resultado de uma batida entre um Robin Willians e um Jim Carrey.

Talvez eles tenham incluído tantos outros musicais assim para quem sabe tentar desesperadamente nos distrair em relação a toda a grande porcaria que estava se tornando essa segunda temporada da série, que a essa altura já havia desandado de vez, não demonstrando a menor esperança de uma melhora, tanto que os números de sua audiência foram despencando cada vez mais e a série acabou sendo transferida para os sábados, que todo mundo sabe que é o corredor da morte para qualquer série. O desespero foi tanto que o próprio Bombshell acabou ficando quase que completamente de lado, assim como as músicas originais da série, que praticamente desaparecerem ao longo dessa temporada (pelo menos as do Bombshell sim, que foram muito mais presentes durante a Season 1) e seus número foram reduzidos consideravelmente também, transformando Smash em uma espécie de série sobre um musical do que uma série realmente musical. E como Derek acabou deixando a direção do projeto sobre a Marilyn, partindo para a direção do Hit List, novamente nos vimos de volta ao plot da dança das cadeiras que foi o grande plot da primeira temporada, sobre quem realmente acabaria sendo a nova Marilyn da Broadway, uma vez que Karen havia sido a escolha pessoal do diretor no passado, mas com a peça agora nas mãos do Tom, as coisas poderiam se tornar bem diferentes e favoráveis para a Ivy. (confirmou!)

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Que foi quando finalmente ganhamos a Ivy Lynn voltando para o posto que sempre achamos que ela sem a menor dúvida parecia ser a melhor escolha, encarando de forma bem mais natural (Karen sempre pareceu meio forçada no papel, além da sua notável falta de carisma, apesar do talento) a tarefa de dar vida a Marilyn, enquanto continuava lidando com a indiferença e infidelidade do Derek (ele que além de estar envolvido com a dança das cadeiras da vez só ganhou mesmo plots repetidos envolvendo o seu lado infiel e possivelmente alcoólatra, que nós já bem conhecemos), assim como o plot dramático da eterna competição com a mãe também atriz de musicais. Ivy que perdeu completamente o seu lado Marilyn megabitch e fez a humilde durante essa temporada, se encontrando inclusive prestes a desistir da carreira no começo dela e deixando de lado recursos que ela já havia utilizado no passado para conseguir o que queria. Nesse momento, estava claro que perdemos a antagonista da série e por esse motivo, como sempre torcemos para a personagem desde o começo, apesar das maldades do seu passado, passamos a enxergar o que sempre esteve óbvio, reconhecendo que Ivy realmente nasceu para aquele papel e em termos de carisma e talento (só faltou inteligência, porque ficar grávida a essa altura do campeonato foi o fim! E do Derek, que pegava geral…), ela que realmente merecia muito mais a posição mais desejada da Broadway de mentira do momento.

Karen que desde sempre se mostrou dona de uma personalidade bem mais apagada e por isso acabou quase sumindo ao longo da temporada, quando desistiu de ser a nova Marilyn para seguir o Derek em seu novo projeto, que ela mesmo se via mais interessada por conta de um boy magia que havia surgido em sua vida e que casualmente era um músico e vivia com um amigo que estava conveniente escrevendo um roteiro para um musical, que tinha grandes chances de ser o novo Rent. Sei… Karen realmente apesar de ser muito talentosa, nunca pareceu ser a melhor opção nesse cenário sobre quem deveria ser a nova Marilyn e colocando a personagem mais de lado, ficou evidente que ela não tinha o carisma necessário para segurar um papel como aquele, sendo que nem como secundária ela conseguiu se dar bem. A verdade é que ela nunca teve o carisma necessário, apesar de executar muito bem os números musicais dentro da série, mas sempre notamos que faltava alguma coisa importante nela para tal. Durante a temporada anterior, cheguei até a mencionar que seu despertar talvez tivesse acontecido tarde demais e essa nova temporada acabou confirmando exatamente essa impressão, mas talvez Karen nem tenha sido apenas despertada tarde de mais e sim, muito provavelmente, ela é só aquilo mesmo, simples assim.

Com o carisma de uma ostra, Karen se viu presa ao novo musical independente chatinho que acabou ocupando um espaço enorme da temporada, fazendo inclusive com que os atores envolvidos com Bombshell passassem a circular também dentro desse novo núcleo (Julia, Tom), que contava basicamente com a Karen e o Derek circulando entre os novos personagens por quem nós não conseguimos nos importar muito. Kyle, o tal amigo do seu boy magia que era escritor (aquele do R.I.P), até que parecia ser bem fofo, apesar de ter passado magicamente do total fracasso do seu texto ingênuo e despreparado para um musical grandioso para o escritor homenageado e reconhecido no Tony em pouquíssimo tempo depois. Coerência zero. Ele que apesar de namorar o tal iluminador magia, acabou se aventurando no que pareceu ter sido uma ou no máximo duas noites com o Tom, algo que foi o suficiente para fazer com que os roteiristas desprezassem o antigo namorado do personagem (para o qual ele inclusive apresentou até a sua família, vejam bem), muito provavelmente porque acharam que como o personagem iria morrer mesmo, o Tom faria uma viúva de maior peso por conta da relevância do personagem para a história do que o pobre iluminador coadjuvantão. Que vergonha Smash, que vergonha! Além disso, aqueles flashbacks com o Kyle participando da vida de todos os personagens principais, deixando sua lição de vida, sua “marquinha em cada um deles” (ZzZZZ), sendo que antes disso ele tinha ganhado apenas pequenas participações ao longo da temporada, além de totalmente desastrosos, chegaram a ser extremamente constrangedores, para não dizer ridículo, como se de um episódio para o outro o personagem tivesse se tornado um mito da Broadway, personagem esse que sequer teve o trabalho de ser construído previamente da forma certa.

Kyle que dividia o apartamento com o tal boy magia da Karen, Jimmy, que era absolutamente insuportável (em todo e qualquer sentido), além de nem ser tão magia assim, algo que até seria capaz de nos fazer pelo menos tolerar o seu personagem pela visão. Ele que chegou na série de forma misteriosa, com nome falso, onde descobrimos mais tarde que tinha dividas com um traficante, que na verdade era seu irmão, mas que acima de tudo isso era um músico talentosíssimo que tinha tudo para ser o novo queridinho da Broadway caso tivesse a sua chance. Detalhe, de músico ele passou a ator dramático também em um passe de mágica e acabou estrelando Hit List ao lado da Karen (novamente aquela questão do anti-profissionalismo mencionado anteriormente), com a qual ele manteve uma relação bem meio assim até o final da temporada, quando seu personagem acabou ganhando como resolução final o plot de que ficaria preso apenas por uns meses (senta ai e espera viu, Karen?), isso porque o grande segredo da sua vida era o de que uma garota havia morrido de overdose ao seu lado no passado e ele com medo do que aconteceu acabou fugindo, sem prestar socorro ou qualquer coisa do tipo e por isso havia assumido uma nova identidade, achando que se fosse pego por quem ele realmente era, poderia acabar sendo preso. Mas ao final da série, Jimmy acabou descobrindo que a tal garota na verdade não morreu e estava viva, por isso sua pena seria mais leve no final das contas. Sério, ele nem tentou descobrir o que de fato havia acontecido com a garota durante todo esse tempo antes de fugir?

Eileen continuou divando, mesmo com os probleminhas que a atriz Anjelica Huston acabou enfrentando por conta da mão pesada em alguns procedimentos estéticos meio assim. De todos os personagens, apesar de todo o anti-profissionalismo que sempre encontramos aqui e ali na série, ela sempre pareceu ser a mais profissional desde o começo de Smash e assim permaneceu até o final, colhendo merecidamente os frutos de todo o seu profissionalismo. E foi bem bacana vê-la recuperando o seu boy magia antiga do bar no final das contas, fora o sentimento da vingança pessoal dela com o marido, que além de ser um péssimo empresário, continuava se relacionando com o Ellis, aquele mesmo que a gente não suportava desde a primeira temporada e que dessa vez embora não tenha aparecido em cena, esteve presente em menção desonrosa, apenas para aterrorizar todo mundo mesmo que no formato de um fantasma.

É preciso dizer também que apesar de todos esse erros de roteiro e construção de personagem, um dos grandes problemas de Smash sempre esteve concentrado na parte musical da série, que não conseguiu se resolver muito bem durante essas duas temporadas. Talvez por se levarem a sério demais, mas é fato que em Smash, os momentos musicais só funcionaram de verdade durante os ensaios ou quando em cena, do contrário, eles não conseguiram resolver muito bem essa questão, como temos que reconhecer que Glee com muito bom humor (algo que faltou para a série), sempre conseguiu fazer naturalmente, sem ter que se esforçar muito para nos convencer de qualquer coisa. Se durante a primeira temporada tivemos um dos piores momentos musicais da série com aquela performance no pior do estilo Bollywood, durante essa Season 2, tivemos uma outra performance extremamente constrangedora e ruim logo no começo da temporada, com o Derek envolvido com diversas mulheres de salto pink dentro de um bar, que foi bem mais simples do que a anterior mas tão ridícula quanto. Não sei se foi só eu, mas consegui perceber uma vergonha explicita na cara do ator Jack Davenport durante a cena e não acho que foi muita coincidência logo depois dela o mesmo ter anunciado o seu envolvimento com uma nova série inglesa para a próxima temporada, mesmo ainda estando Smash com o seu futuro incerto naquele momento.

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Tentando desesperadamente encerrar a série pelo menos de forma honesta, Smash escolheu se despedir no formato de tortura, com um episódio duplo que nos preparava para o Tony, para o qual a série jurava que Bombshell e Hit List, apesar de todos os erros, eram os musicais que mais disputavam as categorias da premiação. Apesar de toda a trajetória, esse foi um final bacana sim para a série (mas também não esteve livre de grandes erros e aquele anti-profissionalismo de sempre, como por exemplo a apresentação do elenco de Hit List de última hora no palco do Tony, que aparentemente não contava com nenhuma segurança), apesar também de bastante estendido e que conseguiu reunir uma série de conclusões que a série precisava desesperadamente encontrar, antes de se encerrar, uma vez que a sentença de morte já havia chegado. Nesse episódio duplo, observamos a série e seus personagens se resolvendo de forma até que digna, o que nos faz questionar o porque deles não terem feito algo parecido com o restante da temporada, repetindo o mesmo feito e erro da temporada anterior, com a diferença que durante a Season 1, pelo menos os primeiros episódios da temporada conseguiram render alguma coisa boa, algo que não chegou a acontecer durante a Season 2, exceto pelo seu series finale.

Com esse final tudo acabou sendo acertado, os personagens ganharam o seu “final feliz”, Bombshell se firmou como o grande musical da vez durante o Tony Awards, com espaço para que Hit List também ganhasse o seu reconhecimento. Nessa hora, sobrou espaço até para mais uma tentativa amorosa para o Tom, com um provocação bem explícita para um certo ator de cinema que de uns anos para cá ganhou respeito na Broadway e que tem uma vida pessoal bastante questionável em alguns sentidos. Não vamos citar nomes porque não somos desse tipo, mas digamos que ficou bem claro que aquele possível novo boy magia do Tom (e o que aconteceu com o Scotty de Brothers & Sisters? Inflou?) era ninguém menos do que alguém que pode ser um dos X-Men, rs.

Apesar desse final até satisfatório, como foi o da primeira temporada, que também reuniu uma série de tropeços durante o seu caminho, Smash encerrou a sua história nos provocando com aquela ideia  mencionada no início dessa review, dizendo que desde que eles conseguissem encerrar a série bem, a audiência acabaria esquecendo todo o resto. Algo que fica bem difícil de se levar em consideração, uma vez que para quem permaneceu enquanto audiência da série durante essa nova temporada, temos a impressão por experiência própria que não deve ter sido uma das experiências mais fáceis da vida televisiva de ninguém. Por isso não, não é possível encerrar um série dessa forma descarada e esperar que a sua audiência esqueça todo a sua trajetória, que foi sim custosa, entendiante e principalmente porcamente executada. É, foi ruim mesmo e isso nós não vamos conseguir esquecer assim tão facilmente. Por isso nos despedimos de Smash sem a menor saudade, sem conseguir lembrar de pelo menos um bom número musical da sua nova temporada, que por se tratar de uma série musical, deveria obrigatoriamente ter existido.

 

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The Voice Season 4, Live Top 8

Junho 3, 2013

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OMFG! O que aconteceu essa semana com o The Voice, minha gente? Se esses não foram os dois melhores episódios dessa Season 4, pelo menos eles certamente foram os mais surpreendentes. E injustos também. #HELLYEAH

Nossas reclamações a respeito de uma temporada morna praticamente desapareceram e dessa vez não pelo drama do ar condicionado de um dia desses e sim por tudo o que acabou acontecendo no programa. Além de performances verdadeiramente boas e um resultado praticamente inacreditável, essa semana no The Voice tivemos também o atraque entre o Carson e o UÓsher, que nos rendeu boas risadas e acho que podemos dizer que o Carson nunca esteve tão solto naquele palco.

Sim, Carson estava UNFIRAH chamando o UÓsher de “Urkel”, que devolveu a provocação chamando o Carson de “Jimmy Neutron” e a partir dessa briga de meninos de 10 anos no intervalo do colégio nasceu uma batalha que parece que não teve fim, com o Carson perguntando ao vivo se estava tudo bem entre eles depois do acontecido e o UÓsher, que novamente veio vestido para a guerra e naquele momento certamente estava pensando em pelo menos 245 formas de silenciar o adversário só como o olhar por ter trazido o assunto de volta a tona, disse que só reagiu porque ele começou e o Carson respondeu dizendo que ele terminou e o UÓsher praticamente finalizou dizendo que quando o Carson quiser, ele está pronto. Só faltou bater no peito, tirar os brincos e os apliques do cabelo e dizer “cai dentro!”. Sério, #TEMCOMONAOAMAR e começar a gritar “Briga! Briga! Briga!” igual nas reprises intermináveis dos filmes da Sessão da Tarde?

E alguém precisa dizer que o UÓsher jogou super baixo essa semana, não? Tendo apenas um candidata em seu time, o coach megabitch da vez não se fez de rogado e apelou ao vivo para os seus seguidores do Instagram e do Twitter votarem na Michelle Chamuel, que nem precisava disso porque fez uma performance excelente, o equivalente ao seu momento “True Colors” de outro dia, só que bem mais vibrante e de forma mais trabalhada (muito bem trabalhada por sinal). Foi horrível e é claro que como as mídias sociais tem um poder gigantesco nessas horas, Michelle acabou sendo salva, o que injustamente e principalmente depois de acompanhar as eliminações do programa, nos fazem questionar se ela foi salva (a primeira da noite inclusive) por seu talento mesmo ou pelo poder que UÓsher pode exercer a seu favor nesse tipo de mídia. Resultados como esses nós sempre vimos acontecer em votações abertas ao público, mas que em me lembre, eles todos até já chegaram a pedir para a “America” de forma geral, para salvar seus candidatos, mas não me lembro de nenhum dos coaches apelar desse jeito como o #UÓsher fez. Shame on you UÓsher, shame on you!

Se o UÓsher acabou apelando para o lado sujo e injusto desse tipo de competição, Shaks veio essa semana depositando todas as suas esperanças na sua única candidata, a talentosíssima Sasha Allen, que a cada semana tem sido uma delícia de se acompanhar no programa, além de contar com o apoio de todo o carisma da sua coach, que a cada novo episódio parece ser mais querida. Ela que infelizmente essa semana acabou cantando um dos hits do UÓsher, que não merecia a homenagem, mas que pelo menos bastou para a sua permanência no programa. E na hora em que o Carson anunciou o seu nome como uma das finalistas do Top 6 para essa semana, nenhuma reação nesse mundo poderia ter sido mais legal do que a da Shakira, que não sabia nem o que fazer com tudo o que ela estava sentindo naquele momento e o cabelo quase encrespou de novo, tamanha emoção. Sério, ela rezando visivelmente aflita e depois pulando da cadeira como se tivesse recebido uma entidade do Pula Pirata, foi simplesmente SENSACIONAL! Clap Clap Clap Shaks, queremos vê-la na final com a sua Sasha. (acho tão bonitinho quando ela chama sua candidata assim)

Michelle+Chamuel+Danielle+Bradbery+Voice+Season+rLYLkKkgJYUx

Blake abriu a semana com uma performance do seu novo single e foi um ótimo momento também. Não sei, sou suspeito para falar porque eu gosto do Blake desde sempre e de graça, mas ele no palco, mesmo quase imóvel e mandando um rap (tinha visto ele fazer o mesmo naquele prêmio country de outro dia) mexe com a gente, se não for pelo orgulho & carinho que sentimos por ele, deve ser mesmo pela magia dos seus 3 metros de altura country. Höy! Sorry Miranda… Em seu time, tivemos novamente uma série de excelentes performances e essa semana o #TeamBlake veio apostando tudo na cenografia, que foi realmente excelente para todos eles. E falando em casamento perfeito entre a música e o cenário, o que foi a apresentação do The Swon Brothers ao som de Eagles? Não sei se por conta dessa ter sido uma das poucas do repertório do #TeamBlake que eu já conhecia, mas achei tudo maravileeeandro durante aquela apresentação, que pra mim foi a melhor da dupla até aqui. Dupla que é difícil de admitir porque parece com uma série de outras coisas que nós já vimos e ouvimos por aí (inclusive por aqui, no Brasil), mas temos que reconhecer que é bem boa sim, apesar dessa não ser a nossa preferência. Só achei que a Holly veio muito Sarah Simmons essa semana e aquela Danielle precisa cantar urgentemente alguma coisa que a tire desse nicho teenager da fazenda de sempre. De qualquer forma, com performances bem bacanas e gostosas de ser ver, o #TeamBlake permaneceu intacto, com seus três integrantes seguindo para o Top 6. Y’all!

Adam, pobre Adam. A medida em que eu vou observando o Adam no The Voice, vou achando cada vez mais que nós dois temos inúmeras semelhanças no tipo de humor e sensibilidade. Me liga Adam, precisamos fortalecer essa amizade, ok? #BROSBEFOREVOICES. Mas essa semana, as coisas não estiveram nada boas para o #TeamAdam e isso infelizmente, porque suas três candidatas fizeram excelentes performances durante o programa da segunda, certamente estando todas elas entre as melhores da noite. É, mas parece que a America antiga andou discordando e nada foi mais honesto do que ao ver o seu time sobrando quase por completo na eliminação da última terça, Adam ter soltado um “I hate this country”, que foi mais ou menos o que todos nós sentimos naquele momento (e espero que a America antiga supere esse desabafo dele e não comece com certa implicância). Aposto inclusive que ele deve acusar o UÓsher pelos resultados desse episódio. Pelo menos eu acho que ele deveria…

Em seu time, Judith Hill veio profissional de tudo, com um repertório meio assim, fato, com base eletrônica e soul, que funcionou melhor para ela só na parte mais “soul” mesmo. Ainda assim, ela fez uma apresentação excelente, com cara de profissional mesmo, como se fosse uma das artistas convidadas para o episódio da semana e não uma participante. Mas alguma coisa em seu discurso já anunciava que aquele risco a essa altura realmente custaria a sua permanência no programa, algo que infelizmente se concretizou mais tarde no programa seguinte, na dupla eliminação mais injusta da temporada até agora. Depois tivemos a Sarah Simmons, fazendo uma apresentação maravilhosa ao som do mega hit do Gotye “Somebody That I Used To Know”, com uma cenário lindo e toda a potência da sua voz, que consegue ser totalmente delicada e absolutamente poderosa ao mesmo tempo, como eu não canso de repetir por aqui. Mas novamente de forma inexplicável, Sarah também acabou sendo eliminada, deixando o #TeamAdam apenas com a Amber Carrington, que ao longo do programa tem nos mostrado o seu valor, mas que definitivamente não seria em quem a gente apostaria como finalista desse time (lembrando da sua audição, a gente realmente não apostaria). Apesar da mágoa de ver duas de nossas candidatas mais queridas abandonando a competição tão cedo, é preciso reconhecer que a Amber cantando “Skyfall” da Adelle foi de arrepiar, em uma execução perfeita do começo ao fim que merece todo o nosso respeito e reconhecimento. Clap Clap Clap!

Acho importante dizer que no episódio da terça, aquele com as eliminações e que por esse motivo (além de ser mais curto) quase sempre tende a ser mais chatinho, tivemos excelentes performances no formato de duetos, com algumas duplas improváveis como a Judith Hill + Michelle Chamuel ou a Sasha Allen + The Swon Brothers, que foram excelentes também quando junto no palco.

Assim, encerramos a semana bem tristes, com apenas 6 candidatos seguindo nessa Season 4 do The Voice: Michelle Chamuel, que poderia ter passado por essa semana de forma mais honesta e isso não por culpa dela (blame UÓsher), Sasha Allen, que a gente vibrou junto com a Shakira por ter permanecido (e duvido que alguém tenha ganhado na empolgação daquele momento, rs), Amber Carrington, a última peça do #TeamAdam que fe por merecer a sua vaga depois dessa belíssima performance da semana e o #TeamBlake permanecendo intacto pela terceira semana consecutiva, com o The Swon Brothers (os únicos meninos da competição), Danielle Bradberry (que se sair o Blake chora e depois infarta) e a Holly Tucker, que eu fico morrendo de pena porque toda vez fica entre as últimas aguardando os resultados e que eu achei bem bonitinho o detalhe que o Blake chegou a mencionar durante o episódio da segunda, sobre o fato dela permanecer estudando, mesmo estando no programa.

Só não aceitamos perder mais um diva na próxima semana. Isso NUNCA, JAMAIS!

 

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Run you clever boy and remember – A segunda metade da Season 7 de Doctor Who e o começo de uma triste despedida…

Junho 1, 2013

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E depois de uma longa espera desde o especial de Natal de 2012 (esperar pelo que a gente realmente gosta, sempre deixa a sensação de que a espera foi muito maior, não?), finalmente continuamos a acompanhar Season 7 de Doctor Who, mas a sensação era a de que estávamos acompanhando uma nova temporada. Nova companion, nova TARDIS (pelo menos o seu interior), novo figurino (preferia o antigo…) e até uma nova abertura nós ganhamos para essa nova fase da temporada e com todas essas mudanças, não dava mesmo para sentir como se fosse a mesma coisa. Pelo menos não exatamente.

Talvez pelo sentimento de luto que ainda estava no ar pela despedida dos Ponds (glupt!), que marcou a primeira parte dessa Season 7 ou até mesmo pelo grande volume de novidades que acabamos encontrando nessa nova fase da série, essa sensação de estar acompanhando algo novo tenha sido intensificada, mas de qualquer forma, comparando suas duas metades, preciso admitir que eu ainda prefiro a primeira e não só pelo fator óbvio dela conter os últimos momentos da minha companion preferida de todos os tempos (na verdade, eu faria um time ruivo de companions, com Amy + Donna, que nós sabemos que seria uma afronta para o Doutor, que sempre sonhou ser ruivo, rs), mas também porque ela me pareceu melhor em todos os sentidos. Um pouco mais grandiosa (pensando em sua produção mesmo), com histórias mais interessantes e até mesmo divertidas, mesmo seguindo essa nova linha de Doctor Who com histórias mais “independentes”, muito mais bem cuidada também (alguns efeitos dos primeiros episódios dessa volta foram vergonhosos), isso sem contar o carisma dos personagens que a gente já conhecia de outras duas temporadas anteriores e que é sempre custoso de se desapegar.

Mas confesso que com a nova companion, Clara (Jenna-Louise Coleman), sendo um mistério desde a sua primeira aparição, ainda como a “souffle girl”, que foi como a conhecemos no excelente episódio que abriu a sétima temporada (7×01 Asylum Of The Daleks), realmente foi um recurso inteligente para fazer com que a gente se interessasse pela nova personagem logo de cara, ainda mais a encontrando pela primeira vez habitando um corpo odioso de um Dalek, que nos fez inclusive imaginar algumas teorias a seu respeito. Depois disso passamos um tempo sem vê-la, até que a reencontramos na Londres vitoriana no último Especial de Natal da série (7×06 The Snowmen, que contou como o sexto episódio da temporada), em um outro tempo, com outra função, algo que não só havia deixado todos nós bastante curiosos a seu respeito, assim como o Doutor, que mesmo sendo uma das mentes mais brilhantes do universo, não conseguia desvendar o segredo de Clara, para seu total desespero. Um recurso que parece ser uma das tendências do momento, a revelação de um grande mistério, onde várias séries da temporada tem apostado bastante nesse recurso até antigo da TV e do cinema e em alguns casos, bem preguiçosamente diga-se de passagem (porque algumas séries dependem apenas disso e é óbvio que a nossa curiosidade acaba nos prendendo a elas apenas por esse motivo também), mas não é o que encontramos no cenário de uma série como Doctor Who, que tem uma mitologia muito maior do que qualquer segredo misteriosamente misterioso do momento.

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No início dessa segunda metade da Season 7 da série inglesa prestes a se tornar uma cinquentona, depois de já termos nos despedido covardemente e aos prantos do Ponds (sim, eu sou passional mesmo) e já termos também esbarrado por pelo menos duas vezes com a Clara dentro do universo da série, voltamos a Londres dos dias atuais, onde o Doutor ainda precisava encontrar Clara e tentar descobrir o seu segredo. Doutor que para a nossa surpresa a princípio apareceu como um monge, com aquele senso de humor delicioso de sempre, mas que logo bateu a porta da Clara tentando descobrir mais sobre a garota impossível, em um novo primeiro encontro bem foufo. (apesar de que, vai ficar difícil para qualquer companion superar o primeiro encontro da Amy Pond com o Doutor. É, vai…)

Confesso que esse primeiro episódio não é dos meus preferidos (7×07 The Bells of St. John, não sei porque até agora a maioria dos sites numerou os episódios errados…), mesmo porque, um plot muito semelhante ao das pessoas sendo sugadas via Wi-Fi nós já vimos acontecer de forma parecida anteriormente na série, mas perdoamos, porque além desse ser o o nosso reencontro com o Doutor depois de uma longa espera, principalmente agora que a BBC resolveu manter uma agenda mais “americanizada” e não mais tão rigorosamente pontual como a inglesa (para nosso desespero), ainda contávamos com toda a curiosidade de finalmente descobrir quem seria a Clara. E esse acabou sendo o plot central de toda essa nova fase da temporada, com o segredo sobre a garota impossível sendo mantido até o final, algo que mesmo prometendo uma sequência de episódios mais soltos e com pouca ou nenhuma ligação entre si (os tais episódios mais independentes), mais ou menos como acontecia no começo da nova série (na Season 1 de 2005 por exemplo), acabou se tornando o nosso ponto em comum ao longo da temporada e me agrada muito perceber que apesar dessa vontade de tentar “algo novo” (de novo) na série, eles tenham mantido esse detalhe da continuidade, como se a gente tivesse pelo menos a sensação de saber para qual direção a temporada estava nos apontando naquele momento.

Um recurso que apesar de ter funcionado bem, mantendo pelo menos essa constante dentro da nova proposta da série, também poderia ter sido melhor aproveitado, uma vez que até a resolução final, poucas pistas nós recebemos em relação a identidade da Clara e isso eles poderiam ter resolvido de um outro jeito. Mas de qualquer forma é preciso reconhecer que a atriz Jenna-Louise Coleman se saiu muito bem na tarefa de substituir uma das companions mais queridas pelos fás da série (da qual a gente gostava até do seu companion na vida, Rory), enfrentando uma tarefa que não seria nada fácil, mas que com o seu carisma e perfil do personagem (que tem aquele lado mais “petulante” e “insolente” que a própria Amy tinha, não vamos negar), ela conseguiu até que se sair muito bem. Gosto também de sentir que eles não optaram por fazer o Doutor rejeitá-la, como vimos acontecer tão injustamente com a Freema Agyeman no passado – que se encontrou em The Carrie Diaries. You go girl! -, quando sua personagem veio a substituir a Rose, a primeira companion da série de 2005. Tudo bem que nesse caso temos uma série de outros fatores a se levar em consideração, como os sentimentos do Doutor em relação a Rose, mas essa abordagem nunca me pareceu justa com a personagem de Agyeman, que nesse quesito acabou sim sendo bem prejudicada. (mas acho a sua resolução enquanto companion e mulher simplesmente excelente!)

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Nessa segunda metade da temporada, já vimos que o Doutor ficou bastante recluso depois das despedida dos Ponds, que foi o que acompanhamos durante o especial de Natal da série, com o personagem se isolando entre as nuvens e de vez em quando até o pegamos usando os óculos de leitura que a própria Amy sempre usava, como um sinal claro da saudade que ele deve certamente sentir falta da personagem, mas ainda assim, ele recebeu a Clara muito bem em sua TARDIS (sem ficar mencionando o passado com o 10th fazia constantemente, tisc tisc…), com o convite irrecusável de sempre de viajar entre o tempo e espaço, que obviamente ninguém recusaria. (eu espero até hoje uma caixa azul surgir no meu jardim. Se eu tivesse um jardim, é claro, rs. Tenho vasos com plantas, serve? Sinta-se livre para destruí-los quando quiser, Doutor. Tudo em nome de um convite, claro)

Seguimos a temporada explorando o universo, chegando a um lugar onde se acreditava que ele tivesse sido criado, em mais um daqueles episódios da série onde nos deparamos com diversas criaturas bisonhas que nós amamos. Esse que também não foi dos meus episódios preferidos da temporada (7×08 The Rings of Akhaten), que além do plot da menina rainha e aquele coral, na verdade valeu mais por uma espécie de fábula que encontramos no início do mesmo episódio, com a Clara nos contando como foi que seus pais se conheceram no passado, tudo por uma simples coincidência envolvendo uma folha vagando no ar, que foi uma momento bem bacana para a série, do tipo que tricota sozinho um cachecol e luvas para o próprio coração.

Na sequência seguimos para um submarino soviético (será que eles reaproveitaram os cenários de Last Resort? rs), com Doctor Who trazendo a tona um plot também bastante recorrente do momento (7×09 Cold War), com a guerra fria (que andamos acompanhando lindamente em The Americans) também aparecendo na série inglesa, aproveitando para fazer aquela “mea culpa” americana que estamos encontrando com frequência no momento. Episódio esse que ainda nos trouxe um outro bom momento, com um de seus personagens arriscando uma das letras do Duran Duran. (ele que só eu acho que ficou bem interessado no Doutor? rs)

E a Season 7 só começou a ficar mais animada mesmo quando o assunto foram os fantasmas, em um plot meio “Ghostbusters”, quando o Doutor ao lado da sua nova companion encararam uma aventura atrás de um fantasma preso em um universo de bolso (7×10 Hide). Nessa hora, não teve como não lembrar da saudosa Fringe e o Walter seguindo para a sua verão do universo de bolso, com o Doutor inclusive usando as cores azul e vermelho para ilustrar o seu plano de ação. OK, tá certo que tudo pode ter sido uma grande coincidência (já mencionei algumas outras entre as duas séries por aqui, mas até então, sempre seguindo o caminho contrário, tendo qualquer uma delas primeiro aparecido em Doctor Who e depois em Fringe), mas não há como não suspeitar que talvez tudo não tenha passado de uma referência a série americana, uma vez que a BBC agora parece estar se empenhando um pouco mais nessa conquista da America antiga. Episódio esse que nos trouxe um elemento a mais, com Doctor Who se arriscando muito bem dentro de um território mais pertencente ao terror do que a própria fantasia (apesar de ter continuado fantasioso como sempre), nos entregando um Doutor correndo sem rumo em uma floresta para deixar os cabelos de qual um em pé.

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Exceto por esse último episódio mais assombroso da série, essa foi realmente a parte mais morna dessa segunda metade da temporada, que a essa altura já estava precisando desesperadamente de mais animação. Que foi quando ganhamos o meu episódio dos sonhos (algumas pessoas até lembraram dos meus comentários por aqui sobre esse sonho e chegaram a me avisar sobre a sua realização. Thnks!), do qual eu já havia falado em um dos meus outros textos sobre a série desse ser um dos meus maiores sonhos dentro da mitologia de Doctor Who, que foi quando ganhamos uma deliciosa excursão por dentro da TARDIS (7×11 Journey to the Centre of the TARDIS), que foi exatamente quando a série voltou a me ganhar novamente durante essa Season 7. E é claro que eu acho que esse episódio foi feito para mim (se até Fringe fez um episódio para mim em sua reta final… #Guilt), por isso desde já agradeço Moffat pelo feito! (rs, só falta aquele convite que não chega nunca. Topo companion, novo Doutor e ou figuração. Topo até ficar bem ruivo para o 12th, daqui alguns bons anos, claro, porque quero o Matt Smith exatamente onde ele está ainda por muitos anos. #AMEM – sim, esse texto foi escrito antes de qualquer notícia, por isso resolvi deixá-lo dessa forma)

Um episódio delicioso, onde embarcamos em uma mini excursão por dentro da TARDIS, onde devido a sua grandiosidade (além de outras coisas importantes que aprendemos sobre a sua mitologia nesse episódio) não seria possível que fosse mais completo. E ter a Clara explorando aqueles inúmeros corredores foi ótimo, assim como foi bem especial vê-la encontrando o berço do Doutor (que já vimos anteriormente ele presentear a Amy como o berço oficial da sua filha, Melody Pond AKA River) até que passamos pela piscina gigantesca e chegamos até a biblioteca. Mas espera aê, não tinha uma piscina dentro da biblioteca? Sim, claro que eu reparei nesse detalhe e fiquei esperando ansiosamente por esse momento, que não aconteceu (humpf!). Procurando a respeito por aí, encontrei uma teoria de que apesar deles terem dito isso na série, dizem que na verdade a intenção foi dizer que a piscina foi parar na biblioteca apenas por conta da queda da TARDIS  (sei… mas OK, pode ter sido tudo uma questão simples de interpretação mesmo), algo que eu não cheguei a imaginar na época e já tinha inclusive comprado o conceito de decoração, rs . Detalhes a parte, o importante mesmo é que durante esse episódio fomos presenteados com uma das bibliotecas mais lindas do universo, um verdadeiro sonho. Sério! Além do excelente tour pelo interior da TARDIS, o episódio também nos trouxe de volta a discussão a respeito da Clara, do porque que a própria “máquina do tempo” a rejeitava e um Doutor enfurecido, quase perdendo a paciência apenas por não conseguir desvendar o segredo da garota impossível, que mais um vez, foi a responsável pelo resgate do plot dramático da vez e talvez essa tenha sido uma das pistas a respeito da sua história.

A partir desse momento, ganhamos uma leva de excelentes episódios novamente e já era de se esperar, uma vez que até essa altura da temporada após o retorno, tudo estava bem morno mesmo. Dando continuidade a temporada, visitamos Yorkshire em 1893 e nos deparamos com a pavorosa cidade de Sweetville (7×12 The Crimson Horror), que por trás de toda a sua perfeição escondia um plot secreto de na verdade tentar descaradamente acabar com o imperfeito ao seu redor. Nesse episódio, encontramos um Doutor impossível e praticamente disfarçado de “Hellboy”, usando apenas seus trajes de baixo de inverno, vivendo como o monstrinho de estimação da herdeira do lugar. Acho que vale dizer também que o Matt Smith esteve em sua melhor forma ao longo dessa temporada (na verdade ele só vem crescendo dentro do papel, por isso seria uma pena ter que nos despedir tão cedo) e esse episódio foi um exemplo perfeito disso. Cheio de trejeitos e toda aquela loucura adorável, o 11th Doctor esteve impossível ao longo de toda essa temporada, nos conquistando cada vez mais com o seu enorme carisma e alma de criança, que é mais ou menos como eu o enxergo. Não sei porque, mas sempre achei o Doutor do Matt Smith o mais infantil de todos eles (contando os três últimos). E digo mais infantil no sentido de inocente mesmo  e todos os seus trejeitos, caras e bocas, sempre reforçaram essa minha impressão. Gosto da forma como ele fica extremamente excitado de vez em quando (ele baixando a sonic screwdriver durante um desses episódios foi ótimo, rs) e ao mesmo tempo consegue ficar extremamente tímido quando o assunto são os seus sentimentos, como quando a Clara o provoca dizendo que ele parece ser do tipo que só namoraria alguém que a mãe (referindo-se a TARDIS) aprovasse. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

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Como os vilões conhecidos sempre precisam retornar a série e pelo fato dos Daleks estarem de folga da sua eterna briga com o Doutor (por conta da Clara, inclusive), dessa vez nos deparamos com os Cybermens reaparecendo em um cenário que parecia ser um grande parque de diversões (7×13 Nightmare in Silver), para onde o Doutor acabou levando as crianças que a Clara tomava conta na Londres atual. Apesar do episódio ter sido muito bem feito, ele não chegou a empolgar muito, talvez pelo fato do episódio anterior ter terminado com o cliffhanger das crianças descobrindo a relação da Clara com o Doutor e na sequência isso sequer ter aparecido de forma mais adequada. Tudo bem que tratavam-se de crianças, que dentro de uma máquina do tempo e se deparando com todas aquelas possibilidades, a última coisa que elas iriam questionar naquele momento seria qualquer coisa em relação a isso, mas ainda assim, crianças são sempre tão curiosas e ter deixado esse detalhe passar sem uma explicação mínima pelo menos, foi meio preguiçoso vai? Enfim…

Até que chegamos ao episódio que encerraria a Season 7, ele que já nos trazia a maior mitologia da série em seu próprio título, anunciado como “The Name Of The Doctor” (7×14). Detalhe que no episódio onde conhecemos um pouco mais o interior da TARDIS, vimos que a Clara acabou descobrindo em um de seus livros qual seria o verdadeiro nome do Doutor, algo que desconfiamos que até poderia ter alguma relação com o plot da vez. Mas não, o episódio prometia nos trazer sim, o nome do Doutor, seu maior segredo desde sempre, revelado de uma outra forma e para isso, seria necessário uma visita até Trenzalore, que foi quando descobrimos que se tratava do lugar onde ele foi enterrado após a sua morte e como ele mesmo chegou a mencionar ao longo do episódio, um homem nunca deveria visitar o próprio túmulo. (glupt!)

Um episódio que apesar de contar com algumas falhas em relação principalmente a sua resolução (algumas fáceis demais, quase que muito convenientes para a história) e isso nós precisamos lembrar antes de dizer que foi tudo maravilhoso, foi mais do que um episódio de encerramento da temporada e acabou chegando como uma espécie primeiro presente para todos os fãs da série em comemoração aos 50 anos de Doctor Who de logo mais. Nele, além do título que já aguaçava a curiosidade de todos os seu fãs, havia também uma promessa que se anunciava desde o seu começo de que finalmente iriamos descobrir quem ou o que de fato era a Clara, algo que ainda ecoava na nossa imaginação, mas que até então não havia encontrado nenhuma explicação.

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E já começamos o episódio com a Clara circulando entre os outros doutores (sim, os clássicos! E não me perguntem como isso foi feito porque eu me recuso a criticar os efeitos especiais nesse momento) e descobrimos que ela na verdade esteve presente na vida de cada um deles, sempre tentando despertar a sua atenção, mas que o 11th foi um dos únicos que a conseguiu ouvir. Mas como isso? Bem, para ajudar a contar essa história, contamos também com outros personagens recorrentes dessa nova fase da série, que na verdade foram aqueles que deram asilo para o Doutor durante o seu período nebuloso pós Ponds, Strax, Madame Vastra e sua amada Jenny Flint (AMO o Strax muito provavelmente confuso com a relação das duas, chamando a Jenny de menino o tempo todo, rs), que ganharam também o reforço de ninguém menos do que ela, River Song, a esposa do Doutor, que finalmente voltava para a série. (só fiquei com muita pena que ela e o Doutor nem tiveram um momento daqueles para lembrar da família antiga, humpf! Mas de qualquer forma, fomos compensados…)

Assim embarcamos até o túmulo do Doutor, que não poderia ser outro a não ser a própria TARDIS, só que em uma versão gigantesca, o maior dos monumentos daquele cemitério. Em meio a um plano do vilão da vez, o Dr Simeon (o mesmo do episódio de Natal, quando reencontramos a Clara), fomos atraídos para dentro do túmulo do próprio, com a River interagindo apenas com a Clara e os demais personagens, por se tratar daquela River da qual nós conhecemos o seu destino ainda no episódio da biblioteca, ainda com o 10th Doctor do David Tennant. Nessa hora, quando estávamos prestes a descobrir o nome do Doutor (que na verdade todo mundo já desconfiava que seria algo que não aconteceria por motivos óbvios), ganhamos aquele tal recurso fácil que eu mencionei anteriormente, com a River sussurrando o seu nome para que o túmulo pudesse se abrir e a gente não precisasse ficar sabendo o seu maior segredo (sendo que nem vimos esse momento, por isso a preguiça maior…), que a essa altura, apenas ela e a Clara dizem saber. Aliás, o encontro entre as duas personagens foi ótimo nesse episódio e acabou nos rendendo alguns diálogos deliciosos de puro ciúmes que sempre acontecem quando as mulheres do Doutor se encontram.

Em seu túmulo encontramos uma “cicatriz” em forma de DNA (e não um corpo, esqueleto ou cinzas, rs), com um luz forte que na verdade reunia toda a sua timeline, que para um Time Lord, a gente não consegue sequer imaginar a sua proporção e foi bem bonita a forma com que eles através do próprio Doutor, nos introduziram àquele conceito. Claro que eu não vou ficar aqui agora explicando todas as resoluções do episódio, mas foi no momento em que a Clara se deparou com o Doutor sofrendo com o paradoxo da sua vida diante dos seus olhos e dois corações, que descobrimos quem era a garota impossível, que para salvá-lo daquela situação, precisou se jogar na tal “cicatriz” dele através do universo (que nós sabemos que é um herói que carrega uma série de culpas, por isso a “cicatriz”), que foi a forma como ela acabou sendo dividida em diversas versões, se tornando um eco na vida do Doutor e por isso ele a encontrava em diversos momentos como presenciamos ao longo da temporada, com ela tendo sempre a missão de tentar salvá-lo de alguma coisa, algumas vezes perdendo até a própria vida.

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E por esse motivo vimos Clara circulando nos cenários antigos da série, em meio aos demais Doutores, porque na verdade, ela sempre esteve ali (algo que foi bem bacana, apesar dos efeitos e de ser quase a mesma desculpa para a presença da River ainda na série. E sim, eu disse “quase”, que fique bem claro) e com o detalhe de que quando o Doutor roubou a sua TARDIS, Clara foi inclusive a responsável pela sua escolha por essa TARDIS, que viria a se tornar sua maior companheira ao longo da vida. Uma resolução super foufa e surpreendente até, apesar de qualquer semelhança com a história da River ou qualquer falha que o episódio tenha nos apresentado.

Aliás, antes da descoberta da identidade da Clara, tivemos um outro momento extremamente emocionante para a série, com o Doutor finalmente enxergando a River durante o episódio (que estava em um outro plano e não podia ser vista), dizendo que na verdade ele sempre a viu e ouviu depois dos acontecimentos todos entre eles, mas nunca teve coragem de admitir ou responder por medo do quanto poderia doer esse reencontro. Sério, apesar do beijo (é gente, teve um beijo), tenho que confessar que a essa altura do episódio eu já estava completamente entregue as lágrimas, achando tudo absolutamente foufo e carinhoso com todos os personagens. River que se despediu lembrando que ela estava “conectada” a Clara, anunciando mais um dos seus famosos “spoilers!” que na verdade não foi nada mais do que uma porta aberta que eles aproveitaram para deixar para o personagem retornar algum dia a série.

Com tudo resolvido e mantendo o mistério sobre o seu nome, restava ao Doutor a missão de resgatar Clara, que depois de ter invadido sua timeline, acabou presa dentro do fluxo temporal dele, em meio a silhuetas de todos os doutores correndo de uma lado para outro, até que o seu Doutor a encontrasse (e o recurso da folha nesse momento também não poderia ter sido mais delicado ou especial), para tirá-la de lá. Nesse momento, uma outra silhueta aparecia ao fundo, com um homem de costas, pelo qual Clara ficou interessada por não reconhecer, uma ver que descobrimos que ela conheceu todos os 11 Doutores até agora, que foi quando o Doutor apavorado e confuso, disse que aquele foi quem o traiu (?), que foi quem quebrou a promessa em relação ao nome que todos eles resolveram usar (??), completando dizendo que aquele era o seu segredo (???) e quando achamos que o episódio se encerraria por aí, o tal homem misterioso ganhou voz, dizendo que não teve escolha e aos poucos foi virando para a câmera sendo, onde nos deparamos com o ator John Hurt (antes disso eu só conseguia pensar no Leonard Nimoy ou no Ian McKellen), sendo anunciado como The Doctor. BOOM! (créditos finais)

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Sério, naquele momento eu quase tive um ataque cardíaco, pesando qualquer coisa a respeito. Na verdade eu entrei em um surto semi psicótico, onde não conseguia chegar a nenhuma conclusão em relação ao plot da vez e sobre qual seria esse segredo. Que é algo que eles prometeram revelar ao final do episódio, no especial de 50 anos de Doctor Who, no dia 23/11, que a gente já sabe que é quando temos um compromisso certo no tempo e espaço, ou talvez seja o momento ideal para sumir do próprio tempo e espaço, isso para quem quiser evitar algum spoiler antes de assisti-lo, a respeito das surpresas que o mesmo deverá nos trazer. (além da presença da Billie Piper e do David Tennant, que já foram anunciados faz tempo como presenças garantidas no especial que marca o encontro entre os dois Doutores)

E da melhor forma possível (entendam que isso foi escrito antes do que vem no parágrafo abaix0), nos despedimos da Season 7 de Doctor Who, que pensando na temporada como um todo, chegou a ser bastante completa, apesar de demonstrar certa fraqueza em alguns momentos, como eu disse anteriormente me referindo principalmente aos primeiros episódios dessa segunda fase, mas que ao mesmo tempo talvez seja a temporada que mais tenha nos despertado a curiosidade, além de ter nos entregue emoções bem variadas, com a despedida dos Ponds, as novidades com a chegada da Clara, todo o mistério sobre a sua identidade e esse final de temporada que não poderia ter sido mais especial ou enigmático, elevando ao máximo as expectativas para a grande comemoração do dia 23 de novembro, com o especial de 50 anos da série.

Para o final, ficam as informações mais tristes em relação ao futuro da série (respira fundo, Essy). Essa semana, a BBC anunciou a renovação nada surpreendente de Doctor Who para a sua Season 8 em 2014, sendo que eles ainda haviam deixado em aberto as suspeitas sobre a permanência do ator Matt Smith como o nosso adorkable e queridíssimo 11th Doctor. Uma permanência que inclusive por aqui vocês chegaram a me ver comentando por diversas vezes a respeito das minhas suspeitas de que o especial de Natal de 2013 talvez pudesse ser mesmo a despedida do ator Matt Smith a frente do personagem, algo que foi confirmado quase agora (glupt), enquanto eu ainda estava editando esse post antes de sua publicação aqui no Guilt (confirmou!), com a declaração oficial de que o Matt Smith realmente deixará a série após o especial de Natal desse ano, que vai contar com a sua regeneração para 12th Doutor, que por enquanto ainda permanece em segredo em relação a sua identidade.

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Uma notícia que não poderia ser mais triste para os fãs do ator e do 11th Doctor (que todo mundo sabe que é o meu Doutor e eu venho me preparando para essa momento desde o nosso primeiro encontro, lá no jardim da Amy Pond e confesso que foi bem sofrido ler a notícia nesse momento) mas que ao mesmo tempo chegou com essa declaração linda do ator, que está disponível no site oficial da série na BBC, para quem quiser conferir todas as informações com mais detalhes:

 

Doctor Who has been the most brilliant experience for me as an actor and a bloke, and that largely is down to the cast, crew and fans of the show. I’m incredibly grateful to all the cast and crew who work tirelessly every day, to realise all the elements of the show and deliver Doctor Who to the audience. Many of them have become good friends and I’m incredibly proud of what we have achieved over the last four years.

Having Steven Moffat as show runner write such varied, funny, mind bending and brilliant scripts has been one of the greatest and most rewarding challenges of my career. It’s been a privilege and a treat to work with Steven, he’s a good friend and will continue to shape a brilliant world for the Doctor.

The fans of Doctor Who around the world are unlike any other; they dress up, shout louder, know more about the history of the show (and speculate more about the future of the show) in a way that I’ve never seen before, your dedication is truly remarkable. Thank you so very much for supporting my incarnation of the Time Lord, number Eleven, who I might add is not done yet, I’m back for the 50th anniversary and the Christmas special!

It’s been an honour to play this part, to follow the legacy of brilliant actors, and helm the TARDIS for a spell with ‘the ginger, the nose and the impossible one’. But when ya gotta go, ya gotta go and Trenzalore calls. Thank you guys. Matt.”

 

E assim, agora mais tristes do que nunca, começamos oficialmente a nos preparar a grande despedida, contando com apenas mais 2 episódios na companhia do nosso 11th Doctor, com o especial de 50 anos da série e o especial de Natal desse ano (ambos episódios que mereciam um Confidential, não?), para os quais certamente eu já vou começar a estocar caixinhas e mais caixinhas de Kleeex, porque não vai ser fácil essa nova experiência de ter que me despedir do meu Doutor. (tears)

Aproveitando algo que eu li nessa mesma declaração a respeito da notícia, pedindo licença e utilizando uma line escrita sabiamente pelo próprio Moffat em seu texto sobre o assunto, eu não consigo pensar em um forma mais foufa de começar essa despedida do Matt Smith como o 11th, pelo menos por enquanto, a não ser repetindo as seguintes palavras:

 

Steven Moffat -  Thank you Matt – bow ties were never cooler.

 

Realmente as bow ties nunca foram tão sensacionais e muito provavelmente serão inesquecíveis para todos nós!  (tears = ♥ + ♥)

ps: para quem se animar para uma maratona  de Doctor Who, se interessar mais pela série ou quiser relembrar alguma coisa, temos posts bem especiais para cada uma das demais temporadas também: Season 1, Season 2, Season 3, Season 4, Season 5  Season 6 e a primeira parte da Season 7.

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Once Upon A Time, a série que foi traída pelo próprio fetiço

Maio 31, 2013

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No caldeirão de feitiços de Once Upon a Time parece que alguém acidentalmente jogou alguma coisa (ou algumas) que não deveria e o feitiço acabou literalmente virando contra o feiticeiro. E não foi uma feitiço qualquer, foi algo verdadeiramente forte, capaz de nos fazer questionar seriamente e quase esquecer do porque que acabamos apaixonados pela série durante a temporada anterior.

OUAT chegou totalmente desacreditada, com a gente achando que a série seria completamente meio assim, justamente por lidar com um tema que é praticamente sagrado e que de um jeito ou de outro, faz parte do repertório de quase todo mundo. Mas em pouco tempo durante a sua Season 1, a série consegui provar seu valor nos mostrando o quanto eles conseguiam ser corajosos o suficiente para nos mostrar histórias que todos nós amamos, mas dessa vez recebendo uma linguagem diferente, encaixando elementos  novos na história e que não feriam o que já existia e ao mesmo tempo colaboravam para deixar tudo mais novo e interessante. Aquela fórmula de um personagem encantado novo sendo descoberto a cada episódio (mesmo que a novidade não tenha acontecido em todos os episódios, com algumas reprises dos personagens principais) parecia ser o caminho certo e talvez o ideal para que esse tipo de história fosse contada. Claro que também não dava para ficar preso apenas a uma fórmula e para a Season 2 já era de se esperar algumas mudanças e ou novidades, mas pelo menos eles deveriam saber que esse era um dos caminhos mais certos a se seguir dentro da proposta da série.

Embora a nossa empolgação e a surpresa das novidades encontradas em histórias que a gente achava que já conhecia, uma reclamação que já havia surgido desde a Season 1, foi o fato deles não terem conseguido resolver muito bem o lado real da história em Storybrooke, onde essa versão não encantada da história acabou ficando completamente sem forças quando comparada a parte mágica e devidamente encantada da trama. Desde sempre, percebemos que o lado de lá era bem mais interessante e Storybrooke precisava reagir de alguma forma para conseguir nos manter interessados nessa parte da trama. E com os acontecimentos do final da primeira temporada, algo já nos dizia que a partir daquele momento, talvez fosse necessário passar mais tempo na parte real da história e isso, sem que os ajustes necessários fossem feitos, certamente se tornaria um problema durante a Season 2. (confirmou!)

E essa season finale parecia que estava prestes a ganhar uma resolução interessante quando vimos aquela nuvem purple tomando conta da cidade, uma nuvem mágica que trouxe de volta as memórias de todos os personagens da série, que até então viviam suas vidas na pacata cidade, sem conhecer suas verdadeiras identidades e ainda nos trazia a promessa de que a mágica estaria de volta. Magic is coming… Naquele momento que encerrou a Season 1 de Once Upon A Time, ganhamos a esperança de que agora, com a mágica presente também em Storybrooke, tudo poderia ficar bem mais interessante por lá, algo que poderia facilmente trazer um melhor equilíbrio entre os dois lados dessa mesma história.

Mas não foi exatamente o que aconteceu e aparentemente, aquela nuvem da magia não passou de uma neblina fraca e passageira, que passou apenas para devolver as memórias de todos os personagens dos contos infantis habitantes da cidade, mas que não havia sido o suficiente para realmente trazer de volta a mágica para todos eles. É, Storybrooke continuava em falta de estoque de pó mágico. Ao trabalho, anões! Podem começar a minerar porque a vida continua difícil.

Escolhendo esse caminho para passar a contar a história da sua segunda temporada, onde tudo continuou praticamente na mesma, exceto pela questão das memórias, tudo acabou ficando bem confuso em OUAT, meio que conveniente demais de acordo com o que eles achavam que precisavam naquele momento. No começo, ninguém tinha mágica, humpf! Depois, magicamente falando, descobrimos que algumas ainda tinham, como Regina e o Rumpel (sempre os vilões), de forma super conveniente, claro. O mesmo vale para a memória de todos eles, que estava de volta mas também não era bem assim, que foi quando nós descobrimos que eles ainda não poderiam cruzar as fronteiras da cidade, caso contrário esqueceriam quem eram de verdade (um recurso até que aceitável, geograficamente falando), mas ao mesmo tempo, mais perto do final da temporada, vimos eles mais uma vez mudando de ideia de acordo com a conveniência para a história àquela altura e resolvendo essa questão da “fronteira de memórias” de forma bem preguiçosa e, wait for it… mágica. Vai entender.

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E brincar dessa forma com algo que foi tão importante para a conclusão da Season 1 acabou não sendo nada bacana para os rumos da Season 2 e assim Once Upon A Time acabou traída pelo próprio feitiço, nos entregando uma segunda temporada confusa, que fazia pouco sentido e com cara de que poderia ser resolvida a qualquer momento de acordo com o que fosse mais conveniente para a história naquele ponto. Por esse motivo, eles acabaram se perdendo e muito em um caminho que já parecia ganho durante a Season 1, caindo naquele problema clássico das segundas temporadas que muitas séries acabam enfrentando em suas trajetórias, normalmente por não conseguirem lidar com os monstros que elas acabaram criando anteriormente.

Do lado encantado da força, começamos a temporada conhecendo novas personagens, como a Mulan (que é muito mais legal no desenho do que na sua versão para TV, o contrário da Snow White, por exemplo) e a Bela Adormecida (Aurora), elas que também tiveram suas histórias contadas como havíamos nos acostumado durante a primeira temporada. Depois foi a vez do Gancho (Hook), que também teve a sua história contada da mesma forma, onde descobrimos que nessa nova leitura, o crocodilo era ninguém menos do que o próprio Rumpel, o megabitch que circula em todos os reinos (apesar de achar meio preguiça o fato dele ter se tornado o pior inimigo de todos. E só aceitamos porque seria algo que a gente já esperaria de alguém com o título de “Senhor das Trevas”, rs). Além disso, ganhamos também uma revelação importante para a trama, com a descoberta da Cora ser na verdade a Rainha de Copas (que chegamos a ver no suspense durante a temporada anterior), algo que todo mundo já desconfiava faz tempo (o próprio nome da personagem já meio que denunciava). Mas basicamente, esses foram os únicos momentos da nova temporada onde descobrimos novos personagens da mesma forma como acontecia durante a Season 1, algo que eles desde sempre conseguiram realizar muito bem e a gente gostava tanto porque além do elemento surpresa da descoberta (que para todos os personagens citados acima acabou sendo prejudicado de alguma forma, diferente do que vimos acontecer anteriormente na série, fato), nos trazia sempre algo novo para a trama.

Nessa primeira parte da temporada, tivemos também a primeira visita da Emma (agora adulta) ao lado encantado da força, com ela e a mãe (Snow), tentando fazer de tudo para voltar para Storybrooke, uma vez que elas se viram presas do outro lado da história, na companhia de Aurora e Mulan, que estavam numa espécie de refúgio da floresta encantada, que acreditava-se anteriormente ter sido completamente destruída pela maldição. Em meio a tudo isso, elas passaram a interagir com os novos personagens (e ganhamos mais um príncipe, Phillip, que nos foi tirado logo em seguida e sentimos falta de mais príncipes nessa história desde sempre, hein?), enfrentando inclusive gigantes (um dos episódios mais chatinhos da temporada, que nem o Hurley de Lost conseguiu salvar, além de ter sido bem no fundamento Chapolin sob o efeito de nanicolina, rs) na tentativa desesperada de voltar para casa, algo que acabou ocupando um tempo até que grande demais durante a temporada (e só eu achei que a Emma foi péssima com o Hook nesse momento?). Mas ao mesmo tempo, foi bem foufo ver os meninos da família Snow, Charming e seu neto Henry convivendo mais de perto, com o Charming fazendo o neto passar por um treinamento adorável antes que um dia ele venha a se tornar príncipe. E foi bem bonitinho ver os dois treinando com espadas de madeira, enquanto tentavam descobrir a forma de trazer as mulheres da família de volta. (aliás, acho que esse laço entre a família Snow/Charming deveria ter sido muito mais explorado do que a relação Henry + Regina, que sempre foi muito mais presente na história)

E em Storybrooke, parece mesmo que a mão de obra anda escassa e por esse motivo (não disse que faltam príncipes nessa história?) o Charming acabou circulando em diversos outros cenários, sendo agora o novo xerife da cidade, assumindo o lugar da Emma enquanto ela estava ausente (e por lá ele ficou até hoje, tisc tisc…), passando a circular com armas e tudo mais (OK, agradecemos pela visão). Ele que além de tudo fez uma ponta como minerador (e toda vez que eu jogava Minecraft, me imaginava encontrando com o Josh Dallas em um buraco qualquer – um perigo essa line, rs – . Mas não dei essa sorte e era só creeper para o meu lado. BOOM!), uma cena que certamente fez muita gente imaginar coisas (Höy/autoafirmação). Mas além da magia, Charming ficou meio apatralhado demais durante essa temporada, correndo de um cenário para o outro tentando resolver de tudo um pouco, envolvido em todas as questões heroicas de Storybrooke e apesar de ainda ser pintado como o herói da história, quase sempre o personagem acabou levando uma porretada na cabeça e ficando inconsciente para que o vilão ou problema da vez tivesse continuidade. Sério, não foi uma nem duas vezes que isso aconteceu, vai? Se eu fosse a Snow, levava o seu homem para um médico com urgência, porque tanta pancada assim pode ter deixado alguma sequela.

JOSH DALLAS

Com a história da volta da Snow e da Emma da floresta encantada, pulamos para a segunda parte da história, com a temida chegada da Cora e do Gancho a Storybrooke. Temida só que nem tanto assim, porque pouco eles fizeram para merecer respeito no clube dos vilões, com a Cora manipuladora tentando desesperadamente conquistar  o coração da filha manipuladora e o Hook figurando como o mesmo pirata de sempre, envolvido em todas as questões de pequenos furtos e golpes para que o plano pudesse ser colocado em prática. Nessa hora, faltou um pouco mais de consistência para a história, principalmente por parte da Cora, que quase passou batido, apesar de ter sido anunciada como a grande bruxa má de todas as bruxas más. O gancho até que ganhou sua redenção, com a sua história fazendo bem mais sentido dentro daquele cenário (gostei bastante do passado dele com a mulher do Rampel) e principalmente em relação ao que descobrimos mais tarde ser os caminhos da terceira temporada da série.

Apesar das histórias encantadas de introdução aos novos personagens, Once Upon A Time perdeu também muito desse que a gente achava ser o seu forte no passado como eu disse anteriormente, nos apresentando uma quantidade bem menor de novas histórias e apostando mais no mergulho dentro da mitologia que eles já nos haviam mostrado. Tudo bem que sabemos que toda Season 1 é basicamente uma temporada de introdução e que a cada novo episódio de OUAT no passado, ficávamos encantados com o novo personagem que descobrimos já conhecer dos nossos livros infantis agora em Storybrooke, muito provavelmente pela surpresa, mas esse detalhe acabou fazendo bastante falta nessa nova fase da série, mesmo porque esse aprofundamento nas histórias dos personagens que já existiam na série, não chegou a ser tão animador quanto no passado, quando tudo ainda era uma novidade e mesmo tento agora esse olhar mais voltado para os personagens já existentes na história, é possível perceber que na verdade pouco andamos em relação a mitologia de cada um deles. Talvez por isso a temporada tenha sido tão arrastada, difícil de se interessar ou acompanhar, algo que antes não acontecia, mas que dessa vez se tornou algo cada vez mais frequente e custoso.

E em meio a uma história que já não estava lá essas coisas, eles ainda resolveram acrescentar o romance do Rampel com a Bela, que só nos fez sentir pena por ela, porque neam? Quem encararia um Rumpel? E isso mesmo considerando o Rumpel de Storybrooke, de banho tomado e sem frizz. Sorry, mas ninguém, mesmo tendo a Bela certa tendência pelo lado mais exótico da beleza bruta, rs. Bela que também ficou bem perdida durante essa temporada e isso logo agora que se tornou fixa (parece até que eles não sabiam muito bem o que fazer com a personagem, mas por algum motivo obscuro gostavam da atriz…), sem saber para onde correr em plots de perda de memória (em uma atuação constrangedora e bem semelhante com o que ela já fez em Lost…) e mais tarde apostando em um B Side completamente fora de propósito. Se no lugar dela encontrássemos a Chapeuzinho nessa papel de badass (que sumiu da série sem maiores explicações, mas que a gente sabe que foi porque ela está no elenco de Intelligence, que é nova série do Josh Holloway), eu até diria que faria mais sentido (não com o Rumpel e sim por ela ter algo selvagem adormecido lá no fundo), mas não foi o caso e podemos dizer que de todas as histórias meio capengas dessa temporada, Bela teve a mais fraca delas.

Rumpel que assim como a Regina, não conseguiu decidir exatamente de que lado ficar durante a história e essa dualidade do personagem passou da tolerância de um tentativa de mostrar as duas faces de um vilão e acabou permanecendo apenas como uma pura indecisão mesmo (Regina também já está quase lá), que foi algo também bastante prejudicial para a série. Uma hora quer ser bom, outra hora não quer mais… não sei, acho que o Rumpel não conseguiu nos convencer em nada das suas reais intenções, por isso a sua história de amor com a Bela parece totalmente fora de propósito, além de não ser das visões mais agradáveis da TV. Sorry de novo, mas é verdade. E forçar uma história de amor entre o “vilão” e uma das mocinhas da trama, só convence quando eles nos atraem por qualquer outro motivo, que não é nem de longe o caso aqui.

Mas outro plot importante para o personagem de Rumpel, esse um pouco mais convincente, continuou sendo a busca pelo seu filho, Bae, que voltou com mais força durante essa Season 2 e que acabou confirmando no final das contas que a nossa intuição estava certa em relação a sua identidade até então ainda não revelada de que Bae seria realmente o pai do Henry, com quem a Emma viveu uma relação de amor no passado. E o encontro de todos eles também acabou sendo bem bonitinho, um momento certamente bem importante para a história, mas que não chegou a ser extremamente emocionante ou qualquer coisa do tipo. Uma pena, porque poderia ter rendido muito mais.

Mas em meio a todos esses ingredientes do feitiço da vez de Once Upon A Time, encontramos alguns outros momentos bastante constrangedores ao longa da temporada, como a morte da Cora e a transformação da Snow para Snow Dark White, com aquela mancha da maldade em seu coração, forçando a Snow encarar o seu lado negro da depressão (compreensível, mas horrível), além da entrada do casal Tamara e Owen, que mais tarde viriam a ser peças chave para a conclusão da temporada e os novos vilões da vez, mesmo sem convencer em nada de suas atuais funções. Sem contar qualquer coisa envolvendo feijões mágicos, gatilhos, diamantes e portais, que foram todas bem meio assim. Pergunta honesta: de uma plantação gigante de feijões do próprio gigante, sobraram apenas 2 feijões? Sério?. Agora, algo que precisamos falar é que a qualidade dos efeitos da série melhoraram visivelmente durante essa nova temporada, exceto por um momento ou outro, mais difíceis de se executar, como a Emma na terra dos gigantes ou o barco do Hook entrando naquele portal para Neverland (para facilitar, custava ele ter jogado o feijão mais próximo do barco? Custava? Nunca vou esquecer Rumpel fingindo estar sentindo a pressão da força do vento e do mar nesse momento, nunca! rs). E sim, ao que tudo indica, Neverland será o ponto de partida para a próxima temporada, com um Peter Pan sombrio que inclusive já apareceu durante essa reta final da temporada, figurando como o novo vilão mais temido do momento.

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OUAT acabou concluindo sua segunda temporada com um final que não poderia ter sido mais porco, por todos os motivos desse mundo e cheios de falhas, como o ato heroico da Emma ajudando a Regina no final das contas e isso do meio do nada, sendo que cinco minutos antes eles haviam dito que só a Regina poderia segurar o tal diamante/gatilho por conta da magia, que ainda é um assunto pendente na vida da Emma e o casal Snow e Charming perdendo o Henry em cinco segundos, sendo que os heróis nada mais tinham o que fazer a não ser cuidar do neto. Sério. Sem contar o casal de vilões da vez, os super temidos (???) Owen e Tamara, que a mando de sabe-se lá quem, pretendiam acabar com toda a magia do mundo usando exatamente o que? MAGIA. Sério de novo, cadê a coerência, Once Upon A Time?

E eu sei que é meio que ridículo exigir algo como coerência em uma série baseada em contos de fadas, mais ao mesmo tempo, é bem difícil achar que podemos engolir qualquer coisa, só porque se trata de um universo inteiro de faz de contas. Um não, nesse caso são dois e estando a série prestes a embarcar no terceiro. Quer dizer, quarto se a gente contar com o Wonderland, que já apareceu na série no passado e mesmo com OUAT não estando nada bem, eles conseguiram garantir um spin-off da série na terra de Alice, que já pelo promo denuncia que tem tudo para ser uma grande ofensa aos fãs da história). Baseado no que já vimos desse universo em OUAT e depois de ver o primeiro trailer da série, alguém realmente acha que dá para confiar em um spin-off em Wonderland, sendo que em Storybrooke, que nem existia e nem precisa de tantos recursos visuais, as coisas já não estão lá muito bem e tendo o histórico de defeitos especiais de Once Upon a Time antigo, quando ainda era uma série com destino incerto e pobrinha? Não, não dá.

Encontrando tamanha falta de coerência durante esse segunda temporada cheia de conveniências, ficou até difícil não se sentir constrangido com os próprios atores da série, correndo de um lado para o outro sem saber exatamente para onde ir, tentando nos convencer de qualquer coisa em meio a uma trama tão ruim (sempre acho que as caras que eles fazem, de surpresa, dor, medo, fúria ou qualquer sentimento do tipo parecem todas forçadas demais para a realidade dos fatos ou no mínimo são super valorizadas pela cena), praticamente sem sentido e totalmente perdida que acompanhamos com muita dificuldade ao longo dessa Season 2, que para não dizer que foi toda ruim, tivemos aquele episódio do flashback importante para a mitologia da série, com o despertar em Storybrooke em 1983, logo após o feitiço ter sido lançado pela Regina no reino encantado e que foi o ponto de partida para a introdução do personagem do Owen (Owen Who?). Isso e a resolução para o Pinóquio com ele finalmente sendo encontrado pelo Geppetto e voltando a ser criança, algo que além de ter sido bem foufo, foi também uma boa surpresa que encontramos durante a temporada. (apesar de ter soado como mais uma resolução conveniente por outras questões que não chegam a incomodar tanto assim)

Considerando tudo o que vimos durante essa Season 2 da série agora e tentando buscar alguma relação com o que gostamos durante a primeira temporada de Once Upon a Time, chegamos a um ponto onde não conseguimos mais encontrar todas aquelas qualidades que enxergamos no passado (mesmo com tudo de ruim que a gente já deixou passar durante a Season 1 por uma questão de boa vontade) e toda aquela impressão que a gente tinha do que poderia acontecer com a série antes mesmo da sua estreia, parece ter sido adiado apenas por um temporada e ter aparecido com força agora durante essa Season 2 só para nos lembrar de que bem lá no fundo, a gente estava certo em achar que essa história se não contada da forma certa o tempo todo, tinha tudo para desandar como acabou desandando demais ao longo dessa nova temporada. (confirmou!)

Atores correndo de um lado para outro sem saber exatamente onde chegar nesse universo ou na floresta encantada, plots fraquíssimos e atores mirins completamente fora do tom (quem contratou a mini Snow só pode ser muito fã de dramalhões exageradamente exagerados, não?), além de tudo o que já foi mencionado ao longo dessa review, realmente fizeram com que eu me questionasse o tempo todo sobre o porque de continuar assistindo uma série como essas, que chegou a me deixar tão constrangido por diversos motivos diferente ao longo da nova temporada, huh? Isso falando honestamente, lembrando da tortura que foi passar por esses novos 22 episódios pouco ou quase nada interessantes, lutando contra o próprio sono e não conseguindo mais ignorar qualquer defeito que eu tenha encontrado na série a essa altura. Por esse motivo, achei que a minha história com Once Upon a Time precisava ter um fim, mesmo sem ter a série chegado a sua página final ainda (btw, o livro do Henry passou a ter importância de 5% para a trama atual, não? Faça cópias Henry, entregue pela cidade para todos os demais personagens, assim quem sabe eles não ficam mais focados no que realmente importa em cada uma de suas histórias, não? rs) Sabe quando em Friends a mãe de Phoebe não a deixava assistir aos finais “ruins” ou apenas “tristes” dos filmes, só para poupá-la e não ver a filha sofrer? Então, acho que nesse momento, mereço o mesmo tratamento e por isso, não volto mais para Storybrooke, nem em sua prometida Neverland e muito menos em sua Wonderland, essa por motivo de “Alice In Wonderland” ser apenas o meu clássico infantil preferido de todos os tempos. (gosto inclusive do filme recente do Tim Burton, claro e fiquei bem triste com o anúncio recente de que “Alice In Wonderland 2″ está negociando com o diretor de “Os Muppets” James Bobin para assumir o novo projeto da Disney)

The End.

 

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A flechada certeira… quer dizer, não tão certeira assim e meio torta da Season 1 de Arrow

Maio 29, 2013

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Arrow foi uma das novas séries que nos deixou bastante empolgados em relação ao seu piloto durante essa temporada. Muito bem executado, com uma história que a principio parecia ser bem bacana, apesar dela já nos antecipar algumas dificuldades que eles provavelmente ainda iriam encontrar pelo seu caminho, alguns personagens interessantes e uma nova mitologia para conhecermos aos poucos e aprendermos a gostar com o tempo, principalmente para quem não era assim tão familiarizado com a história do personagem da HQ antiga. Isso sem falar da qualidade encontrada nesse primeiro capítulo da história, que impressionou bastante logo de cara.

É claro que a essa altura, como já somos bastante experientes no assunto sobre séries de TV e também no assunto de séries de TV sobre super heróis, ficamos com os três pés atrás (HAHA, sempre sonhei em fazer uma piada baixa sobre tripés por aqui, sorry, mas lidem com isso, rs), com aquele receio natural que nos foi tirado quando perdemos a inocência de acreditar em tudo que eles tentam nos empurrar a força com uma campanha de divulgação massiva, muito bem executada e desde cedo ficamos na desconfiança sobre até quando essa história teria força o suficiente para se sustentar por muito tempo, ou até mesmo se sustentar por pelo menos uma temporada completa.

E Arrow começou muito bem mesmo, com uma sequência de bons episódios em sua estréia (uns seis deles, talvez?), onde aos poucos fomos conhecendo um pouco mais do personagem e ao mesmo tempo fomos nos aprofundando em sua história. O ex playboy abastado, vitima de um destino que mais tarde ele acabou descobrindo ter sido “planejado”, em busca de vingança por todas as perdas que a vida o fez ter que enfrentar nesse meio tempo, além da promessa que ele fez ao próprio pai de honrar seu nome e os motivos que o levaram a sua morte trágica, com um tiro na cabeça em diagonal para baixo, mesmo estando dentro de um bote salva-vidas no meio do mar. #OCAPETAESTADEOLHO

Até então, essa parte da história do Oliver Queen (Stephen Magia Amell, Höy!), apesar de fazer parte da mitologia do herói, já denunciava que talvez a gente acabasse cansando cedo demais dessa rotina do personagem, seguindo a risca um caderno de anotações com nomes que o seu pai queria ver a sete palmos abaixo da terra, sem maiores explicações a não ser a frase de que todos eles “falharam com a cidade”. Sem explicar exatamente o porque de cada uma daquelas pessoas estarem naquela lista (e para isso eles talvez precisassem de um Moleskine muito maior), Oliver, “The Hood” ou “Vigilante” (que eu acho cafonérrimo) como acabou se tornando conhecido o herói da vez, ao seguir a risca o plano sem maiores explicações do pai, parecia ser apenas um executor habilidoso e competente (além de incrivelmente resistente. Höy!), apesar de todas aquelas pessoas não serem exatamente “inocentes” nessa história toda e a gente ir descobrindo aos poucos seus crimes, ao lado do herói.

Legacies

E algo que eu gosto e não gosto ao mesmo tempo nessa fase de construção do herói é exatamente esse sangue frio, onde diferente de muitos outros, matar seus inimigos não parece ser um grande questão em Arrow. Gosto porque acho real e um caminho necessário para quem se dispõe a trabalhar pelo lado heroico da força (considerando as probabilidades da carreira), mas ao mesmo tempo, como vimos o personagem desde sempre fazendo isso sem ter muito “peso na consciência”, ficamos com a sensação de que talvez ele fosse meio que “frio” demais, quase como se não tivesse o menor problema em carregar todas aquelas mortes na ponta certeira de suas flechas. Uma culpa que nós sempre gostamos de encontrar em outros heróis por exemplo, um sentimento que os tornam mais humanos e isso ficou faltando em Arrow, ou pelo menos ficou faltando na forma em como a história foi construída a princípio.  Se pelo menos em um dos primeiros episódios eles já tivessem feito algo do tipo, levantando qualquer tipo de questionamento simplesmente com o herói entrando em conflito com ele mesmo sobre o assunto, tudo já teria se resolvido melhor nesse caso, mesmo que isso tivesse aparecido em um dos flashbacks ainda na ilha.

E esse tipo de detalhe se faz importante porque se a gente parar para pensar, Oliver antes de descobrir a verdade sobre o seu acidente e consequentemente antes da gente passar a conhecer tudo o que aconteceu com ele durante aqueles cinco anos em que esteve na ilha, o personagem era mesmo basicamente alguém que matava (nem todos, mas ainda assim…) uma sequência de nomes aleatórios encontrados na lista do seu pai, que ele acreditava por algum motivo ainda não explicado que ele (o pai), pelo menos teria alguma explicação plausível para tudo aquilo, mesmo que não houvesse mais como ele contar o porque para o filho, a não ser através das coincidências e sinais da própria vida, já que a essa altura ele já se encontrava morto. Algo que soa como recurso fácil e bobo, que precisava de um questionamento maior para pelo menos ser considerado, mesmo que seja algo já pertencente a mitologia do personagem.

Talvez parte da explicação para toda essa “frieza” do personagem tenha sido encontrada quando descobrimos que Oliver se transformou naquele novo homem devido a tudo o que sofreu durante esse tempo todo em que permaneceu desaparecido, preso naquela ilha da tortura. Por lá, conhecemos alguns outros personagens que fizeram parte dessa transformação do herói, como Yao Fei (Byron Mann) e a princípio, mesmo sem entender o que de fato acontecia por lá, até que foi bacana ver o personagem fazer seu laboratório de super-herói ninja sensei da pontaria perfeita depois do trauma do seu acidente de barco. E tudo isso foi bem bacana, tirando a peruca pavorosa usada pelo Stephen Amell nesses flashbacks, mas só funcionou até quando descobrimos que a ilha na verdade escondia alguns outros mistérios (falo isso e penso em Lost, algo que automaticamente me faz bocejar, apesar da nova série não ser exatamente nada sobre isso), como aquela base militar e novos personagens que passamos a conhecer (com certa preguiça) ao longo da história.

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Nessa hora, Arrow começou a se perder, porque nessa jornada do herói, acabamos nos perdendo em uma trama meio assim, onde quase nada foi explicado direito ou de forma realmente convincente, em meio a essa nova safra de flashbacks, com Oliver tendo que se virar para sobreviver a todo custo, tendo menos treinamento e mais ação, no que teria sido a sua “parte prática” nesse estágio da linha “Survivor” de herói, enquanto os inimigos ameaçavam o mundo como mísseis e outras coisas a todo momento. Mas qual a motivação daquilo tudo? Quem, como e porque, nós pouco ficamos sabendo qualquer coisa a respeito, apesar das pistas ou pouco nos interessou no final das contas. Mas dizem que tudo isso faz parte da mitologia antiga do personagem, então deixamos passar, apesar de reconhecer que foi bem menos interessante do que o que aconteceu com ele no começo dos flashbacks na ilha, além de menos confuso também.

E como sempre, do lado da lei, a série contava com o policial clueless (Quentin Lance/Paul Blackthorne), que sempre esteve a um passo de descobrir a verdadeira identidade do “Vigilante”, mas que não deve ter sido uma criança das mais fãs de quebra-cabeças no passado, porque estava bem difícil dele chegar a alguma conclusão a respeito da identidade secreta do herói. Ele que além de tudo era o pai da ex de Oliver e da outra vítima do seu acidente de barco no passado. Sem contar que várias cartas já foram queimadas nesse lado da história, com o Oliver já tendo sido preso como suspeito da verdadeira identidade do herói, além dos acontecimentos da season finale, que de certa forma, a não ser que seja feita uma vista grossa por cima das evidências, será obrigada a reconhecer que já não é mais possível que o policial permaneça tão clueless assim quanto ao caso.

Agora, algo que sempre incomodou na série, desde o começo, foi a relação de amor do Oliver com a Laurel (Katie Cassidy), que devido ao seu histórico, não teria o menor motivo para continuar existindo. Imaginem um cenário onde seu namorado meio canastrão do tipo ex playboy inconsequente e irresponsável, acabou dando aquela saidinha sem compromisso com a sua irmã (sim, a sua IRMÃ!), ou seja, uma dupla traição nesse caso e essa mesma irmã traidora acabou sendo morta durante a tal “escapadinha” em um acidente de barco ao lado do seu até então namorado de anos. Sério, que amor é esse capaz de perdoar e esquecer uma história tão pavorosa como essa?

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Por isso, a relação de Oliver e Laurel acabou perdendo completamente a força e ficamos bem mais interessados em suas novas conquistas, como a outra heroína badass que acabou não tendo um final tão feliz assim (algo que eu achei uma pena), ou a policial que ele já conhecia do passado. Por esse motivo também, passamos a torcer muito mais para a relação da Laurel com o melhor amigo do Oliver, Tommy (Colin Donnell), que parecia ser alguém bem melhor para ela tentar uma relação daqui para frente. Sabe quando você sente que não há mais motivo para insistir em uma relação completamente furada? Então, talvez Laurel esteja precisando de uma amiga para receber esse tipo de conselho. Agora, a pergunta que não quer calar é: Laurel tem ou não um excelente plano de seguro em sua casa, hein? Porque quantas vezes aquele apartamento foi destruído e remontado como se nada tivesse acontecido? Sei…

Em casa, desde cedo conseguimos reconhecer que esse não era o melhor cenário para o personagem. Tirando a ambiguidade da mãe e a irmã chatinha de tudo desde os tempos de The O.C, Oliver pouco tinha o que desenvolver dentro daquele núcleo, além do que ainda faltava para ele descobrir em relação as ligações da sua família com todo o resto de sua história. O barco do acidente mantido guardado em segredo por todo esse tempo, o padrasto que acabou sendo sequestrado e que repareceu mais para o final da temporada, que até agora ainda não disse a que veio e a mãe sempre envolvida com os dois lados da história, foram elos que pouco foram explorados durante essa Season 1 e que até poderiam ter rendido um pouco mais se tivessem sido tratados de uma outra forma. Pelo menos sua mãe acabou ganhando uma resolução no final das contas, apesar das explicações e justificativas para os acontecimentos. Para a irmã chatinha, além do plot do estágio com a ex namorada dele (ZzZZZ), sobrou uma historinha ainda bem capenga com o boy magia do crime (Colton Haynes) agora aspirante a herói. Se estivéssemos em Gotham, certeza que o personagem (o boy magia da irmã) seria o Robin, mas como aqui o assunto é Sterling City…

E o melhor da série realmente se manteve durante as cenas e sequências de ação, todas muito bem executadas, super bem produzidas e bem bacanas de se assistir. Isso e as inúmeras sequências do Oliver se exercitando em seu QG nos porões de sua boate, que sempre nos renderam no mínimo uma sequência de alguns minutos de suspiros mais profundos e ou animados no repeat (Höy!). Isso sem contar a produção inteira da série, que era um medo que a gente matinha em relação ao quanto da qualidade do piloto que eles iriam conseguir manter no decorrer da temporada e que no final das contas eles conseguiram manter perfeitamente até a season finale. Parabéns, CW!

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Nesse cenário, o herói acabou ganhando bons reforços ao lado do seu cão de guarda, Diggle (David Ramsey) e a Felicity (Emily Bett Rickards), a nerd da equipe de TI que na verdade foi o alívio cômico perfeito para a série. Gosto que Felicity apesar de nerd e super dedicada à suas tarefas, também não é assim alguém tão fechada em seu próprio mundo, como era de se esperar de um estereotipo que estamos acostumados a encontrar em cenários semelhantes e além de lines bem humoradas sobre qualquer situação, de vez em quando ainda sobrava um suspiro para a personagem soltar aliviada, depois de apreciar de perto a vista do chefe shirtless escalando correntes ou barras de ferro de forma invejavelmente mágica. Bem que essa modalidade poderia se tornar realidade nas academias por aqui, não?

Mas além da justificativa meio assim para o plano de vingança de Arrow, outro ponto bastante fraco dessa primeira temporada foi a questão dos vilões da série, que não tiveram nenhuma força durante essa Season 1. Pouco vimos deles em ação para acreditar na força dos personagens (mesmo com participações de atores que nós gostamos, como o Seth Gabel, de Fringe fazendo uma espécie de “Joker”, bem acima do tom para a sua importância para a trama), com o herói facilmente conseguindo se livrar de cada um deles, exceto pelo maior vilão da temporada, que na verdade era uma espécie de B Side das próprias habilidades do ‘The Hood”, o poderoso Malcolm Merlyn (John Barrowman, que vai virar apresentador de TV em um reality musical com famosos chamado Sing your face off, da ABC), que além de manter uma relação estreita com a própria família Queen, ainda era o pai do seu melhor amigo, Tommy.

Para o final da temporada, tivemos a revelação do grande plano maligno de Malcolm, que planejava explodir Glades, uma parte mais pobre da cidade, mas a troco do que mesmo? E foi nessa hora que a história acabou dando mais uma escorregada, essa bem feia, com a justificativa para o plano maligno da vez estar no fato de ninguém ter ajudado sua mulher que foi ferida em Glades no passado, algo que acabou a levando a morte e se tornou o grande motivo de toda essa raiva contida no vilão cheio da grana da vez. Sério, alguém comprou esse argumento? Mas nem o filho.

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Claro que no final das contas, Oliver sairia como o grande herói da história em sua calça de couro apertada afinal, essa é a sua história (rs), conseguindo livrar todas as pessoas com quem ele se importava das consequências do caos que se instaurava na cidade no momento em que o vilão colocou seu plano em ação. Mas é claro também que esse caminho não poderia ser tão fácil assim e em um bom series finale para a sua primeira temporada, Arrow acabou nos entregando mais uma vítima possivelmente fatal para a história, com o herói encontrando seu amigo Tommy, muito provavelmente encarando seus últimos minutos de vida, mas com tempo o suficiente para reconhecer que esteve errado esse tempo todo em relação a percepção e verdadeiras intenções do amigo, o herói do momento.

Encontrando Sterling City em um verdadeiro caos e conseguindo deter apenas parte dos planos do vilão da vez, Arrow encerrou essa sua primeira temporada até que muito bem, apesar de todos os deslizes e fraquezas que encontramos nesse história ao longo de toda essa Season 1, que começou muito bem, mas foi visivelmente perdendo a força a medida em que a história foi avançando e se aprofundando “rasamente”, nos fazendo sentir cada vez mais preguiça na expectativa de ter que aguardar por seus novos episódios, seja pelos argumentos todos bastante questionáveis encontrados nessa primeira parte da história ou até mesmo pela mesmice que por boa parte da temporada se tornou a missão do ato heroico de Oliver Queen.

Por esse motivo, apesar de reconhecer o mérito da CW em conseguir nos entregar um produto até que bem bacana, confesso que não consigo encontrar motivação o suficiente para voltar a assistir a série durante a sua próxima temporada, já confirmada tem algum tempo e isso mesmo com as promessas de novos vilões da HQ aparecendo e um possível encontro do herói com o Lanterna Verde, que foi o que andou saindo na imprensa nos últimos dias como novidades certas para a próxima temporada. Pra mim, Arrow conseguiu provar o seu valor durante essa Season 1, mostrando não ser o suficiente para alguns, mas também não nos fazendo não conseguir entender o porque de muita gente sentir vontade de continuar acompanhando a série, da qual prefiro me despedir agora, antes que ela se torne uma decepção muito maior, apenas por precaução e ou preguiça.

 

ps: de nada pela sequência de imagens inspiradoras, rs. Höy!

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Realmente está na hora de reconhecer que alguém precisa desligar os aparelhos de Grey’s Anatomy…

Maio 28, 2013

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Depois daquele final trágico e pavoroso da Season 8 que muitos de nós gostaríamos que não tivesse sido verdade, Grey’s Anatomy estava de volta e já começou sua Season 9 discutindo a irrelevância de se manter (em alguns casos) a pessoa viva apenas por aparelhos, sendo que seu corpo já não teria mais grandes chances de se aguentar por si só. Em seu primeiro novo episódio, observamos a escolha de Mark Sloan (sim, aquele Mark Sloan, super relevante para a série durante esses anos todos, tisc tisc….), que havia pré estabelecido um contrato bem prático a respeito do seu tratamento, que se não apresentasse nenhuma melhora considerável em um período de 30 dias, deveria ser deixado de lado, simples assim e deixando a vida seguir seu curso naturalmente.

Uma escolha consciente, prática, difícil de ser tomada, algo que a gente consegue até imaginar, mas que nem foi qualquer tipo de novidade para uma série médica como Greysa, que desde sempre discutiu todas essas questões de forma corajosa até, mostrando claramente que em alguns casos, a insistência da medicina pode servir apenas para prorrogar o inevitável. Que é mais ou menos o que estamos observando acontecer com a própria série desde a estreia da Season 9, como se estivéssemos observando seu quadro clínico de perto, semanalmente, nos encontrando até que animados mesmo que bem de leve, com qualquer tipo de melhora que tenhamos encontrando durante essa nova temporada da série, mas que nem por isso chegamos a ficar com qualquer tipo de esperança de uma melhora considerável em relação ao seu atual estado e talvez já tenha mesmo passado da hora de reconhecer que do jeito que está não dá mais para continuar e se for para ser assim, talvez seja melhor mesmo que Grey’s Anatomy finalmente encontre o seu fim. Sabe aqueles 30 dias que o Sloan pediu para esperarem o seu corpo reagir ao tratamento? Para essa temporada do coma induzido em Greysa, foi o equivalente aos 24 episódios da Season 9 e apesar de ser sempre duro receber esse tipo de notícia, podemos dizer que a série não conseguiu melhorar ou responder muito bem ao tratamento da nova temporada.

A essa altura e depois daquele acidente totalmente desnecessário do qual Grey’s Anatomy talvez nunca mais se recupere (como já desconfiávamos), encontramos a série agora com a assinatura orgulhosa de sua criadora que não devemos pronunciar o nome em vão, aparecendo na “abertura” de todos os episódios, como se ela ainda tivesse do que se orgulhar do seu atual trabalho bem porco na TV, apesar de no Twitter ela parecer muito mais empolgada com o que vem fazendo em Scandal (devo aplicar meu tempo nesse escândalo ou ele é só um bafinho insosso que logo passa? Responda leitor que assista a nova série, por favor). Tudo bem, tivemos o episódio com a morte do Mark abrindo a temporada, que era a sua aposta certa para nos pegar pelo menos pela emoção, mas que em nada convenceu devido a relevância do personagem (sorry Mark, mas é verdade…) e a forma como os demais acabaram lidando com a situação, exceto por alguns poucos que souberam se comportar adequadamente dentro daquele cenário de luto.

E começar a temporada ignorando de certa forma os acontecimentos catastróficos da temporada anterior que certamente mudariam a experiência de assistir a série para muita gente, realmente não foi a melhor escolha de Shhh… quer dizer, dela. Tudo bem também que logo no segundo episódio ganhamos os aguardados flashbacks sobre o que teria acontecido na “ilha” (que na verdade, era uma floresta, mas para colaborar com o tom dramático da coisa acho que vale dizer ilha, rs), nos fazendo ficar com a sensação de que o estagiário responsável pela exibição da grade na ABC havia trocado sem querer a ordem dos episódios. Só pode, porque algo tão grandioso e importante como foi aquele acidente, merecia ter sido o grande destaque da sua volta e nem isso Greysa se preocupou em fazer. E nesse momento, a série já nos estregava descaradamente que essa seria a temporada mais cínica da sua história.

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Depois disso permanecemos durante alguns outros episódios observando todos os envolvidos com o tal acidente e terceiros (Callie), tentando se adaptar e tendo todos que lidar com suas novas realidades de os maiores médicos azarões atraí coisa ruim e que a morte parece perseguir o tempo todo do mundo. Meredith não conseguia voar. Ninguém conseguiria voar logo depois do acontecido. Yang não conseguia voar. Novamente, ninguém conseguiria voar depois de ter passado por um trauma como aquele e a propósito, antes eles pouco viajavam de avião, que a gente se lembre. Derek precisava recuperar os movimentos da sua mão, de novo (ZzZZZ) e enquanto isso fazia figuração como o melhor professor de medicina do mundo, dentro do hospital, sobrando um tempinho até para se dedicar a sua carreira de modelo (não acredita? Pois é verdade e até esse plot nós tivemos que engolir durante a nova temporada)… enquanto Arizona jogava na cara da sua outra metade o fato dela ter sido a responsável por deixá-la pela metade, que é como ela se sentia depois de ter perdido a perna. (OK, eu sei que essa line pode ter parecido horrível, mas alguém jura que eu vou receber qualquer tipo de julgamento pior do que a Shhh… quer dizer, do que aquela que não devemos dizer o nome em vão só por isso? Sei…) Até aqui, reações extremamente naturais após todos os acontecimentos, mas tudo bem dentro do esperado também, dentro de uma normalidade preguiçosa e bem óbvia, as vezes até irritante.

Com os personagens principais ainda em fase de recuperação, as coisas precisavam funcionar por ali e por isso, acabamos ganhando uma série de novos internos, tentando desesperadamente que a gente se importasse com suas histórias ou pelo menos que alguém lembrasse de seus nomes até o final da temporada. Fuén…. observando minhas anotações sobre a Season 9, percebi que em nenhum momento eu cheguei a escrever o nome de qualquer um deles, tamanha relevância (mas palavras como “chatinho”, “sono” e “preguiça” foram bem recorrentes em minhas anotações). Personagens chatinhos, sem carisma ou apelo e que nós já vimos circular por aqueles corredores anteriormente, só que em corpos diferentes e também absolutamente dispensáveis, tanto que não duraram muito, exceto pela Kepner, essa sim que a gente torce até hoje para que o azar fale mais alto com ela dentro daquele hospital, que parece ser o lugar perfeito para atrair esse tipo de coisa ruim  para todo mundo (os dois tipos inclusive, rs) mesmo por ela que por exemplo, de forma inexplicável, aquele lugar amaldiçoado é capaz de trazer um Avery ou o seu novo boy magia ambulante e virgem (não consigo lidar com esse plot de uma médica de quase 30 anos – ou mais – discutindo a virgindade como uma adolescente qualquer. Não consigo e fico constrangido toda vez). Vai entender. Vou ter que confessar também que durante boa parte da temporada, aproveitei as cenas dos novos internos todos para dar aquela olhada nos emails, cortar as unhas, fazer um Cup Noodles de  Costela com Molho de Churrasco (Cha-Ching Cha-Ching), ou um bolo de caneca (que é o meu novo vício e que eu descobri recentemente que fica bem melhor e ou perfeito com sorvete. Anotem…) ou jogar paciência contra a minha própria paciência (leia paciência como Cut The Hope). Honestamente falando.

Outro plot super dramático que aconteceu durante essa nova temporada de Greysa foi o quase fechamento do hospital, que estava prestes a acontecer devido ao processo que o grupo de médicos acidentados durante a queda do avião moveu contra a empresa/hospital, que como foram vitoriosos na causa, quase acabaram destruindo o emprego de várias outras pessoas, inclusive os deles mesmos, agora milionários. Difícil acreditar que um grupo de 6 médicos (Lexie e Mark ainda contam, não?) conseguiria levar um hospital como o Seattle Grace a falência, apesar do acontecido, mas como não entendemos muito bem de números nesse caso e não estamos em dia com a contabilidade do hospital da morte, que deve ter muitas dívidas com gente poderosa nos andares de cima e de baixo, deixamos passar.

Assim tivemos uma fusão com uma empresa de terceiros, que tinha coincidentemente uma ex aluna desistente e magoada do Seattle Grace a frente dos negócios (sei…), ensinando aqueles médicos acidentados e vítimas constantes do azar a como economizar e continuar apto a salvar vidas. Lame. Tanto que não deu muito certo e logo eles optaram por um outro plot administrativo, esse com os médicos donos da fortuna arriscando tudo e comprando o hospital, simples assim, mas não sem antes ter que contar com o apoio da insuportável, over e vulgar mãe do Avery, a “booty call” oficial do Chief (My eyes! My eyes!), ela que aproveitou o momento para quebrar o porquinho abastado de ouro cravejado de brilhantes do filho e assim o fez o sócio majoritário do novo Seattle Grace (chefe de todos os outros inclusive. O Avery, que é lindo, mas tem o carisma de uma acelga..,), que agora além de tudo passaria a se chamar Seattle Grace Mercy Death McSteamy Greysinha, para os íntimos, que para facilitar pode também se chamado como “Lar do Azar” ou “Santa Casa do vem quem tem plot dramático e ou acidente para você também”, ou qualquer outra coisa do tipo, rs.

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Sem contar que a palavra da vez dessa Season 9 de Grey’s Anatomy acabou sendo mesmo o tal cinismo mencionado anteriormente, com todos eles usando desculpas esfarrapadas o tempo todo, aceitando o peso de serem os médicos mais azarados da TV, sem o menor questionamento ou insatisfação, com sobra de espaço até para risadinhas irritante sobre tudo o que já aconteceu com eles, exceto pela Yang no começo da temporada, quando ainda no outro trabalho. Todos eles em algum momento apareceram irritantemente nos forçando essa aceitação fácil demais de que naquele lugar, tudo pode acontecer e ponto e isso foi bem difícil de engolir, ainda mais com aqueles tapinhas nas costas e uma risadinha meio torta e opaca. Mais ou menos como aquele amigo com quem você um dia resolve desabafar, reclamando sobre o quanto sua vida anda uma merda e ele escolhe assumir aquela conversa como uma competição, resolvendo contar o quão pior a vida dele anda também naquele momento. Boring.

E o pior deles todos nesse cenário, foi mesmo a Meredith, que de Medusa (apelido que eles abandonaram rapidinho porque ela estava convencendo muito mais como pedra, do que qualquer outra coisa) passou a figurar como a médica agora grávida, morrendo de medo sobre o que um lugar que só atrai coisa ruim com o agora Seattle Grace Mercy Death McSteamy Greysinha, poderia fazer com seu bebê. Sério, toda vez que ela mencionava a possibilidade do bebê nascer com duas cabeças e ou ela e o bebê acabarem morrendo no parto, eu agradecia por não estar fazendo figuração na série com uma seringa totalmente preenchida com algo letal por perto porque do contrário, alguém já tinha encontrado a morte e se a dose fosse boa mesmo, eu a dividiria em duas, uma para o cinismo da personagem e a outra para o cinismo de quem escreve a série. Arghhh!

É claro que em meio a tudo isso, algumas coisas bacanas ainda continuaram acontecendo nesse cenário, como a relação da Yang com o seu mentor do outro hospital, que acabou se tornando o grande responsável pela sua “cura” e aceitação de quem ela é de verdade (um discurso lindo por sinal), assim como um dos momentos mais esperados da série desde a temporada anterior, que foi quando sua criadora que não devemos mencionar o nome, resolveu fazer as pazes com uma das personagens mais queridas de Greysa antigo, voltando a emprestar alguma dignidade para a personagem, que já estava fazendo falta e isso desde quando ela foi esquecida como o alívio cômico que já não tinha mais a menor graça ou função dentro da série.

Que foi o que vimos finalmente acontecer com a Dra Bailey de novo, do plot do seu casamento que acabou não ocorrendo como ela esperava e que ainda terminou com um momento lindo, por conta de um outro momento bem triste, com a morte da Adele (se bem que um simples telefonema nesse caso teria resolvido boa parte do constrangimento de todo mundo ficar esperando a noiva na igreja. #OCAPETAESTADEOLHO), até a sua queda mais perto do final da temporada, com ela por questões de higiene (mentira, não foi isso, mas está valendo… rs), ter matado alguns pacientes com as próprias mãos. Literalmente. E quando envolvida em um drama novamente, Dra Bailey nos fez lembrar imediatamente o porque que nós gostamos tanto da personagem no passado e todo o seu trauma de não querer mais operar ninguém com medo do que aconteceu com seus pacientes, encontrando como resolução ela tendo que operar a Meredith as pressas durante suas complicações no parto que foi o acontecimento de maior destaque da season finale, foi verdadeiramente muito bom. Mas chegaremos a finale em instantes, porque antes disso, ainda temos mais do que reclamar…

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Antes disso, precisamos falar sobre o quanto foi preguiçoso o Karev ter ganhado uma nova Izzie, com aquele plot sem vergonha do espancamento, do qual a gente já desconfiava desde o principio sobre qual seria o seu desenrolar. E esse lado bem mais previsível também foi um dos vários pontos negativos dessa fase de sobrevida de Grey’s Anatomy, onde conseguimos visualizar e imaginar exatamente onde aquela história estava nos levando. Algo que valeu para a história da nova Izzie com o velho Karev, valeu para o “filho” do Owen, que caiu como um presente ruivo (precisava ser ruivo?) no seu colo e ele não conseguiu esconder a raiva de ver o pai do menino acordando bem da mesa de cirurgia, destruindo o seu sonho de se tornar pai de uma forma mais “fácil” até e esteve na cara desde o começo que aquele era o filho dos seus sonhos (pensando nas dificuldades maternas da Yang ou vocação, uma criança já crescida talvez fosse mesmo sua melhor opção, se ela ainda tivesse algum interesse naquela relação) e valeu também para a provocação daquela que não devemos dizer o nome, falando em seu Twitter que essa finale seria daquelas, revoltante, sanguinária, azarenta, mas que no final das contas todo mundo já desconfiava que seria algo mais café com leite com bastante adoçante, apesar daquela cena final. (que fez alguém assinar o próprio atestado de burrice não? Um fio desencapado soltando faísca e um chão completamente alagado não é um cenário que qualquer um entra sem tomar cuidado, não é mesmo? Enfim…)

Agora, outro ponto que ultrapassou as barreiras do insuportável durante toda essa temporada realmente foi a permanência da Arizona na série. Ela que foi péssima enquanto em recuperação, e digo péssima atriz, esposa, vítima, mãe, pessoa, plano de fundo, modelo de uniforme de cirurgiã pediatra e assim permaneceu até o final, quando nos entregou a desculpa mais esfarrapada para ter traído a Callie com uma total estranha, também médica e gatinha até (lembra o quanto ela demorou para trazer de volta o sexo para a sua relação? E isso com alguém que ela já dividia a vida, imaginem com um estranho? Só para deixar registrado), mas que apareceu no hospital porque era uma espécie de stalker da mesma, mesmo estando ciente de sua atual condição (acidente, estado civil, status no face), algo no mínimo creep, não é mesmo? Torço para que aquela nova médica na verdade seja uma tipo de stalker bem psicopata, que acabe sequestrando a Arizona e a mantenha em um porão escuro e seco a base de muita tortura e tudo isso ironicamente em um cenário deserto qualquer do próprio Arizona. (sabe o final da Andrea em TWD? Então, só que mais prolongado e sofrido…)

Encerrando a temporada, tivemos exatamente as resoluções que eu já comentei ao longo dessa review, com o parto da Grey, a doutrora Bailey finalmente se recuperando do seu trauma recente, Yang se separando mais uma vez do Owen e pelo mesmo motivo de sempre (super preguiça por conta de ser um repeat, porque entendemos bem os motivos de ambos nesse caso), Karev e a nova Izzie se amando loucamente se não fosse por uma árvore invadindo a sala da casa do meio do nada (Sério!), Callie descobrindo a traição da Arizona, que segundo a traidora, foi tudo culpa dela porque a médica foi quem cortou sua perna no passado (leio isso e não consigo acreditar que alguém usaria esse tipo de argumento em um DR. Simplesmente não consigo e se é comigo, apanha com a própria perna, viu E.? rs), além de um acidente que poderia ter sido fatal e que aconteceu na porta do hospital, com uma das cenas mais ridículas e clichês da história de Greysa, com o Avery saindo do meio de uma cortina de fogo com pose de herói magia, resgatando a criancinha que poderia ter morrido (se aquela for a futura filha da Yang eu vou achar ainda mais revoltante, já estou avisando) e aquela cena final, com o Chief provavelmente eletrocutado, no chão do hospital, que se morreu, morreu de forma tão ridícula como tudo o que andamos encontrando dentro da série em sua atual condição de coma induzido.

E com uma temporada que teve sim o seu mérito, mas ao mesmo tempo nos entregou tanta coisa ruim e de forma tão cínica, além de ter contado com um pedido de casamento musical para a Kepner no formato de um flash mob (nessa hora, eu rezei para que outro avião caísse e dessa vez no próprio hospital), é preciso chegarmos a conclusão de que realmente já está passando da hora de considerar desligar os aparelhos que mantém Grey’s Anatomy viva até hoje, porque uma série que você acompanha por nove temporadas, não é tão fácil assim de se abandonar afinal, temos muito apego àqueles personagens e ainda nos interessamos por eles. Mas ao mesmo tempo, ver algo que você já gostou tanto, se encontrando em um estado praticamente vegetativo em sua TV, também não é fácil para ninguém e por isso, acho que já passou da hora de aceitarmos que Grey’s Anatomy tem que morrer, não tem jeito e isso já não podem mais demorar tanto para acontecer.

 

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