Smash encerrou sua curta história de duas temporadas na TV nos provocando descaradamente, mesmo tendo entregue uma segunda temporada bem meio assim, para não dizer péssima logo de cara, sem antes argumentar, como se ainda estivessem acima de qualquer coisa, no lucro, dizendo em seu número de encerramento que bastava entregar um grande final para que a audiência esquecesse todo o resto. Mas será que só isso realmente seria o suficiente para esquecermos de fato tudo o que foi essa Season 2 que encerrou de vez Smash?
Começamos reconhecendo logo de cara que essa segunda temporada da série sobre os bastidores de um musical na Broadway foi muito, mas muito custosa, do tipo que nos fez questionar o tempo todo o porque que continuamos diante da TV durante aqueles pouco mais de 40 minutos semanais. Isso quando não cochilamos ou desviamos nossas atenções para uma partida de Tetris invertido ou quem sabe matar a saudade do ICQ. É claro que em meio a uma temporada bem medíocre, o fator “Broadway” sempre acabava nos cativando e nos prendendo de alguma forma, por motivos óbvios é claro de muitas luzes piscando ao mesmo tempo, gente cantando invejavelmente como se não estivesse fazendo o menos esforço, um dia como outro qualquer milimetricamente coreografado, realizando de alguma forma a nossa fantasia de viver dentro de um musical pelo menos por um dia (sonho!), ou qualquer coisa do tipo. É claro que tudo isso sempre acabava nos distraindo de alguma forma, mas digamos que se a Broadway fosse realmente metade do que Smash foi durante essa Season 2, muito provavelmente suas luzes não continuariam acesas até hoje.
Durante a Season 1, reconhecemos que a série começou muito bem, nos trazendo a dança das cadeiras sobre quem de fato acabaria com o tão sonhado papel da nova Marilyn no teatro e enquanto isso, acompanhamos também toda a produção que um musical desse porte costuma ter, com as inúmeras brigas e desentendimentos envolvendo sua produção e os vários acertos e ajustes que são necessários para montar um espetáculo como Bombshell. E ao mesmo tempo em que enxergamos tudo isso, observamos e apontamos também diversas falhas que a série cometeu já em sua temporada de estreia, falhas que precisavam ser acertadas para que o show pudesse continuar, fazendo com que todos ainda continuassem interessados nele pelos motivos certos e não por um apelo ou atrativo certo qualquer.
Plots bem falhos, personagens insuportavelmente insuportáveis, histórias sem a menor força, números musicais ultrapassando todas as barreiras do ridículo (lembram do número Bollywood, com todo o elenco principal reunido pela primeira vez? #CREDINCRUZ), tudo isso precisava mudar e eles já encerraram a Season 1 anunciando uma série de cortes animadores no elenco, como o insuportável do assistente bi hétero gay Ellis, o marido bunda molão da Julia e seu filho adolescente que só tinha cara de velho mas eles juravam que era um adolescente (sério, eles mesmo chegaram a admitir e dizer isso na série), além do DiMaggio, a única despedida sentida por todos nós. Além disso, houve também uma troca de roteiristas e a espera de um tempo maior para que a Season 2 fosse realizada, algo que nos deixou com uma pontinha de boa esperança, aguardando pela nova temporada.
Até que ela finalmente chegou e nesse momento, toda essa esperança foi desaparecendo sem precisar fazer muito esforço, porque logo de cara, ainda na estreia da Season 2, Smash infelizmente já nos dava indícios de que continuava a seguir um caminho que não nos agradava em nada. Os plots continuavam capengas, alguns deles, que inclusive nos foram apresentados durante a season finale da temporada anterior como cliffhangers, foram abandonados descaradamente, sem nenhuma explicação (tipo a Ivy viciada em remédios) e mesmo com cartas de demissões entregues ao final da primeira temporada, ainda tivemos a breve reaparição de personagens meio assim (sim, estamos falando do marido da Julia que reapareceu durante a premiere e mais para a metade da temporada, recebemos também uma visita constrangedora e totalmente desnecessária do filho da Julia) e uma série de pequenas correções que precisavam ser feitas mas que eles pareciam continuar ignorando, mesmo com todas as mudanças em sua produção e tendo ganhado mais tempo para que esses ajustes fossem feitos.
A partir disso, a própria série foi se auto sabotando ao poucos em suas novas tentativas de finalmente dar certo, destruindo inclusive o pouco que permanecia OK dentro da sua própria história. Vejamos o caso da Julia por exemplo, ela que esteve envolvida com 3 dos personagens que foram eliminados da nova temporada e mesmo assim continuou sendo bem bacana, mérito é claro que da atriz Debra Messing, que interpretava a sua nova Grace com maestria na série (duas verdades: Julia era a nova Grace, fato e sorry e Debra consegue fazer o tipo muito bem mesmo, conseguindo se distanciar completamente do seu núcleo totalmente meio assim) e mesmo sendo a única sobrevivente do seu núcleo (familiar) acabou logo de cara ganhando o plot de que o seu trabalho a frente de Bombshell era o pior do musical (sério que alguém comprou isso?) e que tudo o que precisava melhorar estava em suas mãos. (praticamente uma mea culpa por parte dos roteiristas)
Sem contar que o passado da personagem envolvendo a traição do marido (por parte dela), acabou tomando proporções completamente fora de propósito, com Smash querendo nos fazer acreditar e engolir que toda a sociedade da Broadway estava preocupadíssima com o caso de traição (vejam bem, segundo eles, só se falava disso nos bastidores) e estavam sabotando a Julia e por consequência todo o musical pelo motivo da moral e dos bons costumes teatrais, isso a ponto deles serem quase expulsos da “sociedade teatral” exatamente por esse motivo. Sério, Smash se passava na Broadway ou em uma seita religiosa dessas bem ignorantes? Com isso, sua personagem acabou ficando completamente pouco profissional (a série inteira pareceu ser bem anti-profissional durante essa temporada), sempre envolvida sexualmente com seus colegas de trabalho quando não gays (detalhe importante a se levantar, caso contrário acho que nem o Tom teria escapado), com tentativas de plots românticos com todos os que cruzaram o seu caminho profissionalmente (que vergonha), tornando a personagem como uma espécia de “Maria Dramaturgo”. EW! Lembrando que Julia não era uma iniciante na Broadway e já tinha certa experiência no assunto, além desse nunca ter parecido ser o perfil da personagem.
Sua outra metade, Tom (que nessa versão é o seu Will, só que mais Jack do que Will, convenhamos…) continuou sendo o mesmo foufo de sempre, até que começou a experimentar o poder de estar a frente do show, que foi quando ele acabou sendo nomeado a diretor do musical e tudo ficou ainda pior. Do músico fofinho apaixonado pela arte, Tom se tornou qualquer outra coisa do tipo incontrolável, as vezes sendo querido, querendo a participação de todos envolvidos com o projeto e logo em seguida perdendo o controle da situação e não sabendo mais o que fazer a respeito e as vezes completamente perdido, não querendo mais ser dupla com a Julia, simplesmente por estar meio deslumbrado com as novas possibilidades da sua carreira, até perceber que sozinho ele não conseguia ser tão bom quanto em dupla. Ain’t no Tom without a Julia. Ain’t no Will without a Grace. Seus envolvimentos amorosos também foram todos desastrosos e alguns bem vergonhosos, tanto quando namorando o ator melhor amigo da Ivy (que foi do bailarino ao reserva do papel principal em 3, 2, 1, personagem que não tinha o menor amor próprio e se demonstrou compreensivo demais) até quando se tornou o viúvo mais tedioso e nada convincente da face da terra. Sim, tivemos uma morte em Smash (viu como Smash é um drama?), e uma morte levada a sério, com uma série de tributos e reverências, mesmo que ela tenha acontecido para um personagem que só havia aparecido agora dentro da mitologia da série, sobre o qual falaremos mais depois. Sério, o relacionamento dele com o Kyle (R.I.P) apareceu do meio do nada, foi resolvido rapidinho, de forma pratica e absolutamente sexual e na verdade, pouco tempo eles estiveram juntos para tamanho luto por parte do Tom, não? Pra mim, a viúva oficial daquele funeral era o mocinho da iluminação, que depois disso foi descartado com uma lâmpada velha queimada.
Mas se Smash não se importou em tentar piorar personagens pelos quais a gente ainda tinha algum carinho como Tom & Julia, com a parte mais musical mesmo da trama, eles também não pareciam estar preocupados ou muito focados. Se eles não conseguiram resolver bem 1 musical durante a Season 1 e agora que Bombshell finalmente havia chegado a Broadway, uma série de mudanças pareciam ainda necessárias para que ele de fato acontecesse, de forma presunçosa e totalmente fora de controle, Smash teve a cara de pau de se arriscar em diversos novos projetos musicais dentro de uma temporada que já não estava andando muito bem quando apenas focada em um deles.
Bombshell acabou se transformando em dois espetáculos, quase três, que foi quando o personagem do Derek resolveu pular fora desse navio já afundando e ao mesmo tempo, eles começaram a investir em um outro musical dentro da série, esse com uma cara forçada de teatro mais experimental e independente, tentando fugir do estereotipo dos grandes musicais, experimentando novas linguagens e que mais tarde veio a se tornar o Hit List, que mesmo sendo super independente, sem grana e underground, acabou em dois segundos ganhando a Broadway (com direção do Derek, claro), se tornando o novo musical do momento e o grande oponente de Bombshell em sua temporada.
Mas pensa que acabou? Porque não acabou não e Bombshell e Hit List não foram distrações suficientes para os produtores e roteiristas de Smash que realmente pareciam acreditar (só eles) que conseguiriam dar conta de toda essa variedade musical e outros dois musicais foram montados dentro da série durante essa Season 2. Um deles trazendo a nova sensação da Broadway do momento, uma estrela querendo provar que não era apenas uma garota inocente (não entendi até agora o propósito do musical dela, que na verdade não tinha uma história e era apenas focado em mostrar a sua trajetória no teatro e ou seus dotes vocais), com a Jennifer Hudson sendo vendida como essa grande estrela da vez, uma impressão que eles mesmo fizeram questão de nos passar durante os promos e os trailers da nova temporada (inclusive ela aparece no poster da temporada), mas que na verdade não era bem isso e ela parecia mesmo só ter dado uma passadinha na série, apenas para dar alguns conselhos aqui e ali para as iniciantes no ramo (principalmente a Karen) e fazer um ou dois números que para quem conhece a voz poderosa da cantora, talvez seja mais fácil imaginar que ela realizou muito bem, isso antes de ser completamente descartada da série, sem sequer ser mencionada novamente. Simples assim. O outro musical dentro da série musical, esse de época e para o qual a Ivy acabou sendo emprestada (já que ela estava meio sem perspectiva depois de ter perdido o posto de nova Marilyn para a Karen), isso para que ele pelo menos tivesse alguma relação com a série, já que parecia paralelo demais e sem a melhor ligação com a trama, estrelado pelo Sean Hayes, que é sempre ótimo mas que também não encontrou um bom papel dentro da série, forçando a barra em um estereotipo exageradamente goofy, que seria mais ou menos o resultado de uma batida entre um Robin Willians e um Jim Carrey.
Talvez eles tenham incluído tantos outros musicais assim para quem sabe tentar desesperadamente nos distrair em relação a toda a grande porcaria que estava se tornando essa segunda temporada da série, que a essa altura já havia desandado de vez, não demonstrando a menor esperança de uma melhora, tanto que os números de sua audiência foram despencando cada vez mais e a série acabou sendo transferida para os sábados, que todo mundo sabe que é o corredor da morte para qualquer série. O desespero foi tanto que o próprio Bombshell acabou ficando quase que completamente de lado, assim como as músicas originais da série, que praticamente desaparecerem ao longo dessa temporada (pelo menos as do Bombshell sim, que foram muito mais presentes durante a Season 1) e seus número foram reduzidos consideravelmente também, transformando Smash em uma espécie de série sobre um musical do que uma série realmente musical. E como Derek acabou deixando a direção do projeto sobre a Marilyn, partindo para a direção do Hit List, novamente nos vimos de volta ao plot da dança das cadeiras que foi o grande plot da primeira temporada, sobre quem realmente acabaria sendo a nova Marilyn da Broadway, uma vez que Karen havia sido a escolha pessoal do diretor no passado, mas com a peça agora nas mãos do Tom, as coisas poderiam se tornar bem diferentes e favoráveis para a Ivy. (confirmou!)
Que foi quando finalmente ganhamos a Ivy Lynn voltando para o posto que sempre achamos que ela sem a menor dúvida parecia ser a melhor escolha, encarando de forma bem mais natural (Karen sempre pareceu meio forçada no papel, além da sua notável falta de carisma, apesar do talento) a tarefa de dar vida a Marilyn, enquanto continuava lidando com a indiferença e infidelidade do Derek (ele que além de estar envolvido com a dança das cadeiras da vez só ganhou mesmo plots repetidos envolvendo o seu lado infiel e possivelmente alcoólatra, que nós já bem conhecemos), assim como o plot dramático da eterna competição com a mãe também atriz de musicais. Ivy que perdeu completamente o seu lado Marilyn megabitch e fez a humilde durante essa temporada, se encontrando inclusive prestes a desistir da carreira no começo dela e deixando de lado recursos que ela já havia utilizado no passado para conseguir o que queria. Nesse momento, estava claro que perdemos a antagonista da série e por esse motivo, como sempre torcemos para a personagem desde o começo, apesar das maldades do seu passado, passamos a enxergar o que sempre esteve óbvio, reconhecendo que Ivy realmente nasceu para aquele papel e em termos de carisma e talento (só faltou inteligência, porque ficar grávida a essa altura do campeonato foi o fim! E do Derek, que pegava geral…), ela que realmente merecia muito mais a posição mais desejada da Broadway de mentira do momento.
Karen que desde sempre se mostrou dona de uma personalidade bem mais apagada e por isso acabou quase sumindo ao longo da temporada, quando desistiu de ser a nova Marilyn para seguir o Derek em seu novo projeto, que ela mesmo se via mais interessada por conta de um boy magia que havia surgido em sua vida e que casualmente era um músico e vivia com um amigo que estava conveniente escrevendo um roteiro para um musical, que tinha grandes chances de ser o novo Rent. Sei… Karen realmente apesar de ser muito talentosa, nunca pareceu ser a melhor opção nesse cenário sobre quem deveria ser a nova Marilyn e colocando a personagem mais de lado, ficou evidente que ela não tinha o carisma necessário para segurar um papel como aquele, sendo que nem como secundária ela conseguiu se dar bem. A verdade é que ela nunca teve o carisma necessário, apesar de executar muito bem os números musicais dentro da série, mas sempre notamos que faltava alguma coisa importante nela para tal. Durante a temporada anterior, cheguei até a mencionar que seu despertar talvez tivesse acontecido tarde demais e essa nova temporada acabou confirmando exatamente essa impressão, mas talvez Karen nem tenha sido apenas despertada tarde de mais e sim, muito provavelmente, ela é só aquilo mesmo, simples assim.
Com o carisma de uma ostra, Karen se viu presa ao novo musical independente chatinho que acabou ocupando um espaço enorme da temporada, fazendo inclusive com que os atores envolvidos com Bombshell passassem a circular também dentro desse novo núcleo (Julia, Tom), que contava basicamente com a Karen e o Derek circulando entre os novos personagens por quem nós não conseguimos nos importar muito. Kyle, o tal amigo do seu boy magia que era escritor (aquele do R.I.P), até que parecia ser bem fofo, apesar de ter passado magicamente do total fracasso do seu texto ingênuo e despreparado para um musical grandioso para o escritor homenageado e reconhecido no Tony em pouquíssimo tempo depois. Coerência zero. Ele que apesar de namorar o tal iluminador magia, acabou se aventurando no que pareceu ter sido uma ou no máximo duas noites com o Tom, algo que foi o suficiente para fazer com que os roteiristas desprezassem o antigo namorado do personagem (para o qual ele inclusive apresentou até a sua família, vejam bem), muito provavelmente porque acharam que como o personagem iria morrer mesmo, o Tom faria uma viúva de maior peso por conta da relevância do personagem para a história do que o pobre iluminador coadjuvantão. Que vergonha Smash, que vergonha! Além disso, aqueles flashbacks com o Kyle participando da vida de todos os personagens principais, deixando sua lição de vida, sua “marquinha em cada um deles” (ZzZZZ), sendo que antes disso ele tinha ganhado apenas pequenas participações ao longo da temporada, além de totalmente desastrosos, chegaram a ser extremamente constrangedores, para não dizer ridículo, como se de um episódio para o outro o personagem tivesse se tornado um mito da Broadway, personagem esse que sequer teve o trabalho de ser construído previamente da forma certa.
Kyle que dividia o apartamento com o tal boy magia da Karen, Jimmy, que era absolutamente insuportável (em todo e qualquer sentido), além de nem ser tão magia assim, algo que até seria capaz de nos fazer pelo menos tolerar o seu personagem pela visão. Ele que chegou na série de forma misteriosa, com nome falso, onde descobrimos mais tarde que tinha dividas com um traficante, que na verdade era seu irmão, mas que acima de tudo isso era um músico talentosíssimo que tinha tudo para ser o novo queridinho da Broadway caso tivesse a sua chance. Detalhe, de músico ele passou a ator dramático também em um passe de mágica e acabou estrelando Hit List ao lado da Karen (novamente aquela questão do anti-profissionalismo mencionado anteriormente), com a qual ele manteve uma relação bem meio assim até o final da temporada, quando seu personagem acabou ganhando como resolução final o plot de que ficaria preso apenas por uns meses (senta ai e espera viu, Karen?), isso porque o grande segredo da sua vida era o de que uma garota havia morrido de overdose ao seu lado no passado e ele com medo do que aconteceu acabou fugindo, sem prestar socorro ou qualquer coisa do tipo e por isso havia assumido uma nova identidade, achando que se fosse pego por quem ele realmente era, poderia acabar sendo preso. Mas ao final da série, Jimmy acabou descobrindo que a tal garota na verdade não morreu e estava viva, por isso sua pena seria mais leve no final das contas. Sério, ele nem tentou descobrir o que de fato havia acontecido com a garota durante todo esse tempo antes de fugir?
Eileen continuou divando, mesmo com os probleminhas que a atriz Anjelica Huston acabou enfrentando por conta da mão pesada em alguns procedimentos estéticos meio assim. De todos os personagens, apesar de todo o anti-profissionalismo que sempre encontramos aqui e ali na série, ela sempre pareceu ser a mais profissional desde o começo de Smash e assim permaneceu até o final, colhendo merecidamente os frutos de todo o seu profissionalismo. E foi bem bacana vê-la recuperando o seu boy magia antiga do bar no final das contas, fora o sentimento da vingança pessoal dela com o marido, que além de ser um péssimo empresário, continuava se relacionando com o Ellis, aquele mesmo que a gente não suportava desde a primeira temporada e que dessa vez embora não tenha aparecido em cena, esteve presente em menção desonrosa, apenas para aterrorizar todo mundo mesmo que no formato de um fantasma.
É preciso dizer também que apesar de todos esse erros de roteiro e construção de personagem, um dos grandes problemas de Smash sempreesteve concentrado na parte musical da série, que não conseguiu se resolver muito bem durante essas duas temporadas. Talvez por se levarem a sério demais, mas é fato que em Smash, os momentos musicais só funcionaram de verdade durante os ensaios ou quando em cena, do contrário, eles não conseguiram resolver muito bem essa questão, como temos que reconhecer que Glee com muito bom humor (algo que faltou para a série), sempre conseguiu fazer naturalmente, sem ter que se esforçar muito para nos convencer de qualquer coisa. Se durante a primeira temporada tivemos um dos piores momentos musicais da série com aquela performance no pior do estilo Bollywood, durante essa Season 2, tivemos uma outra performance extremamente constrangedora e ruim logo no começo da temporada, com o Derek envolvido com diversas mulheres de salto pink dentro de um bar, que foi bem mais simples do que a anterior mas tão ridícula quanto. Não sei se foi só eu, mas consegui perceber uma vergonha explicita na cara do ator Jack Davenport durante a cena e não acho que foi muita coincidência logo depois dela o mesmo ter anunciado o seu envolvimento com uma nova série inglesa para a próxima temporada, mesmo ainda estando Smash com o seu futuro incerto naquele momento.
Tentando desesperadamente encerrar a série pelo menos de forma honesta, Smash escolheu se despedir no formato de tortura, com um episódio duplo que nos preparava para o Tony, para o qual a série jurava que Bombshell e Hit List, apesar de todos os erros, eram os musicais que mais disputavam as categorias da premiação. Apesar de toda a trajetória, esse foi um final bacana sim para a série (mas também não esteve livre de grandes erros e aquele anti-profissionalismo de sempre, como por exemplo a apresentação do elenco de Hit List de última hora no palco do Tony, que aparentemente não contava com nenhuma segurança), apesar também de bastante estendido e que conseguiu reunir uma série de conclusões que a série precisava desesperadamente encontrar, antes de se encerrar, uma vez que a sentença de morte já havia chegado. Nesse episódio duplo, observamos a série e seus personagens se resolvendo de forma até que digna, o que nos faz questionar o porque deles não terem feito algo parecido com o restante da temporada, repetindo o mesmo feito e erro da temporada anterior, com a diferença que durante a Season 1, pelo menos os primeiros episódios da temporada conseguiram render alguma coisa boa, algo que não chegou a acontecer durante a Season 2, exceto pelo seu series finale.
Com esse final tudo acabou sendo acertado, os personagens ganharam o seu “final feliz”, Bombshell se firmou como o grande musical da vez durante o Tony Awards, com espaço para que Hit List também ganhasse o seu reconhecimento. Nessa hora, sobrou espaço até para mais uma tentativa amorosa para o Tom, com um provocação bem explícita para um certo ator de cinema que de uns anos para cá ganhou respeito na Broadway e que tem uma vida pessoal bastante questionável em alguns sentidos. Não vamos citar nomes porque não somos desse tipo, mas digamos que ficou bem claro que aquele possível novo boy magia do Tom (e o que aconteceu com o Scotty de Brothers & Sisters? Inflou?) era ninguém menos do que alguém que pode ser um dos X-Men, rs.
Apesar desse final até satisfatório, como foi o da primeira temporada, que também reuniu uma série de tropeços durante o seu caminho, Smash encerrou a sua história nos provocando com aquela ideia mencionada no início dessa review, dizendo que desde que eles conseguissem encerrar a série bem, a audiência acabaria esquecendo todo o resto. Algo que fica bem difícil de se levar em consideração, uma vez que para quem permaneceu enquanto audiência da série durante essa nova temporada, temos a impressão por experiência própria que não deve ter sido uma das experiências mais fáceis da vida televisiva de ninguém. Por isso não, não é possível encerrar um série dessa forma descarada e esperar que a sua audiência esqueça todo a sua trajetória, que foi sim custosa, entendiante e principalmente porcamente executada. É, foi ruim mesmo e isso nós não vamos conseguir esquecer assim tão facilmente. Por isso nos despedimos de Smash sem a menor saudade, sem conseguir lembrar de pelo menos um bom número musical da sua nova temporada, que por se tratar de uma série musical, deveria obrigatoriamente ter existido.
Lindíssimo trailer da Season 2 de The Newsroom, que na verdade não nos traz nada de novo, a não ser imagens sensacionais da equipe do jornal para a TV no deserto ao som de Tom Odell. (algo que lembra bastante os promos antigos de Six Feet Under e seria ótimo ver uma nova leva de promos da HBO investindo nesse fundamento. E isso vale para os demais canais também!)
E talvez a frase do final do post seja a nossa única pista a respeito dos rumos da série durante a sua segunda temporada…
No caldeirão de feitiços de Once Upon a Time parece que alguém acidentalmente jogou alguma coisa (ou algumas) que não deveria e o feitiço acabou literalmente virando contra o feiticeiro. E não foi uma feitiço qualquer, foi algo verdadeiramente forte, capaz de nos fazer questionar seriamente e quase esquecer do porque que acabamos apaixonados pela série durante a temporada anterior.
OUAT chegou totalmente desacreditada, com a gente achando que a série seria completamente meio assim, justamente por lidar com um tema que é praticamente sagrado e que de um jeito ou de outro, faz parte do repertório de quase todo mundo. Mas em pouco tempo durante a sua Season 1, a série consegui provar seu valor nos mostrando o quanto eles conseguiam ser corajosos o suficiente para nos mostrar histórias que todos nós amamos, mas dessa vez recebendo uma linguagem diferente, encaixando elementos novos na história e que não feriam o que já existia e ao mesmo tempo colaboravam para deixar tudo mais novo e interessante. Aquela fórmula de um personagem encantado novo sendo descoberto a cada episódio (mesmo que a novidade não tenha acontecido em todos os episódios, com algumas reprises dos personagens principais) parecia ser o caminho certo e talvez o ideal para que esse tipo de história fosse contada. Claro que também não dava para ficar preso apenas a uma fórmula e para a Season 2 já era de se esperar algumas mudanças e ou novidades, mas pelo menos eles deveriam saber que esse era um dos caminhos mais certos a se seguir dentro da proposta da série.
Embora a nossa empolgação e a surpresa das novidades encontradas em histórias que a gente achava que já conhecia, uma reclamação que já havia surgido desde a Season 1, foi o fato deles não terem conseguido resolver muito bem o lado real da história em Storybrooke, onde essa versão não encantada da história acabou ficando completamente sem forças quando comparada a parte mágica e devidamente encantada da trama. Desde sempre, percebemos que o lado de lá era bem mais interessante e Storybrooke precisava reagir de alguma forma para conseguir nos manter interessados nessa parte da trama. E com os acontecimentos do final da primeira temporada, algo já nos dizia que a partir daquele momento, talvez fosse necessário passar mais tempo na parte real da história e isso, sem que os ajustes necessários fossem feitos, certamente se tornaria um problema durante a Season 2. (confirmou!)
E essa season finale parecia que estava prestes a ganhar uma resolução interessante quando vimos aquela nuvem purple tomando conta da cidade, uma nuvem mágica que trouxe de volta as memórias de todos os personagens da série, que até então viviam suas vidas na pacata cidade, sem conhecer suas verdadeiras identidades e ainda nos trazia a promessa de que a mágica estaria de volta. Magic is coming… Naquele momento que encerrou a Season 1 de Once Upon A Time, ganhamos a esperança de que agora, com a mágica presente também em Storybrooke, tudo poderia ficar bem mais interessante por lá, algo que poderia facilmente trazer um melhor equilíbrio entre os dois lados dessa mesma história.
Mas não foi exatamente o que aconteceu e aparentemente, aquela nuvem da magia não passou de uma neblina fraca e passageira, que passou apenas para devolver as memórias de todos os personagens dos contos infantis habitantes da cidade, mas que não havia sido o suficiente para realmente trazer de volta a mágica para todos eles. É, Storybrooke continuava em falta de estoque de pó mágico. Ao trabalho, anões! Podem começar a minerar porque a vida continua difícil.
Escolhendo esse caminho para passar a contar a história da sua segunda temporada, onde tudo continuou praticamente na mesma, exceto pela questão das memórias, tudo acabou ficando bem confuso em OUAT, meio que conveniente demais de acordo com o que eles achavam que precisavam naquele momento. No começo, ninguém tinha mágica, humpf! Depois, magicamente falando, descobrimos que algumas ainda tinham, como Regina e o Rumpel (sempre os vilões), de forma super conveniente, claro. O mesmo vale para a memória de todos eles, que estava de volta mas também não era bem assim, que foi quando nós descobrimos que eles ainda não poderiam cruzar as fronteiras da cidade, caso contrário esqueceriam quem eram de verdade (um recurso até que aceitável, geograficamente falando), mas ao mesmo tempo, mais perto do final da temporada, vimos eles mais uma vez mudando de ideia de acordo com a conveniência para a história àquela altura e resolvendo essa questão da “fronteira de memórias” de forma bem preguiçosa e, wait for it… mágica. Vai entender.
E brincar dessa forma com algo que foi tão importante para a conclusão da Season 1 acabou não sendo nada bacana para os rumos da Season 2 e assim Once Upon A Time acabou traída pelo próprio feitiço, nos entregando uma segunda temporada confusa, que fazia pouco sentido e com cara de que poderia ser resolvida a qualquer momento de acordo com o que fosse mais conveniente para a história naquele ponto. Por esse motivo, eles acabaram se perdendo e muito em um caminho que já parecia ganho durante a Season 1, caindo naquele problema clássico das segundas temporadas que muitas séries acabam enfrentando em suas trajetórias, normalmente por não conseguirem lidar com os monstros que elas acabaram criando anteriormente.
Do lado encantado da força, começamos a temporada conhecendo novas personagens, como a Mulan (que é muito mais legal no desenho do que na sua versão para TV, o contrário da Snow White, por exemplo) e a Bela Adormecida (Aurora), elas que também tiveram suas histórias contadas como havíamos nos acostumado durante a primeira temporada. Depois foi a vez do Gancho (Hook), que também teve a sua história contada da mesma forma, onde descobrimos que nessa nova leitura, o crocodilo era ninguém menos do que o próprio Rumpel, o megabitch que circula em todos os reinos (apesar de achar meio preguiça o fato dele ter se tornado o pior inimigo de todos. E só aceitamos porque seria algo que a gente já esperaria de alguém com o título de “Senhor das Trevas”, rs). Além disso, ganhamos também uma revelação importante para a trama, com a descoberta da Cora ser na verdade a Rainha de Copas (que chegamos a ver no suspense durante a temporada anterior), algo que todo mundo já desconfiava faz tempo (o próprio nome da personagem já meio que denunciava). Mas basicamente, esses foram os únicos momentos da nova temporada onde descobrimos novos personagens da mesma forma como acontecia durante a Season 1, algo que eles desde sempre conseguiram realizar muito bem e a gente gostava tanto porque além do elemento surpresa da descoberta (que para todos os personagens citados acima acabou sendo prejudicado de alguma forma, diferente do que vimos acontecer anteriormente na série, fato), nos trazia sempre algo novo para a trama.
Nessa primeira parte da temporada, tivemos também a primeira visita da Emma (agora adulta) ao lado encantado da força, com ela e a mãe (Snow), tentando fazer de tudo para voltar para Storybrooke, uma vez que elas se viram presas do outro lado da história, na companhia de Aurora e Mulan, que estavam numa espécie de refúgio da floresta encantada, que acreditava-se anteriormente ter sido completamente destruída pela maldição. Em meio a tudo isso, elas passaram a interagir com os novos personagens (e ganhamos mais um príncipe, Phillip, que nos foi tirado logo em seguida e sentimos falta de mais príncipes nessa história desde sempre, hein?), enfrentando inclusive gigantes (um dos episódios mais chatinhos da temporada, que nem o Hurley de Lost conseguiu salvar, além de ter sido bem no fundamento Chapolin sob o efeito de nanicolina, rs) na tentativa desesperada de voltar para casa, algo que acabou ocupando um tempo até que grande demais durante a temporada (e só eu achei que a Emma foi péssima com o Hook nesse momento?). Mas ao mesmo tempo, foi bem foufo ver os meninos da família Snow, Charming e seu neto Henry convivendo mais de perto, com o Charming fazendo o neto passar por um treinamento adorável antes que um dia ele venha a se tornar príncipe. E foi bem bonitinho ver os dois treinando com espadas de madeira, enquanto tentavam descobrir a forma de trazer as mulheres da família de volta. (aliás, acho que esse laço entre a família Snow/Charming deveria ter sido muito mais explorado do que a relação Henry + Regina, que sempre foi muito mais presente na história)
E em Storybrooke, parece mesmo que a mão de obra anda escassa e por esse motivo (não disse que faltam príncipes nessa história?) o Charming acabou circulando em diversos outros cenários, sendo agora o novo xerife da cidade, assumindo o lugar da Emma enquanto ela estava ausente (e por lá ele ficou até hoje, tisc tisc…), passando a circular com armas e tudo mais (OK, agradecemos pela visão). Ele que além de tudo fez uma ponta como minerador (e toda vez que eu jogava Minecraft, me imaginava encontrando com o Josh Dallas em um buraco qualquer – um perigo essa line, rs – . Mas não dei essa sorte e era só creeper para o meu lado. BOOM!), uma cena que certamente fez muita gente imaginar coisas (Höy/autoafirmação). Mas além da magia, Charming ficou meio apatralhado demais durante essa temporada, correndo de um cenário para o outro tentando resolver de tudo um pouco, envolvido em todas as questões heroicas de Storybrooke e apesar de ainda ser pintado como o herói da história, quase sempre o personagem acabou levando uma porretada na cabeça e ficando inconsciente para que o vilão ou problema da vez tivesse continuidade. Sério, não foi uma nem duas vezes que isso aconteceu, vai? Se eu fosse a Snow, levava o seu homem para um médico com urgência, porque tanta pancada assim pode ter deixado alguma sequela.
Com a história da volta da Snow e da Emma da floresta encantada, pulamos para a segunda parte da história, com a temida chegada da Cora e do Gancho a Storybrooke. Temida só que nem tanto assim, porque pouco eles fizeram para merecer respeito no clube dos vilões, com a Cora manipuladora tentando desesperadamente conquistar o coração da filha manipuladora e o Hook figurando como o mesmo pirata de sempre, envolvido em todas as questões de pequenos furtos e golpes para que o plano pudesse ser colocado em prática. Nessa hora, faltou um pouco mais de consistência para a história, principalmente por parte da Cora, que quase passou batido, apesar de ter sido anunciada como a grande bruxa má de todas as bruxas más. O gancho até que ganhou sua redenção, com a sua história fazendo bem mais sentido dentro daquele cenário (gostei bastante do passado dele com a mulher do Rampel) e principalmente em relação ao que descobrimos mais tarde ser os caminhos da terceira temporada da série.
Apesar das histórias encantadas de introdução aos novos personagens, Once Upon A Time perdeu também muito desse que a gente achava ser o seu forte no passado como eu disse anteriormente, nos apresentando uma quantidade bem menor de novas histórias e apostando mais no mergulho dentro da mitologia que eles já nos haviam mostrado. Tudo bem que sabemos que toda Season 1 é basicamente uma temporada de introdução e que a cada novo episódio de OUAT no passado, ficávamos encantados com o novo personagem que descobrimos já conhecer dos nossos livros infantis agora em Storybrooke, muito provavelmente pela surpresa, mas esse detalhe acabou fazendo bastante falta nessa nova fase da série, mesmo porque esse aprofundamento nas histórias dos personagens que já existiam na série, não chegou a ser tão animador quanto no passado, quando tudo ainda era uma novidade e mesmo tento agora esse olhar mais voltado para os personagens já existentes na história, é possível perceber que na verdade pouco andamos em relação a mitologia de cada um deles. Talvez por isso a temporada tenha sido tão arrastada, difícil de se interessar ou acompanhar, algo que antes não acontecia, mas que dessa vez se tornou algo cada vez mais frequente e custoso.
E em meio a uma história que já não estava lá essas coisas, eles ainda resolveram acrescentar o romance do Rampel com a Bela, que só nos fez sentir pena por ela, porque neam? Quem encararia um Rumpel? E isso mesmo considerando o Rumpel de Storybrooke, de banho tomado e sem frizz. Sorry, mas ninguém, mesmo tendo a Bela certa tendência pelo lado mais exótico da beleza bruta, rs. Bela que também ficou bem perdida durante essa temporada e isso logo agora que se tornou fixa (parece até que eles não sabiam muito bem o que fazer com a personagem, mas por algum motivo obscuro gostavam da atriz…), sem saber para onde correr em plots de perda de memória (em uma atuação constrangedora e bem semelhante com o que ela já fez em Lost…) e mais tarde apostando em um B Side completamente fora de propósito. Se no lugar dela encontrássemos a Chapeuzinho nessa papel de badass (que sumiu da série sem maiores explicações, mas que a gente sabe que foi porque ela está no elenco de Intelligence, que é nova série do Josh Holloway), eu até diria que faria mais sentido (não com o Rumpel e sim por ela ter algo selvagem adormecido lá no fundo), mas não foi o caso e podemos dizer que de todas as histórias meio capengas dessa temporada, Bela teve a mais fraca delas.
Rumpel que assim como a Regina, não conseguiu decidir exatamente de que lado ficar durante a história e essa dualidade do personagem passou da tolerância de um tentativa de mostrar as duas faces de um vilão e acabou permanecendo apenas como uma pura indecisão mesmo (Regina também já está quase lá), que foi algo também bastante prejudicial para a série. Uma hora quer ser bom, outra hora não quer mais… não sei, acho que o Rumpel não conseguiu nos convencer em nada das suas reais intenções, por isso a sua história de amor com a Bela parece totalmente fora de propósito, além de não ser das visões mais agradáveis da TV. Sorry de novo, mas é verdade. E forçar uma história de amor entre o “vilão” e uma das mocinhas da trama, só convence quando eles nos atraem por qualquer outro motivo, que não é nem de longe o caso aqui.
Mas outro plot importante para o personagem de Rumpel, esse um pouco mais convincente, continuou sendo a busca pelo seu filho, Bae, que voltou com mais força durante essa Season 2 e que acabou confirmando no final das contas que a nossa intuição estava certa em relação a sua identidade até então ainda não revelada de que Bae seria realmente o pai do Henry, com quem a Emma viveu uma relação de amor no passado. E o encontro de todos eles também acabou sendo bem bonitinho, um momento certamente bem importante para a história, mas que não chegou a ser extremamente emocionante ou qualquer coisa do tipo. Uma pena, porque poderia ter rendido muito mais.
Mas em meio a todos esses ingredientes do feitiço da vez de Once Upon A Time, encontramos alguns outros momentos bastante constrangedores ao longa da temporada, como a morte da Cora e a transformação da Snow para Snow Dark White, com aquela mancha da maldade em seu coração, forçando a Snow encarar o seu lado negro da depressão (compreensível, mas horrível), além da entrada do casal Tamara e Owen, que mais tarde viriam a ser peças chave para a conclusão da temporada e os novos vilões da vez, mesmo sem convencer em nada de suas atuais funções. Sem contar qualquer coisa envolvendo feijões mágicos, gatilhos, diamantes e portais, que foram todas bem meio assim. Pergunta honesta: de uma plantação gigante de feijões do próprio gigante, sobraram apenas 2 feijões? Sério?. Agora, algo que precisamos falar é que a qualidade dos efeitos da série melhoraram visivelmente durante essa nova temporada, exceto por um momento ou outro, mais difíceis de se executar, como a Emma na terra dos gigantes ou o barco do Hook entrando naquele portal para Neverland (para facilitar, custava ele ter jogado o feijão mais próximo do barco? Custava? Nunca vou esquecer Rumpel fingindo estar sentindo a pressão da força do vento e do mar nesse momento, nunca! rs). E sim, ao que tudo indica, Neverland será o ponto de partida para a próxima temporada, com um Peter Pan sombrio que inclusive já apareceu durante essa reta final da temporada, figurando como o novo vilão mais temido do momento.
E OUAT acabou concluindo sua segunda temporada com um final que não poderia ter sido mais porco, por todos os motivos desse mundo e cheios de falhas, como o ato heroico da Emma ajudando a Regina no final das contas e isso do meio do nada, sendo que cinco minutos antes eles haviam dito que só a Regina poderia segurar o tal diamante/gatilho por conta da magia, que ainda é um assunto pendente na vida da Emma e o casal Snow e Charming perdendo o Henry em cinco segundos, sendo que os heróis nada mais tinham o que fazer a não ser cuidar do neto. Sério. Sem contar o casal de vilões da vez, os super temidos (???) Owen e Tamara, que a mando de sabe-se lá quem, pretendiam acabar com toda a magia do mundo usando exatamente o que? MAGIA. Sério de novo, cadê a coerência, Once Upon A Time?
E eu sei que é meio que ridículo exigir algo como coerência em uma série baseada em contos de fadas, mais ao mesmo tempo, é bem difícil achar que podemos engolir qualquer coisa, só porque se trata de um universo inteiro de faz de contas. Um não, nesse caso são dois e estando a série prestes a embarcar no terceiro. Quer dizer, quarto se a gente contar com o Wonderland, que já apareceu na série no passado e mesmo com OUAT não estando nada bem, eles conseguiram garantir um spin-off da série na terra de Alice, que já pelo promo denuncia que tem tudo para ser uma grande ofensa aos fãs da história). Baseado no que já vimos desse universo em OUAT e depois de ver o primeiro trailer da série, alguém realmente acha que dá para confiar em um spin-off em Wonderland, sendo que em Storybrooke, que nem existia e nem precisa de tantos recursos visuais, as coisas já não estão lá muito bem e tendo o histórico de defeitos especiais de Once Upon a Time antigo, quando ainda era uma série com destino incerto e pobrinha? Não, não dá.
Encontrando tamanha falta de coerência durante esse segunda temporada cheia de conveniências, ficou até difícil não se sentir constrangido com os próprios atores da série, correndo de um lado para o outro sem saber exatamente para onde ir, tentando nos convencer de qualquer coisa em meio a uma trama tão ruim (sempre acho que as caras que eles fazem, de surpresa, dor, medo, fúria ou qualquer sentimento do tipo parecem todas forçadas demais para a realidade dos fatos ou no mínimo são super valorizadas pela cena), praticamente sem sentido e totalmente perdida que acompanhamos com muita dificuldade ao longo dessa Season 2, que para não dizer que foi toda ruim, tivemos aquele episódio do flashback importante para a mitologia da série, com o despertar em Storybrooke em 1983, logo após o feitiço ter sido lançado pela Regina no reino encantado e que foi o ponto de partida para a introdução do personagem do Owen (Owen Who?). Isso e a resolução para o Pinóquio com ele finalmente sendo encontrado pelo Geppetto e voltando a ser criança, algo que além de ter sido bem foufo, foi também uma boa surpresa que encontramos durante a temporada. (apesar de ter soado como mais uma resolução conveniente por outras questões que não chegam a incomodar tanto assim)
Considerando tudo o que vimos durante essa Season 2 da série agora e tentando buscar alguma relação com o que gostamos durante a primeira temporada de Once Upon a Time, chegamos a um ponto onde não conseguimos mais encontrar todas aquelas qualidades que enxergamos no passado (mesmo com tudo de ruim que a gente já deixou passar durante a Season 1 por uma questão de boa vontade) e toda aquela impressão que a gente tinha do que poderia acontecer com a série antes mesmo da sua estreia, parece ter sido adiado apenas por um temporada e ter aparecido com força agora durante essa Season 2 só para nos lembrar de que bem lá no fundo, a gente estava certo em achar que essa história se não contada da forma certa o tempo todo, tinha tudo para desandar como acabou desandando demais ao longo dessa nova temporada. (confirmou!)
Atores correndo de um lado para outro sem saber exatamente onde chegar nesse universo ou na floresta encantada, plots fraquíssimos e atores mirins completamente fora do tom (quem contratou a mini Snow só pode ser muito fã de dramalhões exageradamente exagerados, não?), além de tudo o que já foi mencionado ao longo dessa review, realmente fizeram com que eu me questionasse o tempo todo sobre o porque de continuar assistindo uma série como essas, que chegou a me deixar tão constrangido por diversos motivos diferente ao longo da nova temporada, huh? Isso falando honestamente, lembrando da tortura que foi passar por esses novos 22 episódios pouco ou quase nada interessantes, lutando contra o próprio sono e não conseguindo mais ignorar qualquer defeito que eu tenha encontrado na série a essa altura. Por esse motivo, achei que a minha história com Once Upon a Time precisava ter um fim, mesmo sem ter a série chegado a sua página final ainda (btw, o livro do Henry passou a ter importância de 5% para a trama atual, não? Faça cópias Henry, entregue pela cidade para todos os demais personagens, assim quem sabe eles não ficam mais focados no que realmente importa em cada uma de suas histórias, não? rs) Sabe quando em Friends a mãe de Phoebe não a deixava assistir aos finais “ruins” ou apenas “tristes” dos filmes, só para poupá-la e não ver a filha sofrer? Então, acho que nesse momento, mereço o mesmo tratamento e por isso, não volto mais para Storybrooke, nem em sua prometida Neverland e muito menos em sua Wonderland, essa por motivo de “Alice In Wonderland” ser apenas o meu clássico infantil preferido de todos os tempos. (gosto inclusive do filme recente do Tim Burton, claro e fiquei bem triste com o anúncio recente de que “Alice In Wonderland 2″ está negociando com o diretor de “Os Muppets” James Bobin para assumir o novo projeto da Disney)
(para começar ouvindo essa faixa aqui, a qual responde a questão acima)
Uma garota sempre quer muitas coisas. Na verdade, todo mundo sempre quer muitas coisas. Mas o que fazer quando conseguimos atingir o nosso objetivo? E quando você descobre que o seu objeto de desejo não é mais tão desejável assim? Ou pior, continua sento altamente desejável mais uma vez que você o alcança, tudo muda e você não sabe muito bem como lidar com aquela nova situação?
Mais ou menos dessa forma, reencontramos com as nossas garotas preferidas do momento, elas que continuavam as mesmas, tentando sobreviver às incertezas de uma idade que se aproxima cada vez mais do futuro e mesmo assim, nós continuamos ainda não tendo muita certeza sobre o que vai ser dele (ou de qualquer outra coisa) e enquanto isso, vamos aproveitando um pouco mais para experimentar e tentar coisas novas enquanto ainda há tempo de não se sentir tão ridículo (algo que inclusive é importante manter, rs). NY também continuava a mesma de sempre, oferecendo o cenário perfeito para uma história como essa, cheia de possibilidades para se explorar e ao mesmo tempo engolindo sonhos na velocidade impiedosa de qualquer cidade grande, que parece nunca ter tempo a perder com ninguém. Mas Girls parecia diferente. Alguma coisa na série estava bem diferente do que já conhecemos da mesma, de sua adorável Season 1 até que recente, pela qual nos apaixonamos facilmente e nos viciamos quase que instantaneamente. Mas se os personagens e o cenário dessa história continuavam os mesmos, o que estaria tão diferente nessa Season 2 de Girls?
E essa diferença estava principalmente nas realizações de cada uma delas, que conseguiram alcançar parte do que parecia importante para cada uma durante a primeira temporada e agora chegava a hora de aprender a lidar com essas novas situações. Uma precisava conseguir um trabalho e se sustentar sozinha com a própria arte. Done (✓). A outra precisava colocar os pé nos chão e provar para ela mesmo que seria possível estabelecer uma relação com endereço fixo, pelo menos uma vez na vida. Done (✓). Havia também aquela que estava desesperada por um namorado, alguém para finalmente poder dividir seus momentos e quem sabe equilibrar a sua ansiedade e ao mesmo tempo, havia aquela outra que precisava se libertar do namorado que ela não conseguia mais aguentar porque estava sempre presente. Done (✓) e Done (✓). Claro que a vida dessas meninas não se resume apenas nisso, como a de ninguém se resume (e se isso está acontecendo com você, pode ter certeza que tem algo errado com a sua vida) e elas também tinham outros desejos além do óbvio. Alguns escondidos, algo que só fomos descobrir agora, quando passamos a conviver um pouco mais com todas elas e fomos nos tornando mais íntimos e outros estavam escancarados o tempo todo na personalidade de cada uma das personagens.
E agora que finalmente alcançaram parte dos seus sonhos, as meninas de Girls realmente pareciam não saber muito bem como lidar com toda aquela situação e essa sensação é tão honesta. Querer alguma coisa é natural para todo mundo, desejar muito algo que parece distante, quase inalcançável, todo mundo deseja. Mas as vezes fantasiamos tanto essa conquista que esquecemos da prática, de que na hora em que acontece, tudo pode ser bem diferente do que na teoria dos nossos sonhos. Sabe quando você encontra aquele artista ou pessoa que admira por algum motivo qualquer e que sempre quis estar perto e quando isso finalmente acontece, você não sabe nem o que dizer e a acaba reagindo de uma forma inesperada e provavelmente se arrependendo e ou se envergonhando disso logo depois? Então… acho que esse exemplo bobo serve bem para ilustrar o atual momento dessas garotas.
Talvez por esse motivo, essa Season 2 de Girls tenha sido tão recheada de momentos pouco eufóricos e muito mais profundos do que durante a anterior, apesar de se tratar de uma temporada de realizações para todas elas. A sensação foi a de que conseguimos atingir o nosso objetivo, tínhamos motivos para estarmos mais felizes do que nunca, mas não ficamos. E porque? Por isso também essa temporada pode ser considerada como uma temporada “experimental”, porque além de novas situações, experimentamos também novos sentimentos em relação àqueles personagens, que em tão pouco tempo se tornaram tão queridos, mesmo não sendo os mais engraçados da TV, ou os mais bonitos, algo que ainda parece ser relevante para alguns (o que eu acho e sempre achei uma grande bobagem, além de soar como um “preconceito velado” quase que escancarado). Dessa forma, acho que podemos dizer que a primeira temporada de Girls foi a nossa “fase inicial de namoro”, onde nos apaixonamos completamente e finalmente conseguimos conquistar o nosso alvo e essa Season 2 seria algo mais como aquela fase pós-começo de namoro, quando a realidade começa a ficar mais evidente e chega a hora de conhecer o outro mais a fundo, conviver com seus medos, falhas, defeitos e aceitar que ninguém é feito apenas de qualidades. Algo difícil para os dois lados, o de aceitar tudo isso e encarar que nem tudo é tão perfeito assim e também o de ter coragem de deixar transparecer toda essa verdade que muitas vezes preferimos deixar escondida, principalmente no começo de qualquer relacionamento.
Apesar das diferenças no tom da série, não podemos negar que esse equilíbrio entre o drama e a comédia sempre foi o seu grande atrativo, fazendo parte da sua mitologia desde o princípio. Girls pode não ser a série mais engraçada (embora tenha ganhado alguns prêmios por isso e todos merecidos por sinal), aquela que vai te fazer rolar no chão de tanto rir (algo cada vez mais raro hoje em dia), pode não ser também aquela série que vai te dar um banho de referências da cultura pop por segundos a cada novo episódio, mas mesmo assim, a série consegue ter seus momentos de pura diversão e isso explorando perfeitamente o cotidiano, o comum, o possível de acontecer na vida de todo mundo que um dia já se encontrou em alguma situação semelhante (o que é bem provável para uma maioria). Como não achar graça por exemplo, da Hannah demonstrando toda a sua teimosia em uma cena simples de higiene pessoal, com ela indo longe demais com o uso do cotonete e por consequência indo parar no médico por conta daquela situação embaraçosa, sozinha, sem ninguém para cuidar dela? (sabe quando ela quebra alguma coisa de vidro e não tem pai ou mãe para consertar o ocorrido? Um ótimo exemplo de um dos primeiros momentos onde você se dá conta de que realmente está sozinho) E a forma completamente cínica com que o médico conversava com a personagem? E toda a teimosia aparecendo novamente no final, com a personagem persistindo no erro, ilustrando perfeitamente o atual momento da sua vida? #TEMCOMONAOAMAR e ou achar graça? Sério?
Essa é a graça de Girls. Rir dos próprios problemas sem ignorá-los ou transformá-los em comédia pastelão (apesar de também se arriscar e com sucesso dentro desse universo, vide a Hannah cortando o próprio cabelo, inspiradíssima no curto da Carey Mulligan. Quem nunca?), mostrando que a gente pode até ter vontade de gargalhar depois, mas na hora, nada é tão divertido assim quanto pode até parecer. Há também quem reclame das cenas de nudez, dos excessos que a série comete dentro desse universo mais animador e muitas vezes constrangedor, mostrando os personagens em momentos bem realistas e altamente íntimos, com detalhes que normalmente a gente esconde quando resolvemos contar algo semelhante, mesmo para as nossas amigas mais intimas. Algo que a essa altura também parece tão irrelevante, porque quem ainda não entendeu que Girls é uma série da HBO, um canal a cabo que tem muito mais liberdade para mostrar o que quiser e ou ainda não se acostumou que Girls é uma série que “faz xixi de porta aberta” (sorry, não consegui encontrar uma definição politicamente correta mais adequada), hein? Realmente, não é possível entender o que uma pessoa que ainda não entendeu ou se acostumou com tudo isso continua fazendo enquanto sua audiência.
Mas agora precisamos falar de cada uma delas individualmente, elas que embora estivessem envolvidas em situações completamente diferentes, estavam todas enfrentando um momento bem parecido na questão de estarem experimentando algo novo, seja um novo sentimento, um novo amor, ou até mesmo uma droga nova. Novos sentimentos, novas possibilidades, cada uma dentro do seu próprio fundamento, tentando ou involuntariamente aprendendo algo novo. E esse é outro detalhe bacana de Girls, que consegue encontrar naturalmente essa ligação entre personagens tão diferentes, inclusive os meninos, dos quais nós falaremos depois, claro.
De todas elas, Marnie (Allison Williams) foi quem mais surpreendeu de forma positiva durante essa temporada. A garota certinha, controlada e controladora acabou soltando os freios pelo menos uma vez e viu a sua vida despencar em uma velocidade assustadora, que ela mesmo quase que não conseguiu controlar. Com Booth Jonathan (Jorma Taccone), Marnie nos entregou um dos seus melhores momentos dentro da série, com ela finalmente perdendo totalmente o controle, se deixando levar e se entregando para alguém tão controlador e distante quanto ela estava acostumada a ser, se colocando exatamente no lugar do seu ex, Charlie (Christopher Abbott). Nesse simples detalhe, estava explicada toda a química que sempre existiu entre os dois personagens. Simples assim (e o detalhe da profundidade do Booth também foi bem importante para a história). Além disso, Marnie perdeu de vez o namorado, porque fez essa escolha durante a temporada anterior, se arrependeu logo em seguida, mas teve que amargar encontrá-lo constantemente com sua nova namorada. Tem situação mais constrangedora? Tem sim, mas certamente essa é um bom exemplo de uma delas. Outro momento importante para a personagem foi quando a sua relação de amizade com a Hannah foi confrontada de forma dura até, com ela tendo que ouvir que nunca foi uma amiga tão boa quanto imaginava ser. E isso nós sabemos que é verdade, embora ambas tenham suas falhas e complete perfeitamente a outra. E talvez essa tenha sido a grande descoberta da personagem durante essa temporada, a de que ela não era tão perfeita como imaginava ser. Aí descobrimos que Marnie não era apenas aquela cold bitch que nasceu para ser uma executiva em Wall Street mas estava se aventurando em galerias de arte em NY só porque achava “cool”, Marnie tinha sonhos, o sonho de ter uma vida incerta como artista, revelando só agora o seu desejo secreto de se tornar uma cantora. E que momento lindo foi aquela sua apresentação na empresa do boy magia agora rico por conta inclusive da relação complicadíssima dos dois? (não entendi até agora o porque que os hipsters da empresa torceram tanto o nariz naquele momento. Quer dizer, até entendi, mas não achei justo, porque a apresentação foi ótima!) E esse momento só não foi mais lindo do que a declaração de amor super sincera entre ela e o Charlie no final da temporada, com ambos sendo completamente honestos em relação aos seus sentimentos, nos entregando uma declaração de amor das mais lindas da TV. Pena que tudo isso talvez tenha sido prejudicado com a recente notícia de que por um desentendimento do ator com a Lena Dunham e os rumos de sua série, ele não estará mais no elenco da Season 3 de Girls, que começa a ser gravada em breve e está prevista para 2014. E isso logo agora (e só agora) que o seu personagem havia ficado mais legal. Humpf!
Shoshanna (Zosia Mamet) também estava se sentindo uma garota realizada agora que não era mais a última virgem de NY e de quebra, havia descolado um boy magia para chamar de seu. Mas o seu maior sonho acabou se tornando um verdadeiro pesadelo, com a realidade da convivência e a rotina de uma vida a dois se transformando em algo muito maior ao que ela poderia suportar na atual fase da sua vida eufórica e cheia de sonhos. Para a sua personagem, sobrou o plot das grandes diferenças, com a Shoshanna sendo a euforia da juventude e o Ray (Alex Karpovsky) sendo o representante da amargura de alguém que teve os sonhos roubados pela própria idade a mais que ele carregava. E uma rotina que acabou acontecendo sem ela perceber, com o Ray ficando em sua casa sem pedir ou avisar, por se encontrar sem ter para onde ir. Se não fosse o detalhe de que ambos estavam apaixonados um pelo outro, algo que descobrimos ao mesmo tempo em que ela percebeu que ele havia ficado porque não tinha mais para onde ir, tudo seria uma grande sacanagem. Mas não foi (felizmente) e só assim percebemos que algo importante estava acontecendo entre aqueles dois. Algo realmente importante, só que na hora errada, com a Shoshanna querendo tudo e o Ray já se encontrando em um estágio da vida onde já não existe mais a fantasia de que tudo ainda é possível. Percebendo o atual rumo da relação, Shoshanna acabou se aventurando com outro e obviamente não conseguiu lidar muito bem com o peso da culpa após esse plot da infidelidade. Mas na verdade, apesar da imaturidade da personagem, ao contrário do que se poderia imaginar, ela não pareceu estar arrependida do que fez e sim “do porque fez”, algo que acabou pesando ainda mais, levando o casal ao final da relação. Apesar disso, a sensação que fica é a de que o Ray vai tentar ser aquele homem que a Shoshanna gostaria que ele fosse e que talvez ele mesmo também gostaria e só não achava que ainda seria possível. Veremos… (e #TEMCOMONAOAMAR ela saindo depois do break-up e ficando com um cara exatamente com o estereotipo que o agora ex descreveu anteriormente? Repito: quem nunca?)
Agora, quem não tinha certeza de que o casamento da Jessa (Jemima Kirke) não duraria quase nada, que atire o primeiro bem casado congelado desde a cerimônia? Estava na cara que aquela relação, embora até que adorável (muito disso por conta do Chris O’Dowd, que é sempre ótimo. Höy!), não duraria nada. Jessa sempre teve um espirito livre demais para se apegar a alguém daquele tipo e a visão dela para os motivos que levaram o marido a se interessar por ela não poderiam ser mais claros. Óbvio que ele a enxergava como uma aventura, como se tudo que ele quis ser na vida e não conseguiu, pudesse pelo menos ser absorvido por osmose através convivência. Na verdade, ele parecia estar apenas interessado em alguém que tivesse melhores histórias para contar. Divorciada, em crise por ter que encarar a derrota de ainda não ter conseguido realizar a tarefa de se estabelecer em algum lugar, Jessa esteve visivelmente decepcionada com a própria falha, para nossa surpresa até, porque ela nunca nos pareceu ser esse tipo de pessoa. E o que a princípio poderia soar como um exagero para a mitologia da personagem, mais tarde descobrimos que vinha do exemplo que ela mesmo teve em casa, quando conhecemos o seu pai e descobrimos que Jessa, apesar de condenar o comportamento do próprio pai, nada mais fazia do que repetir o mesmo tipo de comportamento em sua própria vida. Um momento excelente, diga-se de passagem, com uma profundidade importante para a série e para o personagem, com ela se encontrando desolada ao perceber que o pai mais uma vez a havia abandonado (lindíssima aquela cena dela sentada no balanço com o pai). E como a personagem ainda não tinha maturidade o suficiente para lidar com a situação aprendendo alguma coisa com tudo aquilo (poucos adquirem esse tipo de maturidade tão cedo na vida), ela fez exatamente o mesmo que seu pai e abandonou a Hannah deixando apenas um bilhete, dizendo que foi ali comprar bagels fresquinhos e que voltava logo mais.
Mas de todas elas, não tem como não reconhecer que quem mais “experimentou” em todos os sentidos foi mesmo a Hannah (a bola é minha e eu faço o que eu quiser, rs). Ela que até tentou emplacar um novo relacionamento, mas acabou não sendo muito bem sucedida, ainda mais tendo o Adam para cuidar, devido aos acontecimentos do final da temporada anterior e uma boa parcela de culpa da sua parte sobrando como consequência de tudo aquilo. Apesar de sozinha, Hannah parecia estar muito bem resolvida quanto a isso, se dedicando mais ao seu lado profissional, encontrando a possibilidade de escrever o seu primeiro livro. OK, um eBook, mas ainda assim, já era o seu primeiro passo literário e que além de tudo iria lhe render alguma coisa financeiramente. Mas sob pressão, Hannah acabou travando e não conseguindo realizar tudo aquilo que ela havia se comprometido a fazer e como efeito colateral dessa pressão toda, acabamos descobrindo um outro lado da personagem, que exatamente por esse motivo voltou a sofrer de um trauma antigo, trazendo a tona o seu nível de TOC avançado, que descobrimos que já havia sido tratado durante a sua adolescência, mas que dessa vez voltava para desestabilizar a coitada, em repetitivas sequências de ciclos de oito. Não sei se por sofrer de algo muito parecido (é, confesso, mas os meus vão até 10. Suck it Hannah Horvath), acabei me identificando completamente com esse plot da personagem e apesar de entender e dividir um pouco do mesmo problema (para se ter uma ideia, quando criança, eu gostava de ir ao supermercado com a minha mãe só para organizar o seu carrinho de compras. Sério, essa era a minha diversão, isso ou quando ela me “deixava” organizar a dispensa, rs), acabei achando divertidíssimas todas aquelas cenas com os surtos obsessivos compulsivos da personagem (o primeiro deles me fez dar gargalhadas compulsivas sem precisar do meu ciclo de 10 e ainda tem gente que acha que Girls não é uma grande comédia. O capeta está de olho, viu?) e nessa hora, não teve também como não achar deliciosa a relação que ela mantém com seus pais, com a mãe sendo extremamente rigorosa com ela sempre, forçando a filha a crescer a todo custo e o pai morrendo de preocupação e culpa ao perceber que a filha não estava nada bem e para ele não custava muito ajudar. (aliás, pelo pouco que conhecemos dos seus pais eu já acho que a Hannah tem muito dos dois)
Dividindo o apartamento com o Elijah (Andrew Rannells) durante essa temporada, Hannah acabou ganhando uma dinâmica nova e adorável quando em casa, dividindo muito mais semelhanças com o antigo ex agora melhor amigo gay, do que todo o tempo em que ela passou morando com a Marnie, que vamos combinar que mais parecia sua mãe do que amiga. Fato. E os dois viveram momentos ótimos juntos e obviamente que o melhor deles foi aquele “experimento” sugerido pelo novo chefe, para que Hannah encontrasse algum material mais interessante para escrever sobre. Uma sequência sensacional, ilustrando de forma bem real os absurdos e excessos que podemos cometer quando não estamos no nosso estado normal e aquela discussão entre os dois onde o Elijah voltou para o armário e contou que semi transou com a Marnie foi sensacional e a reação da Hannah não poderia ter sido melhor e ou mais honesta. Quem não se sentiria exatamente da mesma forma, apesar das circunstâncias e levando em consideração todo o histórico dos envolvidos, que atire o primeiro poster do George Michael, do Ricky Martin ou do Lance Bass, dependendo da sua geração. NOW! Aliás, acho que vale dizer que apesar de repetir algo bem próximo do que ele já vive adoravelmente em The New Normal (outra série que todo mundo deveria assistir), o ator Andrew Rannells foi uma excelente aquisição para a série e a boa notícia é que ele já assinou com a HBO e está garantido para retornar durante a já confirmada faz tempo Season 3. (Yei!)
Agora, o ponto alto dessa temporada foi um episódio que a princípio poderia parecer super aleatório (2×05 “One Man’s Trash”), mas que na verdade foi praticamente um desabafo da própria Lena Dunham, que nitidamente estava usando sua voz através do personagem para desabafar um pouco do que ela mesmo sentia naquele momento a respeito de todas as expectativas em torno do seu nome, que recentemente acabou se tornando algo gigantesco, com todo o destaque e reconhecimento (repito, merecido) que Girls andou recebendo da mídia e em quase todas as premiações. Episódio esse que contou com a magia mágica do Patrick Wilson (Höy!), vivendo o sonho do futuro da Hannah (e de boa parte de todos nós. Aquela casa dele então é exatamente a minha casa dos sonhos em NY e que eu sempre construo no The Sims e isso desde o The Sims 1. Sério), encontrando o homem perfeito na casa perfeita e que a fez enxergar que tudo que ela mais queria na vida na verdade era exatamente o que todo mundo quer: ser feliz e ter uma família, uma casa com a geladeira e os armários forrados com as coisas certas (rs). E forma com que a personagem chegou a essa conclusão, se sentindo desolada por ser tão comum, foi de uma honestidade absurda, algo importante para aquela situação (me lembro de sentir algo muito parecido quando cheguei a mesma conclusão de que na verdade, eu nem era tão diferente assim…). Sem contar que o episódio foi maravilhoso do começo ao fim, quase que como se ele tivesse sido inteiro inspirado nos filmes do Woody Allen, por exemplo. Aliás, acho que ele poderia ser exatamente um dos filmes do Woody Allen. (até a trilha que encerrou o episódio lembrava o seu fundamento)
Episódio esse que ainda trouxe uma história excelente de bastidores, com várias pessoas usando o Twitter para fazer críticas no mínimo absurdas, sobretudo preconceituosas, dizendo que jamais uma menina como a Hannah (considerando seus próprios padrões de beleza) conseguiria despertar o interesse de um cara nível Patrick Wilson de magia. Um comentário preconceituoso e imbecil que não poderia ter ganhado uma resposta melhor no formato de um tapa na cara com direito a solitário de diamantes caros, com a própria esposa do Patrick Wilson se manifestando a favor da personagem e respondendo uma dessas pessoas cretinas no Twitter, dizendo que não só isso era possível, como ela que é casada com o ator, também era uma mulher que não se encaixava perfeitamente em um padrão de beleza que quem é inteligente sabe que não precisa ser regra para todo mundo. PÁ! E essa é uma crítica que vem sendo feita de forma cruel e pouco inteligente em relação a personagem na série e para essas pessoas eu só tenho a dizer que nada foi mais sexy durante essa Season 2 de Girls do que o corpo nu da Lena Dunham em meio àqueles lençóis de 180 fios egípcios na cama do personagem do Patrick Wilson, cheia de curvas e encarando lindamente uma cena de nudez, mostrando que a sorte e a beleza existe para todo mundo, basta você estar confortável com o que tem para oferecer e pronto, a mágica acontece. E a propósito, nada é mais feio do que o pensamento de que apenas corpos esculpidos em mármore a base de suplementos alimentares e outras substâncias, dietas da depressão ou gente com os dentes extremamente clareados, são as únicas pessoas que devem ocupar um espaço na TV. NA-DA. (irônico é procurar a imagem de quem diz esse tipo de bobagem e se dar conta de que em sua grande maioria, eles também não fazem parte desse padrão)
Bacana também foi ver que mesmo com a Hannah e o Adam (Adam Driver) já não sendo mais um casal, isso não acabou prejudicando o personagem dele, que durante a primeira temporada chegou com ar de sociopata, mas que perto do final acabou roubando os nossos corações todos com o seu nível adorável de foufurice. Confesso que esse era o meu grande medo em relação a essa dinâmica específica, uma vez que seria cedo demais para a Hannah se estabelecer com alguém definitivamente (considerando a sua idade e o atual momento da sua vida, seria até injusto), sem antes explorar novas possibilidades e também não seria nada justo com o Adam, se ele acabasse sendo descartado como se não fosse uma peça importante para o cenário mint (já disse que elas não são cor de rosa) dessas garotas. Aproveitando o seu personagem, ganhamos outro grande momento da temporada, com um episódio focado na perspectiva dos garotos, como se pelo menos uma vez, a visão mais importante e ou em evidência fosse apenas a deles. E foi ótimo ver o Adam e o Ray dividindo alguns momentos sozinhos, encontrando uma conexão quase que instantânea entre eles e a propósito, com uma química bem bacana também (mais até do que a do Ray ao lado do Charlie…), algo que deveria até ser mais explorado. Inclusive, esse foi um ótimo recurso que a série usou para demonstrar como pensam diferentes os meninos e as meninas, com eles resolvendo tudo de forma mais fácil, sendo apenas honestos e diretos ao ponto, sem rodeios, brigando quando achavam que tinham que brigar e se resolvendo até que facilmente e elas no final (Marnie + Hannah) optando por esconder a verdade em falsos sentimentos, não querendo dar o braço a torcer para a outra e fingindo estar tudo bem, quando todo mundo conseguia ver que não estava tudo bem. Só acho que esse episódio tinha tudo para ser mais corajoso e poderia ter ganhado uma tipografia na abertura bem de menino e ter sido inteiro focado neles, com elas apenas como figurantes ou nem aparecendo, algo que eu acho que seria bem bacana para a série. Pense nisso, Lena.
E é impossível falar de Girls sem fazer um parágrafo inteiro para o Adam, que é um dos grandes personagens da série (Adam + Ray + Elijah + Charlie, nessa ordem para os boys). Ele que assim como elas, esteve experimentando novas possibilidades, que no seu caso poderiam ser resumidas ao momento em que ele se deu conta de que estava realmente apaixonado pela Hannah, que diferente do que aconteceu com a Marnie e o Charlie (onde ela descobriu o que queria depois de perder, naquele comportamento típico que conhecemos bem), Adam acabou ficando arrasado quando percebeu que talvez ele não representasse o mesmo que a Hannah representava para ele naquele momento da sua vida. Entre alguns momentos ótimos e alguns até assustadores que ambos dividiram durante a temporada, um dos meus preferidos foi aquele desabafo super honesto do Adam na reunião do AA, entregando o seu coração com o mesmo tom de honestidade que nós sempre encontramos em Girls, demonstrando uma vulnerabilidade que nós não imaginávamos encontrar em alguém como ele. Talvez nem a Hannah nunca tenha imaginado, visto ou conhecido esse Adam e espero que ele finalmente consiga apresentá-lo para ela.
Encerrando a temporada, tivemos todas as histórias encontrando suas resoluções e até para a Jessa, que esteve ausente nessa reta final, acabou sobrando um recado na caixa postal bem do malcriado porém super merecido da própria Hannah, no momento do ápice do seu surto, ao se encontrar prestes a ser processada por não conseguir entregar o seu livro conforme combinado e entrando em total desespero ao se dar conta disso. Um momento tragicômico para a série, que novamente foi o caminho escolhido para encerrar essa temporada experimental e muito mais profunda de Girls. Para quem aprendeu a gostar daqueles personagens, foi praticamente impossível não se emocionar com todos os acontecimentos do encerramento dessa temporada, especialmente com a declaração da Marnie para o Charlie mencionada anteriormente (e só por isso vamos conseguir lamentar a saída do Charlie da série) e principalmente com a Hannah ligando para o Adam em um momento de total desespero, com uma cara de maluca adorável e seu cabelo picotado na tesoura sem ponta (rs) e ele não pensando duas vezes ao decidir sair correndo por NY, sem camisa, claro (e eu bem besta vibrando com o detalhe aqui em casa, de PJ e comendo sorvete, que é como normalmente eu assisto Girls e só não faço máscara de pepino porque dificultaria a experiência de assistir a série), pronto para resgatar aquela que ele descobriu que amava. Apesar do clima de comédia romântica onde já era possível prever o que estaria para acontecer, confesso que me encontrei chorando e sorrindo ao mesmo tempo, ridiculamente como vocês podem imaginar, gritando “Awww… ele correu atrás dela!”. Sim, eu fiz isso, não me envergonho e inclusive contei para a Lena Dunham no Twitter. Sério, procuram o meu histórico por lá. (rs)
(Sorry Lena, mas tive que roubar essa imagem do seu Instagram…)
Um final até que bastante otimista para uma temporada bem mais profunda do que foi toda a Season 1. E essa profundidade pode até ter causado certo estranhamento para boa parte das pessoas que acompanham Girls, mas é como eu disse anteriormente, talvez essa temporada tenha sido realmente um teste para a nossa relação com a série, onde tivemos a chance de conhecer mais daquelas garotas e descobrimos um pouco mais dos seus defeitos, deixando o lado mais cool da história um tanto quanto de lado e mostrando que elas também ainda não estão preparadas para encarar suas derrotas, tanto quanto não estão preparadas para encarar suas realizações.
E se esse foi realmente um teste, posso dizer que apesar dos seus defeitos, continuo em um relacionamento sério e AMANDO cada vez mais Girls.
(e terminar dançando ao som da faixa acima)
ps:um sonho – trocar de camiseta com a Lena Dunham na pixxxta. Apenas. #IDONTCAREILOVEIT
Na verdade, Broady City é um webserie excelente criada e protagonizada pela adorkable dupla Abbi Jacobson e Ilana Glazer (sério, sou completamente apaixonado pelas duas, que eu AMO/sou e desejo me tornar melhor amigo em 3, 2, 1!) que no passado chegou até a despertar o interesse da Amy Poehler (que participa de um dos seus episódios como ela mesmo e também será produtora da versão da série para TV), que na época ofereceu a série para o FX, mas que acabou não acontecendo naquela ocasião por um motivo qualquer. Tolos.
Até que o Comedy Central acabou se encantando pelo projeto e a genialidade dessas garotas (que são uma espécie de Louie na versão menina e ainda com 20 e poucos, tipo Girls) e decidiu transformá-la em série de TV, encomendando 10 episódios para uma Season 1. Na internet, a série já estava em sua segunda temporada, com alguns curtos episódios disponíveis, de aproximadamente 5 minutos cada (Season 1, Season 2), já antigos até, mas ainda não se sabe se eles serão aproveitados de alguma forma para o seu novo formato ou não. Existem também uma série de episódios ainda mais curtos do que o de costume (esses aqui ó), com ambas dividindo conversas animadas pelo Skype, com os assuntos mais improváveis e variados possíveis e que também são todos bem bacana.
E nessa cumplicidade da relação de amizade entre as duas está a maior força de Broady City, que tem como plot central justamente essa intimidade encontrada na relaçãodessas duas amigas, que aproveitam o seu dia a dia no Brooklyn em NY para abordar as situações mais comuns possíveis do cotidiano de todo mundo, sempre de forma extremamente bem humorada (com diferentes camadas, inclusive), explorando muito bem essa intimidade que ambas conseguem dividir sem fazer muito esforço, quase que naturalmente. Elas que de vez em quando são até confundidas com um casal, inclusive por seus familiares. (o episódio com as mães das duas é bem bom e todo pautado nesse plot)
A relação no trabalho, primeiros encontros, interesses em comum, magia, sexo, drogas, comodidade, intimidade, tudo aparece nos diversos episódios disponíveis online e são todos deliciosamente deliciosos, do tipo que é impossível tentar se conter e não acabar assistindo tudo de uma vez só, ainda mais porque eles são todos bem curtinhos e viciantes. (recomendo que não façam isso porque a crise de abstinência pode ser cruel e pesada)
Por enquanto, a previsão é que a série só chegue à TV em 2014, mas até lá, podemos conferir o que já foi produzido dessa webserie entre 2010 e 2011, que tem tudo para se tornar uma das futuras boas comédias da TV, ainda mais com essa ajudinha da Amy Poehler, na qual nós confiamos totalmente (e Abbi e Ilana conseguem provar já com a série online que também são engraçadíssimas). Abaixo, separei alguns dos meus episódios preferidos para quem se animar:
Essas são Abbi e Ilana no trabalho. Esse sou eu no trabalho. Sério, exatamente assim. Exatamente.
Nesse episódio, Abbi e Ilana enxergam a possibilidade de um encontro e eu duvido que vocês nunca tenham se visto exatamente nessa mesma situação.
Aqui temos uma forma super bem humorada de ilustrar as diferenças e semelhanças de cada uma delas quando separadas, que são extremamente diferentes, mas absolutamente iguais ao mesmo tempo.
Nesse episódio que tem a participação da Amy Poehler, ganhamos uma declaração de amor bem sincera para a cidade de NY.
E para encerar, temos esse delicioso season finale com cara de instalação de arte performática e que emprestou afetivamente a sua faixa de encerramento para a nossa última mixtape.
Primeiro foram as meninas e agora chegou a vez dos meninos de Girls ganharem suas versões super foufas em paper dolls.
Meus preferidos?
Adam e sua cara deliciosa de sociopata (a quem eu devo uma abraço pelo episódio do último domingo) e o Elijah, que também poderia servir como Bryan de The New Normal. (e saiu recentemente que ele já assinou e retorna para a Season 3 já garantida de Girls, que a propósito, dizem que já tem garantida até uma Season 4)
(♥)
ps:as versões em PDF para impressão do trabalho do ilsutrador Kyle Hilton estão disponíveis no site da Vulture
E esses dois foram os melhores promos de séries de TV durante o Super Bowl 2013. Sério.
#TEMCOMONAOAMAR a trilha desse de 2 Broke Girls?
ps:and i do declare que a partir de hoje, eu só faço doces se for fazendo uma performance exatamente assim e já estou estudando um jeito de confeitos coloridos caírem do teto da minha cozinha…
Ou, #TEMCOMONAOAMAR o bom humor e as participações especiais mais podres no de The Walking Dead?
E esse nós AMAMOS ainda mais porque além dos zombies por todos os cômodos da casa, ele tem também o nosso Daryl, que nós amamos desde sempre. (♥)
Sim, a partir desse momento com a Lena Dunham na premiere daaguardadíssima Season 2 de Girls (que estreia domingo, não percam!), eu declaro que essa é a minha cara oficial de esnobada para a sociedade.
Se alguém me cutucar na vida real, a partir de hoje eu só viro assim…
ps:acabei de achar uma forte semelhança entre a Lena, a Winona Ryder e a Tina Fey e agora estou em uma crise feliz achando que eu tenho um tipo e que parte das mulheres que eu acho interessante atualmente, se parecem com elas, rs. Confirmou! (e eu tbm me pareço com elas. Pelo menos já fui chamado de Winona na noite e não porque eu tivesse pego algo que não era meu. Juro! – aquele que entrega uma vício, rs)
Sério, o que explica uma mulher como a Anjelica Huston deixar alguém fazer esse crime contra ela mesmo?
Nem que ela estivesse com 248 anos, o que não é o caso, porque ela tem bem menos do que isso. (achamos indelicado publicar a idade, então…)
Juro que eu achei que ela estava usando um fatsuit, mas não, segundo a própria na coletiva da Season 2 de Smash, esse foi o resultado da sua última aplicação de botox. ME-DO! #CREDINCRUZ
Ela que é uma das melhores coisas de Smash e estava lindíssima durante a primeira temporada. Algo que nós não podemos dizer agora…