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O “recall” de Parks And Recreation

Maio 23, 2013

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Essa foi uma temporada difícil para Parks And Recreation. Bem difícil na verdade. Por isso, não consigo imaginar uma melhor forma de encerrar a temporada a não ser convocando um “recall” que foi exatamente o que eles fizeram (no caso, com a candidatura da Leslie) durante a season finale e que talvez tenha sido a forma mais honesta de encerrar essa que não foi a melhor temporada da série. Dá para pedir um recall da temporada inteira, NBC? (ando com uma bronca da NBCecê…)

Além de não ter sido tão bacana assim, Parks & Rec também acabou recebendo aquele tratamento desrespeitoso da NBC (que não foi a única que andou fazendo isso, que fique bem claro), disponibilizando por boa parte da temporada o número de 2 episódios semanais, algo que em outras épocas a gente até poderia considerar como um presente e agradecer talvez, mas que nesse caso acabou pesando um pouco demais levando em conta o atual estado da série e por isso a experiência de doses duplas da série não foi nada bacana nesse momento (além de soar como se eles estivessem apenas querendo se livrar das temporadas o mais rápido possível). Mas tudo bem, Amy Poehler é do tipo que tem crédito com a gente, por isso a perdoamos e continuamos ao seu lado na cidade de Pawnee. (o mesmo vale para a Tina Fey, a Lena Dunham e a Mindy Kaling)

E toda a genialidade da temporada anterior, com a campanha da Leslie em busca de ser eleita, acabou ficando de lado uma vez que esse seu sonho já havia se realizado e Leslie finalmente havia chegado onde ela sempre sonhou estar. E não, nós não estamos falando da cadeira de presidente dos USA. Ainda não, pelo menos por enquanto, mas até uma cameo do vice presidente a série conseguiu garantir durante essa nova temporada, algo que podemos dizer que realmente não é para qualquer uma.

Mas uma vez que agora a personagem acreditava estar com o poder nas mãos, Leslie acabou se vendo de mãos atadas em relação a toda burocracia da política local (e não só local, como nós bem sabemos), conseguindo desenvolver bem pouco de tudo aquilo que ela um dia sonhou em fazer pela sua cidade e isso querendo ou não, acabou sendo muito frustante. Embora esse seja um plot extremamente realista, pensando em alguém que segue esse tipo de carreira política, Parks And Recreation acabou pecando nesse sentido, porque uma vez que agora Leslie se encontrava em uma posição com mais possibilidades, pouco ela acabou fazendo nesse sentido, quase como se esse plot político da personagem tivesse ficado mais de lado durante essa Season 5 (uma vez que o sonho já havia se realizado…), para desenvolver algumas outras situações que eles consideravam mais importante naquele momento, não só para ela como também para os demais personagens da série.

Sem contar que Leslie e o Ben funcionam perfeitamente como dupla/casal e quando separados pelo trabalho, em locais diferentes, embora seja uma foufura ver o casal cometendo algumas loucuras em nome da saudade (AMO a Leslie apaixonada pela retaguarda do boy magia. AMO!), chega a parecer um desperdício grandioso esse tipo de distância entre os dois, algo que poderia muito bem ser resolvido se o Ben tivesse um trabalho local, mesmo que não na prefeitura (como no começo), algo que eles até que demoraram um pouco para consertar no início da temporada, mas logo resolveram acertar para não perder mais tempo com algo que quando mais perto, sempre funcionou tão bem. (isso sem contar também que com o Ben longe, a April acabou sendo levada junto com ele e ela nós queremos ao lado do Andy + Ron, para sempre!)

Parks and Recreation - Season 5

E a questão do tempo foi outro fator importante para a história e a sensação que tivemos em um determinado ponto dessa Season 5 foi a de que eles acabaram correndo um pouco demais com as histórias de cada um dos personagens, muito provavelmente para que eles pudessem chegar mais próximos de suas resoluções pessoais, caso o futuro da série não fosse dos mais felizes, algo que ainda permanecia incerto e devido a instabilidade da NBC em relação a suas comédias,  acabou sendo um detalhe que certamente perseguiu Parks como uma possível ameaça até a chegada dos upfronts. Andy na polícia, Andy fora da polícia, Jerry finalmente se aposentando (excelente!), Annie querendo desesperadamente um filho (toda vez que eu vejo a Ann e o Chris totalmente sem nenhuma função dentro da série a não ser a de nos causar um sono profundo, imagino se não seria a hora de Parks experimentar plots mais dramáticos envolvendo mortes repentinas, quem sabe? rs), nem que para isso tivesse que recorrer a algo mais independente (e óbvio, e preguiça…), Tom conseguindo fazer sucesso com sua nova empresa que aluga suas próprias roupas de grife a preço de banana para os adolescentes da região (por conta do seu pouco tamanho, rs), Ben e Leslie resolvendo se casar rapidamente. Tudo isso foi meio que resolvido as pressas, quase como se eles estivessem sentindo que o fim se aproximava para a história desses personagens. Mas se a sensação foi a de que eles aceleraram para ganhar tempo no começo, mais ou menos da metade da temporada para o final, ficamos com a sensação de que eles chegaram cedo demais e por isso talvez fosse a hora de desacelerar e consequentemente, acabaram nos entregando uma sequência de episódios de dar sono.

Apesar dessa pressa, em algumas dessas resoluções encontramos os melhores episódios da temporada, como aquele com o Halloween, em que eles acabaram causando um infarto no Jerry (e #TEMCOMONAOAMAR a família inexplicável de mulheres maravileeeandras do Jerry?), que foi onde essa Season 5 realmente começou a engrenar, ainda mais porque esse episódio além de divertidíssimo, contou também com o pedido de casamento do Ben para a Leslie, um momento que todos nós estávamos esperando faz tempo (♥). E por conta do noivado, acabamos conhecendo também os pais do Ben (e o pai dele era ninguém menos do que o Mike de Breaking Bad, howbadassisthat?), eles que não se davam muito bem por conta de um divórcio mal resolvido no passado, que foi um outro momento bem especial para a série.

E se as coisas estavam se acertando para o casal principal da série (e o único que importa além da April e do Andy, sorry para os demais, mas é verdade…), Ron também acabou ganhando uma nova candidata a Senhora Swanson, ela que de quebra chegou com duas filhas adoráveis, que transformaram o Ron em princesa e só por esse motivo já devemos o nosso respeito à elas. Ron que além de ter encarado novamente a sua ex, Thammy, no momento em que ele estava sendo homenageado, encerrou a temporada com a possibilidade de ser tornar pai, algo que acabou pegando todo mundo de surpresa. E não pai de uma criança qualquer, porque a atriz que interpreta sua nova pretendente foi ninguém menos do que Xena na TV (Lucy Lawless) e por isso ela também merece todo o nosso respeito. (We ♥ Xena)

Pensando bem, essa foi a temporada casamenteira de Parks and Recreation e sobraram plots do tipo para todos (mais um motivo para a gente acreditar que eles estavam realmente considerando essa como uma última temporada para a série). Tom acabou descolando a irmã do Jean-Ralphio (impressionante como ela parecia com o irmão, não? E era tão ótima quanto #HELLYEAH) para infernizar a sua vida e para a Ann sobrou mesmo o plot  da procura pelo pai perfeito para o seu filho, que desde o começo estava mais do que na cara que seria o Chris (fico tão constrangido com o Rob Lowe nesse papel, que seria perfeitamente perfeito se ele estivesse em New Girl, por exemplo), como estava também na cara que só de lembrar dessa história já sentimos uma estado de coma induzido batendo lá no fundo. ZzZZ

Outro momento super aguardado e que acabou acontecendo meio que de surpresa, ainda no meio da temporada (mais um prova de que eles estavam tentando correr com tudo), foi o casamento da Leslie e do Ben, que acabou acontecendo antecipadamente, bem antes do que a gente imaginou que aconteceria (ainda mais sendo a Leslie quem é em relação a qualquer coisa na sua vida) e que não poderia ter sido mais foufo também. E estava bem na cara que o grande casamento não daria certo para aqueles dois e a recepção perfeita acabou acontecendo na Prefeitura mesmo, com apenas o pessoal do departamento e a Leslie com o vestido perfeito feito pela Ann (que foi o que justificou a sua presença na série durante essa temporada), sendo levada até o altar pelo Ron, em um momento que certamente foi bem importante e representativo para a mitologia da série.

Parks and Recreation - Season 5

Depois disso tivemos alguns outros episódios bem meio assim, que não chegaram a empolgar muito, com várias participações do “vereador” dentista que eu acho um chato, além de histórias bem meio assim e com um apelo bem menor. E foi nessa hora que a temporada começou a pesar ainda mais, como se eles estivessem meio que perdidos, sem saber para onde seguir com toda a sua história, como se não tivessem muita certeza ainda sobre quanto poderiam avançar e contar sobre aquela história… talvez isso não tenha sido uma culpa apenas dos roteiristas e sim da incerteza sobre o fato da série ser salva ou não pela NBC, algo que se só confirmou depois da temporada já encerrada, nos revelando que sim, teremos uma Season 6 de Parks And Recreation.

Mas foi nesse ponto que a série realmente se perdeu e toda a genialidade da sua mitologia antiga acabou parecendo perdida e ou desperdiçada em meio a piadas sem graça e histórias que pouco conseguiram despertar o nosso interesse. Sabe aquela série quase sem limites, que colocava um ônibus eleitoral praticamente atropelando uma funeral? Então, sentimos falta disso durante toda essa temporada de Parks, infelizmente. Talvez por isso também a gente nem tenha conseguido comemorar muito sobre o fato da série ter sido renovada para mais uma temporada (apesar de sermos #TeamPoehler), algo que ficou bem difícil de comemorar depois de uma Season 5 tão arrastada e bem meio assim.

Para o final da temporada, tivemos o plot mais aleatório possível, com o Andy fazendo o policial (ótimo por sinal e eu AMEI o Andy ressentido com a sua banda também em um outro momento) e investigando a possível dona do teste de gravidez que ele encontrou no lixo, algo que acabou passando por todas as personagens mulheres da história, inclusive a sua mulher, April, que na verdade descobrimos que estava sim escondendo alguma coisa, mas não uma gravidez (e sim a sua entrada para a Faculdade de Veterinária), até descobrirmos que no final das contas, o teste era mesmo da nova namorada do Ron, que a essa altura já tinha praticamente sumido da série. Xena, você já foi mais alguém mais presente na floresta, hein? E como final de temporada tivemos isso e o plot do “recall” da candidatura da Leslie, com a cidade se colocando contra a sua atual posição (nesse momento foi ótimo ver alguns personagens de volta a série, como aquela ex atriz pornô doppelganger da Leslie e o Jason  Schwartzman, que fez uma participação durante essa temporada como dono de uma locadora de vídeos), que foi o que eu mencionei no começo dessa review, justificando o título do post.

Diferente de Community, que a gente acha que talvez tenha se perdido de forma irrecuperável, como foi a sua também recém encerrada de forma traumática Season 4, que em nada conseguiu nos fazer lembrar o que a série já foi no passado (fiquei até feliz de ter escrito essa review depois daquela sobre Community, assim consegui ter parâmetros um pouco melhores para enxergar mais qualidades em Parks, mesmo com essa temporada precária), Parks and Recreation mesmo não nos entregando o seu melhor, com aquele final, ainda conseguiu nos deixar uma pontinha de esperança  a mais com uma mensagem mais ou menos como “É, sabemos que nós erramos. Confessamos. Mas deixa com a gente que vamos consertar essa falha…” que foi o que aquele “recall” da finale nos fez pensar sobre o futuro da série.  Pelo menos é o que nós ainda acreditamos e esperamos de uma série que vinha fazendo uma trajetória tão excelente até aqui.

Esperamos que a série volte a nos deixar animados no futuro. Esperamos também que a NBC respeite mais suas comédias .

Parks & Rec está precisando de mais recreação, com urgência!

 

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A temporada de despedida de Fringe

Janeiro 25, 2013

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Apesar de ser bem difícil aceitar, aqui estamos nós, uma semana depois, encarando a realidade de que daqui por diante, não teremos mais Fringe. Agora é isso, não adianta mais reclamar, fazer campanha para evitar um cancelamento ou qualquer coisa do tipo, porque chegamos ao ponto final dessa história. Só que dessa vez, a sensação para a nossa sorte é outra e não aquela bem amarga de outros tempos que enfrentamos por diversas vezes, quando a gente vivia se deparando com o fantasma do cancelamento assombrando constantemente uma série tão bacana como essa. Sofremos sim, ficamos com medo de perder uma de nossas séries mais queridas dos últimos tempos por diversas vezes, quando ainda não estávamos preparados para essa perda, mas no final, conseguimos sair como vencedores dessa história e assim, conquistamos a nossa tão desejada Season 5, uma temporada dos sonhos para essa série que tanto fez por merecer desde o seu começo, trazendo para a TV uma das histórias mais inventivas de todos os tempos.

A forma como Fringe conseguiu se reinventar e se renovar ao longo dessas cinco temporadas (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4) foi realmente absurda, quase que inacreditável. Sua dinâmica foi modificada tantas vezes, que a sensação é a de que quase não podemos afirmar que ao longo desses cinco anos, estivemos assistindo a mesma série, embora a sua essência tenha permanecido a mesma desde sempre. Mesmo assim, todas essas novas formas de assistir a série foram deliciosas, cada uma por um motivo especial. Ao mesmo tempo que não podemos fazer esse tipo de afirmação, também não podemos dizer simplesmente que a série mudou drasticamente, a ponto de não conseguirmos reconhecê-la mais. Isso não poderemos dizer nunca, porque toda a sua mitologia e todo o seu fundamento sempre estiveram ali, presentes, não importando muito o cenário atual da temporada ou plot da vez e foram todos respeitados até o final. Universos paralelos, presente, passado, futuro, universos de bolso, todos eles foram apenas algumas propostas de planos de fundo para essa história sensacional e que funcionou perfeitamente em cada um deles. Cada detalhe, referência, constantes e padrões nos acompanharam durante toda a evolução de Fringe e nessa reta final, podemos até dizer que ganhamos diversos presentes para quem realmente é fã da série, com um turbilhão de revisitas a momentos e símbolos das temporadas anteriores, que colaboraram para nos deixar completamente satisfeitos com o seu agora inevitável porém merecido e até mesmo necessário final.

Durante a temporada anterior, tivemos aquele final meio esbaforido, onde eles correram para tentar amarrar o maior número de pontas possíveis caso a série não conseguisse garantir o seu futuro. Algo que milagrosamente eles conseguiram fazer, em pouco tempo e de forma até que satisfatória (só não poderia ser só aquilo). E isso covardemente, por todas as partes, tanto de quem ameaçava encerrar a série antes da hora, quanto para eles mesmos, que antes desse final nos deram um gostinho de até onde eles gostariam de chegar caso a série conseguisse garantir um futuro, com um episódio que muita gente não conseguiu entender e ou acho meio aleatório para uma história que poderia ser encerrada a qualquer momento, mas que na verdade era apenas um aperitivo do que eles ainda gostariam de nos contar dessa história.

Cenário esse que foi exatamente onde estivemos durante toda essa Season 5, no futuro, com um mundo tomado pelos Observadores, figuras recorrentes em todos os episódios da série, desde quando ninguém sabia exatamente quem eram, ou quais eram suas verdadeiras intenções, respostas que obtivemos ao longo dessa temporada (e não só agora também). Uma realidade que pela primeira vez nos trouxe a família inteira novamente reunida, agora com a Olivia também fora do âmbar,  ainda sofrendo por ter sido obrigada a ficar tanto tempo distante da filha, Etta, com quem ela tentava estabelecer algum tipo de relação já que ambas acabaram ficando distantes por muito tempo e algo acabou se perdendo nesse caminho. Nessa hora, começamos a entender o que aconteceu com aquelas pessoas após a invasão, onde descobrimos que Peter e Olivia tiveram suas diferenças e que a relação do casal já não era mais a mesma após a perda da filha, apesar do amor entre os dois ter permanecido o mesmo.

Fringe Season 5 (12)

E foi bem bacana ver a Olivia tendo tempo para acertar suas diferenças com Etta, que na verdade, era extremamente parecida com a mãe em relação a sua competência e batalha a favor daquilo que ela acreditava dentro da chamada resistência na série, exceto por alguns detalhes, de algumas coisas que talvez ela não tivesse tido alguém para ensiná-la a respeito. Apesar desses momentos importantes para essa questão familiar, é fato que Olivia esteve visivelmente apagada durante boa parte dessa temporada, apática, meio de lado, onde ficamos esperando que ela voltasse a ser a Olivia de sempre, algo que quase não aconteceu, exceto pelo episódio duplo final, onde ela teve chance de reviver alguns dos seus momentos de Olivia da Fringe Division antiga, justamente pelo meio que a trouxe a sua grande importância dentro desse universo, mas que mesmo assim, não pareceu ser o suficiente para uma personagem que evoluiu tanto ao longo desses anos todos e que nós aprendemos a gostar. Um ponto negativo a se guardar dessa temporada final.

A questão familiar, que sempre foi tão presente em Fringe, também apareceu com força durante essa temporada final e de uma forma super bacana, sem soar como um resposta pedante ou saída fácil para qualquer tipo de situação, como estamos acostumados a ver em outros cenários. Envolvidos nessa questão, além da relação adorável de sempre entre Walter e Peter, tivemos Peter, Olivia e Etta em destaque, mas resolvendo tudo de forma até que prática, porque o assunto maior em questão naquele momento era mesmo o de tentar salvar o mundo do que ele havia se tornado. Dessa dinâmica, o mais importante talvez tenha sido mesmo colocar o Peter exatamente no mesmo lugar em que já esteve o seu pai, perdendo a filha (nesse caso, cruelmente) e tentando de tudo para recuperá-la, nem que para isso fosse necessário que ele se tornasse o seu próprio inimigo. Assim, ganhamos a transformação do Peter em um “Observador”, para que ele tivesse alguma vantagem ao tentar entender a mente dos inimigos da vez, para que assim pudesse ter alguma chance a seu favor. Um plot bem interessante e que foi lindamente conduzido pelo ator Joshua Jackson, ou Peter Pacey, como costumamos chamá-lo por aqui, mas que nos deixou com a sensação de ter sido abandonado precocemente, naquele momento em que o personagem através da sua conversa com a Olivia (um momento lindo apesar de tudo), entendeu que o amor entre eles era muito mais importante e talvez fosse a sua maior arma para vencer aquela batalha e ou o que diferenciava todos eles do próprio inimigo.

E o grande plano arquitetado por Walter e Donald (personagem até então oculto dentro da série), ainda em 2015, foi o ponto chave para o desenrolar dessa temporada que na verdade, tratava-se de um grande quebra-cabeças que dependia de uma série de peças para que fosse montado. Nessa hora, talvez eles tenham arrastado essa parte da solução um pouco demais, apesar de ser justificável porque essa seria a grande resolução da série a essa altura e não poderia acontecer tão cedo. Mas mesmo assim, todas as fitas do Walter presas em âmbar no seu laboratório em Harvard, que nos davam pistas das peças necessárias para a montagem desse grande quebra-cabeça, acabaram ocupando um tempo grande demais ao longo dessa Season 5, apesar de que, cada uma delas acabou nos levando a um momento bem bacana também para a série. Poderia ter sido resolvido de forma mais rápida ou simples? Poderia. Mas esse caminho apesar de longo, foi também delicioso e valeu a pena? Foi e valeu. Portanto, estamos felizes de qualquer forma, rs.

Sem ele por exemplo, não teríamos ganhado a descoberta de que Walter mantinha um arquivo morto dos Fringe Events que conhecemos ao longo das temporadas, que esteve esse tempo todo no underground do seu próprio laboratório em Harvard. Juro que por um momento, me senti como um total idiota por nunca sequer ter imaginado que Walter teria algo do tipo guardado tão perto por todo esse tempo. E é claro que conhecendo o Walter como nós todos conhecemos bem ao longo desses anos, obviamente ele teria mantido algo parecido a disposição dele. E quem não teria?

Fringe Season 5

Entre os diversos momentos que ganhamos após cada uma das fitas que foram liberadas do âmbar, tivemos outros dois grandes momentos para essa reta final de Fringe. O primeiro ficou por conta do universo de bolso que descobrimos que existia, uma nova possibilidade de cenário para a série também muito bacana e até então desconhecida, onde achamos que iriamos finalmente encontrar o tal Donald, tão mencionado até então por Walter como parceiro do seu plano para derrotar os Observadores, algo que não aconteceu, mas que na verdade, devido as pistas encontradas no próprio episódio, ele acabou nos trazendo de volta um velho conhecido da série, Michael, o garoto Observador que conhecemos no passado e que dessa vez nos foi apresentado como parte fundamental do plano final.

Como as peças ainda não estavam devidamente encaixadas, na tentativa de proteger Michael dos próprios Observadores, acabamos nos despedindo de uma personagem que também aprendemos a gostar bastante com o tempo (e já fomos bem desconfiados a seu respeito no passado), Nina Sharp, que teve que se suicidar em nome de um bem maior para a humanidade naquele momento. Falando assim, tudo pode até parecer um tanto quanto “clichê” demais, mas não é de hoje que sabemos que todas essas pessoas dedicaram suas vidas em nome da ciência, portanto, nesse detalhe, encontramos a justificativa para essa atitude drástica, já que eles estavam a um passo de conseguir atingir seus objetivos. Bacana também foi ver que mesmo antes de morrer, Nina através do Walter, acabou recebendo a informação que talvez ainda estivesse faltando para ela completar o seu ciclo, ganhando a certeza de que ela também significou alguma coisa importante para o William Bell, seu parceiro de tantos anos e que foi o grande amor da sua vida. Um momento extremamente sútil, mas que trouxe uma carga dramática merecida para a mitologia da própria personagem.

E mesmo em sua reta final, Fringe conseguiu provar que nunca foi uma série preguiçosa e mesmo a essa altura, se arriscou em mais um daqueles episódios das viagens do Walter a base de LCD, nos levando para a que talvez tenha sido a melhor delas. Com um episódio sensacional (que aceitamos como presente pessoal para o Guilt), com cara de instalação de arte, ganhamos mais um grande momento para a série (que dessa vez por uma questão de tempo, acabou acontecendo no episódio 9 e não no 19 como de costume em todas as temporadas) e que além de tudo serviu muito bem para ilustrar o atual momento dos seus personagens principais e principalmente o próprio Walter, que estava enfrentando o dilema de se tornar o homem que ele sabia que poderia e não queria ser. Um episódio para se aplaudir de pé, com direito a cartoon no fundamento de Monty Python e uma trilha sonora perfeita para o momento. Aliás, essa foi uma temporada onde a trilha sonora de Fringe esteve afiadíssima, com momentos inesquecíveis como Walter nostálgico e esperançoso em busca da sua tulipa branca, ao som da música perfeita dentro de um carro qualquer, ou quando ganhamos um momento mais dramático novamente com Walter ao som de “The Man Who Sold the World” do David Bowie (♥).

Faltando apenas três episódios para a conclusão final da série, ganhamos outro momento excelente, onde finalmente descobrimos que Donald na verdade era o próprio September, o Observador mais do que presente na vida de Walter e seu filho e que estava cumprindo uma espécie de punição por conta de todas as suas intervenções no passado, agora vivendo como uma pessoa comum e por isso o nome Donald (por isso e sua inspiração em “Singing In The Rain”). E foi quando ganhamos a maior resposta em relação a mitologia dos próprios Observadores, da forma como eles se desenvolveram até chegar a essa ponto, até suas variações consideradas como anomalias, além de algumas outras respostas importantes em relação a algumas questões que sempre existiram em torno desses personagens. Nessa revelação, de mais importante, descobrimos que eles nada mais eram do que a evolução do que eles mesmos consideravam como a raça “perfeita”, onde ele foram retirando aos poucos seus sentimentos (começando com a inveja… e porque será, hein? rs) para que eles se tornassem seres mais evoluídos e muito mais inteligentes, até que essa busca acabou os levando a retirada total dos sentimentos da espécie, levando os Observadores a se encontrarem no seu atual estado, completamente práticos e incapazes de sentir qualquer coisa.

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Porém, como todo experimento tem suas variações, September e o próprio Windmark acabaram se tornando exceções a regra, onde suas relações tão próximas com humanos “comuns” ao longo do tempo, acabaram levando ambos a desenvolverem certos sentimentos, para o bem e para o mal, com Septemper observando o amor paterno do Walter e seu filho Peter, por quem ele foi capaz de cruzar universos para tentar salvar, desenvolvendo o mesmo tipo de sentimento mais tarde pelo Michael, assim como Windmark acabou desenvolvendo o ódio que ele sentia pelos humanos, embora ele não conseguisse entender exatamente do que se tratava. Desse despertar do amor do September, chegamos ao Michael, ele que por sua vez era uma espécie de híbrido (e parte do próprio September), tendo a sua parte da inteligência evoluída como a dos Observadores e que também acabou desenvolvendo os sentimentos da parte humana como eles jamais haviam visto antes. Uma amarração excelente para essa história, que embora seja pautada também no amor, acabou sendo corajosa o suficiente para caminhar em paralelo com a ciência, que sempre foi um dos pontos mais fortes da série.

Na verdade, a questão maior em Fringe, sustentada até o final, foi mesmo a questão do homem vs ciência e os limites que uma mente brilhante como a do Walter precisava encontrar para que a sua genialidade não se tornasse uma grande ameaça para os demais. Bacana ver que mesmo por esse caminho, eles nunca desconsideraram completamente algumas questões de fé (que embora eu ache importante essa escolha de não misturar as duas coisas, também acho importante não ignorá-la completamente, porque certamente esses tipos de questionamentos apareceriam na vida real) e principalmente o lado mais humano da coisa, que também até o final, ficou por conta da história de amor mais interessante da série desde o começo e que eu sempre falei ser a minha preferida dentro dessa história, que foi a linda relação de pai e filho Walter + Peter.

A essa altura, eu já não tinha mais esperanças de um final apenas feliz para essa história. Tendo Olivia e Peter já sofrido algumas ameaças em ambos universos, restava ao Walter a tarefa de tentar se redimir, apesar dele já ter tido a sua absolvição ao longo dessas temporadas todas e principalmente naquele lindo final do Lado Vermelho do universo, ainda durante a temporada anterior. Apesar de ter se tornado uma lenda da ciência no futuro, tendo a importância do seu trabalho finalmente reconhecida no tempo atual da sua neta, nada me tirava da cabeça que algum deles precisava pagar o preço para que essa história tivesse o final feliz que merecia e esse seria o Walter.

Fringe Season 5 (5)

Algo que se confirmou com a revelação do plano de Walter e September, arquitetado ainda em 2015, antes da invasão dos Observadores, quando ganhamos a confirmação de que Walter precisaria se sacrificar, levando Michael até o futuro, mostrando para os Observadores daquele tempo, que não havia motivos para a existência dos mesmos daquela forma como eles chegaram por aqui durante a invasão. Uma ideia que apesar de cruel, fazia todo o sentido, apesar de que, o próprio September poderia ter ficado encarregado dessa apresentação do Michael ao futuro. E faltando pouco para o final, ele até chegou a sugerir a troca e seguir no lugar do Walter, mas como nem tudo funciona como o planejado, não tivemos outra alternativa e fomos obrigados a nos despedir de Walter conforme o planejado, mesmo que isso tenha nos causado a perda mais dolorosa de toda a série até então. De qualquer forma, ver uma mente como a do Walter caminhando naquele portal (algo muito semelhante com o que ele já havia enfrentado com o Peter quando criança) apesar de ser um triste final para a sua história no presente, de certa forma chega a ser reconfortante, porque sabemos que finalmente uma mente tão avançada como a dele, encontraria no futuro novas possibilidades, poder experimentar o que ele mesmo acabou contribuindo a seu modo para a evolução, além de levar com ele toda a sua bagagem intelectual, que todos nós sabemos que merecia encontrar um lugar bem especial para viver e nada melhor do que o futuro, porque Walter sempre foi um homem a frente do seu tempo. Agora imaginem, Walter, toda a sua genialidade e esquisitices, vivendo no futuro? (só eu acho que um spin-off deveria acontecer dessa nova fase da vida do personagem? Ou alguém duvida que o Walter acabou encontrando uma forma de voltar para o presente, nem que seja para umas visitas momentâneas? Não sei, vejo muitas possibilidades, inclusive a dos próprios Observadores devolvendo Walter a seu tempo devido a sua importância e ou por não aguentarem mais as suas manias, rs)

Claro que antes dessa dolorosa despedida, tivemos uma série de momentos importantes, como a Olivia ganhando a tarefa de resgatar Michael, usando novamente os recursos do universo vermelho, buscando ajuda com  velhos conhecidos seus que acabaram ganhando o seu momento nessa reta final (e até o Walternativo acabou ganhando um ponto de conclusão, mesmo que ele não tenha sequer aparecido durante a passagem), com as participações mais do que especiais do Lincoln e da Folivia, que embora super segura, não perdeu a chance de falar para o Lincoln não ficar encarando muito o seu traseiro mais jovem, representado pela própria Olivia, rs. Além disso, tivemos a mesma tendo que novamente ser submetida ao Cortexiphan, que nesse caso também acabou sendo fundamental para que o plano de derrotar os Observadores pudesse ser concluído e assim eles conseguissem resetar o tempo, apagando a existência dos mesmos. (algo que é melhor nem pensar muito para não começar a gerar uma série de novas perguntas… apesar de tudo ter feito bastante sentido até então)

Sem contar que no caminho para essa conclusão, ganhamos uma série de revisitas mais do que especiais à símbolos da série, como a Fringe Division utilizando os próprios casos do passado para conseguir derrotar os Observadores (uma sequência que foi mais do que um presente, vai?), assim como o próprio Broyles, que não foi esquecido e merecidamente foi resgatado pela própria Olivia durante a missão final. Mas isso não foi nada comparado a outros dois momentos pra lá de especiais e também encontrados nesse series finale. O primeiro deles, ficou por conta da aparição mais do que afetiva da vaca Gene, ainda em âmbar por questões práticas,  mas ganhando a sua merecida despedida (sério, #TEMCOMONAOAMAR?). E o segundo deles, que ficou por conta daquela despedida do coração, extremamente afetiva entre Walter e a querida Astrid, a quem ele não deixou de agradecer por tudo o que ela fez por ele e passou ao seu lado durante todas essas temporadas e finalmente a presenteando com elogios importantes, além do mais importantes dele, é claro, com a pronuncia do seu nome, dessa vez, sem erros. Isso sem contar um momento anterior onde encontramos “Walter no tanque” e sem cueca, é claro, caso contrário, ele não seria o Walter que nós amamos. (rs)

Fringe Season 5 (6)

Mas realmente, nada foi mais comovente nessa reta final do que os momentos divididos entre Walter e o seu filho, Peter. Primeiro com Walter ciente do seu futuro, ainda sem ter revelado ao Peter qual seria o seu destino, ganhando um momento super foufo ao lado do filho e que além de tudo veio com uma carga de humor deliciosa, ainda mais para um momento como esse. E aquele outro quando Peter assistiu ao lado do pai o que seria a sua mensagem de despedida em VHS, com um discurso lindíssimo do Walter se dizendo extremamente realizado por sua trajetória e principalmente, por tudo que ele teve a chance de passar ao lado do filho durante todo esse tempo, dizendo que faria tudo de novo caso fosse possível. Um momento para deixar qualquer fã de Fringe chorando feito criança, que eu confesso que foi exatamente como me encontrei ao final dessa cena, totalmente entregue. E momentos como esses justificam a minha predileção por essa história de amor em toda a série. Exijo um abraço, Walter!

Apesar de todos esses acontecimentos do series finale duplo, é preciso reconhecer que ele teve um efeito digamos que “menor” se comparado com os outros finales das demais temporadas. Não que ele tenha sido fraco, ou qualquer coisa do tipo, porque isso não foi mesmo (e realmente foi bem especial, apesar da questão do ritmo da sua primeira parte), mas digamos que ele foi “menor” no sentido de que restava pouca coisa para resolver durante o mesmo. As respostas já haviam sido encontradas (as que sobraram, eu realmente não consigo sentir a menor falta), o plano já havia sido revelado e só faltava mesmo uma conclusão para tudo aquilo que a gente já sabia que deveria acontecer. Mesmo assim, novamente, é preciso dizer também que tendo a série gasto esse tempo com uma série de referências e aparições mais do que especiais para todos os seus fãs, não podemos nem reclamar que esse não foi o final perfeito para Fringe. Isso nós não podemos mesmo, porque ele foi sim perfeito! (e o episódio final ainda conta com uma série de easter eggs além de um agradecimento final pra lá de especial para todos que permaneceram enquanto audiência da série)

E com aquele sonho recorrente do Peter e a Olivia brincando com a pequena Etta no parque, dessa vez tivemos a visão do final feliz proposto para a série, agora não mais como lembrança e sim como realidade, com a família enfim reunida, o que nos deu a certeza de que todo o plano acabou funcionando no final das contas, mesmo que isso tenha custado a dolorosa despedida de um dos personagens mais sensacionais de todos os tempos na TV, Walter Bishop. (I ♥ John Noble)

Mas é claro que um personagem com tamanha importância para a série não poderia se despedir dessa forma apenas e por esse motivo, ainda ganhamos um último momento, com a aparição de um dos maiores símbolos da série, com Peter recebendo uma carta do seu pai, com a tulipa branca que vimos que o September fez questão de resgatar especialmente para o Walter, tamanha a sua importância dentro desse universo. Sério, nessa hora, apesar da correria dos minutos finais do ep, me encontrei extremamente realizado com o final proposto para essa história, que se encerrava firmando-se como uma das melhores séries de Sci–Fi do seu tempo. Sabe aquele abraço que a gente precisava para um momento como esse? Então… abraço dado. (tears . Aliás, adorei a história que a atriz Jasika Nicole contou nesse vídeo abaixo, dizendo que na última Comic-Con eles foram recebidos no painel da série com todo mundo segurando uma folha em branco com a imagem da “white tulip”. #TEMCOMONAOAMAR? E esse vídeos traz os comentários dos atores em relação a conclusão da série e é bem especial!)

Confesso que o meu medo era grande em relação a essa conclusão, porque ver uma série tão bacana como Fringe acabar se perdendo com uma temporada final bocó qualquer, não seria nada fácil, não depois de uma experiência já vivida anteriormente em Lost, com a qual a série dividia alguns fatores. Algo que não poderia acontecer em uma série tão inventiva, não em uma série que por anos nos fez praticamente enlouquecer tentando imaginar teorias para todas suas propostas e ver todas elas sendo respondidas de forma bastante satisfatória quando não de forma sensacional. É, isso realmente seria devastador ver acontecendo com Fringe em sua reta final. Mas esse felizmente não foi o caso e talvez pela primeira vez a gente até consiga aceitar a ideia de que eles realmente sabiam onde queriam chegar com essa história toda, por isso, nos encontramos assim, extremamente satisfeitos e felizes com a sua conclusão que não só foi maravilhosa, como ainda chegou nos trazendo uma série de presentes deliciosos. E a sensação de ver um série que gostamos tanto encontrar o seu final dessa forma é deliciosa e muito provavelmente tem o mesmo gosto que alcaçuz tinha para o Walter no seu tempo. (se bem que, alguém por aqui já experimentou alcaçuz? Achei horrível…)

Por esse motivo, acho que podemos dizer honestamente que tivemos o melhor final possível para uma série brilhante como sempre foi Fringe. Assim como podemos dizer que sentiremos uma falta do tamanho dos dois universos, azul e vermelho + o universo de bolso de cada um dos seus personagens, que embora nunca tenham ganhado o merecido reconhecimento por parte das premiações de TV, sempre foram sensacionais e assim se mantiveram até o final.

Para me despedir adequadamente, um dia desses, usando como referência o momento de um dos episódios de Fringe dessa temporada, do alto do meu egoismo taurino, cheguei a dizer que caso eu fosse o dono do último vinil de “The Man Who Sold The World”, devido o meu grande amor de sempre pelo Bowie, que eu não seria capaz de dá-lo nem mesmo para o Walter, mas que poderia convidá-lo para ouvir aqui em casa, quando ele quisesse (claro que para além de tudo ter uma chance de ficar perto de uma mente como aquela, rs). Pois bem, messe momento eu declaro que devido a todo o brilhantismo do seu personagem (que foi o grande personagem dessa história) e por conta dessa história deliciosa do começo ao fim, se eu o tivesse ele seria seu Walter. Sério. Embalado com um laço feito com alcaçuz  e com um OBRIGADO, em caixa alta.

Sem a menor dúvida, uma série para se passar adiante e guardar em uma prateleira especial, nesse e em qualquer outro universo, azul, vermelho, fúcsia, rs.

#CLOSE

 

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Fringe, o promo do series finale

Janeiro 16, 2013

Sim, finalmente chegamos perto desse dia. O dia da despedida de Fringe (glupt). Ainda bem que até aqui, podemos dizer que percorremos o caminho que sonhamos para a série. Foi difícil, mas cá estamos nós, muito perto de encontrar esse final.

E na próxima sexta, essa que sem a menor dúvida é uma das histórias mais inventivas e sensacionais da TV atual, encontrará o seu fim em um episódio duplo e com duas horas de duração, que marcará também o 100º episódio da série.

Ansiosos?

 

ps: quase morri quando vi os comebacks, todos merecidíssmos!

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SAMCRO sob nova direção na Season 5 de Sons Of Anarchy

Dezembro 26, 2012

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Uma nova era para Sons Of Anarchy, agora com um novo rei enfim tomando um posto que lhe havia sido prometido desde cedo. Sob nova direção, SAMCRO não esteve para brincadeira durante essa Season 5 e eles quase não tiveram tempo nem para respirar ou pelo menos, não para respirar em paz.

Jax finalmente assumiu um posto para o qual ele havia sido preparado a vida inteira, posto esse que já foi do seu pai e que atualmente quem ocupava era o seu padastro, com quem ele sempre viveu um conflito de ideais. Claro que muito diferente do que o seu pai havia imaginando no passado para o seu clube, Jax assumiu a posição logo agora que os Sons mais do que nunca estiveram cercado por todos os lados. Investigação federal, negros, mexicanos, “agentes duplos” do lado negro da força, policia local, todos estavam de olho naqueles homens do colete preto de couro com estampa de caveira nas costas, cada um por um motivo diferente e todos dividindo algo em comum, que viria a ser a vontade de encerrar de uma vez por todas com o clube.

Tenho que confessar que toda essa “politicagem” do mundo do crime muitas vezes na série, acaba ficando um pouco demais para mim, em termos quantidade de envolvidos e de realmente entender de fato quais são as ameaças do clube (ou pelo menos conseguir lembrar de todas elas ou de suas alianças e co-relações), algo que nem sempre ficou muito claro e tudo sempre envolve muitos personagens de gangues diferentes porém, as vezes bastante semelhantes também. Mas na verdade, com uma história boa como essa, onde o assunto regra nasceu para não ser seguido e ser quebrado, quem é que se importa?

O que nós gostamos mesmo em Sons Of Anrchy é poder torcer pelo time errado, assumidamente vestindo a camisa da torcida do lado negro da força por alguns minutos da nossa semana, mesmo que isso cause algum julgamento de caráter de vez em quando em nós mesmos, rs. Algo que sempre aparece uma vez ou outra quando a barra fica realmente pesada, mas do alto da recém encerrada Season 5, já deveria ser um assunto resolvido para quem permaneceu como audiência da série (segundo consta, eu e mais cinco pessoas por aqui, rs). Mas é isso o que encontramos em SOA, sempre foi, e na série encontramos o nosso escape para torcer pelo time que nós sabemos que joga sujo, mas que pelo menos, dentre todos os outros, é o que sempre nos pareceu ser o “mais justo” na categoria dos fora da lei. (sempre sinto a necessidade de justificar a minha torcida pela série, que na verdade não tem mocinhos, só ladrões que favorecem única e exclusivamente o mundo do crime. OK, supere esse detalhe, Essy)

E se tem uma série onde não existe tempo para descansar e piscar o olho pode ser o seu adeus a sua própria vida, essa é Sons Of Anarchy, que já começou a temporada quebrando tudo, entregando algumas coisas que nós não estávamos esperando ver aparecendo assim tão cedo e até de forma tão fácil, sem muito sacrifício. Eu pelo menos me encontrei surpreso ao ver o Clay logo no primeiro episódio assumindo sua parcela de culpa sobre tudo o que aconteceu durante a temporada anterior e que acabou nos levando a atual realidade da série e a sua complicação dentro do clube. Ele que apesar de “honesto” naquele momento, sempre esteve cheio de segundas intenções, interessado em recuperar o poder que por muito tempo esteve em suas mãos, algo que não foi diferente dessa vez, mesmo com Clay se fazendo de vítima e aparecendo totalmente debilitado, algo que como todo bom vilão, ele acabou tentando sustentar por mais tempo, tentando enquanto isso, pelo menos ganhar alguma compaixão dos seus amigos do clube por tudo que ainda estaria por vir em sua direção.

Outro fato que acabou sendo uma das maiores surpresas dessa Season 5 foi a morte do Opie, um dos meus personagens preferidos desde sempre e de toda a série. Ele que já havia ganhando motivação suficiente para querer se ver livre de tudo aquilo, mas que acabou honrando até o último instante o seu papel dentro do grupo, que ele parecia entender como ninguém (e ele é quem eu gostaria de ter visto ocupando a cadeira da presidência, por exemplo). Sua morte além de ter sido um momento importante e doloroso para a série, com Jax assistindo tudo de perto e sem poder fazer nada, acabou também trazendo maiores complicações para a trama, principalmente para o lado do Tig, que naquele momento era quem deveria ter morrido no lugar do melhor amigo de Jax. E tudo isso sendo muito bem relacionado e amarrado com os acontecimento do final da temporada anterior e ainda nos trazendo um novo vilão para a série, Damon Pope, esse muito mais poderoso e cruel do que os demais, além de ter muito mais condições e gente trabalhando a seu favor.

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Um nível de crueldade realmente sem limites e que nos foi ilustrada da forma mais forte possível, com o personagem queimando viva uma das filhas do próprio Tig (que foi o responsável pela morte da filha do novo vilão no final da temporada anterior), com ele assistindo tudo bem de perto e de mãos atadas, sem poder fazer nada a não ser ouvir os gritos de desespero da própria filha, dentro de uma vala com outros cadáveres. Sei que falar sobre violência em Sons Of Anarchy não chega ser novidade para ninguém, mas talvez em toda a mitologia da série, esse tenha sido o momento de maior violência em todos os níveis (físico + psicológico) dentro da série. Um momento que foi difícil de enfrentar, como se alguém estivesse dando um sequência de 367 socos seguidos no seu estômago.

E se SOA sabe ser violenta ao extremo, eles também sabem como emocionar da forma certa quando necessário e a sequência do funeral do próprio Opie foi uma prova disso. Um momento recheado de simbolismos e com uma carga dramática importante para a atual situação do clube e de seus personagens remanescentes  Se Jax como todo bom “herói” precisava de uma morte para motivá-lo ainda mais a vencer todo e qualquer inimigo (nessa conta ele já tem a morte do pai e os atentados contra a sua própria família para carregar), ele acabou de ganhando motivos suficientes para querer vingar a morte de quem sempre esteve ao seu lado, em todos os momentos, até quando ele indiretamente esteve ligado aos plots dramáticos da vida do melhor amigo e não de uma forma muito favorável, digamos assim. Mas pensando na mitologia da série, acho muito triste como a família do Opie teve sua vida extremamente prejudicada de uma forma irreversível e tudo isso em prol do clube, que jamais devolveu metade da dedicação ou pelo menos do respeito que eles sempre empregaram dentro daquele idealismo extremamente perigoso e que nesse caso não teve um final nada feliz para nenhum dos envolvidos.

Como começamos a temporada de forma tão pesada e com essa carga dramática no seu nível mais alto, acabamos ganhando na sequência um episódio de alívio cômico importante dentro da história, com o clube precisando da ajuda de uma travesti local (personagem sensacional, diga-se de passagem) para resolver uma pequena questão ainda em aberto, ela que chegou e deixou todos eles “abalados”, rs, mas ninguém ficou tão mexido quanto o Tig, que não conseguiu esconder que ficou apaixonado e bastante interessado na personagem, ela que no meio disso tudo saiu profissionalmente de cena, mas não sem antes roubar um beijo do Jax, claro. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? (nunca achei que eu pudesse chegar a rir tanto tanto com uma série como Sons Of Anarchy)

Mas esse foi apenas uma pausa no climão de tensão de sempre da temporada de SOA e que teve seu fim logo no episódio seguinte, esse que contou com a vingança do clube contra o policial “responsável” por facilitar a morte do Opie dentro da cadeia, ele que acabou enfrentando o mesmo destino da sua vitima, mas não sem antes experimentar a sensação de perder violentamente uma das pessoas que ele amava e tudo isso diante dos próprios olhos. Com se não tivesse sido violento o suficiente, o episódio ainda contou com o suicídio da meio irmã do novo boy magia latino da Mamma Gemma, que presenciou bem de perto o acontecimento.

Gemma (minha personagem preferida de toda a série e a verdadeira chefe do negócio todo) nunca esteve tão fora de si dentro da série como esteve agora, quando se sentiu perdendo o controle do clube que já não era mais comandado pelo seu ex e que agora pertencia ao filho, que não conseguia confiar completamente nela e que de quebra, para piorar ainda mais a situação, tinha uma mulher que sempre disputou o território de fêmea alpha do clube, Tara, que agora além de tudo estava oficialmente casada com Jax. Começando a se apaixonar pelo seu novo amante latino, que a propósito, foi uma excelente aquisição para a série em termos de personagem e história, Gemma acabou perdendo o auto controle, aparecendo sempre colocada e meio que sem saber o que fazer com a sua nova vida, colocando inclusive a vida dos netos em risco, quando resolveu dirigir pela madrugada cansada e super colocada, algo que obviamente a fez perder alguns privilégios em relação a convivência pacífica com a sua própria família.

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E quando é que a Tara vai aprender de uma vez por todas que ela não é mulher o suficiente para a Gemma, não dentro daquele território hein? Tudo bem que Tara leu as cartas do pai do Jax e sabe da parcela de culpa da Gemma nessa história toda, além do histórico totalmente meio assim entre as duas, mas já estava mais do que na hora dela entender que nesse caso, era melhor parar de disputar qualquer coisa e pelo menos tentar unir forças com a sogra, não?

Tara realmente não é e nem nunca foi das mais espertas e sempre muito confusa em relação a tudo e todos, nessa temporada, o seu comportamento não foi nada diferente do seu padrão passivo agressivo descontrolado porém frio de sempre. Primeiro tivemos todo o plot da sua mão ainda em recuperação, tivemos também uma girl fight onde com a vantagem do gesso no seu braço, ela acabou levando a melhor, por isso não vamos dar um grande destaque para essa cena porque ainda ficaram nos devendo essa surra na personagem (rs) e depois, tivemos Tara  tentando ajudar da sua forma o clube do marido, trabalhando como voluntária na prisão para tentar consertar as coisas com o Otto, que havia entregado uma série de crimes do clube ainda durante a temporada anterior. (Otto que muitos não sabem, mas é interpretado pelo criador da série, Kurt Sutter, que é casado com a atriz Katey Sagal, que interpreta a Gemma)

Nesse momento, a personagem não poderia ter ficado mais esquisita e foi dela o momento mais constrangedor de todos os tempos dentro da mitologia de Sons Of Anarchy, que é uma série que já teve praticamente de tudo ao longo desses anos todos. E isso aconteceu quando ela acabou ajudando o Otto com a saudade que ele ainda sentia da sua mulher, em um momento bem particular do tipo “se resolvendo sozinho”. Até aí tudo bem, a gente até entenderia a carência do personagem e naquele momento, ela ainda não havia feito nada demais também. O problema mesmo foi mais tarde, já em casa, mesmo tendo o Jax disponível para aliviar qualquer tensão de um dia difícil daqueles, quando a médica preferiu resolveu o seu issue ela mesmo, usando como estimulo a experiência que ela havia vivido ao lado do Otto para também se resolver com ela mesma. Sério, em uma série em que vale tudo, até a encomenda de um dedão e uma teta (sim, nesses termos), nunca houve um momento tão constrangedor e embaraçosamente embaraçoso como esse, acreditem!

Falando em pedidos exóticos, me lembrei de algumas participações inusitadas que aconteceram ao longo da temporada, como o Joel McHale vivendo um aproveitador de cougars, que foi mexer logo com a Gemma e só por isso vocês já podem imaginar o que aconteceu com ele. Tivemos também a participação da ex funcionária do Mickey, a atriz e cantora Ashley Tisdale, essa que não poderia ter sido mais inusitada e porque não dizer inesperada dentro desse cenário, apesar de que eu tenho quase certeza que só a contrataram para realizar o desejo pessoal de alguém da produção da série de dar uma surra daquelas nela, rs. Go Gemma! Go Gemma! Outro que teve uma participação e essa bem mais importante foi o Michael de Lost (Harold Perrineau), que pelo seu passado, apesar de ter sido uma excelente drag, nós sabemos que não é dos mais confiáveis, que viveu o grande inimigo do clube Damon Pope, mencionado anteriormente na review.

Claro que nem tudo foi sensacional, embora boa parte da temporada tenha sido sim muito boa. Continuamos com o Juice sendo o “agente duplo” dentro do clube, ele que dessa vez foi descoberto e que para livrar a sua pele, acabou entregando o Clay seguindo as ameças do próprio Jax e essa eterna pressão vivida pelo personagem (que sempre parece contrariado e pressionado) me parece que já foi longe demais e já está mais do que na hora de encerrá-la. O mesmo vale para toda a relação da Tara com o grupo, que apesar de ter alguma função dentro da série além a de ser irritante, também está presa nesse looping eterno de nunca saber como se livrar do seu maior problema. Algo que já aconteceu com o Jax anteriormente, que sempre prometeu que iria sair do clube, mas que nunca teve a chance de conseguir realizar o seu desejo. Mas esse foi um detalhe acertado durante essa temporada, onde o personagem teve pouco tempo para pensar em aposentar os pneus da sua Harley.

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Em meio a tudo isso, tivemos o clube novamente dividido em diversos momentos, mas com boa parte dele se surpreendendo positivamente com a administração do Jax a frente dos negócios, tentando limpar a barra de todos eles a cada novo episódio e conseguindo encontrar boas soluções para resolver as suas questões. Quem obviamente não esteve muito contente com isso foi o Clay, que tentou sabotar os planos do novo presidente a qualquer custo, chegando até a planejar um novo negócio, meio freelancer do crime, dirigido por ele mesmo e garantido por sua boa relação com os irlandeses. Isso até ele se deparar com o Jax manipulando boa parte do clube a seu favor (chantageando todos eles, claro), inclusive a Gemma, que estava apaixonada por outro mas que mesmo assim teve que fingir estar interessada no Clay para que os planos de Jax acabassem dando certo no final. Aliás, linda a cena quando o Hellboy sentou na garagem do clube e teve suas tattoos pintadas de preto, uma vez que agora ele estava fora de uma vez por todas do clube, mas pelo nenos teve a sua cabeça poupada.

Como eu disse anteriormente, essas relações e complicações todas que os Sons sempre enfrentaram nas ruas de vez em quando acabam se tornando meio confusas e até mesmo bastante complexas, o que acabou refletindo na season finale, com um plano mirabolante e cheio de amarras do próprio Jax (que no final, fez todo o sentido, mas não deixou de ser bem confuso, além de as vezes soar sempre como uma saída fácil para todos eles sempre), arriscando alto e sem chances de errar, tudo isso para conseguir fazer a coisa certa naquele momento para todos eles. Em um movimento extremamente muito bem calculado e surpreendente, Jax levou Tig ao acerto de contas final com o inimigo, que exigia a sua cabeça (Tig) no final da operação e o entregou, passando-se mais uma vez como um traidor, um truque já utilizado anteriormente. Isso até o minuto seguinte, com Jax sozinho resolvendo toda aquela equação, recuperando a cabeça viva do amigo antigo e de quebra incriminando o Clay, que seguiu direto para a cadeia, depois de ter o seu álibi desmentindo mentirosamente pela própria Gemma, que todos nós sabemos que agora é que ele não vai perdoá-la mesmo. (e na verdade, eu acho ótimo que essa relação tenha sido encerrada depois da agressão da temporada anterior)

O que Jax não estava contando é que mais uma vez a sua própria mãe já havia mexido os seus pauzinhos ao tomar conhecimento dos planos da nora de sair da cidade levando os seus netos para longe e com isso, mesmo ainda sem fazer a menor ideia de quem foi o responsável, ele teve que amargar mais uma visita da policia local até sua casa no último minuto, só que dessa vez eles não estavam procurando por ele e sim pela Tara, que seguiu direto para a cadeia devido a sua cooperação com o Otto ainda quando ela estava tentando ajudar o clube, trabalhando como voluntária na prisão. (Otto que inclusive, acabou perdendo mais uma parte do seu corpo a favor dos Sons, em uma cena pavorosa! Ele que pela primeira vez, teve um destaque não maior, mas um pouco mais importante ao longo dessa temporada)

Acontecimentos excelentes que preencheram essa Season 5 de Sons Of Anarchy com tudo o que nós mais gostamos na série desde sempre. Até hoje, fico me perguntando como é que aqueles cara conseguem dormir, uma vez que a cada 5 minutos acaba surgindo um plot novo, onde todos eles e suas famílias podem morrer a qualquer momento. Mesmo assim, continuo repondo a minha dose de “machoness” toda semana quando sento em frente a minha TV para assistir a série, que é uma injeção de testosterona e adrenalina na veia. Não que isso cause algum efeito no final das contas, mas que de vez em quando, só para variar é bom também, vai?

Apesar de não ser muito popular por aqui, SOA é uma dos maiores sucessos de audiência do FX de lá e já tem como certa a sua Season 6 para o próximo ano. Dizem que o plano do Kurt Sutter seria o de levar a sua série até uma Season 7, que foi até quando ele planejou a sua história. algo que eu como já disse durante a temporada anterior, acho que pode ser um grande erro arrastar ainda mais essa história. Essa atual temporada, por exemplo, apesar de ter sido bem boa e ter nos trazido Sons Of Anarchy de volta a sua boa forma, não pode ser considerada como uma temporada que nos trouxe coisas novas de verdade. É, não pode.

Continuamos fugindo, lutando contra todos os rivais, sendo ameaçados a todo momento e nos comprometendo cada vez mais dentro dessa vida de crimes. Agora, até quando só isso vai continuar sendo o suficiente? Eu sei que até agora caminhamos muito bem por caminhos já antes percorridos por todos nós enquanto audiência da série, mas honestamente, já sinto um pouco de preguiça de permanecer girando no mesmo lugar, perseguindo a traseira da minha própria Harley a cada nova temporada, mesmo que essa perseguição continue me distraindo de uma forma ainda bem bacana. Mas veremos…

 

ps: para quem se animar, aqui estão as reviews das temporadas anteriores – Season 1 (que é a introdução da série), Season 2 (por sinal, uma temporada excelente), Season 3 (essa que tem um final de temporada sensacional!) e Season 4 (também muito boa, porém…).

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#GUILT (♥)

Dezembro 21, 2012

#GUILT

A reta final de Fringe continua bem sensacional e como se isso não fosse o suficiente, na semana passada ganhamos mais um episódio especialíssimo (5×09 Black Blotter), outro daqueles onde embarcamos na mente do Walter em suas viagens a base de ácido. Mais um daqueles episódios bem especiais da série e que além de fora do comum, acabam sendo sempre bem bacanas e funcionam muito bem com um “experimento”.

E mesmo em uma temporada final, com um número reduzido de episódios e onde não há mais muito tempo para brincadeira, encontramos um episódio mais do que especial como esse que ao seu decorrer, acabou se revelando praticamente como uma instalação de arte, com uma série de elementos absurdos e muito, mas muito especiais para todos os fãs de Fringe e acima de tudo, desse personagem que hoje é sem dúvidas um dos melhores da TV (pouco reconhecido até),  Walter Bishop. (♥)

Trilha sonora perfeita, fadas, projeções de momentos importantíssimos da vida do Walter e uma animação que quando apareceu, me fez sorrir de mamilo a mamilo de tanto que ela foi maravileeeandra. Detalhe, nela ainda ganhamos a participação mais do que especial de uma personagem que nós sempre AMAMOS na série, a saudosa vaca Gene, que serviu de meio de transporte para o Walter na floresta, enquanto ele tinha a tarefa de conseguir se lembrar da senha necessária para “salvar o mundo”. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Não sou do tipo que anota os glyphs codes da série, mas dessa vez, por algum motivo, acabei me atentando mais ao detalhe, sempre tão especial também para cada episódio. Claro que como toda pessoa muito distraída (ainda mais em um episódio como esse, cheio de elementos visuais), acabei pulando uma letra (U) e no final acabei me esquecendo completamente da tarefa, ainda em estado de êxtase pela extraordinária viagem que acabou sendo aquele momento. Até que, nos minutos finais desse episódio primoroso, encontramos qual palavra?

Resposta: GUILT (#CATAPLOFT)

Sério, na hora eu dei um pulo da minha cadeira e fiquei super emocionado e por todos os motivos possíveis. E mesmo sabendo que a palavra não apareceu por acaso (porque se tem alguém que é movido pela culpa, esse alguém é o Walter) e tão pouco foi uma homenagem direta a esse blog, acabei comprando a ideia e como fã da série, aceitei SIM esse episódio como uma homenagem de Fringe para o Guilt. Lidem com isso… rs

Claro que falaremos muito mais sobre essa jornada que vem sendo a reta final da série assim que ela se encerrar, mas por enquanto, a minha intenção só foi mesmo a de me gabar sobre o fato de termos ganhado um episódio tão especial em nossa homenagem afinal, Fringe não sempre foi entre várias outras coisas, uma série sobre padrões? (♥)

#GUILT

 

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O abraço que todo fã de Fringe gostaria de dar e receber, duas vezes

Novembro 22, 2012

O meu maior sonho nerd talvez seja o de algum dia poder abraçar o Leonard Nimoy. Sim, eu sonho com esse dia e pouco me importo se ele é possível ou não. Sou desses e penso nisso toda vez que eu vejo Star Trek, ou quando vejo qualquer tipo de referência ao seu personagem ou até mesmo ao ator, por exemplo. Ele e o Harrison Ford, o Han Badass Solo em pessoa. (sabe fã que fica emocionado só de pensar nessa hipótese? = Eu. Um dia sonhei com esse encontro e acordei chorando. Acreditem.)

Quando criança ganhei uma t-shirt de um dos episódios de “Star Wars” (não me lembro bem qual deles…) com vários personagens que poucas crianças conheciam. Um dia, em uma sessão de cinema na escola, virei a atração porque além de linda, minha t-shirt ainda brilhava no escuro (e eu usava como PJ, nesse dia fez calor e eu tirei o meu hoodie, então). #NERD! (sorry, tive que contar essa passagem, que ilustra muito bem um dos motivos por eu ter sofrido bullying na escola, rs)

Enfim, nessa minha lista de abraços para a vida, a essa altura, na categoria nerd eu já posso até incluir até o Sr Nimoy novamente, por suas participações em Fringe e nela hoje eu também incluo os Bishops, os dois, na mesma categoria, tamanho o meu apego com os personagens e com a série.

#TEMCOMONAOAMAR esses dois?

Além da ficção científica, o que eu sempre gostei mais na série foi a relação de amor desses dois, essa que sempre foi a minha relação de amor preferida em Fringe.

Gosto da Olivia, gosto da Etta, AMO Astrid e a vaca Gene, mas nada se compara com o quanto eu gosto desses dois personagens. (♥²)

Walter sempre foi genial e continua ainda melhor nessa reta final da série, mas o nosso querido Peter Pacey tem ganhado o seu merecido destaque, ainda mais nesses últimos episódios, com toda a sua transformação. Sem contar que ambos estão passando por coisas semelhantes na vida, enfrentando problemas parecidos, o que deixa a história ainda mais especial. Mais ou menos como se o Peter estivesse olhando para um espelho e  fosse enxergando no Walter o seu possível futuro e Walter tivesse olhando para o Peter, encontrando no filho diversas semelhanças com o seu passado.

O que me faz ter ainda mais certeza que a minha #CRUSH antiga no Joshua Jackson tinha um motivo ainda maior do que a magia… rs

Mas não vamos ficar falando muito de Fringe por enquanto, porque é claro que eu vou fazer um post enorme de declaração de amor para a série depois do seu final, que eu espero que seja tão sensacional como vem sendo tudo nessa temporada até agora.

Querido Walter Bishop…

Eu não tenho um vinil de “The Man Who Sold The World”, mas se eu tivesse e ele fosse o último desse universo, eu te convidaria para ouvir junto comigo aqui em casa, todo dia se você quisesse, rs. (Sorry, também AMO o Bowie, Walter!)

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Eu teria proposto um abraço em família…

Novembro 14, 2012

… e teria puxado o Walter, porque já me sinto um Bishop, rs. (Etta, Essy, está tudo em família, rs #RESIST)

E sabendo que Fringe encerrará suas atividades definitivamente em 18 de Janeiro com um series finale de duas horas de duração (a realização do nosso sonho), eu já estou me preparando psicologicamente para perder o meu Sci-Fi preferido e principalmente, para ficar longe dos meus encontros semanais com Walter. Me abraça? (mas tem que ser um abraço para cada universo, tsá?)

Vou precisar de toda alcaçuz desse mundo, rs (que a propósito, eu detesto)

#ESSY #ESSO #ESTER #JERSSY #MERSSY #FRESHY

 

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Transilience Thought Unifier Model-11 (a volta de Fringe para a sua temporada final)

Outubro 3, 2012

Sim, Fringe finalmente está de volta para a sua última temporada e com um título confuso como esse, Transilience Thought Unifier Model-11 (5×01), rs. Mas não é de hoje que sabemos que nada é muito simples na série ou fácil de ser compreendido (embora tudo sempre tenha sido explicado), por isso perdoamos e deixamos passar esse detalhe que na verdade, não faz a menor diferença, rs. E essa talvez seja a maior virtude de Fringe, que é uma série que nos diverte, nos apresenta a sua mitologia, nos entrega suas respostas ao seu tempo, mas que também nos coloca para pensar por nós mesmos. Quem nunca arriscou um teoria dentro desse universo sensacional que atire a primeira pedra de Âmbar. NOW!

Não estou aqui para comentar o episódio em si ou tornar isso um hábito, porque eu não teria tempo para fazer do Guilt um blog que se ocupasse dessa forma (e normalmente nós apenas comentamos pilotos, temporadas inteiras ou em raras exceções, alguns episódios soltos, quando acabo me empolgando muito por um motivo ou por outro), mas estamos aqui para celebrar a volta de série, em um temporada que desejamos tanto que acontecesse no passado (e que quase não aconteceu) e que finalmente começou. Fringe, Season 5. PÁ!

E continuamos no futuro, em 2036, ainda vivendo em um mundo tomado e comandado pelos Observadores, onde comemos “palitos de ovos” e a expectativa de vida está prestes a atingir a marca de apenas 45 anos para os não observadores devido as péssimas condições do ar (por culpa deles inclusive…) e dessa vez ganhamos a participação de uma personagem que havia ficado de fora desse cenário, quando o visitamos pela primeira vez perto do final da temporada anterior, em um dos melhores episódios da série e que além de tudo nos prometia um futuro diferente do que poderíamos imaginar. E essa também é uma característica forte da série, que é o poder de se reinventar sempre.

Nesse futuro, Olivia era a personagem faltante, ela que só agora também foi liberada do Âmbar e se juntou ao time de sempre para tentar salvar o mundo das mãos dos Observadores, em um plano que descobrimos ter sido planejado em conjunto com Walter e o September, lá no passado (ainda não vimos quando ou como, só imaginamos o porque), antes do caos se instaurar em todo mundo. O bacana desse episódio foi que além dele nos ter situado novamente no futuro, ele ainda nos apresentou pequenos fragmentos do que teria acontecido no passado, vinte anos atrás e pós invasão dos Observadores, onde além de termos descoberto que existia um plano desenvolvido pelo Walter e o September para derrotar os vilões da vez, descobrimos também que a relação entre Peter, Olivia e Walter acabou sendo abalada, quando Peter assim como seu pai, acabou “perdendo” a própria filha em meio a invasão. (e isso além de nos ter sido contado, ainda nos foi parcialmente mostrado em um sonho/pesadelo do próprio Peter)

Achei bem bacana eles terem mantido esse lado mais real das relações humanas, mostrando que as pessoas reagem de forma diferente diante da perda. Bacana também que tudo isso foi mencionado e resolvido em pouco tempo, porque tratava-se de uma questão que todos eles já haviam visitado de outra forma no passado e eu achei bem especial a forma como esse issue foi tratado dessa vez, mesmo porque, seria meio fora de propósito trazer uma discussão sem fim sobre as atitudes do passado, quando eles se encontravam em um futuro do qual o que eles precisavam realmente se preocupar era em salvar o mundo do que estava acontecendo pós invasão. Não que esse fosse um assunto que não precisasse ser discutido, mas achei bem sensata a importância que lhe foi dado dentro do episódio.

Mesmo deixando de lado essa carga mais emocional para colocar o andamento da série em prática, tivemos momentos excelentes e carregados de uma emoção também muito especiais, como na cena de reencontro entre a Olivia e sua filha,  20 anos, 1 mês e cinco dias depois, que foi lindíssima, mesmo tendo durado bem pouco tempo dentro do episódio. Mas acho até melhor que tenha sido assim, porque melodramas não parecem cabíveis em uma série como Fringe, não a essa altura. E essa mesma emoção nós sentimos quando Walter foi resgatado da sua sessão cruel de tortura, acordando do seu drama e reconhecendo a Olivia, ficando feliz por eles a terem encontrado viva. Ele que além de nos emocionar, consegue nos fazer rir no mesmo momento, acordando e já achando tempo para encontrar um novo apelido para chamar Astrid, que dessa vez foi Afro, rs. #TEMCOMONAOAMAR?

Mas o que realmente nos abalou nesse retorno de Fringe para a sua reta final foi exatamente essa tortura que Walter acabou sofrendo nas mãos dos Observadores e ver um personagem que nós gostamos tanto sofrer daquela maneira, não nos agrada em nada. Engraçado como o personagem consegue manter essa relação com a gente enquanto audiência desde sempre, mas principalmente depois desses anos todos, mesmo com a gente conhecendo o seu passado meio assim que nós todos não podemos ignorar que existiu (embora haja uma explicação) , mesmo observando o que a sua genialidade foi capaz de trazer em efeitos colaterais para o mundo atual e isso em mais de um universo (culpa que sabemos que ela carrega de qualquer jeito, mesmo já tendo se redimido) e mesmo com tudo isso, continuamos nutrindo um amor fora do comum por esse personagem, que praticamente não poderia ser mais genial do que é e tão pouco mais adorável e por isso, confesso que foi bem difícil assistí-lo sangrando daquela forma em uma sessão de tortura interminável.

E com aquele final lindo do Walter em meio ao caos, finalmente ouvindo uma música (perfeita para o momento, diga-se de passagem) e encontrando naquela pequena e única flor a esperança que ele precisava para continuar a sua missão, voltamos a nos emocionar com Fringe, onde em uma cenas simples como aquela do seu episódio de retorno para o que será a sua temporada final, conseguimos enxergar exatamente tudo o que a série sempre foi para todos nós. E como é bom ter Fringe de volta e notarmos que tudo está ali, sua essência, seu fundamento, tudo no exato mesmo lugar de sempre, onde deveria estar, apesar de estar tudo diferente e reinventado. Quem sabe da próxima vez Walter não encontra sua tulipa branca?

#DOUBT

 

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Fringe Season 5, mais um trailer

Setembro 26, 2012

Novo trailer de Fringe, dessa vez nos situando/relembrando um pouco mais sobre a invasão dos Observadores, os grandes vilões dessa última temporada da série, com algumas cenas inéditas da Season 5 que estreia na próxima sexta. (incluindo aquela cena de tortura dos Observadores com o Walter, que deixou o nosso coração apertadíssimo desde o outro promo…)

Ansiosos em azul e vermelho, no futuro, nos anos 80 e em Âmbar?

 

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Damages Season 5 – E ae Patty Hewes? Valeu mesmo a pena?

Setembro 21, 2012

Quando a série foi cancelada no passado, no alto da sua excelente Season 3, onde diga-se de passagem que ela se encontrava em sua melhor forma, essa foi a pergunta que praticamente acabou encerrando a temporada, o que naquela altura poderia ter sido o final da série. E ae Patty Hewes? Valeu a pena? Mas para a nossa sorte e conforme as suspeitas, Damages foi salva pela DirecTV, ganhando assim mais duas temporadas, o que todos nós fãs da série acabamos comemorando. Depois disso, o retorno em um novo canal para a Season 4 acabou não sendo dos melhores, não só porque esse retorno acabou seguindo uma temporada praticamente perfeita da série (a melhor delas, talvez?), mas também porque tudo foi relativamente mais fraco do que estávamos acostumados a encontrar em Damages. Algo havia mudado.

Apesar da essência da série ter permanecido a mesma do começo ao fim, é inegável que as coisas mudaram depois desse “cancelamento cancelado”. Antes eles conseguiam brincar com maior facilidade com a nossa cara, de forma bem cínica mesmo, isso antes de transformarem a série em algo um tanto quanto didática demais, meio que investindo no passo a passo de todos os seus acontecimentos. Patty nunca foi uma mulher de grandes explicações, de perder tempo explicando seus passos e sim uma mulher de ação, da qual suas medidas, muitas vezes extremas porém necessárias no ponto de vista dela, acabavam sendo resolvidas naturalmente e juntamente com a resolução do caso da temporada, sem precisar perder muito tempo deixando tudo muito “claro demais” o tempo todo, onde no final todas as pontas da história sempre acabavam sendo muito bem amarradas. Algo mais ou menos como “Sabe essa malandragem que eu fiz aqui? Esquenta não bobo, vou te contar o porque de tudo isso, vem cá, vem…”.

E essa Season 5 que seria a última da série, seguiu mais ou menos a mesma linha, apesar dela ter sido muito melhor do que a anterior, embora também tenha sido meio arrastada e nisso nós vamos ter que concordar. Não arrastada no sentido de enrolação ou filler, coisa que ptaticamente nunca existiu em Damages, mas sim pela forma como tudo foi solucionado a medida em que todo mundo sabia que essa era a temporada final da série, que prometia o grande confronto Ellen Parsons vs Patty Hewes no tribunal, além de já nos entregar logo de cara e ainda em seus promos, teasers e afins, uma imagem clara da Ellen estatelada no chão e uma poça de sangue, no que indicava que ela teria “caído” de um prédio, ou sido jogada do mesmo, é claro. (uma segunda opção que parecia ser mais provável até…)

E uma temporada final de Damages que nos prometia a cabeça da Ellen em uma bandeija de prata, mesmo que isso fosse na realidade as ruas de um beco qualquer de NY (rs), já tinha tudo para ser boa, ainda mais se centrada na grande batalha final das duas, que começou com a Ellen aceitando depor no caso do Michael pela guarda da filha contra a mãe, Patty Hewes e foi seguida pelo grande crime da temporada, baseado na história do Wikileaks.

Um caso um tanto quanto chato, apesar da execução da sua vitima ter sido feita de uma forma super cruel e mesmo assim ter resultado naquela cena linda, com a mulher largada em uma banheira cheia de sangue. Tudo bem que a vítima nem era tão vítima assim e que como quase todo mundo na série, ela também escondia um lado obscuro. Mas o grande personagem do caso era mesmo Channing McClaren (nome que eles repetiram tanto quanto “sanguinistas” em True Blood), que era a mente a frente do site de vazamento e que desde o princípio foi pintando como vilão, o que a gente também sabe que quando acontece em Damages, quase sempre indica que no final, ele não era tão vilão assim. (ele que foi interpretado pelo ator Ryan  Phillippe, Höy!)

Um caso que novamente não foi tão intrigante como os das três primeiras temporadas. Não sei exatamente o porque, mas acho que nesse caso, as reviravoltas foram poucas e quando aconteceram, já estavam sendo meio que aguardadas. Tivemos o caso do McClaren com a vítima, que todo munda já suspeitava porque estava no promo e também porque aquela mulher passou pelas mãos de todo o 1% de Wall Street, não? Aí tivemos ele carregando uma peruca dentro da calça (não, eu não estou brincando), se encontrando disfarçado apenas para não ser reconhecido por câmeras de segurança ou coisas do tipo para evitar escandâlos. Mas se ele tinha tanto medo assim de ser reconhecido ou se precavia de tal forma, passando aquele ridículo com sua peruca de quinta, como é que ele caminhava sozinho pelas ruas de NY a noite, encontrando pessoas de cara limpa em bares da cidade?

Algumas coisas também ficaram soltas no desenrolar dessa trama, com o envolvimento do tal banco e os demais personagens. Victor Garber então, acabou participando bem pouco da temporada e saiu totalmente impune, assim como o outro cara que patrocinava o site de Channing McClaren, mas que era cheio de segunda intenções e estava mais do que envolvido com o lado podre da história. E essa impunidade nunca foi muito a realidade de Damages, embora Patty tenha prometido que iria atrás deles todos e que o McClaren era apenas o primeiro deles, mas não foi exatamente o que acabamos vendo como conclusão da série. (ainda mais depois do resultado final do caso)

Fora isso tudo, a grande motivação dessa season finale foi mesmo o confronto Ellen vs Patty, que viria a acontecer nos tribunais por conta do tal caso e também por conta da guarda da neta de Patty, mas que a gente sabe que significava muito mais do que isso. Ellen queria derrotar sua “mentora” onde seria mais dolorido para ela, onde a própria havia se tornando uma espécie de lenda dos tribunais e estava prestes a ocupar uma cadeira de muito mais prestígio. Tudo bem que esse plot é bastante justificável, mas a sensação que ficou é que a Ellen estava pelo menos umas três temporadas atrasada para o tamanho da sua mágoa com a Patty Hewes, que já havia confessado ter sido a mandante do seu atentado lá no final da Season 2, anos atrás. Depois disso, muita coisa aconteceu e até o Tom acabou pagando com a própria vida pelo seu tão sonhado “nome” como sócio da Patty e a Ellen já havia se distanciado do escritório fazia tempo e estava envolvida com outras coisas, inclusive recorrendo a ajuda da própria Patty quando se deu conta de que esta entrando em um negócio grande demais para ela.

Por isso, essa revolta toda da Ellen durante essa Season 5 pareceu acontecer com delay, um atraso que foi impossível de não se perceber. Sem contar que ela continuou sendo a insuportável de sempre, com aquele seu cabelo mega escovado (até estatelada no chão ela continuou muito bem penteada, pasmem!) e cara de quem sofria de uma úlcera fortíssima ou crises insuportáveis de prisão de ventre (rs). No episódio final, foi bem fácil conseguir perceber que além de tudo Ellen estava grávida (do Chris Messina Sanchez, seu boy magia militar desde a season anterior… mas e quem não engravidaria? Höy!), o que só nos foi revelado no último momento, quando descobrimos que não, ela não caiu do alto do prédio e sim, apenas teve uma tontura e acabou caindo naquela rua, ficando por alguns instantes meio que “desacordada”. Sim, tivemos que amargar essa triste realidade e engolir o grito de “já vai tarde” que a gente tanto queria gritar na cara da personagem. Mas e a poça e sangue? Só eu enxerguei muito mais sangue do que realmente descobrimos ter naquela cena final (poderiam ter feio a cena com chuva e dizer que era uma poça d’água pelo menos, hein?), com a personagem deitada no chão? Damages já foi uma série bem menos cara de pau, hein?

Sim, mais uma vez eles brincaram com a nossa cara com todas aquelas clássicas cenas de suspense na série onde nada é exatamente o que parece ser. Dessa vez, passamos boa parte da temporada com a Ellen no alto daquele prédio, ou estatelada no chão, em uma sequência que dava a entender que ela teria caído de lá de cima ou sido jogada, mas que a verdade apenas quem sabia era aquela pomba que observava tudo, rs. O que se a gente parar para pensar, levando em consideração o estado do seu corpo ao final da cena e a altura do prédio, seria realmente pouco provável que ela tivesse caído de lá de cima, não? (talvez a nossa vontade fosse tanta que a Ellen realmente estivesse morta, que acabamos deixando passar batido esse tipo de detalhes forenses)

Sem contar toda aquela história envolvendo a sua família, agora com o pai extremamente violento (não lembro dele ser tão assim antes, mas lembro que a família tinha sim os seus issues, então…) e as aulas de tiro da própria Ellen, tudo justificado de certa forma, inclusive com ela encontrando o seu “executor” do passado, do seu quase assassinato ainda no apartamento da chefe, que se disse ser uma espécie de funcionário da Patty para assuntos extra oficiais, se é que vcs me entendem. BANG! O que reforçava que mais uma vez, apesar da postura da Patty Hewes de sempre, de uma mulher extremamente correta e muito bem sucedida nos tribunais, ela não media esforços para fazer o mundo acontecer ao seu favor, nem que para isso fossem necessárias medidas extremas, com o o sumiço de um cachorro aqui, ou a sua nova funcionária morta ali…

Patty por sua vez continuou sendo uma personagem sensacional, brincando com a cara da Ellen como ninguém e também acabou ganhando os seus próprios daddy issues para resolver nessa season finale, com a entrada do seu pai na série, além de uma meio irmã, que eu consegui adivinhar logo de cara que só poderia mesmo ser alguém próxima a ela desde a sua primeira entrada na série. Aliás, a dinâmica entre as duas foi ótima, com a irmã enfrentando a Patty sem demonstrar muito medo por já conhecê-la de outros tempos, de quando ela ainda não era uma mulher com aquele poder todo, apesar delas pouco terem contracenado juntas (o que eu achei um desperdício). O mesmo vale para o daddy Hewes, onde naquela cena final, com ela revelando todo o ódio pelo pai, mesmo com o homem beirando a morte (homem que era pavoroso e ela tinha toda a razão de odiar), um momento que não poderia ter sido mais forte ou emocionante. E a gente sabe que nessas horas uma atriz com a Glenn Close acaba comparecendo como ninguém, sempre com uma cara de dar medo e uma verdade que a gente consegue enxergar no olhar. Coisa de atriz boa mesmo, do time das melhores. Clap Clap Clap!

Mas a minha maior mágoa desse episódio final nem foi o fato da Ellen não ter morrido como nos prometiam os promos da nova temporada e sim a falta de um grande confronto de verdade entre as duas nos tribunais e isso eles ficaram nos devendo. Propositalmente, porque além de tudo, apesar de ser uma série jurídica, Damages também nunca seguiu exatamente o que se espera desse modelo. No final, Ellen conseguiu ganhar o seu caso, derrotando a própria Patty, mas essa derrota aconteceu fácil demais, ainda mais considerando que nós não somos e nunca fomos da torcida da Ellen. Mas na verdade ela não ganhou, Patty é quem acabou perdendo, o que de certa forma foi encarado muito bem pela mesma, o que já nos indicava que algo mais estaria guardado pela frente, afinal, Patty não seria capaz de encarar a derrota para a sua criatura assim tão facilmente.

E foi quando descobrimos que mais uma vez Patty acabou manipulando o mundo a seu favor e embora tenha amargado essa derrota e assim ela conseguiu transformar a Ellen exatamente no que ela vivia acusando a própria Patty de ser. Uma saída triunfal, embora dessa lição e desse jogo de ganhos e perdas, Patty tenha acabado perdendo também o seu filho Michael, que pela proximidade com a Ellen, acabou morrendo no novo escritório dela e pelas mãos do seu executor do passado, que como já dissemos anteriormente, disse que trabalhava a serviço da Patty (e ao que tudo indica, trabalhava mesmo). Um recurso sensacional para empatar novamente o jogo entre as duas, uma vez que ambas acabaram perdendo pessoas queridas no meio dessa história que as duas deixaram marcada de sangue e um histórico no mínimo duvidoso para encarar essa trajetória como uma “vitória” para qualquer um dos times. Talvez aqui caiba novamente aquela velha e boa pergunta que encerrou a Season 3 no passado. Mas e ae, Patty Hewes? Valeu mesmo a pena?

Claro que a resposta para a pergunta todos nós conseguimos imaginar qual seria, avaliando apenas a série e a trajetória de seus personagens, mas enquanto audiência a pergunta também se aplica para todos nós. Teria o “cancelamento cancelado” de Damages no passado valido mesmo a pena? E a resposta é claro que só poderia ser positiva, embora as duas últimas temporadas frutos desse resgate tenham sido inferiores ao que nós já havíamos nos acostumado. Mesmo assim, mesmo mantendo uma qualidade inferior em suas histórias e até mesmo avaliando a série como um todo, que deu sim uma caída nessas duas últimas temporadas, é impossível não reconhecer que Damages mesmo quando não tão boa, era uma série que merecia ser assistida, tanto pela sua mitologia que sempre foi bem bacana, quanto pela força e atuações excelentes de suas personagens.

Uma pena que em uma cena tão importante como foi essa final, de volta a um cenário que nós já conhecíamos do final da Season 3 (que naquela época já teria sido o series finale antecipado da série), eles tenham tomado tão pouco cuidado com a sua produção, porque foi bem difícil ignorar aquele cormaqui ridículo e brilhante ao fundo, vai? Eu fiquei envergonhado e uma cena como essa, de conclusão e acerto de contas entre as duas, merecia um cuidado bem maior. Custava muito ter feito como antes?

Mas tirando esses detalhes todos e alguns outros, como a participação dos policiais que pareciam não fazer mais nada na vida a não ser receber ordens da Ellen (ainda se fosse da Patty…), foi bem bacana ver a série caminhando para o seu futuro, com a Patty Hewes 2.0, ainda mais fria e poderosa, encontrando uma Ellen mais pé no chão, agora apenas mãe de uma pequena garotinha, onde descobrimos que ela largou a profissão antiga por finalmente ter entendido que apesar de suas “boas intenções”, ela também havia se tornando algo bem próximo daquilo que aparentemente ela odiava = Patty.

Por isso, aquele olhar da Patty Hewes dentro do carro, frio, distante, emocionado e cheio de ódio, tudo isso ao mesmo tempo e em questão de alguns segundos, que foi a cena que encerrou com silêncio, colocando um ponto final de uma vez por todas na série, foi também a forma mais adequada de  terminar algo que um dia foi tão excelente como Damages, que hoje em dia poderia até não ser mais a mesma, mas que mesmo assim continuou sendo uma série bem especial até o fim, principalmente por ela, que emprestou o seu olhar para esse final excelente de algo que nós gostamos tanto. Clap Clap Clap!

Aplaudi de pé o final da série, bem emocionado até. Mas teria levitado se a Patty Hewes 2.0 no futuro usasse um cabelo bicolor (P&B), ou se a Ellen ao invés de uma filha, tivesse andando pelas ruas com um dálmata. (rs)

R.I.P Damages

 

ps: e quem diria que essa imagem aqui, que postamos no começo desse ano teria algo a ver com o series finale, hein?

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