O triste diretor Guido Contini e seu filme de nº 9

Um musical triste. Pelo menos essa foi a sensação que eu tive assistindo ao filme ” Nine” do diretor Rob Marshal, muito diferente do seu premiado trabalho de 2002 onde ele conquistou o mundo inteiro com o sensacional “Chicago”. Bem diferente eu diria, mas acho digno não repetir a fórmula exata do sucesso. Ponto para o diretor.

O filme conta a história do diretor de cinema italiano Guido Contini (Daniel Day-Lewis) em meio a suas memórias de vida e sua turbulenta relação com as mulheres que passam por ela, sendo  elas as principais mulheres de sua vida. A sua mãe (Sophia Loren) , a fiel amiga figurinista (Judi Dench), a amante (Penélope Cruz), uma musa (Nicole Kidman), a editora da Vogue (Kate Hudson) e a puta que ele se lembra da época de infância (Fergie). Guido é um diretor inseguro, que parece não confiar em seu talento e em meio a memórias do passado e de suas experiências e noites com diferentes mulheres, ele vai buscando a inspiração para realizar o seu filme de nº 9, que ganha o título provisório de Itália. Mas com toda a complexidade das mulheres de sua vida e alguns conflitos de criatividade o seu trabalho como diretor passa a ficar cada dia mais difícil.

Mas o mulherengo diretor não convence como grande sedutor, muito embora o seu interprete seja o encantador Daniel Day-Lewis (Höy!). Mesmo assim eu achei que ele convenceu mais como uma alma inquieta e triste, do que qualquer outra coisa. Pela quantidade de mulheres se relacionando com ele no filme, achei que o cara que conquistou todas essas mulheres não foi mostrado. Sorry!

A sequencia inicial é a minha preferida, com a entrevista do diretor dizendo que muitas vezes os diretores realizando um filme, de alguma forma podem acabar estragando o que até então parecia tão perfeito na imaginação. Brilhante não? Eu não poderia concordar mais…

A Italia serve de plano de fundo para contar essa história, com paisagens belas do litoral, de suas ruas estreitas e uma arquitetura que emociona. Os figurinos são bem bonitos tmbm, mas eu não entendi o porque de tantos comentários achando que foi feito um trabalho tão incrível assim. Achei ótimo mesmo assim, mas não incrível como escutei por ai.

O filme peca por dois fatores que eu achei que talvez tenha sido a razão pela qual o diretor não conseguiu conquistar o mundo dessa vez: apesar da grande quantidade de estrelas, não existe nenhuma coadjuvante feminina que roube a cena em “Nine”. São todas excelentes atrizes é claro (Fergie não, mas ela só canta e dança no filme então…) mas nenhuma rouba a cena, todas tem o mesmo destaque na trama, o que não leva a história para lugar nenhum. Talvez tenha sido essa a intenção do diretor mesmo, com tantos egos em um mesmo filme, como escolher apenas 1 para inflar neam? E ai o papel de estrela do filme sobra mesmo para Daniel, que faz um excelente trabalho como o triste diretor, mas que não conquista, não convence, não te faz desejar. E olha que ele tem talentos e atributos para isso hein?  Será que isso ficou por conta de toda inquietação do seu personagem? Não sei…senti falta de alguma coisa a mais nele, algo para justificar toda essa paixão.

E eu também achei que as músicas não animam muito, todas seguem o rítimo e tem a mesma densidade e peso do clima no filme, um clima triste. Mesmo assim são belíssimas de serem vistas, muito bem executadas é claro e com coreôs bem sexys, trabalho esse que o diretor sabe realizar muito bem sem nehuma dúvida. Minha preferida fica por conta do “desfile de moda italiana” da Kate Hudson. Acho que de todas as músicas é a a mais animada e a única que te faz ter vontade de sair dançando. Não que eu ache que essa é a função de um musical, mas que anima isso anima neam? Nesse caso ajudou a quebrar o clima triste da alma do diretor. Para mim, por se tratar de um musical eu achei que faltou movimento, acão, faltou empolgar e fazer vc bater o pé no chão, sabe?

O final deixa a desejar, fatão. E não me entendam mal, eu gostei do final com Guido finalmente despertando para a direção de seu novo filme e todo o clima de produção, de bastidores e meio a imaginação do diretor. Mas faltou um número bem báfu, aproveitando todas aquelas mulheres incríveis presentes no palco. Eu achei um disperdício, sinceramente. Gostei muito dos créditos finais, com uma mix de making off + cenas cortadas que ficou bem báfu ao som da minha música preferida no filme. Ou seja, não levante o seu bumbum da cadeira até os créditos sumirem da tela.

Agora vcs devem estar se perguntando e eu gostei do filme neam? Gostei, não morri de amores como em “Chicago” em nenhum aspecto, mas achei bom e só. Sorry girls!

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8 Respostas to “O triste diretor Guido Contini e seu filme de nº 9”

  1. Leo Says:

    Muito boa essa dua descrição do filme, achei meio que a mesma coisa. Um filme bom e só

  2. Jana Says:

    A cena da Kate realmente é a melhor do musical

  3. Mike Says:

    Eu que não assisti ainda fiquei um pouco desanimado com o seu texto, acho que vou mesmo esperar sair em dvd

  4. Diego Says:

    Mas todas as mulheres estão bem lindas

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