How long must you wait for it?

How long must you wait for it?

E eu respondo que a espera foi longa, mas que foi compensada com um dos shows mais incríveis que eu já assisti ao vivo na minha vida e sem dúvidas um dos mais emocionados. É claro que o clima da noite era outro, aproveitando a noite fria e cinza característica de SP,  um show mais calmo, quase que  triste. Mas eu acho que ninguém ali que conhecia realmente o trabalho do Coldplay estava esperando muita animação neam? A espera naquela noite era a da emoção que as suas músicas de letras tristes poderiam causar assim, ao vivo. E nesse quesito a banda emocionou, do começo ao fim e em quase duas horas de show de uma noite típica paulista.

Eu já falei mal do Chris Martin, confesso. Já disse que eu achava que ele desafinava ao vivo, isso depois de ter visto videos de várias apresentações da banda, principalmente as mais recentes. Mas eu não sei se foi o tamanho da  minha emoção ao finalmente estar em um show do Coldplay, ou se foi isso + o talento inegável do líder da banda que não me fez perceber nenhuma desafinada nos versos das minhas músicas preferidas. Por esse motivo eu digo: Sorry Chris! Prometo que não faço mais a maldita tah?

Obviamente, as múscias mais conhecidas foram as mais emocionantes, cantadas em coro pela platéia presente do estádio do Morumbi. Vários momentos lindos, com o público cantando emocionado os refrões e frases de efeitos dos grandes hits da banda. Com direito até a um “Parabéns pra vc” em português, puxado pelo bateirista da banda em comemoração ao niver do vocalista Chris Martin, que completava 33 anos naquela data. Foufo mil!

Me lembro de quando a minha música preferida estava para entrar a qualquer momento, seria a 4ª do setlist. E com os primeiros acordes de “In My Place” eu fiquei realmente emocionado, de verdade. Gosto da música por diversos motivos (brokenheart feelings) e definitivamente faz parte da trilha sonora da minha vida. E foi emocionante dançar como um bom nerd desengonçado ao lado do Chris Martin, que é um exímio dançarino de coreos geeks foufas não? (tears)

Em pouco tempo depois, era a hora de deixar o estádio todo amarelo. “Yellow” foi outro dos meus momentos preferidos do show, essa um pouco mais animada e foufa mil. E essa emoção se repetiu em “Clocks”, “Violet Hill” e “Talk” (que veio com arranjo mais dançante e um tanto quanto sombria).

Já em “Fix You”, não teve como não se emocionar com a platéia em peso cantando o refrão da música, que é uma das mais tristes e mais belas da banda em meio ao estádio tomado pelas luzes de câmeras/glowstickers. Eu toda vez que eu ouço a música me emociono um pouco mais por me lembrar da cena da morte do avó do Seth em “The O.C”, que se deu com a música inteira como trilha de fundo. Maravileeeandro!

“The Hardest Part” ganhou um arranjo mais lento, voz e piano, com Chris em uma palco especial, mais próximo da platéia e em frente aos nosso lugares. Outro momento que me emocionou bastante. Assim como “Got Put A Smille Upon Your Face”, que acompanhou “Talk” em sua versão dançante/sombria e ganhou os reforço do cenário com seus lasers potentes de luzes coloridas.

“Strawberry Swings” e “Lovers In Japan”, ambas faixas do álbum mais recente da banda tmbm foram incríveis. A última com o recurso da chuva de milhares de borboletas coloridas que cobriram a pista com um pouco mais de cor do que o de costume. O palco é muito bem iluminado, colorido. Em meio a  bolas penduradas no alto do palco e um telão imenso telão de fundo, imagens íncríveis são refletidas. Bolas gigantes coloridas e iluminadas, trabalhadas com uma tipografia parecida com a do logo da turnê iluminavam toda a volta da arquibancada. Ahhhh, e fogos de artifício, muito bem posicionados e supercoloridos tiveram a sua chance de brilhar na noite de ontém.

Um dos grandes momentos da noite foi a dobradeeenha “Viva La Vida” e “Lost”, que aconteceu mais ou menos no meio do show, para quebrar um pouco o clima triste da banda. Foi o momento em que todo mundo pulou, ao som da batida empolgante de um dos hits mais recentes do Coldplay. A batida intensa e o clima descontraído fez com que as + ou – 60.000 pessoas levantassem de seus lugares, preenchendo o estádio com um eco digno de uma torcida de verdade. Oh ô ô ô ô ô!

Outra coisa importante de ser mencionada é o talento da banda enquanto músicos, fatão! Acordes perfeitos e uma postura de quem aprendeu e muito bem a se apresentar de forma digna. Will, o bateirista é o mais empolgado, Jonny o guitarrista se arrisca em algumas danças de nerd e Guy (Hoy) fazendo as vezes de tímido baixista e não por isso menos foufo. Agora Chris Martin é um entertainer, vai de um lado para o outro em suas coreos loucureeenhas em alguns momentos mais animados, ou completamente calmo quando toca o seu piano como ninguém, com os olhos fechados, uma voz sensacional, emocinado, como se estivesse tocando na sala da sua casa.

Para o final, o grande momento ficou por conta da penúltima música do show, a foufa e aguardada “The Scientist” que fechou a noite garantindo uma grande emoção nos fãs presentes no estádio, que cantavam como toda boa multidão de forma afinada uma das músicas mais maravileeendras de todos os tempos.

É claro que toda a função de ir para um show no Morumbi foi meio drama, como quase sempre, mas dessa vez eu achei bem mais caótica e dramática. E o som que deixou a desejar no volume e no retorno, que poderia ter sido bem melhor…como quase sempre tmbm, outro fatão! Vamos começar em fazer show em outras locações? Pq tah meio dramática a situação por ali perto hein?

Ahhh e ainda rolou brinde na saída, onde ganhamos cópias do cd Left Right Left Right Left, com algumas faixas ao vivo da banda, atitude que eu achei bem digna. LOVE presentes, LOVE!

Mas se eu tivesse que resumir o show com apenas uma palavra eu diria que foi: foufo!. Foi um show calmo, sem grandes apelos, apenas uma excelente banda de músicas que emocionam, o que eu acho que no final das contas acabou valendo a pena ter perdido os 2 primeiros shows da banda no país, para poder asssistir agora em sua terceira visita a minha cidade, uma banda tocando como gente grande músicas que já me emocionaram pencas ao longo desses anos.

E eu amo muito mais essa versão fundamento do clipe de “Viva La Vida”, que eu acho bem báfu e eu preciso dizer que senti a falta de “Trouble” e “Speed Of Sound” no setlist.

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6 Respostas to “How long must you wait for it?”

  1. Leo Says:

    Ótima a sua experiência com o Coldpay, quase me arrependi de não ter ido

  2. Murilo Says:

    Invejei porque eu não fui

  3. Jana Says:

    E o bofette não me levou acredita? hahahaa

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