House of “falling” cards

E não é que no último dia 22 completou 1 ano da minha viagem ao arco-íris? Uia!

Show do Radiohead, até que enfim neam? Para quem passou parte da adolescência ouvindo a voz suave e as letras tristes de Tom Yorke, já estava mais do que na hora de ver a magia de uma das melhores bandas do mundo ao vivo.

O show foi perfeito é claro, todos os hits da banda que embalaram a minha turbulenta adolescência, passando pelas músicas incríveis do In Rainbows, álbum mais recente da banda, até terminar com a música que mais representa todo jovem nerd desse mundo: Creep! (tears)

Lindo, colorido, quase que hipnótico. Mas eu preciso corrigir alguma coisa aqui, não posso dizer que o show foi perfeito porque pra mim ele teve gosto de despedida e digamos que esse gosto não é dos melhores.

Mas enfim, acho que a história encerrada nesse dia não poderia ter uma trilha sonora mais perfeita. E foi triste, bem triste e foi também muito difícil, como toda despedida costuma  ser…

Tudo isso com as cores da turnê de In Rainbows como plano de fundo para essa história cheia de páginas viradas, algumas até que nem tanto. Tantos capítulos, tantas lembranças…

E foi bastante sincero também, sem grandes mágoas ou ressentimentos, alguns arrependimentos e muitas, mais muitas memórias de coisas incríveis, que não foram feitas para serem esquecidas. Jamais!

Cada música era um passo mais perto do inevitável final, que já havia sido acertado antes em comum acordo, mas que nem por isso tornou o processo menos doloroso e acho que posso falar pelos dois protagonistas dessa história.

Em “Nude” eu flutuei sobre aquelas milhares de pessoas hipnotizadas na Chácara do Jockey, como o jovem Max em um dos memoráveis promos de Skins, perdi completamente a noção do meu corpo no espaço e flutuei, literalemte. (tears)

E eu posso dizer que em “All I Need” mesmo com o climão de despedida no ar, o refrão chiclete não perdeu a sua força e nem o seu sentido, honestamente. E foi outro momento lindo, inesquecível eu diria.

E teve ainda Karma Police, 15 Step, The National Anthem, All I Need, Pyramid Song, Weird Fishes/Arpeggi, The Gloaming, Talk Show Host, Optimistic, Faust Arp, Idioteque, Climbing Up The Walls, Exit Music (For A Film), Bodysnatchers, Videotape, Paranoid Android, Fake Plastic Trees, Lucky, Reckoner, You And Whose Army,  separando o começo e o fim daquela noite de despedida, de um novo começo para os envolvidos, de olhar de volta para a minha vida e ser “eu” novamente e não mais “nós”. E se é para ser assim, que seja bom para todo mundo não é mesmo?

“There, There” serviu para consolar, para buscar refugio em um amigo? E porque não? Ainda mais quando esse amigo precisa encontrar exatamente a mesma força que vc, afinal estamos compartilhando esse momento.

E para fazer valer a pena “Jigsaw Falling Into Place” garantiu o momento jogaçán na pixxxta, afinal dizem que foi onde nos conhecemos não é mesmo? euri. Dancei enlouquecidamente até o último acorde da música, mostrando que definitivamente eu sou alguém na noite, sozinho ou não! E nem confi! Se é para ter um final, que ele tenha de tudo, do drama a comédia. Jogaçón digna, sem apelar para turma do “WooHoo people” da qual eu definitivamente não faço parte.

Confesso que foi bem difícil ouvir o ínicio de “House of cards” compreendendo ao máximo o seu significado: I don’t wanna be your friend, I just wanna be your lover…(tears). Alguma coisa ainda fazia sentido naquele momento, que talvez tenha me feito começar esse post de forma errada. Mas como esse foi realmente “Aquele com o último episódio”, eu talvez  tenha aqui justificado a minha escolha para o título desse texto.

Coincidência ou não, a sequência final do show ficou por conta de ” True love waits / Everything In Its Right Place”  ou seja, o que é certo é certo e se for preciso esperar para entender alguma coisa, fazer o que neam?

A espera pode até ter sido longa, pelo Radiohead e por todo o resto da história, mas pode ser uma espera inspiradora e criativa também, o que me levou a esse pôster que eu fiz em uma das primeiras aulas da Pós-Graduação, um dos quais eu mais gosto, embora tenha sido chochado do meu projeto…

…que dizem ter virado poster na parede de alguém ae…vai saber neam?

E com “Creep” encerramos essa história e todo aquele clarão que vinha direto da iluminação do palco de Tom Yorke só serviu para tentar animar algo que naquele momento parecia impossível. Na sequência o  último smack e muita saudades a partir daí. Bye bye Tom York! (volte logo)

Oh Crap!

A história nem tão feliz acima pode servir para justificar a ausência de novos posts no finde, porque embora não pareça, eu tenho sim um coração tah? Euri!

E sim, eu uso o meu espaço aqui para passar mensagens subliminares. E eu quase sempre faço isso com humor, mas as vezes eu sou apenas sincero, como hoje por exemplo.

Sorry por aborrece-los com coisas tolas, meus 5 leitores.

Essy, The Sad Reckoner

ps: cidade grande é o cacete…vcs querem saber quem eu encontrei do nada na semana passada, 1 ano depois do episódio final? 😉

Destino? Coincidência? Mais drama?  Saudades? Bata tudo no liquidificador e vejamos no que vai dar no futuro…

Só sei que esse foi o series finale dessa história, mas vai saber se não rola um spin-off, ou quem sabe um filme neam? euri

Etiquetas: , , , ,

8 Respostas to “House of “falling” cards”

  1. Diego Says:

    Lindo o seu post e adorei essa história

  2. Jana Says:

    As despedidas fazer parte do processo e com Radiohead de trilha não é para qualquer um

  3. Mike Says:

    Ótima história, ótimo texto e ótimo poster

  4. Murilo Says:

    Acho que no final das contas a história combinou com a trilha

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: