The Greatest e as diferentes formas de se encarar o luto

Uma rápida história de amor entre o casal Rose & Bennett que termina em tragédia. Assim começa a história de “The Gretatest”, um jovem casal que se apaixona e em pouco tempo depois dos primeiros encontros, um acidente trágico acaba interrompendo de forma inesperada essa história de amor que tinha tudo para acontecer.

Mas esse não é o foco do filme. Essa relação de amor e tragédia que fica por conta do casal protagonista é apenas plano de fundo para essa história que trata do luto em si e das diferentes formas de lidar com essa situação, que em algum ponto de nossas vidas torna-se inevitável.

O foco maior do filme é dessa difícil tarefa de enfrentar uma grande perda. O filho mais velho Bennett, que se apaixona pela primeira vez em sua vida e que pouco tempo depois disso acaba morto em um trágico acidente de trânsito ao lado de sua namorada, que sobrevive. Uma família devastada e entristecida com essa grande perda, acaba se encontrando com um desafio maior do que esperavam com a morte do filho: sua namorada, sobrevivente do acidente do qual levou a vida do seu filho, se encontra  na porta de sua casa, sem ter para onde ir e grávida. Dramático

A partir disso essa família tem que aprender a enfrentar essa situação. O pai parece ser o mais sensato a princípio, a mãe recusa a se relacionar com uma desconhecida que diz ser o amor da vida do seu filho morto e um outro filho, mais novo, problemático e viciado.

Atuações impecáveis de Susan Sarandon e Pierce Brosnan que ganha (ele) com esse papel a chance de se tornar um atorzão. Já fiquei surpreso com ele em Mamma Mia, fatão. Só eu não sabia que ele cantava?

Anyway, aqui em “The Greatest” (que tem o título da minha música preferida da Cat Power)  o assunto é outro, drama, luto. E ele consegue emocionar do começo ao fim, com o silêncio dentro do carro da cena inicial, seguindo do funeral do seu filho. De cortar o coração a cena quando ele se desespera com o seu outro filho dando um simples mergulho na praia, ou quando ele finalmente se permite chorar a morte do seu filho. Chorei com ele.

Susan Sarandon nos emociona sempre neam? Para ela no filme sobra o papel de revoltada com a morte do filho, a mãe inconformada e a beira do desespero, tentando entender de qualquer forma o que foi que aconteceu com o seu filho em seus últinos minutos de vida. Quando ela finalmente consegue conversar com o outro motorista envolvido no acidente e que ficou por muito tempo em coma após o ocorrido, vc entende o que realmente é ser atriz sabe? Uma mãe desesperada, sofrendo a morte do seu filho, frente a frente com alguém que viu tudo o que aconteceu com ele minutos antes de sua morte, contando com detalhes mórbidos o que exatamente aconteceu naquela noite, minuto a minuto antes da morte de Bennett. Fiquei um pouco surpreso com a franqueza desse dialogo e emocionado tmbm.

Cada integrante da família tem o seu próprio jeito de encarar o fato da morte de Bennett. E não trata-se de uma família perfeita não: o pai teve um caso recente, do qual a mulher descobriu e tenta perdoa-lo. Ela, por sua vez é meio neurótica, controladora. O filho que tem problemas com drogas é obrigado a fazer testes de urina a cada duas semanas para que seus pais tenham certeza de que ele esta limpo. Típica família americana atualmente, fatão!

Até o filho, o ator Johnny Simmons se mostrou um ótimo ator com a sua interpretação de jovem rebelde. Já tinha gostado dele em Jennifer’s Body e agora fiquei surpreso com o seu talento para papéis mais dramáticos.

Carey Mulligan faz o papel da então namorada de Bennett. Grávida, com uma mãe problemática e em rehab, ela se vê em uma situação estranha ao ter que procurar a família do seu namorado para abriga-la. Para ela o momento agora é de tentar conhecer melhor o pai de sua filha (sim é uma garota) e para isso ela vai buscar na família dele o conforto que precisa para preencher as lacunas do seu “diário de gravidez”.

Como a história de amor dos dois é tão repentina, vc até consegue entender o trauma após o acidente, mas fica meio vago o tamanho desse sentimento que eles diziam sentir um pelo outro. Com o tempo, durante o filme, vamos percebendo que essa história de amor era antiga, quase que platônica por ambos, que com tanta timidez não tinham coragem de conversar um com o outro, até que um deles resolve finalmente dar o primeiro passo. Bem foufo!

Mas o maior defeito do filme é o tempo que ele dura. É muito rápido e nem é tão dramático assim quanto ao trailler, que esse sim eu achei que vende muito melhor a história, que no final das contas nem é tudo isso.

Vale a pena ver para se emocionar e para entender um pouco mais desse sentimento horrível que é o luto e que funciona de forma tão diferentes para cada um de nós. (tears)

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