Don Draper e sua vida quase perfeita em Mad Men

Eu gostaria muito de saber onde é que eu estava com a cabeça por ter ignorado Mad Men por todo esse tempo hein?

Deveria ter ficado grudado em minha cadeira laranja com um copo de whisky (leite na verdade, rs) na mão, em frente ao meu monitor me deliciando com essa série que é uma das coisas mais impecáveis da tv de todos os tempos.

Puta série boa hein?

Mas tmbm, o que esperar de uma série que vem com a assinatura de um dos escritores e produtores de The Sopranos neam? Só poderia esperar coisa boa, fato. Mais uma vez, ahazô Matthew Weiner!

Na verdade, eu bem já sabia da qualidade da série e já tinha ouvido falar por todos os cantos de como a série era bem feita e tudo mais. Mas ao assisitir a Season 1 de  Mad Men eu me dei conta que realmente eu estava perdendo algo inacreditavelmente bem feito. Agora esta justificado todos os prêmios que eu vi Mad Men levando por todos esses anos nos Emmy e Golden Globes da vida. Todos certamente merecidos! Clap Clap Clap!

Logo de cara eu me encantei pelo clima da série. Agência de publicidade Sterling Cooper, o dia a dia de diretores de arte e redatores, NY antiga e todo o charme dos 60’s. Os objetos de cena são sensacionais, muito bem cuidados e nos faz ter uma idéia de como deve ter sido viver naquele tempo hein? Além de figurinos alinhados e deslumbrantes!

Ainda mais se pensarmos que hoje em dia, realizamos quase tudo sentados em frente ao computador neam?  Naquele tempo as coisas eram diferentes e a arte que se produzia não deixava nada a desejar ao que se vê hoje em dia, muito pelo contrário, acaba até nos inspirando (a mim pelo menos sim). Verdadeiras obras de arte! Clap Clap Clap Salvatore! (rs)

Eu adoraria ter tido o gostinho de ter vivido naquele tempo. Tudo era tão mais simples, porém muito mais formal. E aquelas roupas? Meodeos que figurino é esse Brasil?

De chorar lágrimas de brilhante, um mais lindo do que o outro. E que mulheres ma-ra-vi-le-ee-an-dras, não? Os padrões de beleza eram outros é claro, mas nem por isso vc fica com a sensação de que não seria possível por exemplo uma mulher ser considerada bonita seguindo aqueles padrões hoje em dia. E viva o burlesco! E  Dita Von Teese como sua melhor representante que não me deixa mentir, rs

Mas ai eu fico pensando? Será que eu gostaria mesmo de ter vivido naquela época?

As coisas eram muito diferentes, nada se compara com o que vivemos hoje em dia. Talvez pelo figurino eu até me empolgue para enfrentar essa viagem no tempo, mas em pensar na diferença de tratamento entre homens e mulheres daquela época e os avanços que tivemos até hoje em nome da liberdade, eu quase que me arrependo só de pensar em um dia querer ter vivido no passado.

Certamente se eu tivesse vivido em uma época como aquela eu teria morrido em algum protesto em nome da justiça, da liberdade ou qualquer coisa desse tipo. Eu, Essy não teria durado nada nada nos 60’s, fatão!

E toda essa repressão e a luta da mulher por ser reconhecida como profissional em seu trabalho é representada por Peggy (Elizabeth Moss), a secretária de Dom Draper (Jon Hamm). Ela, com toda a sua timidez e vontade de ser alguém na vida e tornar-se reconhecida em seu trabalho acabou me deixando completamente apaixonado por sua personagem. Aos poucos ela vai demosntrando que não é igual a todo mundo, que ela “pensa” e por isso se torna rapidamente uma mulher diferenciada das demais. E nem por isso ela perde o seu apelo feminino ou o seu caráter. Peggy vai chamando a atenção daquele mercado dominado até então por homens, que passam a reconhecer (tardiamente!)  que um ponto de vista feminino também é necessário e pode fazer a total diferença. Go girl!

Uma ótima representante de profissional que nos mostra como a mulher foi ganhando voz e o seu espaço no mercado de trabalho. Achei digna! LOVE Peggy!

Mas como nem tudo é perfeito, existem os meninos e esses podem tornar o caminho de qualquer um mais difícil e para Peggy essa regra tmbm acaba se aplicando e de uma forma completamente inesperada. E mais uma vez a vida nos mostra que não existem finais felizes, se bem que a sua história ainda não acabou neam Peggy? Te vejo na Season 2 já já que eu fiquei mega curioso com o seu final, fatão!

Pete Campbell é o maior representante dos puxa sacos e pedra no sapato que em toda empresa do mundo nós podemos facilmente encontrar pelo menos 1. Sempre querendo mais e invejando o sucesso e até mesmo o talento e competência dos demais, ele representa claramente aquele seu colega de trabalho que acha que o dia a dia no trabalho deve ser uma competição eterna sabe? Tolo…

Eu já bem me encontrei com vários Pete Campbell no meu caminho, alguns eu venci e outros eu não consegui vencer. Fazer o que neam? Só posso me preparar para o próximo, pq sempre tem um, fato.

O escritório é recheado de personagens que fazem as suas próprias caricaturas desse universo publicitário. Animados, divertidos, inquietos. É, parece que sempre foi assim neam? Zzzz

Com a diferença de que naquela época, vc poderia acender um cigarro a qualquer momento no seu trabalho e drinks tmbm eram permitidos. Bons tempos! (rs)

E o Salvatore hein? (euri). Adoro os seus comentários sobre moda e beleza e sinto que ele vai aparecer de salto vestindo alta costura italiana a qualquer momento no escritório. E eu já amo ele, porque esse ator foi o pai  desconhecido e tão procurado da Amanda em Ugly Betty e agora com o seu artista sensacional em Mad Men, ele ganha de vez espaço no meu coração.

A Luke Strike esta bem presente na série com o  seu representante mais conhecido sendo perseguido pelos estragos e riscos que pode trazer a saúde. Mas isso não parece incomodar (ainda…) a vida dos personagens da série, que estão sempre envoltos a uma nuvem de fumaça. Em casa, no trabalho, amamentando os filhos (?), ou até mesmo os médicos e enfermeiras dos hospitais, todos eles não se intimidam em acender um cigarro a qualquer momento.

E isso é sensacional em Mad Men, poder ver a sociedade (nesse caso americana) mudando o seu comportamento com o passar dos anos. Acho que esse é o grande plus da série. Além do fato da história real (tipo as eleicões Nixon vs Kenedy) se encontrarem com a realidade, isso tmbm é um ponto chave para o sucesso da série.

Outra coisa que vale a pena mencionar é a relação de trabalho e o comprometimento daquelas pessoas. Até os chefes do escritório parecem mais humanos do que o que estamos acostumados a ver por ai. E a relação entre a equipe de criação é invejável!

Gosto muito da outra secretária, Joan (Christina Hendricks), que é leeeandra, ruíva e sedutora. Aquela para qual todos os homens se curvam. E ela me parece bem prática em relação aos seus desejos e objetivos, lidando muito bem até então com a sua relação de amante com o seu chefe. Joan tmbm representa a evolução das mulheres, diferente da Peggy, mas cada uma com seus méritos e todas se ajudando (e competindo como sempre, rs) . Girl Power!

Agora chegamos ao grande charme da série, o diretor de criação da Sterling Cooper, Don Draper (Jon Hamm, Höy!). Com cara de protagonista e postura de tal, com seus ternos alinhados, camisas brancas e seu cabelo bem penteado ele domina as câmeras. Joh Hamm garantindo o seu Höy por onde passa, não é mesmo? Höy!

Embora ele esconda uma mistério de quem realmente é, tenha uma vida promiscua, cercado de belas mulheres e mantendo a distância o seu ideal de família perfeita, com a sua bela casa no suburbio,  esposa e filhos, vc não consegue ficar com raiva do seu personagem porque ele é puro carisma. E competência tmbm! Um homem que sabe tudo de publicidade, competente, moderno e com um olhar direto para o futuro. Admirável eu diria. E gosto muito da relação que ele leva com Peggy, que começa a série como sua secretária e terminna sendo promovida por Don  como redatora junior, a primeira mulher do escritório a tomar essa posição (algo histórico para a época), para vcs sentirem o tamanho do avanço hein?

E se no trabalho, Don Draper é o homem sedutor, capaz de ganhar qualquer conta ou cliente, em casa ele tem a figura de homem de família, pai de dois filhos e casado com a belissima Betty. Aparentemente eles vivem uma vida feliz, mas Betty não parece ser tão tola assim em relação as traições do marido e além de tudo, tem os seus próprio desejos, que eu acho que devem ser explorados mais pra frente. Sua vida pode até parecer perfeita para muitos, mas logo descobrimos que ela não é nada perfeita…mas como todo bom publicitário, eles acabam nos vendendo muito bem essa imagem de perfeição.

A sua relação com suas amantes em certo ponto até se justificam para a criação desse personagem dele mesmo que Don acabou criando. Uma delas é Midge, uma ilustradora boêmia que é vivida pela mesma maravilhosa atriz que faz o papel da irmã de Tara em United States Of Tara. A outra, Rachel Menken é a rica da história, dona de uma loja de departamentos e judia. E é dela o melhor figurino da série em termos de moda, fatão!

Gostei muito da cena final de um ep, onde após o vizinho ameaçar de matar o cachorro de seus filhos, sua esposa Betty  segue até o quintal de sua casa com uma arma e começa a atirar nos passáros que o vizinho “cuida”. Rolei! Tudo isso para mostrar que embaixo de toda aquela delicadeza, tmbm existe uma mulher forte e que sabe se defender quando preciso.

A trilha sonora é linda tmbm e eu bem já garanti a soundtrack da Season 1. Os eps em si não tem muita música, mas ao final de cada um deles, ficamos com uma trilha sonora báfu para os créditos. Para dar uma idéia, no ep 1×02, ao final toca “Great Divide”, do The Cardigans,  que se mistura perfeitamente com as coisas mais antigas que tocam na série, para vcs sentirem o bom gosto da série.

Terminei a primeira temporada em uma semana mais ou menos e já estou com as outras duas prontas para começar. E com o fim dessa primeira temporada eu cheguei a conclusão de que Mad Men é uma das melhores coisas que já foram feitas para televisão nos últimos tempos. Uma série bem cuidada, com uma história interessante e personagens profundos, onde no fundo, todos escondem alguma coisa. Série de primeira, para asisstir com calma e se deliciar.

E se vc assim como eu não tinha assistido ainda a essa maravilha, largue já o meu blog e corra para pedir para o Paolo Torrento que vale a pena.

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3 Respostas to “Don Draper e sua vida quase perfeita em Mad Men”

  1. Fezinha Says:

    Adorei o vida quase perfeita, na minha opiniao, de todas as series que vi, acho que Mad Men é uma das melhores! Acredito que todo este drama, personagens diferentes e Nova York nos anos 60, me envolvem e me deixam super interessada para ver mais. Quero ver como os funcionários da Sterling Cooper vão trabalhar nesta nova temporada.

    • Essy Says:

      Thnks!
      Mad Men realmente é uma série muito boa e para a nossa sorte, vem ganhando esse reconhecimento ao longo dos anos. Mas também seria bem difícil alguém ter coragem de ignorar tamanha qualidade
      E ainda bem que dia 25 está logo ai, para acabar de vez com toda a nossa ansiedade!

  2. A temporada “feeling blue” de Don Draper « The Modern Guilt Says:

    […] eu tenho a sensação de que já vimos o suficinete de Mad Men durante todos esses anos (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4). Boas histórias, cenários sensacionais, atuações de deixar […]

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