Afundando com o mundo de Don Draper na Season 3 de Mad Men

Done! Fiz toda a minha lição de casa e terminei de assistir a ma-ra-vi-lho-sa  Season 3 de Mad Men e afirmo com toda a certeza do mundo que a série beira a perfeição!

No começo, lá na primeira temporada fomos apresentados ao mundo incrível da Sterling Cooper, aos personagens daquele escritório repleto de figuras criativas  e começamos a nos apaixonar por Don Draper e todo o mistério que o cercava (e não tem como não se apaixonar por ele, Höy!). Na segunda temporada nos aprofundamos mais na vida desses personagens e passamos a perceber que o buraco é mesmo mais embaixo (rs), mais drama para essa história que já era quase perfeita, mais mistérios e muitas revelações, além de uma fusão que desde o começo não parecia ser nada favorável para a própria Sterling Cooper.  Até que chegamos a terceira temporada e o nível se aproxima ao mais alto possível, fazendo de Mad Men uma série que beira a perfeição. E para isso, é preciso mergulhar no fracasso, na decepção e nas desilusões. O grande (e talvez o maior) segredo da série é efim descoberto e assim, Don Draper assiste a sua vida em sendo inundada aos poucos.

E se Don Draper confiante, excelente profissional e puro carisma já era bom demais, imagine tudo isso + um homem perdendo de vez a sua família, perdendo o chão completamente e se vendo diante de um passado que ele tanto tentou esconder. Conseguiram imaginar? Então, isso é Mad Men chegando muito perto da perfeição. E que delícia poder assistir a uma série como essa hein? Recomendo a todos a experiência

Antes de comentar qualquer coisa, eu preciso dizer que a maior declaração de amor que um profissional pode receber na vida pelo brilhantismo do seu trabalho foi feita em Mad Men. Peggy sempre foi a minha personagem preferida, uma espécie de Don Draper de saias, mas onde toda aquela segurança dele dá lugar a um desconforto total dela, que é o que ela nos passa a todo momento. Alguém que esta tentando se encaixar, tentando ocupar de vez o seu espaço e se esforçando muito para isso.

E quando Draper foi ao apartamento de Peggy, pedir (finalmente!) para que ela o siga em sua nova empreitada, eu tinha certeza que coisa boa estava por vir…só não imaginava que fosse assim tão emocionante neam?

Peggy diz: se eu recusar, vc nunca mais irá falar comigo? (glup)

Draper diz: Não, eu vou passar o resto da minha vida tentando contratar vc!

 

Cho-rei! Pra mim, a série inteira, esses 39 eps brilhantes até agora valeram a pena por essa simples e merecida declaração, fatão! Eu sempre adorei a relação entre os dois e esse momento, pra mim foi um dos pontos mais altos da série ever. Mesmo com todo o drama, com todos os cases de clientes, com toda a vida dupla de Don Draper. Pra mim é claro que a verdadeira história de amor de Mad Men se concentra na relação de Don Draper/Peggy, mas estamos falando aqui de outro tipo de amor, algo superior.

Maravileeeandro esse momento (e como profissional então…invejável!)

O outro tipo de amor, o mais comum e que todo mundo deseja, fica por conta da relação Roger & Joan, que não admitem, mas se amam neam? O cuidado que ele tem com ela, a devoção dela para a empresa, tudo isso para tentar esconder o verdadeiro sentimento que existe entre os dois. Agora me diga: como não se apaixonar por Joan? Linda, delicada, dedicada…uma das mulheres mais lindas da tv atualmente e sem fazer parte de nenhum padrão de beleza óbvio nem nada. Vibrei quando ela quebrou o vaso na cabeça do seu marido em meio a uma discussão. Clap Clap Clap! (sonho em fazer o mesmo um dia, rs). E vibrei mais ainda quando ela se juntou ao time para construir a nova agência (assunto para depois).

Agora vamos ao ponto alto dessa temporada: Betty finalmente descobre a verdadeira história de seu marido  Don Draper, por um descuido de Don, que deixa a chave sua gaveta secreta no bolso do roupão de banho.

O mais legal é que esse momento é anunciado, mas de uma forma que nos deixa aflito diante da tv, onde a chave esquecida no bolso do roupão se faz presente em diversos momentos do ep, mas só no final é que ela (Betty) percebe que finalmente poderá descobrir o que Don esconde naquela gaveta. Bravo!

E como em uma gaveta tão pequena poderia esconder tamanho segredo neam? É claro que ela apostava em algo mais para um affair ou coisa do tipo, mas eu dúvido que em sua cabeça de dona de casa dos 60’s em algum momento passou a possibilidade de Draper não ser quem ele realmente diz que era. Drama!

Um passo a frente para Betty, que já vinha infeliz no seu casamento desde o começo e que sempre teve desejos escondidos bem lá no fundo, para que finalmente ela tivesse coragem de viver a vida que ela gostaria de viver. E com isso, é anunciado o divórcio do casal Draper. Dra-ma!

Agora é a vez do casal dar um show de interpretação, fatão! E os dois mereciam esse momento, para quebrar o encanto de quem  assim como eu fica diante da tela assistindo Mad Men hipnotizado pela beleza indiscutível do casal. Chegou a hora de mostrar serviço e quando a carga dramática chega com peso na vida do casal, é hora de brilhar e mostrar o que é ser ator de verdade. Clap Clap Clap duplo.

Ponto alto para Jon Hamm e January Jones, que de tão bonitos podem ser facilmente confundidos e não levados a sério por tanta beleza. Um belo: suck it, para a crítica, rs

Ela definitivamente mereceu a sua indicação ao Emmy desse ano, sem dúvidas. Sua participação na série foi maior e Betty perdeu um pouco daquele ar de menina mimada e ganhou um tom mais de preocupação e desilusão. A cena em que ela coloca Draper contra a parede, com a caixa de memórias do seu passado como Dick,  foi algo brilhante. Uma cena emocionada, do começo ao fim e o pior é que não tem torcida nessa hora, é quase impossível escolher um lado. Vc entende toda a fúria de uma mulher que passou o seu casamento inteiro sendo enganada a respeito da verdadeira identidade do seu marido. Mas tmbm entende o que fez Draper levar essa vida de mentiras, ou seja, não tem como torcer para um ou para o outro nessa discussão.

Agora Jon Hamm tmbm aproveitou o momento para justificar a sua indicação ao Emmy desse ano, como qualquer outro prêmio ao qual ele tenha sido indicado. A fisionomia dele foi desabando ao longo do episódio da revelação de seu passado, assim como o seu corpo foi perdendo a noção de espaço, ele ficou literalmente sem direção. E tudo isso tão dignamente, que eu me emocionei pencas. E ele tendo que encarar o seu passado doloroso de frente,  entregando toda a verdade para a Betty foi de tirar o chapéu viu? Bravo!

E a hora de contar para os filhos hein? So sad…

Outro grande momento é quando ele descobre o affair de Betty (que de Santa nunca teve nada) e tira ela da cama com um braço só. Höy!

E eu só espero que ele não fique com a professora hein? Chatônica…Zzzz

Ao final disso tudo, tivemos um Don Draper começando a aceitar o fato de que a sua família já não existe mais, não como foi um dia e aceitando (como o homem bem educado que sempre foi) o seu doloroso e inevitável divórcio. Bye bye american dream…

Mas nem só de grandes dramas é construída a história de Mad Men. Uma cena, em que um dos funcionário é atropelado por um carrinho de jardinagem em meio ao expediente do escritório, com sangue voando para todos os lados foi outro dos bons momentos dessa temporada, demonstrando mais uma vez  que o nível de humor da série tmbm é refinado.

E tentaram humanizar um pouco mais o Pete nessa temporada hein? E o que foi aquela cena com ele e a esposa ahazando na coreô na festa da firma? Rolei!

Só não entendi o pq que a grande revelação do final da Season 2, quando Peggy disse para o Pete sobre o bebê dele que ela teve foi completamente ignorado nessa temporada hein? Fiquei esperando por esse momento e nada…

Ainda tivemos a viagem do casal Draper para a Itália, a convite do Conrad Hilton, onde o casal se divertiu entre penteados exóticos ala bonequeeenha de luxo, até a jogos sexuais que os casais adoram fazer neam?

Ahhhh, e como foi injusta a demissão do Salvatore hein? Algo me diz que ele vai ter que se resolver e quem sabe entrar no novo escritório de salto alto (minha profecia hein?), rs

O fato histórico dessa vez ficou por conta do discurso emocionado de Martin Luther King e a morte trágica do presidente Kennedy, dois fatos que mudaram e muito o comportamento principalemente dos americanos  e foram muito bem retratados em Mad Men, provocando novamente as mais diversas reações.

Agora para fechar com chave de ouro essa Season 3 tivemos os sócios da Sterling Cooper, devidamente demitidos da empresa (euri) e juntamente com o grupo de funcionários escolhido por eles, roubando a antiga agência, material, cases, contas, tudo! E tudo isso para começar do zero, um novo escritório, o nascimento da Sterling Cooper Draper Pryce, que promete ser um excelente gancho para a Season 4.

Começar de novo, tornar o novo empreendimento em uma nova história de sucesso, uma vida nova para Don Draper. É, parece que eles vão ter bastante trabalho pela frente hein? E com isso eu só tenho a dizer: e que venha logo a Season 4!

Apenas uma observação: escolhi essas imagens da Vanity Fair (nem todas são, mas…) para ilustrar esse post porque eu fico encantado com a beleza de Mad Men, em  todos os sentidos. Com o cuidado que a série é contruída e mais ainda pq eu fico realmente “hipopotizado” com o casal Draper. Höy! Sorry pelas marcas d’água, mas tem gente cafonona que ainda utiliza desse recurso, humpf!

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3 Respostas to “Afundando com o mundo de Don Draper na Season 3 de Mad Men”

  1. Fezinha Says:

    E alguem saber como vai ser o mundo do Don Draper nesta nova temporada?? Já quero saber que ele vai agir na 5 temporada de Mad Men, que na minha opiniao é uma excelente serie, acho que todo o drama que envolve, os personagens, alem do cenario (Nova Yorque nos anos 60) a fazem assim. E a prova sao os vários prêmios, como treze Primetime Emmy e quatro Golden Globes.

    • Essy Says:

      Ainda não sabemos de nada, a não ser que a volta será com um episódio com duas horas de duração, mas já estamos mais do que ansiosos para essa volta.
      A série realmente consegue misturar tudo o que vc disse em perfeito equilíbrio. Sem contar o climão dos 60’s, que além de muito chic,é sempre encantador.

  2. A temporada “feeling blue” de Don Draper « The Modern Guilt Says:

    […] sensação de que já vimos o suficinete de Mad Men durante todos esses anos (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4). Boas histórias, cenários sensacionais, atuações de deixar qualquer um com […]

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