Away we go to my heart

Uma história normal, sobre um casal normal, mas que é pura foufurice foufa.

Sabe aquele filme que vc sempre teve vontade de assistir, mas por falta de tempo, memória ou por pura preguiça vc vive deixando para depois?

Pois é, comigo acontece sempre e geralmente quando acontece, é porque o filme que eu estava deixando de lado era realmente muito bom.

E foi o exatamente que aconteceu com  “Away We Go”, que eu assisti no finde, do diretor Sam Mendes (ex da Kate Winslet). Que filme maravileeeando hein? História bonitinha de uma casal foufo, meio losers, que descobrem logo de cara, em uma cena super engraçada por sinal, que estão grávidos. Logo, ao contar a notícia para os pais dele (que moram por perto), eles descobrem que os avós, que poderiam ajudar nesse momento tão novo para eles,  esta de mudança para outro país e assim, os dois passam a se encontrar sozinhos nessa nova etapa de suas vidas. (ps: amo os dois atores que fazem os pais dele, fatão)

Sem ter muito o que perder (nem ter conquistado grandes coisas materiais/sucesso profissional) os dois seguem em uma viagem incrível, a procura do lugar perfeito para criar o seu filho.

E ai, tudo que acontece  como o casal Burt e Verona é muito, mas muito foufo. Nessa viagem, eles vão atrás de antigos amigos, da família que eles não tem tanto contato porque moram longe. E acabam descobrindo outros tipos de família, de relação e até mesmo de amor. Cada um dentro de um estereótipo que me pareceu bem real.

Tem o casal mais velho,  super sincero e meio sem noção, com a mãe que fala que a filha é dyke na cara dela (euri) e que tenta beijar Burt do meio do nada, típica mãe que envergonha a família o tempo todo. Bem caricatas e bem divertidos tmbm. A a outra família com ares de hippies, optaram por educar e criar o seus filhos de forma alternativa e que ficam horrorizados ao ganhar de presente do casal um carrinho de bebê, que para eles é uma forma de afastar as crianças do contato com os país. Hilários!

Aliás, a cena em que ele (Burt), horrorizado com os absurdos  que estava ouvindo na mesa do casal hippie, coloca o carrinho na sala de jantar e convence o filho do casal a dar umas voltas no objeto até então proibido pela família e sai correndo com o menino pela casa, é divertidíssima. Rolei!

Além desses dois primeiro estereótiopos de família, temos um casal de amigos que tem vários filhos adotivos, cada um de uma etnia (#Brangelina Feelings). Uma família aparentemente perfeirta, em sua casa de gente grande, feliz, com os irmão se dando bem, só que logo depois eles acabam descobrindo que na verdade, o casal é tão imperfeito quanto todos os outros, o que se justifica quando eles revelam que na verdade não podem ter filhos e são completamente infelizes por isso. Dra-ma.

Para finalizar, ainda tem o irmão do Burt, que foi abandonado pela mulher, deixando para trás ele e a própria filha (bi-a-tch).  E mais drama, que mexe bastante com Burt e ainda tem uma cena foufurice foufa dos dois (o casal) lendo e interpretando uma história para a garota dormir. Awnnn!

Mas toda essa história é contada de uma forma mais moderna, com uso de tipografia para a mudança de cenários, com diálogos inteligentes e descontraidos, seguindo aquela linha que eu venho gostando tanto que é a do politicamente incorreto, que eu prefiro chamar de “diálogos reais e espontâneos”. Ex: a mãe dele diz para Verona: e ae hein Verona? Quão negra vc acha que ela (o bebê) pode ser hein? (euri). E entendam que quando eu falo que gosto desse tipo de diálogo, isso não quer dizer que seria algo que eu mesmo diria (jamais!) e sim algo que eu provavelmente ouviria, o que pra mim deixa tudo mais próximo da realidade. Uma fotografia linda tmbm, com pencas de locações e cenários diferentes, além de uma direção deliciosa ajudam a contar essa história de forma bem divertida. Clap Clap Clap

Agora, deliciosa mesmo é a relação do casal Burt e Verona, que é pura foufurice foufa. Os dois tem aquele ar meio triste, meio nerd e que vivem uma vida simples. E são completamente apaixonados um pelo outro, cúmplices, sem muito amor meloso e bocó ou qualquer exagero por parte dos dois, um casal mais real e que vive a relação de amor de forma simples. Como deveria ser pra todo mundo neam? Okayam, sem regras…

E um exemplo bem divertido dessa forma foufa de ser do casal que eu venho repetindo nesse texto, é quando ela diz que os batimentos do bebê estão devagar demais e que isso significa que ela (sim, é uma garota) puxou para o pai, que é o mais calmo dos dois, incapaz de levantar a voz. E ele entende isso como um desafio e começa a provoca-la em público, discutindo, falando palavrões, coisas que ele nunca fez e nem faria em uma situação normal da vida. Tudo isso para ver se ele consegue elevar os batimentos cardiácos do bebê e assim provar para ela que ele pode sim ser “durão” de vez em quando. Ou uma cena linda com o casal viajando de trem e dormindo em beliches (euri), discutindo a relação e a probabilidade de fazer sexo na ocasião. Fofuo mil

John Krasinski que me surpreendeu por ter feito parte desse elenco hein? Pq o filme não é nenhum blockbuster da vida e tem cara e clima de filme indie, mas mesmo assim eu não consigo imaginar nenhum outro ator a altura de interpretar Burt Farlander. Meio nerd, meio loser, tímido, calmo, as vzs até meio bobo (do jeito que a gente gosta, sem exageros) e completamente apaixonado pela namorada. Que só mantém esse título de apenas “namorada” ainda porque ela faz questão, porque se fosse por ele, os dois já estavam casados faz tempo (qualquer semelhança é mera coinscidência, rs). E não por falta de um pedido oficial dele, que já fez vários.

Fora, que ele consegue seduzir como ninguém neam? euri

Verona (Maya Rudolph ), por sua vez é mais pé no chão e tem uma personalidade mais triste, além do humor típico de mulher grávida (freak hormônios). Provavelmente por conta de um drama pessoal, onde ele perdeu os pais quando ainda estava na faculdade e agora prestes a se tornar mãe, a saudade só tem aumentado. Linda a cena com ela e sua irmã sentadas na banheira da loja, falando da saudade que as duas sentiam da própria mãe e da forma como ela as criou… (snif).

E o filme me fez pensar, algo que eu estava tentando evitar nesse finde (rs). Me fez pensar nessas relações todas que observamos por ai, dessa mania que a gente tem de enxergar os outros tão mais felizes e melhores do que a gente de alguma forma, quando no fundo a verdade pode nem ser essa. Tudo uma grande bobagem…

Eu na verdade nem tenho muito disso (eu acho), mas conheço muita gente que tem sim e como! E essa necessidade constante de parecer perfeito enquanto casal, felizes o tempo todo, isso tmbm é muito chato e tolo na verdade. As vezes vc não se pega perguntando: como é que esses dois se aguentam? Ou…como é que duas pessoas tão diferentes estão por tanto tempo juntas? Ou a pergunta que não quer calar quando olhamos para um casal aparentemente feliz: será que algum dia eu vou ter isso tmbm?

E a resposta eu não tenho, para nenhuma dessas e nem qualquer outra pergunta do gênero, mas eu diria que essa resposta esta provavelmente em algo em torno na “cumplicidade”, fato. E quando no filme, nós assistimos ao casal fazendo promessas sinceras, deitados em uma cama elástica, prometendo um para o outro como vão criar a filha que esta prestes a chegar, tentando não cometer os mesmos erros que provavelmente cometeram com eles (ou não), fantasiando sobre o assunto, nesse momento, vc passa a entender o fundamento e  passa tmbm a perceber que esse é provavelmente o caminho. Logo, vc só precisa então de um cúmplice para isso neam? Find it!

Ao final, temos o casal finalmente encontrando o lugar perfeito para que eles construam a sua família. Um lugar recheado de boas memórias do passado para Verona, lugar esse que ela ficou tanto tempo sem visitar depois da morte dos seus pais (ou seja, a casa antiga da família). E sentados na varanda com uma vista incrível, eles percebem que finalmente chegaram em “casa”. Home, sweet home!  Ai ai, foufo mil!

Filme do tipo que vc termina de assistir e já tem vontade de ver de novo, vai imediatamente procurar no Google (sempre faço isso quando eu ainda não tenho o tal filme) procurar onde vende o DVD e descobre que por aqui ele não foi lançado…fom forom fom fom!

E agora? Eu quero esse DVD para a minha prateleira especial (que tem um design gráfico na capa bem báfu hein?), comofaz?

Paga 19,00 euros e a Fnac entrega na sua casa + frete, rs.

Me apaixonei! Thnks Sam Mendes

Away to my heart!

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3 Respostas to “Away we go to my heart”

  1. Mônica Says:

    Eu AMO seu blog!!
    Nossas opiniões são muito parecidas!
    E esse filme é muito fofo… Mais um que entra pra minha galeria junto com Juno e 500 Days of Summer!

    • Essy Says:

      Awwwwnnn, thnks! Quanta foufurice de sua parte!
      E tem que ficar um do lado do outro (Juno, Away We Go, 500 Days of Summer). Sorry, eu tenho TOC e arrumo as coisas de uma forma que só faz sentido pra mim mesmo, rs
      Que bom que temos opiniões parecidas…assim quem sabe o mundo ainda tenha salvação neam? euri
      Smacks

  2. Realmente não é fácil ser verde, mas é possível e isso em Hollywood. Dá para acreditar? « The Modern Guilt Says:

    […] que já tinha AMADO o filme “Away We Go” no passado e até cheguei a dividir esse amor com vcs aqui no Guilt, confesso que  agora que comprei o DVD (sim, depois do meu mimimi no […]

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