Non, Je Ne Regrette Rien

Sinto cheiro de um novo “Matrix” no ar hein? (no melhor sentido possível!)

Faz uma semana que eu assisti ao “Inception” e até agora eu não tinha nem conseguido escrever sobre, fatão!

Não porque o filme seja complicado demais (o que eu não achei no final das contas), nem pela falta de entendimento ou complexidade (que eu achei que foi muito bem definida e explicada durante a trama), mas talvez pela emoção que eu senti ao ver um blockbuster ser construido tão dignamente, o que é cada vez mais raro hoje em dia. E tudo isso a partir da mente criativa de Christopher Nolan, a quem eu já havia me apaixonado de vez depois do último Batman, The Dark Knight (que pra mim empata com esse aqui hein? Se não, chega perto…).

Ficção, realidade, um mundo de arquitetos e ladrões dos sonhos e a idéia de manipulação dos  proposta pelo diretor no filme é simplesmente sensacional. Sabe quando vc tem um sonho, com um cenário familiar, mas que é totalmente diferente do cenário real? Bom, comigo acontece quase sempre e talvez eu tenha alguém trabalhando nos meus sonhos e nem saiba neam? rs

E como trata-se de um mundo de sonhos, as possibilidades são infinitas em termos criativos e quando essa responsabilidade esta nas mãos de um diretor tão habilidoso quanto Nolan, só podemos esperar coisa boa pela frente. Se em “Insomnia”, “Memmento” e o próprio “The Dark Knight” nós já tivemos diferentes formas e perspectivas para se contar uma história, em “Inception”, o diretor atinge o nível ainda acima da sua criatividade, contando essa história de uma forma única, complexa e acima de tudo compreensível.

Leonardo DiCaprio, que pode não ser mais aquele galã de antes e que talvez a perda do título tenha melhorado ainda mais a sua qualidade como ator, vive Dom Cobb, que é quem  lidera a equipe de ladrões dos sonhos de forma perturbadora, um homem em conflito (a beira da loucura na verdade), quase se perdendo completamente entre a realidade e a fantasia. E a representante dessa loucura fica por conta da sempre sensacional Marrion Cottilard e a sua enlouquecida Mal, que ainda ganha uma referência explicita ao seu personagem mais conhecido até hoje, Piaff, tendo o seu hino um papel fundamental para o desenrolar dessa história. (e para o título desse post)

As cenas entre as camadas dos sonhos (e são várias) são maravilhosas. Me lembro de ter visto ao trailer pela primeira vez já tem algum tempo, com aquela cidade sendo  literalmente “enrolada” diante dos meus olhos e ter ficado de cara, tipo: UOW!  Logo, depois de ter visto o resultado final do trabalho do diretor + direção de arte eu relamente me dei conta de que essa seria mais uma daquelas cenas inesquecíveis do cinema e que certamente seria referência para as produções futuras. Um novo clássico, uma nova linguagem, um novo fundamento, uma nova referência.

Algo novo, vcs tem idéia de como isso deve ser difícil de se fazer hoje em dia?

O gênero me agrada é claro, gosto de mind games e filmes que te fazem pensar, mas o que eu gostei mesmo em “Inception” foi que a história, que aparentemente é meio absurda, é tão bem contada que no final de tudo vc consegue entender perfeitamente do que eles estão falando. Até me senti bem inteligente depois disso, rs

Entre as minhas cenas preferidas (e acredito que da maioria que tenha visto o filme) estão as que utilizam o recurso de gravidade zero e que são sensacionais, com uma beleza absurda! A minha preferida é aquela com Joseph Gordon-Levitt e a luta maravileeeandra em meio ao corredor do hotel, enquanto ele tenta colocar os seus parceiros para despertar. Cena linda, lindamente coreografada, que deve ter sido irritantemente difícil de ser feita, porém divertidíssima para quem a fez, eu suponho.

Ellen Page não tem tanto destaque no filme,  mas é dela o cargo de grande arquiteta dos sonhos, a quem cabe tentar trazer de volta para a realidade o personagem de DiCaprio.

Gostei muito do trabalho dos coadjuvantes, principalmente do Tom Hardy (Eames) que é uma espécie de ator e meio que o 007 da turma. Cool! Aliás, as cenas na neve forma meio que uma referência aos clássicos de James Bond hein? Seria esse um desejo secreto de Christopher Nolan? O de dirigir um filme da franquia 007? Hmm mm, fikdik

E uma bela homenagem ao impagável “Joker” foi feita em um dos posters de “Inception”, o que eu achei muito digno da parte da direção de arte do filme. Cool!

No final de tudo, vc percebe que a idéia é muito mais simples do que vc imaginava e que a complexidade esta na forma com que ela é contada e as suas diferentes camadas, onde o universo dos sonhos funciona muito bem para essa dinâmica. Eu diria que o resultado final  é no mínimo surpreendente!

Há quem ainda tenha dúvidas do final do filme: afinal, chegamos a realidade ou tudo não se passava de um sonho?

Será que ficamos presos no limbo? Ainda estamos presos no elevador? O pião parou ou não de rodar? (quem ficou no cinema durante os créditos sabe a resposta hein?)

OW NO!

Filme excelente para se assistir no cinema e ficar emocionado com uma mente absurdamente criativa que é a de Christopher Nolan, que só confirma a cada novo trabalho o seu título de um dos maiores diretores de sua geração. Clap Clap Clap!

ps: e eu fico ansioso mil para o seu lançamento em DVD e os extras que eu espero que nos conte tudo sobre a mágica que assistimos no filme.

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3 Respostas to “Non, Je Ne Regrette Rien”

  1. Mônica Says:

    Fiquei boquiaberta nas cenas do Joseph Gordon-Levitt em gravidade zero. Lindas demais!
    Saí do filme encantada com tudo e amei os infográficos que encontrei nos blogs e tumblrs da vida. Um link legal com uma coleçãozinha deles:
    http://www.oesquema.com.br/urbe/2010/08/07/os-memes-de-inception-spoilers-no-final.htm
    Ah, e amo que Leo (meu ídolo-mor na adolescência! hihi) vem escolhendo filmes cada vez mais legais pra fazer. Eu super torço pra ele ganhar um Oscar.
    Beijo!

    • Essy Says:

      São muito boas mesmo e certamente vão virar referência daqui pra frente. Adoro ver coisa nova, experimental, acho uma delícia.
      Os infográficos são incríveis tmbm, já tinha visto alguns quando procurei a imagem para o post.
      E o Leo é querido por mim desde “Diário de um Adolescente”, filme que eu achei o DVD perdido por ai um dia desses mas nem comprei. Vou até colocar um post agora aqui no meu pc para me lembrar de compra-lo.
      Tmbm acho que ele merece um Oscar e eu sei que mesmo ele torcendo o nariz para a Academia e ela tmbm para ele, cedo ou tarde há de acontecer neam?
      E se for por um dos filmes do Scorcese será melhor ainda!
      Smacks!

  2. E agora, a 2ª edição do The Modern Guilt Awards 2010 « The Modern Guilt Says:

    […] que talvez tenha sido o meu maior post na história do Guilt. Tivemos tmbm o sensacional Inception, que deu um nó em nossas cabeças com todas as suas camadas. E Toy Story 3, que me fez chorar […]

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