Fringe, uma série bem da genial

E por genial eu posso resumir dizendo apenas um nome: Walter Bishop!

Sério, eu acho que já provei para vcs que pelo menos de séries de tv eu entendo não? Pois bem, achei Fringe sensacional!

Quando Fringe apareceu em meados de 2008 eu decidi ignora-la, fatão! Mesmo tendo a assinatura do J.J. Abrams, mesmo tendo como divulgação essas imagens enigmáticas que eu achei bem maravileeeandras na época do lançamento, eu decidi mesmo assim ignora-la. Isso porque a essa altura nós ainda estavamos com os olhos grudados em Lost e eu não precisava de mais uma série para me fazer enlouquecer com teorias mil e devido aos spoillers eu já previa que isso tmbm aconteceria em Fringe.

E antes eu tivesse voltado toda a minha atenção para o Walter, do que ter prestado tanta atenção no Jacob e suas teorias furadas da ilha da cachoeira mágica e dourada. Humpf!

Até que Lost terminou esse ano (e nada bem na minha opnião…) e eu fiquei carente de uma série que mexesse com a minha cabeça como Lost fez nos tempos de glória do seu começo. Me apeguei a Breaking Bad, Mad Men, que são sensacionais e eu tmbm recomendo e já disse isso por aqui mais de uma vez até. Mas um buraco na minha agenda televisiva ainda pedia por algo mais misterioso, mais intrigante. Foi quando eu encomendei do Paolo Torrento os episódios de Fringe. Sábia decisão!

Comecei a assistir a série me achando completamente burro e tapado diante de toda a genialidade do Walter e o seu filho tradutor da sua mente exótica, o Pacey! (sorry Joshua Jackson, mas vc é e sempre será o Pacey pra mim). Tanto conhecimento, tanta ciência, que coisa boa não?  E isso me agradou muito, fato. Tudo isso porque eles explicam por meio da ciência todos os fatos exóticos e absurdos que acontecem em cada episódio da série. Mas é claro que trata-se de ficção neam? Então, não se animem no laboratório crianças… (mentira, se animem sim e criem uma máquina de teletransporter pelo amor de Cher!)

E isso me fez lembrar de uma pequena passagem da minha vida, se vcs me permitem mais uma das minhas histórias Guilt:

A de Anta

Além de matemática, eu sempre gostei muito de ciências tmbm. Me lembro no colégio, uma prova temida de Biologia, sobre “ervilhas”, que a professora (mais temida ainda) fez questão de imprimir em verde, por pura apologia ao terrorismo estudantil, rs.

Super complicada, era a última prova do ano e a pior de todas. Terminei aflito e convencido que teria me ferrado completamente na prova. Na semana seguinte, no dia em que sairia o resultado, já fui preparado até a escola para estudar para a recuperação, com todos os meus livros e anotações em mãos.

Foi quando a tal professora (Sandra!), me barrou na porta da sala e perguntou: o que vc esta fazendo aqui meu rapaz?

Respondi que estava lá pq achava que a minha nota teria sido baixa na prova e blah blah blah, quando a professora sorriu, entregou os resultados de todos os alunos, menos o meu e disse que tinha mandado emoldurar a minha prova porque eu tinha sido o único aluno na sua vida que tinha tirado nota máxima na sua prova (A+!). Detalhe, a professora era toda metida a comediante e escreveu ao lado do meu “A” a palavra “Anta”. Euri!

 

Anyway, continuando o assunto Fringe, do outro lado, do lado da lei, temos a policial ala Kate Marrone metida a durona, a agente Olivia Dunham, que desde o começo eu desconfiava que ela estava sempre na pista certa com muita facilidade. Para minha grata surpresa, ao decorrer da série tudo é  explicado e vc passa a entender o porque dela estar sempre no caminho certo e ai tudo passa a fazer mais sentido. Muito bem!

E isso é o que diferencia Fringe das demais séries do gênero, as coisas são explicadas, sendo satisfatória ou não as suas respostas, nada fica sem ser respondido. Como é bom ter respostas não? Alô, produtores de Lost? Argh!

Melhor do que isso é que os mitos que existem em Fringe são ainda mais absurdos do que tivemos em Lost por exemplo e mesmo assim, vc não precisa ficar ansioso por respostas, pq na hora certa elas virão, pode confiar!

Sem contar que tudo na série é muito bem cuidado, coisa phina e bonita de se ver, começando por aquela tipografia que eles utilizam para demonstrar onde estão, geograficamente falando. Cool! Tem o caso do episódio, que tem começo, meio e fim e que geralmente avança o telespectador a um passo a frente na investigação maior que é a grande temática da série. Os casos do “Padrão” e o universo paralelo…aqui sim um universo paralelo que me parece digno (digo isso pq terminei apenas a Season 1 e acabamos de chegar do outro lado, tenso…)

Agora, John Noble na pele do Dr Walter Bishop sempre rouba a cena, fatão! O cara é simplesmente sensacional! Além da mente brilhante por trás de um cientista maluco e desmemoriado, ele ainda carrega um humor inocente, que é uma delícia. “Olha, acabo de ter uma ereção!”  diz Walter, em um dos seus momentos de sinceridade inocente e eu, como telespectador ro-lei. Estou muito apegado ao Walter, confesso, queria tê-lo como  meu mentor (e por isso me lembrei da professora Sandra de biologia. Smacks querida!)

E o fato do seu personagem ter passado anos em uma clínica para pacientes mentais, ser  um homem que tem um conhecimento fora do comum e com o detalhe de ter perdido a memória, eu sinceramente acho genial!

Peter tmbm esta ótimo (o Pacey, ou o Joshua Jackson, rs), sempre com um comentário sarcástico sobre os hábitos nada convencionais do seu pai e é outro que tem um QI altíssimo, o que talvez ainda se explique ao longo das próximas temporadas. Mas talvez seja pura genética boa mesmo, rs

Ele tmbm apresenta um figurino cool, o mais legal da série (coisa que não é o forte do J.J.), com peças clássicas, bem cortadas e mais ajustadas ao corpo. E  a série ainda ganha uma tentativa de trilha bacana a partir da metade da temporada. Só eu achei bem cool a cena do strip club com a Olivia dando o seu beijo lez ao som de Lady Gaga? Moderno não?

Para apontar um defeito na série, que eu sinceramente achei quase perfeita e talvez seja o trabalho mais coerente do J.J., eu diria que eles não são muito bons no quesito suspense. Digo isso porque logo de cara eu percebi quem eram os vilões da trama, assim como a história do Peter e aquela cena final que tinha tudo para ser mais impactante, com Walter no cemitério e pra mim pelo menos não foi. De alguma forma eu senti que tudo aquilo já havia sido dito no episódio, como se eles deixassem escapar esse pequenos detalhes que fazem toda a diferença quando falamos de “suspense”. Por exemplo, vc começa a entender o que esta acontecendo com Olivia porque tudo é explicado de uma forma ou de outra, vc sabe quem é o bad guy e sabe o que ela deve fazer. E com isso, é só ficar esperando para que ela cumpra a sua missão.

Confesso tmbm que no começo da temporada eu achei os casos mais apavorantes, fiquei impressionados com vários deles (pra falar a verdade, com medo!). Do meio para o final, tudo vai ficando com menos cara de “terror” e vai se tornando mais “leve” eu diria. Mesmo assim, a qualidade dos efeitos e a fotografia da série é muito superior ao que estamos acostumados a ver na tv, com episódios muito bem cuidados. Clap Clap Clap produçán!

Gosto muito da Olivia, mas acho ela meio fodona demais. Espero ve-la um pouco menos competente, acho que posso assim dizer. E já ouvi spoillers sobre um lado negro da sua força. Veremos!

Acabei agora a Season 1 e já vou começar a ver a Season 2 na sequência para conseguir acompanhar depois os episódios da Season 3 junto com a tv americana. Dizem inclusive que a série esta meio fraca de audiência e talvez essa seja sua última temporada. Não sei se o  padrão de qualidade se repete nas demais temporadas como foi na primeira, mas se for assim, espero que tenhamos uma final digno e nada parecido com Lost. Que a ciência leve a melhor, pelo menos dessa vez vai?

Bem, até aqui, Fringe atendeu ao meu pedido de “chega do homem de fé” sempre levar a melhor no final das contas e pelo menos aqui, parece mesmo que  eles apostam muito mais no homem da ciência. Well Done!

Para finalizar, eu queria dizer que é sempre um prazer sem tamanho ver o Sr Leonard Nimoy ( o Spock de Star Trek original) na tv novamente, mesmo que seja nos últimos segundos do último episódio da temporada. E eu bem lerdo já sabia que ele faria parte do “elenco” da série de alguma forma, até dei essa notícia aqui no Guilt, mas nem me lembrava disso até que, para minha surpresa ele apareceu e eu dei um pulo da cadeira e fiz o sinal clássico do seu personagem em Star Trek na mesma hora (o meu preferido ever!). Live long and prosper!

Série que merece ir para a minha prateleira especial, fatão!

 

ps: adorei o fato deles terem feito piada com o tema Star Trek + Spock em um dos episódios, gostei do bom humor.

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4 Respostas to “Fringe, uma série bem da genial”

  1. maria jose da silva Says:

    Eu amo Fringe e assisto todos os epsodios desde o começo, sou fanzaça do genero. Estava tristinha com o sumiço do Peter, que ficou preso entre os dois mundos; ainda bem que por artes e demonios ele conseguiu voltar ao mundo real…da série né.Agora quero vercomo ele vai convencer o pessoal que ele esteve aqui e que foi apagado do dia -a-dia deles, menos é claro da memoria tão confusa e especial do Walter e o amor perdido,talvez sonhado da Olivia. Engraçado a mesma pessoa ser as duas Olivias e eu como todos adoro “a nossa Olivia” Será que tem um livro Fringe?Bem que gostaria de ver nas prateleiras das nossas livrarias.O que falta para Fringe ser um sucesso tremendo é mais propaganda…porque esta parecendo coisas ocultas que só os mais entendidos percebem desde o começo, ou demoram um pouquinho quando cai a ficha. Não escrevo tão bem como voce, mas achei uma delicia ler teu texto.
    Zezé

    • Essy Says:

      Thnks!
      Acho que já deve ter saído algum livro sim aproveitando o sucesso da série, mas confesso que eu nunca procurei nada sobre.
      Fringe é atualmente uma das minhas séries preferidas. Não comecei assistir desde o começo, mas assim que eu comecei a minha maratona foi amor a primeira vista.
      E AMO a história entre o Walter e o Peter. AMO!
      Assim como vc,fiquei imaginando como Peter faria para provar que ele é quem ele realmente é em um universo onde ele não existiu, mas não sei se vc assistiu ao episódio da semana passada (4×06 And Those We Left Behind), que mudou tudo e agora a questão é outra, muito mais bacana até.
      Já até escrevi sobre o assunto e daqui a pouco entra o post sobre a revelação bombástica desse ep.

      E de novo, obrigado pelos elogios foufos.
      Smacks

  2. A temporada âmbar de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] das outras três temporadas anteriores (Season 1, Season 2 e Season 3), dessa vez, tivemos um período recheado de dúvidas e incertezas dentro do […]

  3. A temporada de despedida de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] forma como Fringe conseguiu se reinventar e se renovar ao longo dessas cinco temporadas (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4) foi realmente absurda, quase que inacreditável. Sua dinâmica foi […]

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