Segundo Woody Allen, tudo pode dar certo

Bom, não é exatamente isso que ele quis dizer na verdade com o título do filme, mas isso é culpa da tradução dos títulos, o que eu sou bem contra. Seria algo mais como “o que funcionar”, mais ou menos por ai.

Amargo, falastrão e delicioso. Woody Allen retorna a NY para nos presentear com mais um dos seus personagens no divertido “Whatever Works”, que certamente carrega um pouco dele mesmo.

Dessa vez temos Larry David, a mente responsável por Seinfeld e atualmente por Curb Your Enthusiasm, essa segunda eu confesso que até mereceu algumas das minha risadas, agora de Seinfeld eu nunca fui fã. Nunca achei graça e nunca enxerguei a tal da genialidade da série. Talvez eu seja burro, talvez eu tenha um gosto mais refinado para comédia, não sei…

Outro fato é que Larry não é o melhor ator do mundo, acho ele muito melhor escrevendo do que atuando (sem dúvidas!), mas para a minha grata surpresa,  não é que ele funciona muito bem na pele do Boris, o personagem central dessa comédia? Talvez por ele e Allen terem características muito parecidas.

E a comédia é deliciosa, com diálogos francos que são vomitados diretamente na cara do telespectador (ew, isso ficou meio nojento não?), tirando sarro de tudo,  da religião, da burrice, do conformismo. E o seu personagem conversa direto com a audiência em alguns momentos do filme, algo bastante divertido. O que são as broncas que ele da nas crianças enquanto as ensina a jogar xadrez? Sem contar a cena com ele correndo em direção a janela, em sua tentativa de suicídio. Ro-lei

E piada sobre Deus ser decorador foi a melhor ever! Bati até palmas. Clap Clap Clap!

O humor é peculiar, totalmente “Woddy Allen”, que é um gênio e que tem aquele humor politicamente incorreto, humor esse que eu tanto gosto e sinto cada vez mais falta no cinema, fatão!

Como sua coadjuvante no filme temos Evan Rachel Wood, mas eu confesso que achei o seu personagem um tanto quanto “exagerado”, mas foi divertido vê-la experimentando uma vida um tanto mais inteligente e  bem menos mediócre intelectualmente. Mas não gosto muito desse tipo dele, que humilha quem não tem o mesmo nível do seu conhecimento. Isso eu acho sinônimo de burrice, por mais irônico que possa parecer.

E ela ainda ganha a companhia do Henry Cavill durante o filme. Höy!

Agora, quem roubou a cena foi aquela mãe, não? Divertidíssima a personagem Marietta (Patricia Clarkson) implicando com o novo marido bem mais velho de sua filha, tramando para que a jovem descubra um novo amor que ela acha mais “compatível” a idade da filha. E o mais divertido de tudo isso é vê-la se descobrindo como artista em NY, experimentando coisas mil. Coisas que talvez ela nem imaginasse no passado em sua vida simples no interior.

O filme ainda deixa uma lição, algo que me fez pensar…

O amor não é lógico

E realmente não é neam? Quando tudo parece fazer muito sentido, ou parece perfeito demais, talvez algo esteja errado, fikdik. E não é que eu sempre gostei mais do improvável? Talvez por isso essa teoria tenha feito tanto sentido pra mim, afinal, nunca gostei de nada muito previsível.

No final temos uma excelente opção de comédia romântica, com a assinatura do Woody Allen, o que já é uma grande garantia de coisa boa, não?

Vale uma barra de chocolate grande + nachos

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