Fringe, a série por trás de uma mente brilhante

Antes de mais nada, eu novamente me arrisco em dizer que Fringe é o trabalho mais completo e quase perfeito de J.J. Adams (sorry Alias, Felicity, Lost who?)

Depois de mais uma maratona (que cada vez ficam mais longas pela falta de tempo), cheguei ao final da Season 2 da série e o que mais se passa pela minha cabeça quando eu penso em Fringe é: puta série boa hein?

Coisa phina, fico só pensando nos custos de toda aquela produção. Mas isso não é problema meu, rs

Durante a Season 1, começamos a entender que aqueles casos exóticos que apareciam em cada episódio, faziam parte de algo maior que ainda iríamos descobrir. Ao final da temporada, descobrimos uma nova possibilidade, um novo universo, o tal universo paralelo de Fringe.

Em vermelho ele se abriu diante de nossos olhos pela primeira vez, tendo Olivia com sua visitante. A vista era a da cidade de NY, porém com algumas alterações. Sensacional!

Durante o começo da Season 2 vimos Olivia ainda presa nesse outro universo, tentando entender um pouco mais das suas habilidades por meio do seu encontro com William Bell, resultado dos experimentos do Walter. Afinal, o que estaria ele (Walter) querendo com tudo aquilo?

Walter diz que ele esperava criar um mundo melhor, mas talvez não tenha pensado direito nas consequências de onde a sua mente brilhante poderia leva-lo e consequentemente, levar a todos nós.

Pausa para lembrar da cena em que Olivia volta do universo paralelo, voando contra o vidro de um carro (de dentro para fora) que estava sendo investigado por um acidente de trânsito. E detalhe, segundos antes o carro estava vazio. Me-do!

Depois veio o drama da Olivia em tentar se lembrar das coisas, manca e meio perdida… hmm mmm, com isso eu achei que a temporada ficou meio lenta demais, fato. Precisava de uma temporada inteira para voltar ao universo paralelo? Poxa vida hein? E foi assim durante metade dela, pelo menos…

Tudo bem que a Olivia estava em crise, tentando entender e se recuperar de sua volta ao seu universo, mas mesmo com todas as justificativas para isso eu achei bem devagar.

Mas o melhor de tudo isso, é que mesmo que seja lenta essa trajetória entre o entendimento dos personagens até a exploração de novos cenários (como no universo paralelo por ex), o melhor é que parece que desde o princípio os caras pensaram exatamente onde a história poderia chegar, ou talvez até onde eles queriam nos levar. Isso aparece no roteiros, na forma com que ele nos apresentam a história e tmbm na relação entre tudo que acontece em cada episódio (os casos exóticos)  com a trama central da história.

O que tmbm eu acho admirável em Fringe é a coragem que eles tem em se arriscar e durante essa Season 2, pelo menos em 2 eps isso ficou bem claro. Tivemos um sensacional episódio de flashback, que se passou no ano de 1985 e que foi o episódio responsável por esclarecer a história de Peter, que é o grande mistério da vez (durante a Season 1 esse mistério ficou por conta da Olivia). E que história hein? E o segundo episódio arriscado dessa temporada foi o episódio com a “viagem” do Walter, divertido mil.

Walter de volta ao passado, no ano de 1985,  atravessando o universo para levar a cura ao seu filho do outro universo, em uma tentativa quase  que de salvar pelo menos uma das possibilidades de vida do seu filho (já que o seu filho do universo real já havia morrido e o do universo paralelo ainda tinha alguma chance de vida). E a pergunta que não quer calar: quem não teria feito o mesmo? Hein?

Mesmo não tendo sido essa a intenção inicial das atitudes de Walter, seria quase impossível  aquele pai devolver a segunda chance de viver ao lado do seu filho…dra-ma. Sinceramente eu não sei o que eu faria… Mas foi um crime tmbm e é claro que teria consequências, só acho que nem ele e nem nós como telespectadores conseguimos imaginar quais. E a cena em que a Olivia percebe o “brilho” do Peter, indicando que ele pertence ao outro universo, por mais que eu já até esperasse, foi algo emocionante.

Depois desse episódio sensacional do flashback, que ainda contou com uma abertura como se tivesse sido feita naquela época (1985), tivemos o episódio no qual Walter precisa contar a verdade para Peter e o meio escolhido por ele foi uma carta. Esse não fez parte dos episódios corajosos de Fringe, mas eu acho que vale a pena mencionar porque foi mesmo um episódio sensacional e  cheio de metáforas. Nele podemos observar Walter pela primeira vez admitindo que ele tmbm é um homem de fé, embora esse traço não apareça em sua personalidade (me-do da fé vencer a ciência como sempre, humpf!). Adorei como ele foi tão específico ao pedir um sinal para Deus, de que ele teria feito a coisa certa com Peter e mais tarde no mesmo episódio, por meio da ciência  e de suas invenções, ele ter finalmente recebido a sua tulipa branca como resposta. Na minha opinião, um dos melhores episódios de Fringe ever!

Walter Bishop, a mente brilhante por trás de Fringe,  mesmo com toda a sua parcela de culpa nessa história toda continua sendo o meu personagem preferido. A sua relação foufa mil com Astrid e a vaca Gene, a cumplicidade com sua parceira de laboratório é algo quase que de pai orgulhoso para filha prodígio. O que foi o episódio em que ele se perde em Chinatown e depois reaparece e descobre que ela foi ferida por “sua culpa”, hein? Leeeandro!

Agora, a história de amor em Fringe esta mesmo entre Walter e o seu filho Peter, não? Mesmo com todo o climão que rola entre Peter e Olivia (nem tanto assim tmbm), essa outra história de amor (um outro tipo de amor é claro) eu confesso que me atrai mais. E toda a carga dramática que os dois carregaram durante essa Season 2 só ajudou a nos deixar ainda mais envolvidos com a história desses dois. Quando Walter, quase já no final da temporada, recebeu a notícia de que seu filho havia partido sem deixar rastros, ver aquele homem desabar em apenas um olhar, foi algo que me deixou completamente emocionado. Clap Clap Clap John Noble!

No final da temporada tivemos uma sequência de episódios sensacionais e outro que eu gostaria de destacar com o segundo episódio corajoso da temporada, que foi o episódio do sonho psicotrópico do Walter (rs). Em forma de “musical”, com figurinos de época e um clima meio “Dick Tracy” no ar, o episódio 2×20 Brown Betty foi outro desses episódio corajosos, em que o J.J. mostra que não tem medo de se arriscar. E em forma de metáfora ele utiliza a personagem infantil da história como desculpa para que Walter (sempre ele!) crie uma história de ficção e fantasia (mas na mente de Walter, baseada na realidade é claro)  para entreter a menina enquanto sua tia (Olivia) procura por Peter.

O que foi o Walter cantando Tears For Fears? Ro-lei

Don’t take my heart, don’t break my heart

Don’t, don’t, don’t throw it away

Um episódio lindo, mesmo que para alguns possa até parecer meio sem sentido ou desnecessário, mas que na minha visão, da forma como foi cuidado, fez todo o sentido. E adorei a desculpa do Walter estar “colocado” para executar o episódio. Well done!

O fina da temporada nos levou de vez para o outro universo de vez, com os dirigíveis e a abertura em vermelho em um final de temporada dividido em duas partes. Tivemos tmbm a excelente dobradinha entre William Bell x Walter Bishop, que foi bem divertida. Adorei a mágoa do Walter se manifestando quando ele viu o seu ex parceiro de laboratório pela primeira vez em muitos anos e soltou um: noto que vc envelheceu, humpf! (euri)

Assim, conhecemos finalmente esse novo universo e observamos pela primeira vez as cópias de alguns personagens: a  Dark Olivia, de cabelos escuros e franja, que mesmo mantendo a pose de durona, em quase nada lembra a Olivia do outro universo. E o Walternativo, a versão dark side (pelo que eu entendi dos seu planos) do Walter. Descobrimos tmbm que desde o “sequestro” do Peter alguns acontecimentos catastróficos aconteceram nesse outro universo e parece que eles creditam todos essa culpa ao Walter, como consequência de seus atos. E o que são aquelas quarentenas? Me lembrei que durante a Season 1, rola um caso parecido, com aquele mesmo tipo de efeito que eles usaram para ilustrar a quarentena do outro universo, um dos meus casos preferidos visualmente (do episódio do ônibus), por isso adorei que ele tenha voltado para a série.  E ainda tivemos Peter de volta ao universo azul, mas será que ele vai perdoar o Walter?

Não ficou muito bem claro qual a verdadeira relação entre o que Walter fez com o que aconteceu de ruim no universo paralelo, mas eu preciso dizer que eu tenho medo do Walternativo e acho que ele esta mentindo, fatão!

Dizem que as viagens ao universo paralelo são constantes na Season 3 (que atualmente esta no ep 3×06), intercalando um episódio em azul (universo real) e o outro em vermelho (universo paralelo) durante a temporada, algo que eu achei interessante. Veremos o que vai dar…

Antes de iniciar a nova temporada, preciso dizer só para finalizar, que Fringe foi a série que melhor resolveu essa questão de universos paralelos até aqui. Tão bem cuidada, tão coerente, mesmo com tantos absurdos e coisas que nós não conseguimos entender. Falo isso só para poder dizer novamente:  Chupa Lost!

Etiquetas: , , , , , , , , ,

4 Respostas to “Fringe, a série por trás de uma mente brilhante”

  1. Pi Says:

    Estou fazendo pela 2º vez uma maratona da primeira temporada! Não dá pra ficar uma semana esperando sair um novo episódio! Fringe é coisa linda de dels!

    • Essy Says:

      Fringe merece mesmo várias maratonas. Comprei o box da Season 1 um dia desses e não vejo a hora de começar a rever (pretendo fazer isso quando acabar a Season 3).
      Mesmo estando sem tempo algum por esses dias, acabei assistindo pelo menos os extras do box, que são sensacionais!
      Fringe é coisa phina!

  2. A temporada âmbar de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] das outras três temporadas anteriores (Season 1, Season 2 e Season 3), dessa vez, tivemos um período recheado de dúvidas e incertezas dentro do universo de […]

  3. A temporada de despedida de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] forma como Fringe conseguiu se reinventar e se renovar ao longo dessas cinco temporadas (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4) foi realmente absurda, quase que inacreditável. Sua dinâmica foi modificada […]

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: