O dia do julgamento do Facebook (drop the “The”)

Um filme sobre egos inflados e a miss envy. Esses meninos e seus brinquedinhos… quer dizer que foi tudo por causa de uma menina? Graças a duas histórias de amor mal resolvidas e um pouco de inveja, ganhamos vida online, é isso? Bom, pelo menos é mais ou menos isso que vimos em “The Social Network”, novo trabalho do David Fincher, que tmbm é o homem por trás de “Seven” e “Fight Club”, que estão entre os meus filmes preferidos ever (especialmente “Fight Club”)

Confesso tmbm que se não fosse a força do nome do diretor, esse seria um filme que eu veria tardiamente, provavelmente em DVD, meses depois do seu lançamento. Mas como além do peso do nome do  diretor, o elenco ainda contava com 2 nomes que para mim são duas promessas de Hollywood atualmente:  o jovem Jesse Eisenberg, que me fez rir muito em “Zombieland” e o novo Spider Man, o jovem  Andrew Garfield (que já havia conquistado o meu coração em “Dr Parnassus”). Por esses motivos, achei que deveria dar uma chance ao filme e ver do que se tratava.

A história que é contada é sobre toda a genialidade e arrogância do jovem Mark Zuckerberg, a mente por trás do Facebook, ou pelo menos essa autoria é o que ele denfende durante o filme (rs). O que me incomoda no cinema é que sempre os grande gênios são retratados como alguém incapaz de conviver em sociedade. Seria essa uma regra para esse tipo de pessoa, ou apenas mais um estereótipo? Hmm mmm

Jovens mentes brilhantes, que conseguem criar códigos matemáticos absurdos e fórmulas impossíveis para uma pessoa comum resolver, mas que ao mesmo tempo não conseguem sobreviver 5 min em uma conversa solta na mesa de um bar. Seria essa a grande deficiência dos gênios? Seria essa incapacidade, a sua kryptonita?

Não sei, mas como no filme eles buscaram retratar uma pessoa real, talvez o tal Mark seja assim mesmo, inteligente e arrogante sentado no alto dos seus zilhões de bilhões e esperando o seu convite ser aceito pela garota que ele perdeu e no site que ele mesmo criou, muito por culpa da sua personalidade exótica. Se bem que, parando para pensar um pouco mais no assunto, conheço algumas mentes brilhantes que se encaixariam fácil nesse perfil tmbm.

Aquele diálogo inicial, com o termino do namoro e aquele jovem descont rolado, vomitando aquelas palavras em uma velocidade absurda e quase impossível de se acompanhar a legenda, foi uma das minhas cenas preferidas do filme. E eu tmbm teria levantado da mesa, com ódio dele é claro e talvez tivesse tmbm jogado um drink em sua cara. Mas esse sou eu, um nerd em fúria, rs (e tmbm pq eu sonho em jogar o drink na cara de alguém, rs)

O filme é basicamente sobre a briga por direitos autorais e intelectuais de quem realmente teria criado o Facebook. Pra mim, ficou bem claro que a idéia surgiu em algum momento nas mãos do Mark, mas que passou por várias outras mentes até se concretizar e chegar perto do que é hoje. Claro que ninguém imaginaria o sucesso que o Facebook viria a fazer em pouco tempo depois e é claro que após isso, todo mundo gostaria de ter a  sua fatia do bolo. Só não entendi o porque não dividir? Afinal, para quem tem 25 bilhões, que diferença faz 5 a menos, por exemplo? Hein?

Acho que a questão maior do filme esta nos egos inflados dessas mentes “geniais”, que com o tempo acabam se revelando nem tão geniais assim. Fora isso, a briga ente Mark e o personagem do Andrew Garfiled, o Eduardo do filme, me chamou muita atenção. Desde o começo do filme é possível perceber um certo “climão” no ar, uma inveja velada que em diversos momentos no filme é manifestada sutilmente por Mark. Uma amizade meio assim eu diria… (mais por parte do Mark)

E toda aquela atitude Harvard me irrita um pouco, sempre irritou na verdade. Seus clubes secretos onde é preciso sofrer algum tipo de “trote” para participar, uma espécie de seleção nada natural e injusta, algo recorrente nas universidades americanas. E por mais sedutora e quase poética que um clube secreto possa parecer, eu sempre acho meio ridículo e sempre identifico que os legais da turma não pertencem a nenhum desses tais grupos. E toda essa arrogância intelectual é demais para mim. Sempre gostei de pensar que quem é inteligente já sabe disso e não precisa ter que mostrar ou reafirmar isso o tempo todo. Esse tipo de atitude eu já acho burrice, além de boring!

O clima é de julgamento e as cenas do filme se confundem com a realidade em alguns momentos de diálogos continuo entre uma cena e outra, enquanto ambos envolvidos no processo dão o seu depoimento e afirmam a sua versão para o que aconteceu. E nessas horas, ambos atores conseguiram segurar muito bem as cenas em close dentro daquela sala de reunião, well done!

Lindas as cenas das provas de remo com os gêmeos, magoados por terem sua idéia roubada,  hein? Höy! Detalhe que eles na verdade são 1 só, o ator Armie Hammer, que já pegou a Serena em Gossip Girl em algum momento do passado da série (e quem não pegou? rs).

Ainda tivemos a participação mais do que especial do Justin Timberlake vivendo ninguém menos do que Sean Parker, o criador do Napster, que se vc não sabe, foi o grande responsável por essa reviravolta no mundo da música e no modo e toda a facilidade como todos nós compartilhamos música, ou qualquer outra coisa atualmente. Um tanto quanto canastrão, mas com um carisma inegável, o seu personagem é o grande responsável pelo “divórcio” entre os dois ex amigos (Mark e Eduardo), divórcio esse que levou ao processo.

No final, um acordo que garantiu o crédito a todas as partes a sua merecida ou não contribuição para o que conhecemos hoje como Facebook.

Agora uma verdade precisa ser dita: nada melhor do que um belo pé na bunda para fazer com que o mundo evolua, não?

O filme traz ainda algumas discussões sobre essa coragem que as pessoas passam a ter com a internet, onde não precisam colocar a sua cara para bater como na vida real e isso só reforça a “coragem” de alguns covardes (no filme, Mark tmbm é blogueiro, tisc tisc…).

Fato é que eu bem estava assistindo o jornal um dia desses e uma matéria falava sobre as relações de amor hoje em dia e como elas estão ligadas cada vez mais com as redes sociais. A matéria não era sobre arrumar um pretendente na internet (que é coisa da geração X e não Y) e sim, sobre a forma com que as pessoas convivem com a quantidade de informações e interligações entre as redes sociais de seus parceiros no dia a dia. A matéria falava tmbm do princípio dessa rede social, como quando foi dito no filme que  o Facebook foi criado em Harvard para fazer com que as pessoas não perdessem tempo com encontros furados e um simples “status” em sua página poderia facilitar tudo isso. Praticidade para uma boa booty call, neam? rs

Sabe quando aquela sua amiga muda o  status do seu perfil 3 vzs por dia? Então, tudo isso fazia parte da matéria onde foi dito muito do que eu penso em relação a tudo isso. Talvez eu escreva sobre o assunto em breve…

O saldo final do filme ainda é positivo, mas não achei dos melhores trabalhos de Fincher, sorry! Mas mesmo assim é bom saber um pouco da verdade disso tudo. Uma história recente e já tão importante da nossa sociedade.

Acho que vale a pena dizer tmbm, que mesmo tendo feito algo memorável ainda em seus 20 anos, Mark Zuckerberg, mesmo sendo o dono de uma das maiores e mais bem sucedidas redes sociais até o momento, no filme pelo menos fica bem claro que mesmo com todo isso ele continua sendo um garoto solitário. Bilhonário, mas solitário. E quem se importa? rs

E o meu perfil, o senhor Zuckerberg ainda não tem (por pura preguiça…). Chupa Zuckerberg!

Me add no Feice (rs)

ps: muito embora, o Guilt seja bem divulgado no Facebook quase que  todos os dias por meio dos meus leitores queridos. Zuckerberg devolve: Chupa Essy!

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2 Respostas to “O dia do julgamento do Facebook (drop the “The”)”

  1. Fernanda Says:

    To muito curiosa pra ver o que vai sair desse filme, lol.
    Also, vale pela idéia original…

    • Essy Says:

      Então, eu até que gostei do filme e também achei a idéia bem boa, só não acho um dos melhores trabalhos do diretor.
      Legal tmbm é ter uma história tão recente e já tão importante contada assim dignamente.
      E vale a pipoca, rs

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