James Franco e suas 127 horas

Uma aflição moderna. “127 Hours” é cimema moderno, conta uma história real e em um tempo real, afinal seria muito difícil suportar muito mais do que os 127 minutos propostos pelo diretor no filme. Mesmo se for ao lado do James Franco e toda a sua magia. Höy!

Com uma fotografia de tirar o fôlego de qualquer um, em uma região montanhosa de Utah temos James Franco emprestando todo o seu carisma para esse personagem de forma ímpar. Depois de ter visto o filme, entendi completamente a sua indicação para o Oscar desse ano, não que eu não confiasse em seu talento como ator, mas é sempre bom garantir um fundamento. E seria impossível fazer esse filme com um ator mediocre no elenco, ou com pouco talento (o que não é o caso do James, é claro!)por mais curto que ele seja, com certeza não seria possível.

E haja talento, porque aguentar uma câmera em clos, quase o tempo todo, definitivamente não é para qualquer um não. Aliás, achei que essa é uma certa tendencia para os filmes lançados ultimamente no cinema, como também é o caso de “The King’s Speech”, onde também passamos boa parte do filme em close com o protagonista. Fikdik diretores modernos, rs

O filme é muito mais do que apenas uma história de sobrevivência, ou sobre o acidente em si. Funciona mais como um exercício de reflexão do personagem, sobre passagens importantes da sua vida, amor, pessoas importantes para ele e aqueles momentos que todos nós gostamos de lembrar. É bom também para valorizar coisas simples que só quando a gente perde ou não pode mais ter/fazer é que sentimos falta (Zzzz). Ahhh, aquele Gatorade gelado que ele esqueceu no carro, hein? rs

A visão do diretor Danny Boyle é bem moderna, a câmera presa na bicicleta, a tela dividida em tres partes em alguns momentos, revelando diferentes fotografias e uma edição brilhante. Um olhar jovem, moderno, gostoso de se ver. Achei realmente o ponto alto do filme, além da atuação do James Franco é claro.

Como a história do longa fala das 127 horas em que aquele jovem ficou preso entre uma fresta da montanha, com uma pedra presa em seu braço impossibilitando a sua saída daquele lugar, a sensação de aflição vai aos poucos se tornando constante, conforme essa história vai nos sendo contada.

Confesso que fiquei um pouco com falta de ar, só de me imaginar naquela situação. Jamais teria sobrevivido a aquelas 127 horas, tenho certeza disso. E que idéia também neam? Tudo bem que o visual do lugar é sensacional e justamente nessas “rachaduras” da montanha é que poderiam estar escondidos os detalhes mais bonitos daquele lugar, mas precisava escolher o caminho mais difícil?

Precisava, lembra um amigo meu, afinal, essa é a motivação de quem gosta de esporte de aventura.

Aquela cena do começo do filme, com ele e as duas garotas “andando” naquela abismo foi exatamnete quando começou a me dar falta de ar. Imagina se eu faria uma coisa dessas? Mas nem com aquela recompensa de tirar o fôlego no final. Nem acompanhado do próprio James Franco. Sorry!

Se bem que, me lembrei de uma passagem na minha vida, na minha versão Essy aventureiro Woo-hoo!.

Pausa para um momento: Historeeenha Guilt

 

Essy lobinho


Fui de férias viajar para o Rio, ainda adolescente e eu e meus amigos nos arriscamos sem a menor preparação (ou equipamento) em uma volta em torno de uma montanha gigantesca, em uma praia maravileeeandra.

Um drama, muito bicho, natureza para todo lado (euri) e a todo momento o risco de sair rolando montanha abaixo. Mas chegamos todos vivos e inteiros até o lugar prometido, observamos a vista (que era linda mais era só aquilo também, rs) e chegoiu a hora de pensar em voltar.

Na volta, vencido pelo cansaço e morrendo de medo de ter que passar por tudo aquilo de novo, resolvi ir nadando (onde eu mando muito bem, obrigatô! rs). Gritei para uns mergulhadores que estavam lá embaixo: Tem pedra? Dá para pular? E logo após resposta positiva ao meu impuslo, mergulhei naquele mar lindo da Região dos Lagos e fui nadando até a beira da praia.

E não era perto não viu? Se fosse nas Olimpiadas, eu acho que eu ganharia uma medalha até, rs. Ufa! Cheguei vivo e esbaforido a beira do mar.

Agora me pergunta se eu faria isso de novo? Mas nem por um cacete!

 

Enfim, voltando ao filme, para mim, só ficou insuportável assistir aquela cena interminável e detalhada de automutilação. Tudo bem que ela não aparece de graça e quando vc começa a assistir ao filme é possível prever que aquele seria o único caminho para sair daquela situação, mas precisava ter esse olhar tão de perto? Achei realmente aflitivo, levando em conta que automutilação é uma das coisas que eu tenho mais medo nessa vida.

O filme é inteiro do James Franco, que me pareceu maduro o suficiente para encarar esse papel. Do drama a comédia ele vai brincando muito bem interagindo com ele mesmo, alguns objetos e a pedra, garantindo as mais diversas reações do telespectador. Cool!

Em alguns momentos no filme, acabei lembrando de “Into The Wild” e aquele final me levou de volta ao season finale de The Big C. Mas senti que foi apenas uma coincidência, por isso não vou condenar.

De fato é preciso ter alguma coragem para assistir a “127 Hous”, mas também não precisa ser uma pessoa com o coração gelado (Care Bears Feelings) ou um super aventureiro para aguentar até o fim, mesmo porque passa bem rápido. Só não recomendo para as pessoas com sindrome do pânico ou que sofram de alguma fobia em lugares pequenos e abafados (se bem que a fenda é bem grande)

Para terminar, James, vc conquistou de vez o meu coração: Clap Clap Clap!

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