Angles, The Strokes – Mas será que todos os ângulos desses meninos são bons mesmo?

O mais do que aguardado 4º álbum de estúdio dos Strokes vazou antes (como quase sempre acontece), no Domingo e é claro que eu pedi para o Paolo Torrento trazer pra mim.

Fiz 3 audições. A primeira tomado pela ansiedade de ouvir algo novo de uma das minhas bandas preferidas, depois de uma espera de 5 longos anos. Ufa!

A segunda com mais calma, tentando perceber melhor a proposta. Hmm mmm

E a terceira hoje, só para confirmar as minhas impressões. É, é isso mesmo…

O álbum foi composto pelos 5, separadamente, em uma tentativa de ampliar o ângulo de cada um deles como indivíduo e é bem nitida essa sonoridade de cada um deles, que chega a soar como um desencontro ao ouvir Anlges pela primeira vez. Não que isso seja totalmente ruim, mas parece desencontrado.

Esse som mais distorcido e as vzs desencontrado me incomoda, não é exatamente o tipo de música que eu gosto de ouvir. Juro que quando eu ouvi o álbum pela primeira vez eu pensei: talvez essa seja apenas uma versão micada, que eles mesmo liberaram só para fazer uma graça.  Mas fui procurar e descobri que não, que a proposta era essa mesmo, uma proposta meio assim, exótica.

Julian experimentando novas possibilidades no vocal, brincando e vc já pode perceber isso logo de cara com o primeiro single “Under Cover Of Darkness” que saiu a pouco. E assim ele brinca também em faixas como “Machu Pichu” por exemplo.

Acho uma pena os outros meninos da banda terem trancado o Julian em um estúdio separado, evitando que ele se envolvesse tanto com o processo criativo do novo som da banda, talvez só para terem a chance de mostrar o seu trabalho também. Sempre achei que uma banda funciona melhor em conjunto, mas agora vc me responde: e quem consegue conter os egos dessa gente toda? Bom, isso já não é problema meu.

Existe uma sonoridade, ou pelo menos uma vontade, do álbum solo ou projetos paralelos de cada um deles. Até uns acordes de bossa nova moderna vc consegue achar em “Call Me Back”, certamente influenciado pela alma carioca do Fabrizio Moretti (que é o Stroke que eu abracei e ganhei um beijeeenho no rosto, tsá? Nunca vou cansar de dizer isso) e a sua outra banda, a Little Joy.  Na verdade, eu acho que eles poderiam ter olhado com mais carinho para o trabalho solo do Albert Hammond Jr”, que na minha opinião tem o melhor trabalho solo de todos eles, com os seus 2 cds, fikdik.

O álbum é quase que totalmente diferente dos demais, salvo algum resquício do passado em “Taken For A Fool” ou  “Gratisfaction”, certamente candidatas a hit por se aproximarem mais do que esperamos quando ouvimos Strokes.

Faixas como “You’re So Right” ou “Metabolism” foram demais pra mim, quase impossíveis. É, não deu!

A impressão que eu tive (e essa pode ser apenas a minha impressão) é que eles gravaram o álbum com uma certa pressa, mesmo com a pausa de 5 anos. Sabe prazo de gravadora, que fica no pé e vc já não tem mais como enrolar? Então, algo por ai. Como fã da banda desde o começo, eu recomnedaria para que o próximo cd depois de Angles fosse gravado de forma oldschool (e que isso aconteça logo!), buscando recuperar o fundamento da banda, sem nenhuma apologia ao saudosismo, mas que nesse caso provou ser mais interessante do que a confusa novidade.

Eu não sou do tipo de pessoa que torce o nariz para o diferente, para novas propostas ou tentativas e acho sempre bom quando uma banda de sucesso tenta ousar e trazer uma sonoridade nova. Isso desde que a nova proposta seja realmente boa, caso contrário acaba soando como um grande desencontro musical e os ângulos podem se revelar não tão bons assim.

Mudando um pouco de assunto, um dia desses eu acabei lendo em algum lugar (acho que era um texto da Erika Palmino) dizendo que a moda contemporânea precisava evolouir. Todas as décadas foram marcadas por grande estilos, 20’s, 30’s, 40’s, 50′, 60’s,70′, 80’s, 90’s, ai chegamos nos anos 2000 e a coisa deu uma estacionada e nada de novo apareceu.

Na minha opinião, evoluímos sim e isso aconteceu para a moda masculina com a chegada dos Strokes, tornando-os alguns dos responsáveis por isso. Tem meninos mais lindos do rock atualmente? Nos últimos, sei lá, 10 anos?  Tirando toda e qualquer boy band que agora toca rock, é claro (rs).

O estilo dos meninos dos Strokes foi marcante para a sua época, cabelos sujeeenhos, jeans skinny, a mistura de peças podreeenhas com peças de alfaiataria. Não que a proposta seja completamente nova e é possível enxergar  claramente algumas referêcnias de várias décadas passadas, em cada um deles, assim como referências de ídolos do passado, como os Ramones por exemplo. Mas acho que para a moda masculina, esses 5 meninos lindos tiveram a sua importância, pelo menos para a minha geração. Me lembro de ter visto o Julian e o Nick pela priemeira vez e ter pensado: quero ser assim!

Acho que o que marca a nossa moda atual é mesmo o híbrido e talvez seja por isso que vamos ser lembrados daqui uns anos, fikdik.

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10 Respostas to “Angles, The Strokes – Mas será que todos os ângulos desses meninos são bons mesmo?”

  1. Camila Says:

    Concordo.

    • Essy Says:

      Neam? Não sei se era porque a gente ficou esperando tanto por esse cd e ai as expectativas foram lá pra cima, que quando chegou acabei achando tudo meio assim…

  2. Bia Says:

    Eles não tem que provar mais nada. Eles não pediram expectativas. Poderiam ter criado um cd tão bom quanto o Is this it e mesmo assim ia ter gente pra reclamar.
    EU GOSTEI DE ANGLES.

    • Essy Says:

      Fazer um álbum novo e bom não necessáriamente significa que eles estariam provando algo para alguém e sim, estariam reforçando o que todo mundo já acha da banda.
      Vc gostou e EU ACHEI MEIO ASSIM (tmbm em caixa alta, para devolver a imponência). E ai? Quem esta certo?

      Resposta: Ninguém.

      Tudo é uma questão de interpretação, gosto pessoal, impressões, coisas que variam de pessoa para pessoa, não?

  3. Davi Gonçalves Says:

    Gostei do seu post. Faz um pouco de sentido. Confere o meu depois em http://davigoncalves.com/. Parabéns pelo blog 🙂

  4. tati Says:

    strokes é minha banda favorita,simplesmente sou apaixonada por eles mas mesmo assim sei dizer quando um trabalho não é bom,o que eu acho que não foi o caso,eu realmente curti as musicas mas eu entendo o fato do album não ter sido aceito por você e pela critica em geral,ele é realmente muito diferente e possui algumas musicas realmente fracas(gratisfaction,metabolism e call me back na minha opinião)mas ainda assim é um bom album é claro que ele está abaixo da qualidade comum dos strokes mas ainda assim muito acima da maioria das musicas lançadas atualmente
    ps: eu adoro you’re so right e olha que eu só leio coisas ruins sobre essa musica,como você disse é tudo questão de opinião 🙂
    ps²:AMO seu blog ele é engraçado,inteligente,informativo…enfim ele tem fundamento.
    ps³:em compensação eu não te amo,eu te invejo porque você fez o que eu sonho a muito tempo,conheceu e ainda beijou um dos strokes!!!!!!11!1!!!

    • Essy Says:

      É uma das minhas também e acho importante esse lado crítico vindo de quem realmente gosta da banda neam?
      Realmente não da para dizer que é ruim, afinal eles já provaram que são bons, só não conseguiram se superar com esse trabalho, o que eu acho uma pena depois de tanto tempo. Mas acontece…
      E o mais legal são as interpretações de cada um neam? Nem todo mundo gosta da mesma coisa, ou concorda em tudo, e eu acho isso ótimo, ainda mais quando a discórdia aparece assim em uma conversa solta e educada. Clap Clap Clap!

      Thnks pelo fundamento, rs
      Tomei um susto com o ” eu não te amo”, pq eu já achei que estava conquistando toda a sociedade a essa altura (euri), mas adorei o complemento, rs.
      Não lembro exatamente o que eu falei para ele, mas lembro perfeitamente do seu olhar, do sorriso (que me pareceu bem sincero) e de toda foufurice.
      Já disse e repito, essa história eu vou contar para os meus netos e vai ser mais legal ainda se a banda resistir até lá, nem que seja em holograma! (euri)
      Smacks!

  5. 5 bandas, álbuns ou artistas que vc deveria ter ouvido em 2011 « The Modern Guilt Says:

    […] aqui, delicias como o 21 da Adele ou Ceremonials da Florence and The Machine, ou também falar do novo dos Strokes ou sobre o otimismo foufo do novo álbum do Coldplay, mas esses nomes todos já ganharam toda a […]

  6. “One way trigger” significa que perdemos os Strokes? « The Modern Guilt Says:

    […] disse também no passado que “Angles” não é um dos melhores trabalhos dos Strokes, ou pelo menos, não soou assim para mim. (hábito […]

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