O Besouro Verde de Michel Gondry

Filme de herói antigo, clássico. Desde que foi anunciado o nome de Michel Gondry a frente da direção de “The Green Hornet” eu fiquei imaginando o que o diretor iria fazer com um filme como esse, tendo como tema principal um super herói em suas talentosas mãos. Fiquei curioso na verdade, imaginando que talvez pela primeira vez, um filme do tipo blockbuster de heróis famosos e queridos por todos nós nerds, teria a chance de ganhar um olhar mais interessante para a grandeza de sua produção. Hmm mmm

É claro que quem for assistir “The Green Hornet” esperando algo parecido com o que já vimos no cimema atual em relação a super heróis vai acabar se decepcionando, como parece ter sido a opnião da maioria da crítica. No meu caso, eu acho que cosegui enxergar o propósito do olhar do diretor para o filme, que parece olhar mais para o passado e tem aquele climão delicioso dos seriados antigos de tv, como o Batman, sabe? Não sou daquela época, obviamente, mas me lembro de assistir as reprises na tv, completamente fascinado com aquele universo tão diferente do que estamos acostumados no mesmo gênero.

Naquela época, o herói, além de ser o cara poderoso do pedaço, também carregava uma carga de humor, as vezes até ingênua e esse é o espirito de “The Green Hornet” e talvez esse pensamento justifique por exemplo o ator Seth Rogen como o próprio Besouro Verde, além de talvez o filme vir com a idéia de reverenciar a clássica série antiga do herói para a tv. E no longa, isso fica bem claro em diálogos sobre o quanto assustador é encontrar um homem de meia idade vestindo uma mascara, ou algo sobre capas e as calças super coladas da maioria dos heróis. (euri)

Nesse caso, o Besouro Verde em meio as suas tentativas fashion de prova de figurino ao som de “Icky Thump” do White Stripes, acaba escolhendo um terno alinhado, chapéu e mascara. E não tem spandex certo! rs

Seth é grandalhão, desengonçado, totalmente goofy e mesmo estando bem mais magro para o papel, ele não se encaixa no estereótipo de corpos perfeitos e musculosos de atores que interpretam heróis no cimema, nem de longe e isso eu já achei sensacional. Odeio escolhas óbvias… Só achei que talvez ele tenha exagerado um pouco demais no seu lado comediante, principalmente na entonação da voz, que tem aquele peso dark característico do Batman (de novo e o curiso é que o Green Hornet e seu fiel amigo Kato já apareceram na série antiga da morcegona) por exemplo, em contraponto com a voz forte do Shrek, rs. Sério, em alguns momentos do filme eu fiquei bem irritado com o exagero da voz dele de “ogro gritão”, rs.

E foi legal terem colocado o James Franco no início do filme, sendo atacado pelo vilão cafona da trama, interpretado pelo sensacional . Senti que esse papel do James no longa foi uma homenagem a Freaks And Geeks, série que eu revi ano passado e onde no elenco, ele tinha como um de seus melhores amigos o próprio Seth Rogens. Cool!

Uma pena eles não terem nenhuma cena juntos no longa, humpf!

E Michel deve ser mesmo um nerd dos nossos, porque além da possível homenagem a excelente série teen dos anos 90, tivemos também a participação mais do que especial do Almirante Adama de Battlestar Galactica (Edward James Olmos), fazendo uma ponta no longa. Cool!

Eu sou muito fã do trabalho do diretor Michel Gondry, AMO ou seus filmes, que circulam na minha own lista entre os meus filmes preferidos ever e tmbm AMO os clipes que ele dirigiu ao longo de sua carreira. E como fã do seu trabalho, achei sensacional ele ter usado um recurso tão característico de suas produções no filme, como na cena de luta, onde os carros aparecem em repetição, estendendo a imagem, uma referência ao clipe do White Stripes “The Hardest Button to Button” e tmbm do sensacional “Let Forever Be” do  Chemical Brothers. Cool!

Falando um pouco mais das cenas de luta, um outro ponto importante que eu reparei no filme, além das cenas maravileeeandras e coreografas de luta em slow motion, é que tivemos a participação do áudio como recurso importante da cena. A interferência do som, enquanto rolava a pancadaria das cenas era impressionante e o uso desse recurso, usado dessa forma, me pareceu algo novo no cinema hein? Achei bem bacana.

Muito bom tmbm a forma com que o diretor escolheu para destacar as armas, em meio a toda aquela ação, como se o herói tivesse mesmo aquela visão mais apurada dos inseto (o besouro), que enxerga por todos os ângulos e que praticamente isola os elementos do inimigo para iniciar o combate. Outra característica que remete ao passado no filme é a ausência de sangue, até mesmo nas cenas mais violentas. Ahhhh e eu achei o máximo aquela arma de gás paralisante. E como foi divertida foi aquela cena do protótipo da arma hein? Ro-lei

O filme tem aquela clássica história do menino rico que não quer saber de nada na vida, até que se encontra na situação de ter que cuidar do império da família por um motivo dramático qualquer. Dou outro lado temos o garoto pobre, extremamente inteligente e habilidoso , que juntos acabam funcionando perfeitamente como dupla, mas que separados não são ninguém.

E ainda temos uma “homenagem aos baristas no filme, bem cool. Sério, a primeira vez que eu pedi um café e que ele veio com o desenho de um coração, eu quase que nem tive coragem de toma-lo, de tão linda e delicada que eu achei aquela arte, fatão!

É claro que o melhor dessa história fica por conta do ciúme entre irmãos que rola entre os dois e que rende uma luta bem animada utilizando os objetos mais inusitados da casa como arma. Euri

Dois meninos sem ter muito o que fazer e cheios de recursos ($$$Catchim!), só poderia dar nisso neam? Euri de novo.

Aliás, excelente essa nova versão do Kato (Jay Chou), não? E interpretar um papel que já foi do Bruce Lee, não deve ter sido fácil, não?

O filme é de um extremo bom gosto, que vai do figurino até os elementos de cena. E o mais engraçado, é que de certa forma ele zomba do esterótipo dos endinheirados e suas caragens com 37 carros antigos exageradamente polidos (euri). E para quem gosta de design gráfico, vale a pena assistir os créditos finais, cheio de referências dos quadrinhos, pop art, tipo  coisa phina. (só não gostei daquele besourão em meio a tudo isso, fikdik)

Só não vou perdoar o Michel Gondry por ele não ter usado Lego para ilustrar aquela parte do filme onde o personagem principal chega a um conclusão do que tem acontecido na sua vida. Tinha que ter usado, fikoutradik

E o que é o carro preto que eles usam para o combate hein? Meosonho de consumo atual (se eu soubesse dirigir e tivesse a intenção de ter um carro, rs)

Agora, como total figurantes ficaram a Cameron Diaz, que não teve qualquer importância para a trama ou relevância e para minha supresa também, o papel de vilão que ficou por conta do excelente Christoph Waltz, que teve o seu talento pouco explorado por aqui. E isso, mesmo ele tendo a arma com dois canos mais rápida do Oeste hein? rs

Na verdade, pensando no filme como um todo e lembrando que trata-se de um filme de uma dupla de heróis, eu acabei também sentindo falta de mais momentos de ação durante o longa, como na sequência absurda do carro dentro do prédio da redação do jornal, por exemplo. Talvez se eles tivessem uma chance de fazer uma sequêcia isso fosse possível e eu incluiria mais cenas como essa por exemplo, mas eu não sei não se a genialidade do Michel Gondry nesse caso será bem interpretada…(mas eu AMEI, Michel, Clap Clap Clap!)

“The Green Hornet” vale totalmente a pena para fugir do óbvio que vem se tornando os filmes de ação em geral, onde o herói fica com cara de personagem de game ultramoderno, o que não é o caso por aqui, ufa!

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