Last night

Sutil. Fazia tempo, creio eu que desde “Closer”, que eu não assistia um filme sobre relacionamentos que realmente me convencesse (pensando em algo seguindo a mesma linha, é claro). Mas o jejum  foi quebrado com “Last Night” filme do diretor Massy Tadjedin, com um roteitro simples, direto e uma boa história sobre relacionamentos e as bagagens que todo mundo carrega. Cool!

O filme basicamente fala sobre o relacionamento de um jovem casal e seus conflitos (Joe & Michael). Nele, a mulher (Joe) começa a desconfiar do marido (Michael), por ele nunca ter mencionado antes que sua colega de trabalho era ninguém menos do que a Eva Mendes (rs). Como se isso fosse irrelevante neam? Logo ela pensa: Aí tem, hmm mmm… (como todas pensariam)

Até que, essa mulher que começa a acreditar em uma possível (e vísivel) atração entre seu marido e sua colega de trabalho, percebe também que ele não é o único que mantém alguns segredos fora de seu casamento. E descobrimos isso com a entrada do seu ex na trama, Alex, vivido pelo sensacional ator francês Guillaume Canet. Höy!

A história gira em torno desse casal, aparentemente apaixonado, mas um tanto quanto infelizes juntos,  ou pelo menos descontentes, mesmo sem nenhum grande drama ou evidência que aponte para o final definitivo da relação. Ela é interpretada pela belíssima Keira Kninghtley, que além de maravileeeandra, vem me surpreendendo (para o bem) com suas escolhas para o cinema ultimamente. Seu papel é o da Joanna (Joe), uma escritora  freelancer de moda, que não esta muito feliz com sua vida no momento e que tem uma paixão mal resolvida com sua carreira de escritora e o projeto de um livro de sua autoria, algo que ela acabou deixando um pouco de lado de certa forma.

Ele é Michael, vivido por Sam Worthington (Höy!), típico homem ocupado com a sua carreira, viagens de negócios e aquele interesse “animal” no lado feminino que o cerca, através de olhares indiscretos para as partes volumosas de suas possíveis presas. Para ele, sobrou um pouco do papel de cafajeste da história, daquele que não consegue resistir aos seus instintos e acaba traindo quem ama, apenas para se satisfazer momentaneamente. To-lo!

O comportamento do homem nesse filme, embora ele seja o traidor da trama, traduz um pouco daquele estereótipo de quem trai apenas por uma forte atração, de quem não tem a menor intenção de manter um outro relacionamento qualquer além do que ele já vive e que logo depois do ato em si, se encontra tremendamente arrependido do que fez. Traição apenas por sexo, o tipo de traição que eu acho “menos dolorosa” (mas tão imperdoável quanto, fikdik)

Já para ela, embora não acabe propriamente completando a traição (como deveria e eu torci para isso durante o filme, confesso…), sobra o papel de quem se sente tentada a trair por algo mais, muito mais profundo, um sentimento de amor talvez, como ela mesmo acaba confessando em certo momento da trama, com alguém que ela já teve um passado e divide alguma bagagem. E nesse caso, quando a possível traição trata-se de uma coisa maior como um sentimento ao invés de ser por puro prazer, essa sim eu acho que é umas das mais graves formas de traição e talvez seja uma das mais dolorosas, porque envolve algo a mais do que apenas desejo, ou sexo. Triste, mas acontece, das duas formas. Quem nunca?…

No filme, temos NY emprestando os seus cenários,  com todo aquele charme que só a cidade tem, mas não de uma forma óbvia ou com cenários já tão explorados em diversas produções. Não sei se pelo fato da cidade ter sido retratada tantas vezes no cinema, ou nos meus seriados preferidos ever,  mas eu simplesmente compro aquele lifestyle como o meu ideal de vida, fatão! (rs). Qualquer filme ou seriado que tenha a cidade como cenário, já é meio caminho andado para mim. Mesmo quando o filme é ruim, eu acabo tirando proveito da vista pelo menos, rs.

Eva Mendes cai em outro estereótipo, o “da bonitinha confusa e problemática”, que é capaz de tudo para conseguir o que quer. Típico comportamento da amante que se diz satisfeita com o seu papel de a outra, mas que se sente uma verdadeira perdedora nos finais de semana, feriados ou na maioria das noites, enquanto o seu parceiro no crime encontra-se com a oficial. Tenho uma teoria que no fundo, todas as amantes querem ser a principal e poucas conseguem, fikoutradik. (e eu não me prestaria a esse papel, jamais!)

Agora o destaque maior do filme fica mesmo por conta da magia de Guillaume Canet. Mas que ex namorado hein Joana? HÖY!  Um híbrido de Patrick Dempsey + Scott Speedman + F. (rs) e francês ainda? Haja croissant! (euri)

Escrtior, com bom gosto, foufo e ainda alimentando uma quedinha por vc, do tipo que depois de anos ainda tem o seu telefone, por exemplo. Ai fica difícil resistir a magia,  não? Foufo mil, daquele tipo que sorri com o olhar, literalmente. Educado, culto, encantador e que torce por vc ainda? Um tipo cada vez mais raro de se achar, humpf!. E na vida real, quem achou ele foi a Marion Cottilard, que vive junto com o ator desde 2007 e que nesse momento está esperando o seu primeiro filho com o Canet. E que casal, não? Como perdemos para Marion, aceitamos a derrota numa boa, neam? Good Girl!

Nesse caso eu disse que torci para que a personagem de Keira acabasse de fato traindo o seu marido, porque ficou mais do que claro durante o filme que o casal de ex tinha uma história para resolver, algo talvez muito mais interessante do que o seu atual relacionamento. Mesmo sendo contra a traição, como nesse caso podemos acompanhar o outro lado da história também, eu acabei sim torcendo pelo ex, sorry. Aquela cena com os dois discutindo a ex relação no apartamento do amigo dela foi sensacional! Clap Clap Clap! Quando ela disse que revivia os momentos que passou com ele mentalmente, quando estava com dificuldades para dormir, pra mim, foi o maior fikdik do filme de que ela não estava feliz com o seu casamento.

E a relação dos dois é tão mais profunda e foufa, que a história gira praticamente toda em torno do casal de ex namorados, vivendo aquela noite passada, onde tudo poderia ter acontecido. Com muito mais destaque do que a outra dupla de atores (Eva e Sam), por exemplo. E o que foi aquela single tear dele no aeroporto, enquanto olhava fotos dela no seu Mac? Juro que antes dessa cena, eu esperei por um clichê, com ele pedindo para o taxista dar meia volta e dando de encontro com a sua amada. Mas esse sou eu, sabotando mentalmente um filme perfeito, rs

A parte boa do filme é a honestidade e simplicidade de como a história é contada, sem exageros ou cenas que vc consegue advinhar facilmente a sequência, sabe? Cool!

Eu sempre gosto de filme assim, do tipo que te faz pensar sabe. Me identifiquei na hora com a história, de tão possível que ela me pareceu. E como é difícil se relacionar, não? Todo mundo já vem tão cheio de bagagens, que quase sempre resta a dúvida se vc não esta sendo o plano B de alguém. Que puxa!

O filme chega a ser triste, pelo menos para mim foi (…), porque nunca é bom vc ver duas as pessoas optando por ficarem juntas pelos motivos errados. Não quero ser o escolhido por ter um timing melhor do que o outro, por exemplo…

E esses ex (magia) que insistem em voltar neam? Xocotô! Let the ex be the ex (euri)

O final é sujestivo, para que cada um faça a sua própria interpretação sobre o dia seguinte depois daquela noite. Na minha opnião, mesmo ele tendo sido aquele que foi fundo na traição e que ficou com a parcela de culpa maior por ter feito algo de errado com aquela que ele amava, aquele beijo dela no boy magia francês dentro do elevador, foi bem mais profundo do que qualquer pegação dentro de um quarto de hotel qualquer e só por isso, eu já achei que quem realmente saiu perdendo nesse caso foi ele, mantendo ou não a relação no futuro. Ele pode até achar que resolveu o seu issue, vivendo aquela fantasia com a colega de trabalho, mas quem continua deixando algo pendente em sua vida e até bem mais interessante, foi ela. Cuidado, o fantasma do ex magia francesa pode voltar… (mas no caso do filme, eu acho que a relação do casal terminou ali…)

Tá vendo como é mais complicado do que a gente imagina? Humpf!

Delicioso, para comprar o DVD e colocar na prateleira especial ao lado de “Closer”.

ps: me empolguei tanto com o filme que assisti novamente uma noite dessas, rs. Só faltou uma trilha, mas aquela música da sequência final diz tudo, fikdik

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11 Respostas to “Last night”

  1. Anna Says:

    Closer é meu filme preferido da vida. Nao sei dizer motivos, apenas é. Amo Dr. larry e procuro aquele caveman podre de sincero em todos meus relacionamentos.

    • Essy Says:

      Esta entre os meus preferidos do gênero tmbm. Me lembro de ter ido assistir meio sem motivo, nem tinha ouvido falar nada sobre o filme e na verdade, fui ao cinema pq esta com tempo livre antes da aula.
      E quando entrou aquela tipografia do filme, ao som do Damien Rice, fiquei completamente emocionado, a ponto de chorar, vc acredita? Nesse momento eu senti que vinha coisa boa pela frente.
      Saquei o meu bloquinho da mochila e fiquei esperando os créditos, para descobrir sobre o autor da música. Depois disso, fiz todos os meus amigos assistirem ao filme, para eu ter com quem comentar, rs. Praticamente obriguei todos eles.
      E que história não? Tão honesta, tão direta, tão sincera. Sem contar o nível de beleza e magia que eles conseguiram reunir na tela, tipo covardia. Eu nem sabia para que lado olhar, rs
      Höy!

      ps: todas procuram! rs

      • Anna Says:

        Honesta, direta, sincera. Falou tudo. Isso faz de Closer meu filme da life. Objetivo. O filme me tirou o ar. Lembro de locar super a toa, na falta de outra coisa, e fiquei minutos parada, embasbacada, ouvindo o Damien Rice. Como vc, esperei os créditos e corri atras da música e me senti desrespeitada e agredida qdo a Ana Carolina e o Seu Jorge defecaram uma versão tupiniquim… TRAUMA!

      • Essy Says:

        Não, nem me fala disso que eu sinto palpitações. Me lembro que umas “colegas de trabalho” bem cafononas, amavam ouvir a versão tupiniquim, para o meu total desespero e não tem Valium certo nessa hora viu? Por isso eu também tenho trauma e sugeri na época, até um processo para a dupla brasileira, por tentativa de assassinato da música.
        E detalhe, algumas delas nem conheciam a versão original, humpf!
        Ou seja: GENTE JECA!

  2. Anna Says:

    E, claro que vou correr pra esse depois de tudo o que vc escreveu.

    • Essy Says:

      E vale mesmo a pena viu, não tem nenhum momento com trilha tão emocionada assim, interrompida um “hello stranger”, mas tem o mesmo tipo honestidade encontrada em “Closer”, fikdik
      Já assisti 2 vzs e estou planejando a terceira…
      E prepare-se para se apaixonar pelo Guillaume Canet, que é o nome do momento no meu coração, rs
      Quero até ver outras coisas deles para ver se a paixão se confirma…
      É a magia francesa minha gente!

  3. I want you, I need you, I love you, I miss you…Like Crazy « The Modern Guilt Says:

    […] o DVD e colocar na prateleira dos filmes cool sobre o amor, entre “Blue Valentine” e “Last Night”. Höy!Gostar disto:GostoBe the first to like this […]

  4. The Modern Guilt Awards 2011, a premiação mais aguardada do ano! « The Modern Guilt Says:

    […] “Melancolia”, “Drive”, nos despedimos do Harry Potter, além de “Last Night”, que eu também AMEI e “Blue Valentine”, que também é do ano passado, mas nós só […]

  5. Divou ou não divou em Cannes 2013? | The Modern Guilt Says:

    […] Em termos de sotaque e de magia, é preciso reconhecer que o Guillaume Canet vai ter sempre alguma vantagem em relação aos seus concorrentes na vida, principalmente quando lembramos dele em “Last Night”. […]

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