The Killing – Mas afinal, quem matou Rosie Larsen, hein?

The Killing começou com a promessa de ser o novo Damages, pelo menos era o que dizia a maioria dos blogs que falam sobre seriados de tv e foi o que acabou me levando a assistir a série a princípio, uma vez que eu AMO Damages de Patty Hewes evil (rs). Logo de cara percebi que não, que isso não era verdade, mas The Killing me pareceu muito boa e por isso acabei insistindo, muito por conta da minha grande curiosidade sobre quem seria o assassino de Rosie Larsen. Sábia decisão…

A série começou muito bem, nos apresentando uma investigação policial meio oldschool, sem grandes ferramentas ou a tecnologia toda de um CSI da vida á sua disposição e ainda com o cenário cinza e chuvoso de Seatle ao fundo, bem diferente do que estamos acostumados a ver da cidade em Grey’s Anatomy por exemplo (embora por lá a chuva também apareça!). Os primeiros episódios traziam aquele clima de suspense delicioso, com enquadramentos maravileeeandros, modernos e cheios de fundamento. Tivemos até uma sequência dentro do necrotério, muito parecida com a abertura de Six Feet Under (talvez tenha sido até uma homenagem a aclamada série), onde o corpo da garota estava sendo preparado para o seu funeral, em uma cena sensacional e linda. E a medida que a investigação sobre a morte de Rosie Larsen avançava, The Killing ficava cada vez melhor.

Durante a metade da série tivemos uma queda, não por conta do ritmo que as coisas andavam por lá (escola AMC feelings) mas sim porque todo suspeito que acabava sendo levantado era precocemente descoberto que tratava-se de uma pessoa inocente, que não tinha qualquer relação com o assassinato, embora estivesse ligado de certa forma a vida da garota, por inúmeras razões aleatórias e tudo isso no mesmo episódio em que a suspeita foi levantada. Esse fato eu confesso ter me deixado um pouco de birra com a série por um tempo. Mas antes encontrar uma resolução para cada um dos suspeitos logo, do que acumulá-los até o final da temporada. Mas esse foi o primeiro problema que chegou a me incomodar na série…

Depois partimos para a reta final em uma sequência de episódios excelentes, embora tenha havido uma quebra importante no ritmo investigativo da série para tentar explicar a frieza da protagonista meio sem sal (Mireille Enos), que não é muito de caras e bocas e parece estar sempre de saco cheio, com cara de quem sofre de prisão de ventre, ou de gastrite (euri). Ok, entendemos que ela tem um passado sofrido e por isso parece sempre distante e fria. Entendemos que ela não é uma cold bitch, é apenas cold. Okayam! Só não sei se precisava de um episódio inteiro para explicar isso logo na reta final, mas…

No penúltimo episódio ganhamos o rosto do provável assassino de Rosie Larsen, o político bonitão e carismático, em meio a uma sequência deliciosa de suspense bem clichê, mas que nesse caso funcionou muito bem. E esse é o segundo “problema” da série, os clichês.

Tudo que acontece em The Killing não é novidade para ninguém (que assiste tv ou vai ao cinema pelo menos) e provavelmente vc já viu algo parecido antes. As situações são até que previsíveis, assim como as reações de todos os personagens, mas o ponto alto da série são as resoluções, que apesar de tratar-se de uma reunião de clichês, não teve uma sequer durante essa temporada que vc não viu uma resolução melhor ou menos digna do que vc já viu antes por ai em qualquer série policial ou thriller de suspense. Confesso também que se não fosse isso somado a qualidade da série, eu teria abandonado The Killing logo de cara porque gosto de ser surpreendido. E por mais que muitas vezes vc consiga prever o que esta por vir na série, de uma certa forma vc acaba se surpreendendo mesmo assim com o resultado final.

Mas esse final de temporada foi mesmo um tapa na cara da sociedade hein? E talvez tenha sido o momento surpresa que todos esperavam.

Tivemos boas resoluções, o climão de suspense que nós gostamos tanto, mas o que é que nós viemos fazer aqui mesmo? Investigar o assassinato neam? Então, mas afinal, quem matou Rosie Larsen?

Pensando na temporada como um todo, fazia todo o sentido o assassino ser alguém do núcleo político da série, não? Alguma coisa precisava conectar a parte política da história com o assassinato, uma vez que essa trama teve um grande espaço durante essa Season 1, além do seu envolvimento com o caso é claro, mas até então parecia uma história política isolada e a parte do resto.

E aquela sequência do episódio final com a Linden tendo que passar pela porta, ao lado do candidato a prefeito, Darren Richmond, o provável  “assassino” da garota encontrada morta no porta-malas do carro, que ficou ali parado com cara de pure evil, foi de tirar o fôlego neam? Eu pelo menos esperei ele grudar no pescoço. O segundo momento que eu esperei uma agressão foi quando ela invade o escritório dele e ambos começam a gritar um com o outro. Mas foi algo que não aconteceu, humpf!

Richmond acabou sendo preso como o assassino de Rosie, mesmo ainda dizendo que não foi ele (claro…), tudo isso graças a denúncia da sua assistente magoada por ter sido traída (Zzzz…e antes disso, não importava nada para ela o fato dele ter aparecido todo molhado na noite do assassinato, neam? Deveria ter sido presa junto com ele como cúmplice, bi-a-tch…) e uma “foto” das câmeras de trânsito da cidade mostrando o candidato a prefeito próximo do local do crime.

Descobrimos também que a morte de Rosie foi ainda mais dolorosa, com direito a uma fulga da garota no meio do parque da cidade, sendo caçada por seu assassino. Dra-ma!

Bacana também foi ver a família de Rosie  se despedaçando, algo totalmente compreensível,  com sua mãe abandonando a casa, deixando os filhos e marido por não conseguir lidar com toda aquela situação tão difícil (é, não foi a Maryann da depressão…). Agora, quem se deu mal mesmo foi o professor neam? Acabou todo quebrado, sendo que o cara merecia um prêmio Nobel. Fom forom fom fom

Agora, embora o episódio tenha colocado na cadeia o possível assassino de Rosie, um outro suspeito foi levantado de última hora, durante todo esse season finale e por essa eu tenho certeza que ninguém esperava: Holder!

Sim, o policial que não segue regras e fala “Yo!” o tempo todo, Stephen Holder (Joel Kinnaman, Höy!),  acabou aparecendo como suspeito durante todo o episódio, meio que em segundo plano com pose de vilão sabe (outro clichê)? O que eu achei um crime porque afinal, mesmo parecendo que ele não tomava banho nunca, o cara era um dos personagens mais sensacionais da série, não? Sacanagem transforma-lo no vilão logo no episódio final. Sacanagem!

A minha interpretação para esse final com todo esse clima sombrio de “suspeito” em torno do Holder foi mesmo que esse recurso foi utilizado apenas para tentar nos enlouquecer até a próxima temporada. Não acredito que ele tenha alguma relação com a morte de Rosie, não mesmo. E todo aquele climão suspeito em relação ao seu personagem deve ter sido mesmo apenas para tentar disfarçar a sua atitude, que essa sim foi suspeita para esse final. Acho que o assassino da garota foi mesmo o político bonitão que acabou sendo preso e Holder, que desde o começo se mostrou mais imaturo e talvez um policial menos preparado do que Linden, acabou forjando a tal foto da câmera de trânsito apenas por achar que o assassino acabaria saindo impune a toda aquela situação sem essa prova, que foi importante para decretar a sua prisão. Uma atitude desesperada, para não perder o caso em que estava trabalhando e aquela entrada dele na cena final dentro do carro, com cara de vilão (novamente o clichê) e dizendo que que “a foto funcionou” e que “ele vai afundar”, deve ter sido um desabafo com o seu padrinho, que já apareceu antes na série, no episódio em que vimos ele dando seu depoimento na reunião contra o seu vício. Esse é o meu palpite…

Mas que foi legal ver a Linden dentro do avião, achando que tinha solucionado o caso  e que finalmente estaria livre para viver sua vida fria e feliz em outro lugar, mas que acabou recebendo a notícia de última hora (com o avião de partida) de que a foto era fake, sem poder fazer nada naquele momento além de mandar um olhar de “ahhh se eu te pego Holder,  you son of a bitch!”, isso foi sensacional, não?

O pior é que parece que não vamos ter a chance de ouvir a confissão vindo direto do assassino, uma vez que ele encerrou a temporada com uma arma apontada para a sua cabeça pelas mãos do Belko, alguém visivelmente perturbado e que resolveu de última hora fazer justiça com suas próprias mãos contra o homem que destruiu o seu modelo de família perfeita de comercial de margarina. Família essa onde ele nunca foi aceito ou sequer pertenceu. PÁ!

Agora, eu fiquei bem curioso para ouvir mais daquela amante do Richmond hein? (e aquele cabelo era peruca? rs) Diz ela que ele era caridoso…mas ficou bem claro que ele estava mesmo é querendo encontrar a substituta perfeita para a sua falecida mulher, não? Freak!

Para quem esperava uma grande conclusão, talvez o season finale tenha sido uma grande decepção. Agora para que sem contenta com uma série boa, bem feitinha e que mantém o climão de suspenste até o fim, talvez tenha sido um dos melhores seasons finales ever. Pelo menos corajoso todos devem concordar que foi hein? Ainda mais se vc parar para pensar que essa foi apenas a primeira temporada de The Killing

Se eu vejo vcs na Season 2? … (adivinha aê!)

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4 Respostas to “The Killing – Mas afinal, quem matou Rosie Larsen, hein?”

  1. The Killing está voltando… « The Modern Guilt Says:

    […] para quem quiser se lembrar da Season 1… Höy!Gostar disto:GostoBe the first to like this […]

  2. The Killing voltou bem para a sua Season 2, mas vamos dizer a verdade? « The Modern Guilt Says:

    […] em seu lugar para o andamento dessa Season 2. Embora ainda não tenhamos a menor ideia de quem foi o verdadeiro assassino de Rosie Larsen, novas pistas acabaram surgindo, mantendo aquele clima de suspense super bacana da série e pelo […]

  3. The Killing voltou bem para a sua Season 2, mas vamos falar a verdade? « The Modern Guilt Says:

    […] em seu lugar para o andamento dessa Season 2. Embora ainda não tenhamos a menor ideia de quem foi o verdadeiro assassino de Rosie Larsen, novas pistas acabaram surgindo, mantendo aquele clima de suspense super bacana da série e pelo […]

  4. A pergunta que não quer calar não é mais quem matou Rosie Larsen e sim o que matou The Killing? « The Modern Guilt Says:

    […] isso, se a pergunta durante a Season 1 da série foi “mas afinal, quem matou Rosie Larsen?“, agora, ao final da Season 2, me parece mais adequado que a pergunta seja: mas afinal, o que […]

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