Triste, muito triste… (tears)

Normalmente em momentos como esse eu fico sem palavras, mas acho que nesse caso eu preciso dizer alguma coisa…

Todo mundo já fez piada, todo mundo diz que sempre “previu” o que de fato acabou acontecendo, todo mundo lamentou, mas talvez ninguém ainda tenha parado para pensar o tamanho da artista que acabamos de nos despedir tão precocemente. Novamente ficamos mais caretas, no bom e principalmente no mau sentido.

Me lembro da primeira vez em que eu ouvi a voz de Amy, anos atrás e acabei tomado pela curiosidade de descobrir logo a mulher por trás daquela voz toda que havia me deixado arrepiado. Pouco tempo depois descobri o ícone Amy Winehouse, com suas sapatilhas sujas, olho delineado, cabelo no alto, com um estilo retrô delicioso, uma menina aparentemente frágil, mas com uma força impressionante escondida em sua voz, de um talento absurdo e que me lembrava as divas antigas de outros tempos.

Tamanho foi o meu amor por Amy, que eu a escolhi como musa da minha coleção de formatura (2008), usando o seu estilo como inspiração para toda a temática da coleção, que falava de mulheres problemáticas da moda, música e do cinema e é claro que Amy virou o meu símbolo naquele momento. E quem nunca sonhou em fazer um cabelo mais alto do que a Amy que atire o primeiro spray de laqué ultra fixante, hein?

Amy rapidamente se transformou em um ícone da moda e essa foi a minha forma de tentar homenageá-la de alguma forma naquele momento.

Back to Black é um dos meus cds preferidos ever, talvez um dos que eu mais tenha ouvido na vida e certamente um dos que mais me emocionou nos últimos tempos. Durante um bom tempo ele foi a minha companhia diária no caminho até a faculdade.

Fico triste, emocionado e sentindo muita pena da forma como perdemos Amy, que talvez não tenha se dado conta de que seu talento era muito maior do que qualquer outra coisa na sua vida, humpf!

Engraçado como uma pessoa com tantos pontos negativos a seu favor tenha conseguido ganhar a admiração de tantas pessoas pelo mundo todo. Certamente, essa é outra prova do tamanho do seu talento. Tudo bem que símbolos de rebeldia sempre caem na graça do púlbico, mas acho impossível alguém lembrar dela por uma situação exótica qualquer, sem lembrar principalmente da sua voz forte e marcante. Sabe quando o seu talento é muito maior do que qualquer outra coisa? Talvez Amy não tenha tido tempo o suficiente para se dar conta disso…

Sinto pena de mim mesmo por não ter ido ao seu show aqui em SP, que mesmo que tivesse sido cancelado por um motivo qualquer ou sido meio assim (como de fato foi…), teria sido uma ótima história para contar.

Acho que eu não tenho muito mais para falar agora, quando bater a saudade, pelo menos vamos ter como ouvir Back To Black para sempre, um dos melhores álbuns de todos os tempos.

No site oficial, a imagem de despedida é essa, sem nenhuma palavra e apenas um fundo preto em um sinal de profundo respeito.

Talvez a melhor despedida nesse momento seria colocar o cabelo para o alto, sóbrio e me despedir da Amy Winehouse com a minha apresentação preferida dela que foi no Grammy de 2008, onde mesmo barrada nos EUA, ela conseguiu colocar o seu talento a frente de qualquer outra coisa e em casa, na Londres antiga, maravileeeandra como nunca, ela colocou de lado toda a sua timidez e fez uma das melhores apresentações da sua vida.

 

She was my musical soulmate & like a sister to me. This is one of the saddest days of my life

 

E ai a gente se depara com declarações como essa do  Mark Ronson e pensa: o que dizer agora?

Sabe quando vc fica triste de verdade? Então…

R.I.P Amy Winehouse

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5 Respostas to “…”

  1. MArcela Says:

    É tão ruim ver isso acontecer. Eu tb sou fã da Amy há bons anos, desde que vi uma apresentação dela num prêmio britânico que rolou num valentine’s day (e eu achava que só nos EUA que rolava a tradição), lembro inclusive que ela foi apresentada pelo marido horroroso da Kate Parry.

    Juro que sou uma apaixonada por vozes marcantes e Amy ganhou lugar cativo na minha playlist antes do décimo acorde de Rehab.

    É chato que tanto talento mate, que tanta intensidade de vida mate. Porque pra compor aquilo tudo com tanta verdade e se acabar cantando daquele jeito, só sentindo na pele a emoção. E isso acaba com o ser, Fato.

    Pra mim Frank é o melhor, parece a história de uma vida. É dançante em alguns momentos, é triste e sangue nuzói mesmo. Me acabo com ele, apesar de também amar de paixão “..I’m no good”, “Back to Black” e “Tears dry…” de B2B.

    Pra mim as duas melhores apresentações dela foram num show da Aol, tipo uma jam session mesmo, tem os vídeos no you tube e a voz dela estava espetacular nesse dia. Além de um festival na Alemanha também , que só rendeu áudio pirateado mas ela estava sóbria, num daqueles momentos mágicos (ódio que numa formatação de hd eu perdi esse áudio).

    Enfim, mais uma vez os terríveis 27 e seus tormentos levam um artista sem igual.

    p.s.: medo dos meus 27 que chegam em novembro. Pé de pato…

    • Essy Says:

      AMO pessoas malucas, intensas, talentosas e acho tão injusto quando uma pessoa como a Amy chega a esse fim tão triste e tão recorrente para esse tipo de genialidade. Triste mil mesmo…
      “Tears Dry” é uma das minhas músicas preferidas ever, AMO!

      E que voz não? E essa voz misturada com uma sonoridade que já estava quase esquecida por muitos, completamente diferente dos artistas que estavam fazendo sucesso naquele momento, foi de uma coragem absurda. Ainda bem que naquela sessão onde ela cantou apenas com voz e violão para a gravadora pela primeira vez, eles optaram por apostar no talento e não no mercado.

      A surpresa no final foi que ainda há mercado para pessoas talentosas. Afinal, algumas pessoas como nós ainda cuidam bem dos seus ouvidos, rs

      E como a gente precisa de mais Amys, não? Andamos sempre tão carentes de tipos como esse. Mas eu não sou inocente e sei que eles só aparecem de vez em quando, humpf!

      Imaginei que eu fosse ficar triste, só não sabia o quanto…

      ps: cuide bem dos seus 27 hein? Pé de pato, mangaló três vezes (rs)

  2. Mônica Says:

    Muito triste… E o tweet do Mark Ronson partiu meu coração!
    Sei que você não gosta do Russel Brand, mas ele escreveu um texto bem bonito no Daily Mail (lá no fim da matéria): http://www.dailymail.co.uk/tvshowbiz/article-2018385/Amy-Winehouses-parents-make-emotional-visit-touching-tributes-outside-Camden-home-visiting-coroners-court.html
    Agora, é relembrar pra sempre as poucas (e maravilhosas) músicas que ela nos deixou…
    (E vou ouvir mais da “afilhada” musical dela, a Dionne Bromfield – aliás, o vídeo do You Tube com as duas juntas, Dionne cantando e Amy dançando Mama Said, é uma graça. A Amy parecia bem feliz e foi a última vez em que subiu no palco.)

    • Essy Says:

      Partiu o meu também. Acabei de ver a foto dele chegando na cerimônia, triste mil.
      E apesar de achar o Russel meio assim, eu bem acabei lendo o texto dele e também achei lindo.
      E o que é aquela coreô dela com a Dione? Não consigo dançar de outro jeito, desde que eu vi as duas cantando a mesma música nesse program de tv

      Tmbm achei que ela parecia animada naquele último video. E tomara que ela tenha partido assim…

  3. The Modern Guilt Awards 2011, a premiação mais aguardada do ano! « The Modern Guilt Says:

    […] Sabe aqueles momentos que vc se encontra sem palavras. […]

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