Cathy cruzando a linha de chegada na Season 2 de The Big C

E foi uma temporada esperançosa essa Season 2 de The Big C, hein?

Tivemos Cathy tentando novos tratamentos, ficando feliz em ver suas unhas caindo (efeito positivo do tratamento), virando treinadora do time de natação e ainda de quebra, ganhando um melhor amigo gay, maratonista e foufo mil, que também atende como Hugh Dancy. Höy!

Estava na cara desde o princípio que o personagem de Dancy  tinha chegado na série com os dias contados. Se para essa temporada tivemos Cathy ganhando alguma esperança de ser curada e com isso mais tempo para suas aventuras e descobertas, por outro lado, precisávamos de um outro parâmetro, de alguém para mostrar que as coisas não funcionam do mesmo jeito para todo mundo.

Mas antes da despedida emocionada e ainda com direito a um tapa na cara como último suspiro do seu personagem, Lee (Hugh Dancy) teve bons momentos com Cathy e teve tempo suficiente para fazer com que ela veja o mundo de uma forma diferente depois da sua passagem na sua vida, que é o que ela vem tentando desde que descobriu a doença.

AMEI o episódio do Thanskgiving, com a briga dos dois na mesa de jantar e no final, Cathy coberta de sangue da morte do peru (euri). Mas um dos episódio mais comoventes da temporada foi aquele com os pais sendo contra uma mulher com câncer se tornar a treinadora do time de natação de suas filhas. Um preconceito horroroso, que por incrível que pareça, também existe. Humpf…

Andrea como sempre brilhou na temporada, com sua auto estima elevada em níveis altíssimos, ela até descolou um namorado. Tudo bem que ele estava interessado no green card e esse foi o motivo maior da sua aproximação, mas gosto do jeito que ela encara a vida e as suas lines são as mais divertidas e que deveriam servir como exemplo de comportamento para várias garotas que eu ou vc conhece.

E o destaque maior da temporada ficou mesmo para o Oliver Platt na pele do Paul, o marido e companheiro de Cathy. Acho sensacional a relação entre o casal, de uma sinceridade absurda. Paul começou a temporada como um total freak, controlando todos os passos do tratamento da sua mulher, para que ela tivesse maiores chances de cura. Depois perdeu o emprego e teve que aceitar uma vaga como vendedor de uma loja de eletrônicos, apenas para garantir o seguro médico da sua mulher. E nesse meio tempo ele ainda fez uma excursão de sucesso no universo dos gay bears, onde ele reinou (rs), virou facilitador para o crime e de quebra, terminou a temporada cheirando cocaína direto do chão coberto de neve. #TEMCOMONAOAMAR?

Como se não fosse o suficiente, ainda tivemos a sua mulher descobrindo sobre a volta do seu vício antigos dos 90’s, sem grandes dramas e já querendo saber se aquilo era algo que ela deveria se preocupar ou não. Tem forma mais prática de se lidar com uma situação como essas? E essa praticidade de lidar com problemas sempre foi um dos pontos altos de The Big C.

Claro que mesmo com toda a carga dramática da série, que carrega esse “C” enorme, tivemos momentos hilários envolvendo “chatos”, médicos bem dotados, Sean fugitivo e virando Deus dos sem tento, além de um funeral antecipado da própria Cathy. E a temporada também foi importante para a despedida da personagem da Cynthia Nixon, que mais chata seria impossível.

Agora, chegando ao episódio final, achei tudo muito morno, até os minutos finais com o Paul invadindo a festa da firma do plano de saúde, jogando umas verdades na cara da atendente bitch e enquanto isso, sua mulher insistia e sofria para terminar a sua maratona de corrida.

O promo do episódio já anunciava fortes emoções, mas acho que todo mundo estava esperando que algo acontecesse com a Cathy, devido ao estágio avançado da sua doença e tudo mais. Mas quando o Paul saiu do escritório com a mão no peito, e na linha de chegada da maratona Cathy avistava de longe todas as pessoas importantes na sua vida ultimamente, tive a sensação de que o Paul não conseguiria chegar até lá.

E foi emocionante ver o Lee, a Marlene, todos aparecendo naquele momento importante da vida da Cathy, e ao mesmo tempo foi de partir o coração ver ela enxergando o marido ao lado dos seus amigos que já fizeram a passagem e ouvir o filho do casal dizer que foi uma pena o Paul não ter conseguido chegar até lá. (glupt)

Juro que eu fiquei super triste com a possível despedida do companheiro de vida da Cathy. Mas pode ser que eles ainda tentem ressuscitá-lo, quem sabe?

Nessa hora, por mais que as pessoas impliquem com The Big C, por mais que elas critiquem que para uma pessoa em estado avançado câncer, Cathy anda bem demais, eu duvido que não exista quem não tenha ficado emocionado com esse momento da linha de chegada do season finale da série.

E fica cada vez mais evidente que será bem difícil Cathy escapar dessa, mas também fica cada vez mais claro que talvez o importante seja mesmo recuperar o tempo perdido quando vc ainda tinha tempo de sobra para perder…

ps: e o doutor antigo que resolveu aparecer? Volta ou não volta para Season 3, hein?

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