O freak chic de American Horror Story

Muito se falou sobre o seu lançamento e pouco a gente sabia sobre o que esperar de American Horror Story.

Assim que foi lançada muitos torceram o nariz, disseram não sentir o menor medo com a sua proposta de terror e as críticas não foram das melhores para a nova série que tem uma assinatura conhecida de todos nós, que é a do Ryan Murphy. (Nip/Tuck, Glee, The Glee Project)

Pois bem, a série esta atualmente em seu terceiro episódio e eu já posso dizer que estou bem envolvido com a sua proposta. Envolvido e AMANDO!

Diferente daquele terror óbvio dos blockbusters americanos, de grandes sustos e clichês de mocinhos bocós e pouco inteligentes, American Horror Story tem identidade, estilo e opta por assustar de outras formas, muito mais interessantes por sinal, do que aqueles sustos inevitáveis que só nos fazem desperdiçar a pipoca que acaba voando do nosso balde em momentos como esses, rs. Desconfio até que esse tipo de terror tenha uma forte relação com a máfia da pipoca, mas agora não tenho tempo para elaborar mais sobre isso, rs.

Com um clima fetichista e cheio de estranhezas, a série reúne alguns pontos fortes de clássicos do terror, além de uma linguagem bem moderna e refinada para esse tipo de terror, que podemos obseravar em sua direção, arte e em todos os cuidados que a série esta envolvida. Algo quase que como uma reunião de tudo que já foi feito com bom gosto dentro dessa temática até hoje. Cool!

Mas não me surpreende que a série ainda não tenha caído no gosto popular. Pessoas que tem esse tipo de gosto mais popular, tendem a esperar por grandes sustos, mocinhas correndo de lingerie pelo jardim escuro e por aí vai (Zzzz). E isso definitivamente não é o que podemos ver na série até agora, muito embora o elemento sexy seja extremamente explorado, as vezes de forma estranha, e não por isso menos sexy do que o convencional que todos conhecemos. Mas talvez por isso, talvez por ser “diferente”, American Horror Story precise de mais tempo para ser digerida pela grande maioria, o que confirma a teoria de que o novo assusta, e por isso é rejeitado a princípio.

Aqui o terror é mais refinado e vai brincando com a cabeça do telespectador a medida com que brinca também com seus personagens, dando poucas pistas sobre o terror que estamos de fato lidando até então. Gosto do fato de já ter ficado bem claro que aquela família já percebeu que tem algo errado com aquela casa e de certa forma, acabaram todos presos naquele lugar com todos os fantasmas de pessoas que já passaram por ali e que nos são apresentados a cada episódio. Gosto também do fato dos personagens serem cheios de falhas, culpas e completamente impossíveis de serem rotulados como heróis, um rótulo que tende ser um papel recorrente em filmes de terror para os mocinhos da história.

Outro fator interessante é poder conhecer em formato de flashbacks um pouco da história daquele lugar, que realmente me dá calafrios e da forma certa, do modo como eu gosto de me assustar, lidando com o sobrenatural de forma inteligente, com uma edição bem bacana, além de incrementar a história com o elemento da “loucura”, que nesse caso faz uma  grande diferença para a trama, que fica ainda mais interessante.

O lado do fetiche também é muito presente em American Horror Story e disso nós já sabemos que o Ryan Murphy entende, ainda mais para quem conseguir se lembrar dos bons tempos de Nip/Tuck. Acho extremamente sedutor que esse elemento seja incorporado em uma história de terror, dando vida a essa fantasia S&M, de uma forma muito mais sombria do que a sexy e vulgar de sempre. Höy!

Tudo isso ainda misturado com uma série de desejos dos mais obscuros, muita maldade e um confuso limite entre a realidade e a fantasia dos seus personagens, algo perturbador e no mínimo interessante.

Tenho achado todos os episódios excelentes, bem cuidados, com uma direção bacana e com boas referências de um tipo de terror mais moderno e acho que pode até demorar para a maioria entender, porque é uma série que definitivamente causa uma estranheza logo de cara e nem tudo fica muito claro o tempo todo, caminho que é bem mais difícil de agradar a maioria, do que um Supernatural ou True Blood da vida (que eu já adianto que pouco se parecem com AHS). Mas como estamos lidando com algo sobrenatural, quem é que precisa de grandes explicações para poder entender o assunto não é mesmo?

Eu tenho me assustado e me surpreendido além de tudo,  a cada episódio e sempre por um bom motivo, algo nada gratuito e só isso eu já acho um ponto alto para que a série faça o sucesso que esta parecendo merecer.

Por enquanto ainda estamos lidando com o  desconhecido e tudo pode parecer até bastante aleatório a princípio,  mas tudo isso é feito de uma forma tão bacana, que se eu fosse vc daria uma chance de se encantar com o freak chic de American Horror Story. Quem sabe aproveitar o Halloween de logo mais para fazer uma maratona? Aproveita que está só no começo…

BOO!

ps: AMO essa tipografia que eles usam, AMO!

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3 Respostas to “O freak chic de American Horror Story”

  1. Jess Says:

    Adorei. Vc falou tudo o que eu acho da série.. e estou me deliciando com cada episódio.. adoro um terror bem feito. BEM FEITO. kkkkkkkk

    • Essy Says:

      Achei tudo isso da série mesmo e tenho me deliciado com a proposta, pelo menos até agora.
      E essa semana tem a primeira parte do ep de Halloween hein? Hmm mmm

  2. American Horror Story – Freak, chic, porém tola « The Modern Guilt Says:

    […] o climão trash e um pouco de fetiche no meio da trama, tanto que até escrevi sobre o assunto por aqui no […]

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