Chuck vs The Goodbye – O final de Chuck

Chuck pode mão ter sido a melhor série ever, pode ter se perdido por muitas vezes ao longo do tempo que durou, pode também ter sofrido várias outras vezes também com o fantasma do cancelamento, mas fato é que cinco anos depois, chegou a hora de finalmente nos despedirmos do nosso espião nerd preferido de todos os tempos.

Talvez por um tipo de fácil identificação, a gente tenha resistido tanto tempo acompanhando a história desse nerd que de certa forma, representava um pouco de cada um de nós aqui do outro lado. Digo isso porque de vez em quando é bom ver um exemplo com quem vc consegue facilmente se identificar se dando bem, só para nos dar um pouquinho mais de esperança de que talvez um dia no futuro, tudo acabe bem para nós também, quem sabe? (rs)

Durante esse tempo, observamos a evolução do personagem. Chuck amadureceu, cortou o cabelo (o que eu sempre achei um erro, porque eu gostava muito mais do fundamento Chuck oldschool, Höy!), mudou de figurino, aprendeu a ser um espião de verdade, no melhor estilo 007 + Agente 86, ganhou a garota dos seus sonhos, casou-se com ela, ganhou até uma sobrinha, montou a sua própria empresa de espionagem e agora, já pensava até em se aposentar da vida de espião.

Mas a verdade é que a série acabou sendo arrastada por um tempo muito maior do que deveria e isso, mesmo com o carinho enorme que mantemos pelo personagem, nós não temos como negar. Prova disso, foi a dança das cadeiras envolvendo o próprio Intersect, que acabou ganhando novas versões e passando de mão em mão até essa reta final da série.

Outra prova disso, é que tudo já havia sido trabalhado e resolvido na série. Mommy e daddy issues, os demais personagens também evoluíram, se arranjaram (Ellie+Devon, Morgan+Alex), todos descobriram a verdadeira identidade do Chuck, Sarah e Casey e a essa altura, até a sua família inteira de certa forma, vez ou outra,  acabava ajudando o time de novos espiões freelancers. Ou seja, já não existiam mais mistérios, já não existiam histórias pendentes e isso indicava claramente que a série estava perto do fim, o que me deixou bem feliz com o resultado final e com a sensação de que essa história, arrastada ou não, pelo menos terminou de forma bem resolvida e sem pendências.

Ainda falando da dança das cadeiras do Intersect, quando o Morgan ganhou a sua vez durante a Season 5 por exemplo, eu achei sensacional e sentia que viria um alívio cômico ainda maior pela frente, além de já esperar que talvez o personagem não conseguisse lidar muito bem com sua nova identidade e poder. Confirmou! Depois foi a vez da Sarah, que se não fossem os efeitos colaterais da nova versão do programa, acabaria se transformando na agente mais completa de todos os tempos, se tornando ainda mais insuportavelmente perfeita. Höy!

Mas confesso que eu gostaria de ter visto o Intersect figurando também na mente do Awesome (que se mostrou um comediante até que bem bacana quando começou a ganhar mais destaque na série) e por último, achei que talvez ele terminasse na mente do Casey, que nasceu para aquele trabalho. Mas no final, até o agente mais durão de todos os tempos acabou reconhecendo que a sua convivência ao lado do Chuck e sua entourage (AMO essa palavra), acabou deixando ele bem mais mole e assim, até um plot de amor antigo ele acabou ganhando nessa reta final da série, fazendo par com a ex Sra Matrix.

Ainda, ao longo desses cinco anos, tivemos inúmeras participações especiais e afetivas na série, todas ligadas a alguma referência nerd, o que de certa forma sempre acabava funcionando como um presente para todos nós que AMAMOS esse universo. Além é claro de toda e qualquer referência que a série fez até o seu último episódio dentro da temática nerd, sempre levada de uma forma bem divertida e as vezes até de forma bem foufa.

Como foi o caso de um dos momentos mais foufos na série ever, com o Morgan e o Chuck tendo que enfrentar a separação do Han Solo e o seu inseparável amigo Chewbacca. Awnnn! Um dos meus momentos preferidos na série (esse, e a sequência à la The O.C ao som de “Dice”, no primeiro episódio de Halloween da série). Ainda dentro do universo Star Wars, outra imagem que nenhum boy magia nerd vai conseguir esquecer tão cedo, é aquela com a Sarah vestida de Princesa Leia, também na mesma festa (outros não vão conseguir esquecer também o Awesome vestido de Adão. Höy!). De brinde, ainda nesse episódio final, tivemos a Sarah saindo do mar com o seu uniforme preto de espiã, no melhor estilo Bond girl (aliás, fica a nossa sugestão para um novo casting da franquia…). Sem contar que recentemente, tivemos a participação mais do que especial de ninguém menos do que o Stan Lee em pessoa, sendo reconhecido como espião. Howcoolisthat?

Mas como tudo precisava ter um ponto final,  chegando a hora do nosso herói enfrentar a sua última missão e a forma como eles decidiram fazer isso não poderia ter sido melhor. Envolvendo todos os personagens na trama, dando o espaço merecido para todos que fizeram parte dessa história (menos o Awesome, que ficou devendo um último shirtless, humpf!), recheando o episódio com várias referências fantásticas aos episódios antigos de Chuck, além de uma série de flashbacks de saudosas cenas para deixar qualquer fã da série bem emocionado. (eu pelo menos fiquei)

Como tarefa final, muito mais forte do que seria o Chuck enfrentando o seu pior inimigo, ele teve como última missão a sua tarefa mais difícil, que foi basicamente a de reconquistar Sarah, que havia perdido a sua memória (entre outros issues), depois da sua experiência com o Intersect versão bug.

Aquela luta então, entre os dois na primeira parte do episódio (5×12 Chuck vs Sarah) foi algo sensacional! Se bem que, não sei se pode ser considerada como uma luta, porque apenas um dos dois estava batendo, rs. Mas que foi bem bacana ver a Sarah descendo o braço para valer no Chuck e ele sem reagir, mantendo a promessa de que nunca a machucaria, isso foi.

Aliás, vale a pena dizer que as melhores cenas de luta da série ficaram por conta da Sarah. De novo: Höy! E que mulher não?

Sempre envolvida em algum tipo de fantasia como disfarce, ou mesmo quando ela esteve com seu pretinho básico de espiã, essa mulher conseguia enfeitiçar qualquer um com uma técnica invejável em cenas sempre muito bem coreografadas e com uma série de trilhas sonoras bem bacanas escolhidas primorosamente para esses momentos. Certamente, uma personagem que vai ficar na cabeça de muitos nerds new generation por muitos e muitos anos. Se a geração antiga teve Bo Derek e sua “Garota Nota 10” como musa (ela que fez uma participação nessa última temporada da série), hoje com certeza temos Yvonne Strahovski como novo nome para figurar na fantasia nerd de todos.

Se para Sarah sobrou a história da perda da memória, para o Chuck sobrou essa dura missão de recuperar o amor da sua mulher, algo que nem ele acreditava ser possível, trazendo de volta a dúvida de que se seria realmente possível uma mulher tão sensacional como a Sarah,  se apaixonar novamente por um nerd meio loser (que eu não acho nada loser, que fique bem claro) como ele.

E vc ainda tinha alguma dúvida, hein Chuck?

Nessa hora, não teve como não se emocionar com um Chuck jogando tudo para o alto, correndo atrás da sua mulher, tentando convencê-la de que a história dos dois foi real e aqueles momentos com o personagem totalmente vulnerável e entregue a emoção, foi de partir o coração de qualquer um que seja pelo menos um pouco fã da série.

Mas vamos reconhecer que grande parte do sucesso do Chuck, além do personagem ser completamente adorável, se deu realmente devido ao carisma enorme do ator Zachary Levi, que soube levar muito bem o papel e isso merece ser reconhecido.Clap Clap Clap!

E é claro que o Chuck usou de todas as suas artimanhas para tentar reconquistar a Sarah nesse capítulo final e com uma ajudinha do destino (e dos roteiristas), ambos acabaram voltando a cenários já conhecidos da série, trazendo ótimas lembranças para quem acompanhou essa história até aqui, onde ambos acabaram revivendo momentos que se tornaram clássicos em Chuck, tudo isso de forma bem divertida.

Obviamente, que ninguém tinha a menor dúvida de que tudo viria a dar certo no final, mas a trajetória para que isso acontecesse, com todo mundo da série trabalhando nessa missão, isso foi bem divertido de acompanhar. Adorei por exemplo a participação dos nerds figurantes da Buy More, trabalhando na tarefa de localizar a Sarah. Achei mais do que merecido esse destaque para todos eles (e aquele gordinho é um extra famoso, que faz pontas como figurante em diversas séries nerds, além de outras produções e é conhecido por isso, não? Sei que eu li algo a respeito em algum lugar…)

Sem contar a última performance impagável da dupla Jeffster, tocando “Take on Me” do A-ha, acompanhados de uma orquestra regida pelo Morgan para salvar a General Beckman (que voltou para a despedida), certamente um momento épico para a série.

Só achei que no final mesmo, a Sarah devia ter se lembrado de tudo e que eles deveriam ter terminado naquela casa de cerca branca e  com a porta vermelha, por mais clichê que fosse. Mas nem tudo é como a gente gostaria e mesmo que esse não tenha sido o final perfeito de Chuck, aquela cena com ele contando a história de amor dos dois em meio aos flashbacks todos também foi bem bacana. Emocionante até. (tá, fiquei com peso na consciência então eu vou confessar que eu chorei. Mas esse sou eu, sensível no mês de Janeiro. Me perdoem.)

Também fiquei esperando por uma cena de “despedida” dos amigos Chuck e Morgan, não que ela não tenha acontecido, mas senti falta da emoção, sabe? Mas achei bem divertido o Morgan observando ele dormir, enquanto o amigo sofria de depressão pela falta da Sarah.

E para uma série que sofreu tanto como Chuck ao longo desses cinco anos, sempre correndo sérios riscos de ser cancelada, levando até o próprio Zachary Levi a fazer campanha para que todo mundo fosse ao Subways, patrocinador da série,  com ele (alguém lembra disso? E o Subways ainda acabou ganhando um importante destaque nesse episódio final, se tornando o novo dono da Buy More. Howcoolisthat?) até que nós nos divertimos bastante na companhia desse time de espiões mais improvável da história. Foi arrastada? Foi. Mas foi bem divertida também, para quem não procurava nada tão profundo por exemplo e se contentava com uma boa diversão.

Outro ponto forte da série sempre foi a trilha sonora, que sempre fez o meu coração indie bater mais forte. Alguém ainda tem alguma dúvida do porque que eu sempre me identifiquei tanto com Chuck? (sem contar a t-shirt com a estampa com disquete escrito “My Entire Life”, que eu não esqueço e desejo até hoje)

Assim, cinco anos depois, após diversas missões e todos os tipos de inimigos possíveis, chegamos ao ponto final dessa história, com um Chuck atingindo o seu objetivo de se tornar um grande espião, com ou sem Intersect (se bem que, novamente com o Intersect, nós ganhamos aquela última olhadinha vesga super foufa, que só ele sabia dar antes de um dos seus famosos flashs), abrindo mão dessa vida de herói que ele conseguiu conquistar com o tempo, mesmo sem ter nunca feito uma vítima fatal e conseguindo recuperar o amor da mulher da sua vida através das memórias do casal.

Mesmo achando a história bem arrastada até esse ponto e sendo um dos poucos sobreviventes que resistiram bravamente até aqui, eu tenho que admitir que eu vou sentir bastante falta do melhor espião do mundo, Mr Charles Carmichael.

Certamente, um ótimo representante para essa nova geração nerd.

(♥)

ps: penso em almoçar no Subways uma semana inteira, em sinal de agradecimento por terem mantido Chuck vivo por todo esse tempo. Vamos? (como se fosse algum sacrifício, rs)

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3 Respostas to “Chuck vs The Goodbye – O final de Chuck”

  1. The Modern Guilt Awards 2012, a quarta edição do prêmio mais sensacional de todos os tempos « The Modern Guilt Says:

    […] desse detalhe, Fassbender, Skarsgard, Speedman, Krasinski, Sturgess, Levi, Quinto, Pine, Greenberg, Driver, Dallas, Amell, Bell, Jackson, Canet, Levitt e algum outro que eu […]

  2. igor Says:

    chorei mt no chuck vs sarah. So nn chorei no c.vs. Goodbye pq minha mae tava la.

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