Everyone + Rich

Skins voltou e voltou mais corajosa do que nunca para essa sua Season 6, que finaliza a história dessa sua terceira geração.

Com uma viagem para o Marrocos, colocando todos eles juntos em um casa meio prodrinha, com a cara da série na verdade, eles começaram a sua Season 6 (6×01 Everyone). Em meio a festas animadas em um cenário de terras estrangeiras maravileeeandro ao fundo, tivemos o que Skins sempre teve de melhor, que é aquele climão de “juventude perdida” que todos nós amamos tanto na série.

Mas além da colocação, traficantes barra pesada, Matty virando um fugitivo e muito calor, esse primeiro episódio foi importante para dar o tom da temporada. Dessa vez, o grupo que a princípio foi apresentado como pessoas se conhecendo para a formação desse mesmo grupo atual, agora estavam todos juntos, desenvolvendo os seus relacionamentos e ganhando novas camadas para essas relações. E com um  sério acidente de carro, tivemos uma pausa forçada em todo aquele clima animado de férias de verão para ganhar o que provavelmente será o plot da temporada, com o peso da culpa e do arrependimento figurando na cabeça daqueles jovem ingleses que representam tão bem essa nova geração.

Na sequência, tivemos o episódio centrado no Rich (6×02 Rich), que já não é mais aquele metaleiro de antigamente, para a nossa sorte, porque a trilha do seu episódio anterior foi pesada demais (pelo menos para os meus ouvidos). Dessa vez, Rich teve que lidar com o fato de ter que ficar longe da menina por quem ele é apaixonado, Grace, que foi a vítima do tal acidente em Marrocos e que se encontrava em coma no hospital, com o seu pai, o diretor linha dura do colégio, fazendo plantão para evitar o contato do garoto com a sua filha em recuperação.

Primeiro que foi até que divertido ver o personagem rastejando para conseguir ter algum contato com a sua namorada e mais tarde, com a sua vingança planejada para destruir a casa da família do diretor, o episódio acabou ficando ainda mais interessante.

Com a turma recebendo a notícia de que Grace estava melhor, eles resolveram sair daquele estado de tristeza em que se encontravam, para festejar no melhor estilo de Skins, com um show sensacional e destruidor da banda que o Rich mantém com Alo (que estava meio que vestido de Ziggy Stardust, uma ótima referência por sinal, considerando que esse ano, o personagem icônico e antigo do David Bowie completa 40 anos), no meio da casa maravileeeandra da família da amiga em recuperação, deixando o lugar em um completo caos.

Falando um pouco do fundamento em Skins, a trilha sonora da série continua absurda e menos presente (sério, na temporada anterior tocava 3 músicas por minuto, rs) e os figurinos continuam deliciosos. Vale a pena ficar de olho no fundamento da Minni, que foi a personagem que o figurino mais me chamou a atenção nesse início de temporada. Ela que continua apostando no dourado, inclusive para underwear e usou um t-shirt verde larga e inteira de paetês , que eu achei invejável. (euquero!)

Rich passou o episódio inteiro quase que em transe, se comunicando com a sua amada com alguma dificuldade, sempre sozinho, aliás, sozinhos, apenas os dois dividindo esses momentos. O que de certa forma já nos dava algumas pistas do que estava por vir…

Em meio as memórias do quarto da garota, Rich lutava contra o sentimento de ter que ficar distante de quem ele ama, completamente perdido e sem saber o que fazer sozinho, e foi bem bonitinho ver o coração de um ex metaleiro sofrendo por amor nesse nível e a essa altura da sua vida.

Mas realmente o destino já estava traçado e ao final do episódio, tivemos a confirmação pelo próprio pai da Grace de que ela havia morrido na tarde do dia anterior a festa e todos aqueles encontros e a comunicação entre os dois que rolou durante o episódio inteiro, não passou de alucinações do próprio Rich.

Há quem considere apenas que esse tipo de ligação entre os dois nesse momento tenha se dado devido ao nível alto de colocação do personagem, mas eu acredito que aqueles dois dividiram algo muito maior do que qualquer substância exótica e por isso estiveram juntos até o fim. Um final que apesar de triste, foi justo, para que o grupo de fato comece a encarar as consequências de tudo o que eles aprontam sem pensar muito no que pode acontecer como resultado final daquilo tudo no futuro, seja ele próximo ou não.

Um episódio absurdamente sensível, porém sutil, sem  fortes apelos ou qualquer coisa do tipo, para marcar a despedida de uma das personagens que mais lutou por manter sua identidade em Skins. Aliás, foi bem bacana aquela cena final com o pai que sempre viveu de aparências, com um certo orgulho exagerado do seu patrimônio, pouco se importando com o estado caótico e atual da sua casa, quando a perda da sua filha acaba falando mais alto do que qualquer outra coisa e tendo que dividir esse momento com quem ele tentou manter longe da sua filha a todo custo.

Agora só nos resta saber como é que o resto do grupo vai lidar com essa perda definitiva. E semana que vem, temos a entrada do novo personagem na trama, que parece que vai bagunçar com a mente do grupo.

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3 Respostas to “Everyone + Rich”

  1. Ligya Says:

    Essy, ontem ( sábado ) assisti ao primeiro episódio Everyone, fazia um tempo que ñ assistia Skins,na temporada passada só vi até o episódio do Alo e assistindo lembrei do que sinto vendo Skins, que é a falta de responsabilidade, ñ que eu seja velha,mas já tenho as minhas obrigações. Não vi o episódio do Rich, enquanto espero o download termina, lembrei de vim aqui no seu blog e me deparo com esse texto dizendo que Grace morreu, ñ era a minha personagem preferida,mas ela era tão meiga e doce, adorava quando mostravam a relação da Grace com a música, era tão delicado…….. os mais sensíveis em skins acabam morrendo.

    A garota que faz a Franky parece ser boa atriz, digo o mesmo do que faz o Matthew, ele me lembra o Gael Garcia Bernal, a primeira vez que ele aparece na serie falando com a Franky foi amor a primeira vista, já ñ curto muito o Nick, acho chato.

    • Essy Says:

      Faltou pouco então para vc terminar a temporada passada hein?
      Eu me animei bem mais com essa nova geração, mas sempre tive essa mesma sensação desde sempre em Skins (talvez eu até tenha escrito isso em algum momento…), que não importa o que eles façam, as consequências acabam não aparecendo. Talvez porque na vida real, muitas vezes elas só aparecem anos depois mesmo, rs.
      Mesmo já tendo ocorrido outras mortes nas temporadas anteriores, achei ótimo que dessa vez tenha acontecido no começo de tudo, para dar tempo para que a gente possa ver como é que eles vão reagir sobre isso. Espero que seja bacana. (e achei lindo o ep com a morte da Grace, que tinha alma de artista e personalidade de sobra neam? AMO!)

      Tmbm acho o Nick meio assim (o personagem e o ator), gosto do Matty qual vai ser o desfecho da sua história agora como fugitivo e a Franky eu acho a mais talentosa de todas, ou pelo menos com mais camadas até agora.
      Veremos o que vai dar essa temporada…

  2. Everyone – a despedida da terceira e última geração de Skins « The Modern Guilt Says:

    […] não adianta, chegou mesmo o momento de nos despedirmos de Franky, Matty, Mini, Alo, Liv, Alex, Rich, Grace e Nick, os jovens ingleses da vez que nos fizeram relembrar novamente os bons e velhos […]

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