A + B? C + D? Afinal, onde estamos em Fringe?

Semana passada eu reclamei da demora do desenrolar da história em Fringe, disse que estava preocupado com o seu ritmo e tudo mais, isso é claro que considerando a possibilidade do cancelamento da série,  mesmo afirmando que embora houvesse uma preocupação da minha parte, eu ainda estava adorando o que  estava assistindo na série.

Até que, nesse último episódio  (4×12 Welcome to Westfield) fizemos as sensacional viagem a Westfield, o primeiro com Walter (C) saindo de dentro do seu laboratório em Harvard e em um momento impar, onde a sua presença seria mais do que necessária.

O episódio parecia mais um outro qualquer, digo isso pensando nos padrões de um dos bons episódios de Fringe do passado, com o casinho da semana relacionado com a história maior da trama e com a mitologia da série, e blah blah blah, mas na verdade, esse episódio foi mesmo um tapa na nossa cara, com as duas mãos e ao mesmo tempo, com uma pintada de azul e a outra de vermelho. PÁ! Uma sacudida para mostrar que apesar de tudo, os caras sabem muito bem o que eles estão planejando para o futuro incerto da série.

E eu tenho certeza que quem é mesmo fã de Fringe, até acabou assistindo novamente ao episódio, pelo menos por mais uma vez, de tão perfeito, complexo e por incrível que parece, até mesmo simples que ele foi, por mais contraditório que isso possa parecer. Sabe aqueles episódios sensacionais de Fringe? Então, acabamos de ganhar mais um.

Casos semelhantes com o que nós já vimos nos passado, como quando os dois universos ficaram sobrepostos ou quando algumas pessoas infectadas por um vírus se tornaram agressivas e suicidas (dessa vez eles pareciam zombies naquela cidade deserta), casos que sempre nos despertaram a curiosidade na série e são sempre muito bem contados. Até aqui estaria tudo igual, se não fosse a presença da Olivia (C) em cena. Ela que já começou o episódio tendo um sonho meio assim com o Peter (Höy!), o que aparentemente pareceu até que talvez ela começasse a enxergá-lo com outros olhos. No entanto, ao longo do episódio, Olivia (C) teve um outro momento falho, lembrando de algo do passado que ela não viveu, não nesse universo, sendo contrariada por Walter ao questionar sobre a lembrança que ela achava que tivesse dividido com ele e recebendo a confirmação do próprio Peter de que isso aconteceu sim, só que no universo dele, o azul, com a sua Olivia e o seu Walter.

Sinais claros de que realmente havia algo diferente em Olivia (C) e o modo como ela foi afetada em Westfield, algo super bem relacionado com o caso da semana inclusive (mas lembrando que o tal sonho foi antes dela chegar lá então…). Até que a confirmação se deu ao final do episódio, com ela pedindo comida no restaurante preferido do casal no lado A da história, o Damianos (detalhe que o Peter acabou revelando no decorrer do episódio e que parecia ser algo solto, sem a menor ligação com nada, mas que voltou nessa hora, deixando todo mundo de cara) e surpreendentemente, acabou recebendo o Peter com um beijo na boca, simples assim, como se nada tivesse acontecido esse tempo todo e eles estivem em casa, no lado azul da força. DA FUCK?

Até o Peter terminou o episódio extremamente surpreso, assim como todos nós. E com isso, a pergunta que não quer calar é: onde diabos nós estamos em Fringe?

A e B são os universos que nós conhecemos bem em azul e vermelho. Já C e D são dessa nova realidade com os “universos alternados”, onde o Peter não existe (mas está lá), que é o que nós estamos conhecendo agora depois do evento com a máquina ativada pelo Peter no final da Season 3, ambos (C+D) na cor laranja. Uma única cor, para indicar que os universos continuam vivendo separados, mas com uma ponte “aberta” entre eles.

Mas com o episódio dessa semana, tudo muda de figura. O que estaria acontecendo? Onde estamos?

Existem várias teorias rolando por ai, como a  de que o Peter está onde ele sempre esteve ou a que as timelines de ambos universos estão se encontrando e poderia virar tudo uma coisa só, ou também a de que a reação da Olivia (C) ao final do episódio se deu devido ao seu tratamento continuo com Cortexiphan aplicado sorrateiramente e sem ela saber, a mando da versão Nina Sharp evil. Mas porque? Mas como? E qual a finalidade disso tudo?

E eu não faço a menor ideia e acredito que muita gente que assiste a série esteja nessa mesma situação. E voltar a ter essa sensação, é voltar a ver Fringe na sua melhor forma e voltando as origens, uma série que não decepciona nem quando deixa a gente como completos idiotas em frente a TV, de boca aberta.

Não porque nada faz sentido na série, não porque a gente não consegue imaginar o que poderia estar acontecendo, tão pouco porque não conseguimos acompanhar a série e sim porque tudo é feito de uma forma tão bem escrita e encaixada, que qualquer teoria que a gente pense em criar, será superada pela ideia inicial deles, que é sempre bem mais genial do que qualquer uma das minhas ideias por exemplo, e a excelência do episódio dessa semana comprova ainda mais essa teoria.

E se vc encontrar com pessoas babando por ai, andando sem rumo pelas ruas durante essa semana, deve ser algum fã de Fringe, tentando entender esse episódio e resistindo a espera interminável de ter que aguardar até a próxima sexta para poder assistir ao novo episódio. Humpf!

#OLIVE

ps: e o momento alto desse episódio foi  o Walter convocando o Peter e a Olivia pelo sistema de comunicação da escola, parecendo o Diretor chamando os alunos para um particular, rs.

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Uma resposta to “A + B? C + D? Afinal, onde estamos em Fringe?”

  1. A temporada âmbar de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] ela não havia vivido já que até então, Peter sequer existia. Algo que chegou a nos levar a uma série de teorias a respeito do porque de todos esses […]

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