Fringe e o seu “game changer” em The End Of All Things

Vamos começar dizendo que a campanha em torno do episódio acabou sendo muito maior do que de fato ele foi. Promos intrigantes , entrevistas animadoras com os atores dizendo que o episódio seria um “game changer” em Fringe, que seria um episódio esclarecedor e tudo mais. Só que não foi exatamente assim. É, não foi.

Antes que algum fã da série mais animado comece a reclamar (lembrando que eu mesmo sou um desses fãs bem animados), já vou logo dizendo que o episódio “4×14 The End Of All Things” foi sim um episódio sensacional, com algumas revelações importantes, mas não foi exatamente como eles estavam prometendo, mesmo porque as coisas ainda não ficaram muito claras. Continua tudo vermelho, azul e laranja.

Digo isso porque continuamos sem saber onde de fato Peter está. Talvez tenhamos ganhados algumas pistas importantes durante o episódio, com aquela teoria explicada pelo Walter sobre o “palimpsesto” e também  sobre a sobreposição de imagens nas fitas de VHS antigas, que de certa forma poderia muito bem ser o que está acontecendo em Fringe durante essa temporada, mas ainda é cedo demais para afirmar qualquer teoria. (mas que foi estranho a Aspirin perguntar esse tipo de coisa aleatoriamente, isso foi)

Nesse momento, embora agora eu também já faça parte do time que acredita que Peter está de fato no lado A, alterado pela sua não existência, não consigo ignorar a sensação do Peter de ainda estar no lugar errado e com a Olivia errada. Não sei, muita coisa entraria em questão no caso dessa sobreposição dos universos e ficaria bem difícil de entender o que de fato acabou sendo real ou não, se vc conseguir se imaginar como um personagem dentro daquele universo modificado (laranja). Quase que como se eles criassem com essa teoria, uma  caso de esquizofrinia coletiva. Não sei qual seria a melhor saída para essa situação, mas esse também não é o meu trabalho (rs).

Mas veremos o que vai acontecer nos próximos 8 episódio inéditos, como bem lembrou o promo ao final do episódio (que podem ser os 8 últimos da série), porque ainda assim eu confio no caminho que a série está seguindo e a cada novo episódio dessa temporada, fica cada vez mais claro que eles já sabiam o que estavam querendo mostrar desde sempre e talvez esse joguinho de não deixar tudo muito claro para a gente seja mesmo proposital.

O grande ganho nesse episódio, foi sem dúvida, a verdade sobre os Observadores, figuras que nos perseguiram por 4 anos e que pouco a gente sabia sobre elas. Usando um recurso que já apareceu no passado da série (como quando Peter entrou no cérebro da Olivia), Peter acabou descobrindo que os Observadores, são nada mais do que seres humanos do nosso próprio futuro, que conseguiram desenvolver uma tecnologia que os fazem capazes de viajar no tempo e espaço, de forma não linear, para que eles possam observar fatores históricos importantes que contribuíram para a sua evolução.

Uma explicação sensacional e que acaba validando toda aquela técnologia desconhecida que eles sempre carregaram, para citar apenas um exemplo sobre a sua mitologia. E da forma que foi feita, com o Peter e o September observando o Big Bang, foi algo além do sensacional. Talvez tenha até sido uma homenagem a Doctor Who, hein? (só eu senti uma semelhança com alguns momentos da série inglesa naquela cena?)

Mas fora isso, September não deixou nada muito claro em relação a situação atual do Peter e Olivia (C), além do fato de ter lembrando do Henry, filho do Peter com a Folivia, que havia sido esquecido durante essa temporada e era uma pergunta constante dos fãs da série, que agora nós já sabemos a resposta. September confirmou que devido a sua interferência no passado, quando Walternativo esteve prestes a descobrir a cura para a doença do seu filho e mais tarde, quando ele salvou Peter e Walter no lago Reiden, isso tenha desencadeado uma ruptura na linha do tempo, o que levou os dois universos ao estado de guerra que bem conhecemos. September disse ainda, que assim, Henry tornou-se a criança que nunca, jamais deveria ter nascido, não pela Olivia errada e que Peter precisava corrigir isso.

E depois de despejar essas informações um tanto quanto vagas na nossa cara (digo, essas últimas), September simplesmente sumiu da mesa de laboratório do Walter e talvez esse tenha sido o seu final definitivo. R.I.P

Enquanto tudo isso acontecia, do outro lado, em uma sala obscura, Olivia estava sendo torturada por David Robert Jones, trazendo também uma antiga referência ao episódio onde ela foi testada a respeito de suas habilidades no passado, isso ainda na primeira temporada. Foi bacana ver Olivia sendo torturada, usando o seu poder a seu favor, trazendo o Peter para perto, desmascarando a Nina evil (que nós descobrimos ser a Ninalternativa) e de quebra ainda dando um tiro na garganta do David, embora tenha sido em vão. Gosto tanto quando a série revisita cenários ou fatos importantes do passado, algo que sempre acaba me dando uma sensação de segurança, de que de fato eles sabem o que estão fazendo.

Ao final do episódio, tivemos Olivia cada vez mais convencida de que o Peter é  e sempre foi o homem da sua vida, cheia de memórias do passado dos dois, porém, do outro lado, Peter está ainda mais convencido de que aquele não é o seu universo e aquela não é a sua Olivia e que ele agora mais do que nunca, precisa voltar para casa. Casa? Mas que casa? Afinal Peter, qual é o seu endereço? (rs)

Mesmo com toda essa confusão de que se estamos de fato aqui ou ali, em nenhum momento o September falou sobre uma timeline diferente com o Peter, nem sobre ele ter que cruzar universos para chegar em casa. Algo que me deixou intrigado e que vale a pena considerar. Talvez quando ele disse que o Peter só precisava voltar para a casa, esse “voltar para casa” possa estar relacionado com o fato do Peter aceitar e entender que aquela é a sua timeline e que aquela é a sua casa. Hmm mmm

E com tudo isso que Fringe nos fez pensar essa semana (e ao longo desses 4 anos) e enlouquecer com 3812154545 teorias, eles nos deixam assim, ainda cheio de dúvidas, que podem ou não ser respondidas dentro de 1 mês, que é quando a série retorna para terminar a temporada com os outros 8 episódios restantes. (lembrando que o último episódio dessa temporada ainda não foi nem escrito, dadas as circunstâncias do futuro incerto da série, e talvez também por sua complexidade, rs)

Ansiedade? Desespero? Curiosidade? Loucura? Desconheço essas palavras e tentarei permanecer assim pelo menos durante o próximo mês…(rs)

#UNITE

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3 Respostas to “Fringe e o seu “game changer” em The End Of All Things”

  1. Jubs Says:

    Tentar fingir que Finge não existe durante um mês para não enlouquecer, será que dá?

  2. A temporada âmbar de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] hora, ganhamos também um importante esclarecimento quanto as figuras mais enigmáticas da série, os Observadores, onde descobrimos que eles nada mais eram do que seres humanos vindos diretamente do futuro para […]

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