♡ Fringe e o amor ♡

Fringe é uma série de ficção científica das mais bem feitas até hoje, super bem cuidada em todos os aspectos e sempre recheada de detalhes que deixam qualquer fã da série enlouquecido de tanto orgulho, como a aparição do Scooby-Doo em pessoa nesse episódio,  rs (4×15 A Short Story About Love), ou também o detalhe das icônicas tulipas brancas na mesa do café onde Olivia apareceu toda melancólica sofrendo por amor.

Mas não é de hoje que nos avisaram que a resposta para o grande mistério da série estaria no amor. Ahhh, o AMOR! Torcemos o nariz quando essa notícia foi anunciada no passado, é fato, mas acabamos aceitando a ideia de coração aberto afinal, tudo havia sido tão bem feito até agora, que até um final romântico parecia cabível, mesmo em Fringe.

Primeiro os roteiristas nos apresentaram um universo azul, depois veio o outro universo, dessa vez em vermelho. Mais tarde fomos apresentados ao passado desses dois universos na década de 80, depois, mais a frente foi a vez de visitar futuro da série e finalmente nos permitiram observar esses dois universos em versões “alteradas”, dessa vez em laranja, o que acabou se tornando a grande pergunta do momento em Fringe. Afinal, onde estamos?

E de forma simples, sem grandes rodeios (nesse momento pelo menos) e sem maiores explicações científicas como reconheceu o próprio September, o Observador mais querido de todos os tempos (♥), ficamos enfim sabendo que estamos em casa, onde sempre estivemos esse tempo todo. Peter que não deveria existir, não conseguiu ser apagado do universo e isso graças ao amor das pessoas que se importavam com ele, novamente segundo o próprio Observador, saído diretamente da sua prisão high-tech que o mantinha sem contato com o universo. (algo que me lembrou a esfera da season finale da Season 2 de Doctor Who…mais uma semelhança).

Simples assim, recebemos a informação de que Peter esteve em casa o tempo todo, com a sua Olivia e o seu Walter. Tudo bem que essa até já era uma resposta que nós estávamos esperando como possibilidade e a explicação desse plot estar no “amor” ser algo que nós já fomos preparados anteriormente para aceitar, mas fato é que faltou alguma coisa nesse momento. É, faltou…

Emoção talvez?

Senti que faltou algo para selar esse momento tão aguardado, onde finalmente conseguimos entender onde Peter esteve esse tempo todo, afinal, esse foi o grande mistério que descobrimos em Fringe ao iniciar essa Season 4 com sua abertura laranja. Digo isso porque me lembro com saudade do episódio em que Walter revelou o “sequestro” de Peter no passado, me lembro da Olivia se sentir surpresa (como todos nós também ficamos) ao ver o Peter com um “brilho especial” que indicava que ele não pertencia ao seu universo e me lembro de diversos outros momentos que nos emocionaram em Fringe, como uma simples tulipa branca, por exemplo. Mas esse, o momento da revelação do grande mistério dessa Season 4, definitivamente não foi um deles.

Ainda não acho que a proposta tenha sido ruim, nada disso. Só acho que a execução não tenha sido das melhores e insisto em dizer que faltou sim emoção. Logo em Fringe, que já nos proporcionou grandes momentos emocionantes até agora (muitos encontrados na relação Peter + Walter), foi dar esse mole justo em um episódio focado no amor?

E a Olivia totalmente disposta a esquecer toda uma vida (sim, TODA UMA VIDA) em nome do amor? Sim, Olivia, a prática Olivia que aparentemente já não é mais a mesma de outros tempos. Mas também, com um homem que atravessa universos a sua procura, vamos combinar que essa é uma história de amor que vale a pena insistir, não é mesmo? Por isso aceito aquela cena super clichê dos dois se encontrando ao final do episódio, com direito a giros de 360º da câmera e tudo mais.

Logo, para finalizar e esclarecer de uma vez por todas, nos despedimos de C e D que nunca existiram,  aceitando agora que o universo laranja nada mais é do que realmente A e B alterados.

#QUILL (palavrinha nova)

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9 Respostas to “♡ Fringe e o amor ♡”

  1. Cleo Says:

    Desculpe-me, mas o que é “quill”? Eu já tenho dúvida com “hoy” porque descobri seu blog somente a pouco tempo.

    • Essy Says:

      Euri Cleo.
      “Höy! é tipo uma expressão que eu uso sempre com algo (geralmente alguém, rs) que eu acho bem maravileeeandro. É uma exclamação, quase como um suspiro. Höy!

      Agora o “quill” foi o glyph code do episódio dessa semana em Fringe (“glyph code” que são as palavra que se formam com os códigos das imagens que aparecem durante as pausas dos eps da série), que era uma palavra que eu também não conhecia ainda, por isso escrevi “palavrinha nova”, que eu descobri que significa franzir, dobrar e que também é como são chamadas aquelas canetas com pena, daquelas bem antigas sabe?

  2. Renata Says:

    Nossa fiquei o fim de semana todo sem entrar aqui achando que você iria comentar do último episódio de Fringe. Só consegui ver ontem e logo após ‘corri’ aqui pro blog, pois já sentia abstinência (rs) e estava ansiosa pra ver o que você iria postar sobre o episódio.
    E super concordo foi tão normal os dois se encontrarem na rua e as voltinhas, mas o que me deixou triste é que percebi que Fringe vai acabar e eu tentei me preparar para isto, mas com este episódio respondendo A pergunta, vi que não estou preparada emocionalmente para não ter mais Fringe na minha vida (drama overloaded). Série que acompanho desde as chamadas e no primeiro episódio estava lá sentadinha e foi amor a primeira vista. Sem dúvidas dentre as VÁRIAS séries que acompanho e já vi Fringe tem um lugar super especial.

    Mas é isto, tinha que dividir o meu atual terror e agradecer/elogiar por você me divertir todo dia 😀
    brigadim…

    Höy! rs

    • Essy Says:

      Não faltou mesmo alguma emoção? Achei quase que um crime Fringe deixar passar esse momento dessa forma…

      Vc sabe que depois desse ep, perdi até um pouco mais da esperança sobre a renovação? Parece mesmo que tudo está caminhando para um final..o que eu também vou lamentar muito se de fato acontecer.
      E eu sempre disse que a história de amor maior em Fringe sempre esteve na relação Walter + Peter e talvez por isso, o momento de “conclusão” da história da Olivia com o Peter não tenha funcionado muito bem.
      Quando Walter começou a gostar dessa versão do Peter por exemplo. e foi procurá-lo para enfim oferecer a sua ajuda, todos nós nos emocionamos bem mais com certeza.

      Tnhks pelos elogios do seu comment também. Que além de concordar com o que eu disse ainda vem com comment foufo. Höy! 😉

  3. Jubs Says:

    Ah eu esperava mais com o episódio de volta, mas gostei das respostas, mas também senti falta de emoção! Quero ver aquele amor pelo Peter no olhar do Walter. Sinto tanta falta disso…
    Quill, eu joguei no Google e deu canetas com pena de antigamente. Significa o que no episódio? Que o destino deles está de alguma forma já escrito? Sabe, ficar pensando sobre Fringe deixa meu cérebro dormente. hehe

    • Essy Says:

      Pois é neam? Tinha que ter sido mais especial depois desse hiatus de 1 mês e depois também daquele último episódio mais “esclarecedor” com a verdade sobre os Observadores. Humpf!
      Mas o que eu mais senti falta mesmo foi da emoção…não consegui me emocionar.
      E tmbém fiquei na dúvida quanto a relação de “Quill” com o episódio…
      Pior que Fringe é uma das poucas séries que nos dá homework depois de assistir a um de seus episódios neam? AMO!

  4. Jubs Says:

    Adorei esse esclarecimento sobre os observadores. Juro que tinha um medo de falarem que eles eram extraterrestres e blá, blá, blá.
    Pois é! Outros episódios me emocionaram mais que esse.
    Eu ainda não vi o 4×16 – Por isso não li o outro post ainda – Mas espero que tenha mais respostas sobre tudo e me faça entender o que é “Quill” em Fringe.
    SIM *-* Adoro poder explorar partes do meu cérebro que não exploro normalmente. Fringe me permite pensar coisas “absurdas” com a maior naturalidade.

    • Essy Says:

      Foi bem bom mesmo o esclarecimento sobre os Observadores. Quase fiquei constrangido com a cena em si, confesso, mas no final das contas, a soma de tudo foi um resultado bem positivo e super aceitável.
      Então, esse ep ficou mesmo capenga de emoção. Faltou…
      O 4×16 é gostosinho, Fringe oldschool, tem cara de filler e no final é revelado um plot que tem tudo para ser sensacional!
      Ainda bem que daqui para o final, parece que não teremos mais pausas. Ufa!

  5. A temporada âmbar de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] os nossos corações gelados a ponto da gente até aceitar uma justificativa como essa  do “AMOR” para uma série como Fringe, sempre tão coerente dentro das suas justificativas científicas e […]

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