Tudo bem Fringe falar de amor, mas nada como voltar a velha e boa discussão científica, não?

Confesso que comecei a assistir o episódio dessa  semana em Fringe (4×16 “Nothing As It Seems”) com uma certa preguiça, talvez ainda pelo “trauma” da falta de emoção no episódio anterior, onde o maior plot da temporada acabou sendo tratado de forma meio assim. De qualquer forma fiquei intrigado com o retorno de um dos casos do passado já conhecido de todos nós, logo agora nessa possível “reta final” da série.

A princípio não consegui relacionar muito bem com o caso recorrente e fiquei mais interessado no que estava acontecendo com os personagens da Fringe Division, com a Olivia ameaçada de não poder mais exercer a sua profissão pelo drama todo da sua memória estar comprometida, Lincoln e Peter tendo uma D.R no carro a respeito da “nova & velha Olivia” e o Walter sempre nos emocionando, resgatando do fundo do seu baú uma caixa cheia de presentes de aniversário que ele comprou para “o seu Peter”, sendo retribuido com um dos abraços mais sinceros do seu filho até hoje (me lembrou até uma das cenas finais da primeira temporada de The Big C, que me fez chorar compulsivamente). Ahhh, como esses dois nos emocionam sem precisar fazer muita força, não? (o que foi a cara do Walter depois daquele abraço?)

Outros dois momentos foram bem foufos durante esse episódio, o primeiro com Walter super animado por ver sua família reunida, com todos juntos no laboratório, incluindo merecidamente até o Lincoln na turma. E depois a Olivia recebendo o reconhecimento do seu talento a frente da Fringe Division, reconhecendo que 60 % dela, conseguia ser muito mais do que qualquer outro agente com quem ela já trabalhou. Howcuteisthat? Sem mencionar um terceiro momento, esse muito mais de pura diversão, com Walter saindo do banheiro (não sei bem se era um banheiro), com uma revistinha no mínimo suspeita, rs.

Mas com a aparição de personagens conhecidos como o colecionador de livros antigos somado ao caso já visto (de forma diferente) durante a Season 1, comecei a desconfiar que algo bem bom estaria por vir. Afinal, o que justificaria todos esses retornos?

E confirmou! Primeiro tivemos Walter fazendo um belo discurso em família (como ele mesmo reconheceu em certo ponto, lindamente até) sobre o complexo de Deus do vilão David Robert Jones e depois, observamos uma homem misterioso em um cargueiro (medo de cargueiros, que me lembram Lost, que me lembram o começo de sua fase bem meio assim) cercados das mais exóticas criaturas que já figuraram em Fringe no passado, nos casos antigos que muita gente chegou até a considerar sem muita relevância. Uma cena que certamente deixou todo mundo super curioso, além de animado com o retorno de tantas figuras conhecidas da série.

Além do mais, se a gente lembrar que no passado, ainda na Season 1, esse caso esteve relacionado com um homem chamado Conrad Moreau, em homenagem ao livro “A ilha do Doutor Monreau”, que retrata a história de um médico que tinha uma obsessão em criar a espécie perfeita, misturando o homem com animais, criando criaturas bem bizarras, diga-se de passagem. Me lembro de ter assistido um filme também a respeito no passado, por recomendação da minha professora de biologia do colégio antigo, quando estivemos estudando genética (sabia que um dia isso iria me ser útil, rs. Smacks profª Sandra!). E talvez essas referências todas possam ter a ver com o que estaria acontecendo naquele cargueiro ao final da temporada. Será que vamos ganhar uma ilha misteriosa? (que é onde o Doutor mantém as suas experiências). ME-DO de tudo terminar em uma ilha. ME-DO! (rs, mas ainda estou traumatizado com isso também)

Desde que comecei a assistir Fringe, percebi que nada era muito “filler” na série, mesmo nos casos mais exóticos ou de menor importância, mesmo que muita gente tenha considerado que a primeira temporada da série por exemplo, fosse uma temporada totalmente a parte, de pouca relevância para passamos a ver depois na série, o que pra mim, nunca foi muito bem o caso. Sempre consegui relacionar os plots menores da série, como os casos da semana do tipo “procedural” como componentes para o plot maior da série, a questão das várias possibilidades de universos e suas experiências científicas, como eles mesmo sempre amarraram muito bem na série. E não é a toda que alguns desses casos voltem de vez em quando.

Bacana também é ver que a série foi pensada dessa forma desde o princípio, me parecendo ser bem amarrada para o que seria o seu final. E ver essas figuras reaparecendo nesse momento em Fringe, depois de tudo que nós já vivemos na série até agora, só me deixa com menos esperança ainda de uma renovação, humpf! Ao meu ver, tudo se encaminha para o fim e a cena final desse episódio talvez tenha sido uma clara prova disso.

Ao mesmo tempo, fico pensando em como esse retorno da mitologia da série seria capaz de trazer uma nova dinâmica maravilhosa para a Fringe, talvez com a revelação do seu real motivo ou “porques” e as reais intenções de Jones por trás disso tudo nessa tentativa de “criar uma nova espécie”, o que certamente renderia bastante ainda para a série e que poderia ser apenas uma introdução para a temporada final, com o desfecho disso tudo enfim acontecendo lá no futuro, com denunciou o glyph code da série nesse episódio) e não apenas nos 6 episódio restantes da temporada (que ainda pode ser a última). Sinceramente, acho que poderia render muito mais dessa forma. Mas esse sou eu, alimentando o desejo de tentar garantir mais uma temporada para Fringe, rs.

#FUTURE

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Uma resposta to “Tudo bem Fringe falar de amor, mas nada como voltar a velha e boa discussão científica, não?”

  1. A temporada âmbar de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] como essa  do “AMOR” para uma série como Fringe, sempre tão coerente dentro das suas justificativas científicas e teorias super inteligentes. Tudo bem que a relação entre a Olivia e o Peter também é bem especial e a gente até torça […]

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