No ano de 2036 em Fringe…

O mundo se encontra dominado pelos Observadores, que estragaram tudo no futuro, envenenando o planeta em 2609 e por isso voltaram ao passado, em 2015, para tomar e ocupar o planeta de seus antepassados. Sem piedade, expulsando-os de suas casas e os matando nas ruas, em todos os lugares do mundo.

Para os poucos sobreviventes,  só sobraram duas alternativas, tornar-se um fidelista e se juntar ao exército dos Observadores, ou permanecer como minoria, fazendo parte da resistência, onde encontramos aqueles que se identificam com a frase “Fight The Future”.

Na resistência encontramos a Fringe Division, firme e forte, mas hoje trabalhando com bem menos recursos, com a restrição de apenas poder atuar com os humanos sobreviventes a tudo isso, sem o menor poder em relação ao lado dos próprios Observadores. Division que continua a comando do Broyles, bastante envelhecido, mas um dos poucos sobreviventes de uma época que todos nós conhecemos do nosso próprio tempo.

Nesse futuro, fomos apresentados a dois novos personagens, Etta e Simon, ambos trabalhando em nome da resistência, que reconhecem a Fringe Division do nosso presente (2012), como um grande ícone para a sua geração, e pensar que pouco mais de 20 anos se passaram, para que o trabalho de Walter e sua equipe ganhasse tamanho status de grandeza e importância em um futuro próximo. Mas uma mente com a de Walter certamente não poderia passar sem ganhar o merecido reconhecimento e por isso agradecemos os sobreviventes do futuro (rs).

Ao mesmo tempo em que os dois novos personagens se tornam extremamente interessantes em tão pouco tempo, é impossível não se prender a eles e ficar absolutamente interessado em suas histórias. Ambos rebeldes, enfrentando a dura vida da resistência a troco das memórias do passado, onde ambos tiveram os seus familiares como vítima dos Observadores, quando eles resolveram dominar o planeta ainda em 2015, no que ficou conhecido como Expurgo.

Walter, que por sinal, é o único rosto conhecido de todos nós que aparece durante boa parte desse episódio. Preso no âmbar por livre e espontânea vontade, ele parece ter se enviado para o futuro na intenção de salvar o mundo das mãos dos Observadores, que agora fazem parte do lado negro da força. (dizem que no nosso tempo, ele já havia feito isso antes, não sem algumas consequências…)

Com a ajuda de Etta e Simon, Walter é expelido do âmbar, mas não sem alguns efeitos colaterais. Com ajuda de Nina Sharp, outra sobrevivente e velha conhecida da audiência (que manteve os corte chanel, mas o vermelho dos seus cabelos deu lugar a uma versão totalmente grisalha e bem bacana), Walter tem a sua memória recuperada, utilizado para isso as partes do seu cérebro que foram extraídas a pedido do próprio, no passado da série. Um excelente exemplo de como Fringe não é uma série que funciona pelo acaso, mostrando que tudo em sua mitologia foi muito bem pensado. E isso em uma série feita para a TV aberta, que vive dançando na linha ténue entre a renovação e o cancelamento, o que eu preciso dizer que eu acho uma grande injustiça para esse tipo de material tão brilhante! (vai entender essa audiência que não gosta de ter a sua inteligência desafiada…)

Do âmbar, onde ele permaneceu por 20 anos (sim, 20 anos!), Walter ainda tem a missão de resgatar a sua equipe, também enviada para essa missão no futuro. Ainda não sabemos como ou porque, mas lá estavam: Aspirin, William Bell (sim, o próprio, mas no truque) e ele, Peter (♥). Mas nem sinal de Olivia. Humpf! (e não é de hoje que ouvimos que Olivia teria que morrer…)

Em um movimento suspeito, guardando uma mágoa profunda do antigo parceiro de laboratório, Walter opta por deixar o amigo preso no âmbar (uma saída excelente para o mimimi do Leonard Nimoy, que não aceita mais fazer participações em lugar algum), mas isso não sem antes retirar um pequeno pedaço dele, que poderia vir a ser importante no futuro. E Walter deixa um detalhe curioso escapar de sua fala nesse momento, dizendo que ele ainda não está preparado para esquecer o que Belly fez com Olivia. Curioso…

E tudo isso acontecendo assim, de surpresa, sem a gente entender muito bem como e porque, naqueles poucos 42 minutos do episódio, que a todo momento eu tentava estender mentalmente o contador do relógio do player, atitude desesperada e inútil, porque eu não fui uma criança criada a base de cortexiphan, rs. Sim, queremos mais 2036! Como assim só 42 minutos?

Dentro desse novo cenário futurista da série, existe tambem um segredo carregado por Etta, ela que por sua vez, quase que o entrega de mão beijada desde o princípio, dando várias dicas de quem ela poderia ser. E também seria impossível não imaginar qual a história por trás daqueles cabelos loiros e do seu par de grandes olhos azuis. E o final do episódio, eles ainda nos dão esse presente, com Etta, agora revelando ser Henrietta, totalmente emocionada, com os olhos cheios de lágrimas, quando é reconhecida por Peter, como sua filha. Sim, Etta é filha de Peter + Olivia. (um momento que durou segundos, mas que foi bem, bem emocionante, diga-se de passagem)

The End

..

.

Tive que praticamente “transcrever” o episódio dessa semana em Fringe (4×19 Letters Of Transit), porque cheguei a ficar quase que sem palavras para o que eu havia acabado de assistir. Com a cabeça girando em um velocidade absurda, em meio a mil e uma teorias, além das várias possibilidades que esse novo cenário de 2036 nos apresentou, eu só conseguia pensar que de certa forma, eu só teria mesmo é que agradecer a Fringe pelo que ela tem feito com as nossas mentes, colocando todo mundo para pensar ao final de cada um dos seus episódios como poucas séries conseguiram até hoje.

Existem séries boas que nos fazem pensar

Existem séries ruins que nos fazem pensar em tudo que não faz sentido, ou no tempo perdido que gastamos para entendê-las

E existe Fringe, que simplesmente nos enlouquece com tantas possibilidades, onde todas elas de certa forma fazem algum sentido, colocando todo mundo para pensar como nunca

Agora me fala se esse foi ou não foi um dos melhores episódios da série até hoje? Com um roteiro sensacional, uma história muito bem amarrada, detalhes deliciosos espalhados por todo o episódio, quotes de Star Wars, Walter  + alcaçuz + a sua declaração de amor por LSD (r), reunindo tudo isso, eles nos entregaram essa delícia de episódio, que além de tudo nos trás uma nova possibilidade de dinâmica para o futuro ainda incerto da série.

É claro que junto a tudo isso, vieram diversas perguntas que estão explodindo as nossas cabeças até agora. Seria o futuro que vimos em 2036, uma junção dos lados A e B? Ou seja, teria o plano de David Robert Jones dado certo? E qual a sua relação com isso tudo? O que Belly fez com Olivia? Onde estão Folivia e Lincoln e todo o lado B? Quando Etta aconteceu? O que levou Walter a essa expedição? Teria sido o Setembro, quem o avisou sobre os acontecimentos em 2609? E o navio com todas aquelas criaturas? Quem ficou cuidando da vaca Gene em 2011? rs

Perguntas que nós não temos a menor ideia para suas respostas. Isso do alto do 19º episódio de uma temporada que ainda pode ser a última da série, embora tenha surgido uma suspeita em forma de teoria, de que a senha digitada por Simon para ter aceesso a antiga Massive Dynamic, seria uma espécie de dica para a data de estreia da Season 5 (21/09/2012). Será?

Enfim, não sabemos de absolutamente nada até então, mas é inegável que esse foi um dos grandes episódios de Fringe, daquele tipo para encher de orgulho todo e qualquer fã da série, além de servir muito bem como justificativa do porque a série merece continuar pelo menos por sua sonhada  Season 5.

#QUAKE

ps: Henry Cusick realmente só nos trás episódios bons, não? Pena Lost ter acabado daquela forma… (não por sua culpa, brother!)

ps2: vamos lá querido leitor fã de Fringe, todos aplaudindo juntos no 3: 1… 2… 3 … Clap Clap Clap! (de pé!)

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4 Respostas to “No ano de 2036 em Fringe…”

  1. Cleo Says:

    Não deveria ter lido, pois eu só assisto pela, infame, Warner. Mas não resisti ao seu spoiler, que vc não economiza mesmo, né? Ótimo. Agora, é aguardar com ansiedade o 4×19.

  2. The 10th Doctor (parte 2) « The Modern Guilt Says:

    […] a essa temporada de Doctor Who, e não encontrar fortes semelhanças com os caminhos atuais de Fringe por exemplo (semelhanças essas que eu já havia encontrado na temporada anterior, com a questão […]

  3. A temporada âmbar de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] Um futuro que chegamos a conhecer no episódio 19 (sempre o 19), onde nele ganhamos a participação do ator Henry Ian Cusick (I ♥ Desmond), nos colocando alguns anos a frente da história (2036), em um universo relativamente novo, totalmente modificado e sob o comando dos Observadores, que nesse momento assumiam de vez o posto de ditadores daquele novo cenário, tomando a força um espaço que ainda não os pertenciam. Como sempre, Fringe mais uma vez se renovava, apesar que nesse caso, o gosto que ficava no ar era mais o de “olha só, nós podemos ser uma série ainda mais sensacional no caso da gente ser renovada e essa história que já era boa, pode ficar melhor ainda, hein?”, como se aquele episódio em si fosse uma grande provocação ou até mesmo um alerta, mostrando claramente o quanto eles ainda poderiam ser inventivos e geniais dentro da série e ainda nos prometendo um futuro extremamente interessante e super possível, do tipo capaz de deixar qualquer um extremamente curioso com o que a série ainda poderia render caso fosse renovada. Informação que até esse momento ainda era desconhecida… […]

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