A temporada âmbar de Fringe

Nem amarelo, nem laranja. Âmbar. Assim foi essa Season 4 de Fringe, onde mais uma vez encontramos uma temporada genial para uma das séries mais inventivas de todos os tempos.

Uma temporada que mais uma vez nos deixou confusos em meio a mil e uma teorias criadas por nós mesmos na tentativa desenfreada de desvendar toda aquela proposta de mistério já tão característica da série, nos  deixando completamente surpresos com suas reviravoltas, além de em partes, até que satisfeitos com o seu final de temporada, que embora tenha deixado uma série de perguntas ainda no ar, chegou com cara de series finale. Em pensar que esse poderia mesmo ter sido o final de Fringe, série que mais uma vez sofreu com o fantasma do cancelamento, mas que para a nossa sorte, acabou sendo renovada para sua tão desejada Season 5, uma temporada curta, com apenas mais 13 episódios restantes pela frente, a última para encerrar essa sua história sensacional, finalizando assim esse ciclo com os tão sonhados 100 episódios, que é o sonho declarado de toda série de TV, seus produtores e executivos do meio. Ou seja, dessa forma todos saíram ganhando.

Diferente das outras três temporadas anteriores (Season 1, Season 2 e Season 3), dessa vez, tivemos um período recheado de dúvidas e incertezas dentro do universo de Fringe, mais ainda do que o comum. Não tínhamos a menor ideia de onde a gente esta pisando, literalmente falando, nem tão pouco tínhamos alguma certeza sobre o que a gente de fato estava assistindo naquele momento, assim como nada parecia ser como já foi um dia. E tudo isso com um sério agravante que perturbava as nossas mentes o tempo todo: onde estaria o Peter?

E mesmo quando Peter finalmente ressurgiu em meio ao Lago Reiden, nós continuamos na dúvida de onde de fato estaríamos, sem sequer ter a menor pista de para onde estaríamos caminhando também. Uma sensação que talvez tenha durado um tempo maior do que a gente gostaria, ainda mais contando que essa poderia mesmo ter sido a temporada final de Fringe e por diversas vezes, essa ameaça do cancelamento nos dava a sensação de que tudo caminhava para o fim. Mas Peter havia voltado e isso pelo menos já nos deixava um pouco mais tranquilos, dado aos grandes acontecimentos que marcaram o encerramento da temporada anterior.

Embora o personagem tenha voltado para a trama, ele ainda parecia não pertencer a aquele lugar, que pouco lembrava o seu antigo universo. Walter não o reconhecia como seu filho, Olivia não o reconhecia enquanto homem da sua vida e assim, o mesmo se encontrava desesperado para voltar para a sua realidade, com o seu Walter e a sua Olivia, imaginando ter voltado para a realidade errada, a qual ele não pertencia.

Enquanto ainda nesse “universo alterado”, devido a ponte agora instalada entre azul (A) e vermelho (B), Peter pode observar (assim como a gente) a nova dinâmica da série, onde universos um dia inimigos declarados no passado, passaram a trabalhar juntos para o benefício de ambos, embora ainda houvesse uma certa rivalidade no ar e nem tudo ser tão amistoso assim como parecia.

Uma forma inteligente do Walter conseguir se redimir em relação à suas experiências do passado, trabalhando melhor a sua culpa, consequência da sua mente genial, onde o efeito colateral de suas experiências que antes causavam danos e mais danos do lado de lá (B), hoje, já se encontravam em um estado de cura devido ao trabalho em conjunto dos dois universos (A+B). Nada mais do que justo para um homem com uma mente tão brilhante, que não merecia essa ambiguidade de herói e vilão, embora tenha sim a sua parcela de culpa no efeito colateral disso tudo, mesmo sem nunca ter sido essa a sua intenção.

Excelentes foram os momentos onde os personagens conheciam seus dopplelgangers do outro lado da ponte, provocando as reaçãoes mais diversas possíveis. E #TEMCOMONAOAMAR a Astrid do lado A, conhecendo a Astrid robótica do lado B da força, criando uma relação de afeto com a personagem das mais foufas possíveis, dando de presente um pacote de café para a sua “réplica”, coisa que do lado de lá era raríssima e a pobre Astrid B sequer havia tido a chance de experimentar na vida? Ou até mesmo a rivalidade entre os dois agentes Lees, sendo que um representava exatamente o que o outro jamais iria ser, que também foi uma das relações mais bacanas dessa temporada em Fringe. Alias, R.I.P Lee B. (minuto de silêncio para a perda de um excelente representante da magia…Höy!)

Sempre achei bem bacana o carinho que a série sempre teve com esses personagens coadjuvantes, reservando nessa temporada até um espaço maior para todos eles, quase que como uma forma de retribuir a contribuição de cada um desses personagens para a sua história geral, que são detalhes que fazem toda a diferença para excelência e o cuidado que é impossível de não se perceber na série. Esse inclusive sempre foi um dos grandes méritos de Fringe, onde era praticamente inegável que a série não fosse muito bem cuidada desde o seu começo, alcançando um padrão não muito comum para um produto feito para a TV e talvez tenha até sido esse um dos fatores que colaboraram para garantir a ela a tão sonhada Season 5. Isso e a camapanha de todos nós, fãs da série, que conseguimos mostrar para a FOX que mesmo em pequeno número, continuávamos todos ali, fieis a uma das melhores séries de TV de todos os tempos.

Lindo também foi a forma como Peter (Pacey) foi conquistando o seu espaço nesse “universo alterado” aos poucos, ganhando assim o carinho até mesmo do Walter, que resistia a todo custo a se envolver com o filho que ele não reconhecia como adulto, com medo de se envolver e perdê-lo novamente, o que seria demais para o coração daquele cientista adorável. Ao mesmo tempo que naturalmente ele foi conseguindo ser aceito dentro desse novo universo, Olivia passou a ter algumas memórias ao lado do mesmo, que na sua atual tilmeline e dentro desse “universo alterado”, ela não havia vivido já que até então, Peter sequer existia. Algo que chegou a nos levar a uma série de teorias a respeito do porque de todos esses acontecimentos.

Mas tudo foi explicado de uma forma que já nos havia sido prometido anteriormente, por isso nem vale reclamar, deixando a ciência um pouco de lado para dar mais espaço ao sentimento. Nesse momento descobrimos que Peter na verdade, estava onde ele sempre esteve, no seu universo de sempre, onde o amor das pessoas que se importavam com ele não o deixaram ser apagado totalmente da sua linha de tempo após os acontecimentos que encerraram a Season 3. Aqui, eu aproveito para dizer que na minha concepção, mesmo que a Olivia tenha sido ultilizada como ponte para essa justificativa e a história de amor entre os dois seja um dos grandes motivos para que isso tenha realmente acontecido, eu também acredito que o amor do Walter pelo filho, que sempre foi a relação mais importante da série nesse aspecto (pelo menos para mim), também deve ter colaborado para esse “resgate” do Peter.

O problema é que mesmo dentro de uma temporada bacana como foi essa Season 4, tanto o reaparecimento do Peter quanto a sua descoberta sobre estar no seu próprio universo, acabou ocupando um tempo longo demais dentro da temporada, onde eu volto a repetir que considerando que essa poderia ter sido a temporada final da série, já não era tempo de se considerar essas resoluções tão demoradas, não? E essa é a minha maior crítica a essa Season 4, a qual eu atribuo o motivo dela ter sido uma temporada menos sensacional do que as demais, embora ela tenha nos trazido alguns acontecimentos mais do que importantes para a mitologia da série e o seu desenvolvimento.

E como Walter e Peter juntos sempre conseguem nos comover, hein? Basta um olhar de cumplicidade entre esses dois, ou um sinal de preocupação e cuidado um com o outro, para que ambos derretam os nossos corações gelados a ponto da gente até aceitar uma justificativa como essa  do “AMOR” para uma série como Fringe, sempre tão coerente dentro das suas justificativas científicas e teorias super inteligentes. Tudo bem que a relação entre a Olivia e o Peter também é bem especial e a gente até torça bastante para que ela tenha o seu final feliz, mas realmente nada se compara a esse amor de um pai que foi capaz de cruzar universos para salvar um filho que nem o pertencia. (embora o Peter estivesse disposto a fazer o mesmo por Olivia)

Nessa hora, ganhamos também um importante esclarecimento quanto as figuras mais enigmáticas da série, os Observadores, onde descobrimos que eles nada mais eram do que seres humanos vindos diretamente do futuro para observar fatos importantes da sua própria história passada. Eles que sempre foram tão misteriosos e sempre tão presentes na série (AMO brincar de “Onde está o Observador”, rs, embora eu quase nunca os encontre, humpf!) e que além de nos revelarem suas verdadeiras identidades, ainda nos reservavam importantes surpresas em relação ao futuro da série.

Um futuro que chegamos a conhecer no episódio 19 (sempre o 19), onde nele ganhamos a participação do ator Henry Ian Cusick (I ♥ Desmond), nos colocando alguns anos a frente da história (2036), em um universo relativamente novo, totalmente modificado e sob o comando dos Observadores, que nesse momento assumiam de vez o posto de ditadores daquele novo cenário, tomando a força um espaço que ainda não os pertenciam. Como sempre, Fringe mais uma vez se renovava, apesar que nesse caso, o gosto que ficava no ar era mais o de “olha só, nós podemos ser uma série ainda mais sensacional no caso da gente ser renovada e essa história que já era boa, pode ficar melhor ainda, hein?”, como se aquele episódio em si fosse uma grande provocação ou até mesmo um alerta, mostrando claramente o quanto eles ainda poderiam ser inventivos e geniais dentro da série e ainda nos prometendo um futuro extremamente interessante e super possível, do tipo capaz de deixar qualquer um extremamente curioso com o que a série ainda poderia render caso fosse renovada. Informação que até esse momento ainda era desconhecida…

Nele tivemos uma série de detalhes que traziam uma nova proposta de dinâmica para a série, ainda mais que o episódio contou com a ausência da Olivia e uma mágoa enorme do Walter em relação ao que William Bell teria feito com ela, algo no mínimo suspeito. Ainda a frente do nosso tempo, descobrimos Henrietta, ela que não conseguiu disfarçar muito bem a sua verdadeira identidade e logo de cara nós já conseguimos perceber que ela só poderia mesmo ser uma filha do casal Peter e Olivia. Ou seja, a história ficava cada vez ainda mais interessante e de certa forma ainda nos preparava para o que estava por vir durante o último episódio da temporada, como se eles tivessem antecipando os fatos para gerar uma curiosidade maior ainda. Agora, imagine se Fringe tivesse mesmo sido cancelada? DRA-MA!

Durante boa parte dessa Season 4, tivemos como vilão declarado, o personagem de David Robert Jones, um velho conhecido do passado da série que figurou em diversos momentos importantes dessa temporada. Embora não soubéssemos quais eram as suas verdadeiras intenções, ficava cada vez mais claro que aquele homem carregava um complexo de Deus e com isso, suas intenções só poderiam ser as piores. E através do personagem, tivemos a chance de revisitar ao lado da equipe da Fringe Division, alguns casos do passado da série, principalmente de sua Season 1, por vários considerados como uma temporada “aleatória” de Fringe. Pessoas essas que nesse momento podem engolir o orgulho e aceitar o nosso: SUCK IT! (rs) Dessa forma, mais uma vez ficava bem claro que dentro da série, nada aconteceu por acaso e tudo fazia parte de um plano muito maior revelado nessa retal final, amarrando muito bem as várias pontas dessa trama toda. Tá, já pode aplaudir? Clap Clap Clap!

Mas Walter, que é dono de uma mente muito mais avançada do que todas as nossas juntas, logo percebeu que toda aquele genialidade escondia um cúmplice que muito provavelmente, seria o mentor de todo aquele plano. E foi quando no episódio final, descobrimos que William Bell era a mente brilhante por trás de tudo aquilo (ele que não estava morto, como a gente imaginava, plot utilizado como saída emergencial para o mimimi do ator Leonard Nimoy em voltar a participar da série, que mais tarde ele mesmo reconheceu que só aceitou voltar, porque achava Fringe uma série realmente genial) e Robert era apenas um de seus executores, uma peça importante porém, totalmente descartável no seu jogo de xadrez.

Bacana que nesse momento, o próprio William Bell, o verdadeiro homem com complexo de Deus por trás do plano mirabolante de colidir ambos universos, criando assim a sua própria versão de um universo exclusivo para suas experiências e criações, ele que arquitetava tudo isso a distância, também não conseguiria chegar a esse resultado brilhante sozinho e para isso o vilão da vez teve que acabar reconhecendo que ele usou as partes retiradas do cérebro de Walter no passado (a pedido do próprio), para chegar a esse nível máximo e perigoso de genialidade. Ou seja, mais uma vez a culpa sobrava para a mente invejável de Walter Bishop, que a essa altura, já não era mais o mesmo cientista ambicioso do passado (para o bem, sempre), muito longe disso e conseguia enxergar de longe que o caminho escolhido pelo seu ex parceiro naquele exato momento, realmente ultrapassava as barreiras da loucura que ele mesmo se recusou a atingir quando pediu que essa parte do seu cérebro fosse retirada. Genial, não?

E nessa reta final da série, acabou sobrando para Olivia e Peter o trabalho em conjunto para um bem maior em busca da salvação dos dois universos (azul + vermelho), algo que de certa forma eles sempre fizeram desde o começo, mas que dessa vez a parceria entre eles era mais do que fundamental para a resolução dessa história, onde um completava o outro. Olivia que passou a desenvolver com mais intensidade certos poderes e a essa altura já ganhava o status de Super Olivia, descobrindo habilidades inimagináveis e desconhecidas inclusive pela própria. Nessa hora, tenho que reconhecer com honestidade que eu realmente fiquei um pouco constrangido com aquela cena no telhado do prédio, que acabou resultando na morte do David Robert Jones. Mas foi só, juro que essa é a minha única reclamação em relação a esse finale. Ou melhor, essa e a ausência da vaca Gene, rs.

Caminhando para o final, ficava cada vez mais claro que aquilo tudo tinha mesmo sido preparado para a despedida da série, onde todos os seus personagens acabaram ganhando suas merecidas resoluções. Broyles foi promovido no final de tudo e essa promoção acabou chegando com o reconhecimento pela importância do trabalho da sua equipe,  juntamente com recursos inesgotáveis para dar continuidade a sua Fringe Divison, onde acabou sobrando até uma vaga de emprego para Nina Sharp. Astrid também ganhava o seu final com pompa de heróina, colocando marmanjo para dormir em meio a golpes sensacionais que a gente jamais imaginaria que ela com aquele tamanho e toda a sua doçura de sempre, seria capaz de executar tão precisamente. Até baleada ela foi para salvar a pele do Walter, ele que a essa altura, já não era apenas uma criança grande que ela tomava conta diariamente no laboratório em Harvard e também não era apenas o seu grande mentor profissional. Walter já fazia parte da sua família e por sua parte, também a considerava com tal. Mas no final acabou dando tudo certo e ela conseguiu se recuperar, ganhando um raro momento onde Walter finalmente a chamou pelo seu verdadeiro nome e não Aspirin, Asterix ou Astor, como de costume (rs). E é claro que esse momento foi selado com ambos dividindo um alcaçuz, que a essa altura já é um dos ícones de Fringe. (que diga-se de passagem, são horríveis na prática. Ew!)

Até do universo vermelho a essa altura a gente já tinha se despedido, com uma cena linda com o fechamento da ponte e todos de ambos os lados super emocionados com a possibilidade de talvez nunca mais ver o seu dopplelganger novamente, sem ter a certeza de que ficaria tudo bem de cada lado da moeda. Nesse momento, perdemos inclusive o Lincoln, que escolheu ficar do lado de lá e quem sabe assim, ter a chance de conseguir conquistar a Folivia (o que ficou no ar que talvez ele até já tivesse conseguido). Uma cena memorável em que o ator John Noble conseguiu nos emocionar ainda mais com a sua interpretação primorosa, com o encontro do Walter e o Walternativo, em um momento que nós ainda não havíamos vivenciado, não daquela maneira. E que ator fantástico, não? (Clap Clap Clap)

Ou seja, só faltava realmente resolver a questão do plano todo de William Bell em relação a destruição do universo e estaríamos prontos para o fim. E nessa hora, acabou sobrando para o Walter a difícil tarefa de ter que eliminar o mal pela raiz, entregando assim uma bala no meio da testa da Olivia, para a surpresa do seu ex parceiro de laboratório, ela que seria exatamente o combustível necessário para que o plano de Belly tivesse sucesso. E tudo isso em alto mar, dentro daquele navio misterioso carregado de figuras da mitologia antiga da série, que inclusive nós já havíamos visto antes e ficamos todos curiosos sem saber o que exatamente ele representava. Logo Walter, ele que sempre carregou uma certa culpa sobre o que ele fez com a Olivia enquanto criança, teve que encarar essa difícil porém necessária tarefa envolvendo a sua Olive, e tudo isso ainda na frente do Peter, que observou todos esses acontecimentos de perto. Mas não adianta nem dizer que fomos pegos de surpresa nesse caso também, porque não é de hoje que a gente já sabia que a Olivia tinha que morrer, inclusive com o Setembro em pessoa avisando a mesma sobre a necessidade da sua morte em todas as possibilidades, em um determinado momento da temporada. Mas que foi bem sensacional ver isso de fato acontecendo, isso foi.

Vale a pena dizer também que nessa reta final, ainda ganhamos participações especiais bem bacanas dentro da série, como a Rebecca Made (a Charlotte de Lost, que diz ser bem fã de Fringe) me aparecendo medonha daquele jeito, com o seus olhos virando para todos os lados ao mesmo tempo, naquele momento horripilante dessa reta final da temporada. Ou até mesmo a filha do próprio ator Jonh Noble, a atriz Samantha Noble, que fez uma pequena participação como a atual responsável pela clínica onde Walter passou anos internado, ganhando a chance de contracenar com o próprio pai, o que eu achei bem foufo e carinhoso por parte da série. Outro ponto que eu acho importante de se destacar antes de chegarmos ao fim, foi a inserção de comerciais dento da série que acabou ficando cada vez mais na cara durante essa reta final. Nada mais justo para uma empresa que ajudou a garantir uma maior longevidade para uma série tão querida de todos nós. Não sei quanto a vcs, mas eu sempre fico com vontade de comprar o produto em um circunstância como essas, como sinal de agradecimento. (ando comendo direito no Subways ultimamente, só porque eles ajudaram a salvar Community, repetindo um feito que eles já haviam feito com Chuck no passado. E também porque é bem bom, neam? Yummy!)

E é claro que para a nossa sorte, Fringe não terminaria dessa forma tão triste com a morte da Olivia pelas mãos do Walter, o que não seria na da justo, e a experiência realizada pelo Dr Bishop (mais um Doutor na nossa vida…) com o seu bolo de limão recheado de Cortexiphan na primeira parte desse final (4×21 Brave New World – Part 1), já nos revelava que Olivia poderia se curar daquele tiro no meio da sua testa sem muita dificuldade até. O que de fato aconteceu, nos levando para aquela cena final super bacana e cheia de emoção, com a revelação de que Olivia não tinha mais Cortexiphan o suficiente em seu corpo capaz de causar qualquer tipo de anomalia/poderes/habilidades e com o detalhe a mais da revelação da sua gravidez para o Peter, anunciada nos minutos finais e comemorada por Walter e Astrid logo na sequência. Detalhe que faltava para confirmar que Henrietta era mesmo real (e provavelmente tenha um papel importantíssimo dentro da proposta da próxima Season 5) e já estava a caminho.

Ou seja, um season finale que teve cara de series finale até, colocando um ponto final pelo menos “provisório” em diversos plots da série. Mas seria impossível negar que nós enquanto fãs de Fringe, ficaríamos extremamente insatisfeitos recebendo apenas esse final como conclusão para a série em si. Não por ele não ser satisfatório e mais por ele ainda não ser o suficiente. Não para uma história tão complexa, não para uma resolução mais calma e detalhada para toda a mitologia da série, que nunca foi pouca e muito menos nunca foi tão simples assim.

Dizem que essa temporada havia sido preparada com duas opções de finais, um caso a série tivesse sido cancelada e outro no caso de que ela conseguisse ser renovada para a sua quinta e última temporada, o que de fato aconteceu (YEI!). E se vc estiver se perguntando sobre como teria sido esse final caso a série tivesse sido cancelada, saiba que vc assistiu exatamente a ele e o único acréscimo que foi feito, segundo os próprios produtores da série, foi aquela cena final com o Walter preparando torradas e recebendo a visita do September (provavelmente onde ele deve ter chegado para avisar sobre a invasão dos Observadores em 2015, que nós descobrimos quando vimos o futuro em 2036 e que já havia sido mencionado pelo próprio Walter nesse mesmo episódio). O que de certa forma amarrara muito bem o que vimos durante essa season finale, com o que começamos a ver no episódio com o futuro em 2036 e ao que tudo indica, deve ser o caminho para a história da Season 5. (pelo menos foi a minha impressão…)

O que só nos prova que essa sensação de talvez estar assistindo ao series finale de Fringe durante essas duas partes do episódio final da temporada (e até mesmo durante uma boa parte dessa Season 4), era mesmo real, porque talvez aquele realmente fosse o seu fim, no caso da gente não ter recebido uma boa notícia no final das contas, com a confirmação da Season 5 para a próxima Fall Season. Imagina só quanta coisa a gente perderia com isso? Não gosto nem de pensar nesse hipótese, ainda mais depois de termos tido a chance de enxergar o futuro de Fringe, daquela forma tão sensacional como ele nos foi mostrado.

Mas a boa notícia é que nós não precisamos nos preocupar com isso e logo teremos mais 13 episódios pela frente, onde eu arrisco que veremos um pouco mais daquele futuro que nos foi apresentado em 2036. Mas seja lá o que for que vier por ai, nada é mais satisfatório do que saber que ainda temos um caminho pela frente até chegarmos ao verdadeiro final dessa série de TV tão brilhante.

Vejo vcs na Season 5 (e para quem andou muito desacreditado sobre essa possibilidade durante toda essa temporada, é um delícia poder enfim dizer isso!)

#PURGE

ps: review recheada de links sobre tudo que a gente comentou dessa Season 4 (para ninguém ficar perdido) e mais algumas coisinhas…divirtam-se!

Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

11 Respostas to “A temporada âmbar de Fringe”

  1. Cleo Says:

    Só vou ler qdo assistir na Warnner.

  2. Jubs Says:

    Gente, você disse uma coisa que eu meio que não tinha pensado ou percebido: todas as teorias de Fringe são basicamente criadas por nós, telespectadores da mesma. E nossa, eu adoro poder criar teorias e sempre as mais loucas possíveis. Fringe permite isso e eu AMO.
    Para nossa alegria teremos uma Season 5 para que nossa amada série tenha um final digno. AMÉM!
    Essa Season 4 foi meio que uma nova série, tudo era meio diferente e depois que o Peter volta ficamos meio que na mesma situação dele, onde só queríamos voltar para aquela “linha do tempo” do final da Season 3.
    Engraçado que nessa Season 4 eu super me apeguei ao pessoal do Lado B, até o Walter e a Bolivia ficaram legais. Hehe
    Eu li em algum lugar e há muito tempo atrás que o público de Fringe não vê a sério no horário que passa, sempre vê depois, motivo pela fraca audiência.
    Sempre gostei desse romance Peter + Olivia, mas devo concordar que a verdadeira história de amor da série é Walter + Peter. TEMCOMONÃOAMAR?
    Também achei que para uma possível temporada final, enrolaram demais para explicar as coisas nessa Season 4.
    Gente, eu nunca acho o Observador, só quando esta super na cara (e olhe lá hehe).
    Adoro esses episódios de futuro, e esse não foi diferente. E juro que quando vi o Desmond eu gritei loucamente “Desmond! Desmond! É o Desmond!”. E super ficou na cara que a Henrietta era filha da Olivia + Peter, que por sinal, graças a âmbar, se manteve novinho, tem como aceitar um pai assim? Muita magia para um pai hehehe
    Por falar em Season 1, sinto muita falta do Charlie Francis e da Gene 😦
    É, também fiquei um pouco constrangida com aquela cena no telhado, achei meio assim. E só aceitei essa coisa de super Olivia porque Fringe explicou bem isso desde sempre.
    Realmente super rolou um clima de final de série mesmo, e Walter falando o nome da Astrid certo foi o que mais significou, hem. Hihi
    Nossa! Eu chorei com o momento Walter + Walternativo. Clap Clap Clap John Noble.
    Essa coisa da Olívia ter que morrer em todas as realidades me deixava bem tensa, mas depois do que o Walter fez com aquele bolo de limão com cérebro de porco e o Cortexiphan, quando a Olivia levou o tiro na cabeça (como já tinha acontecido naquele episódio do futuro da season 3), sabia que o Walter ia fazer algo, porque ele não ia explicar aquilo sobre regeneração do nada. Tudo em Fringe tem uma razão, sempre.
    Então esse realmente seria o final de Fringe? Que bom que não foi, sentir que falta alguma coisa sempre é triste, Fringe tem potencial para muito mais, só que eu sempre fiquei assombrada pelo final de Lost, mas continuo tendo esperanças em Fringe e a season 5 só com 13 episódios significa que não teremos enrolação, Fringe merece um final digno e SENSACIONAL/GENIAL como a série vem sendo.

    • Essy Says:

      É isso mesmo, nós é que vamos criando teorias mil em relação aos mistérios da série, o que é sempre uma delícia porque Fringe nos coloca para pensar de forma objetiva, algo que poucas séries conseguem. E o melhor de tudo isso é que no final de tudo, as resposta chegam, para a nossa sorte e não nos deixam perdidos em meio a mil teorias.

      Essa Season 4 foi bem diferente mesmo, além de ter sido a temporada da incerteza. E também foi ótimo a forma como eles foram ao mesmo tempo introduzindo coisas familiares para quem assiste a série, para que todo mundo conseguisse perceber que embora a parte nova, Fringe como foi desde o seu começo ainda estava ali.

      O lado B ganhou mesmo uma força positiva durante essa nova dinâmica a ponto de deixar todo mundo mega emocionado com a sua despedida. Que por sinal, foi um dos momentos mais emocionantes de toda a temporada. Acabei lendo hoje uma notícia de que o Lee não faz mais parte do elenco fixo da série para a próxima temporada, mas nada o impede de voltar para uma participação, algo que eu torço e acho que deva acontecer na tão sonhada Season 5.

      Agora, com o risco iminente dessa ter sido a última temporada da série, eles realmente enrolaram demais para desenvolver a trama. Parecia que eles estavam se segurando em um otimismo que a gente não conseguia enxergar em relação a uma possível renovação e quando a coisa foi apertando, eles foram colocando amarrações em tudo quanto é ponta da série de forma bem rápida, só para não tornar o seu final algo que deixasse todo mundo muito insatisfeito.
      Algo que eles até conseguiram, amarrando muito bem praticamente todas as pontas da história, mas mesmo assim, se aquele fosse o final de Fringe, hoje estaríamos todos insatisfeitos. Não insatisfeitos quanto ficamos com o final de Lost por exemplo, mas ainda assim insatisfeitos.

      E aquele episódio do futuro foi a maior covardia desse mundo. A minha teoria é a que a Season 5 venha mais ou menos nesse caminho. Talvez já comece até com um salto para 2015 e depois para 2036. Acho que eles devem mostrar o que levou a Fringe Division para aquela viagem no âmbar. Veremos…

      Se o John Noble não for indicado para nenhum prêmio esse ano, eu vou achar a maior sacanagem da face da Terra. Sério, #TEMCOMONAOAMAR o Walter Bishop? Não, não tem!
      Sempre fiquei tão emocionado com a relação dele com o Peter, que mesmo gostando do Peter com a Olivia, eu não consigo enxergar uma amor maior na série do que o amor de Walter pelo seu filho. Tudo bem que são sentimentos totalmente diferentes, mas ainda assim essa relação me comove muito mais.

      Walter acertando o nome da Astrid no final foi só para provar o quanto ele vinha sacaneando propositalmente a mesma naquele laboratório neam? ♥

      Mas ficou meio que na cara mesmo as intenções do Walter em relação aos seus testes de regeneração durante o episódio final (ou pelo menos a resolução já tinha sido entregue), porque como vc disse, em Fringe nada é por acaso. O que muita gente reclamou desse final de temporada foi exatamente esse anti-climax que acabou acontecendo por conta da gente já conseguir imaginar o que estaria por vir, o que eu confesso que nem me incomodou muito.

      Me incomoda muito mais é náo ter a menor ideia do que ainda estaria por vir em Fringe e ter que aguardar até a Fall Season para descobrir isso é pura tortura. Mas pelo menos nós conseguimos. Season 5, Yei!

      #SÓFALTAM13

      • Jubs Says:

        E eu gosto muito disso. De criar teorias e de às vezes nem estar tão longe do que realmente é, mas que no final de tudo eu terei as respostas necessárias.
        Pois é. E eu gostei muito de relembrar esses casos, mostrando mesmo que apesar de algumas diferenças ainda tinha aquela coisa “familiar” lá do começo da série.
        Gostei muito dessa mudança de papeis, desse carinho com o Lado B, até com a Bolivia. Até o próprio Walter gostou dela, e ele tem aquele coração de criança: quando não gosta é porque a pessoa não vale muito mesmo. Uma pena, mas espero que ele faça alguma participação magia na Season 5.
        Para uma temporada final, enrolaram bastante. Mas tivemos a sorte de ter mais uma temporada para que Fringe tenha um final bem satisfatório e enfim afastar de vez o fantasma de Lost. Porque eu sempre, desde a primeira temporada venho temendo um final fraco para Fringe, igual aconteceu com Lost.
        Nossa, muita covardia. Aquele episódio do futuro me fez pensar em várias coisas e eu espero mesmo que dê para contar alguma coisa na temporada final, hem.
        Não tem como amar o Walter Bishop. E o John Noble merece muito um prêmio pela personagem, o Walter é a alma de Fringe #prontofalei. Sorry Olivia. Sorry Peter.
        A relação pode ser diferente, mas se Fringe vem falando tanto de amor, pra mim o maior amor da série é de pai e filho mesmo. Olha tudo que o Walter fez para ter o filho… Tudo por amor ao Peter.
        Verdade. No inicio rolava aquela dificuldade que é natural do Walter com nomes, mas depois foi pura implicância, porque quem ama implica, rs. ♥
        Também não fiquei incomodada não. Já esperava o que poderia acontecer, mas mesmo assim teve sua surpresa, sua emoção.
        Isso sim incomoda: a espera. Mas eu não sei se quero que chegue logo, acho que ainda não estou totalmente pronta para dizer “adeus” a Fringe. Mas que termine dignamente e não enrole eternamente, porque perde a graça.
        #SÓFALTAM13

      • Essy Says:

        Bom relembrar mesmo esses momentos da Season 1 e perceber que tudo tinha um porque desde o começo. Aliás, nem esperava que eles fossem voltar a esses casos da Season 1 a essa altura, por exemplo.
        O carinho com o Lado B foi mesmo muito especial, onde eles conseguiram humanizar todos eles do lado de lá, a ponto da gente também se importar com a possibilidade deles nunca mais serem vistos na série. (o que eu acharia uma pena)
        Pena que para isso, tivemos que sacrificar o Lincoln, que de certa forma, também encerrou bem a sua participação. E o Seth Gabel foi o primeiro que já foi anunciado que não fará mais parte do elenco fixo da Season 5. Humpf! O que não o impede de voltar para uma participação, para a gente ver como teria ficado o Lado B, depois de tudo resolvido ou ainda sofrendo as consequências do fechamento da ponte.
        E teve quem encarou aquele ep do futuro como algo solto ou mais uma experimentação em Fringe. Eu que assim como vc pensei em 1001 possibilidades depois daquele ep, só posso suspeitar e torcer para que a Season 5 ocupe bastante desse cenário futurista…
        E como não se envolver com a história de amor de pai do Walter com o seu Peter? Se não foi a maior, é a mais importante relação de amor em Fringe, pelo menos para mim. I ♥ Bishops Boys
        Pelo menos teremos + 13. Só 13? Humpf!
        Se o John Noble subir ao palco para receber um prêmio qualquer pelo seu adorável Walter Bishop, eu não vou me conter em lágrimas e vou sentir que nesse momento, Fringe foi finalmente reconhecida. Acho que seria uma comoção geral (da nossa parte pelo menos). #NATORCIDA

  3. ana Says:

    amei sua resenha! tenho um amigo que tbm gosta da serie mas sempre nos expressamos de formas diferentes, e vc se expressou da mesma forma que eu costumo pensar sobre fringe!!!!<3 13 episodios eh melhor do que nada, MAS mesmo assim me doi um pouco o coração saber que não terá mais que isso, e que seth gabel ñ voltará… só tem uma coisa que (se não for resolvido na quinta temporada) será a maior corda solta em fringe. Lembra do episodio de desenho? que surge um homem no zepellin, e depois a olivia diz que acha que aquele homem vai ser o assasino dela? então,essa corda solta me deixa encucadissimaaaaaaa!!! oque vc acha sobre isso?

    ps: nick lane e lincoln lee, nao cheguei a achar que fossem irmãos como a maioria das conspirações,mas nunca esqueci a cena bizarra dele reconhecendo o nick no episodio final da segunda temporada, lembra?!!!! FRINGE EH D+!!!

    • Essy Says:

      Thnks!
      É sempre bom encontrar gente que entende a gente, neam? rs
      A próxima temporada vai ser tipo contagem regressiva para o nosso sofrimento, não pela curiosidade de saber como a série vai terminar (pq isso a gente até que confia neles) e sim por ter certeza de que agora não vai ter mais mesmo. Humpf!
      Diz que o Seth só saiu do elenco fixo, mas que poderia voltar para uma participação caso necessário e como convidado. Seria uma pena não vê-lo nunca mais, embora a gente já tenha ganhado uma despedida super bacana. Aliás, seria uma pena não ver nunca mais o universo vermelho inteiro!
      Lembro desse episódio sim e também tenho essa dúvida. Muitos creditaram a identidade dele ao Walter, que acabou sendo o responsável pela morte da Olivia, mas eu acho que essa foi uma saída que eles encontraram naquela hora, caso aquele fosse o fim de tudo. Ainda acho/espero que isso seja esclarecido e acho que deva ter a ver com o futuro da série e o que aconteceu antes com a invasão dos observadores e que acabou tirando a vida da Olivia, que nós não sabemos bem como aconteceu nesse caso. Mas ele não parecia nem o Walter e nem o Belly…

      ps: também nunca cheguei a pensar nessa hipótese e adoro esses micro mistérios que Fringe consegue acumular na sua trama

  4. ana Says:

    outra coisa, achei sua resenha na sorte, enquanto procurava as fotos que o linclon tinha penduradas dentro do armario dele e que a olivia viu após a morte (ç_ç ñ encontrei as fts alias, mas ter achado sua resenha ja valeu!!)

    • Essy Says:

      Fotos lindas por sinal neam? Me lembro de ter procurado por elas também no passado quando eu escrevi sobre o assunto e não ter encontrado, humpf!
      E AMEI saber que não sou o único a me apegar a esse tipo de detalhe, rs (thnks de novo)

  5. A temporada de despedida de Fringe « The Modern Guilt Says:

    […] se reinventar e se renovar ao longo dessas cinco temporadas (Season 1, Season 2, Season 3 e Season 4) foi realmente absurda, quase que inacreditável. Sua dinâmica foi modificada tantas vezes, que a […]

Deixe uma Resposta para Essy Cancelar resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: