Como destruir uma temporada quase perfeita usando apenas um season finale bem trágico. Estrelando: Shonda Rhimes

Cá estava eu, pronto para distribuir elogios lindos de belíssimos para a Season 8 de Grey’s Anatomy. Uma temporada que até então estava sendo bem sensacional, principalmente em sua primeira metade, com uma série de episódios que nos mostravam o porque de Grey’s Anatomy ser a única sobrevivente com alguma dignidade das suas séries contemporâneas (Lost, Desperate Housewives…), entregando uma temporada que também nos mostrava toda a vontade de Grey’s de se manter em pé enquanto veterana, pronta para a batalha. Mesmo depois de tantas baixas e algumas temporadas meio assim.

Estava pronto para dizer o quanto Shonda Rhimes conseguiu voltar a me emocionar durante essa Season 8, com todo o drama em relação a guarda da Zola e aquela narração perfeita da própria Grey voltando para casa sem o maior amor da sua vida. Eu pelo menos sempre gosto dos textos da narração da série, mas esse realmente foi muito especial, do tipo que nós vamos nos lembrar por muito tempo. Chorei, chorei e chorei compulsivamente. Voltei, assisti só aquele final pelo menos mais umas duas vezes, de tão sensacional que eu achei (além de me perder em meio a legenda por conta das lágrimas. Awnnnn!). Até Zola voltar de brinde no disk pizza, que ainda bem que não demorou tanto tempo assim para acontecer e todo nós ficarmos como os nossos corações cheios de amor novamente. (♥)

Ai teve a Dra Yang, nos emocionando mais do que nunca com todo o plot da morte do marido da sua mentora pelas suas próprias mãos, em um procedimento corriqueiro para ela que se acha a melhor das melhores (e ao que tudo indica, ela é mesmo! rs), tudo isso as cegas, tratando o presunto do Henry como apenas mais um, até ela ficar sabendo quem de fato ele era e ter aquela reação desesperadora, que nós nem precisamos do audio para compreender o nível do drama daquele momento, que também foi um dos pontos mais altos da temporada. Com isso, aparecia até uma salvação para a Teddy, que com o luto até se tornou uma pessoa mais interessante. Pelo menos no começo, porque depois ela voltou a ser a mesma chata de sempre, principalmente pensando na sua relação com o Owen, o qual ela culpava injustamente pela morte do seu marido. Mas tudo bem, respeitamos a sua dor e aceitamos com alegria a sua demissão ao final na temporada.

Yang ainda passou por várias durante essa temporada e como se o drama de ter “matado” o marido da sua chefe/mentora não fosse o suficiente, ela ainda teve que lidar com os olhares de desejo da Sarah Connor para cima do seu homem, que mais tarde revelou que a traiu, mas não com a Terminator. Ufa! Logo o Owen, um homem ruivo que resistiu a guerra (rs), caindo nesse tipo de tentação sempre tão estúpida. Vai entender. Mas tudo bem também, porque com isso ganhamos uma discussão sensacional entre Cristina e o Owen, do tipo D.R daquelas bem boas sabe? E melhor ainda foi quando a Yang conseguiu perceber a tempo o quanto ela estava colocando de lado todos os outros plots da sua vida, apenas por uma situação, apenas por um homem. Algo que obviamente não valeria a pena e que bom que ela conseguiu perceber isso. Tudo bem que ele poderia ser o homem da sua vida, mas ela também é a mulher da sua vida e nesse empate, Owen acabou perdendo alguém que segundo o próprio, ele só queria magoar.

Enquanto isso a gente tinha todo o resto acontecendo no hospital. Karev sendo o Karev, afastando todo mundo de perto dele para tentar manter aquela postura de badass que ele insiste em forçar, mas que todo mundo já percebeu que ele não passa de um ursinho carinhoso da pediatria (♥), tomando inclusive voltas e mais voltas do próprio (ex) Chief, que seja para ensinar alguma coisa ou apenas para roubar um procedimento que ele adoraria colocar em prática ele mesmo, aproveitava toda a experiência dos seus cabelos brancos para continuar comandando o hospital, mesmo esse já não sendo mais o seu cargo faz tempo. Ele que ainda ganhou a doença da sua mulher, Adele, atingindo um estágio (rápido demais até) que já não permitia mais que eles mantivessem a mesma relação de homem e mulher de antigamente. Triste.

Até nos esportes eles se arriscaram durante essa temporada e tiveram que engolir o gosto da derrota é claro, ou vc imaginou que algum desses Doutores tenha sido destaque nas aulas de educação física? Seriously? (tirando o Mark e o Owen, vai…) E até um plot de Doctor Who eles conseguiram encaixar de forma genial na série. Agora me fala se essa temporada não tinha mesmo de tudo para ser sensacional?

Eu só não estava aceitando muito bem essa “birra” que me parecia que a Shonda tinha criado em relação ao personagem da Dr Bailey, que quase fez apenas figuração durante toda essa temporada, sempre envolvida em algo menos relevante, até ela usar um fio dental para pedir o namorado em casamento, o que também não teve muita relevância assim. No episódio que contou com a participação da menina de Switched At Birth (anteriormente filha do Luke em Gilmore Girls) por exemplo, pela reação dela ao presenciar o  caso da menina que passou anos em cativeiro sendo torturada e a abusada, eu até cheguei a desconfiar que sobraria para ela algum trauma do passado ainda a ser revelado, o que acabou nem acontecendo e só foi mesmo o combustível para ela surtar daquele jeito ao não encontrar o filho na saída da creche durante o mesmo episódio. Drama que durou 2 minutos e logo ele estava de volta. Mas foi só isso mesmo…Humpf!

Outro que permaneceu muito tempo em segundo plano foi o Derek, ele que durante algum tempo foi conhecido como McDreamy e que hoje em dia está muito mais para McPesadelo, do que qualquer outra coisa. O problema nesse caso foi pior ainda, porque antes ele tivesse permanecido como um ignorado pela Shonda durante toda essa Season 8, do que ter aparecido como o cara chatíssimo que ele foi se transformando ao longo do tempo, principalmente ainda no começo da temporada, quando o plot da adoção era o drama da vez para o casal Merder. Eu sinceramente estava até sentindo que uma morte para o seu personagem pudesse estar a caminho, uma vez que o próprio ator andou enrolando para renovar o seu contrato, se dizendo cansado da TV e tudo mais. Dizem até que o fatídico season finale dessa temporada foi gravado sob essas condições, com aquele grupo de doutores ainda sem terem seus contratos renovados e por isso teria sido usado aquele recurso da tragédia em um nível assustador e talvez até irrecuperável. Mas ainda chegaremos lá…

Quem também foi mantida na sombra foi a própria Mini Grey que sem o seu Mark, acabou ficando meio que de lado. Nem consigo me lembrar de quando ela e o Avery começaram ou terminaram a sua relação, para se ter uma ideia da sua importância. E ela ainda acabou sendo usada para substituir a Grey durante o período em que ela e o marido não estavam mais se entendendo, o que não adiantou muito também porque como eu já disse, quem foi o Derek durante toda essa temporada?

Enquanto tudo isso acontecia, os avulsos permaneciam apenas avulsos: Arizona, Callie, Mark, Avery e Kepner, essa última ocupando o posto mais alto dos avulsos insuportáveis. Eu até gosto da Callie e acho ela enquanto profisional uma mulher bem sensacional (e gostei muito que ela tomou um sacode com um erro médico primitivo), mas aí tem o plot de romance dela com a Arizona, que eu acho meio que desnecessário para o tamanho do destaque que ele acaba ganhando dentro da trama. Chato. Já o Mark… ele sempre foi aquele ator meio canastrão mesmo e até aquela cena com ele fazendo um revival do seu clássico momento saindo do chuveiro apenas de toalha no episódio com a realidade alternativa (que de bom, só teve a Yang de chapinha), já não convencia mais (e como ele emagreceu, não?). Mas aí tinha também o bromance dele com o Avery, esse sim um ponto que eu acho que ele conseguiram acertar para ambos os personagens. Mas e a Kepner, hein?

Nunca consegui aceitar muito bem a Kepner, de verdade e acho que a maior burrada da série até então (antes desse season finale…) foi a recontratação dela. Sério, que mulherzinha mais chata, Aff! E nós que imaginamos que o problema dela seria fácil de resolver com uma boa noite de trabalho em outras áreas (if you know what i mean), acabamos ainda tendo que lidar com todo aquele mimimi descabido (para o momento) do episódio final, naquela tentativa de plot cristão que eu tenho certeza que a Shonda só incluiu em Grey’s Anatomy por inveja de Glee, rs. Ahhh, faça me o favor!

Adorei que além dela ter sido reprovada, não ser mais pura aos olhos de Deus (…) e não conseguir vaga em nenhum outro hospital para trabalhar, ela ainda acabou sendo demitida pelo Owen, simplesmente por não ser a melhor para a vaga. Tem melhor pé na bunda do que esse? Que não valeu nem uma morte para a Kepner na série, que a gente sabe que é como eles adoram se despedir de seus personagens meio assim? Já vai tarde… (se ela acabar não saindo, que pelo menos receba o plot de um coma profundo por toda a Season 9, até a sua morte. Amém!)

Tudo estava tão lindo, a temporada estava tão perfeita que a promessa de um season finale “chocante” segundo a própria Shonda Rhimes em seu Twitter, já nem me assustava mais. A essa altura, o que poderia acontecer de pior que fosse capaz de estragar uma temporada tão boa quanto estava sendo essa Season 8 de Grey’s Anatomy? Nem a reprise do episódio de Valentine’s Day (que eu detestei) apresentada como finale, poderia ser capaz de estragar essa delícia. Nem um novo episódio musical, rs.

Até que o impossível aconteceu, para o nosso total desespero e isso já com aqueles segundos finais do episódio anterior (8×23 Migration) onde começamos a sentir o gostinho amargo do que estaria por vir como proposta de encerramento para essa temporada. Depois ainda teve o promo, que me fez passar uma semana inteira tentando digerir aquela proposta trágica toda, que já logo de cara me parecia ser totalmente descabida. Até que chegamos ao momento do play do último episódio dessa Season 8, um momento que uma vez começado, não teria mas volta. Talvez nunca mais até … (a não ser que a resposta quanto ao episódio acabe sendo tão negativa, que a Shonda acabe utilizando o recurso do sonho/pesadelo, o que apesar de bem sem vergonha, eu até aceitaria de coração aberto como alternativa para esquecer esse maldito 8×24 Flight. Sério)

E a pergunta que ecoava na minha cabeça desde o promo era a seguinte: Precisava mesmo disso?

Uma tragédia nesse nível, colocando seis personagens importantes para a história (sendo pelo menos quatro deles bem queridos) naquela situação lamentável, realmente me pareceu um exagero do começo ao fim. É, respondendo a pergunta que ecoava na minha cabeça desde a semana anterior, realmente não precisava disso. Não precisava mesmo. Mas eu juro que mesmo achando que tudo aquilo já tivesse uma cara de UM GRANDE ERRO desde o começo, eu permaneci acreditando que talvez a Shonda (que a partir desse episódio talvez nunca mais consiga ser a mesma para mim, sem exagero…) tivesse uma saída brilhante para aquilo tudo. Ainda mais depois dessa temporada quase perfeita, onde ela voltou a nos emocionar como antes, com casos bacanas, plots e mais plots do coração, uma trilha perfeita para o momento certo, nos fazendo lembrar dos bons tempos de Grey’s antigo até. Mas para a minha própria infelicidade, eu não estava errado e Shonda realmente havia perdido completamente a mão nessa season finale, que eu preferia que não tivesse existido e fiquei até aguardando uma parte dois, com 44 minutos de uma tela em preto, dizendo que tudo aquilo não passou de um grande pesadelo.

Tudo foi tão descabido, tão exagerado e o texto chegou a ser tão medíocre em diversos momentos, que a minha relação com esse episódio foi a pior das possíveis. Nem quando Grey’s Anatomy resolveu encerrar a temporada anterior com uma DR, fugindo totalmente do esperado, eu cheguei a ficar tão decepcionado. Quase não conseguia me lembrar do quanto essa Season 8 havia sido boa até agora, depois dessa desgraça exagerada e e totalmente descabida. Acho até que com esse finale pavoroso, a Shonda Rhimes conseguiu enterrar todo um trabalho de outros 23 episódios, que estava sendo feito muito bem novamente. Uma pena…

E com tantos personagens avulsos (dois deles pelos menos estavam no avião e poderiam ter sido as vítimas da vez), tinha que sobrar logo para a nossa queridíssima Lexie Grey? (R.I.P)

Quase não consegui acreditar naquela cena extremamente triste (e muito bem feita por sinal, pelo menos isso…) dela se despedindo do Mark, completamente ciente de que não teria a menor chance de sobreviver e ele revelando que também a amava, desde sempre. Realmente, foi um momento muito bom, apesar da perda (sim, ela morreu, Humpf!), onde eu até consegui aceitar o Mark melhor enquanto personagem e até mesmo como ator. Pena isso não ter durado muito e minutos depois ele ter uma das lines mais clichês ever, passando também por um momento entre a vida e a morte e dizendo para a Arizona (que ninguém sabe o porque de ainda estar viva até hoje) que iria ficar bem, que a Lexie o estava esperando do outro lado… Ahhhh, faça me o favor Shonda, vc já foi bem melhor do que isso! E bota melhor nisso. Sabe quando alguém atinge o limbo abaixo do fundo do poço? Então…

Tudo bem que essa é uma line típica para um momento como esses, mas não para médicos acidentados que são capazes de dar o seu próprio diagnóstico e sugerir uma opção de tratamento, mesmo quando estão sendo esmagados pelo peso dos destroços de um avião (como aconteceu com a Lexie) e muito menos para um Mark Sloan da vida, neam? Achei sofrível, tanto o momento, quanto mais ainda esse texto da sequência, que não poderia ser pior ou mais preguiçoso. Só não cai em um estado de sono profundo de tamanha raiva que eu estava sentindo naquele momento.

Aliás, o texto desse episódio final foi um dos piores da série, em todos os sentido e ocasiões, exceto pela despedida entre a Lexie e o Mark. Como por exemplo, outro momento que me irritou muito, foram as lines do plot Cristão entre a Kepner e o Avery ainda no hospital, ganhando destaque nessa reta final do caos, momento que eu até já mencionei anteriormente. Kepner que nada justifica não ter ganhado um ticket só de ida para aquela viagem para o inferno que acabou se transformando aquele voo. Quer mais um exemplo? O que foi desnecessário a line da Meredith em um momento de total desespero, falando do meio do nada que a Cristina continua sendo a sua “pessoa” mesmo com ela não sendo mais o correspondente para a amiga? Sério? O que foi aquilo? Ainda mais naquele momento, levando em consideração que ela estava a procura do marido que tinha voado para longe no acidente e sendo que Meredith, além de tudo isso, ainda poderia nunca mais ver a própria filha! Sério, eu fiquei com uma vergonha sem tamanho em todos esses momentos. Fora isso, o que foi cretina a reação da Arizona, primeiro obedecendo um cala boca da Cristina em meio ao apocalipse e depois, rindo da ironia de estar com uma fratura exposta? E o que foi completamente injusto até o piloto sobreviver e não a Lexie?

A única parte que eu achei aceitável dessa finale foi o desempenho prático da Yang diante daquela situação toda. Nessa hora, agradecemos o coração gelado de Dr Yang. Que mulher sensacional, não? Ela e a Grey foram até meio que como o Batman & Robin nessa finale, trabalhando juntas para que a tragédia não se tornasse algo ainda pior. E nada foi mais sincero do que a line da própria Yang ao dizer ainda no começo do episódio que depois disso tudo, ela só poderia mesmo é querer sair do Seatle Grace Mercy Death, o mais rápido possível assim que tudo isso se resolvesse. E quem não faria o mesmo? E como se recuperar de uma tragédia daquelas, ainda mais depois de ter passado por tudo aquilo que aquelas mesmas pessoas já passaram na série?

Arizona por exemplo, mal se recuperou de um acidente de carro e já caiu de um avião. O mesmo vale para Cristina, Derek e Meredith, que quase levaram uma bala no meio de suas fuças, entre todas as outras situações meio assim que eles já enfrentaram e agora também já podem acrescentar uma queda de avião em seus resumés. Sério, como lidar com isso tudo? E o pior, como eu disse quando comentei sobre o promo, como aceitar embarcar em um voo recheado apenas com aquelas pessoas que só atraem esse tipo de situação? Conhecendo o histórico daqueles personagens, eu jamais entraria naquele voo. JAMAIS! (rs)

Sério, eu não estava conseguindo entender o porque de tudo aquilo e na verdade, permaneço na mesma até agora. Tudo bem que não é de hoje que a gente sabe que a Shonda adora um final trágico e nós além de já termos total consciência disso, também passamos a adorar esses plots todos. Mas tudo tem um limite, não é mesmo? Pois bem, Grey’s Anatomy acaba de alcançar o seu. Seriamente falando.

Nesses oito anos de série, eles já tiveram pacientes bombas, já quase foram mortos um zilhão de bilhões de vezes, já passaram por barras de terem colegas de trabalho enfrentando um doença meio assim, ou sendo atropelados por um ônibus do meio do nada, ou até mesmo recebendo uma descarga elétrica daquelas vinda diretamente do céu, assim como já encararam até um maluco atirador dentro daquele hospital. Agora, acumular a tudo isso um acidente aereo e todo o trauma que ele deve agregar para um sobrevivente, mesmo que esse sobrevivente seja uma médico, que acima de qualquer coisa é também um simples pessoa, certamente ultrapassou qualquer limite do bom senso, do bom gosto e até mesmo um certo nível de credibilidade para a história.

Afinal, quais a chances de tudo isso acontecer apenas com um determinado grupo de pessoas? Ainda quando esses plots trágicos envolvem algum tipo de paciente maluco, ou situação inusitada, tudo bem, porque essas coisas devem acontecer mesmo em um hospital daquele porte. Agora, colocar o azar perseguindo apenas aquele grupo de pessoas constantemente, já é um pouco demais. “Premonição” demais para mim. Haja tratamento para recuperar a cabeça daqueles pés frios dessa maré de azar interminável, hein? Xocotô!

Chegando a essa reta final da Season 8, eu espero que eu tenha sido claro o suficiente para expressar o quanto eu ODIEI (sim, em caixa alta & bold) essa season finale, que para mim só serviu para passar um rasteira nessa temporada inteira, que tinha tudo para terminar de forma sensacional, mas que com esse final totalmente desnecessário, acabou fazendo com que a gente conseguisse até esquecer toda a trajetória que nos trouxe a esse ponto trágico que uma história tão boa como essa não merecia.

Grey’s Anatomy a essa altura, realmente não merecia, não precisava e nem estava carente desse tipo de emoção. Errou feio Shonda, mas feio mesmo…

E por esse final pavoroso, essa Season 8 inteira de Grey’s Anatomy vai para o nosso cantinho do “Think Again”, repensar o que eles fizeram com a gente nesse final de temporada totalmente meio assim…

ps: por isso eu não ficaria nada irritado se tudo aquilo não tivesse passado de um pesadelo…

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18 Respostas to “Como destruir uma temporada quase perfeita usando apenas um season finale bem trágico. Estrelando: Shonda Rhimes”

  1. Denise Says:

    Apoiado!!! Fiquei bem chateada com a morte da Lexie, mas eu li que ela e a Shonda vinham dicutindo isso há uns meses, pq ela queria sair da série. Mas não precisava causar um acidente de avião, né? Talvez mais alguém ali morra (para sair)… A Arizona está pior do que aparenta, de repente…
    De qualquer forma, foi muito forçado, desnecessário e fechou com chave de papel e olhe lá!
    É como já comentamos aqui sobre filmes drama apelativos: choramos porque não temos gelo na veia, mas não apreciamos esse tipo de drama.

    • Essy Says:

      Tmbm fiquei arrasado com a morte da Lexie, mas já que foi opção da atriz… (tmbm com tanto tempo que ela ficou na sombra durante essa temporada)
      Mas para matar uma, não precisava envolver todos os outros naquele acidente pavoroso, neam?

      Tmmb desconfiei que algo poderia acontecer com a Arizona, mas agora eu já não sei mais se eu acho que isso ainda vá acontecer…
      E eu confesso que durante esse season finale eu fiquei emocionado sim com a cena da Lexie e tudo mais (cada vez que o olho dela permanecia um tempo longo demais aberto, eu já me desesperava), mas com o resto, eu fiquei mais apavorado & meio claustrofóbico, do que qualquer outra coisa. Totalmente desnecessário!

  2. marcela de vasconcellos Says:

    Sério eu adoro spoiler. Porque se eu ficasse em frente a tv por uma hora pra ver essa porcaria eu juro que ficaria mais revoltada do que estou agora.

    Matar a Lexie? Tá de brincadeira.

    E Bailey com aquela voz chata? E Kepner? E Avery (que é gatinho mas chato toda vida com a história da mãe)? Teddy que ficou sem o menor cabimento depois da morte do marido (que eu jurava que ia dar a deixa pra Yang assumir a cardio)?

    Vou ver porque não tenho vergonha na cara, mas já procurando programa pra segundas a noite depois do cursinho de inglês.

    bjus

    • Essy Says:

      Pois bem, foi decepcionante mesmo. Mas já pelo promo dava até para desconfiar do que viria pela frente.
      Pior é que com um simples final, Shonda conseguiu enterrar o sentimento de uma temporada inteira. INTEIRA!
      Falando assim até parece um exagero, mas na prática, um acidente como aquele e nessa altura do campeonato, só poderia surtir um efeito gigantesco para a série mesmo. E nesse caso, gigantesco e negativo. Humpf!

      E o desespero da chegada da Summer Season e a gente não ter mais nada de bom para assistir? Já estou pensando em qual será a minha próxima maratona tmbm…
      Smacks!

  3. Bruno Says:

    “Grey’s Anatomy a essa altura, realmente não merecia, não precisava e nem estava carente desse tipo de emoção.”

    Falou tudo!
    Depois de uma temporada tão sóbria,adulta, e baseada em emoções reais,um finale desses soa extremamente forçado.

    • Essy Says:

      Uma pena ela ter perdido a mão logo nesse final de temporada e logo nessa neam?
      Estava tudo tão bem…
      Pior é que além de extremamente desnecessário e forçado, um acidente como aquele só pode trazer uma série de traumas diferentes (psicológicos) para cada um daqueles médicos envolvidos, que a essa altura já podem concorrer ao posto das pessoas mais azaradas do mundo. WOO!

  4. Nadja Pereira Says:

    Muito decepcionada com a senhorita Shonda. Dei uma olhada no twitter dela e olha só a sua nova bio “I make stuff up for a living. Remember, it’s not real, okay? Don’t tweet me your craziness.”

    Entããão nem adianta reclamar, mas se a atriz estava afim de sair paciência… já vimos este filme umas 3x em Grey’s. Uma coisa que me intriga são os dias no mato. TOMARA que não me dure uma temporada inteira eles por lá, o que me lembra o The Walking Dead.

    • Essy Says:

      Passei o episódio inteiro criando uma raiva enorme de Shonda, que pra mim ainda era sem precedente.
      Pior é que eu só conseguia pensar em como ela conseguiria consertar tudo aquilo no futuro. E sinceramente, a não ser que tenha sido um grande pesadelo, eu não vejo como. Tudo bem que a vida continua, que a gente tem que superar os traumas e blah blah blah. Mas como conseguir seguir adiante em um lugar onde tudo de ruim pode acontecer, ainda mais considerante que o chief daquela história é uma Shonda da vida?

      Eu sairia correndo, me enterrava na terapia e passaria um bom tempo me considerando como uma pessoa de pouca sorte.

      Pior que lembrar de The Walking Dead é lembrar tmbm de Lost e tudo isso em um mesmo episódio hein? Zombies pelo menos são cools! (rs)

      • Nadja Pereira Says:

        A Lexie é uma peça chave na história. Sua morte não tem justificativas e vai fazer muita falta na trama.

      • Essy Says:

        Não sei se ela tinha tanta importância assim para a trama em si (além do elo de ligação com a Mer), mas vou sentir bastante a sua falta. Humpf!

  5. Bárbara Moreira Bom Angelo Says:

    Sempre espero ansiosa as suas resenhas 🙂

  6. Mirela Says:

    Ainda não vi o episódio todo, pois a todo momento paro para proferir a palavra NÃO repetidas vezes.
    Como assim destruir uma boa temporada com um season finale que ninguém queria? Como entender a morte da Lexipédia? Pra que mais tragédia gentxi?! É muito ódio no coração da Shonda, só pode!!

    • Essy Says:

      E esse “NÃO” bem sonoro e em caixa alta eu já soltei logo ao final do episódio anterior, sentindo que algo de ruim estaria por vir. (onde vimos as primeiras cenas do acidente)
      Pior é ter a certeza disso depois de assistir a esse finale pavoroso e completamente desnecessário. Humpf!
      R.I.P Lexipedia

  7. “Tudo não passou de um sonho” « The Modern Guilt Says:

    […] acharia corajoso assumir o erro que foi aquele final da Season 8. (não gosto nem de lembrar, ainda mais com uma temporada tão boa como estava […]

  8. Estaríamos observando de perto a morte de Grey’s Anatomy? « The Modern Guilt Says:

    […] não, porque essa sensação veio diretamente daquele final pavoroso da Season 8, que eu não gosto nem de lembrar. Desde então, senti que a série conseguiu fazer o que parecia […]

  9. The Modern Guilt Awards 2012, a quarta edição do prêmio mais sensacional de todos os tempos « The Modern Guilt Says:

    […] Outra decepção que tivemos durante 2012 foram os rumos que a Shonda Rhimes decidiu dar para a sua Grey’s Anatomy, encerrando da forma mais porca possível, uma temporada que tinha tudo para ser uma das melhores da série. […]

  10. Realmente está na hora de reconhecer que alguém precisa desligar os aparelhos de Grey’s Anatomy… | The Modern Guilt Says:

    […] daquele final trágico e pavoroso da Season 8 que muitos de nós gostaríamos que não tivesse sido verdade, Grey’s Anatomy estava de volta […]

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