A penúltima temporada de 30 Rock

Quando do alto de sua sexta temporada, 30 Rock consegue provar que ainda é capaz de fazer uma temporada excelente, nós só podemos mesmo é ter certeza de que não vai ser nada fácil nos despedirmos (em breve) de uma das melhores comédias da década da TV.

30 Rock não só é uma das melhores comédias no ar atualmente, como fez escola e hoje em dia é cada vez mais comum assistirmos séries que abusam da referência da cultura pop e todas elas sem a menor dúvida, devem muito a criação da Tina Fey.

E essa Season 6, apesar dos baixos índices de audiência, foi uma grande temporada, em todos os sentidos. O elenco esteve mais afiado do que nunca, as piadas todas também estiveram ótimas, a ponto de nos fazer lembrar dos bons tempos da série, que como qualquer outra, também acabou passando pelo seu período obscuro. E tudo isso ainda mantendo o seu fundamento, onde todas as referências por minuto estiveram ali, a nossa disposição.

Começamos a temporada tendo a Jenna como a celebridade da vez, aproveitando os seus minutos de fama devido ao sucesso do seu programa de calouros para criança, onde ela aproveitava para ser uma total megabitch e assim arrebatar o coração da sociedade americana. Desde sempre, eu AMO essa alma de atention wore declarada da Jenna e AMO exatamente por isso, por ser algo assumido desde o príncipio.

Ela que não mediu esforços para permanecer no posto da queridinha da america da vez e até com uma espécie de membro de boy band para crianças, ela acabou namorando. Mas todo mundo sabe que o seu coração pertence mesmo ao Paul, o namorado crossdresser da Jenna, que a ama tanto a ponto de se vestir exatamente como ela, o que para uma celebridade desesperada por atenção, só pode mesmo ser o seu parceiro ideal para a vida. E ao som de “Zou Bisou Bisou”, Paul apareceu no episódio ao vivo da temporada em um momento que quase me fez cair da cadeira de tanto que eu dei risada, ainda mais porque o episódio contou com a participação do próprio Don Draper (Jon Hamm), de onde esse fundamento musical foi explorado.

E episódio ao vivo de 30 Rock é sempre sensacional mesmo, com pencas de participações, com milhares de referência e talvez as melhores piadas da temporada, que eles guardam na manga esperando a reação ao vivo de todo um país. Sempre fico imaginando o nervosismo dos atores naquele momento, tão vulneráveis ao erro e me pergunto o quanto eles não devem ensaiar tudo aquilo para fazer com que o episódio acabe dando muito certo, como sempre acaba acontecendo. Um nervosismo que a gente enquanto audiência pouco consegue perceber, exceto quando eles dão uma erradinha aqui e ali. E ter o Paul McCartney fazendo uma participação na sua série, ou a Amy Poehler interpretando o flashback da personagem principal, realmente não deve ser para qualquer uma.

Com o detalhe de que eles fazem sempre questão de fazer duas apresentações, para as costas Leste e Oeste, para que assim todo o país possa aproveitar a mesma experiência. Howcoolisthat? Confesso que eu até achei esse episódio mais fraco do que o da temporada anterior e credito isso ao abuso da referência de programas antigos que não fazem muito parte da nossa cultura. Mas mesmo assim, não tem como dizer que não foi um episódio excelente. Clap Clap Clap!

Seja ao vivo ou gravado, quem sempre consegue roubar a cena é mesmo o impagável Alec Baldwin no papel da sua vida. Ele que continua na tarefa árdua de mentor da Liz Lemon, tentando melhorar a sua opção de boy magia da vez, que como sempre, não é das melhores disponíveis no mercado (exceto pela magia do ator James Marsden. Höy!) e que durante essa Season 6 ainda teve tempo para viver um “romance” com a sogra, enquanto aguardava o resgate da sua mulher acontecer.

E Jack Donaghy é mesmo o melhor personagem de 30 Rock, o que justifica e muito, toda e qualquer indicação que o Alec Baldwin tenha recebido por esse papel, onde com uma simples cara de desdém, ele consegue entregar exatamente o tom da piada. E #TEMCOMONAOAMAR o plot onde o ator teve a participação do seu irmão, William Baldwin, interpretando o próprio em um filme para a televisão sobre o sequestro de sua mulher? Ou ele tendo como arqui-inimiga da vez uma adolescente de 16 anos, interpretada a altura pela atriz Chloe Moretz? Ou a sua participação sempre fundamental no reality show da mulher do Tracy?

Preciso até reconhecer nesse momento, que o reality “Queen Of Jordan”poderia virar um spin-off, que eu pelo menos, assistiria com orgulho. E nesse mesmo episódio, além de ganharmos um Jack Donaghy enlouquecido para encobrir o seu “romance” com a sogra, bancando uma série de mentiras absurdas por conta da sua língua solta, dessa vez ainda ganhamos a participação especial de uma criança com talento para megabitch, que foi uma das melhores piadas dessa temporada. Sério, o que foi aquela mágoa da menina pela Liz ter falado que ela tinha as “pernas gordinhas que davam vontade de morder”? Ro-lei. E #TEMCOMONAOAMAR o D’Fwan? Ainda mais com ele aproveitando a mentira do Jack para ganhar o seu tão sonhado selinho.

Nessa temporada ainda tivemos o Kenneth sendo promovido para uma espécie de “censura” da NBC e logo depois sendo demitido, lutando até agora para recuperar a sua vaga antiga. Vaga essa ocupada pela vilã da vez, que escondia uma certa obsessão pela Liz, mas que no final das contas, ainda não ficou extamente claro o porque de todo o seu plano de megabitch dentro da história. Talvez ela seja apenas maluca mesmo…

Já o Tracy…esse continua tão caricata (como sempre) que eu prefiro continuar ignorando. Mas adorei que o acontecimento sobre as piadas homofóbicas dele não foi esquecido e até um episódio sobre o “direito de ser idiota” nós acabamos ganhando durante essa temporada.

Eu nem acho a Tina Fey uma atriz excelente, mas adoro a voz que ela empresta para a série, que é realmente o seu ponto mais forte a ser destacado. AMO o discurso pela luta dos seus direitos, pela opção de viver a vida a seu modo, tudo escondido “descaradamente” no texto de 30 Rock, onde basta prestar um pouco mais de atenção para encontrar suas verdadeiras críticas. Ainda mais porque quase sempre, ela acaba mostrando que para sustentar determinadas posições na vida ou até mesmo os seus ideais, suas personagem acaba se dando mal, ou passando por alguma situação constrangedora, deixando bem claro que ter personalidade não é tão simples assim.

Ainda em busca da sua realização pessoal, Liz tem um novo boy magia para chamar de seu, Criss, ele que não tem a vida tão bem resolvida quanto a dela, mas que pelo menos também não chega a ser um folgado com alguns dos seus ex namorados (falando neles, a visita do Dennis durante essa temporada no Saint Patrick’s Day também foi sensacional, hein?). Relação que ela tentou manter em segredo, mas que depois foi descoberta pelo Jack, para seu total desespero. Um namoro que continua em andamento, onde ambos já estão decididos a criar uma planta juntos. E por planta, leia-se um primeiro filho. Awnnn!

Obviamente que a temporada foi muito maior do que qualquer resumo que eu venha fazer por aqui e a sensação que fica é a que 30 Rock conseguiu recuperar a boa forma do passado e essa detalhe com certeza só vai colaborar para que seja ainda mais difícil nos despedirmos da série, que volta no Fall Season para a sua sétima e última temporada, que além de tudo será reduzida pela metade. Espero que essa covardia com 30 Rock em sua reta final tenha afetado o orgulho pessoalmente da Tina Fey e que ela volte para finalizar essa história da melhor forma possível.

E é claro que todos nós estaremos lá, para nos despedirmo de 30 Rock como a série merece. Clap Clap Clap!

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