Girls – A vez das garotas que nós não estamos acostumados a ver toda hora na TV

Para começar a ler ouvindo essa faixa aqui ♪

Séries que se passam no período do High School/Faculdade, onde todos os personagens ainda estão lidando com os sonhos de se tornarem quem eles desejam ser um dia, existem aos montes e todos nós já passamos por algumas delas a essa altura de nossas vidas televisivas. Séries que falam da vida  adulta, quando os personagens estão prestes a solidificarem suas histórias, com tudo em andamento, encaminhados e prontos para uma grande conclusão para cada um deles, seja no trabalho ou na vida pessoal, também estamos cheios de bons exemplos na TV ao longo desses anos todos e guardamos com orgulho a memória afetiva das nossas preferidas desses do gênero.

Mas uma série que falasse tão abertamente de um período que é um grande ponto de interrogação para todo mundo, que é exatamente quando você sai da faculdade e ainda se encontra em um ponto de transição entre a ex criança e o jovem adulto, disso a gente ainda estava carente de ver na TV (que até já pode ter existido antes, mas não é tão comum) e é exatamente sobre esse período que Girls aproveita para situar a sua história. Um período onde não somos mais crianças, não somos mais adolescentes, mas ainda não somos exatamente adultos, não por completo e ainda nos sentimos perdidos em meio aos nossos vinte e poucos anos, quando já nos encontramos formados e não temos mais a certeza de nada e tão pouco fazemos ideia de onde isso tudo vai dar. Now what? É a pergunta que não quer calar para todo mundo que enfrenta esse período…

E como representantes dessa geração de incertezas, menos euforia e cada vez mais responsabilidades, temos essas quatro novas garotas do momento, cada uma com a sua personalidade e identidade muito bem definida, onde todas se encontram exatamente nessa fase de ainda estar no meio do caminho (certo ou errado) para se tornar aquilo que cada uma delas realmente gostaria de ser lá na frente.

Apesar do título, Girls não é uma série cor de rosa do tipo “menininha” ou cheia de mimimis intermináveis como se espera (preconceituosamente até) de um estereótipo que estamos acostumados a ver a todo instante na TV. Eu diria que essas garotas estão mais para um mint (que é a cor do momento e todos nós já sabemos disso, rs) embora todo esse universo “feminino” esteja super presente na série também, mas de uma forma bem menos óbvia, parece mesmo é que elas chegaram na intenção de dar uma balançada naquela mesmice de sempre, mostrando que se é para facilitar o mundo com estereótipos e rótulos, existem vários outros que ainda não estavam sendo representados na TV e agora seria a chance desses outros tipos finalmente aparecerem.

Entre elas temos Marnie (Allison Williams), a certinha quase adulta e ridiculamente linda do grupo. Sabe aquela sua amiga com os pés enfiados demais no chão, que as vezes sofre da síndrome de se achar a representante oficial dos seus pais quando eles não estão por perto? Então, essa é Marnie. Super responsável, com um emprego bacana que garante ela estar com suas contas todas em dia, embora ela mantenha um grande débito em seu coração. Apesar de ser a mais centrada de todas elas, do alto de toda essa postura responsável e corretinha, foi possível observar que Marnie ainda está longe de se realizar quando o assunto é o amor, quando vimos ela totalmente insatisfeita e sem nenhuma certeza sobre a sua atual relação com o namorado (foufo até), o qual ela nem consegue tratar muito bem e parece não suportar em diversos momentos, sem saber ao certo se gosta ou não dele. Até que ela se vê sem ele e para piorar, acaba dando de cara com a imagem do seu ex com outra, que aparentemente o está fazendo mais feliz do que quando ao seu lado, o que mesmo que a gente não goste muito de admitir, é sempre como a sensação de um soco na boca do estômago, para não dizer outra coisa. (ou um torcidão nos peitos, no caso das meninas, rs – não se esqueçam que eu sou um menino e por isso diria a outra coisa, rs)

Ainda no lado puritana da turma, temos Shoshanna (Zosia Mamet) como a representante de um espécie cada vez mais rara nos dias de hoje, sendo ela provavelmente a última virgem de NY. Mas ao contrário de outros exemplos de personagens que nós já vimos seguir esse mesmo padrão,  seja usando o seu anel da castidade ou se escondendo atrás de uma pureza forçada ou apoiada no discurso de uma religião qualquer, Shoshanna não vê a hora de se libertar desse estigma. O que ela não quer é resolver esse probleminha com qualquer um, apenas para se libertar do peso de ser a última virgem de NY, o que de certa forma, não deixa de ser bem bacana por parte da personagem, que mostra que apesar de seguir certos princípios, não é preciso ser ridiculamente radical quanto a um assunto tão natural para todo mundo. Tudo tem sua hora e ela só não tinha encontrado a sua ainda. Mas é claro que ela é a inocente da turma, a mais romântica e sentimental de todas elas e através de um ótimo momento da personagem em meio a uma festa sensacional, descobrimos que o crack é o ecstasy da nova geração.

Representando o sonho de ser livre, temos Jessa (Jemima Kirke), que logo de cara, conquistou o meu coração com seu figurino e personalidade fundamento e permaneceu empatada com a Hannah até o final da temporada como minhas personagens preferidas da série (eu seria um bom mix das duas). Com ares de new hipster (sim, já temos os new hipsters), Jessa tenta preservar a sua alma livre, de não querer se apegar a qualquer coisa no mundo e com isso vai adiando o momento em que ela precisa parar para se permitir ser quem ela ainda não se encontra pronta para ser e tem consciência disso, como bem foi dito em um dos melhores diálogos da temporada, entre ela e a sua ex patroa, discutindo o interesse do marido dela para cima da até então funcionária. Para ela, tudo é possível desde que se esteja com vontade e até um plot de aborto acabou sobrando para a sua personagem logo de cara, algo que eles conseguiram resolver de forma super bacana e extremamente realista, algo que chegou a incomodar muita gente. Mas quem nunca teve pelo menos uma amiga que já se encontrou nessa mesma situação, que atire agora a primeira pílula do dia seguinte… (não ouço o barulho de nada caindo no chão)

E como grande representante desse grupo das novas garotas e sendo dela a voz por trás da série, temos Hannah (Lena Dunham), que se fosse mais sensacional, seria insuportável. Hannah é uma espécie de heroina para a nossa geração, sendo ela uma  garota inteligente, distante dos padrões de beleza que estamos acostumados a ver a todo momento por todos os lados e mesmo assim ela é muito confortável com tudo isso, encarando super bem por exemplo, cenas de nudez que não são assim tão fáceis para ninguém, além dela vir com o bônus do humor que a faz ser capaz de rir dos próprios defeitos e assim garantir o tom exato de comédia para a série. Para ela sobra a tarefa de provar que é possível se virar sem a ajuda dos nossos pais, mas é claro que para isso, nada acontece muito fácil e para conseguir ser aquilo que ela sonha em ser um dia, o caminho parece ser longo e cheio de obstáculos, sem fantasiar ou enfeitar demais essa trajetória, o que também não o faz perder a graça ou a diversão. E tudo isso sem o  menor esforço para tentar nos enganar, mostrando o quanto é difícil para quase todo mundo conseguir alcançar o sucesso nas mais diferentes áreas de nossas vidas, o que faz ser ainda mais impossível não torcer por sua personagem dentro da série.

Aliás, muito bacana a forma como o plot dos seus pais forçarem de certa forma ela a “crescer”, o que a princípio pode até aparecer meio injusto, acabou funcionando muito bem dentro da história da personagem e temos que reconhecer que não deixa de ser um método eficaz, apesar de achar que nem tudo precisar ser tão radical assim. Bacana também é que apesar dessa forçação de barra por parte deles, existe um grande respeito dentro daquela relação familiar e não há espaço para grandes mágoas, não por esse motivo.

Desde o começo da série, tivemos Hannah frequentando um certo apartamento meio assim, onde ela se encontrava com Adam (Adam Driver), o boy magia aparentemente também meio assim,  que ela se recusava a apresentar para suas amigas por enxergar exatamente todos os seus defeitos, desde o modo como ele a tratava, até a forma como ele realmente parecia ser enquanto pessoa dentro daquele cenário. E esses defeitos todos foram ficando bem claros enquanto ambos dividiam alguns momentos dentro daqueles poucos metros quadrados, nos chamando a atenção desde o começo dessa história,  fazendo com que a gente acabasse se perguntando (apesar de enxergar alguma magia, entre outros detalhes, rs) o porque dela ainda estar do lado de um cara como o Adam?

E a resposta veio em meio ao episódio com o melhor título da temporada “Weirdos Need Girlfriends Too” onde descobrimos  um lado do Adam que até então a gente desconhecia, onde bastou colocar o personagem fora do seu ambiente natural para que ele nos revelasse suas outras camadas, essas muito mais interessantes do que o que já havíamos visto. Que foi o que fez o personagem saltar do posto de boy magia semi negra para o namorado dos sonhos de todo mundo. Quem não queria um Adam para chamar de seu que delete agora a primeira pasta de fotos do Ryan Gosling de suas HDs… Viu? E tudo isso de uma forma muito honesta, sem grandes transformações e mantendo todo o seu fundamento de antes, apenas revelando um lado desconhecido do Adam para todos nós, inclusive para a própria Hannah, que visivelmente surpresa ao conhecer essa nova versão do Adam, não conseguiu esconder a sua felicidade dentro daquele táxi, quando ela finalmente conseguiu o objetivo de conseguir ganhar o status de namordada dele. (e o que foi esse momento dos dois super “E.T” na bicicleta e na sequência aquele tombo? Eu ri sem parar!)

Sonho esse que acabou logo na sequência, com o pesadelo da convivência transformando a versão foufa do Adam que acabamos de conhecer, em um garoto que não sabe muito bem como se comportar dentro de um universo mint, como o dessas garotas, fazendo com que a sua presença fosse notada a todo instante. Agora me fala, qual outra série foi capaz de colocar o namorado com uma cara de psicopata de dar medo, fazendo xixi na namorada durante um momento a dois no chuveiro, com a maior naturalidade desse mundo, provocando uma reação também muito honesta, que com certeza muitos de nós (muitos, pq já que estamos sendo naturais e honestos, a gente sabe que tem público para uma golden shower…ew!) reagiríamos da mesma forma que a Hannah naquele momento, hein? Mas mesmo se tornando um pesadelo super presente na vida da Hannah, ocupando todos os espaços possíveis desse que antes era apenas um confortável vazio, Adam continuou sendo um foufo, onde o seu lado totalmente meio assim acabou sendo compensado por tamanha foufurice que ele foi revelando aos poucos enquanto namorado, como quando ele resolveu fazer aquele muro de lambe-lambes coberto com a palavra “Sorry” que nem era exatamente para ela. Sério, #TEMCOMONAOAMAR? Nesse momento, Adam não só ganhou o coração da Hannah, como de brinde levou os de todos nós, com certeza.

E vale a pena reconhecer que Girls não fala só bem desse universo de meninas, como consegue transformar os seus meninos em grandes personagens, mesmo não sendo eles o foco da história. Gosto muito da forma com que a série conseguiu transmitir de forma bastante simples até, o quanto esses dois universos tem em dificuldade de se comunicar e entender cada um de seus lados. Tudo é muito desconfortável para o outro e vice versa, como vimos na cena dos meninos explorando com a maior curiosidade desse mundo o apartamento delas, agindo quase como crianças . Talvez seja por isso que  as meninas são tão fascinadas por seus amigos gays ao longo da vida e os meninos se saiam tão bem com suas amigas lésbicas também, que de certa forma, são os representantes do sexo oposto que mais conseguem se aproximar de suas realidades (com limitações, claro) e que circulam muito bem dentro desses universos. Por isso dizemos que o novo gay  é o hétero do futuro. Anotem. (rs)

O mais bacana dentro da proposta de Girls é que todos os personagens são super fáceis de indentificar, independente do seu sexo. Quem nunca se comportou como uma Shoshanna (isso ficou engraçado), tendo que encarar o drama da primeira vez? Ou se viu no lugar da Marnie, presa em uma relação meio assim e sem ter a certeza de querer ficar ou querer realmente sair? Ou quem nunca sonhou ou já teve os seus momentos bem Jessa, em nome da liberdade? E eu gostaria muito de saber quem é que nunca se apaixonou por um Adam da vida, assim como a Hannah? Não valendo mentir nessa hora, posso até dizer sem medo que muitos de nós já nos comportamos até como todos os meninos da série, basta parar para pensar um pouquinho no passado…

Mas entendam que Girls, apesar de ser encarada como “comédia” e ter os seus momentos de pura diversão (quase não me aguentei quando as colegas de um dos trabalhos da Hannah resolveram dar um tapa na sua sobrancelha, rs), é mais uma das séries que acabaram sendo classificadas de forma errada. Imaginem que logo de cara a nova série da HBO já ganhou status do novo Sex And The City, o que elas conseguiram provar já logo no piloto, o quanto todos que chegaram a considerar essa semelhança estavam totalmente equivocados, que a não ser pela quantidade de personagens principais e NY como fundo para essa história, elas nada tinham para se comparar com SATC. Nada a não ser a falta de freios, talvez? Girls tem mais aquela cara de dramédia e o perfil meio loser e mais próximo da realidade que a gente tanto tem gostado atualmente, com um texto sem freios ou grandes pudores, onde elas conseguem tratar todo e qualquer assunto com a maior naturalidade desse mundo, como se a gente estivesse em uma conversa com nossas próprias amigas, uma linguagem que nesse caso sim, teria algo parecido com o que também acontecia na série antiga de sucesso da HBO. Sem contar todo o charme da cidade de NY e aquelas 4 meninas lindíssimas e nada óbvias (inclusive na beleza de cada uma delas), cada uma com características tão pessoais e tão diferentes, capazes de deixar todos nós completamente apaixonados por todas elas, pelos motivos mais variados possíveis. Höy!

Muita gente chegou a achar a série apelativa, exagerada em alguns momentos, algo que eu discordo completamente. Sinceramente, apesar de alguns momentos bem “desconfortáveis”, toda aquela verdade, muitas vezes confundida com apelação, fez parte da proposta da série e seria absolutamente impossível contar essa mesma história deixando de lado essas situações mais exageradas ou até mesmo ridículas em algumas circunstâncias, que muitas vezes a gente também passa ou já passou na vida, mas tem vergonha de admitir em público assim abertamente. E vale a pena lembrar que Girls é uma série da HBO, um canal pago da TV de lá, onde esse detalhe permite que a série vá um pouco mais além do que é aceitável e comum na TV aberta, por exemplo.

Em meio a essa primeira temporada primorosa, eu acho bem difícil não se identificar com cada uma daquelas situações, onde mesmo que você não tenha vivido algumas delas, certamente deve conhecer alguém que já passou por algo semelhante. E acho bacana que tudo isso tenha sido escolhido para ser mostrado dentro desse período de nossas vidas onde tudo ainda está dando bem errado, em uma fase ainda muito indefinida das nossas histórias onde a nossa única certeza é um grande ponto de interrogação em neon piscando em direção ao nosso futuro e que como eu disse anteriormente, não costuma ser retratado na TV ou no cinema a todo momento e tão pouco com essa carga de honestidade emprestada de uma série como Girls. Muito bem feito meninas, a minha alma feminina agradece. Clap Clap Clap!

Imagino que todas aquelas garotas estão vivendo um período que ninguém imagina que vai ser tão difícil, principalmente no passado, quando somos questionados sobre como imaginamos que seriam  nossas vidas cinco anos a frente e que quando chegamos exatamente a essa ponto delas, no presente, tudo é muito diferente e menos fantasioso de como já foi um dia em nossa imaginação. Os sonhos já não são os mesmos e a euforia da nossa pouca idade já não faz mais tanto parte do nosso dia a dia como antigamente.

E uma temporada sensacional com foi essa Season 1 de Girls, precisava mesmo de um season finale do tipo bem bom, mesmo que os nossos lugares já estivessem todos garantidos para a Season 2 da série (confirmada quase que desde a sua estreia), que é claro que nós não vamos perder por nada nesse mundo. Nele tivemos o casamento surpresa da Jessa (que mais uma vez contou com a participação do excelente Chris O’Dowd, que eu acho ótimo & maravileeeandro. Höy!), que pelo primeiro encontro dos dois, naquele outro momento ótimo da temporada onde rolou o beijo entre a Jessa e uma versão mais permissiva da Marnie, eu até cheguei a achar que talvez eles já tivessem dividido um passado juntos, pela tensão sexual que eu cheguei a sentir no ar entre os dois personagens naquele primeiro momento, mas que parece que foi só uma impressão minha mesmo.

Um casamento ótimo e maravileeeandro, que ainda contou com a Soshanna magoadíssima por ter ido ao casamento da prima vestida de branco (todas elas estavam lindíssimas por sinal), ela que ao final do episódio, ainda acabou resolvendo aquele seu pequeno problema chamado virgindade, onde também tivemos a Marnie fazendo o que nossas amigas (tá, a gente também em algum lugar do passado, admitindo com bastante vergonha esse plot) já fizeram um dia, que é encher a cara e se encantar com o primeiro que aparecer pela frente, só para ter a sensação de estar seguindo em frente, quando na verdade você acabou de ter dado 25 passos para trás, além de ter enfiado o pé em um ressaca brava e sofrível de se sair na manhã seguinte. Aposto também que no dia seguinte, ela mudou o seu estado no Facebook para “Muito feliz!😉 ” que é o que todas com esse perfil fazem, eu eu sempre morro de rir quando me deparo com frases como essas em redes sociais, que a gente sabe que quer dizer exatamente o contrário e para alguém em específico.

Episódio que ainda contou com o grande momento da noite, com a Hannah finalmente descobrindo uma sensibilidade ainda mais profunda no Adam, que ela deixou magoadíssimo por não levar a sério o fato dele estar realmente apaixonado por ela, algo que Hannah não consegue acreditar com tanta facilidade. Ele que teve ótimas lines ao lado da personagem, dizendo as coisas mais francas e diretas na cara da Hannah, quase sempre com uma certa dose de foufurice no ar, principalmente a partir de quando eles passaram a namorar. Mas  nada foi mais sincero do que aquelas lines dele aos berros perto do final do episódio, do lado de fora da festa, falando sobre a auto-sabotagem da própria. Sério, sabe quando você consegue se ver exatamente na outra pessoa? Então nesse momento eu poderia me chamar Hannah Horvath, rs. Me senti até naquele “walk of shame” ao lado dela, dividindo aquele pedaço de bolo de casamento na manhã seguinte. Quem nunca? (AMO bolos de festa e bem casados na manhã seguinte, Yummy!)

Isso sem contar o excelente momento com o Adam não deixando de propósito ela entrar na ambulância com ele, depois daquele pequeno acidente que poderia ter sido o maior clichê desse mundo (fiquei tão aflito naquela hora), mas que mais uma vez fomos surpreendido com o tipo de humor delicioso da própria Lenna Dunham, que interpreta e escreve lindamente essa série, que com apenas 10 episódios em sua primeira temporada, conseguiu nos deixar completamente apaixonados por essas quatro novas garotas do momento e que representam muito bem esse perfíl que não estamos acostumados a ver toda hora na TV e que para a nossa sorte, ganhamos quatro novas representantes de primeira.

O tipo de série que você acaba de ver e se sente muito bem representado (seja você a boy or a girl) e fica com vontade de abrir aquele potão de sorvete caro de doce de leite, ligar paras as amigas, pedir para elas trazerem os cupcakes com tops variados daquela confeitaria bacana e passar a noite fazendo trança uma na outra, colocando pepino em volta dos olhos e falando sem a menor vergonha desse mundo o quanto todos nós conseguimos ser ridículos, principalmente quando o assunto somos nós mesmos e a nossa própria vida.

O difícil vai ser ficar sem essas meninas agora até a próxima temporada, que nós esperamos que seja um pouco maior hein HBO? Vamos liberar a verba que essas meninas merecem, vai? Humpf! (embora temporadas curtas estejam na moda atualmente…)

Uma série bem especial para toda uma nova geração de quase adultos, independente do seu sexo e que pode parecer não ter sido feita para qualquer um, mas que pare entendê-la e passar a se apaixonar, basta encarar tudo da forma mais natural possível.

Começamos ouvindo a outra faixa e temos que terminar ouvindo essa essa aqui ♪

 

ps: dizem que a Season 2 de Girls está prevista para Janeiro de 2013. Yei!

ps2: post dedicado para todos os leitores do Guilt, meninos e meninas que eu chamo secretamente de Guilters e que merecem assistir a essa delícia de série (♥)

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

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30 Respostas to “Girls – A vez das garotas que nós não estamos acostumados a ver toda hora na TV”

  1. Thais Soriano Says:

    eu comecei a ver Girls porque não tinha nada pra fazer no trabalho.. e depois não larguei mais rs .. eu morro de rir com a Hanna.. (essa fase da sobrancelha pintada foi demais) .. mas a minha preferida é a Jessa .. queria ser free spirit como ela *–*
    E quem diria que o Adam iria virar boy magia né? No começo eu achava ele muito estranho.. mas agora conquistou um lugar no meu coração ♥ rs..

    vai ser longa a espera até 2013

    • Essy Says:

      Hannah é super engraçada mesmo e nos rendeu ótimas piadas durante essa primeira temporada. E o assedio do chefe no escritório com o plot do design de sobrancelha? Euri
      Jessa é ótima também e empatou com a Hannah como minhas preferidas. E disseram que ela estava grávida durante as gravações da série, pode?

      E nunca que a gente imaginava que aquele Adam do começo, se tornaria essa Adam de agora, completamente adorável e com a dose certa de magia.
      Mas agora teremos que esperar … se for janeiro mesmo ainda tudo bem… agora imagina se a nova temporada só chega no final do primeiro semestre como essa? DRA-MA!

  2. Jubs Says:

    “Girls é mint” ♥
    Como é bom ter uma série assim, me faz lembrar que não estou sozinha e que a vida não é só de adolescentes e adultos, nós com vinte e poucos também devemos ter espaço. Obrigada Lena Dunham.

    A Marnie é tão “perfeitinha” que as vezes faz a chata, mas a gente sabe que no fundo ela é legal só quer parecer adulta demais, coisa que ela ainda não é,e que após o fim do namoro com o chatinho que é até fofo, parece que ela está descobrindo esse outro lado, a Marnie legal e solta, hehe.

    Eu não tenho palavras para a Shoshanna. Ela é incrivelmente engraçada, é a parte cômica da série. E a saga para perder a virgindade foi demais. E o momento dela com o crack, eu ri demais. Palmas para a Shoshanna, que mesmo com esse nome bem feio, é a personagem mais engraçada ever. Shosha ♥

    Jessa conquistou todos de cara, né? Cheia de fundamento e um belo sotaque #NÃOTEMCOMONÃOAMAR. A personagem transmite aquela liberdade que todas gostaríamos de ter, essa despreocupação. E o plot do aborto foi muito bem tratado, assim como todo tema na série é tratado de uma forma legal, a forma como uma pessoa de vinte e poucos anos trataria (talvez).

    Hannah, a nova Carrie, hehe. Minha amiga diz que eu sempre me vejo na personagem principal de qualquer série (nem sempre), mas acho que todo mundo tem um pouco de Hannah (Sou uma Hannah + Shoshanna que queria ser mais Jessa). Toda essa coisa de querer trabalhar com o que gosta e não conseguir é sempre muito frustrante e ela mostra que “hey, não é o fim do mundo”, vamos tentando, quebrando a cara aqui e ali que uma hora a coisa toda vai fluir e “hello carreira linda!”. Ai meus vinte e poucos anos sem graduação completa e com universidade em greve, quando vamos fluir, hem? rs

    E ainda temos que nos envolver com boys com magia tão, mas tão escondida que chegamos a duvidar que ela exista, pra que? Aquele discurso todo que ela fez na porta do apartamento do Adam, eu achava que ela deveria ter se mantido forte e terminado tudo com ele, mas ela foi fraca e se deixou levar por aquela carinha de tadinho que ele fez (quem nunca?).

    Mas valeu a pena esperar e ver que ali vivia um boy magia de verdade e que gostava mesmo dela, demonstrando tudo aquilo do jeito dele, peculiar, mas honesto. E realmente, a sequencia da bicicleta foi muito engraçada, e aquela cara dela no taxi de “nossa, esta acontecendo mesmo” foi fofa.

    Eu ainda estou na procura do meu “Melhor Amigo Gay”, é meu sonho. Eu descobri que o tipo de cara que eu procuro pra mim não é hetero é gay. O que significa que a minha alma gêmea é gay e que o hetero será o “meu par”, tipo Fin + Rachel + Kurt. hehe
    Realmente, tem um pouco de nós em cada uma das personagens, seja em um todo ou em momentos da vida, e por isso elas são tão reais. E se comparada com SATC tem seu lado bom e seu lado ruim. Criar expectativas nem sempre é bom (mas Girls superou as minhas) e mesmo que a gente tente ver de alguma forma nossas meninas de SATC nas novas Girls, são momentos diferentes, tanto época quanto na idade. Talvez no futuro, compre os boxes de Girls (prevendo muitas temporadas lindas para elas) + SATC e dê para uma menina que vinte pouco e diz que tem que ver de Girls para SATC, dos vinte e poucos aos trinta e poucos, hehehe.

    A Season Finale foi ótima, tão maravileandra que não vejo a hora da season 2 começar.
    Eu ri muito da Shoshanna magoada por ter ido de branco ao casamento da prima, eurimuito. A Marnie além de fazer a J.Lo ainda pegou o gordinho simpático que parece ser daqueles que fica pegando no pé, afinal ele conseguiu pegar a bonitona do casamento. Enquanto isso ela faz tudo isso que você falou + ignorando as chamadas do gordinho no celular e o pedido de amizade dele no Facebook.
    Me diz se tem como levar tão a sério um cara tipo o Adam? Até que ele grite contigo e diga com todas as letras fica complicado acreditar. Sou dessas que as vezes só uns berros para me acordar. “Oi, sou Hannah Horvath”. Quem nunca? Com direito a bolo de casamento no dia seguinte (que é sempre mais gostoso).
    Nossa, eu também fiquei aflita! Medo de acontecer alguma coisa com ele e medo do clichê, mas sim, ele foi atropelado, mas não, ele não morreu e nem foi nada grave. Foi até engraçado, assim como o momento em que ele não a deixa entrar na ambulância, euri.

    Não sei muito bem o que falar (e acabo me perdendo nas palavras e nossa, meus comentários sempre são tão grandes, uau) porque estou completamente apaixonada por Girls. E mesmo que esteja na moda temporadas mais curta, vamos ser vintage HBO, essas meninas merecem.

    Que lindo, eu sou um Guilter (♥).

    • Essy Says:

      É bem bom mesmo ter pelo menos uma boa representante desse período que é sempre uma barra e que a gente estava carente de ver na TV. Como é um período de incertezas e que quase nada da certo, ou não funciona como a gente gostaria, parece que todo mundo prefere ignorar.

      Marnie é exatamente isso, e tenho a impressão que em algum momento ela vai pirar, vai ficar legal e vai se arrepender logo em seguida. Precisa buscar o equilíbrio entre a corretinja e a mais permissiva. E quem não precisa? PÁ!
      Sosha no plot do crack me lembrou a Amy. (R.I.P) E quando ela apareceu sem saia no meio da rua? Rolei (saia que era linda, diga-se de passagem) e tinha certeza que ela ficaria com aquele cara

      Jessa foi identificação imediata para mim, além de ter achado ela lindíssima e super focada no seu fundamento freedom. Mas como eu não sou nada simples e sou bem complexo, tenho a minha outra parte bem Hannah. Beeeem Hannah! (talvez 50/50)
      Acho tão bacana quando uma série consegue tratar um assunto quase “intocável” com a maior dignidade desse mundo e de forma bem simples, como deveria ser mesmo.

      Hannah é mesmo uma heroina, contendo tudo o que a gente ama e odeia em nós mesmos. Muito bacana tmbm que nada caia do céu para ela e que a personagem tenha que penar para perseguir a sua vocação, sempre deixando um ponta de esperança, mostrando que a garota tem muito talento e só precisa encontrar a oportunidade certa.

      E como se a preocupação de ser alguém realizado profissionalmente não fosse o suficiente, ainda temos os boys magia para nos preocupar. Ahhhhh essa magia que enfeitiça e de vez em quando faz a gente ser que a gente não quer ser. Quem nunca?
      Adam no começo não merecia mesmo uma segunda chance, mas bastou insistir um pouquinho para ele se revelar bem perfeito, do seu jeito, cheio de falhas, mas perfeito (prefiro gente assim sabe? Sempre desconfio dos certinhos demais…)

      Amei a cena da bicicleta, do sorrisinho bobo da Hannah no taxi, mas o que me fez suspirar fundo foi mesmo o “Sorry” na parede. Quase não me aguentei nessa hora de tanto amor. (♥)

      Procurar um perfil gay no cara ideal é sempre um problema, porque é difícil de encontrar, mesmo porque, o novo gay quer parecer hétero e o novo hétero ainda não sabe, mas está pelo menos parecendo (fisicamente) cada dia mais gay. O que é sempre uma barra, porque fica ainda mais difícil de identificar quem é quem na noite (no dia, na tarde, rs)

      Juro que eu não estava esperando gostar tanto assim de Girls e tudo aconteceu bem naturalmente, durante a experiência mesmo. E foi uma ótima surpresa! Fiquei bem feliz que eu não fui o único que se encantou com esas 4, que merecem toda a atenção desse mundo.

      Sempre falei para as minhas amigas que eu sou super a favor que SATC seja passado nas escolas, para todo mundo entender o seu fundamento, meninos e meninas. Agora acho que vou ter que incluir Girls nessa lista de ensinamentos, rs. Sonho em sentar um dia com meus filhos para ver essas coisas sabe? Sei que eles vão morrer de vergonha, não vão querer assistir do meu lado (com razão), mas certamente eu vou tentar influenciá-los, rs (aquele manipulador por uma causa nobre)

      Pior que não tem mesmo como levar um Adam da vida a sério, até que ele se manifeste de verdade, as vezes aos berros. Ainda bem que nesse caso essa manifestação aconteceu e é quando a gente percebe que comunicação é tudo nessa vid, não?
      E essa cena do atropelamento parecia não ter fim. Toda vez ele voltava para o meio da rua, eu ouvia um barulho de carro e já ficava com o coração na mão. Danadinha essa Lena Dunham, brincou com a gente direitinho!

      Adorei o conceito da HBO virar vintage e fazer uma temporada oldschool, com mais do que 10 eps, porque elas merecem mesmo!

      I ♥ Guilters

  3. Nadja Pereira Says:

    Lindo, lindo, lindo.

    Que lindo review. Eu só discordo de uma coisa: O boy fofinho da Marnie. Eu acho que ela ficou com ele por que ele a divertia. Mesmo sendo feinho, naquele momento virou uma espécie de conquista diferente do que ela estava acostumada. Acho que vai dar namoro. Torço porque sou fã de contraste, rsrsrs.

    P.s. Eu sou Marnie em tudo, exceto na vida amorosa que sou muito Hannah. Já ri quando me falaram “eu te amo”. A gente custa a acreditar, né?! rsrsrs

    • Essy Says:

      Tnhks!

      Quem sabe ela se arranja mesmo com ele e fica morrendo de vergonha de contar para as amigas só por ele não ser “aparentemente” um boy magia, hein?
      Contrastes são ótimos mesmo. Mas fico pensando que em Girls, os meninos serão meio que descartáveis e não muito fixos, sabe? Pelo menos eu tenho essa impressão…
      Só não sei o que eles vão fazer com o Adam, porque com o personagem, eles conseguiram criar um monstro de pura foufurice!

      ps: já fiz cada uma de dar vergonha em qualquer uma delas, por isso me sinto super representado em Girls, rs. E é bem difícil aceitar um “eu te amo” assim tão fácil. Eu pelo menos sempre desconfio e depois acabo ganhando uma sermão do tipo do Adam com a Hannah no final do ep. Humpf! #CLASSICME

  4. Nadja Pereira Says:

    E, olhe, a cena da ambulância com o “apenas família” foi sensacional. Eu ri demais. Obrigada pelo Guilter. Sou fã de carteirinha e ♥.

  5. Fernanda Says:

    Assisti a série por causa desse post. E assisti tudo de ontem para hoje rs

    Além das Girls, fiquei apaixonada com os pais da Hannah também *-*

    • Essy Says:

      Olha só? Qualquer dia vou ser indiciado por tráfico de séries pq ando viciando alguns,rs
      Os pais delas são bem bons também e apesar da pequena participação na temporada, eles nos fizeram entender bastante da mitologia da própria Hannah, rs

  6. Marcela de Vasconcellos Says:

    Ô pessoa, eu preciso trabalhar, viu???
    Para de me indicar séries boas porque eu já estou num ritmo de baixar e nem conseguir ver. Acúmulo define (aloka do comercial de activia).

    Mas pode deixar que vou colocar essa na lista, nada melhor que mulherzice sem pieguices.

    bjus

    • Essy Says:

      Ops, sorry! (mas veja, que é bem boa mesmo!)
      E a gente estava bem precisando de uma série com “mulherzice sem pieguices”, fato!

      Smacks!

  7. Hannah + Jessa + Marnie + Shoshanna « The Modern Guilt Says:

    […] #PRESENTISMO para todas (os) que assistiram Girls! […]

  8. True Love indeed (♥) « The Modern Guilt Says:

    […] acompanhado dos meus gatos – mentira, não tenho gatos, mas poderia ter porque segundo Girls, esse é o estereotipo, rs), bem curtinha,  com aquele sotaque que a gente ama, uma fotografia […]

  9. Lana Brasil Says:

    Eu li ótimos comentários sobre a comédia Girls, escrita por Lena Dunham, que baseia a maioria das façanhas dos personagens da série nas suas próprias experiências. Parece excelente, quero assistir.

    • Essy Says:

      Reforço todos eles. Girls é realmente um série muito boa e fico feliz de ver essas meninas indicadas ao Emmy desse ano. Go Girls!

  10. Olha só quem já está gravando shirtless na Grand Central Station em NYC « The Modern Guilt Says:

    […] #SÓAMOR. E se vc não se apaixonou pelo Adam esse ano, vc ainda não viu Girls. […]

  11. Girls Season 2, o teaser « The Modern Guilt Says:

    […] mostra nada exatamente novo além dos bastidores da série, mas como é bom encontrar novamente com nossas garotas preferidas do momento, […]

  12. Moone Boy, a série mais adorkable de toda a Irlanda antiga « The Modern Guilt Says:

    […] criação do ator Cris O’Dowd (The It Crowd, e recentemente participando também da excelente Girls), sobre a sua própria infância em terras verdes. Dito isso eu pergunto, teria como a série ser […]

  13. And in that moment, I swear we were infinite « The Modern Guilt Says:

    […] uma escolha que vem nos agradado bastante no cinema atual (na TV também, vejam o sucesso de Girls por exemplo) fugindo totalmente da maioria dos clichês que ninguém aguenta mais encontrar nesse […]

  14. DRIVER, Adam « The Modern Guilt Says:

    […] pode não ser o mais bonito, mas eu duvido que nesse ano que passou, você que assistiu Girls (para quem não assistiu: SHAME ON YOU) não tenha se apaixonado perdidamente pela magia do Adam […]

  15. Adam + Ray + Charlie + Elijah | The Modern Guilt Says:

    […] foram as meninas e agora chegou a vez dos meninos de Girls ganharem suas versões super foufas em paper […]

  16. Mad, Fat e absolutamente adorável (♥) | The Modern Guilt Says:

    […] nos foram prometidas, que é algo bem próximo do que nós gostamos tanto da atual e sensacional Girls. A série tem ainda aquele climão de série adolescente bacana, mais próxima da realidade, que […]

  17. What a girl wants? (Girls – Season 2) | The Modern Guilt Says:

    […] Alguma coisa na série estava bem diferente do que já conhecemos da mesma, de sua adorável Season 1 até que recente, pela qual nos apaixonamos facilmente e nos viciamos quase que instantaneamente. […]

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