Séries que a gente não precisa assistir na Summer Season = Bunheads + Men At Work + Baby Daddy

Fui dar uma chance para a nova série da Amy Sherman-Palladino, afinal, a dona de Gilmore Girls merecia a minha atenção e respeito. Por isso resolvi assistir Bunheads, novo projeto dela para a ABC Family, ou pelo menos pretendia ver os primeiros episódios.

Dei de cara com uma série que até chegou a me encantar, bem pouco, mas chegou. Talvez porque encontrei um o climão de uma cidade exótica como Stars Hollow, só que dessa vez com mais sol e o que também já deu para perceber logo de cara, bem menos magia. Encontrei também uma nova tentativa de repetir as centenas de personagens adoráveis que figuravam dentro do cenário da série antiga, agora escondidos em novas fantasias, só que dessa vez menos bacanas. Tem a nova Sookie, que aparece por 2 segundos e ainda usa bandana. Tem o novo Luke, que é mais velho, casado e agora comando um diner que também serve drinks, mas deve ter café também. E a série tem também a tentativa da nova Lorelai, da nova Emily Gilmore, das novas Rorys, mas todas sem o mesmo encanto e muito mais fracas (apesar da nova Emily ser a Emily antiga). E tem também a trilha igual a de Gilmore, foufa e cheia de “La la la las” pra lá e pra cá.

Ou seja, tinha toda uma intenção descarada de tentar ser a nova Gilmore Girls, sem fazer muita questão de disfarçar o que eles estavam pretendendo e apesar de ter até achado bacana uma coisa aqui ou ali dentro do cenário da nova série, que dessa vez traz as bailarinas como foco (Beijo Miss Patty), Bunheads não consegue nem de longe atingir o mesmo nível de uma série que nos trouxe Lorelai e Rory Gilmore, entre todos os outros personagens adoráveis de Stars Hollow, que sempre vão nos deixar morrendo de saudades, mas que nós já sofremos com essa despedida faz algum tempo e já aceitamos que eles se foram.

E o maior defeito de Bunheads além de tudo ser muito parecido com GG antigo, só que bem menos legal, nesse caso é meio que a história central, onde a personagem principal (a nova Lorelai) era uma dançarina de show em Las Vegas do tipo bem decadente e sem perspectiva de vida, que tem um stalker endinheirado no seu pé, interpretado pelo querido Cameron de “Curtindo a Vida Adoidado”, ele que um certo dia consegue a pegar em um momento vulnerável e a convence a se casar com ele e se mudar para a sua casa grande com vista para o mar, comprando assim descaradamente a sua nova mulher. Mas ele só esquece de dizer que divide a tal casa com sua mãe, Emily Gilmore, que tem uma escola de ballet repleta de tentativas de novas Rorys. Rory gordinha, foufa e sonhadora (AMO!), Rory do drama dramático do peitão, Rory que não tá muito nem ai para nada e a Rory megabitch. ZzZZ

Obviamente que ter o seu filho chegando em casa casado com uma dançarina de Vegas do dia para a noite, não é muito o sonho de qualquer mãe americana (nesse caso eu tenho que ser bem regional, rs) e sendo assim, a nova Lorelai passa a ser persona não grata dentro daquela pequena cidade, onde todos se conhecem e se gostam, invertendo um pouco os papéis do que nós já vimos na série antiga. Até que, ao final do episódio, interrompendo uma cena de dança super constrangedora entre Emily Gilmore e a nova Lorelai, chega a notícia de que o tal ex stalker e agora marido, morreu em um acidente de carro (e não sabemos se ele estava dirigindo o famoso carro vermelho que já foi do seu pai no filme antigo, rs), onde descobrimos no episódio seguinte após o seu funeral (que foi muito pior do que o piloto, do tipo bem chatinho e para te convencer a nunca mais voltar a assistir a série, apesar da resolução ter sido foufa), que ele deixou todos os seus bens para a nova Lorelai, com quem ele se casou tem apenas algumas horas (talvez dois dias…). Quem diria? ZzZZ

Sério. Como alguém quer que a gente compre uma série baseada em uma relação de amor inexistente que só foi motivada por uma boa refeição (sim, ele pagava o jantar para ela em Vegas), uma pulseira de brilhantes + alguns presentes e o sonho de ter um quarto com vista para o mar (que para ser mais falso, teria que ter sido fabricado em Once Upon A Time), onde a nova Lorelai versão bailarina apenas conseguiu tirar a sorte grande e realizar o sonho da casa própria, do dia para a noite, casando-se com um homem que ela mal suportava e vivia dando o fora em Vegas? Certa está Emily Gilmore de não aceitar essa b-i-a-t-c-h no seu quintal e se fosse eu, já estava exigindo o cancelamento desse casamento na justiça. Cadê o PROCON dos casamentos? Cadê Richard Gilmore e toda a sua influência na sociedade de Yale?

Sem contar que os cenários são super falsos, principalmente os fundos e eu achei tudo muito, mas muito exagerado, como se tivessem pego tudo que a gente sempre AMOU em Gilmore (desconfio até que o coreto do quintal da nova Emily seja o mesmo da praça da série antiga) e multiplicaram por 10, deixando tudo muito over. Fiquei até com a sensação de que Bunheads inteira se passa dentro da loja de antiguidades/quinquilharias da mãe da Lane. Sério! (e o que é a decoração da tal casa com quarto com vista para o mar? Alguém mais desconfia que a casa da Amy Sherman seja exatamente daquele jeito? SIM!)

Por isso apesar de amar o trabalho antigo da Amy Sherman-Palladino e AMAR mais ainda a sua briga no Twitter com a Shonda Rhimes, que reclamou  que não tinha nenhum personagem negro no elenco e sendo assim, como a sua filha negra e bailarina poderia se identificar com alguém dentro de Bunheads, briga essa que não poderia ser por um motivo mais preguiça. ZzZZ. Ops, cochilei. Sério que em 2012 alguém ainda acredita que vc precisa ter alguém com a mesma cor de pele para se identificar e não basta apenas um bom caráter ou uma personalidade honesta e bem bacana?

Somando tudo isso, eu acho uma pena que alguém tão criativa e bacana como a criadora de Gilmore Girls já provou ser, acabar perdida em meio a memórias daquilo que já foi sucesso um dia, tentando reviver de forma porca e desesperada algo que já deu o que tinha que dar. Como fã de Gilmore Girls que eu sempre fui, sinto como se fosse essa tentativa de transformar Bunheads na irmã gêmea bronzeada da série antiga fosse um grande insulto. Não Amy, vc não precisa disso no seu resumé.

Depois de experimentar a nova Gilmore, abandonei sem a menor culpa…

Men At Work da TBS… dessa eu não consegui passar do piloto, que eu não consigo sequer encontrar qualquer coisa que justifique eu tê-lo assistido. #SHAMEONYOUESSY, #SHAMEONYOU!

Muito, mas muito chata e ruim, o que é ainda pior. Quatro amigos HTS, um deles casado, um bonitão, outro bem mais bonitão e o outro depressivo que acabou de tomar um pé na bunda, vivendo um tipo de bromance de qautro (rs), que só não consegue ser mais chato por falta de carisma de qualquer um dos protagonistas. A nova Man Up (lembrando que a velha já foi até cancela faz tempo, mas MAW acaba se ser renovada para uma Season 2, sério, ZzZZ) com menos gritos, mas tão chata quanto.

Fiquei com muita vergonha do piloto, que como eu disse, não consigo nem justificar o porque que eu assisti. Piadinhas bobas, homens bocós e mulheres muito mais bonitas do que eles conseguiriam pegar se não fossem semi famosos. É, não deu… (não sei nem porque eu assumo que assisti essa porcaria em público, isso era segredo meu e do Paolo, que de vez em quando, nos arriscamos nessas porcarias, rs)

E por último temos Baby Daddy, também da ABC Family (ZzZZ), que é uma espécie de Raising Hope na sua versão mais careta possível e totalmente sem graça, misturada a uma tentativa falida de fazer o novo “Três solteirões e um bebê”.

Sabe aquele humor de série que passa em looping de reprises intermináveis nas tardes/madrugadas do nosso maravilhoso canal das três consoantes? Então… talvez eles tenham ganhado mais uma para a sua grade futura.

3 personagens super bocós e a garota responsável que é claro que seria apaixonada por um deles e que outro deles seria o personagem apaixonado por ela. Chatinho de dar sono, mas muito sono. ZzZZ. E olha que é comédia de 20 minutos hein? Assisti respondendo emails, que eu tenho mais o que fazer, rs

A bebê pelo menos é uma foufa, como já era de se esperar. Mas como uma concorrente a altura da Hope e toda a sua expressão facial, fica impossível de se competir, ainda mais sendo Raising Hope tão especial como a gente sabe que é! Por isso não precisamos de um cópia barata e sem graça. Aliás, que vergonha em ABC Family?

E só eu fiquei com a sensação de que dois dos protagonistas roommates são praticamente anões (nada contra, AMO o Peter Dinklage por exemplo, rs), ou aquele irmão que acha que é engraçado e que na verdade não é nem um pouco, é alto demais, hein?

Ou seja, três séries das quais todos nós podemos correr durante essa Summer Season. Corram!

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

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4 Respostas to “Séries que a gente não precisa assistir na Summer Season = Bunheads + Men At Work + Baby Daddy”

  1. Mônica H. (@MonHols) Says:

    Vixe, nem vou assistir o episódio de Bunheads que baixei então!
    Pelo seu texto, é bem péssimo!
    Ainda bem que hoje tem Louie e daqui a uns dias, Breaking Bad! Saudades deles!!

    • Essy Says:

      Sabe quando conseguem errar feio na medida?
      Tudo é muito em Bunheads, menos a história ou o nível de interesse nos personagens.
      O piloto nem é dos piores, mas a sequência é um verdadeiro desastre.
      Fora que ninguém consegue comprar uma história de amor dessas, neam? ZzZZ

  2. ligya Says:

    Serio que toca “La la la las” em Bunheads ?? Sacanagem, se eu to assistindo paro na hora e coloco algum ep de Gilmore Girls.

    Esse Men At Work com homens bocós me lembro um certo filme nacional que esta em cartaz no Brasil, pra nossa vergonha ou a minha pelo menos. Seu constragimento vendo o pilota parace o que tive vendo o Trailer do filme.

    • Essy Says:

      Sério. Se não fosse uma série da própria Amy Sherman, eu diria que seria praticamente um crime. (o que sendo dela, eu também diria, rs)
      Toda ruim. Do piloto de Bunheads é fácil de passar. O duro é o segundo episódio, que foi o meu limite…

      Men At Work é mais ou menos por ai menos. Preguiça…
      E esse filme que vc falou é um que tem 3 homems e uma pergunta escrota como título?
      Se for esse eu tmbm compartilho da vergonha. E aliás, quem foi que disse que o Bruno Mazzew é engraçado? (ou bom ator mediano pelo menos, rs)

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