True Love indeed (♥)

True Love é uma minissérie inglesa indeed da BBC (canal que eu assisto sozinho, acompanhado dos meus gatos – mentira, não tenho gatos, mas poderia ter porque segundo Girls, esse é o estereotipo, rs), bem curtinha,  com aquele sotaque que a gente ama, uma fotografia maravileeeandra mostrando um outro lado britânico que nós não estamos muito acostumados a ver e uma trilha sonora que por si só já valeria por toda a série. Ahhh e ela fala de amor de uma forma bem bacana e eu diria até que bem inglesa também. Precisa de mais alguma coisa?

Precisa sim, honestidade e isso nós encontramos fácil nessas cinco pequenas histórias de amor que nos foram contadas durante o que se pode chamar de “temporada” de True Love (não sei se a intenção é a que existam mais temporadas, já que trata-se de uma minissérie… mas não duvido), um projeto que além de todas as qualidades que eu mencionei acima, ainda conta com o detalhe do improviso, onde os atores acabaram criando suas próprias lines dentro daquelas histórias todas, tendo apenas uma direção de por onde elas deveriam percorrer. Howcoolisthat?

Sem contar que a minissérie conseguiu reunir um time de atores que é sempre bom rever, com nomes como o David Tennant (o meu outro Doctor), Billie Piper (Rose), Kaira Scodelario (I ♥ Effy) e David Morrissey (que será o aguardado Governador de The Walking Dead – ZzZZZ) separados em histórias de amor bem honestas, com um certo mood bem inglês, as vezes tristes, nem sempre com finais felizes, mas que nem por isso deixam de ser histórias bem bacanas. Tudo isso com uma trilha sonora perfeita, de chorar de tão linda e sem contar um grande detalhe que no final das contas acaba fazendo toda a diferença, mas que eu não vou contar agora… (sim, eu ainda invisto no suspense, rs)

O que é bem bacana de se ver também e vai um pouco na contramão do que se espera ao ler o título “True Love”. Mas quem disse que o amor verdadeiro não pode se encontar em formas bem menos óbvias de se retratar um sentimento tão familiar e comum para todo mundo e ao mesmo tempo tão particular para cada um, hein?

Dentro dessas cinco histórias, tivemos um pouco de tudo. A primeira delas foi a de um homem, Nick (1/1),  que acaba traindo a família que construiu dentro de um casamento aparentemente OK e com filhos já adolescentes (…), por conta de um amor mal resolvido do passado, que a gente sabe que cedo ou tarde sempre volta para nos assombrar (…), mas que nesse caso, os envolvidos não conseguiram achar a coragem de seguir em frente com esse sentimento, mesmo tendo se rendido por um certo tempo, o que pode significar também que talvez eles não fossem mais o verdadeiro amor um do outro como imaginavam, o que é bem melhor de se pensar do que admitir que eles foram apenas mais dois covardes no mundo. Uma pena que nesse caminho sempre acabe sobrando uma mágoa para os demais envolvidos nessa história, mas como nos foi mostrado nesse episódio, as vezes apenas o arrependimento sincero revelado em um pedido simples de desculpas pode ser o necessário para “consertar” esse erro.

A segunda delas foi a mais custosa das cinco, confesso, mas não por isso deixou de ser bacana. Digamos que foi a menos bacana delas, também trazendo um marido infiel, Paul (1/2) mas que  nesse caso vivia um outro tipo de relação, diferente do primeiro caso, inclusive em momentos diferentes da vida de casal, que nesse segundo caso, não parecia estar muito feliz. Aqui ganhamos aquele perfil do homem que não consegue lidar muito bem com a sua nova família ainda em construção, com filho pequeno chorão e uma mulher fria e distante (…). Bacana que aqui, a história de amor em si acabou ganhando a recompensa da lição para aquele homem, que tentando fugir da sua realidade sem tentar pelo menos resolver o seu problema, acabou levando um golpe daqueles que a gente olha e diz um “bem feito” sonoro e cheio de vontade. O que a gente só não esperava é que nessa história, essa grande lição acabasse valendo para as duas partes desse casal infeliz…

O terceira delas trouxe um nível de magia a mais para a história, com a Billie Piper com menos rímel (como bem me lembraram no Twitter, rs) interpretando uma professora infeliz com sua vida pessoal, Holly (1/3) mantendo um caso com um homem casado em uma relação que tão pouco a satisfazia (…) e isso estava mais do que na cara. Até que ela acabou se apaixonando por uma de suas alunas (…), com quem ela passa a manter uma relação e que mais tarde é descoberta por seus alunos (adolescentes do tipo que não respeitam os professores e que também existem do outro lado do oceano, por incrível que pareça, ZzZZZ) e acaba vindo a tona em um momento super constrangedor para ambas, que apesar de friamente, conseguem resolver muito bem o tal problema, nos levando para mais um final feliz. (não com o calor que a gente gostaria, mas tudo bem, os ingles parecem ser assim mesmo…)

Pausa: como a Kaira é linda, não? Höy!

A quarta história também chega com uma protagonista mulher, Sandra (1/4) dessa vez com um pouco mais de idade, mas também infeliz dentro da frieza do seu casamento, que parece não andar nada bem em todos os sentidos. Sabe quando vc não tem mais assunto com o seu parceiro? DRA-MA. Até que ela conhece um homem bem mais humilde e encantador e passa a se relacionar com o mesmo as escondidas. Mas a sua ausência em casa acaba sendo percebida pelo marido (…), que chega a confirmar com os próprios olhos a traição da mulher e que mesmo assim até tenta reconstruir aquela relação, que para o seu total desespero, já havia ganhado o seu ponto final e ele só não havia sido oficialmente comunicado ainda. Mas digamos que não temos nem como sentir pena dele…

E para fechar essa primeira temporada da minissérie, tivemos a quinta história com um pai de meia idade, Adrian (1/5) que estava vivendo uma relação pela internet com quem parecia ser a sua alma gêmea, onde tudo parecia perfeito, inclusive quando ambos finalmente passaram algum tempo juntos, nesse caso fora do ambiente virtual e para desespero da filha adolescente, que acha aquela relação absurda. Tudo parecia caminhar para um final feliz, até que ele descobriu que a amiga da sua filha adolescente bem pedante (…), começou a nutrir um amor não correspondido pelo mesmo, que se viu em meio a um grande mal entendido por parte da garota, que quase acabou custando a sua atual relação com aquela que parecia ser a mulher da sua vida, ele que após passar anos em sua vida solitária, finalmente estava vivendo um momento feliz. Mas para a nossa sorte, tudo acabou bem nesse caso, encerrando esse ciclo de cinco histórias com um voto de confiança e uma final feliz para mais essa história de amor.

Até aqui a série pode até não parecer nada demais, mas o bacana foi a forma como essas cinco histórias se encontraram e estavam totalmente ligadas entre si, envolvendo cada um de seus personagens nas histórias um do outro. Mais ou menos assim: a amante do personagem da primeira história era na verdade a irmã da mulher traída no segundo episódio, onde o seu par viria a ser o pai da garota que se envolveu em um amor platônico do tipo bem doentio com o personagem da quinta história, que por sua vez era o pai da garota que viveu um romance com a professora da terceira história. Complicado? Juro que na prática é bem mais fácil.

Para tentar facilitar, ao longo da review, usei várias pausas (…) para indicar cada um desses personagens descritos acima, que tinham alguma relação direta com as histórias dos outros. Espero que tenha ajudado a entender o fundamento e ligar todos esses pontos.

O mais bacana é que em alguns casos, conseguimos observar a história por outro ângulo e o tapa na cara maior de todas elas foi realmente a irmã da amante do plot da história mal resolvida do passado da primeira história, que chegou a pedir para que o cara considerasse viver um romance com a sua irmã, mesmo com ele falando que era casado e tudo mais e na sequência, quando vimos a sua verdadeira história, presa em um casamento absolutamente infeliz e sendo traída mais ou menos como ela tentou induzir o personagem da primeira história a ficar com a sua irmã, realmente foi um momento bem bacana em True Love.

Até já estava esperando que as histórias se encontrassem no final de tudo, mas não achei que tudo seria feito de forma tão sútil, onde esses detalhes todos e essa ligação entre todas essas figuras acabaram sendo importantes apenas para nós enquanto audiência e foi bem bacana ver uma série tentando falar do “amor de hoje em dia” de uma forma mais real e contemporânea ao seu tempo. Bem bacana mesmo, indeed.

Sem contar a trilha sonora da série que é mais do que especial, a começar pela música de abertura, que não poderia ser mais perfeita para essa história (que ficou na minha cabeça por pelo menos uma semana). E cada episódio é marcado por pelos menos duas músicas muito fortes que acabam roubando a cena, não por serem apenas do tipo bem boa, mas por completarem e transmitirem exatamente o sentimento do que estamos observando naquele momento da vida dos seus personagens.

Uma minissérie super bacana, leve e gostosinha, para assistir num tapa. Do lado de lá do oceano, ela foi trasnmitida durante uma semana seguida e recomendo a mesma experiência para quem se animar a assistir, onde um episódio por dia passa rapidinho e é a nossa dose ideal de histórias de amores verdadeiros indeed.

Para assistir tomando o chá da noite, que pode não ser o horário da rainha, mas é o que temos para oferecer nessas noites frias. (♥)

ps: vale a pena o click nos links de cada história, onde eu separei as minhas trilhas preferidas de cada uma delas e para quem quiser saber mais sobre a trilha da minissérie, pode dar uma olhada aqui

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

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10 Respostas to “True Love indeed (♥)”

  1. marjoriematsue Says:

    Vou ver! =D
    Baixando… ^^

    • Essy Says:

      É bem gostosinha. Não chega a ser genial, mas é bem boa mesmo assim!
      E tem sotaque inglês, o que já é sempre um ponto a favor, rs

  2. Jubs Says:

    Eu ainda não achei para baixar D: (só eu né? rs)
    Mas a vontade de ver ficou maior depois que vi você falando sobre a série no twitter, porque a primeira vontade veio quando eu fiquei sabendo que a linda da Julia Stiles estava no elenco.
    Então, ainda não li o post porque a série é pequena e eu resolvi não me jogar nos spoiler (normalmente eu não ligo para eles, hehe).

    • Essy Says:

      Tem aqui ó
      Mas acho que vc confundiu com o filme “Silver Linings Playbook”, pq a Julia Stiles não está na minissérie não. Mas é bem boa mesmo assim e vale a pena (a trilha é lindíssima!), além de ser super curta e inglesa indeed.
      Aliás, AMO a objetividade dos ingleses. AMO!

  3. Jubs Says:

    Obrigadaaaaaaaaaaa *-*
    Gente olha a louca trocando nomes nos posts, eu quis dizer Kaya Scodelario. A pessoa abre vários posts na madrugada e fica assim, trocando nomes, hehehe.

    • Essy Says:

      Bem imaginei que poderia ter sido isso.
      Fico nude com a beleza da Kaira (que parece que cresceu até e só ficou mais linda). PÁ!

      • Jubs Says:

        Trocando nomes na madrugada, essa sou eu, hehe.
        Né? Effy cada vez mais linda, como se isso fosso possível.

      • Essy Says:

        Na madrugada a gente fica assim mesmo. Quem eu quero enganar? De dia eu sou assim tmbm, rs
        Effy realmente …#CADADIAMAISMAGIA

  4. Dates, o promo | The Modern Guilt Says:

    […] dramédia do Channel 4 que segue mais ou menos a mesma premissa de True Love (com a diferença de que essa era mais dramática e a nova proposta parece ser mais focada na […]

  5. Encontros e desencontros, mas na verdade, apenas encontros mesmo… | The Modern Guilt Says:

    […] Sair para um encontro pela primeira vez é sempre um risco, porque as possibilidades são sempre assustadoras, para os dois lados. Você pode gostar muito e não sentir a hora passar, pode detestar e não ver a hora de conseguir sair daquele lugar ou pode simplesmente gostar da companhia e decidir ficar para ver no que vai dar. Basicamente, essas são as três opções mais óbvias quando o assunto são dates, mas a verdade é que essas opções podem ser infinitas e é exatamente nessa imprevisibilidade que o criador de Skins, Bryan Elsley resolveu focar as forças do seu novo trabalho, com a deliciosa Dates. […]

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