Cada geração tem a “Revolution” que merece e eu me recuso a aceitar que essa seja a nossa

Inaugurando essa semana uma sequência de posts que vamos fazer aqui no Guilt sobre alguns pilotos da temporada, começaremos por ela, a revolução que já de cara declaramos esperar não acontecer: Revolution. (#FUÉN)

Mas que pilotinho mais sem graça, não?

Série da NBC (o que não combina) que tem como plot central um blackout de mais de 15 anos, onde desde então ninguém sabe nem como e nem porque, mas todos estão sem energia. #DRAMA. Sim, fazem 15 anos que eles estão sem energia, mas as personagens aparecem lindas, com blush na cara (haja estoque), cabelos aparentemente bem cuidados e o menino asmático que precisa de uma bombinha acaba milagrosamente encontrando uma dentro do prazo de validade (imagino eu que tenha prazo, pq uma das minhas frustrações desde criança é não ter adquirido asma, pq eu achava aquela bombinha muito cool e eu não estou brincando), olha só que conveniente?

Primeiro que o plot até poderia ser interessante, mas da forma como foi tratado já no piloto, tudo pareceu meio over e até cafona demais (odiei aquela quantidade de verde e o clima de “caos” da cidade). Sério, o que foi aquela luta de quase 15 minutos perto do final do episódio? Gravaram o ensaio? Porque foi muito ruim…

O problema é que o piloto entrega pouco da série, onde o único personagem que parecia saber de alguma coisa relacionada ao blackout, acaba morrendo cedo demais, ao lado a Elizabeth Mitchell que na série, novamente vem com aquela cara irritante que não é de hoje que conhecemos, de quem sempre sabe mais do que acaba contando para a gente. SIM, eu torci para a Juliet morrer em Lost e *spoiler (rs) vibrei quando finalmente aconteceu. (ODIAVA aquela mulher!)

Falando em Lost, a série faz várias “referências” a série antiga em diversos momentos (e tem o nome do J.J na sua produção também, que eu duvido que tenha feito alguma coisa nesse piloto e se fez, perdeu completamente a mão, hein J.J?), o que chega a me dar calafrios só de pensar em reviver tudo aquilo, sabendo que a reta final da série antiga foi aquela grande porcaria. Em Revolution temos a nova “Iniciativa Dharma”, agora chamada de Milícia, tem aviões no meio do mato, o gordinho com camiseta do ACDC utilizado com recurso cômico, a mulher que sabe demais e não fala nada (Mitchell, que morre logo no começo e eu aplaudi, porque realmente não aguento essa mulher), caminhadas no meio da mata e tudo mais. Aliás, a caminhada que acompanhamos durante esse primeiro episódio me pareceu ter sido bem curta, não? Caminharam só um pouquinho e já chegaram na casa do tal tio que estavam procurando? Ele era vizinho? Em Lost pelo menos, as caminhadas duravam dias e tinha gente explodindo com dinamites no meio disso tudo. Muito mais cool. (até ficar irritante e hoje em dia já termos The Walking Dead para nos irritar o suficiente com longas caminhadas no meio do nada)

Sem contar que ninguém diz a que veio e tudo é muito vago nesse piloto e pior, os protagonistas parecem tolos e pouco interessantes (apesar de lindos, pelo menos os irmãos). Até o Gus de Breaking Bad fazendo as vezes de vilão na nova série foi meio ridículo. Parece que ele saiu de Breaking Bad, arrumou um novo trabalho em Revolution, mas apareceu para gravar o piloto vestindo um figurino emprestado de Once Upon A Time.

O final do episódio nos traz uma “grande revelação” bem meio assim, além de mais uma participação de um elemento de Lost em formato da volta das conversas via MS-DOS. Sim, até isso tem na nova série, olha só que bacana e inovadora? ZzZZZ. Sem contar que faltou história e sobrou ação. Uma ação totalmente exagerada e sem sentido. (tipo na hora em que o Ben morreu, porque ninguém atirou no Gus e ficaram todos mais preocupados com seus capangas? Como esse homem consegue fugir fácil da morte, não?)

Sinceramente, quase não consegui chegar no final do episódio de tanto sono que eu fiquei durante esses pouco mais de 40 minutos do piloto e acho que Revolution que chegou querendo ser o novo Lost, acabou não conseguindo nem ser o novo FlashForward, que pode ter sido uma grande porcaria, mas pelo menos teve um piloto bacana e que nos deu vontade de prosseguir até virar aquela grande porcaria já no terceiro episódio, rs.

Eu pelo menos paro por aqui a minha experiência com Revolution e se algum de vcs quiser continuar, é por sua total conta e risco. (mas por favor, não invistam em comprar macacões da nova Iniciativa Dharma, pq a gente já sabe onde isso vai dar…)

ps: e arco e flecha parece ser a arma da vez, não? (The Walking DeadThe Hunger Games, The Avengers, Arrow, Hawkeye…)

 

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4 Respostas to “Cada geração tem a “Revolution” que merece e eu me recuso a aceitar que essa seja a nossa”

  1. Anna CarolinaValente (@annavalente) Says:

    Teen Wolf tbm uma guria chataaaaaammmm de arco e flecha! 😛

    • Essy Says:

      Tá vendo? Confirmou! A nova obsessão da America antiga é o arco e flecha. (que também tem outros nomes mas tem tudo o mesmo fundamento, rs)
      Será que estava tudo encalhado nos estoques todos?

  2. Dani Z Says:

    Tô chorando de rir com esse teu post.Nun-ca assistirei essa série. Já basta a minha insistência em ver alguns capítulos de Falling Skies que eu achei um saco. Eu também acho a Mitchel com uma cara de enfadonha, desde os tempos em que ela fazia a médica lésbica em E.R. isso em 1912. Mas vim pra te contar que no fds eu encerrei 2 séries: WEEDS e Damages. Finais são quase sempre apressados e meio autoexplicativos. Foi o caso da saga esfumaçada da família Botwin, já que a criadora ficou sabendo que não renovaria no meio da season 8. Mas gostei mesmo assim. Acho a Mary Louise Parker uma baita atriz e o elenco era todo legal. Tem uma cerimônia de bar mitzva no fim que é ótima. Já Glenn Close e a cara de ” tô com cólica” da Rose Byrne não deixaram por menos. Foi uma boa última temporada, eu pelo menos fui pega de surpresa até os últimos minutos. Adoro. E para nossa britânica alegria, que não tem nada a ver com o interesse nos peitichos da Kate, começamos a season 3 de Dowton Abbey. Cheers!

    • Essy Says:

      Faz bem, porque não vale a pena mesmo. Mas aposto que vira hit e talvez até ganhe uma nova temporada, porque porcarias sempre vão além das expectativas, rs. Só sei que eu não volto, nem obrigado. Obrigado!
      Tenho um pavor dessa mulher. Não lembro dela em E.R. mas não vi a série toda, só assistia quando pegava passando na TV. (espero que ela tenha morrido lá tmbm. Amém!)

      Da sua despedida, compartilho de uma delas. Weeds é uma série que eu sempre tive vontade de ver, mas nunca aconteceu. Quem sabe um dia? (gosto da atriz)
      Agora Damages…essa eu AMO e tenho que confessar que embora a temporada não tenha sido das melhores (embora tenha sido melhor que a Season 4), Patty Hewes se despediu direitinho. Fiquei feliz, embora eles tenham ficado me devendo o cadáver da Ellen e tenham escorregado aqui ou ali. (e aquele cromaqui medonho da cena no lago foi horrível!)
      Estou ensaiando para escrever sobre a series finale (e a Season 5 inteira na verdade). Coming soon…
      Ainda não assisti a volta de Downton Abbey, mas já estou me preparando para. Talvez no chá das cinco hoje, pontualmente!

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