Elementary minha cara Watson… Oh, wait?

Elementary, série da CBS retratando a vida de Sherlock Holmes, agora em um novo endereço, NYC e também em nova companhia, que apesar do mesmo sobrenome, dessa vez veio com o gênero diferente. Claro que essa era a minha aposta certa de xoxo para os pilotos da temporada, uma vez que eu amo a Sherlock da BBC, mas antes de qualquer comparação (até se tornar inevitável), vamos falar apenas da nova série americana que acreditem, não é uma versão. (apesar dessa ter sido a intenção inicial, que foi muito bem recusada pelos ingleses indeed)

Um piloto até que bacana, parte disso por conta do elenco, que é realmente bem bom e já foi possível perceber a química entre os dois personagens. O que não acontece logo de cara, onde pareceu que a Dra Joan Watson da Lucy Liu ainda não tinha entendido exatamente qual era a sua função dentro daquela história, até que ela resolveu peitar o novo Sherlock Holmes e tudo começou a fluir mais naturalmente. (realmente achei que ela quase sumiu durante a primeira parte do episódio)

E o Sherlock Holmes do Jonny Lee Miller tem sim o seu mérito, uma vez que ele consegue ser bem diferente dos demais que ganhamos nessa nova safra (Downey Jr, Cumberbatch), principalmente se comparado com o personagem que gostamos tanto em Sherlock. A diferença está no seu próprio tom, que é bem diferente do Sherlock meio “autista” ou quase com “Síndrome de Asperger” da série inglesa, além de provavelmente ser uma vantagem de ter um bom ator como o Lee Miller nesse papel atualmente tão disputado, mas essa diferença parece estar também principalmente no ponto onde passamos conhecer a sua nova história, encontrando um Sherlock Holmes lidando com a rehab (aparentemente bem perturbado), praticamente fugido de Londres (e com o coração partido, claro e isso só pode ser coisa da Irene Adler) e tendo que se comportar para continuar tendo onde morar em uma das várias propriedades do seu pai em NY (acho que nessa versão não teremos um Mycroft e sim um papa Holmes), onde para isso ele precisa aceitar Watson como sua nova companion (e ela faz questão de se identificar assim… mais alguém acha que isso foi uma provocação direta para o Moffat?) para monitorar a sua recuperação.

Mas tirando as boas atuações o que nos resta é um procedural daqueles, que a CBS parece saber fazer muito bem para quem gosta do gênero. Confesso que como esse nunca foi o meu tipo de série preferida, a minha tolerância com o gênero é bem baixa, o que não significa que eu não consiga reconhecer quando alguma coisa realmente parece boa, como é o caso de Elementary.

Claro que agora vai ser inevitável não comparar o que acontece na nova série e o que acontece em Sherlock e isso fica mais do que evidente na forma como o caso misterioso do episódio é tratado. Tudo é muito mais corrido, obviamente, ainda mais no pilto que eles ainda precisavam introduzir os personagens de forma interessante e só poderia ser diferente mesmo em uma série como a inglesa, onde cada um dos seus três episódios por temporada é tratado praticamente como um filme, com 1h30 de duração por episódio, o que faz com que acabe sobrando tempo para reviravoltas e muito mais profundidade nos casos todos, além de todo o cuidado visivelmente maior com toda a produção de cada um deles.

Pelo menos a nova série me pareceu também se preocupar com a estética, para não acabar virando mais um CSI da vida, seguindo um mesmo padrão que eles já estão mais do que acostumados, mas isso também não dá para negar que eles tiveram que usar como referência a estética na série inglesa, que tem um cuidado absurdo com esses detalhes que enchem os olhos e que é parte do que a faz tão especial e diferente de qualquer outra coisa na TV atualmente, o que também seria uma covardia até mesmo pensar em uma comparação, nesse caso não só com Elementary mas com qualquer outra coisa na TV de hoje. Gostei bastante daquela primeira cena em slow motion do assassinato em si e esperava que eles fossem seguir essa linha, o que não foi exatamente o que aconteceu na sequência, mas que eu sinto que será um elemento que deverá se repetir na sua mitologia. (o que se não ocorrer, pelo menos deveria…)

Como fã da série inglesa e sabendo da atual rivalidade Sherlock vs Elementary, é possível perceber que eles estão pisando em ovos, tentando ao máximo fugir de qualquer coisa que possa levá-los a serem confundidos com a série da terra da rainha (que os ingleses bem avisaram que vão ficar de olho). Algo que eu acho bem bacana e consegui perceber nitidamente é que embora tenham o mesmo personagem principal, ambas as séries são produtos absolutamente diferentes, onde ganhamos uma nova versão para um personagem tão querido e tão explorado ultimamente. (temos três versões diferentes de Sherlock Holmes atualmente, contando também com o filme)

O que não chega a me animar a ponto de sentir vontade de acompanhar Elementary, apesar da ausência de Sherlock na minha atual agenda televisiva, o que faz bastante falta. Ainda mais sabendo que a Season 3 da série da BBC só volta no segundo semestre do ano que vem (SACANAGEM!), para o que possivelmente será a sua última temporada (SACANAGEM MAIOR AINDA). Talvez essa lacuna enorme me faça ver mais algum episódio de Elementary até lá, mas sem compromisso, só por saudade do personagem mesmo e talvez para lembrar o quanto a série inglesa é superior, rs. (#TeamSherlock)

E eu tenho uma pista: apesar de ter surgido um certo climão entre os dois por mais de uma vez no episódio piloto (o que eu acho um desperdício, pq o bromance Holmes/Watson sempre foi sensacional!) , nada me surpreenderia se daqui um tempo (talvez na finale) a Dra Watson acabasse se revelando lésbica hein? Nada me tira da cabeça que todo aquele seu interesse por baseball significa… (ou a pessoa que morreu e que ela visita no hospital foi seu “namorado”…)

 

ps: e para quem tiver alguma dúvida sobre qual time escolher nesse caso, aqui estão as minhas colaborações para engrossar o Team Sherlock, Season 1 e Season 2

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4 Respostas to “Elementary minha cara Watson… Oh, wait?”

  1. fernanda valerio (@fevalerio) Says:

    Ggente mas essa tagline não tá muito parecida com a de glee no post anterior não?

  2. Solange Says:

    Americano não pode ver nada bom que tem logo que querer fazer a sua versão. Só que nesse caso se deram mal pois Sherlock é de longe muuuuuuito melhor. Estórias melhores, atores melhores e fomatação melhor. Como dito no artigo, 1h30min permite desenvolver muito melhor uma estória do que o formato americanóide compacto de 45min que afronta qualquer inteligência.
    Vida longa e próspera, Sherlock!!

    • Essy Says:

      Detesto quando eles fazem isso. Fiquei com medo de Elementary ser uma cópia com outro sotaque, o que pelo menos não aconteceu.
      Agora eu não consigo entender a menor necessidade de investir em um novo Sherlock, com um já tão excelente como o inglês atualmente na TV.
      O ruim é que dizem que a Season 3 de Sherlock, que já até já foi empurrada para 2014, pode e deve ser a última da série.
      Uma pena, de verdade… (tanto o atraso como o possível final. Humpf!)

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