A Town Called Mercy

Terceiro episódio da Season 7 de Doctor Who, ele que nos trouxe de volta o Doutor a um cenário mais uma vez bem típico americano, Western para ser mais exato, motivo mais do que suficiente para ele investir novamente no seu chapéu Stetson em sua passagem pelo Velho Oeste. Stetsons are cool.

Mas tenho que ser sincero ao admitir que não morri de amores pelo episódio (7×03 A Town Called Mercy), embora ele nos tenha trazido algumas pistas importantes sobre o atual clima da série e talvez até mesmo sobre o seu futuro. Disse no post anterior que o Doutor estava mais amargo e que a atitude dele ter deixado o Solomon encarar a sua morte já indicava que talvez ele estivesse tempo demais longe de sua companion, o que nós já sabemos que meio que o transforma em um homem diferente do que o que estamos acostumados (ele precisa desse contato para se equilibrar). Um detalhe que dessa vez foi notado pela própria Amy, que teve que agir ao perceber o comportamento do Doutor mudar drásticamente e ele passar a agir de uma forma que não se parece em nada com o Doutor que ela conhece. (acho que esse é mais um forte indício de que talvez a era Matt Smith esteja perto do fim, mais do que apenas um climão para a troca de companions de daqui a pouco…)

Dessa vez tivemos um “vilão” que também era um Doutor, Kahler Jex, ele que chegou na cidade de Mercy e com sua sabedoria acabou trazendo algumas melhorias para o local, como a energia elétrica e que por isso acabou ganhando asilo do próprio xerife da cidade que o defendia a todo custo do seu maior inimigo, um cowboy cyborg que cercava a região exigindo a sua cabeça. O que a gente não sabia (mas foi fácil de desconfiar) é que o tal cyborg nada mais era do que uma criação do próprio Jex, em um experimento que não deu muito certo e que por esse motivo ele acabou sendo caçado pelo mesmo.

O mais bacana desse episódio, além da fotografia excelente e o Doutor revelando que ele também “fala cavalos” (rs), foi que tivemos um episódio mais centrado no próprio Doutor, que dessa vez encarava alguém muito parecido com ele mesmo e com quem ele dividia uma parcela de culpa bem parecida com a que ele carrega. A cena em que ele joga o Rex para fora da cidade foi sensacional, colocando o inimigo para sofrer as consequências de seus atos, algo que ele mesmo se culpa por não acontecer com ele com tanta frequência. Uma cena linda, revelando um outro lado do Doutor, dessa vez ainda mais pesado do que no episódio anterior, quase impiedoso e se não fosse pela intervenção da própria Amy Pond, que teve que lembrá-lo sobre quem ele era e o que ele representava naquele momento, ele teria acabado agindo de uma forma que ninguém espera normalmente de um herói. Ou pelo menos não de um herói como o nosso Doutor. (esse meu, que fique bem claro…)

Um resolução lindíssima, cheia de simbologia com o próprio nome da cidade, apesar do final do Rex ter sido o suicídio, o que naquele momento acabou funcionando como um ato de nobreza, o que certamente fez o Doutor pensar ainda mais sobre a sua existência e tudo o que ela já fez. Achei bem bacana o final proposto para o tal cyborg, que depois da morte do xerife da cidade, não poderia ter ganhado uma ocupação melhor. (e o que foi o agente funerário medindo o corpo do Doutor por duas vezes? rs)

O chato desse episódio é que estando a apenas dois episódios da despedida dos Ponds (no próximo sábado já teremos o penúltimo… glupt!), eles pouco tiveram alguma participação nele e estando tão perto de nos despedirmos desses personagens tão queridos, chega a parecer um grande desperdício de tempo quando eles acabam não ganhando muito destaque como aconteceu dessa vez. O que nós até entendemos o porque, mas mesmo assim achamos um desperdício. Humpf!

E só eu ficquei morrendo de pena do Doutor visivelmente triste e cabisbaixo quando a Amy e o Rory recusaram o convite para uma próxima aventura? (nessa hora, é claro que eu levantei imediatamente a minha placa “Pick Me Doctor! PICK ME!)

Mas essa reclamação sobre a pouca participação dos Ponds nesse episódio parece que será suprida com o próximo, onde teremos o Doutor sendo obrigado a encarar a vida real dos Ponds por mais tempo, nesse que será a preparação para a grande despedida de logo mais onde no próprio promo, já ganhamos o casal se questionando em relação ao futuro na companhia do Doutor. (estocando Klennex desde já e como se não houvesse amanhã!)

Geronimo! (dessa vez, montado na minha “cavala”, sim eu disse “cavala”, a antes Joshua, agora Susan!)

 

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2 Respostas to “A Town Called Mercy”

  1. The Angels Take Manhattan (Goodbye Ponds!) « The Modern Guilt Says:

    […] episódios que marcaram a sua despedida… Asylum Of the Daleks, Dinosaurs on a Spaceship, A Town Called Mercy, The Power Of Three e agora o The Angels Take […]

  2. The Time Of The Doctor – a inevitável hora da despedida do nosso 11th Doctor | The Modern Guilt Says:

    […] o posto de “bom velhinho”, meio Geppetto e ainda se mantendo com o Xerife da cidade (relembrando seu velhos tempos na america antiga, talvez), ganhamos um adorável Matt Smith de cabeça branca, bengala, evidenciando os 300 anos que ele […]

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