The Power Of Three

 

You were the first—the first face this face saw. You are seared onto my hearts (♥ ♥)

 

Dizer que o episódio da última semana de Doctor Who foi excelente (7×04 The Power Of Three), chega a ser pouco para ser justo ao quanto ele acabou sendo especial para quem acompanha a série e principalmente para quem assim como eu, também é completamente apaixonados pelos Ponds.

Mais um episódio super completo dessa Season 7, onde vimos de tudo um pouco, como uma invasão de cubos que ninguém no mundo inteiro sabia do que se tratava, eles que passaram a ser observados 24 horas por dia durante bastante tempo mas que permaneciam ali, estáticos, sendo apenas cubos aparentemente inofensivos, até que começaram a interagir com o universo e descobrimos que eles faziam parte de um plano muito maior. E a presença desse inimigo atípico da série acabou trazendo de volta a participação da UNIT, da qual nós não ouvíamos falar já tem bastante tempo. (onde ganhamos também a participação da personagem Kate Stewart, que na verdade era filha de um antigo personagem recorrente em Doctor Who no passado, o Brigadier Lethbridge-Stewart)

Mas apesar do inimigo silencioso, do tipo paciente e mais tarde revelando ser parte de uma lenda que assustava até mesmo as crianças de Gallifrey (Shakri), o episódio teve mesmo uma outra importância e relevância muito maior, focando em algo que sempre nos perguntamos sobre a série, mas que pouco acabamos vendo dentro dela.

E a vida real?

Dessa vez foi justamente o que observamos durante o episódio que nos trouxe um pouco do dia a dia dos Ponds da vida real, um ponto bastante importante a ser tocado,  ainda mais agora que o Doutor está enfrentando essa nova dinâmica com a sua companion, viajando a maior parte do tempo sozinho e passando de vez em quando para uma aventura a três, só para relembrar os velhos tempos. Por isso “The Power Of Three” foi bem especial, a começar pela narração da própria Amy no seu início, com flashs de fatos importantes que eles já passaram juntos a bordo da TARDIS ao longo dessas três últimas temporadas e na sequência voltando para a realidade, a vida real do Ponds, que obviamente não é tão movimentada quanto a vida ao lado do Doutor explorando o universo, mas que também tem a sua importância. Excelente quando o Doutor fez pouco caso do trabalho na vida real do Rory e ele respondeu “E vc pensa que o que vc faz é tudo?”, colocando o próprio para pensar que existe muito mais a se levar em consideração nesse caso.

Foi quando passamos a entender o grande conflito dos Ponds em relação ao seu futuro, sobre o fato de se comprometerem com a vida real, com seus trabalhos, amigos, família e deixar o Doutor seguir o seu caminho, ou se de fato a essa altura, eles já se encontravam completamente viciados em viagens no tempo e seria tarde demais para tentar viver uma vida normal. E  através desse conflito foi possível perceber até a exaustão dos Ponds, principalmente quando a Amy diz que já se passaram 10 anos (para eles ao lado do Doutor e não para o resto do universo) e tudo parece ter um peso muito maior agora, depois desse tempo todo na companhia do Doutor, onde eles acumularam uma experiência que jamais teriam na vida se não fosse por aquele homem, mas que também para isso tiveram que deixar de lado coisas importantes da vida real deles e consequentemente de todos que os cercam.

Mas esse conflito não se deu apenas para o lado humano da história e com a invasão silenciosa dos cubos, que demoraram para se manifestar (1 ano e 1 dia), o próprio Doutor teve que se adaptar a vida real, passando a viver junto e na casa dos Ponds por muito mais tempo, algo que para ele também foi custoso, porque com a infinidade de possibilidades lá fora no universo, ficar sentado em casa jogando Wii poderia até ter sua diversão, mas cansava. Enquanto esse conflito nos foi apresentado, ganhamos excelentes cenas do Doutor fazendo mil e uma coisas na casa dos Ponds (até aspirar a sala ele aspirou, rs) e se entendiando logo em seguida, quando ele percebeu que só havia passado 1 hora na vida real. Um sinal claro de que para um Time Lord, o Doutor não tem uma boa percepção em relação ao tempo. (talvez por isso tenha atrasado novamente para devolver os Ponds depois da festa de aniversário de casamento deles, rs)

Brian, o pai do Rory, também voltou para esse episódio, colaborando com a UNIT no caso dos cubos, mas principalmente colaborando para a relação Ponds + Doctor. Sua curiosidade e dedicação acabou lhe rendendo até mesmo um convite para viajar na TARDIS junto com eles todos, algo que o próprio recusou justificando que alguém precisava ficar para regar as plantas. Mas o personagem também questionou o Doutor sobre o seu passado, perguntando sobre as demais pessoas que o acompanharam ao longo do tempo e o que aconteceu com todas elas, fazendo o próprio reviver alguns momentos que nós sabemos que ele não gosta muito de lembrar, além de ter que lidar com a sua parcela de culpa nas histórias de todas essas pessoas. “Algumas me deixaram, algumas foram deixadas para trás e algumas, não muitas, morreram”. (glupt)

Após soltar essa line, ele prontamente diz que isso não vai acontecer com eles, não com os Ponds, que ele jamais deixaria que tivessem esse fim. Nesse momento, senti um peso a mais para essa relação, ainda mais nessa reta final com clima de despedida, o que me deixou com bastante medo sobre o que está por vir logo no próximo episódio, que todos nós sabemos que será a grande despedida dos Ponds. E esse foi apenas o primeiro sinal de que ambos significam demais para o Doutor e seguindo um sensação pessoal que eu mesmo venho tendo em relação ao que o Doutor parece já saber sobre o futuro dos personagens (que pode ser também apenas medo por mais um vez ser deixado), fico morrendo de medo que a despedida dos Ponds seja algo definitivo ou trágico. Espero mesmo que o caminho não seja esse. Não para eles. Não os Ponds! (glupt – tremendo)

Tudo bem que do começo mais lento do episódio com a invasão dos cubos até o caos que se instaurou no mundo após a manifestação deles, que passaram a atacar os corações das pessoas no mundo todo, inclusive do próprio Doutor, que também teve momentos excelentes com um coração só, até ser “reanimado” pela Amy e receber de volta os batimentos do seu “esquerdinho” (quase morri quando ele levantou praticamente incontrolável com a volta do seu segundo coração), tudo isso acabou sendo resolvido rápido demais, em poucos minutos antes do final do episódio e essa questão do ritmo em relação a quantidade de história, personagens e fatos importantes para um único episódio, que é a nova fórmula que eles vem apostando durante essa Season 7 ao meu ver ainda precisa ser melhor acertada, para que as resoluções não acabem parecendo corridas ou até mesmo fáceis demais como aconteceu agora por exemplo. (no episódio com os dinossauros foi a mesma coisa)

Mas tudo isso foi necessário para desenvolver melhor esse dilema que a Amy estava enfrentando e que até mesmo o próprio Doutor já havia percebido que estava acontecendo. E foi quando ganhamos aquela cena linda com os dois observando Londres na ponte, onde eles acabaram enfrentando uma D.R sobre o fim do relacionamento que ambos sentiram que estava se aproximando. Apesar do meu envolvimento emocional ser gigantesco com ambos os personagens e já esperar algo bem especial para um momento como esse, fui meio que pego de surpresa com as palavras do próprio Doutor, que não poderiam ter sido mais carregadas de sentimento e tão precisas para aquele momento.

Quando Amy questionou o porque dele acabar sempre voltando para buscá-los, mesmo sabendo da dúvida que ela e o Rory estavam enfrentando em continuar ao seu lado ou não e ele respondeu com uma doçura impressionante que ele volta sempre para ela porque ela foi uma “primeira”, a primeira pessoa que ele viu após a regeneração e que por isso, ela e o Rory estavam gravados no seu coração para sempre, foi exatamente quando eu me vi totalmente entregue as lágrimas, para um momento que seria impossível de ter sido mais doce. (juro, tive um ataque de choro do meio do nada e senti a maior vontade desse mundo de abraçar os dois naquela ponte, tanto que na mesma noite, acabei sonhando que eu estava no episódio seguinte, nas despedida dos Ponds, correndo de um lado para o outro com o próprio Doutor e pedindo para tirar uma foto com ele em meio a umas projeções na parede, que me respondia dizendo”Para que tirar uma foto Essy, se vc vai poder viver tudo isso comigo daqui para frente?”. SIM, no meu sonho eu myself virei uma companion, lidem com isso. #HOWCOOLISTHAT?)

Até que chegamos a uma pré despedida deles todos ainda na casa dos Ponds, que quase aconteceu se não fosse a intervenção do próprio Brian, que disse que uma oportunidade como aquela que os Ponds estavam ganhando, de poder explorar o universo ajudando quem quer que seja, não poderia ser desperdiçada daquela forma e que eles deveriam sim seguir com o Doutor, ainda mais agora que eles já experimentaram esse gostinho e sabem da infinidade que os aguarda lá fora e que além disso, a vida real sempre estaria ali, esperando por eles. Que foi quando eles decidiram seguir em frente com o Doutor, um momento onde eles também acabaram entendendo e recuperando o “The Power Of Three”.

Um episódio excelente, principalmente em termos de edição, que foi todo construído com pequenos saltos no tempo e uma série de cenas aleatórias, mas que faziam todo o sentido para estarem naquele ponto da história. Episódio esse que veio nos preparando para o inevitável, que acontece no próximo sábado, com a despedida dos Ponds como companions (glupt glupt). Sinceramente, meus olhos encheram de lágrimas só de escrever essa line e eu espero do fundo do meu único coração (sim Doutor, há quem viva com apenas um deles, rs) que não seja uma despedida dolorosa, o que vai ser praticamente impossível de acontecer, eu sei que despedidas de quem a gente gosta são sempre um drama, mas que ela seja justa com o nosso sentimento com esses dois personagens adoráveis.

E é isso, semana que vem temos os medonhos Weeping Angels, River Song, Manhattan e aquele goodbye que a gente não gostaria que chegasse tão cedo. Desde já aceito abraços de consolação, porque vai ser um drama dramático perder a minha companion. Amy também foi a primeira para essa cara aqui, que começou a assistir a série na sua Season 5 e por isso, vcs podem imaginar a barra que vai ser essa despedida… (já não há mais espaço para caixas de Klennex na minha casa)

 

ps: me lembrei esses dias que quando eu era criança, minha mãe dizia que o coração ficava do lado esquerdo, mas ao colocar a mão no meu peito eu meio que sentia ele batendo dos dois lados e por isso, sempre achei que eu tivesse dois corações. Será que isso significa?

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

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Uma resposta to “The Power Of Three”

  1. The Angels Take Manhattan (Goodbye Ponds!) « The Modern Guilt Says:

    […] a sua despedida… Asylum Of the Daleks, Dinosaurs on a Spaceship, A Town Called Mercy, The Power Of Three e agora o The Angels Take […]

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