Transilience Thought Unifier Model-11 (a volta de Fringe para a sua temporada final)

Sim, Fringe finalmente está de volta para a sua última temporada e com um título confuso como esse, Transilience Thought Unifier Model-11 (5×01), rs. Mas não é de hoje que sabemos que nada é muito simples na série ou fácil de ser compreendido (embora tudo sempre tenha sido explicado), por isso perdoamos e deixamos passar esse detalhe que na verdade, não faz a menor diferença, rs. E essa talvez seja a maior virtude de Fringe, que é uma série que nos diverte, nos apresenta a sua mitologia, nos entrega suas respostas ao seu tempo, mas que também nos coloca para pensar por nós mesmos. Quem nunca arriscou um teoria dentro desse universo sensacional que atire a primeira pedra de Âmbar. NOW!

Não estou aqui para comentar o episódio em si ou tornar isso um hábito, porque eu não teria tempo para fazer do Guilt um blog que se ocupasse dessa forma (e normalmente nós apenas comentamos pilotos, temporadas inteiras ou em raras exceções, alguns episódios soltos, quando acabo me empolgando muito por um motivo ou por outro), mas estamos aqui para celebrar a volta de série, em um temporada que desejamos tanto que acontecesse no passado (e que quase não aconteceu) e que finalmente começou. Fringe, Season 5. PÁ!

E continuamos no futuro, em 2036, ainda vivendo em um mundo tomado e comandado pelos Observadores, onde comemos “palitos de ovos” e a expectativa de vida está prestes a atingir a marca de apenas 45 anos para os não observadores devido as péssimas condições do ar (por culpa deles inclusive…) e dessa vez ganhamos a participação de uma personagem que havia ficado de fora desse cenário, quando o visitamos pela primeira vez perto do final da temporada anterior, em um dos melhores episódios da série e que além de tudo nos prometia um futuro diferente do que poderíamos imaginar. E essa também é uma característica forte da série, que é o poder de se reinventar sempre.

Nesse futuro, Olivia era a personagem faltante, ela que só agora também foi liberada do Âmbar e se juntou ao time de sempre para tentar salvar o mundo das mãos dos Observadores, em um plano que descobrimos ter sido planejado em conjunto com Walter e o September, lá no passado (ainda não vimos quando ou como, só imaginamos o porque), antes do caos se instaurar em todo mundo. O bacana desse episódio foi que além dele nos ter situado novamente no futuro, ele ainda nos apresentou pequenos fragmentos do que teria acontecido no passado, vinte anos atrás e pós invasão dos Observadores, onde além de termos descoberto que existia um plano desenvolvido pelo Walter e o September para derrotar os vilões da vez, descobrimos também que a relação entre Peter, Olivia e Walter acabou sendo abalada, quando Peter assim como seu pai, acabou “perdendo” a própria filha em meio a invasão. (e isso além de nos ter sido contado, ainda nos foi parcialmente mostrado em um sonho/pesadelo do próprio Peter)

Achei bem bacana eles terem mantido esse lado mais real das relações humanas, mostrando que as pessoas reagem de forma diferente diante da perda. Bacana também que tudo isso foi mencionado e resolvido em pouco tempo, porque tratava-se de uma questão que todos eles já haviam visitado de outra forma no passado e eu achei bem especial a forma como esse issue foi tratado dessa vez, mesmo porque, seria meio fora de propósito trazer uma discussão sem fim sobre as atitudes do passado, quando eles se encontravam em um futuro do qual o que eles precisavam realmente se preocupar era em salvar o mundo do que estava acontecendo pós invasão. Não que esse fosse um assunto que não precisasse ser discutido, mas achei bem sensata a importância que lhe foi dado dentro do episódio.

Mesmo deixando de lado essa carga mais emocional para colocar o andamento da série em prática, tivemos momentos excelentes e carregados de uma emoção também muito especiais, como na cena de reencontro entre a Olivia e sua filha,  20 anos, 1 mês e cinco dias depois, que foi lindíssima, mesmo tendo durado bem pouco tempo dentro do episódio. Mas acho até melhor que tenha sido assim, porque melodramas não parecem cabíveis em uma série como Fringe, não a essa altura. E essa mesma emoção nós sentimos quando Walter foi resgatado da sua sessão cruel de tortura, acordando do seu drama e reconhecendo a Olivia, ficando feliz por eles a terem encontrado viva. Ele que além de nos emocionar, consegue nos fazer rir no mesmo momento, acordando e já achando tempo para encontrar um novo apelido para chamar Astrid, que dessa vez foi Afro, rs. #TEMCOMONAOAMAR?

Mas o que realmente nos abalou nesse retorno de Fringe para a sua reta final foi exatamente essa tortura que Walter acabou sofrendo nas mãos dos Observadores e ver um personagem que nós gostamos tanto sofrer daquela maneira, não nos agrada em nada. Engraçado como o personagem consegue manter essa relação com a gente enquanto audiência desde sempre, mas principalmente depois desses anos todos, mesmo com a gente conhecendo o seu passado meio assim que nós todos não podemos ignorar que existiu (embora haja uma explicação) , mesmo observando o que a sua genialidade foi capaz de trazer em efeitos colaterais para o mundo atual e isso em mais de um universo (culpa que sabemos que ela carrega de qualquer jeito, mesmo já tendo se redimido) e mesmo com tudo isso, continuamos nutrindo um amor fora do comum por esse personagem, que praticamente não poderia ser mais genial do que é e tão pouco mais adorável e por isso, confesso que foi bem difícil assistí-lo sangrando daquela forma em uma sessão de tortura interminável.

E com aquele final lindo do Walter em meio ao caos, finalmente ouvindo uma música (perfeita para o momento, diga-se de passagem) e encontrando naquela pequena e única flor a esperança que ele precisava para continuar a sua missão, voltamos a nos emocionar com Fringe, onde em uma cenas simples como aquela do seu episódio de retorno para o que será a sua temporada final, conseguimos enxergar exatamente tudo o que a série sempre foi para todos nós. E como é bom ter Fringe de volta e notarmos que tudo está ali, sua essência, seu fundamento, tudo no exato mesmo lugar de sempre, onde deveria estar, apesar de estar tudo diferente e reinventado. Quem sabe da próxima vez Walter não encontra sua tulipa branca?

#DOUBT

 

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2 Respostas to “Transilience Thought Unifier Model-11 (a volta de Fringe para a sua temporada final)”

  1. Cris Says:

    Fiquei feliz que a serie pode contar com uma temporada final para desenvolver todas as questões que ficariam sem resposta caso tivesse sido encerrada na 4° temp. O plot com os observadores foi uma grande sacada realmente e aposto que essa vai ser uma temporada pertubadora. Tô em duvida sobre aquele garoto encontrado na 1° temp, será ele o pai dos observadores??

    • Essy Says:

      Ainda bem neam? Imagine se o final da Season 4 tivesse sido o final de Fringe?
      Não que não tivesse sido bom, porque já que eles achavam que aquele poderia ser o final, tudo foi muito bem fechado, mas essa história toda em 2036, com os Observadores e tudo mais, seria totalmente descartada e eu estou AMANDO essa nova proposta desde que ela surgiu portanto, comemoremos! (e agora não tem mais o fantasma do cancelamento. Ufa!)

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