A flechada aparentemente certeira de Arrow

Arrow era uma das estreias dessa fall season para a qual nós criamos nossas maiores expectativas devido ao volume e o bom material da sua divulgação intensiva. Apesar disso, nossa experiência em relação a séries do gênero nos deixava com um certo pé atrás em relação a nova série do momento ser ou não algo bacana. Mas não é que a julgar pelo piloto, Arrow parece ser bem boa?

Sim, a nova série da CW teve uma estreia grandiosa em todos os sentidos. Uma grande produção, muito bem cuidada por sinal e mais do que isso até, a série conseguiu demonstrar com esse piloto de que pelo menos parece estar repleta de boas intenções e com vontade de fazer a coisa certa, o que por si só já é um ótimo sinal.

Tudo bem que a série conta com um herói que não é dos mais populares e esse detalhe apesar de soar como uma certa desvantagem, pode também se considerado como um ponto a seu favor, onde a cada episódio vamos fazendo novas descobertas em relação a sua mitologia e assim, vamos conhecendo e descobrindo o personagem aos poucos. Ao contrário do que acontece quando o assunto são os heróis mais populares e nesse caso eu vou ter que citar Smallville, onde era impossível não acabar se irritando uma vez ou outra por conta de suas adaptações, muitas vezes absurdas em relação a mitologia de um personagem tão popular com o Superman. Mas isso também é coisa de fã chato de HQ que se prende a esse tipo de detalhe e não consegue entender que uma adaptação requer alguns ajustes, ainda mais quando retirada do papel e trazida para a TV. (tudo bem que eu também acho que de vez em quando esses ajustes passam dos limites)

Além de uma história bacana, a série ainda conta com uma aparente vontade de tentar fazer algo novo dentro de um gênero já tão visto e conhecido, pelo menos em sua linguagem, já que nesse caso, não é possível fugir tanto assim do óbvio e isso ficou evidente nas cenas de ação do personagens, todas extremamente muito bem executadas, com uma roupagem mais moderna (e parkour parece mesmo ser  a nova “arte marcial” do momento) e bonitas de se ver, mesmo quando irreais demais, quando o herói aparece ileso a um vilão disparando tiros de metralhadora como se não houvesse amanhã e a poucos metros de distância. Outra cena que animou essa premiere foi a fase de transformação do herói, com aquela sequência de exercícios físicos que com certeza dependeram bastante da dedicação do ator Stephen Armell. Höy!

Falando nele, confesso que a princípio eu até cheguei a ficar surpreso quando seu nome foi divulgado como protagonista da série, uma vez que o pouco do seu trabalho que eu havia visto em Hung não tinha me surpreendido tanto assim a ponto de encará-lo como um protagonista (além do recalque do papel não ter ficado com o Justin Hartley- Höy! -, que já o havia interpretado em Smallville) apesar da magia, claro, o que talvez signifique que ele foi pouco aproveitado na série da HBO do passado (apesar de muito bem explorado visualmente, Höy de novo!). Mas não é que o ator foi uma boa surpresa no papel do herói da vez?

Sem ignorar o fato de que ele tem magia suficiente para hipnotizar qualquer um de nós por muito mais do que 40 minutos semanais, seu desempenho foi bem bacana nesse piloto, desde as cenas de ação (achei tão reais aqueles saltos dele) até o drama envolvendo todo o trauma do seu acidente (muito bem executado por sinal, exceto pela peruca, que vamos combinar que nunca funciona muito bem) e a sua identidade antes de tudo isso, que era completamente diferente do homem que ele se tornou após o trauma.

Fiquei realmente impressionado com a qualidade da série, apesar da CW já ter um histórico considerável dentro desse nicho. Pelo menos nesse piloto tudo pareceu grandioso, digno de uma produção como essa, ainda mais considerando que estamos contando a história de um super-herói abastadíssimo, o que não poderia ser diferente e o dinheiro e a riqueza precisaria aparecer de qualquer jeito.

O piloto ainda contou com uma excelente introdução a mitologia do personagem, sem parecer pedante ou ficar chato demais, além de nos trazer uma excelente carga dramática para a história, com o envolvimento dos demais personagens nela, deixando alguns ganchos interessantes para serem explorados no decorrer da temporada.

Mas é claro que a essa altura, escolado como já estamos por conta de diversas produções anteriores (Heroes, The Cape e a própria Smallville), temos grandes preocupações sobre até onde a história pode ter fôlego para prosseguir ou quanto dessa qualidade do piloto (que realmente impressiona) eles vão conseguir manter daqui para a frente, mas nessa hora eu acho que é importante deixar esse trauma de experiências passadas de lado e focarmos apenas nessa novo proposta, que a princípio pareceu ser bem boa e digna da nossa atenção.

Realmente fiquei bem surpreso com esse piloto e já me vejo assistindo a temporada inteira daqui para frente e espero que até o final, eu continue gostando bastante como gostei do piloto.

 

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3 Respostas to “A flechada aparentemente certeira de Arrow”

  1. adriellymoreira Says:

    Stephen acertou uma flexa bem no meio do meu coração!
    Fiquei deprimida só de pensar que no dia da estréia teria que me enfiar no meio do mato no feriado de 12 de outubro, sem internet, apenas me comunicando por sinal de fumaça. Primeira coisa que eu fiz!? Leguei o notebook e foi flexa pra tudo quando é lado!

    =]

    • Essy Says:

      Estava com medo da série ser só mais uma tentativa de fazer algo bacana dentro do gênero, mas realmente me surpreendi com esse piloto.
      E ter o Stephen Amell de vista, facilita e muito! (e ele também me surpreendeu com a sua atuação no episódio. Achei bacana)

      Drama neam? Essas viagens sempre aparecem quando a gente tem coisa para ver que não pode ficar para depois. Sempre!

  2. A flechada certeira… quer dizer, não tão certeira assim e meio torta da Season 1 de Arrow | The Modern Guilt Says:

    […] foi uma das novas séries que nos deixou bastante empolgados em relação ao seu piloto durante essa temporada. Muito bem executado, com uma história que a principio parecia ser bem […]

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