The Snowmen, o especial de Natal de Doctor Who

Doctor Who Christmas Special 2012

Esse que foi um especial de Natal com muito mais cara de episódio especial do que qualquer outra coisa.

Para esse ano, algumas novidades nos foram anunciadas ao longo da atual Season 7 de Doctor Who. A despedida dos Ponds (glupt), a nova companion entrando definitivamente para a história em um episódio especial de Natal, que chegaria esse ano com nova abertura, o novo interior da TARDIS e ainda contaria como um episódio da temporada.  Muitas coisas mudaram na série e algo que foi bastante diferente até agora foi exatamente esse episódio de Natal. Diferente, não ruim. Muito pelo contrário até.

Apesar de grandioso como todos os outros até agora, é inegável que ele foi bem diferente dos demais. Com uma história muito mais centrada na atual realidade da série e a atual condição do Doutor após a despedida dos Ponds, além da entrada da Clara, dessa vez podemos dizer que encontramos muito mais um “episódio especial” de Doctor Who do que um episódio especial de Natal, como já estamos acostumados a ver na série durante esse época do ano. O que de certa forma não chegou a prejudicar a tradição natalina, uma vez que o momento pedia uma continuidade e não seria possível ignorar a importância dos Ponds para a série em um episódio com uma história com um conto de Natal qualquer (que mesmo assim esteve presente), deixando totalmente de lado todos os acontecimentos importantes que encontramos no último episódio que havíamos assistido até então.

E apesar de diferente dos demais especiais de Natal, ele foi absolutamente importante em todos os sentidos, também grandioso e muito bem cuidado, como tudo na série vem sendo atualmente, uma vez que agora eles finalmente ganharam o mundo. A começar pela forma que encontramos o Doutor, não lidando nada bem com a despedida dos Ponds, morando em nuvens, literalmente. E visivelmente deprimido, com um figurino diferente, talvez tentando se adequar ao tempo em que estava vivendo e bem amargo até, que é como ele fica sempre que está muito tempo distante dos humanos. E o pior, se recusando a intervir em qualquer um dos plots do universo, colocando um casal de lésbicas para fazer a triagem por ele (aliás, é preciso dizer que personagens gays em Doctor Who são um realidade e eles sempre são introduzidos na história de uma forma absolutamente natural, como deveria acontecer sempre em tudo quanto é lugar), uma espécie de filtro para decidir se qualquer emergência que estivesse acontecendo, realmente valeria a sua atenção. Sério, aquele não era o nosso Doutor. Mas ele estava ali, o tempo todo, nos trejeitos da interpretação deliciosa do Matt Smith, no olhar de doçura misturado com muita culpa devido aos acontecimentos recentes. Apesar de “ausente”, o nosso Doutor ainda estava ali, presente e ele só precisava encontrar um bom motivo para voltar a ativa.

Acompanhado do “cabeça de batata” fazendo as vezes de companion, tivemos momentos de alívio cômico divertidíssimos nesse episódio, com aquele típico humor da série que nos conquistou desde sempre e tudo isso apesar do clima ser outro dentro do mesmo episódio. Isso até ele encontrar com a Clara, totalmente por acaso e passar a dividir também alguns momentos engraçados ao seu lado. E ao mesmo tempo que tudo parecia um grande coincidência, ele sabia quem era aquela mulher e deixou isso bem claro, apesar de a ter encontrado agora em outra época, vitoriana, mas ela por sua vez, parecia não se lembrar dele, embora estivesse visivelmente encantada com toda aquela situação misteriosa. Sem falar do detalhe de que agora, ela atendia como Clara e não Oswin Oswald, como a conhecemos juntos com o Doutor anteriormente.

Novamente, encontramos a dinâmica companion totalmente envolvida com o Doutor, algo que apesar de sempre me incomodar bastante (acho que é o meu trauma até hoje da relação dele com a Rose Tyler…), se torna justificável com todo o brilhantismo e  o carisma absurdo encontrado no personagem. Dito isso, reconheço que é humanamente impossível não nutrir pelo menos uma #CRUSH pelo Doutor, uma vez que você tenha passado pelo menos 5 minutos ao lado de tamanha genialidade. Sim, deve ser impossível. Isso considerando apenas quem costuma prestar mais atenção no cérebro, do que em qualquer outra coisa, apesar de achar o Matt Smith dono de uma magia mágica daquelas. (Höy = Essy se rendendo a dinâmica companion enfeitiçada pelo Doutor, rs)

Doctor Who Christmas Special 2012

Clara entrou para a série de forma misteriosa, com uma jornada dupla dividida em seus dois trabalhos absolutamente distintos, um como bartender e o outro como a governanta da casa de uma família abastada, com um casal de crianças carente de uma figura materna e tudo mais. Sua presença ainda foi amarrada ao tal conto de Natal da vez, que envolvia os bonecos de neve darksiders , que nesse caso, acabaram perdendo a força devido a grandiosidade da atual história da série em si para esse momento. (eles que me lembraram bastante o Jack Skellington do Tim Burton, algo que eu tenho certeza que não foi mera coincidência e adoraria ver o diretor se aventurando dentro desse universo. Inclusive, essa bem que poderia ser uma das surpresas para essa ano tão especial para a série – com vários diretores consagrados se aventurando dentro desse universo –  que como todo mundo já sabe, está prestes a completar 50 anos)

Mesmo como um conto de Natal ocupando menos espaço ou tendo menos importância para o episódio em si, nele ainda encontramos um momento bastante especial, com Doctor Who finalmente nos propondo um crossover entre a série com Sherlock, também do Moffat, trazendo o Doutor vestido a caráter como o icônico personagem Sherlock Holmes e não só isso, ainda tentando se passar pelo próprio. Sério, #TEMCOMONAOAMAR?

Apesar do nome e histórias completamente diferentes, acabamos descobrindo no final que Clara é a mesma Oswin Oswald que nós conhecemos anteriormente, inclusive ganhamos ela lembrando “parte” dessa lembrança, porque ainda não sabemos o quanto ela lembrou do seu outro encontro com o Doutor e isso ainda ficou em aberto, sem maiores detalhes em relação a quem ou o que de fato seria “Oswin”, já que em outro momento, a vimos como um Dalek (aliás, AMO esse plot e como já disse, acho que a relação de amor entre os dois precisa acontecer por esse caminho). Além das poucas informações sobre a origem da personagem e essa descoberta talvez ser o plot da segunda parte da temporada, como observamos na preview do que ainda está por vir durante a atual Season 7, nesse mesmo episódio de Natal, instantes após receber a chave da TARDIS e o convite para viajar pelo tempo e espaço na companhia do melhor Doutor de todos os tempos, a nova candidata a companion acabou morrendo, naquele mesmo instante e novamente (porque já sabemos que isso já aconteceu anteriormente com a mesma). Sim, eles tiveram essa coragem de matar a nova companion logo na sua entrada e de novo. Lidem com isso.

Agora só nos resta saber como assim ela morreu sendo que ele já a encontrou em uma situação diferente e nessa primeira vez ela também já havia morrido? Hmm mmm… Quem seria Clara? O que seria Clara? Clara Who? Perguntas que certamente ecoaram na mente do Doutor e essa curiosidade foi parte do que o fez despertar de uma vez por todas para voltar a ser o homem por quem praticamente o universo inteiro é apaixonado. E esse despertar do “Doutor Adormecido” foi na minha opinião, a melhor parte do episódio e o mais especial dele.

Toda a sua descaracterização até a volta do seu costume de usar suas famosas gravatas borboletas, com um cena linda com o Doutor voltando a se ver novamente no espelho como ele era antes, foi muito sensacional e o detalhe da gravata borboleta torda ter voltado do meio do nada,  foi algo que eu aceitei de coração como o meu presente de Natal da série para esse ano que passou Um momento cheio de referências, que durou pouco até e aconteceu rapidamente, mas com a abordagem certa. (♥ + ♥)

E assim, fugindo um pouco de suas tradições e ainda sem nos entregar muito (ou quase nada, humpf!) sobre a história da nova companion, Clara Oswin Oswald, como observamos em sua lápide que chegamos a ver na série nos dias de hoje ao final do mesmo (além de já ter visto no passado), encerramos esse episódio de Natal especialíssimo para a série e de quebra, é claro que ganhamos um coming soon daqueles, com cenas dos próximos episódios da temporada, que só volta em Abril. Humpf! Nele, além de momentos já com a dupla em ação, temos uma série de outras criaturas exóticas que não foram vistas nessa nova fase da série (não sei se pertencem a fase antiga da mesma), além de uma série de vilões já conhecidos de todos nós whovians. Já é Abril?

O duro será ter que aguardar novamente por mais alguns meses até que possamos continuar a acompanhar essa história. E levando em consideração todas essas “quebras” no ritmo da série atual de Doctor Who em um ano especialíssimo como esse, onde a série está prestes a completar 50 anos, podemos dizer que os ingleses nunca foram menos pontuais indeed… Humpf!

 

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4 Respostas to “The Snowmen, o especial de Natal de Doctor Who”

  1. Doctor Who Season 7 (o que resta dela), o poster | The Modern Guilt Says:

    […] metade da sua Season 7 em 30 de março. Finalmente! (da primeira parte nós já falamos aqui e aqui, com o especial de Natal desse […]

  2. Doctor Who: The Bells of Saint John, a prequel | The Modern Guilt Says:

    […] do próximo episódio de Doctor Who, que retorna no próximo sábado para a continuação da Season 7. (odiando essas divisões de temporadas que andam acontecendo […]

  3. Run you clever boy and remember – A segunda metade da Season 7 de Doctor Who e o começo de uma triste despedida… | The Modern Guilt Says:

    […] depois de uma longa espera desde o especial de Natal de 2012 (esperar pelo que a gente realmente gosta, sempre deixa a sensação de que a espera foi muito […]

  4. The Time Of The Doctor – a inevitável hora da despedida do nosso 11th Doctor | The Modern Guilt Says:

    […] um tanto quanto diferente dos últimos episódios de Natal protagonizados pelo próprio Matt Smith (que tinham aquela clássica linguagem de fábulas, sabe?),  com amarrações importantes em relação ao que vimos no próprio especial de 50 anos da […]

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