The Carrie Diaries – a primeira excelente nova página de uma história que nós AMAMOS

The-Carrie-Diaries-Poster

Todo mundo sabe que mexer com qualquer coisa antiga, que gostamos tanto e por tanto tempo, que teve um história bem bacana até então, além de sempre ser algo bastante perigoso, sempre acaba ganhando grandes chances de se tornar um verdadeiro fracasso.

Com isso em mente e os dois pés atrás, fui conferir tardiamente (porque já até saiu o terceiro episódio) o piloto de The Carrie Diaries, série ambientada nos anos 80, que nos traz um pouco dos dias antigos de uma das nossas personagens preferidas de todos os tempos: Carrie Bradshaw, da fabulosa Sex And The City.

E não é que com os meus dois pés atrás, eu acabei perdendo totalmente o equilíbrio e caí de cara no chão?

SIM, eles conseguiram e o piloto da série é realmente excelente, do começo ao fim. Tudo parece ter sido muito bem cuidado, do figurino a história, além de toda a mitologia emprestada da série antiga, que não é de hoje que somos apaixonados e que de forma surpreendente, acabou sendo respeitada de uma forma bem especial.

Bacana encontrar Carrie (AnnaSophia Robb, bem a vontade no papel, algo a se considerar devido ao seu “tamanho”, ainda mais para uma jovem atriz) ainda sonhando em ser aquela mulher que conhecemos bem, ainda adolescente, tendo que lidar tão cedo com um perda tão importante como a de sua mãe. Um luto que é praticamente o plot central desse primeiro episódio (ou o mais importante dele), focado na dinâmica daquela família ainda se adaptando a sua nova realidade, com um pai sem saber muito bem o que fazer com suas duas filhas adolescentes e uma irmã do tipo rebelde, que resolveu lidar com a perda da mãe de outra forma.

Mas não só desse luto sobrevive o piloto e ele ainda circula muito bem entre dois outros ambientes. O primeiro deles encontrado na escola, com aquele típico cenário de high school adolescente que nós tememos desde cedo (rs), com Carrie Bradshaw tentando continuar a sua vida sem virar o centro das atenções devido a morte da sua mãe e encontrando em seus amigos o conforto necessário para seguir em frente naquele momento. E é claro que Carrie já teria olhos para os meninos a essa altura e nesse caso, um bem específico do tipo bad boy magia especial da escola, com cara de galã inconsequente, que certamente ainda irá render algum aprendizado para que ela tenha o que escrever no seu diário no futuro. Ao que tudo indica, Sebastian Kydd (e #TEMCOMONAOAMAR esse nome) tem tudo para ser um laboratório importante nesse período da vida da personagem.

Conversas soltas sobre virgindade onde apesar da pouca idade das personagens, sua linguagem não pareceu ser muito polida quando comparada a utilizada na série antiga (além da diferença das décadas em que ambas são situadas), algo que eu considero importante na busca para manter uma identidade próxima da que já conhecemos e que foi tão importante para o seu tempo, também marcaram esse primeiro episódio, mostrando que o sexo já fazia parte da vida de Carrie desde sempre. OK, pelo menos alguma curiosidade sobre o assunto, pelo menos por enquanto, rs. A narrativa também marcou a sua presença e em alguns momentos, chega a parecer natural que essa nova Carrie é exatamente a nossa Carrie. (bem bacana que a atriz conseguiu encontrar um tom próprio que pelo menos lembre a personagem antiga)

E é claro que o outro cenário ficaria por conta dela, a velha e boa NY dos anos 80, com toda a caracterização necessária para que a gente de fato acreditasse que estávamos vivendo em uma outra época, pelo menos naquele período que tem tudo para se tornar um hábito semanal (isso e a vontade de se vestir daquela forma hoje em dia). Nele encontramos uma velha conhecida de todos nós, a Martha de Doctor Who (Freema Agyeman, que por toda a sua história dentro da série inglesa, apesar dela nunca ter pertencido exatamente àquele lugar, eu não consigo não gostar ou não acabar torcendo por ela. Não consigo!), dessa vez vivendo lindamente uma personagem de nome Larissa, que acaba adotando Carrie em seu primeiro dia de trabalho na cidade e que foi o seu ticket de entrada para o lado mais fundamento de NY. Tudo isso a preço da introdução de Carrie ao mundo do crime, apenas pela aventura. Mas tudo bem, ela foi apenas cúmplice, rs.

Falando em anos 80, a moda da série obviamente foi um atrativo a parte e não poderia ter sido diferente pensando em tudo que nós já conhecemos da sua mitologia antiga e tudo me pareceu como um presente no quesito referência, revisitas e até mesmo de uma moda possível para os dias de hoje, mesmo estando 30 anos atrás (em um tipo de escola bem Patricia Field, só que de um jeito bacana, quase como uma reverência e não cópia, sabe? Se bem que eu nem acho que nesse caso poderia ser diferente…). Realmente uma delícia e tenho certeza que algumas coisas vão acabar ganhando o status de hype e facilmente serão encontradas circulando pela cidade hoje em dia. Alguém duvida? (ela customizando sua bolsa me lembrou muito em mesmo quando adolly e todo mundo amava e queria as minhas mochilas fundamento. A última delas eu guardo com carinho até hoje em algum lugar do meu armário, rs)

O piloto ainda conta com uma trilha super bacana e bem nostálgica, apesar de a sensação ser a de que eles abusaram um pouco demais desse recurso, mas para um começo, podemos dizer que eles começaram com o pé direito, embora Carrie ainda não tenha condição de bancar seus próprios Manolos, mas ela já parece estar em um bom caminho. Ufa! Além disso, ele ainda nos apresentou plots bem bacanas para o que ainda veremos pela frente, não só com a personagem principal, mas também com os demais personagens que nos foram apresentados durante esse primeiro episódio. (estava jurando que o amigo gay seria o Stan e já aguardo esse encontro em NY. Será que ele pode acontecer?)

Mas é preciso dizer que o que realmente me chamou atenção no piloto foi um texto super bacana, honesto e na medida certa, fazendo uma ótima ligação entre a Carrie de hoje e de ontem, em termos de ritmo, linguagem e até mesmo do seu fundamento. Ainda mais considerando que essa é uma série adolescente, da CW, onde não estamos acostumados a ver séries do tipo com tamanha profundidade, que foi exatamente a impressão que nos pareceu ser a intenção de The Carrie Diaries daqui por diante. Além disso, toda e qualquer cena envolvendo um símbolo da série, como aquele final com ela começando a escrever seus próprios diários (que ela acabou herdando de forma super foufa e emocionante de um velho hábito de sua mãe) e ainda em busca da sua voz como escritora, foram todas bem especiais.

Apesar de ainda parecer cedo demais para se animar com a produção, não podemos negar que esse piloto acabou deixando uma vontade enorme de seguir em frente com a série e assim, acabar matando a saudade de uma forma diferente, de quem a gente gosta tanto.

Go Little Carrie! Go Little Carrie!

 

♥ Já está seguindo a magia do Guilt no Twitter? Ainda não? @themodernguilt

Anúncios

Etiquetas: , , , , , , , ,

7 Respostas to “The Carrie Diaries – a primeira excelente nova página de uma história que nós AMAMOS”

  1. Elly Moreira Says:

    Amandoooo, do fundo do meu little ♥

    • Essy Says:

      Boa neam? Achei o piloto ótimo e o segundo ep (que eu só vi agora) um pouco mediano. Mas ainda assim, bem boa. Mesmo assim, tenho algumas ressalvas…

  2. Rick Gentil Says:

    Eu curti muito os primeiros episódios, mas tive que abstrair alguns elementos importantes que não tem ligação nenhuma com a série original para isso. Meu medo era justamente esse, sendo SATC uma série que marcou muitas vidas, será que eles seriam tão fiéis a história já contada? Minha maior abstração foi aceitar o fato de o pai de Carrie ainda estar com ela, aos 16 anos. Lembro-me muito bem que em um dos episódios de SEX Carrie fala que seu pai abandonou ela e a mãe, quando ela tinha apenas 5 anos e desde então nunca mais o tinha visto. Até foto foi mostrada no episódio dela com o pai. Daí, quando vou assistir TCD, está lá o pai dela, super presente, ajudando a superar a morte de sua mãe. Tive que engolir. Eu gostei muito do seriado, como falei, mas acho que eles devia se ater a informações do passado já trazidas na série original, para que o produto fosse ainda mais fidedigno. E esse é só um exemplo das informações divergentes que encontrei. Enfim, achei q faltou um maior estudo da série original, mas vamos ver onde essa “nova” Carrie vai nos levar…

    • Essy Says:

      Vc sabe que eu só vi o segundo episódio ontem e já achei bem inferior ao piloto. Ainda assim gostei, mas comecei a pensar exatamente sobre isso, sobre essa vida antiga da Carrie. Não me lembrava exatamente o que, mas sabia que tinha um issue no meio disso tudo. Lembrava da história da mãe (não com detalhes), mas do pai eu sabia que tinha alguma coisa faltando. Mesmo sem ter essa certeza, fiquei pensando ontem que é no mínimo estranho ver a Carrie estabelecendo esse tipo de relação tão bacana com o pai (e a irmã), sendo que na série eles nunca foram mencionados, não dessa forma, não como estamos começando a ver na série. Assim começa a ficar difícil acreditar que eles conseguiram encontrar um bom caminho para abordar essa fase da vida da personagem e realmente seria muito mais fácil e bacana tentar ser o mais fiel a história antiga possível.
      O livro que originou a série também tem a assinatura da Candace Bushnell (que também leva crédito pela série), algo que chegava a me animar em relação a produção, mas começar a me deparar com esse tipo de conflito entre essa e a série antiga nessa adaptação, certamente vai se transformar em um problema. Veremos…

  3. Mad, Fat e absolutamente adorável (♥) | The Modern Guilt Says:

    […] de série adolescente bacana, mais próxima da realidade, que atualmente encontramos em Awkward e The Carrie Diaries, combinados com o hype dos adolescentes ingleses imperfeitos de Skins, além da questão toda da […]

  4. Algo de ruim aconteceu com a minha TV. Mas talvez não tenha sido apenas com a minha… | The Modern Guilt Says:

    […] qual falaremos entusiasmadamente em breve). Entre as comédias tivemos boas surpresas também com The Carrie Diaries, uma série adolescente da CW (sim, eu disse CW), prequel da veterana Sex And The City, que tinha […]

  5. The Carrie Diaries – Quem diria que esse reencontro poderia ser tão adorável? | The Modern Guilt Says:

    […] ver uma personagem tão querida como a Carrie Bradshaw ter que enfrentar. Mas para nossa surpresa, o piloto da CW já empolgou, entregando com dignidade e certo entusiamo, parte da história que a gente […]

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: