Silver Linings Playbook

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Quando o cinema opta por falar honestamente de coisa séria, que muitas vezes não é levada tão a sério assim como deveria, só que de forma leve e muito bem humorada.

“Silver Linings Playbook” é um filme genial porque é bem simples e opta por falar de um assunto honestamente, encontrando uma sensibilidade importante para algo tão delicado e ao mesmo tempo tão instável. Aborda temas até pouco tempo ignorados, confundidos com um comportamento apenas inadequado, mais de um tipo deles por sinal, só que tudo isso de forma bem simples, sem carregar demais no drama, apesar dele estar presente a todo tempo em cena. Apesar da abordagem leve, o filme não é um deboche e retrata muito bem o quanto é difícil lidar com algumas doenças que carregamos sabe-se lá o porque. (embora sempre tenha um porque para cada uma delas)

Ninguém quer ter que lavar as mãos constantemente apenas porque é extremamente higiênico, ou precisar alinhar tudo na sua vida apenas porque é metódico demais e ou não gosta das coisas fora do lugar. O mesmo vale para aqueles que mudam de humor em uma simples respirada, indo de um extremo ao outro, ou para aqueles que trocam por sexo (ou outras drogas) suas mais profundas frustrações e ou incompreendimentos. Todas essas pessoas estão doentes (não gosto muito de dizer ou ouvir que “são” doentes por exemplo, por isso prefiro dizer que “estão”) e precisam de ajuda. Agora, difícil é imaginar que essa ajuda acabe acontecendo da reunião deles todos como uma grande terapia em grupo involuntária, mesmo sem se assumir como tal.

Bradley Cooper (reforçando que estou de olho nele desde Alias antigo, Höy!) realmente merece o destaque que acabou recebendo pelo seu personagem no longa, transtornado mas sem se perder no olhar ou em trejeitos caricatas, Pat é dono de uma bipolaridade que acabou encontrando o seu pico mais perigoso através do trauma que acabou sofrendo quando chegou em casa e pegou a mulher com outro homem e o espancou quase que até a morte, em um ataque de fúria incontrolável que pelo menos ele até que teve grandes motivos para ter (o que não justifica o que ele fez, mas explica, embora ele não precisasse ser bipolar para esse tipo de reação). Um detalhe importante no seu personagem também é a sua falta de freios, que ele não tem mesmo, tocando imediatamente no assunto que lhe foi pedido para não tocar no minuto anterior e uma sinceridade importante para o carisma do personagem. Fico feliz que o nível da magia do Bradley Cooper  não tenha atrapalhado o seu merecido reconhecimento nesse caso, algo que nós sabemos que ainda acontece. (e seria uma verdadeira covardia não reconhecê-lo por esse trabalho)

Sem contar que ele tem uma doçura também amparada no lado romântico da história, com a sua devoção a ex esposa, aquela que ele pegou no chuveiro recebendo um tratamento especial de outro homem, a qual o abandonou de vez após o seu surto, vendeu a casa e inclusive pediu uma ordem de restrição contra o mesmo e ainda assim, Pat acha que o seu plano de vida é colocar tudo no lugar, mente, corpo e reconquistar a mulher amada. Uma doçura que na verdade esconde uma obsessão pela ex que ele acabou nutrindo mesmo depois de tudo, muito provavelmente por não ter ouvido a sua justificativa para o que acabou acontecendo com o seu casamento e por aquela relação, apesar de tudo, não ter tido uma conclusão. (conclusões/resoluções que são sempre importantes para todo mundo)

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E é uma delícia acompanhar seus pais sem saber muito bem como controlar o filho, apostando em uma recuperação que eles estão vendo de perto que claramente ainda não aconteceu. Sem contar os vizinhos, ex colegas de trabalho e seus próprios amigos, a grande maioria deles, morrendo de medo do temperamento explosivo do moço, agora conhecido de todos. Comportamento explosivo que a propósito, aconteceu apenas naquela ocasião segundo ele, que foi o seu único grande surto e que ainda acabou lhe trazendo algumas outras complicações, como delírios e coisas do tipo. Acho sensacional no longa por exemplo, é o detalhe da música do seu casamento hoje ser motivadora do seu descontrole, um detalhe super simples, mas sensacional, inclusive para demonstrar a dificuldade do personagem em conseguir distinguir a realidade com o que acontece na sua imaginação. Por esse motivo, Pat acabou passando alguns meses em uma clínica de tratamento, onde ele acabou aprendendo um coisinha ou outra a respeito da sua condição, como o fato de que os medicamentos, apesar de funcionarem como um alívio quase que imediato, traziam também uma série de efeitos que ele conseguia perceber que não eram muito saudáveis ou agradáveis para a sua vida, pensando a longo prazo. (ainda mais pensando que para a maioria dos casos de pessoas diagnosticadas com esse tipo de problema, a medicação acaba se tornando algo necessário para o resto da vida)

No longa, seu pais, que são figuras importantes nesse período de readequação, são figuras adoráveis e personagens também excelentes. Uma mãe extremamente protetora e clueless em relação a doença do filho (Jacki Weaver) e um pai que também compartilha de um problema sério com seu nível de TOC avançadíssimo (interpretado pelo sempre excelente Robert De Niro), como podemos perceber ao longo do filme. Embora sem ter muita noção do que fazer dentro daquele cenário para colocar o filho de volta no comando da sua vida, ambos não medem esforços para cuidar de Pat e tentam de tudo, como todos os bons pais que conhecemos (porque conhecemos alguns bem ruins também que não se dariam a esse tipo de trabalho), apesar de muitas vezes não conseguirem entender o que estava se passando naquela cabeça que oscilava tanto e tão rapidamente e nem sempre reagindo da melhor forma aos surtos do filho por um motivo qualquer, como quando ele não conseguia achar o vídeo do seu casamento e acabou acordando a vizinhança inteira, além de ter acabado em uma confusão de corpo a corpo dentro da sua própria casa que poderia ter se tornado algo mais sério e com quem ele jamais gostaria que tivesse acontecido.

De acordo com a lógica do próprio personagem, tudo estava caminhando bem em sua vida apesar de todos esses “pequenos problemas”, até que a tão deliciosa quanto personagem da atriz Jennifer Lawrence, passou a cruzar o seu caminho e atrapalhar suas corridas diárias pela vizinhança. Uma personagem fantástica, no mesmo nível do personagem dele, acho bem justo dizer, também com um equilíbrio ótimo entre a sua “loucura” e sanidade, que apensar de não aparentar muito, ela tinha sim e muita. Ela é Tiffany, uma mulher que também acabou passando por um trauma ainda cedo na sua vida, com a morte trágica e acidental do marido, algo que ela não conseguiu assimilar muito bem e acabou compensando fazendo sexo com estranhos, por pura distração. (e no filme tudo é justificado brilhantemente, muito melhor do que qualquer detalhe maior que eu possa descrever por aqui)

E os encontros dos dois são todos sensacionais, uma delícia deliciosa no melhor sentido. Ambos visivelmente desequilibrados, tentando se convencer que ainda estão em um relacionamento estável carregando orgulhosamente suas respectivas alianças, só que por motivos diferentes. De cara, ela já oferece o seu corpo como forma de compensar aquilo que ela não sabe muito bem o que é e ele, é claro que repudia imediatamente, reforçando que é um homem casado e que uma aventura como aquela não faz parte do seu plano para um casamento feliz, repudiando qualquer tipo de traição e a tratando a todo tempo como uma doente pior do que ele. Apesar de saber que tem uma doença, Pat tem também algo que pode ser confundido facilmente com uma presunção (ainda mais contando com a sua total falta de freios) em achar que ele consegue entender o que está acontecendo com ele mesmo e as demais pessoas que dividem problemas semelhantes não, algo que em certo ponto ele justifica ser uma forma de se defender e não se colocar em uma posição “irrecuperável” aos olhos da ex mulher que ele está querendo reconquistar.

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Conversas francas sobre o uso de remédios conhecidos de todos nós e seus efeitos não muito agradáveis em nosso corpo quando usados apenas por necessidade e principalmente quando constantes, uma conversa franca com ela se abrindo sobre o fato de ter sido demitida por ter feito sexo com todos da empresa, inclusive as mulheres, algo que obviamente deixa ele interessado pelo lado sexual da coisa (meninos…), embora até isso ele tenha medo de admitir para não decepcionar a ex mulher evidenciando mais um característica do seu comportamento que ela sempre repudiou. Todos momentos excelentes, com uma química absurda entre os dois atores e que servem muito bem para nos situar em relação a história e estado de cada um deles, além de ser puro entretenimento. Sem contar a trilha sonora do filme, muito bem escolhida e que merece uma atenção toda especial porque é bem boa.

Química inclusive que é notável em todas as cenas que eles dividem lindamente, mesmo quando no nível máximo da loucura de cada um deles (leia-se “loucura” pensando em algo bom nesse momento), o que nos faz perceber que realmente algo de muito especial aconteceu dessa troca. Não é atoa que por esses dias, ambos confirmaram que vão realizar o seu terceiro trabalho juntos, tamanho envolvimento que eles acabaram encontrando um com o outro. E OK, que fique bem claro que estamos falando de um outro tipo de envolvimento, muito mais difícil de se encontrar do que qualquer outra coisa que vocês estejam pensando nesse momento.

Desse encontro, além de outras coisas surge um pacto, com Tiffany aceitando prontamente burlar a lei para entregar uma carta que Pat escreveu para a ex esposa (a qual tem uma relação próxima com sua família), isso com a condição de que ele seja seu parceiro de dança em uma competição local, que era o grande sonho dela (e talvez ela não conseguisse devido a sua condição, que só servia para atrair os aproveitadores da região e por isso, Pat acabou sendo o seu parceiro ideal). Nesse momento, a relação dos dois começa a se aprofundar e é possível perceber que através daquele contato com a dança, ambos passaram a desenvolver sentimentos um pelo outro, embora o Pat relute para admitir o fato.

Antes disso, fica bem claro que apesar de estar enfrentando essa barra, de não ter mais nada na vida a não ser o objetivo de correr, entrar em forma e recuperar a ex, a qual ele inclusive se dispõe a ler todos os livros que ela enquanto professora recomendava para seus alunos (detalhe que eu achei super foufo e ele bravo as hell com o Hemingway foi divertidíssimo), que Pat é uma boa pessoa e apesar da sua falta de filtro e condição emocional, ele consegue muito bem colocar a cabeça no lugar quando se importa com alguma coisa e isso nós percebemos quando ele a defende lindamente de alguém que só queria aproveitar da sua fama na vizinhança. E a defende da forma adequada, sem apelar para o seu lado mais violento ou elevar demais a sua indignação com a situação, optando por apenas dizer a coisa certa e da forma mais sensata possível.

Durante os ensaios, é possível perceber também que ele acaba se envolvendo pela forma como Pat se posiciona quando recebe a visita do amigo Danny (Chris Tucker), que aproveita para tirar aquela casquinha da lindíssima da J-Law é claro, que é uma das poucas mulheres no mundo que consegue segurar dignamente um look inteiro em lycra branco. Ela, Madonna e as meninas do Abba, apenas (rs). Apesar do seu instinto protetor, fica evidente que naquele momento, Pat não estava apenas protegendo a moça de se tornar novamente vítima do seu próprio distúrbio e sim de acabar vendo algo que ele começou a gostar tanto, acabar nas mãos de outra pessoa.

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Perto do final do filme, ele acaba envolvido em uma confusão em um jogo que claramente seu personagem não estava pronto para encarar sozinho, mesmo tendo encontrado por lá o seu próprio terapeuta e não ter sido o grande responsável por aquela situação toda que acabou fugindo totalmente do controle de todos os envolvidos. Mesmo assim, ele acaba novamente pagando a conta, muito provavelmente por ser a figura mais fácil de se culpar (algo que devemos tomar cuidado, sempre), que é quando ganhamos o maravilhoso confronto Jennifer Lawrence vs Robert De Niro, em uma cena ótima e de igual para igual, além de super divertida e com interferências também ótimas do Bradley Cooper ao fundo. Como conclusão, ganhamos um plot da grande aposta da família, que também não era das mais equilibradas (tirando a mãe, tadinha), mas a sua forma, estava tentando ajudar o filho a sair daquela situação apostando, literalmente, todas as suas fichas em uma superstição envolvendo um jogo e o desempenho da dupla no tal concurso de dança.

Lindo o momento em que pai e filho estão no carro, a caminho do jogo que acabou virando uma grande confusão, onde Pat acaba reconhecendo que ele é exatamente igual ao pai (que é figura não grata no estádio devido a uma grande confusão que ele acabou provocando por lá no passado), exceto pelo TOC, que ele acha que é coisa de gente maluca (#TEMCOMONAOAMAR?), assim como a revelação de que a mãe era quem dava as coordenadas da localização do filho em suas corridas diárias para Tiffany, facilitando os encontros “casuais” do casal.

Casal que não poderia ser mais improvável (ou adorkable) devido as condições atuais de cada um deles, mas que ao mesmo tempo passou a funcionar perfeitamente para que ambos tivessem alguma chance de sair daquela situação. Eles que além de lindos juntos (total redundância, porque vamos combinar que unir esses dois na tela do cimema é praticamente uma covardia covarde do tipo imperdoável). E como eu sempre digo, nem sempre a melhor escolha é a escolha mais óbvia. Pensem nisso…

E a apresentação de dança dos dois é excelente. Como se segurar e não ter vontade de voar da cadeira da mesma forma que eles em cena, quando do meio do nada começa a tocar “Fell in love with a girl” do The White Stripes (R.I.P)? Tive que me controlar e se tivesse 35% a mais de coragem, ou 5% a mais de loucura, teria arriscado uma performance naquela sala, naquele exato momento. (rs. Mas fiz depois, em casa, claro!)

O final é extremamente simples e feliz, para nossa sorte (ainda bem que não se inspiraram em Hemingway nessa hora e esse era o meu grande medo para a conclusão do filme) com Pat resolvendo ao pé do ouvido o seu issue com a ex esposa, encontro que todos eles temiam mas que aconteceu de forma civilizada no final da competição de dança, seguindo o conselho do pai e indo atrás da Tiffany, que estava arrasada pelo fato da ex mulher dele ter aparecido na última hora, mas que acabou ganhando a sua própria carta, escrita (e narrada) por Pat, que nós apostamos que foi 1000000 de vezes melhor do que qualquer coisa que ele tenha escrito para a sua ex. (bitch)

E realmente é tudo muito simples no longa, que depende basicamente de uma boa história e de excelentes interpretações de seus atores. Bradley e Jennifer excelentes, ele encarando uma câmera intimista lindamente e ela encantando a todos com a sua postura de badass porém fofa, também implorando por ajuda. Mas sabe aquele filme inexplicável, onde não é possível reconhecer claramente o que, mas é possível sentir que algo de muito especial aconteceu ali, naquele momento? Então,  esse é “Silver Linings Playbook”, um filme leve, despretensioso e sensacional que o diretor David O. Russell acabou fazendo adaptando lindamente o livro de  Matthew Quick, na tentativa de entender melhor o seu próprio filho, também diagnosticado como bipolar. Detalhe que com certeza deve ter colaborado para que esse trabalho tenha se tornado tão especial. (♥)

Um filme encorajador sem ser pedante, que te faz querer voltar para casa e pelo menos tentar encarar um mundo onde nem tudo precisa estar alinhado o tempo todo. (e aquele detalhe da sequência final, com os controles remotos do pai desalinhados pela primeira vez, pode ter sido bem simples, mas pode ter sido também um despertar importante para alguns…)

 

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10 Respostas to “Silver Linings Playbook”

  1. Denise Says:

    Louquíssima para ver!!!

    • Essy Says:

      Bem bom. Super leve, a princípio com cara de superestimado, mas excelente!
      Fico pensando que se o elenco não fosse tão bom, o filme certamente não teria tomado essa proporção toda…

  2. Sofia (@inverderume) Says:

    Essy, tive que parar de ler porque eu vi que é um filme que fala sobre mim! Quero ver cada surpresa, e depois venho conferir a sua opinião também. Tô com muita vontade de assistir!

    • Essy Says:

      Pensando em um lado mais pessoal, acho que você vai gostar, apesar dele ser bem leve e ter uma abordagem mais superficial, apesar também da honestidade e da visão bem próxima sobre o problema.

  3. Sandra Says:

    Não sei se assisti com muita expectativa, mas achei bem meio assim… espera mais. Valeu pelo De Niro que eu adooro! O Bradley me surpreendeu positivamente com este personagem, excelente atuação!😉

    • Essy Says:

      Humpf! Isso acontece também, e detesto quando acontece (tive a mesma experiência com o filme que vou falar hoje)
      De Niro é sempre uma visão. Também AMO e gosto dele em papéis mais cômicos também, viu? Ainda mais nessa sua atual fase da vida.
      Bradley está ótimo. Apesar da indicação, acho que todo mundo fala mais dela do que dele a respeito da atuação e achei ambos bem equivalentes também.

  4. Natália Says:

    Achei o filme incrível mesmo, a atuação da Jennifer Lawrence é maravilhosa, mereceu muito a indicação ao Oscar, só não foi melhor que a da Emmanuelle Riva em Amour que na minha opinião é impecável.

    p.s. não sei se você já viu my mad fat diary, uma série inglesa muito boa, acho que você iria gostar🙂

    • Essy Says:

      Falaremos de “Amour” por aqui hoje e aí na hora de comparar para decidir quem merecia levar, embora a Jennifer esteja ótima, fica difícil qualquer uma superar o que a Emmanuelle Riva conseguiu fazer no seu filme. (que eu AMEI e me peguei super emocionado pro diversos momentos e motivos diferentes. Excelente!)

      Sobre a nova série, bem vi um dia desses o Paolo me tentando e pensei em ver pelo menos o piloto, só não tive tempo ainda. Mas veremos…

  5. A lista bem boa e equilibrada dos vencedores do Oscar 2013 | The Modern Guilt Says:

    […] ps: aqui, a nossa review sobre “O Lado Bom da Vida” […]

  6. Só quem é bonita e ou quem importa na fila da promoção na Sephora no 2013 GLAAD Media Awards | The Modern Guilt Says:

    […] a gente bem sabe que tem a Jennifer Lawrence (visto que ela encarou um maiô branco como poucas em “Silver Lining Palybook”), ainda mais com esse decote meio assim e essa saia com volume onde normalmente ninguém gostaria […]

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