The Americans – o nosso novo suspense dramático preferido sobre espiões russos nos anos 80

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Quando a ideia de The Americans foi divulgada no passado, chegamos a torcer o nariz e alguma coisa nos dizia (talvez o nosso cinismo) que algo não tão bom assim estava prestes a surgir na TV afinal, uma série sobre espiões russos da KGB infiltrados na America antiga dos anos 80, interpretados pela dupla Felicity (de Felicity) e o Kevin Walker (de Brothers & Sisters), ambos antigos, não parecia ser tão promissora assim, apesar do tema que sempre nos atraiu, não só pelo fato dos espiões serem sempre misteriosos, sexys (em sua maioria) e badass quando em campo, mas talvez mesmo por conta dos vários disfarces que todos eles acabam tendo que segurar em nome da sobrevivência e um armário cheio de perucas, próteses e uniformes diferentes para todo tipo de ocasião. Imaginem o sucesso que faríamos nesse caso em uma festa de Halloween, huh? (quem estamos querendo enganar? Mas é claro que usaríamos esses recursos todos no dia a dia, rs)

Até que em seu piloto, conseguimos enxergar toda a qualidade da série e o seu grande potencial, que estava todo ali, resumido naquele primeiro episódio de longa duração, que talvez tenha sido pesado demais para alguns (embora eu não tenha sentido dessa forma), mas que de qualquer jeito acabou sendo compensador para quem se dispôs  a permanecer acompanhando a série durante essa sua Season 1, que nos estregou muito de todas as camadas que conseguimos perceber logo de cara nesse primeiro episódio, além de várias outras que acabaram aprofundando ainda mais essa história, deixando-a bem mais densa e muito mais interessante com o passar do tempo.

Ao poucos, a série foi nos entregando a que veio, nos mostrando que ela era muito mais do que apenas uma série sobre espiões russos da KGB vivendo o sonho americano nos 80’s. Nela, além da guerra fria dos russos vs americanos, que é o seu plot central,  encontramos também com o histórico e a bagagem dos dois personagens principais durante todo esse período até se tornarem os agentes que são hoje, Phlillip e Elizabeth, que justifica muito do comportamento atual e personalidade de ambos, além é claro de The Americans conseguir também mesclar muito bem o drama existente na relação do casal, eles que foram recrutados para ficarem juntos em nome da causa, constituindo uma família e tudo mais, sem que tivessem qualquer tipo de vínculo ou sentimento entre ambos além do interesse em comum e a saudade do frio da Russia antiga quando recém chegado nos USA. Achei bem bacana quando em um determinado momento, Phillip (Kevin Walker AKA Matthew Rhys) revelou para Elizabeth (Felicity AKA Keri Russell) que percebeu a sua decepção no olhar quando ela o viu pela primeira vez e ela sem negar o fato, acabou deixando entender que isso pode até ter sido verdade naquele primeiro instante, mas que com o tempo tudo havia mudado. Um caminho contrário a maioria dos casais comuns, onde a convivência pode se tornar um problema mais sério com o passar do tempo e nesse caso, tratando-se de dois estranhos com apenas alguns interesses em comum, essa convivência acabou funcionando como um motivo de aproximação maior para ambas as partes, até que eles finalmente deixassem de se ver apenas como uma dupla ou parceiro do crime e passassem a se enxergar com um casal.

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E esse drama familiar envolvendo o casal foi parte importante da temporada também, colocando ambos os personagens para viver uma relação que embora já tenha filhos até adolescentes, nada tinha de sólida em relação aos sentimentos de um com o outro. Isso muito mais por parte dela, que desde sempre pareceu ser mais fria (tudo muito bem justificado no piloto) e muito mais envolvida com a causa do que ele, apesar de toda a sua dedicação. Ele, apesar de também ser um excelente agente e executor (fiquei realmente impressionado com as habilidades de ambos os atores nesse caso), não consegue se incomodar tanto assim com os inimigos americanos e já totalmente adaptado ao novo estilo de vida, em um determinado momento chega inclusive a cogitar viver daquela forma para sempre, algo que ela repudia imediatamente. A sensação que fica nesse caso é a de que ele sempre esteve muito mais envolvido com o disfarce da “família perfeita” desde o coleço, realmente acreditando naquela relação que acabou sendo construída ao longo dos anos mesmo que a força ou simplesmente por obrigação, enquanto ela, totalmente prática, parecia ser apenas competente e não envolvida com nenhum aspecto sentimental dentro daquela relação, a não ser com os filhos, que na verdade parecia ser o único motivo para que eles voltassem para casa todos os dias. Algo que poderia passar como um ponto fraco na série, por a gente nunca ter visto um motivo concreto sobre o porque da existência daquela enorme distância entre os dois, mesmo depois de tanto tempo, se não fosse pelo plot do estupro que vimos ainda no piloto, além da bagagem de vida de cada um deles antes e depois de se tornarem um casal, que nos foi apresentada ao longa da temporada.

Enquanto em casa as coisas não pareciam estar nada boas para o casal a ponto deles serem obrigados a encarar a possibilidade de um divorcio, isso em plena década de 80, onde o assunto ainda não estava esclarecido para todo mundo, em campo, ambos enfrentavam desafios maiores a cada novo episódio, além de ter que conviver com o vizinho agente do FBI morando do outro lado da rua. Nessa hora, The Americans conseguiu provar que realmente é uma excelente série de ação e suspense também, além da questão do drama muito bem resolvida envolvendo o casal, nos deixando de olhos grudados na TV enquanto a dupla Phillip e Elizabeth resolvia seus pequenos problemas em terra americana, correndo o risco de serem pegos em diversos momentos, que é claro que a gente já desconfiava que não aconteceria tão cedo, mas mesmo assim ficamos nervosos com todas aquelas situações e possibilidades. E nessa hora tivemos de tudo, de ameaças a matar a sangue frio e de forma dolorosa o filho de uma mãe inocente que se recusava a colaborar com o plot de espionagem da dupla que naquele momento era extremamente necessária para a tarefa da vez, até a um agente rebelde e descontrolado se auto explodindo em um quarto de hotel, a série conseguiu transitar muito bem também nesse lado mais tenso da história, que na verdade é o seu maior atrativo.

Com vários disfarces diferentes e uma competência fora do comum, ambos mostraram o porque talvez sejam os melhores agentes russos em campo, embora nem tudo tenha sempre dado certo em suas missões durante essa primeira temporada. Não por incompetência deles e sim pelo acaso, que é uma forma honesta de nos apresentar o problema e que a série também conseguiu fazer muito bem, mesmo quando para isso foi necessário deixar os gélidos agentes russos um tanto quanto mais humanos e vulneráveis. Apesar disso, The Americans não conseguiu passar batido de alguns clichês do gênero, alguns pequenos e menos irritantes e outros que poderiam ter sido evitados, como o casal sendo capturado e descoberto cedo demais, ainda no meio da temporada, o que já denunciava que tudo não passava de um golpe a pedido de alguém próximo do casal, onde quem é que não desconfiava que tudo não fazia parte de uma espécie de treinamento comandado pela nova chefona mamma russa, hein? (aliás, um bom personagem que inclusive ganhou uma amarração importante ao final da temporada)

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De qualquer forma, tentando deixar esse clichês de lado, é impossível não reconhecer a força da série durante essas sequências de perseguição ou corpo a corpo, com tudo sendo executado de forma bem bacana, honesta, com ambos atores com históricos de personagens mais frágeis e nada parecido com seus atuais personagens, quebrando tudo sem a menor piedade e de forma muito bem executada que em quase nada (a não ser quando propositalmente) nos faz lembrar de seus históricos na TV. Nesse caso, acho que vale ressaltar que apesar da gente ainda chamá-los de Felicty e Kevin Walker de vez em quando (por comodidade e diversão, apenas), eles em nada se assemelham com seus personagens do passado, a não ser por algumas cenas onde eles muito provavelmente “de propósito” resolveram fazer alusões silenciosas a esse passado dos atores, de forma bem humorada até, como eu disse anteriormente sobre a história da peruca curtinha da Felicity ainda no piloto e agora, no final da temporada, de uma forma mais sentimental bem bacana e mais explícita com uma cena ótima da atriz Keri Russell revivendo parte do passado da sua série antiga que nós gostamos tanto, sentada na lavanderia de casa, super fragilizada (algo raro para ela dentro desse novo cenário) e ouvindo uma fita K7 (se alguém me perguntar o que é isso eu finjo que nem é comigo, propositalmente) gravada por alguém da sua família russa (muito provavelmente sua mãe). Sério, #TEMCOMONAOAMAR esse tipo de link com o passado? Isso sem contar alguma cenas surpreendentes que também acabaram acontecendo durante essa primeira temporada, como ambos batendo o carro do meio do nada em uma cena que nada indicava que algo do tipo aconteceria, apenas para cobrir seus disfarces. (apesar de AMAR o Matthew Rhys nesse papel, tenho que confessar que me peguei imaginando várias vezes o que seria Felicity ao lado do Ben dentro desse cenário. Quer dizer, imaginei sim esse cenário, com a diferença de que a Felicity não fazia parte dele, mas sim com o Scott Speedman e eu myself vivendo nos 80’s essa versão mais explosiva da minha #CRUSH antiga, confesso, rs)

Outra surpresa que acabou acontecendo dentro da série foi a ausência de um vilão declarado, com a America vs Russia sendo tratadas da mesma forma e assumindo suas parcelas de culpa, ao contrário do que se esperava sobre o assunto, por se tratar de uma produção americana, que todo mundo já contava que tinha tudo para ser tendenciosa fazendo aquela propaganda de sempre dos USA e o seu way of life. Basicamente, The Americans trata o plot da guerra fria como um caso de ação e reação,  sem deixar pontos de vistas muito claros em relação a quem seria o vilão dessa história, sem escolher lados e mostrando as duas faces dos rivais. Algo que eles conseguiram fazer até que naturalmente, sem deixar a sensação de que a história estava sendo contada pela metade ou que faltava coragem para contá-la da forma certa. Por se tratar de ficção, é importante que esse equilíbrio tenha aparecido desde sempre na série, mesmo com ela tendo encontrado alguns fatos reais da nossa história recente, como o atentando ao presidente americano Reagan, que teve como seu responsável um fã descontrolado da atriz Jodie Foster, por exemplo.

Do lado da lei dentro da história, também não conseguimos fugir de alguns clichês do gênero, como o policial meio clueless que não desconfia que o perigo mora ao lado. Se bem que, nesse caso nem podemos dizer exatamente isso porque o Stan (Noah Emmerich), o vizinho agente do FBI, até chegou a desconfiar de seus vizinhos e isso nós também já vimos no piloto (um momento excelente por sinal). Para ele, sobrou a história de acabar envolvido como uma agente russa agora dupla, Nina (Annet Mahendru), que se manteve como uma “traidora fiel” da sua pátria (embora tenha sido forçada a isso) até perceber que o FBI também estava disposto a qualquer coisa em nome de uma retaliação, que foi quando ela resolveu confessar a sua traição e encerrou a temporada jurando vingar a morte de um de seus colegas de trabalho, que mesmo inocente, acabou sendo vítima de toda a essa história de gato e rato apenas por se tratar de uma presa fácil para o FBI conseguir mandar o seu recado naquele momento. Só acho que para quem tem um vasta experiência em campo, como ele mesmo chegou a mencionar em alguns pontos da temporada, fica difícil entender como um cara como o Stan conseguiu ser enganado tão facilmente pela Nina. Tudo bem que esse foi apenas o começo da história entre eles com ela pertencendo novamente ao lado russo da coisa, mas mesmo assim, ainda acho que o seu personagem (Stan) esconde alguma coisa ou talvez essa seja apenas uma sensação pessoal minha, que tenho muito mais medo dele do que dos demais agentes russos infiltrados na trama. Se bem que nesse caso, tudo pode também ser justificado facilmente por conta da magia da personagem estrangeira sempre a disposição para qualquer coisa, if you know what i mean… rs

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Outro fato que até pode ser um clichê, mas que também foi resolvido de forma bacana, foi a questão da guerra interna até mesmo dentro da organização, com Phillip e Elizabeth enfrentando alguns problemas sérios com a nova administração russa, algo que demonstrou que apesar dos ideais em comum de todos os envolvidos do lado russo da força, ambos também conseguem pensar com a própria cabeça e sabem que mesmo do lado de quem diz que os protege, eles não estão nada seguros.

Boas surpresas também nos foram reveladas aos poucos durante essa Season 1 da série, como o envolvimento da Felicity (desculpem,  mas de vez em quando não consigo chamá-los por seus atuais codinomes, rs) com o personagem que ela mesmo havia recrutado no passado como força aliada, Gregory (Derek Luke) com quem nós descobrimos que ela viveu algo bem mais profundo do que apenas uma aventura. Ele que teve um final bem bacana (além de uma conversa super franca e honesta com o Phillip anteriormente, em outro bom momento da série que mais uma vez soube fazer perfeitamente o uso da sua trilha sonora como recurso para ajudar a ilustrar o momento), escolhendo morrer como “bandido” (na cabeça dele com “herói”) a viver como uma outra pessoa em um lugar onde ele nunca imaginou estar na vida. O mesmo vale para a revelação da antiga parceira do Phillip, que no começo apareceu apenas em um foto, sem muito destaque, mas que mais tarde descobrimos também fazer parte da organização, além de ter escondido o fato de ter um filho com Phillip no passado (que não conhecemos ainda), algo que ele desconhecia até então. Ela que acabou sendo o motivo para a separação do casal, por representar algo importante do passado dele e Elizabeth agora ter consciência disso.

E os personagens secundários dessa história também foram bastante importantes para ajudar a contá-la, além dos interesses amorosos do passado de cada um deles, como a funcionária do FBI enrolada esse tempo todo pelo Phillip, que acabou sendo forçado a se casar com ela para seguir com seus planos. Muito embora ela tenha parecido ser meio “sonsa” demais em relação aos acontecimentos e todo o comportamento do Phillip, o que nos deixa com a sensação de que na verdade, nem que seja lá no fundo, ela bem desconfia que tem alguma coisa de errado em relação aos pedidos de colaboração feitos a ela por seu agora marido, mas que ela prefere fazer vista grossa para não acabar como mais uma solteirona amarga e infeliz daquela ou de qualquer outra época. Típico.

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Como final de temporada ganhamos um episódio tão bom quanto o piloto, com o FBI chegando bem perto de colocar as mãos no casal de procurados, isso por conta da volta da personagem mãe chantageada por ambos ainda no começo da temporada, que chegou a fazer um retrato falado dos dois para a polícia (sendo que o dela está super parecido, hein?), algo que acabou esclarecendo algumas questões em relação aos procurados russos da vez. Da sequência da perseguição de carros, até a forma como ambos conseguiram escapar das mãos do FBI, que estava seguindo a pista certa em relação aos dois, tudo foi feito de forma excelente, tenso na medida certa (principalmente pensando em um season finale) e ainda acabou nos entregando uma resolução super bacana para o casal, que inclusive, quase foi pego pela filha adolescente durante a sequência de encerramento dessa primeira e excelente temporada da série (algo que não pode e nem deve acontecer e já sabemos que quem conseguir chegar perto de descobrir qualquer coisa, consequentemente deve morrer, como o parceiro do Stan no FBI, por exemplo), com todas as pontas soltas se encontrando nesse excelente episódio final.

E vale lembrar que desde cedo, The Americans já havia garantido sua Season 2 pelo FX ou seja, já temos como certo que pelo menos teremos mais uma temporada dessa deliciosa perseguição e espionagem russa oitentista pela frente. E ainda bem!

 

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5 Respostas to “The Americans – o nosso novo suspense dramático preferido sobre espiões russos nos anos 80”

  1. Dani Z Says:

    Estou apaixonada por essa série.Assim como você disse, também fiquei meio assim ao saber que o casal de protagonistas seriam a Felicity e o Kevin, achei que não fazia o estilo deles e mais, achava que os dois não possuíam química. Ledo engano. Além de se saírem super bem como atores de ação e drama, conseguiram imprimir sensualidade e paixão ( embora bem contida, o que é mais difícil até). Aliás, o casting todo é diferente.A Claudia, chefona que acaba de ser demitida, tem cara de vovó que faz torta de maçã e o Stan de bonito não tem nada,e embora todo certinho na manutenção da doutrina do tio Sam, não resiste em trair a esposa com a russa sensual, mas é aí que a série se torna mais verossímel, dando aspectos bem humanos a todos esses envolvidos..E o que dizer do antipático e não mais eterno John Boy que faz o chefe da CIA? Acho que desse voce nem lembra, muito antigo… Embora a guerra fria já esteja distante, é atual questionarmos o status quo em que vivíam os personagens na época e os resultados de hoje em dia.O capitalismo venceu? Gosto muito de ver o quanto a Felicity/Elizabeth detesta os valores americanos e o quanto o Kevin/Philip já é capturado pelos costumes e hábitos ocidentais. Vemos bastante isso na educação dos filhos.Acho bastante audacioso que ambos fazem sexo com todas as pessoas que precisam ser investigadas ou cooptadas a causa, mas no momento em que rola um possível ato de infidelidade, a casa desmorona. Nada careta como tantos seriados americanos habituais.São antiheróis, mas nos vemos torcendo por eles.Vamos ver se rolam algumas indicações a prêmios no ano que vem? Duvido, Homeland papa todos pois é América x Terror e aqui é a antiga Rússia que faz a pátria por se torcer. Veremos.

    • Essy Says:

      O casal surpreendeu, não? Não esperava tanta química, tanta competência em tudo, tanta verdade, tanto drama, tanta ação. Achei bem bom mesmo!
      Foi linda a forma como a história de amor dos dois foi construída durante a série, mesmo com ambos já tendo um passado longo juntos enquanto família. Foi lindo e convincente, algo que foi ainda melhor e difícil, como vc mesmo disse.
      O casting é bem bom mesmo, digno de espiões russos super bem disfarçados. Claudia, Stan, ambos excelentes e ambos bem fora de um estereotipo já aguardado pelos tipos. Stan inclusive consegue parecer mais frio e assustador do que qualquer um dos espiões russos, mesmo estando ele do lado do FBI. E algo ainda me diz que ele esconde alguma coisa no seu passado pouco mencionado… (não me lembrava mesmo do John Boy, rs) Gosto até dos filhos do casal. E olha que crianças e adolescentes em papéis secundários tendem a ser um porre. Tomara que eles não sigam o exemplo de Homeland ao dar atenção demais para a filha insuportável do Brody. Oremos.
      Gosto muito dessa reflexão em relação a uma guerra que parece distante, mas como você bem disse, certamente reflete até hoje. Gosto principalmente da postura que eles escolheram seguir em The Americans, assumindo que ambos tem culpa no cartório.
      E a série conseguiu nos preder dos dois lados. Com excelentes plots de espionagem e com a relação do casal, que é linda, difícil e cheia de obstáculos. Acho ótimo esse plot deles conseguirem separar claramente o sexo do amor, e nesse caso, sexo extremamente e apenas profissional.
      São mesmo antiheróis, os mais bacanas que apareceram nessa nova safra. Seguem uma tendência que surgiu desde Breaking Bad, Sons Of Anarchy, mas por outro caminho e um caminho tão interessante quanto.
      Ambos já foram indicados para o Critic’s Choice Awards 2013, você viu? E o Stan também. Cool! Também acho que fica difícil para algum deles levar, mas ver esse trabalho reconhecido tão cedo, já é alguma coisa impportante.
      Veremos!

      ps: excelente comentário. Clap Clap Clap!

  2. Run you clever boy and remember – A segunda metade da Season 7 de Doctor Who e o começo de uma triste despedida… | The Modern Guilt Says:

    […] do momento (7×09 Cold War), com a guerra fria (que andamos acompanhando lindamente em The Americans) também aparecendo na série inglesa, aproveitando para fazer aquela “mea culpa” […]

  3. The Goodwin Games, um jogo que ninguém precisava jogar… | The Modern Guilt Says:

    […] errado estava acontecendo. (pensando pelo lado teórico e pessoal da questão porque na prática, a The Americans da Keri Russell foi mais do que muito bem recomendada por aqui). Mas calma, porque até aqui […]

  4. E a Felicity que provou ser das nossas, hein? | The Modern Guilt Says:

    […] orgulho e só recentemente, ela já nos entregou dois deles, o primeiro com a sua excelente The Americans e o segundo agora, quando descobrimos que ela também é […]

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