O final não tão feliz assim de Happy Endings

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E logo a série que nos prometia finais felizes a começar pelo seu título, acabou não ganhando o seu merecido final feliz. Vai entender a vida. E com tanta comédia bem meio assim continuando na TV, algumas com trajetórias verdadeiramente intermináveis, não tem como não sentir pelo menos uma pontinha de rancor no coração. (nesse momento, no meu curso de bruxaria via correspondência, eu faço questão de amaldiçoar New Girl, The Big Bang Theory – que até melhorou mas né? – Two And A Half Men, Anger Management, entre várias outras ainda vivas na TV. Já não está na hora de mandar desligar esses aparelhos, não?)

Nossa história com Happy Endings pode até ser considerada recente, já que por aqui no Guilt, começamos a assistir a série enquanto a sua deliciosa Season 2 ainda estava sendo exibida, em uma maratona mais deliciosa ainda e que de tão boa, precisou até uma de um repeat logo na sequência, de tão empolgados que ficamos com a descoberta da “nova” comédia. Personagens adoráveis, plots sensacionais sobre qualquer coisa, mitologias que foram aparecendo com o tempo e a Kim Bauer (cuspida de fogo verde no chão seguida de x3 #CREDINCRUZ) que a gente gostaria que tivesse desaparecido junto com aquele boy patinador e ou tivesse sido servida como jantar para um cougar ainda no piloto. Tudo na série parecia AmAUzing, de verdade, como se tivéssemos encontrado uma das nossas novas comédias com cara de antiga preferidas.

Até que chegamos a recém encerrada Season 3, com todos eles reunidos novamente, mas alguma coisa parecia estar fora do lugar. Diferente das outras duas temporadas, essa Season 3 de Happy Endings demorou para acontecer e eu não sei explicar exatamente o porque , mas demorou. O começo não chegou a empolgar muito, embora a série sempre nos tenha arrancado boas risadas, mas nesse início de temporada elas acabaram acontecendo com menos frequência, em plots mais isolados ou bem de vez em quando.  Na verdade, acho que tudo isso aconteceu porque eles começaram a serem pressionados em relação aos números e com isso começaram a se preocupar mais em agradar tentando coisas novas, do que seguir a mesma linha de sempre, que apesar de não ter atingido grandes números, continuava ótima para quem já gostava da série. Um bom exemplo disso foi a forma como eles modificaram do dia para a noite a rotina do casal Jane + Brad (Eliza Coupe e Damon Wayans Jr.), que mudaram de trabalhos como em um passe de mágica, sem a menor explicação plausível (tá, até ganhamos uma explicação qualquer que não convenceu, vai?)  principalmente no caso dela e essa transição acabou parecendo forçada apenas para modificar os ares e quem sabe trazer novos núcleos para a trama, que normalmente não funcionam nesse tipo de comédia e eles já deveriam saber disso.

ADAM PALLY

Mas esse foi só o começo, porque logo os novos seis amigos mais legais da TV conseguiram colocar tudo exatamente em seu lugar novamente e a partir disso voltamos a reconhecer a série como uma das comédias mais bacanas da TV atual. Todos continuaram enlouquecidos, sempre tentando se dar bem em qualquer coisa, naquela eterna competição deliciosa que sempre existiu dentro do grupo, mas de forma bacana. Jane e Brad continuaram excelentes enquanto casal, com uma química fora do comum, Penny (Casey Wilson) estava de volta a velha forma adorkable de sempre (ao lado do casal, a minha preferida desde sempre), Max (Adam Pally) continuou sendo o Max, sempre imundo, a procura de comida e com um drama capilar incontrolável durante essa temporada e o casal Dave + Kim Bauer (Zachary Knighton e a péssima desde sempre, Elisha Cuthbert) agora estava junto novamente e para eles gritamos: e quem se importa? (sorry Dave, mas não gostamos de sair como vocês e sua namorada. Da próxima vez, vê se aparece sozinho…)

Ao recuperar as forças, ganhamos uma séries de novos momentos ótimos para a série, com o Penny e o capacete (sério, eu me descontrolei de tanto rir durante todas as cenas dela com o capacete), a ID fake da Jane porque ela nasceu no Natal e a descoberta de um grupo secreto que sofria do mesmo drama, o papagaio da Alex morto (que foi legal porque envolvia outros personagens e não a Alex), a exemplificação dos tipos diferentes de gays (um dos melhores episódios da temporada e a dupla Jane + Max estava unfirah nesse episódio e novamente mais perto do final, com ela assumindo a tarefa de transformar o Max em um homem nais descente), descobrimos que eles já haviam participado de uma das edições do Real World MTV (que foi meio que onde alguns deles se conheceram), ganhamos também a revelação do ex da Jane na verdade ser uma ex, Penny e seu novo boy magia com quem ela chegou a ficar noiva (Höy!), todos na feira de casamento e uma deliciosa disputa de jogos entre casais, que acabou com o noivado da Penny e teve um discurso excelente do Max em relação a coragem dela de encerrar uma coisa que estava na cara que não daria certo, muito perto de deixá-la acontecer apenas por comodidade, vergonha, desespero ou qualquer coisa do tipo.

Até um plot envolvendo um namorado brasileiro para o Max no melhor estilo Romeo + Juliet acabou acontecendo durante essa Season 3, com direito a briga de comida em meio a coreôs animadas de capoeira e uma decoração típica verde e amarela. Outro ótimo momento foi a peça da Penny sobre o término do seu relacionamento (também AMEI quando ela encontrou com o seu pai, que assumiu ser gay e ela mesmo disse que isso explicava muito do próprio comportamento dela,  como se a partir daquele momento ela finalmente conseguisse entender o porque da sua personalidade, rs), onde a personagem aproveitava para se descrever como a pior namorada do mundo, assumindo uma culpa muito maior do que a que ela tinha na verdade.

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Mas nada disso foi o suficiente para garantir o futuro da série. E mesmo com essa quantidade grande até de bons momentos (o que foi a briga das irmãs Kerkovich?), eles acabaram amargando o drama de serem transferidos para as sextas, que a gente sabe que é o pesadelo de qualquer série. O limbo todo mundo também sabe que é o sábado, que é onde se encontra Smash por exemplo, mais ou menos como se a série estivesse esperando no corredor da morte para ser executada. Nesse momento, eles até chegaram a brincar em uma das promos, pedindo para que os fãs salvassem a série do cancelamento, que a essa altura seguindo uma tendência pavorosa e até desrespeitosas das emissoras durante essa temporada, a série passou a ter dois episódios exibidos por noite até a finale, que descobrimos depois que seria o final da série. The End.

E não foi um final bacana, que a gente conseguisse pelo menos reconhecer ou aceitar como um final feliz para a série. Com um plot até que bacana, envolvendo uma irmã mais velha das irmãs Kerkovich até então desconhecida, que dividiu as atenções do episódio com o plot dramático e totalmente desnecessário da separação do casal que ninguém nunca gostou ou torceu a favor, Dave e Alex (sorry de novo Dave, porque eu gosto de você e sonhava em comer um dos seus lanches. Sério, aquela carne… Yummy!). Assim, de forma bem porca e quase preguiçosa, não sobrou muito tempo para resolver qualquer questão entre os personagens da série, mesmo que naquele momento, quase nada ainda estivesse pendente.

Quase nada exceto os tais “finais felizes” que nos prometeram desde sempre, ou eles realmente acharam que uma dancinha no meio de uma festa de casamento que a propósito não era de nenhum deles (mas tê-los destruindo a festa inteira foi ótimo também) seria o suficiente para nos deixar satisfeitos com essa despedida precoce?

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Por esse motivo, proponho uma lado B o series finale de Happy Endings, com os meus finais felizes para cada um dos personagens da série:

♥  Jane + Brad = continuaram casados e apaixonados para sempre, com dois casais de gêmeos, dois negros, dois germânicos. Devido a boa genética da família comandada na linha dura e de perto pela Jane, dizem que passaram dos 100 anos e chegaram a conhecer a quinta geração da sua família, mesmo com eles já estando na forma de um ectoplasma, rs.

♥  Penny = viajou o mundo a trabalho por um ano inteiro, experimentando uma variedade de boys magias de diferentes lugares do mundo e etnias, com tudo pago e ainda recebendo por isso. Depois disso voltou para Chicago mas se mudou para NY, onde ela continuou experimentando as possibilidades da cidade por mais um ano (fez até uma ponta na season finale de HIMYM, que eu acabei assistindo esperando que a revelação da identidade da mãe tivesse sido sensacional e wait for it… não foi. Humpf!) e depois disso encontrou o amor da sua vida, uma estrela de Hollywood com quem ela se casou anos depois e adotou 5 crianças, pelo menos por enquanto. Mas continuou trabalhando e hoje é dona de metade da 5th Avenue e 2/3 da Broadway, de tão bem sucedida que continuou sendo profissionalmente. Continua dizendo “AmAUzing” e liga para a Jane toda vez que resolve trocar de carro, agora 4 vezes por ano, a cada nova estação. Até hoje, Penny mantem em cada um de suas casas pelo mundo um quarto especialmente reservado para o Max.

 ♥  Max = tomou um banho demorado por dia durante um mês e depois dessa detox encardida, arrumou um emprego normal, onde ele acabou se apaixonando pelo dono da empresa, que em pouco tempo o cobriu de jóias, piñatas mais fáceis de se quebrar e recheadas de doces e participou de uma das edições gay de Real Housewives, onde fez fama e fortuna. Depois do programa, Max cortou o cabelo e removeu aquelas tattoos pavorosas e as substituiu por novas tattoos pavorosas de pegadas de urso e ou nomes de suas conquistas espalhadas pelo corpo e hoje é dono de uma pequena joalheria de peças eróticas super exclusivas downtown Chicago, além de possuir a mair frota de limousines no fundamento 80’s do universo. Só atende com hora marcada em ambos os negócios. Sempre após as 16h00, que é quando ele começa a acordar. Não insista.

♥  Dave =  se casou com a Kim Bauer (e esse foi seu maior castigo na vida), mas ficou viúvo ainda na lua de mel, porque ela finalmente foi comida por um cougar desdentado, por isso podemos imaginar que essa foi uma morte lenta e dolorosa. Depois disso entrou em depressão por cerca de uma semana, superou, foi com seu trailer até a comunidade navajo mais próxima e se tornou um dos palestrantes mais bem sucedidos da história da comunidade. Durante seus cultos, Dave ficou conhecido por distribuir seus famosos lanches de carne, o que era proibido naquela região e por isso ele foi expulso da comunidade. Sem saber o que fazer, se inscreveu no The Voice (sério, tinha um candidato igualzinho a ele até um dia desses no programa chamado Justin Rivers), onde não conseguiu ir muito longe na competição, embora tenha conseguido pelo menos um contrato para lançar o seu único single de sucesso, responsável pela sua fortuna e pelo qual ele é chamado para cantar até hoje em feiras e convenções locais. Continua solteiro e descobriu recentemente que o grande amor da sua vida talvez seja um híbrido do Max + Brad.

Alex = (sem coração de propósito) morreu. Finalmente!

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É, apesar da mágoa, agora realmente só nos resta aceitar que uma série como Happy Endings tenha terminado dessa forma, nos devendo aquele final feliz que todo mundo gostaria de ter visto e isso nem tão cedo, viu? Mas temos que encarar que nem todo final é feliz, mesmo que ele nos tenha sido prometido, então…

R.I.P. Happy Endings

 

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